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O programa de submarinos nucleares da Índia

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INS Arihant, primeiro submarino nuclear autóctone indiano

O jornal India Today, que foi a primeira publicação a dar notícias sobre o desenvolvimento do primeiro submarino nuclear autóctone indiano INS Arihant e dos mísseis balísticos lançados de submarino K-15 e K-4, revelou mais informações sobre os Programas de Submarinos Nucleares da Índia. O jornal confirmou que o INS Aridhaman, o segundo submarino nuclear de mísseis balísticos da Índia, será um navio da classe “Arihant” esticado e terá o dobro das capacidades de transporte de mísseis. Provavelmente o INS Aridhaman será o líder de uma nova classe de SSBN.

O navio seguinte ao INS Aridhaman será semelhante ao navio principal, e atualmente é designado como S4, que terá mais uma unidade idêntica.

O India Today também confirma que a Marinha da Índia já começou a trabalhar no sucessor da classe “Aridhaman” há pelo menos uma década. Essa futura classe de SSBN ainda maior será designada como S5 e será tão grande quanto os submarinos nucleares da classe de “Ohio” atualmente usados pela Marinha dos Estados Unidos.

Não está claro quantos navios de classe S5 serão construídos neste momento, mas a construção da nova classe de SSBN ainda está para começar e é provável que ainda leve uma década para começar a construção.

No ano passado, a Marinha Indiana deu o sinal verde para iniciar o trabalho de projeto de seis novos submarinos nucleares de ataque (SSN) que serão desenvolvidos em paralelo à Frota de Submarinos de Mísseis Balísticos (SSBN), de modo que o trabalho em ambos os projetos continuará de forma independente.

Ainda sem nome, os seis submarinos nucleares de ataque serão ainda mais discretos para fazer ataques furtivos e missões de vigilância e foi relatado que a construção de submarinos de ataque convencionais da classe “Scorpene” na Índia ajudou o Naval Design Bureau na obtenção de know-how técnico para entender e desenvolver melhor um casco mais furtivo.

FONTE: idrw.org

14 COMMENTS

  1. Em pensar que a poucos anos atrás a Índia possuía um PIB inferior ao brasileiro. Os indianos não brincam em serviço pois sabem que para manter forças armadas bem equipadas é preciso manter um fluxo contante de recursos para evitar a paralisação de programas importantes como esse. Já no Brasil parece que cortes e congelamentos são a regra do jogo, impedindo que nossos programas progridam de forma constante. É preciso mudar a mentalidade dos nossos políticos e da população para que eles percebam o quanto é importante manter forças armadas bem equipadas e bem treinadas. Infelizmente para a maioria do povo os gastos em defesa são vistos como meros desperdícios já que vigora em nosso país uma falsa ilusão de que nunca entraríamos em uma guerra de grandes proporções.

  2. O Brasil é o primeiro país do mundo com um programa de submarinos nucleares que tem por objetivo um SSN. Todos os países tinham por objetivo construir submarinos balísticos e os de ataque foram uma consequência lógica.

  3. MO,
    EUA, França, Reino Unido, China, Rússia e Índia sempre tiveram por objetivo o lançamento por submarino de mísseis balísticos. É a arma estratégica perfeita. O SSN foi uma etapa. Nenhuma nação desenvolveu apenas SSN.

  4. Nada como ter bem definido seus objetivos estratégicos e principalmente seus potenciais inimigos! No caso deste último se possuírem capacidade nuclear…

    CM

  5. Felizmente para o povo brasileiro e infelizmente para os militares brasileiros, o Brasil é um país livre de ameaças estrangeiras (por enquanto) e isso facilita a bagunça com os orçamentos militares. Infelizmente o povo não esta nem ae para quem vai levar o que em nosso território. Um exemplo disso é área do pré-sal que sem o nosso submarino nuclear não temos como vigiar de modo efetivo a nossa amazônia azul!
    Enquanto o povo se mantiver inepto as questões nacionais e achar que se tiver carnaval, copa e mulher tá tudo bem, essa condição se perpetuará, infelizmente!

  6. Não vejo nenhum problema do Brasil ser o precursor em ter um programa visando apenas “SSNs”… outras nações como à Austrália por exemplo, tiveram essa ideia também, mas, desistiram por conta de uma série de dificuldades inclusive encontrar tripulantes em número suficiente e a probabilidade de vir a possuir um número pequeno de unidades no fim…os 6 SSKs que à Austrália possui mal permitem um deles sempre no Teatro de Operações…a meta agora é uma força de 12 “SSKs”.
    .
    As demais nações que possuem “SSBNs” por falta de melhor motivo fazem parte do Conselho
    de Segurança Permanente da ONU e a Índia tem um vizinho o Paquistão com armas atômicas
    e nada é mais dissuasivo que um “SSBN”.
    .
    E se um dia o Brasil precisar de “SSBNs” e seus respectivos “SLBMs” que literalmente “comem”
    os orçamentos militares mundo a fora , o Brasil poderá beneficiar-se do aprendizado com os
    “SSNs”.

  7. Percebam.
    Os países q tem SSBN possuem no mínimo uma quantidade de subs equivalente ao número de membros permanentes do CS. Por quê? Quem não possui um SSBN tem força pra ser membro permanente e “fazer valer sua vontade” no “pau da goiaba”?
    Sds

  8. Eu quero muito que nós tenhamos uma marinha com pelo menos 3 ‘SSNs’, mas minha mente se recusa a acreditar que o programa vai realmente dar em alguma coisa.
    Sonhar não é proibido, então tenhamos nossos submarinos equipados com mísseis de cruzeiro táticos com capacidade de transportar ogivas nucleares táticas, como os israelenses tem nos seus ‘SSKs’.

  9. Brasil deveria sim tem alugado um sub russo.Aposto que sairia mais barato é rápido e agora já estaríamos a construir um segundo.Esse nosso cada dia se arrasta mais.A não ser se esses scorpeem alongados um dia poderão comportar um reator menor .

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