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ARA San Juan: aeronave P-8A Poseidon da US Navy vai auxiliar nas buscas

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P-8A Poseidon

NAVAL STATION MAYPORT, Flórida – O Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) dirigiu a Marinha dos EUA para desdobrar uma aeronave marítima multi-missão Poseidon P-8A para Bahia Blanca, Argentina, em 18 de novembro, para apoiar a busca em andamento do submarino ARA San Juan nas águas do Atlântico Sul.

A aeronave e sua equipe de 21 pessoas partirão da Base Aérea de Comalapa de El Salvador, onde apoiava atividades de patrulha marítima de anti-tráfico ilícito. Uma vez na Bahia Blanca, eles se juntarão à busca internacional em curso pelo navio da Marinha argentina e sua tripulação, conforme solicitado pelo governo da Argentina.

O P-8A Poseidon é o mais novo avião marítimo, de patrulha e de reconhecimento da Marinha e está configurado com sensores e equipamentos de comunicação de última geração, permitindo suportar uma ampla gama de missões em grandes áreas de água, incluindo abaixo da superfície e operações de busca e salvamento. Pode chegar a uma velocidade de 564 milhas por hora, tem um teto máximo de 41.000 pés e uma autonomia de 1.200 milhas náuticas com quatro horas na estação, permitindo que ele explore as áreas de busca.

Em abril, a SOUTHCOM desdobrou um Poseidon P-8A para a Base da Força Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, Brasil, onde participou de uma busca internacional da navio da República da Coreia, Stella Daisy, que trágicamente afundou no Atlântico Sul, na costa ocidental da África.

Após o furacão Maria, a P-8A Poseidon realizou missões de sobrevoo de avaliação, capturando imagens de condições no solo na Dominica para apoiar as operações de assistência de desastres estrangeiros nos EUA lideradas pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.

O SOUTHCOM é um dos seis comandos unificados geograficamente focados da nação com responsabilidade por operações militares dos EUA no Caribe, América Central e América do Sul.

FONTEU.S. Southern Command

37 COMMENTS

  1. Seria preciso mais aeronaves de patrulha e reconhecimento na região além de um P8-A. Ela tem 4 horas de autonomia sobre a área de patrulha. A Inglaterra tb os tem e poderia enviar uma. Até mesmo o nosso P3 tem umas 3 horas de autonomia sobre o alvo. A situação está se agravando com o tempo e seria desejável, penso eu, umas 4 aeronaves desses tipos citados em rodízio sobre a área. O tempo cronológico e climático está contra todos.

  2. Segundo O Globo já foi localizado a 300 km da Costa e 70 M de profundidade. Agora se concentram em resgatar a tripulação! Aparentemente foi problemas elétricos mesmo

  3. Ozawa…
    .
    a “Inglaterra” ainda não tem nenhum P-8 porque nenhum foi entregue ainda !
    .
    Os EUA além do P-8 tem um P-3 da NASA utilizado para missões científicas já procurando
    pelo submarino e um mini submarino de salvamento que pode ser transportado via aérea
    encontra-se à postos.

  4. A ISMERLO anunciou que encontrou o sub, mas parece que esta replicando a noticia do Gaceta…

    “18 de novembro Últimas: O Escritório Internacional de Ligação de Escape e Resgate de Submarinos (ISMERLO), organização dedicada à busca e resgate de submarinos afundados em todo o mundo, alegou que detectou ARA SAN JUAN a cerca de 300 quilômetros a leste de Puerto Madryn, a cerca de 70 metros de profundidade. Ainda não há confirmação, notícias oficiais dizem que a busca por submarinos continua. Se o submarino for realmente encontrado a uma profundidade de 70 metros, há uma boa chance de resgatar a equipe.”

    http://maritimebulletin.net/2017/11/17/argentinian-navy-submarine-with-40-crew-lost-contradicting-news/

  5. Alexandre Galante.
    E qual a profundidade máxima que esse submarino argentino pode suportar no caso de um emergência e qual tempo máximo estimado de sobrevivência tripulação?

  6. Ok, Dalton, grato pela ressalva. De qq jeito eu tinha esperança, mas até ela está ficando sem oxigênio com o passar do tempo…

    É compreensível o constrangimento da Armada Argentina pelo episódio, que traz luz à sua obsolescência e falta de recursos de resgate de seus próprios meios, mas parece que ela mesmo sabia da gravidade da situação há 48 horas e seguiu um desnecessário protocolo até ultimar o pedido internacional de ajuda. É a impressão que tenho…

  7. A profundidade de operação do TR-1700 é 300 metros, a profundidade de colapso do casco deve ser uns 500 metros. Tempo de sobrevivência da tripulação depende de vários fatores, não existe um número certo.

  8. Valeu Alexandre!!! Tomara Deus que seja verdade pois cada hora que passa e critica. Quanto tempo de oxigênio teria a tripulação nestes casos?

  9. Fico pensando…

    Será preciso que 39 marinheiros pereçam para que finalmente haja uma reviravolta na situação crítica da Armada argentina?

    Ou será que, se, isso infelizmente de fato ocorrer, nem isto seria o bastante para sensibilizar para que se encontre rapidamente soluções para estancar a total obsolescência de meios da Armada???

    Lamentável!!!

  10. Víveres e água para 15 dias.

    A questão é oxigênio, temperatura e profundidade. O tempo na região não ajuda, já postei isso.

    Sobre o Felinto Perry postei um link do NAVAL com todas suas características e capacidades.

  11. Possui um sistena que lança “tubos” que demarcam a área com coloração amarela,
    já postei o link também.

  12. “Roberto F. Santana 18 de novembro de 2017 at 9:32
    Existe informação sobre a profundidade (leito) naquela área?”
    .
    Roberto, conforme comentários (nas outras matérias anteriores sobre o tema – sugiro a leitura) de outros leitores que pesquisaram isso, a área em que o submarino fez seu último comunicado é bem perto do limite entre as fossas abissais, onde o fundo do mar ultrapassa bastante a profundidade máxima de segurança do submarino, e o final da plataforma, onde o fundo ainda ficaria nos limites operacionais da embarcação, caso ela tenha tocado o fundo.

  13. Augusto 18 de novembro de 2017 at 11:41
    Porque ao menos um de nossos P3 já não está lá???
    Pois é tambem me pergunto isso…

  14. Quantas pessoas cabem num sino de mergulho? Quantas poderiam ser retiradas de cada vez pelo Perry, junto com o pessoal q desce nele?

  15. Alex, o que já li sobre exercícios a respeito fala em três ou quatro tripulantes por vez. Mas não sei sei se caberiam mais do que isso.

  16. O “padrão” de sinos de resgate é de oito tripulantes por vez, acredito que o sino do Felinto Perry tenha essa capacidade, preciso checar. Mais recentemente se desenvolveram veículos remotamente operados com capacidade duas vezes maior, pelo menos.

  17. Sem informações precisas, nos passa uma impressão de alto nível de inépcia e omissão de nosso governo e forças armadas.

    Não sei se existe alguma barreira imposta pelos argentinos.

    Mas enquanto vizinho, maior país da região e de maior forças armadas, deveríamos, de pronto, colocar tudo o que temos à disposição.
    Se Ingleses e Chilenos estão se movendo, deveríamos nos movimentar 10 vezes mais rápidos.

    Isso mostra a situação das armadas argentinas, mas, também, mostram muito da situação da nossa. Um país desse tamanho, não termos, no mínimo, uns 05 aviões de patrulha para enviar para lá imediatamente, é lamentável.

  18. Felipe, acho que sua conclusão é precipitada justamente por que não se tem ainda informações de como está a ajuda do Brasil. Nessas situações, move-se primeiro, desde que a ajuda tenha sido aceita, quem está mais perto. No caso dos chilenos, suas bases estão mais próximas da área que as brasileiras, no caso dos britânicos, também, pois há navios e aeronaves nas Falklands. E até no caso dos americanos no primeiro momento, que já tinham um avião da NASA fazendo pesquisas na região. O desdobramento autorizado do P-8 americano é notícia recente, precisaria saber, para tirar qualquer conclusão de inépcia ou despreparo de nossa parte, o que foi oferecido de ajuda ou já esteja seguindo pra lá.

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