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China instala sistemas de mísseis defensivos nas ilhas Spratly

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Foto de satélite do Fiery Cross Reef no Mar da China Meridional, feita em 1 de janeiro de 2018
Foto de satélite do Fiery Cross Reef no Mar da China Meridional, feita em 1 de janeiro de 2018

Chineses instalaram mísseis de cruzeiro antinavio e sistemas de mísseis terra-ar em três de seus postos avançados no Mar do Sul da China

A China instalou discretamente mísseis de cruzeiro antinavio e sistemas de mísseis terra-ar em três dos seus postos avançados fortificados a oeste das Filipinas no Mar da China Meridional, um movimento que permite a Pequim projetar ainda mais seu poder nas águas altamente disputadas, segundo fontes com conhecimento direto dos relatórios de inteligência dos EUA.

As avaliações de inteligência dizem que as plataformas de mísseis foram transferidas para os postos avançados nas Ilhas Spratly nos últimos 30 dias, segundo fontes que falaram sob condição de anonimato.

A colocação das armas defensivas também acontece logo após a instalação do equipamento de interferência militar da China no Mar da China Meridional, que perturba as comunicações e os sistemas de radar adversários. Segundo todos os relatos, os novos sistemas de defesa costeira representam um acréscimo significativo ao portfólio militar de Pequim em uma das regiões mais disputadas do mundo.

Os Estados Unidos mantiveram-se neutros – mas expressaram preocupação – com a sobreposição de reivindicações de soberania nas Spratlys.

“Apelamos constantemente à China, bem como a outros reclamantes, que se abstenham de mais reivindicações de territórios, construção de novas instalações e militarização de características controversas, e se comprometam a administrar e resolver disputas pacificamente com outros reclamantes”, disse um funcionário do Pentágono à CNBC quando perguntado sobre a recente atividade militar da China na área. “A maior militarização dos postos avançados servirá apenas para aumentar as tensões e criar uma maior desconfiança entre os reclamantes.”

Imagens de satélite do Subi Reef de julho de 2012 a dezembro de 2017, mostram sua evolução de recife a base militar. Fonte: Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais

A inteligência recente, segundo fontes, indica a instalação de mísseis de cruzeiro antinavio e mísseis terra-ar em Fiery Cross Reef, Subi Reef e Mischief Reef, nas Ilhas Spratly. As Spratlys, para os quais seis países reivindicam, estão localizados a aproximadamente dois terços do caminho do leste do sul do Vietnã até o sul das Filipinas.

Os mísseis de cruzeiro antinavio baseados em terra, designados como YJ-12B, permitem que a China atinja navios de superfície dentro de 295 milhas náuticas dos recifes. Enquanto isso, os mísseis terra-ar de longo alcance designados como HQ-9B, têm um alcance esperado contra alvos como aeronaves, drones e mísseis de cruzeiro a 160 milhas náuticas.

As armas defensivas também apareceram em imagens de satélite de Woody Island, sede militar da China nas vizinhas Ilhas Paracel.

“Woody Island serve como o centro administrativo e militar da presença da China no Mar da China Meridional”, disse Gregory Poling, membro do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e diretor da Iniciativa de Transparência Marítima da Ásia, à CNBC em uma entrevista anterior.

“Presumimos que qualquer coisa que vemos em Woody acabará por encontrar o caminho mais para o sul para ameaçar mais diretamente os vizinhos da China”, acrescentou.

Ilhas disputadas no Mar do Sul da China. (Clicar na imagem para ampliar)
Ilhas disputadas no Mar do Sul da China. (Clicar na imagem para ampliar)

FONTE: CNBC

93 COMMENTS

    • ICBMs jamais serão instalados em uma ilha artificial…eles estão muito bem no
      continente, assim como os ICBMs dos EUA, não estão instalados no Havaí , Alasca,
      ou Guam…e ainda por cima tem os submarinos armados com SLBMs.

  1. Imagino o reboliço, se colocassemos misseis na Nossa Fernando de Noronha. Ou outras ilhas nossas. As nações que aqui transitam fariam a maior pressão contra essas “ameaças à navegação”. Mas o Dragão tem cacife e mostra as cartas. Quem quiser contestar terá que mostrar as cartas.

    • Fernando de Noronha não é contestada por outros países…e há muito espaço em volta
      para não ameaçar à navegação…são coisas completamente diferentes.

      • Olá.
        Mestre Dalton, por mais que a soberania sobre Fernando de Noronha ou Trindade não seja objeto de discussão internacional, se o Brasil instalasse bases de mísseis anti navio em qualquer uma destas localidades haveria “chiadeira” internacional.
        A Grã Bretanha não ficaria nem um pouco confortável, pois tem tráfego militar regular no Atlântico Sul. Da mesma forma, os EUA poderiam ver tais dispositivos como “ameaças” a 4ª Frota.
        Creio que o Brasil sofreria alguma “pressão internacional” contrária se demonstrasse interesse de instalar mísseis nas suas ilhas mais afastadas no Atlântico.
        Obviamente, é uma condição bastante distinta da que ocorre na região do Sul do Mar da China.
        SDS.

        • Mas isso não tem nada a ver !
          Qualquer escolta meia boca tem mísseis anti-navios… e nem por isso o tráfego desses meios militares são importunados por “pressões internacionais”.

    • Uma comparação mais justa seria nós descobrirmos petróleo entre a ilha de Trindade e Martim Vaz e meses depois a Argentina reivindicar que um banco de areia submerso perto dessa reserva é dela e declarar unilateralmente soberania sobre esse banco do areia, lançando mapas, construindo uma base militar e ameaçando qualquer um que tiver interesse econômico/militar sobre essa área.

      https://i.imgur.com/5XtXUBk.jpg

    • Se houver qualquer ameaça ao patrimônio nacional, basta destruir este patrimônio, parecido como o Hussein fez no Kuwait nos poços de petróleo…imagine Cherne e Garoupa em chamas e despejando óleo no mar para impedir de serem tomadas…o caos ecológico e logístico…God bless our souls…

  2. Fico imaginando o preço de construir uma Ilha dessa e fazer a sua manutenção. Será que é mais barata que 1 NAe novo? Ou 2? Não seria interessante para o Brasil? Por caças navais em una ilha artificial 🙂

    É só um sonho, uma brincadeira à nível imaginário, assim como tem gente que sonha que o Brasil tem 2 frotas Maranhão e Rio de Janeiro?

  3. Perfeitamente previsível.

    Os militares chineses não ocuparam a ilha e fizeram bem feitorias para serem um resort de férias.

  4. Essa postura da China resultará em mais vendas de armas para Japão , Taiwan e, quem sabe, Indonésia. Ou seja, para os EUA, tá ruim mas tá bom!!

    SRN
    Follow the Leader

  5. Míssil de cruzeiro antinavio, arma defensiva… Então, tá!
    Enquanto isso, pares de Xi Jinping vão pro vinagre. O China aprendeu bem com Shakespeare: se tem um nobre sucessor da coroa, é provável que o rei acorde mortinho da Silva um dia…

      • Acho q vcs que não “entendem” o poder militar de um bombardeiro stealth armado com armas stand-off de precisão…

        • Bosco se referiu as Jdam ,que pelo que vc sabe ,não é arma stand off.
          O B 2 com jdam nas baias iria ter de se aproximar muito da ilha .
          Stealth contra a China ? Queria muito ver isso na pratica .
          F-117 mandou lembranças

          • Bill,
            Eu e toda a USAF pensa diferente de você. rsrs
            Quanto a JDAM ser ou não arma stand-off, esse termo é flexível e depende do vetor que a transporta e lança assim como das armas defensivas do inimigo.
            Por exemplo, uma bomba guiada a laser lançada por um Super Tucano a 6 km de altura é uma arma stand-off se o inimigo tiver só canhão de 20 mm ou mísseis Iglas ou Stingers.
            A JDAM pode não ser stand-off para um B-52 mas o é para um B-2 já que permite que sejam lançadas de uma distância de 29 km do alvo.
            Mas tudo bem! Na dúvida e pra que ninguém fique triste, a gente instala umas duas dúzias de bombas SDBs, faz o B-2 dar uma circulada e aí volta pra arrasar a ilha com mais de 50 JDAMs. rsrsss

    • Imagino que primariamente as instalações chinesas nessas ilhotas têm função defensiva/dissuasora, numa estratégia A2/D2. Mas evidentemente têm também efeito intimidador.

  6. Um enfrentamento com a China parece inevitável, pois os chineses tem se armado a níveis impressionantes, resta saber se será com a Índia, Japão, EUA, Brunei, Filipinas ou todos juntos.

    • Creio que não, um conflito com a China no pacífico teria efeitos danosos em escala global. Vai ficar igual a guerra fria, equilíbrio pelo medo da corrida armamentista, principalmente nuclear.

    • Nem acho inevitavel ,acho necessario …eles tem uma visão expancionista muito grande e isso é muito ruim para todo mundo

      • Você tem um apreço e tanto pela vida humana. O último conflito entre grandes potências deixou milhões de civis e militares mortos.

        • Então faz o seguinte …Deixa a China dominar tudo ,qebrar a soberania de qem ela bem entender e ta td certo …Melhor conter a China agora do que esperar ela se tornar maior ainda e o conflito ter uma dimensão muito maior.Qeria ver se eles fizessem no nosso quintal o que eles fazem com os Filipinos por exemplo . …Teriamos que pensar tbm nas vidas que serim perdidas em caso de conflito ou deixaria eles caga.. na nossa cabeça ?

  7. E tem a questão ambiental.
    Ninguém protestou contra o aterramento do recife, extinção de vida marinha local etc.
    China é China.

  8. Só falta aparecer alguém aqui no site para defender as políticas expansionistas da China, cada absurdo.
    Não precisar ser gênio, basta ver o mapa e estudar um pouco o desenrolar da história dessas ilhas.
    A China primeiramente negou que estava construindo ilhas, depois negou que seriam militares, depois negou que iria arma-las…um dia vai negar que matou milhões.
    A comunidade internacional está de olho nesse expansionismo, especialmente os vizinhos da China que são os alvos.

  9. Tiago Jeronimo (@TiagoJL) 8 de Maio de 2018 at 14:23
    Me desculpe Tiago, concordo em termos com você, uma base onde tem o seu próprio aeroporto (ou seja, pode despachar aviões de patrulha, caças além de receber suprimentos) tem o domínio de uma grande área, se o mesmo for protegido com misseis (Terra ar e Terra terra) e com um bom agrupamento de soldados e uma marinha (para guerra submarina) é muito complicado ser atingido.
    Temos que lembrar que uma base é onde é possível armazenar combustível, peças de reposições, víveres e uma infinidade de material.
    Um grande PA nuclear pode em tese navegar indefinidamente MAS necessita ser reabastecido constantemente com combustível para os caças, receber viveres e peças, se de um lado ele pode estar em qualquer lugar em qualquer momento, ele tem a sua deficiência em depender de outros navios ou bases.
    Abraços

  10. O Dragão ou tigre, está se fortalecendo e preparando o bote mortal, é só questão de tempo. Quando se sentirem fortes e confiantes o suficiente irão dar o salto mortífero.Estão ampliando, reforçando, antes om arma apenas para defender estas ilhas, em breve com armas de ataque, muitos acham que a 3a guerra mundial terá seu início no oriente médio eu, já acho que esta se dará no oriente. É bom japão, Filipinas, Coréia, e os países súditos da coroa britânica ficarem de olhos bem abertos e a postos com alerta total. O Felino normalmente ataca por trás, ou quando sua presa está distraída. st4

  11. Nem acho inevitavel ,acho necessario …eles tem uma visão expancionista muito grande e isso é muito ruim para todo mundo

  12. A máxima desta semana no Blog é que alvos fixos são fáceis de serem eliminados. O Nonato postou a ideia da plataforma noutro post e, voilá, a notícia seguinte fala que a China fez isso!

    Ora, é claro que são alvos mais fáceis, em tese, de serem destruídos, assim como bases aéreas, indústrias, redes elétricas etc. Mas por isso que existem os sistemas SAM, caças de interceptação etc.

    É melhor ter isso, do que não ter!

    • Exatamente.
      Todos falam em projeção de poder, em resumo, sensores e mísseis.
      Se um porta aviões é caro, por que não avançar as defesas e manter o inimigo mais distante?
      É o que a China está fazendo.
      Não sei se plataformas seriam viáveis.
      Mas se a Petrobrás tem várias, por que a Marinha não pode?
      Que tal compartilhar plataformas? Faz algumas maiores para comportar radares, mísseis, navegar para helicópteros militares? Barcos menores e velozes com fuzileiros?

    • Reescrevendo o texto que ficou ininteligível:

      Senhores,
      Essas ilhas do ponto de vista de vantagem militar são aberrações. Elas só têm efeito político já que configuram um enclave chinês, pertencem, em tese, ao Estado Chinês.
      Uma ilha dessas, armada como deve ser por ser parte do território chinês, é muito diferente de uma plataforma fixa em pleno oceânico, com função defensiva.
      Do ponto de vista militar essa ilha apresenta algumas vantagens que uma plataforma naval fixa não tem, que é ser “inafundável”. Isso a torna invulnerável a torpedos e comandos de mergulhadores dotados de cargas de demolição.
      Outra vantagem ainda é que nela pode ser construída “bunkers” de alta resistência. Tão resistentes quanto se julgue necessário, o que não pode ser feito numa “plataforma fixa”, que é vulnerável a uma série de tipos de armas diferentes.
      Aliás, todo o armamento numa ilha como esta pode ser “recolhido” a bunkers blindados.
      Não tem nada a ver esse tipo de ilha com as plataformas sugeridas pelo Nonato em post anterior.
      Vale salientar que não estou defendendo esse tipo de ilha do ponto de vista militar. Não a vejo como vantajosa desse ponto de vista. Já em relação a ser emblemática do ponto de vista político, aí é outra história.

    • O que me chateia é quando termino de escrever aí lá embaixo não tem o ícone do recaptcha. O post fuca perdido ou tenho que copiar. 😨

    • melhor plataforma de comentarios é o Disqus…Os editores poderiam testar esta plataforma ..Por exemplo eu nunca sei quando respondem meus comentarios ,no disqus avisa que tenho tantos comentarios ou votos …a interação fica muito mais dinamica e maior ..uso em outro site e facilita bastante

  13. Well..Well..Well……Caramba a China vai no futuro da uma de Japão só que dessa vez o estrago que a China vai fazer será bem pior do que os Japas fizeram Oh may good…..

  14. “Imagino o reboliço, se colocassemos misseis na Nossa Fernando de Noronha”
    Vixi!!! Realmente, o Brasil causaria muita comoção internacional e reuniões na ONU se colocasse meia dúzia de seus letais manpads lá…rsrsrs.

  15. E a China continua fazendo a lição de casa, estão aproveitando para dificultar ao máximo a vida de quem quer que seja que se atreva a enfrentá-los.

  16. Defender as políticas expansionistas da China?
    Um b2 com 80 bombas resolve problema?

    Gostaria de saber melhor sobre essas políticas expansionistas e porque defendem um bombardeio americano para resolver o problema chinês.

    Que eu saiba o país que mais entrou em guerras nos últimos 50 anos eh bem outro.
    A China não invadiu nenhum país, que eu saiba. E isso desde décadas.

    Eu não mexeria com quem está quieto.

    Se os EUA fizerem isso, correm um sério risco de repetirem o erro do Japão, quando este resolveu atacar Pear Harbor.

    • O país que mais ajudou o mundo a ficar livre do nazismo e do comunismo, você quer dizer. Deixe o dragão dar uma baforada no seu cangote…

    • Luis,
      Eu to me lixando se a China é mais “boazinha” que os EUA ou invadiu menos países que os EUA ou se o o pastel deles é o melhor do planeta ou se mataram no Século XX só 30 milhões de seu próprio povo em vez de 100 milhões ou se eles comem cachorro no almoço ou não.
      Isso aqui não é concurso de quem é mais bonzinho ou de quem é mais danadinho.
      Os chineses estão querendo dominar uma região onde não tem nenhum santo e o mais bonzinho naquela região bebe o sangue de bebês decapitados e depois mija no resto do corpo.

  17. A questão não é o Brasil colocar alguma coisa em Noronha, a questão é ter dinheiro para fazê-lo.
    Nem dinheiro para uma jangada há, quanto mais instalar uma Base Aero Naval.

  18. Srs
    A China está usando uma estratégia muito conhecida. Hitler a usou antes da IIGM, Putin a usou recentemente na Crimeia e na Ucrânia.
    É uma técnica simples e efetiva para se lidar com países que desejam evitar conflitos.
    O agressor avança sobre o objetivo desejado. Se o opositor fraqueja, ele se estabelece e dali a um tempo avança mais um pouco, repetindo o processo até obter tudo o que deseja.
    Os chineses vão avançar sobre todo o Mar da China, passo a passo, engolindo todas as ilhas até estenderem o seu controle até a costa das Filipinas e cercarem Taiwan.
    E vão continuar a pressionar até que os países limítrofes aceitem acordos de cooperação onde ficarão sob o domínio chinês.
    Isto só não acontecerá se os países sob risco se unirem formando uma frente e derem um basta aos chineses, enfrentando-os na fase inicial de ocupação (invasão de pesqueiros, navios patrulha e demonstrações de força) onde o risco do conflito desandar para uma guerra é menor.
    No caso das ilhas citadas, tal oportunidade já se foi e para o resto da região, o tempo já está acabando, pois a China já sentiu que os países da região não tem coragem para se arriscar a uma guerra e farão tudo para evitá-la.
    Sds

    • Se os EUA não cuidarem daqui a pouco os chineses desembarcam em nova York.
      E tudo pago com dinheiro americano.
      Encoberto como comércio.
      Quem janta com o inimigo quer morrer envenenado…

  19. Está mais do que na hora de Trump agir.
    A China está se armando para peitar os EUA.
    Hora de peitar logo.
    Quanto mais deixa o cachorro latir pior.
    Coreia do Norte que o diga.
    Venezuela e cuba também.

    • Nonato:
      O Trump não vai fazer nada, porque a China não é cachorro morto, que qualquer um chuta. Não é uma Líbia da vida, nem um México que depende do comércio com os EUA paro sobreviver.
      Com isso não estou sendo nem contra, nem a favor, nem de um, nem de outro. Estou mais preocupado com o Brasil, que vai virando um mero fornecedor de matérias primas pra aos chineses. O Brasil deveria e poderia ser a China. Mas ainda somos o Brasil.

      • Já deveria ter sido.
        Se os EUA não agirem por iniciativa própria talvez depois tenham que reagir, isto é, se defender…
        E no futuro as consequências serão piores.
        Igual a Coreia do Norte.
        Se tivessem agido antes, teria sido mais fácil.
        Depois não adianta chorar o leite derramado…
        Enquanto alguns países tentam melhorar sua defesa para se proteger, de certo modo a Rússia, a China claramente quer confrontar os EUA e não escondem isso.
        Uma atitude passiva em nada vai ajudar.
        Trump em algumas áreas está tentando reverter essa passividade no comércio por exemplo…
        Em várias áreas.
        E esse papo que os EUA fez guerras, invadiu países, é típico de um país que assumiu o papel de liderança mundial.
        O Brasil não faria isso. Não é potência militar.
        Os EUA assumiram a liderança contra o nazismo e o comunismo.
        Foi relativamente bem sucedido.
        Com relação a própria união soviética, Rússia e China foi muito passiva.
        Cuba idem. Invasão da Baía dos porcos? Deveriam ter entrado com tudo…

  20. Ambos ocorreram há mais de 50 anos.
    Mesmo assim, na Coreia foi uma ajuda militar. E não uma invasão de um país soberano.
    No Tibete, os chineses alegam que fazia parte do seu território. E o conflito foi minúsculo com menos de 200 tibetanos mortos.

    Compare com os EUA.

      • Não. Não pedi nada.
        Apenas comentei que a China tem se mostrado, nos últimos 50 anos, um país relativamente pacífico.

        Não abrem mão de seus territórios, como Taiwan e outras ilhas no mar da China.

        Mas não invadiram ninguém, nem enviaram tropas para lugar algum.

        E muitos aqui escrevem sobre o perigo chinês, como se fossem os maiores invasores do mundo.

        E os dois exemplos que você citou foram há MAIS de 50 anos.

        • Eles aparentemente são bonzinhos se comparados aos EUA porque sempre estiveram amarrados e com focinheira.
          Nem bem se tornou uma potência e já dá mostrar do que virá.

  21. Os alcances dos mísseis são esses mesmos? Parecem superestimados. Essa ilha é um belíssimo alvo, além de um crime ambiental.

  22. O Reino Unido possui 8 ilhas no Atlântico Sul:
    Ascensão, Santa Helena, Tristão da Cunha, Gough, Sandwich do Sul, Geórgia do Sul, Órcadas do Sul e Malvinas (me recuso a escrever o nome britânico).

    Os EUA possuem 9 bases militares nos cercando. Ou cooperação militar, nos seguintes lugares:
    Paraguai, Peru, Colômbia, Antilhas Holandesas, Porto Rico, Panamá, Honduras, El Salvador e Guantanamo.

    E a França possui um pedacinho da América do Sul, Guiana Francesa.
    Uma colônia em pleno século 21.

    Vejam o mapa.
    http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/05/bases-militares-na-AL.jpg

    Realmente estamos super cercados.

    E vocês estão preocupados com a China?
    kkkkk

    • Caro Luís , Este cerco é apenas mera coincidência! Não temos posição estratégica e nem riquezas cobiçadas (tom irônico), somos um país pacífico e sem inimigos (a não os internamente), e muito menos somos uma poupança deixada guardada para quando houver necessidade, ser sacada ou seria saqueada? abraços st4

    • Prezado Luís
      Interessante o mapa. Cabe ressaltar que as bases britânicas são resquício do período colonial.
      Acredito que o ministro das Finanças do Reino Unido deva perder algumas noites de sono ao lembrar de quanto custa manter estas bases.
      O Brasil, se quisesse, teria bases na Namíbia (sul da África) e no Timor Leste (logo acima da Austrália). Se já temos imensas dificuldades de manter a base científica na Antártida, o que dizer naquelas lonjuras.
      A Rússia concluiu que não vale a pena manter bases longe de casa. Além da que mantém na Síria, as demais são nos antigos países da União Soviética, principalmente naqueles terminados com “ão”
      As bases dos EUA na América Central são para manter sob controle seu quintal.
      É o que a China começa fazer agora, cuidar do seu “quintal”.
      Qual a melhor forma de alguém se proteger de quem os quer “proteger”? Nukes.
      Abraço

    • Você conhece nossos políticos?

      Então não se preocupe com estamos cercados, porque eles seriam os primeiros arregarem o país antes mesmo de uma invasão seja de quem for.

  23. Estamos cercados por países que historicamente tem sido nossos aliados…ruim seria
    se estivéssemos cercados por países de fato inimigos ou potencialmente inimigos como
    ocorre com tantos outros países.
    .
    Cooperação militar com os EUA até nós temos…até onde sei não existem esquadrões de
    navios ou aeronaves dos EUA nesses países.

  24. O mundo gira em torno de interesses.

    Aliados viram inimigos, e inimigos viram aliados.

    Exemplos não faltam em nossa história recente.

    A hora que a Amazônia for determinante, a invasão acontece.
    Por isso, mesmo sendo um país pacífico e um anão em poder militar, o Brasil é um dos países mais espionados pelos Estados Unidos.

    Ou fazemos a lição de casa e nos tornamos um país sério e uma potência em todas as áreas.
    Ou seremos massa de manobra lá na frente.

  25. Absurdo essa reivindicação e ação da China nas ilhas Spratly,as mesmas estão mais geograficamente para os países do sudeste asiático que mesmo para a China.
    A China não é uma potência de primeira linha,apesar de ter o segundo PIB,porém já exerce pela força os seus pretensos direitos.O que eles não fariam mundo afora se fossem uma potência dominante?
    O imperialismo chinês quer fazer as vezes do imperialismo japonês da segunda guerra mundial.

  26. A China está está de parabéns!
    Faz o dever de casa. Há menos de quarenta anos tinha um exercito de maltrapilhos, resumido a uma infantaria gigantesca armada pela então URSS.
    Hoje possui autonomia tecnológica nas três forças e avança rapidamente no domínio do mar que considera estratégico. A exemplo dessa “ilha”, sua frota naval se expande em condições impressionantes.
    Se não bastasse o crescimento das FFAA, tudo isso acontece com inigualável crescimento econômico desde 1978. Neste período, o PIB apresentou um crescimento real médio anual de 10%, ao mesmo tempo em que a inflação, na média, foi de 6% ao ano.
    Esse crescimento foi um dos fatores por trás da gigantesca redução da pobreza. Segundo o PNUD, apenas entre 1990 e 2002, o número de chineses com rendimento abaixo de US$ 1,00/dia caiu de 490 milhões para 88 milhões. O PIB per capita (PPP) cresceu quase dez vezes entre 1978 e 2004. De acordo com dados do PNUD, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da China passou de 0,53 em 1975 para 0,78 em 2006. O grau de urbanização também foi impressionante. A população urbana, que representava cerca de 18% do total em 1978, passou a quase 44% em 2006.
    Tudo isso em torno de quarenta anos…
    Ser contra ou a favor da China é opção subjetiva de cada um, mas objetivamente estamos assistindo a um dos maiores fenômenos geopolíticos da história contemporânea.
    Para quem pensa com o cérebro e não com fígado, talvez as nações em desenvolvimento tenham algo a aprender ( e não copiar) com o relevante sucesso chinês!
    Esses são os fatos. O resto nhem nhem nhem!

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