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Rússia modernizará torpedo de supercavitação Shkval VA-111

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VA-111 Shkval

O torpedo de supercavitação Shkval VA-111 será modernizado no âmbito do programa de armas estatais 2018-2025

“O trabalho está em andamento. Acho que os parâmetros serão melhorados de forma contundente. O programa faz parte do programa de armamento estatal 2018-2025”, disse Boris Obnosov, chefe da Tactical Missiles Corporation da Rússia, no show aéreo MAKS 2017 em julho.

O torpedo-míssil Shkval foi desenvolvido como arma de reação rápida contra outros submarinos que fossem detectados em distâncias muito curtas. Ele entrou em serviço com a Marinha Soviética em 1977. Impulsionado por um motor foguete de combustível sólido, o torpedo pode viajar a velocidades superiores a 300 km/h (mais de 200 nós).

Desenvolvido na década de 1970, o Shkval estava à frente de seu tempo há décadas. Suas desvantagens incluem um alto nível de ruído, um alcance operacional limitado (até 15 km).
O torpedo não tem um buscador de alvo, confiando exclusivamente em um sistema de orientação inercial. Inicialmente, foi armado com uma ogiva nuclear de 150 quilos, e depois uma ogiva convencional foi projetada.

Concepção do Shkval

Agora, a versão não nuclear será totalmente atualizada de acordo com novos desafios e requisitos operacionais. Além disso, tem havido um maior interesse pelo Shkval no mercado global de armas.

A velocidade sem precedentes do Shkval é possível devido à supercavitação. O torpedo viaja em uma bolha de cavitação criada por seu cone de nariz especialmente concebido e a expansão de gases motores quentes. Uma bolha de gás envolve o torpedo, minimizando seu contato com a água e reduzindo significativamente o arrasto da água.

A cavitação, no entanto, cria um problema de manobra. Quando um torpedo muda de direção, o corpo move-se para fora da bolha de cavitação, reduzindo sua velocidade devido ao arrasto da água. O cone do nariz cavitante do Shkval gira quando o torpedo muda de direção, mantendo-o em uma bolha de gás ao manobrar. Os torpedos manobram usando quatro barbatanas e o cone do nariz.

Durante décadas, o Shkval foi inigualável entre outros torpedos. Em 2005, a Alemanha disse que completou o desenvolvimento do torpedo-míssil Barracuda capaz de atingir as mesmas velocidades. No entanto, o torpedo ainda não foi colocado em produção em massa. Os EUA têm feito esforços similares desde 1997, mas nenhum protótipo de trabalho ainda foi apresentado.

FONTE: sputniknews.com

22 COMMENTS

  1. A Sputnik sempre carrega a mão nessa adjetivação ufanista.
    Mas eu queria entender uma coisa: essa geringonça tinha alcance limitado (até 15 km), mas portava uma ogiva nuclear.
    Isso é o quê? Suicídio?
    Pensava que só os muçulmanos sonhavam com o martírio em combate.

  2. Walfrido, já tinha visto isso. Inacreditável. Esse canhão logo saiu de serviço. Espero que a ogiva nuclear desse torpedo russo tenha merecido destino semelhante.

  3. A radiação EM é inibida dentro da água e o único efeito destrutivo numa detonação submarina é a onda de choque que devido à densidade do meio tem curto alcance de destruição. As cargas de profundidade nucleares tinham raio de destruição em torno de 2 km.
    O torpedo nuclear Mk-45 tinha alcance de 13 km.

  4. Bosco 18 de agosto de 2017 at 17:27
    Bosco, existe algum estudo sobre contaminação radioativa e outros efeitos ‘colaterais’ da detonação de cargas nucleares nos ocenaos? Imagino que um torpedo nuclear ao explodir irá destruir o alvo e muito do ecossistema marinho a sua volta…
    Em uma época em que já enfrentamos sérias ameaças aos ecossistemas marinhos, que podem causar extinção de espécies de interesse comercial e por tabela afetar até os ecossistemas terrestres, isso é uma coisa que tem ser pensada também…! Eu acho!

  5. André,
    Mas já não há nenhuma arma nuclear tática com função antisubmarino e nem contra alvos de superfície. Até onde eu sei os EUA, Rússia, França e RU não utilizam. Não saberia dizer sobre os chineses que também creio não operarem esse tipo de arma. Indianos e Paquistaneses idem. Quanto aos israelenses tudo é possível já que é um segredo. Os norte-coreanos não devem ter.
    Ou seja, muito provavelmente esse tipo de arma já não existe mais.
    E há um alento sobre os resíduos radioativos que até onde sei iriam rapidamente para o fundo do mar e seriam menos danosos que as detonações na atmosfera. Claro, parte iria escapar para atmosfera e alguma coisa seria levada pelas correntes marinhas mas o grosso iria pro fundo.
    Antes havia uma série de armas nucleares antisubmarinos, como torpedos lançados de submarinos, minas, cargas de profundidade lançadas de helicópteros e aviões, mísseis lançados de navios, mísseis lançados de submarinos, etc. Hoje, não mais.

  6. Não sendo armado com uma ogiva nuclear o torpedo Shkval perde muito de sua utilidade. Para ter alguma utilidade com uma ogiva convencional ele teria que se aproximar muito, chuto que a menos de 5 km para garantir algum “impacto”.
    O Conqueror teve que se aproximar a cerca de 1 km do General Belgrano para utilizar um torpedo de corrida reta a 75 km/h.
    Sinceramente não faço a mínima ideia da necessidade de um torpedo de supercavitação.

  7. Bosco,
    .
    Na teoria, com o torpedo se movendo a mais de 300 Km/h, não haveria reação que um submarino convencional poderia oferecer… Seria a “arma perfeita”… Contudo…
    .
    Até onde sei, o fenômeno de super cavitação tornaria qualquer sonar instalado no torpedo inútil… Os russos falam em sistema inercial, mas qual seria a margem de erro disso…? E mais ainda, disparando para um ponto previsto para impacto…?
    .
    Somente vejo utilidade com o sistema de guia por cabo e o torpedo sendo conduzido até uma distância mínima… Enviar-se-ia a informação atualizada da posição do alvo para com o submarino pelo cabo até o torpedo, mantendo o sistema de orientação automático do mesmo atualizado para, quando o cabo soltar, a margem de erro do sistema inercial ser ínfima e o detonador de proximidade ( ? ) fazer o resto. Aí faria sentido…
    .
    Mas é tanta coisa pra dar certo que tem tudo pra dar errado… rsrsrs
    .
    O submarino seria obrigado a um mínimo de manobras durante um engajamento, o que seriam alguns minutos angustiantes em velocidade reduzida, e a distância de revide de um adversário. Qualquer manobra brusca do torpedo poderia, imagino eu, rebentar o cabo e resultar em falha. Enfim…

  8. Os norte-coreanos já usaram isso em combate.

    Afundaram uma fragata sul-coreana com um submarino de 300 toneladas e armado com um torpedo desses.

    Excelente custo-beneficio.

  9. Eu creio que esse tipo de arma foi projetada para fins de solução final, ou seja, eles já perderam a batalha, tem torpedos vindo em sua direção e ae se lançaria esse tipo de torpedo de modo a nenhum dos dois saíssem vitoriosos. Enfim… Um loucura total!

  10. 300 km/h. A15 km ou menos de distância
    E o pessoal diz que é inútil…
    Tudo bem que o outro submarino pode estar a 50 km/h. Ou não… E depende se está se afastando, indo lateralmente, etc.
    Mas 300 km/h no fundo do mar… É uma Ferrari na reta dos Boxes…

  11. Antônio,
    É um Ferrari na reta dos boxes (só que mais barulhenta) mas com um piloto cego. Como arma nuclear é plenamente compreensível mas como arma convencional é um disparate. Não há nada que o Shkval faça a 300 km/h que um torpedo pesado convencional com velocidades de até 100 km/h não consiga de distância muito mais segura para o atacante.
    E 15 km é a distância que pode ser útil se o torpedo estiver armado com uma ogiva nuclear. Sem sendo armado com ogiva convencional pode ter certeza que essa distância se reduziria muito. Chuto que pra no máximo uns 3 ou 4 km, se tanto.

  12. Eu achava que na fase final ele saia da cavitação para se orientar melhor…. Não sei onde li isso, não achei a tempo de postar…
    A vantagem da arma é o diminuto tempo de reação do alvo, mas se ele é cego – e isso faz todo o sentido pelo que o Bosco explicou – acertar o alvo é mais sorte do que talento….

  13. Eu achava que na fase final ele saia da cavitação para se orientar melhor…. Não sei onde li isso, não achei a tempo de postar…
    A vantagem da arma é o diminuto tempo de reação do alvo, mas se ele é cego – e isso faz todo o sentido pelo que o Bosco explicou – acertar o alvo é mais sorte do que talento….

    Armamento sego normalmente significa alvo grande e lento… Essa arma deveria ser usada para caçar PA…

  14. Jorge,
    O Shkval não parece ser dotado de telecomando via fia como sugere o desenho. Mas mesmo que o seja muito provavelmente seria para redirecionar o torpedo no caso dele estar armado com uma ogiva nuclear no caso dele ser lançado na distância máxima. Um submarino poderia sair do raio de destruição de uma detonação nuclear (uns 2000 metros?) antes que o torpedo percorresse 15 km a 300 km/h.
    Mesmo torpedos pesados convencionais guiados por fio utilizam esse recurso só para correções grosseiras e quando próximos do alvo eles cortam os fios e fazem uso do seu sonar próprio.
    Seguramente o Shkval não tem um sonar próprio porque simplesmente esse sensor não funciona nele por conta dele produzir muito ruído e por não estar em contato direto com o meio líquido já que viaja dentro de uma “bolha” de gases.
    Outro fator a ser considerado é se o ruído produzido pelo torpedo não inviabiliza a utilização do sonar do submarino. A impressão que dá (não sou profissional e não tenho a mínima ideia se tem fundamento) é que quando o Shkval é lançado o submarino fica praticamente “cego” por conta da grande quantidade de ruído que vem da direção do alvo.

  15. Amigo Bosco!
    Como sempre RIA(Sputnik) fala besteira..
    Shkval (VA-111 M-5) foi retirado de serviço ha mais de 20 anos. Shkval-M e M2 so existiam nas versões experimentais.Sem muita chance para chegar ate as próximas etapas de desenvolvimento.
    Agora. Existe um OUTRO projeto em andamento (Khischnik-M/Predador-M) que recebeu mais de 25Mi dos presidentes mortos recentemente para continuar os trabalhos. Mas ate então não existe nenhum protótipo e nem algum tipo de previsão plausível.
    Um grande abraço!

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