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DefenSea participa da entrega de proposta do projeto da Corveta classe Tamandaré

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A DefenSea Consultoria participou da primeira fase do processo de seleção conduzido pela Marinha do Brasil para a obtenção de quatro Corvetas da Classe Tamandaré.

A DefenSea prestou assessoria para a STM Savunma Teknolojileri Mühendislik ve Tic. A.Ş., empresa turca que apresentou uma proposta baseada nas Corvetas Classe ADA, em operação na Marinha daquele país desde 2011. Estes navios já participaram de várias operações multinacionais em diversas partes do mundo.

A STM selecionou como parceiros o estaleiro Brasfels, que possui uma área própria para a construção de navios militares em Angra dos Reis (RJ); a Thales e a Omnisys Engenharia; e a Fundação Ezute.

O projeto da STM prevê um design de casco com características Stealth, e atende a todos os requisitos operacionais estabelecidos pela Marinha do Brasil, inclusive quanto ao conteúdo local.

A proposta técnica comercial da STM foi entregue à Marinha do Brasil na manhã de 18 de junho de 2018, com a presença de representantes da DefenSea Consultoria.

Milgem-TCG-Büyükada-F-512
TCG-Büyükada F-512, da classe Ada, da Marinha Turca

DefenSea Consultoria estará presente na 1ª RIDEX (Rio International Defense Exhibition)

A DefenSea Consultoria estará presente na 1ª. RIDEX (Rio International Defense Exhibition), a ser realizada de 27 a 29 de junho de 2018, no Pier Mauá, Centro, Rio de Janeiro, RJ, no estande D-64, armazém 3, no espaço dedicado à ABIMDE – Associação Brasileira das Indústrias de Material de Defesa.

A DefenSea Consultoria propõe-se a conectar empresas internacionais e nacionais, formando parcerias para o desenvolvimento de projetos nas áreas de defesa, principalmente naval, e atividades marítimas, que produzam benefícios para todos os envolvidos, com a adoção de soluções tecnológicas inovadoras para o Brasil.

Desde a sua fundação, a DefenSea Consultoria participou de vários projetos relacionados à Marinha do Brasil, com destaque para o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), ambicioso programa estratégico de monitoramento marítimo, quando a empresa prestou assessoria para um dos consórcios participantes da licitação, trabalhando no delineamento de sensores e desenvolvimento do plano de apoio logístico integrado.

Atualmente, a DefenSea Consultoria está participando da concorrência pública internacional promovida pela Marinha do Brasil para a construção de 4 (quatro) navios “Classe Tamandaré” – Projeto CCT, prestando assessoria especializada à uma empresa estrangeira nas áreas de logística e na captação de empresas brasileiras que possam contribuir com seus produtos e serviços no citado projeto.

Assim, a DefenSea Consultoria convida a todos para fazer uma visita ao estande da empresa na RIDEX 2018, a fim de conhecer este e outros projetos em desenvolvimento.

DIVULGAÇÃO: Defensea Consultoria

43 COMMENTS

    • Ou o desenho do site é que não condiz com o desenvolvimento do TF_100?? Na Wiki diz que será uma Milgem alongada para caber o VLS, o que parece ser mais perto do desenho apresentado nesta reportagem do que no do link que colocou.

      Talvez no seu link possa ser a TF-200, que será maior ainda.

  1. Por favor tirem minha dúvida. O projeto Tamandaré se transformou em Corvetas ou Fragatas? E se futuramente a Marinha pensa em também ter Destroyers? Sonhar não custa nada, ainda mais com a situação geopolítica mundial mudando de forma expressiva. Nossas FFAA tem que pensar grande daqui pra frente e torcer para nossos futuros governantes apoiarem tais projetos e expectativas.

    • O nome oficial é Classe Tamandaré, se vai ser uma corveta ou fragata depende de quem ganhar a concorrência; mas você pode considerar que mesmo o projeto da MB pras Tamandarés representa uma fragata leve ou, de outra ótica, uma corveta pesada.

    • O projeto Tamandaré desenvolvido pela Marinha é uma corveta. Mas no processo de aquisição para a Classe Tamandaré pode ser apresentada proposta de construção do projeto Tamandaré ou de algum outro tipo de navio até 4.000 toneladas, que configuraria uma fragata. Quanto a destróieres, nunca vi esse nome nos projetos da Marinha, o maior navio pretendido é uma fragata de 6.000 toneladas (no ProSuper), que em alguns lugares pode ser denominada destróier, mas aqui no Brasil é denominado fragata. O que importa mesmo é a tonelagem e o armamento, o nome varia de lugar para lugar, não há uma padronização internacional.

  2. Esta montagem com o desenho do navio proposto parece uma Milgem com algumas alterações na superestrutura e o VLS atrás do canhão principal, eu gostei bastante, tem cara de fragata mesmo….

    Seria legal se divulgassem alguns dados básicos como tipo de propulsão, tonelagem, comprimento, etc; desde que, obviamente, fosse permitido. Isso para todos os concorrentes.

    Parece ser um forte candidato pois a indústria naval turca ensaia um desenvolvimento e se no meio do caminho ganhar uma concorrência internacional de peso, agregaria ainda mais fôlego e renome às suas pretensões. Apesar de já ter existido a exportação de unidades para o Paquistão, acredito que abastecer a Marinha do Brasil traga maior rendimento ao construtor.

    Lendo na Wiki, percebi que a oferta aMB mais parece com a TF-100 que basicamente é uma Milgem alongada para o VLS.

    “A classe TF-100 [16] terá um casco ligeiramente maior e será equipado com o Mk.41 VLS , capaz de disparar mísseis RIM-66 Standard , RIM-162 ESSM e VL ASROC , junto com outros sistemas capacidades de combate a funções.”

    Aí copiei os dados da Wiki para uma base de estudos.

    Type:
    Patrol and anti-submarine warfare[1]
    Corvette (Ada class)
    Frigate (TF-100 class)

    Displacement:
    2,400 tonnes for Ada class
    3,000 tonnes for İ class

    Length:
    99.56 m (326 ft 8 in) for Ada class
    113.2 m (371 ft 5 in) for İ class

    Beam:
    14.40 m (47 ft 3 in) for Ada class
    14.40 m (47 ft 3 in) for İ class

    Draft:
    3.90 m (12 ft 10 in) for Ada class
    4.05 m (13 ft 3 in) for İ class

    Installed power:
    Main: 31,640 kW (42,430 hp) RENK CODAG
    Aux: 4 x 588 kW (789 hp)

    Propulsion:
    1 gas turbine, 2 diesels, 2 shafts

    Speed:
    Economy: 15 kn (28 km/h; 17 mph)
    Maximum: 30 kn (56 km/h; 35 mph)

    Range:
    3,500 nmi (6,500 km; 4,000 mi) at 15 kn (28 km/h; 17 mph)

    Endurance:
    21 days with logistic support
    10 days autonomous

    Boats & landing
    craft carried:
    2 x RHIB

    Complement:
    93 including aviation officers, with accommodation for up to 106 for Ada Class Corvets and 125 for İ Class Frigates

    Sensors and processing systems:
    Combat Management System: G-MSYS (GENESIS MİLGEM Savaş Yönetim Sistemi)

    Search radar: SMART-S Mk2[2]

    Weapon control: STING EO Mk2

    Sonar: TBT-01 Yakamoz

    Communication: SatCom, GPS, LAN, ECDIS/WECDIS, Link 11/16

    Navigation: ECPINS-W, ALPER LPI

    IPMS: UniMACS 3000

    Others: X-Band radar, Fire Control Radar

    Electronic warfare
    & decoys:
    SIGINT: ARES-2N[3]
    Others: Laser/RF systems, ASW jammers, DG, SSTD

    Armament:
    Guns:
    1 × 76 mm (3 in) OtoMelara Super Rapid (retractable for lower radar cross section, guidance by fire control radar and electro-optical systems), A position
    2 × 12.7 mm (0.50 in) Aselsan STAMP Stabilized Machine Gun Platform (guidance by Laser/IR/TV and electro-optical systems, automatic and manual modes), B position

    Anti-surface missiles:
    8 × Harpoon

    Anti-aircraft missiles:
    21 × RAM (PDMS)
    Mk.41 VLS for ESSM (TF-100 class)

    Torpedoes:
    2 × 324 mm (13 in) Mk.32 triple launchers for Mk.46 torpedoes

    Torpedo Defence System:
    Sea Sentor Surface Ship Torpedo Defense System

    Aircraft carried:
    Hangar and platform for:
    S-70B Seahawk ASW helicopters
    Unmanned aerial vehicles (UAV)

    Aviation facilities:
    Capability of storing armaments, 20 tons of JP-5 aircraft fuel, aerial refueling (HIRF) and maintenance systems

  3. Obrigado pelo esclarecimento Roberto Bozzo e Fernando “Nunão” De Martini. Parabéns a todos vocês que fazem excelentes matérias e comentários muito esclarecedores e até por vezes técnicos e didáticos. Show!!!

  4. Aquele VLS é pequeno pq talvez deve ser um ExLS de 3 células da LM. Esse VLS comportaria até 12 Sea Ceptor, em um arranjo quadpack.

  5. Bonitona! Superou algumas das minhas expectativas…acho que a MB ficaria bem servida com este navio, estou ansioso para saber sobre o aparato eletrônico e os armamentos que podem ser integrados.

  6. Pelo que consegui captar até agora:

    Divulgadas aqui no Poder Naval:
    1 – Damen/Saab: NAPIP Sigma 10514 adaptada
    2 – STM (Turquia): NAPIP Milgem – classe Ada (99.56 m) alongada, ou TF-100 (113,2 m) diminuída

    Pendentes de divulgação, algumas possibilidades ventiladas:
    – Naval: ? (NAPIP Gowind 2500 aumentada, La Fayette adaptada, [email protected] 4250 ton “light”?)
    – Fincantieri/Leonardo: ? (Tamandaré??)
    – Ucraniano – UKRINMASH: Project 58250 adaptada?? (100 a 112 m)
    – Indiano 1 – GOA Shipyard Limited: ?
    – Indiano 2 – GRSE – Garden Research Shipbuilder Engineers: ?
    – BAE: Type 31e conceito Leander??
    – TKMS: Meko A200 diminuída? A100 aumentada?

    Alguém tem alguma outra confirmação??

    Alguns desses modelos esbarram naquela discussão de ainda não ter sido construída, outros vão ter que se afastar do modelo já construído, esbarrando naquela discussão sobre quanto pode se afastar para não descaracterizar o modelo.
    O importante é que há 9 propostas na mesa, e as duas até agora divulgadas (Milgem, Sigma 10514) são bons navios. Tudo indica que estaremos bem servidos em qualidade de navios.
    Mas o problema é o preço (que provavelmente não saberemos de todos), que pode ser um fator decisivo.

    • “Mas o problema é o preço (que provavelmente não saberemos de todos), que pode ser um fator decisivo.”

      Mas o divulgado pela MB é que cada unidade deverá custar entre 350 e 450 milhões de dólares, então nada poderá fugir disso.

      No mais, acho que a Fincantieri e os indianos virão com o projeto da MB e a BAe com uma versão da Khareef, que justifica mais do que oferecer a Leander, que não existe.

      • Valeu por lembrar da Khareef, já tinha sido falada mesmo, atualizei meu arquivo.
        Conforme matéria de 2011, cada Khareef custou US$ 262 mi. Aí entra a questão do preço, se a BAe, por exemplo, conseguiu fazer uma proposta de US$ 300 a 340 mi por uma Khareef alongada, e o preço ficar abaixo das demais, vai dar uma boa dor de cabeça para a Marinha…
        Salvo engano, numa matéria antiga que li em algum lugar, um argumento que levou a Marinha a abrir oportunidade para NAPIP foi a expectativa de economizar até US$ 60 mi por navio. (3,75 x 60 x 4 unidades = R$ 900 mi, quase um bi de capitalização de Emgepron a menos, não é pouca coisa…).

    • semana que vem na RIDEX várias dessas empresas vão estar presentes com stands e provavelmente vamos poder fechar essa tabela quase toda…

    • e eu achava que eu era o único “tarado” fazendo uma tabelinha de excel dessas… 🙂

      quanto à oferta ucraniana, acho que eles vão ter que ir com o projeto do CPN mesmo, até pq salvo engano eles nunca produziram nada parecido com a 58250 da qual só existe o projeto. o fato deles terem se associado ao AMRJ me parece outra dica que eles vão de CPN tb…

      • Isso é até verdade, Gabriel, mas os italianos não tem esse projeto pronto para oferecer (aquele pro Catar, q alguns chamam de mini-fremm não serventes essa concorrência, pois mal começou o corte de chapas pro mesmo).
        Na verdade, eles têm um projeto sim, e atende pelas alcunhas de CCT, Tamandaré e CPN, pois foi a Vard (subsidiária da Fincantieri) quem fez o detalhamento técnico do mesmo, então se eles nao estivessem dispostos a produzir o próprio projeto seria um péssimo indicativo

        • Tem muita lógica seu comentário, Marcelo. Suponho que não haja nenhum impeditivo de uma mesma empresa apresentar duas propostas distintas, uma Tamandaré conforme descriminado pela MB e uma adaptação de projeto próprio, provavelmente mais barato do que o Tamandaré.

    • Em matéria antiga, dizia que a Marinha tinha ingressado no projeto LSS italiano, na condição de observador. Tem notícia a respeito??

  7. Quanto à qualidade e capacidade do navio parecem boas.
    Alguém falou em velocidade máxima de 39 nós?
    Só não me agrada a ideia de financiar a ditadura turca.
    O mesmo vale para o dragão chinês…

  8. Tamandarés
    Tripulação 136. Nao são 125, 95, 107.
    Propulsão se for CCT: diesel&diesel CODAD

    Quem vencer, vencerá com contratos de manutenção. Nem nos sites dos estaleiros turcos há informação sobre a origem das máquinas. E não são CODAD.
    No site da Ficantieri da pra saber tudo. As máquinas são Isotta Frasschini. Nao sao alemãs mas, tradicionais. CODAD e CODAG.

    Depois do veto do Senado americano ao F35 e aos desarranjos que os turcos estão provocando no estômago do Trump, no way turcos.

    As Tamandares serao franceses ou italianos. São os que investem no Brasil. Suecos da Saab e holandeses correm por fora. Essa é a short list.

    Com amem dos americanos.

    • As corvetas utilizaram motores diesel, provavelmente serão MTU, e mesmo as que utilizam turbinas em conjunto, como as turcas, creio que nada impeça de oferecerem um arranjo de 4 motores diesel.

  9. Quando em missãO (UNIFIL) no deslocamento de Mersin (Turquia) X Beirute (Líbano) eu vi 2 dessa classe (ADA) se deslocando em alta velocidade indo interceptar algum alvo em águas territoriais turcas.
    Essa Classe é extremamente rápida !!!

  10. OLá pessoal!

    Quem tiver a planilha consolidando os 9 concorrentes e suas propostas, disponibiliza pra nós ai! Coloca no google docs e manda o link pra gente poder ficar “namorando” os dados e os navios….

    Na minha opinião, pelo que já apresentaram aqui, 7 dos 9 concorrentes tem projetos muito bons! NAPIP ou a Tamandaré, a Marinha vai ter um navio de qualidade. O que precisa mesmo ser feito é garantir que os navios sejam muito bem armados e que o número a ser construído seja aumentado, ou seja, passar para pelo menos 6 CCTs. O projeto também não pode demorar 10 anos! tem que ter alta cadência de produção…

    Paralelo ao projeto das CCTs, poderiam fomentar a construção de NaPaOcs e navios de apoio em estaleiros brasileiros, pra incentivar a indústria naval brasileira.

  11. Os projetos são praticamente iguais em termos de capacidade, o que deve pesar na decisão é o preço e o pacote industrial oferecido.

  12. Esteves,.não acredito que a Fincantiere,num hipotético Napip,venha com um arranjo de motores diesel Isotta Franchini (um senhor de um motorzao) na propulsão, porque vai ser difícil de manter e operar aqui só de não se tem linha logística para eles, mesmo o fabricante ficando com o CLS, acho que vem Codad com MTU, podem sim nos grupos geradores do navio virem com Isotta vopladis a alternadores WEG.

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