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Foto: Navio de Apoio Oceânico ‘Iguatemi’ (G 151)

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NApOc Iguatemi (G151)
NApOc Iguatemi (G151)

Foram divulgadas em redes sociais fotos de dois dos três Navios de Apoio Oceânicos (NApOc) adquiridos pela Marinha do Brasil.

O NApOc Iguatemi (G 151) aparece com seu indicativo visual pintado e brasão na chaminé enquanto um segundo navio (foto abaixo) encontrava-se ainda em obras de adaptação no Arsenal de Marina do Rio de Janeiro (AMRJ).

NApOc Mearim e NApOc Purus são os nomes dos demais navios. Segundo o Boletim de Ordens e Notícias da MB – 1004/2018, o NApOc Iguatemi será subordinado ao 4º Distrito Naval (4ºDN), o NApOc Mearim ao 5ºDN e o NApOc Purus ao 1ºDN. Confira no mapa abaixo os distritos navais mencionados e suas respectivas áreas de busca e salvamento (Salvamar):

A Marinha do Brasil adquiriu da empresa norueguesa de serviços marítimos Solstad Farstad os navios tipo AHTS (Anchor Handling Tug SupplySea FoxSea Vixen e Sea Stoat, em setembro passado, por um valor total de 82,8 milhões de Reais (equivalentes, à época, a 24 milhões de dólares).

Os AHTS, que são tecnicamente aptos a serem utilizados tanto para suprimento como para manuseio de âncoras, foram construídos em série nos anos de 2010 e 2011 no estaleiro ABG Shipyards, na Índia, e são todos da mesma classe, com 63 metros de comprimento por 15,8 metros de boca, calado máximo de 5,5 metros e aproximadamente 90 Toneladas de tração estática (bollard pull). Podem desenvolver velocidade máxima de 13,5 nós.

Os NApOc, ex-AHTS, servirão às missões de reboque oceânico, aprovisionamento de instalações da Marinha localizadas em áreas remotas, transferência de combustível no mar, busca e salvamento e patrulhamento.

56 COMMENTS

  1. Patrulhamento? É pode ser. Quem não tem cão caça com gato. É uma medida quase de desespero atribuir missão de patrulha a um barco que desenvolve velocidade de 13,5 nós. A MB merece meios mais adequados. Como rebocadores, acho exelentes embarcações. Até por que nosso navios muito necessitarão retornar a reboque, se contimuar o processo inexorável de envlhecimento da frota.

    • Olha na vi comentários ruins mas o seu ganhou no quesito “leigo”
      Esses navios estão designados para patrulha de longo alcance,ou seja,em regiões em que barcos velozes e pequenos não se encontram,para patrulha próximo a costa tem outros meios,como os navios patrulha da classe Maracanã e bracui. Navios de patrulha oceânico são sempre grandes e feitos para patrulhagem de longo alcance contra embarcações de grande porte.

  2. Falaram tanto do indicativo A-140. E agora chegou o G-151.
    Minha leitura: podemos adquirir até 999 navios, que indicativo não faltará.

  3. Rebocadores classificados como Patrulha Oceânica como as Imperial Marinheiro, mezo avisos, mezo rebocadores, foram classificadas como corvetas.

    • A época, eram classificadas como corvetas, não se esqueça que foram construídas nos anos 50,a nossa classificação atual de navios de combate é bem diferente da que se dava antigamente, veja como eram as fragatas na época da 2 guerra mundial,pequenas embarcações,pouco armadas e rápidas

  4. Pessoal preocupado com velocidade de Patrulha desses navios. Aiai…
    .
    “Navio de Apoio Oceânico”
    Nem Patrulha tem no nome…
    Isso aí só vai quebrar galho em patrulha e fiscalização.
    .
    “Os AHTS servirão às missões de reboque oceânico, aprovisionamento de instalações da Marinha localizadas em áreas remotas, transferência de combustível no mar, busca e salvamento e patrulhamento costeiro.”
    .
    Vamos deixar para cobrar “velocidade” de um Navio Patrulha, voltado para essa missão, que também teria radar e armamento, para fazer o pessoal pensar duas vezes antes de tentar fugir.

    • Pois é, o pessoal pensa em patrulha, patrulha, patrulha, e esquece que também há obrigações de salvamento.

      É só checar o tamanho das áreas que o Brasil assume obrigações de busca e salvamento para entender a necessidade desses navios e outros:

      https://www.marinha.mil.br/com1dn/area-sub-regiao-sar

      Aliás, isso me deu a ideia de colocar esse mapa na matéria. Facilita entender melhor as coisas.

  5. Realmente Bardini ficou lindo, tenho a impressão que ele é mais alto de superestrutura do que os rebocadores de alto mar da força, li sobre as fragatas e sua futura inspeção de casco será que salva alguma da classe niteroi ? e o navio tanque da inglaterra da classe wave o que vocês acham vem pro brasil?

  6. B noite, como falo sempre, os céticos são os primeiros a se.manifestarem, são outros equipamentos para a nossa MB, não temos navios patrulhas em quantidade suficiente, estes podem ajudar, já pensou um incêndio em uma plataforma, este é um equipamento ideal. Em vez de criticarem veja a utilização.

  7. KKKKKKK já que não dá pra investir em alguma coisa nova o jeito é investir em rebocadores pra rebocar os navios que quebrarem em alto-mar.

  8. O MO fez uma bela descrição da utilidade dessas Naus.

    Pergunto:

    Quantas dessas precisaríamos ?

    Parabéns a MB pela ótima aquisição.

  9. Estamos assistindo ao começo de uma nova fase de uma marinha. A entrada dos AHTS como embarcações da apoio, reabastecimento dos navios patrulhas, transporte, salvamento, mas não como patrulhamento, pois a sua velocidade não e adequada para isso. Estes barcos vão formar com os navios patrulhas Cl. Gurupi e Cl. Macaé as únicas peças de jogo no futuro da Marinha do Brasil. Isso mesmo uma marinha costeira ou como queiram, uma Guarda Costeira….

  10. Prezado Epsilon,

    Estes NApOc são bem mais versáteis que simples rebocadores. Suas missões estão descritas no texto desta matéria.

    A MB está sim investindo em meios novos. Por falar nisso, o prazo para os participantes do Programa Tamandaré entregarem suas propostas se encerra na próxima segunda-feira.

    Grande abraço

  11. Rafa_positron, boa noite! O nome Iguatemi é nome de rio no Mato Grosso do Sul, assim como seu significado de nome em Tupi (Rio Ondulante ou Rio das Canoas Aproadas), assim como o nome Mearim (G 150) e Purus (G 152), por favor, procure se informar! Obrigado! Você já viu algum navio com o nome de Nova América ou Tijuca Outlet ou Citá América? Abs

  12. Ficou muito bem com as cores da marinha. São navios novos e será multi uso para as necessidades da MB. É isso ai frota renovada. Tem que agarrar as oportunidades! Parabéns a MB. Esse ano a MB vai ter que renovar os estoques de Caviar, Pistaxe e Whisky pois, terá muita coisa para comemorar.

  13. Primeiramente, quem quebra galho, e macaco, segundo, esses navios são sim inadequados pra exercer o tipo de missão com excelência como nossa marinha precisa, o resto é mínimo dessa geração Nutella, terceiro se vê a marinha exigindo tanto pra outras classes como as futuras corvetas e fragatas, e me por 3 pés de boi como este pra exercer função de patrulha e no mínimo ser muito ingênuo, se querem fazer a diferença façam a coisa certa do contrário nem façam, por situações como está de empurrar a situação com a barriga e por isso que o governo central corta verbas, não destina verbas suficiente pra MB, pq nós sempre daremos o nosso jeitinho, com essas gambiarras.

    • Não sei se você reparou, mas esses são Navios de Apoio Oceânico e não Navios de Patrulha Oceânica. Patrulha é uma missão subsidiária e não a principal desses navios, então, é óbvio que o desempenho dele é muito pior que de um NaPaOc na função de patrulhar.
      Mas e quanto às funções principais desse navio? Ele não as cumpre adequadamente?
      Você acha que o NaPaOc Amazonas é melhor do que ele para rebocar navios? Para abastecer a Ilha de Trindade? Para reabastecer navios em alto-mar?
      A MB tem diversas missões e esse navio cumpre algumas delas muito bem. É o que basta para considerar uma ótima compra de oportunidade.

  14. Dodo

    Entendi. Eu disse que como rebocadores são barcos exelentes. Tb citaram a classe Imperial Marinheiro. Foi um bom exemplo. Eram rebocadores de alto mar adaptados para função de corvetas, para isso recebendo um canhão Fischer de 3pol. e quatro Oerlikons de 20 mm. Deram otimos resultados durante a sua vida útil na MB. Tinham boa capacidade de reboque e podiam fazer missões de longo alcance contra navios maiores. Belos exemplos da industria naval da Holanda. Abço.

  15. Parte da popa do “Mattoso Maia” pode ser vista na última foto…quem sabe venhamos a ter
    mais informações sobre ele até o fim do ano.

  16. Divertido ver os comentários, mas deixa pra la! Fui Chemaq da velha e valente V-20 lá pelas bandas de Belém depois de passar pelas máquinas de um NPaFlu por 4 anos em Manaus. No mar, era uma maravilha mas fazer patcos mas nos rios, era desafiante pois a cv não era ágil nas respostas de emergência em situações de encalhe iminente. Quem quiser conhecer um pouquinho da V-20, pesquise sobre o encalhe do N/M Camboinhas na praia de Itaipu em 1958.
    Abçs.

  17. Não são navios fáceis de conduzir… se o PMS não funcionar e a carga tiver gdes variações vai ser difícil manter a operação…

  18. Embarcaçoes deste tipo possuem historico de operaçaoes com excelencia no mercado off shore. Dentro da MB serão certamente muito bem utilizados.
    Torço muito para que haja manutençao adequada contra o inevitavel ataque da corrosão. Isso vem acabando com nossos navios, e já não é lentamente.

  19. Esses navios foram adquiridos por um preço absurdo de caro.

    O valor de mercado devido a crise na industria de Petroleo,Pra esse design especifico, nao passa de USD 3 milhoes por unidade.

    Marinha gastou mal. Com essa verba dava pra ter comprado uma frota ate 4 vezes maior mas enfim. Que bom que pelo menos renovou parte da frota…

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