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Fragata Niterói em Southampton, 16 de maio de 1976

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Em nossas pesquisas pela Internet, encontramos raras fotos das fragatas classe Niterói à venda em alguns sites estrangeiros e as adquirimos para ilustrar a série de matérias sobre os 40 anos da classe Niterói.

As fotos deste post estavam à venda no eBay, e mostram a Fragata Niterói em Southampton, 16 de maio de 1976, quando a mesma se encontrava realizando as provas de mar na Inglaterra. O navio seria incorporado no final daquele ano, em 20 de novembro de 1976.

A fragata Niterói – F 40, é o quinto navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem a cidade homônima, antiga capital do Estado do Rio de Janeiro. A Niterói foi a primeira de uma série de seis fragatas encomendadas em 20 de setembro de 1970 como parte do Programa de Renovação e Ampliação de Meios Flutuantes da Marinha, e a primeira construída pela Vosper Thornycroft Ltd., em Woolston, Hampshire, Inglaterra.

Teve sua quilha batida em 8 de junho de 1972, foi lançada e batizada em 8 de fevereiro de 1974. Fez-se ao mar pela primeira vez em 8 de janeiro de 1976, iniciando as provas de mar e máquinas que se estenderam até o final de maio, sob supervisão do construtor e do Grupo de Recebimento.

Foi aceita e incorporada em 20 de novembro de 1976 em cerimônia realizada no cais 47 do porto de Southampton. Naquela ocasião, assumiu o comando, o Capitão-de-Mar-e-Guerra João Baptista Paoliello.

A chegada ao Brasil

Em 10 de agosto de 1977, a fragata Niterói alcançou as águas brasileiras, e no dia 15 de agosto, às 08:00hs chegou ao Rio de Janeiro, sendo recebida na boca da barra pelos contratorpedeiros Mariz e Barros – D 26 e Pernambuco – D 30, por três helicópteros da ForAerNav, bem como diversas embarcações dos Iates Clubes do Rio de Janeiro e Niterói, que a acompanharam até a atracação no cais norte do AMRJ. Também na Ilha de Villegagnon, o Corpo de Aspirantes participou da recepção, permanecendo em postos de continência nas muralhas da Escola Naval. A Niterói trouxe embarcado um helicóptero Westland Wasp, pertencente ao segundo lote dessas aeronaves, adquiridas pela MB.

Em 17 de agosto, às 10:00hs, em cerimônia presidida pelo Comandante de Operações Navais, AE Eddy Sampaio Espellet, passou a subordinação do Comando-em-Chefe da Esquadra. Como primeira unidade a entrar em serviço, foi-lhe atribuída a execução da Avaliação Operacional dos Sistemas da Fragatas da classe Niterói, visando a coleta de dados e informações a respeito desse projeto de navios de guerra.

Em 9 de setembro, o Presidente da República, General Ernesto Geisel, embarcou na Niterói, onde passou em revista ao CT Pará – D 27 e Alagoas – D 36, Cv Purus – V 23 e Caboclo – V 19, NV Aratu – M 15, Anhatomirim – M 16, Atalaia – M 17, Araçatuba – M 18 e Albardão – M 20, e aos NA Javari – U 18 e Juruá – U 19. Logo após a revista, o Presidente assistiu a exercícios da Fragata com o CT Alagoas.

Em 19 de novembro, o navio recebeu uma Bandeira Nacional, ofertada pela cidade de Niterói.

Características

  • Deslocamento: 3.200 ton (padrão), 3.800 ton (carregado).
  • Dimensões: 129,2 m de comprimento, 13,5 m de boca e 5,9 m de calado.
  • Propulsão: CODOG (Combined Diesel or Gas) com 2 turbinas a gás Rolls-Royce Olympus TM3B 28.000 shp cada; 4 motores MTU 16V956 TB91 de 3.940 bhp cada, acoplados a dois eixos e dois hélices Escher-Wyss passo variável.
  • Eletricidade: 4 geradores diesel de 1.000 kw cada.
  • Velocidade: máxima de 30,5 nós.
  • Raio de ação: 1.300 milhas náuticas a 28 nós (turbinas Olympus) ou 4.200 a 19 nós (4 motores diesel).
  • Armamento: 1 reparo singelo do canhão Vickers Mk 8 de 4.5 polegadas/55 calibres (114mm); 2 reparos singelos do canhão Bofors L/70 de 40 mm; 1 lançador de mísseis anti-submarinos Ikara; 2 lançadores triplos de mísseis antiaéreos de defesa de ponto Sea Cat; um morteiro duplo do foguetes SR-375 BOROC de 375mm, 2 lançadores triplos STWS Mk 1 de torpedos A/S de 324mm, 2 lançadores de foguetes Schermully e 2 lançadores de foguetes iluminativos Rocket Flare.
  • Sensores: 1 radar de vigilância aérea tipo Plessey AWS-2, com o IFF Mk 10; 1 radar de vigilância de superfície ZW-06; agulhas giroscópicas Sperry Mk-19; 2 radares de direção de tiro Orion RTN-10X; MAGE FH-5 radiogoniometro HF D/F; Decca RDL-2/5 e CDL-160 radiogoniometro VHF; sonar de casco EDO-610E e sonar de profundidade variável EDO-700E.
  • Sistema de Dados Táticos: CAAIS, com Link 11.
  • Aeronaves: 1 helicóptero Westland SAH-11 Lynx.
  • Código Internacional de Chamada: PWNI
  • Tripulação: 209 homens, sendo 22 oficiais e 187 praças.
    Obs: Características da época da incorporação.

FONTE: NGB – Navios de Guerra Brasileiros

4 COMMENTS

  1. A classe Niterói sempre se sai bem nas fotos.

    Dizer que tínhamos, nos anos 70, quem sabe a melhor classe de fragatas do mundo.
    Estávamos no estado da arte.

    Tiro no pé, inacreditável, incompreensível, indesculpável, foi a descontinuidade da produção local das modernas fragatas desta classe e de outras posteriormente.
    É difícil entender a falta de visão tecnológica soberana que muitos brasileiros, com excelente nível de estudo e cargos, possuem e exercem até hoje.

  2. Hoje eu sei que estamos com 6 Niterói e 2 outras de classe diferente. Mas a pergunta é: quantas realmente temos disponíveis para combate?

  3. Observei que a tonalização da cor da tinta da MB ao longo das décadas foram escurecendo se gradativamente – um cinzentão de funilaria automotiva. Vejo as marinhas, australiana, francesa e inglesa por exemplo com tonalidades mais claras. Tem alguma coisa a ver com tonalidade da água dos oceanos! A PLA é praticamente branca. Qual a necessidade e ganho com isso? Existe um estudo que levou e que comprove eficiência e eficácia com essa transformação? Algo relacionado com melhor proteção corrosiva, camuflagem, furtividade ou é para esconder a sujeira das águas poluídas da costa brasileira e sobretudo da Baía de Guanabara!

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