Batizada a primeira fragata F125 alemã, a ‘Baden-Württemberg’

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F125 Baden-Württemberg - batismo - foto Marinha Alemã

Em nota divulgada em 12 de dezembro, a ThyssenKrupp informou o batismo da primeira de quatro fragatas F125 destinadas à Marinha Alemã, que recebeu o nome “Baden-Württemberg” em cerimônia realizada nas instalações da divisão de sistemas marítimos da empresa em Hamburgo. A entrega deste primeiro navio está prevista para novembro de 2016.

A ThyssenKrupp Marine Systems é a líder do consórcio ARGE F125, que recebeu o contrato para construção dos quatro navios em 2007, sendo que o valor estimado total para aquisição das quatro unidades é estimado em 2 bilhões de euros. O consórcio inclui o estaleiro Friedrich Lürssen de Bremen, que constrói os navios em cooperação com os estaleiros da Blohm+Voss, em Hamburgo.

F125 Baden-Württemberg - batismo - foto 5 Marinha Alemã

F125 Baden-Württemberg - batismo - foto 4 Marinha Alemã

F125 Baden-Württemberg - batismo - foto 3 Marinha AlemãA cerimônia de batismo foi realizada por Gerlinde Kretschmann, esposa do “premier” do estado de Baden-Württemberg, na presença de autoridades do Ministério da Defesa, do estado de Baden-Württemberg (incluindo seus legisladores), do Parlamento Alemão, da Marinha Alemã e das empresas envolvidas.

As quatro novas fragatas substituirão oito unidades da classe Bremen (tipo 122), e foram desenvolvidas especialmente para os atuais e futuros cenários esperados para a Marinha Alemã. Além das tradicionais tarefas de defesa nacional e da aliança, a classe 125 é projetada para prevenção de conflitos, gerenciamento de crise e operações de intervenção e estabilização na arena internacional. Os navios serão capazes de permanecer no mar por 24 meses, representando a primeira realização do conceito de uso intensivo, ou seja, aumento da disponibilidade na região de operação. Isso é possível devido a uma tripulação menor, numa estratégia de duas tripulações para cada navio, o que permite a substituição destas durante a comissão.

Principais dados da F125:

  • Comprimento: 149 m
  • Boca: 18 m
  • Velocidade máxima: superior a 26 nós
  • Deslocamento: aproximadamente 7.000 toneladas
  • Tripulantes: normalmente 120, máximo de 190

F125 Baden-Württemberg - batismo - foto 2 Marinha Alemã

FONTE: ThyssenKrupp  (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em inglês)

FOTOS: Marinha Alemã

NOTA DO EDITOR:  apesar da nova classe ser um navio multitarefa, isso se refere mais a cenários de gerenciamento de crises, combate antipirataria e outros projetados para as próximas décadas, num caráter mais “expedicionário”. Assim, ao invés de privilegiar sofisticados sistemas antissubmarino e antiaéreos que destacam, respectivamente, suas predecessoras  123 e 124 (e que já atendem às necessidades alemãs nestas áreas), a F125 deverá ter uma capacidade  superior para atacar alvos em terra e projetar poder, o que inclui acomodações e meios  para desembarcar (hangar para 2 helicópteros NH90 e até 4 botes armados) um total de 50 comandos.

O armamento de tubo principal é um Oto Melara 127/64 LW, numa torreta de características furtivas e canhão capaz de empregar a munição Vulcano de longo alcance. Além disso, cada navio deverá ter 5 metralhadoras 12.7mm e 5 canhões de 27mm, remotamente controlados, adequados a se contrapor a ameaças assimétricas.  Já o armamento antiaéreo estará limitado a dois lançadores conteiráveis de mísseis RAM (RIM-116) de 21 células cada. Quanto a mísseis de caráter ofensivo, deverá operar inicialmente o Harpoon (antinavio, já utilizado na Marinha Alemã), havendo planos para eventualmente receber mísseis com capacidade de atacar também alvos em terra, como o RBS 15 MK4. Para saber mais sobre a classe e assuntos relacionados, clique nos links a seguir.

F125 Standard Bild / Stand: Mai 2007

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Marcos

Parabéns à Marinha Alemã! Por aqui, a Marinha do Brasil vai pagar caro, muito caro, por ter aceitado as investidas políticas e a sua falta de prioridades. Comprou um lote de submarinos franceses completamente obsoletos, obsoletos por qualquer ângulo que se olhe, com custos elevados e custos operacionais que se mostrarão mais elevados ainda. No que se refere ao submarino nuclear, recursos e mais recursos serão drenados de seu orçamento por algo que talvez nunca fique pronto. Enquanto isso, suas prioridades de Fragatas e Corvetas vão ficando para trás. Do ponto de vista estratégico, tão propalado pelo GF, demonstra apenas… Read more »

Almeida

Os alemães, sempre pragmáticos, mantêm a produção nacional de navios lançando versões especializadas e mais baratas, em sucessivas classes. F123 ASW, terminado o programa as F124 AAW, terminado o programa agora vão de F125 long range patrol/land attack, quando este acabar já terão que substituir ou modernizar as primeiras F123 e por aí vai, sem hiatos. Já aqui querem meter 5 fragatas multipropósito de 6.000t caríssimas e que não farão nenhuma missão tão bem quanto fragatas menores, mais baratas e dedicadas. Se é pra criar e manter uma indústria naval militar, era melhor a MB quebrar esses requisitos do PROSUPER… Read more »

Wagner

deveriam ter feito a cerimonia em homenagem ao velho SMS Baden, um encouraçado alemão da ww1 .

Mas os recalques de guerra e complexo de culpa ainda vitimam os alemães…

Marcos

Em relação aos Scorpene:

1) Quando se tem disponível uma propulsão por hdrogênio, um elétrico diesel se torna obsoleto.

2) A capacidade de resistência do aço também é questionável, e mais questionável ainda é para um submarino nuclear.

Marcos

Em relação as fragatas, assunto do artigo:

Quando você tem alguma coisa, você essencialmente precisa evoluir esse algum. É o caso de nossas Fragatas.
Qual missão?
A Fragata, em sua concepção inicial, deve estar apta a poder mudar, na fase de desenvolvimento, o papel que irá cumprir.
Exemplo: o casco e grande parte da estrutura interna de uma Barroso, ou uma Barroso dois, poderia ser usado para um NaPOc. Dai para frente você pode adaptar a nave para qualquer missão.

daltonl

“Mas os recalques de guerra e complexo de culpa ainda vitimam os alemães…” Wagner… então como vc explica que já foram batizados no pós-guerra navios com nomes como Emden ou Rommel entre tantos outros ? As fragatas 125 são chamadas por Estados Alemães onde o nome “Baden” sózinho não se encaixa, apenas isso. Não querendo sair do assunto, mas, na minha humilde opinião, nossos atuais submarinos não são tão novos assim. Uma vez um ex-submarinista da US Navy me disse que um submarino de 25 anos equivale a um navio de superficie de uns 40 anos ! O Tupi fará… Read more »

daltonl

Nunão… o próprio LM escreveu aqui que um “Tupi” pode alcançar 35 anos, então um PMG de cerca de 2 anos a iniciar-se em 2014 e mais 8 anos de serviço, permitiria o Tupi especificamente dar baixa em 2024. Mas PMG depois de 2015, acho estranho…não que não possa acontecer, mas, dá a impressão que está fora de época e que o dinheiro não apareceu. Submarinos que passam muito tempo atracados ou que levaram uma “eternidade” em manutenção como os venezuelanos por exemplo facilmente alcançam 40 ou 50 anos. Quero acreditar que nossos submarinos passem um razoavel tempo no mar… Read more »

joseboscojr

Negar o uso do mar tem 3 aspectos, abaixo do nível do mar, ao nível do mar e acima do nível do mar. O submarino só é bom nos dois primeiros, sendo ótimo no primeiro e “tão bom quanto” no segundo e sem serventia nenhuma no terceiro. O Brasil, com mais de 8000 km de costa, é um porta-aviões natural, principalmente tendo em vista que não pretende ser um país com capacidade considerável de projeção de força. Até entendo que nossas unidades de superfície podem esperar, mas então deveríamos investir em aeronaves com capacidade de ataque naval e aviões de… Read more »

Marine

Amigos, Esse topico toca no post que estou preparando para escrever para a trilogia, entao acho que seria uma boa deixa abordar uma parte dele com relacao a MB e o poder naval brasileiro. Em se tratando da MB e seus sempre imprevisivel orcamento, eu sou da opiniao de que deveriamos ser realistas e realizarmos varias mudancas no que diz o poder naval brasileiro. Primeiramente no curto prazo nao ha previsao alguma de passarem os custos dos pensionistas militares para o orcamento de outro ministerio, nem tao pouco um grande aumento no orcamento de custeio da MB. Sendo assim na… Read more »

Marine

3 – Que pais no mundo hoje tem uma Marinha de mar Azul capaz de ameacar nossa ZEE e as linhas maritimas do Atlantico Sul? Somente os EUA, Franca e talvez o Reino Unido (hoje sem NAe). Alguem em sa conciencia acha que eles tem algum interesse com suas preocupacoes economias e seu povo cansado de guerra, em uma aventura naval do porte da Amazonia Azul? Claro que nao. Sendo assim a FAB quando operacional com o Gripen sera capaz de defender a costa brasileira de qualquer nacao fora os EUA, ninguem no mundo hoje fora eles tem como projetar… Read more »

Ozawa

Prezado Marine,

11 em cada 10 leitores da Trilogia, s.m.j., pensam como você…

Mas, sublinhe-se sua premissa que antecede sua análise: “A doutrina e a missao sao sempre os primeiros a guiar o aparelhamento…”

Não é essa a premissa adotada pelo Almirantado brasileiro… A aquisição, manutenção, insistência e teimosia, quase infantil, de possuir o Nae São Paulo, nem que seja para satisfazer a libido do Almirantado, destoa da sua premissa.

Só para começar o debate…

Marine

Exatamente Ozawa! O Sao Paulo hoje nao passa de parade deck pra troca de commando do almirantado….

Uma unica escolta de AAW como De Zeven holandesas ou as Alvaro de Bazaan tem muito mais uso militar pratico para nos do que o SP e seus dois A-4.

Ozawa

Custa-se a crer, e se for crível, há algo de muito errado na Escola de Guerra Naval do Brasil, qeue o Almirantado não faça essa, basilar, analise de conjuntura e prospecção de cenários hipotéticos presentes e vindouros.

MARINE, NO PAEMB ELES QUEREM 2 NAES !

Das duas, uma, e ambas são demeritórias quanto à capacidade ou sanidade do nosso almirantado: ou são incompetentes ou megalomaníacos…

http://www.naval.com.br/blog/2011/01/20/paemb-plano-de-articulacao-e-equipamento-da-marinha-do-brasil/

Blind Man's Bluff
aericzz

Nunão, o Tupi está em PMG, nesse momento no amrj… e já faz mais de ano!

Marcos

Ozawa, Marine:

Megalomania!

Marcos

Tupi a mais de um ano na oficina?

Pois é, ai está a realidade da Marinha!

Marine

Na opiniao dos amigos aqui qual seria a melhor opcao para a MB entre os estaleiors (e suas escoltas) que demonstraram interesse no PROSUPER?

Sds!

Ozawa

Marine 23 de dezembro de 2013 at 21:09 #

As FREMM Italianas, disparado !!!!!!!!!!!!!!!

Além de belíssimas, mais que as francesas, aparentemente melhor armadas.

E sem falar que já basta dependermos dos franceses abaixo da linha d’água…, quase ficamos dependentes sobre o céu acima da linha d’água…, então, logo acima da linha d’água, não !!!!!!!

http://www.naval.com.br/blog/2013/07/01/lancada-a-terceira-fremm-italiana/

juarezmartinez

Caro Marine! Eu sou um metido a entendido de aviaozinhu que de vez em quando se mete em assuntos de marinheiros, mas por tudo que ouvi por Í, parece que a proposta Alemã baseada em uma T 124 customizada “BR” seria um proposta bastante interessante, talvez correndo por fora uma De Zeven. Agora, como tu com muita clareza colocou o destino do SP deveria ser Alang e os A4 serem vendidos….. Eu, modestamente, pesnos que uma opção seria um Porta helis, talves até o HMS Ocean, como navio e controle de área, apoiada por dois NDDs modernos, dois “tanqueiros” e… Read more »

Colombelli

Marine e Ozawa Concordo em gênero, número e grau com vocês, e o mesmo raciocínio vale para o submarino nuclear, o qual eu afirmo com todas as letras, somente saiu do papel pelos interesses de certa empreiteira em mais uma amadora e açodada decisão do ex presidente quadrilheiro. Na MB está valendo mais o ego do que a razão. A escolha do submarino como principal meio de dissuasão é acertada, mas não pode implicar em abrir mão dos meios de superfície, e, ao que parece, o prosuper irá se tornar outro FX-2, arrastando-se por anos. O porta-aviões é um devaneio… Read more »

Ozawa

Se tivessemos um poder polítco civil, amparado por uma assessoria acadêmica, de estudos estratégicos com insuspeitável conhecimento militar, conduta ilibada e despido de revanchismo político/partidário/ideológico, o que contamina qualquer defesa estratégica, era a hora desse colegiado civil se contrapor ao nosso Almirantado e dar um basta nessa magalomania !

Se houvesse um Ministério da Defesa, de fato, cortava de uma vez as asas (fixas) da MB…

juarezmartinez

Caro Admiral Ozawa! Eu não levaria aquestão de asas rotativas da MB a ponto de faca, eu penso que ela ao invés de ficar brincando de top gun, poderia aproveitar os oficiais aviadores de asa fixa e inciar uma “transferência” gradual da responsabilidade pela operação das aeronaves de patrulha e ASW, leia-se P 95 e P 3 da FAB para o seu quintal, aproveitando conhecimento de seus operadores de radar, sonar e EW, junto com um pequeno esquadrão de transporte logístico com umas cinco ou seis aeronaves.

Grande abraço

Marine

Com relacao a escoltas e sempre achei as Alvaro de Bazan espanholas e agora as Hobart Australianas as melhores escoltas, o problema e que tenho minhas duvidas de que o AEGIS seja aprovado para o Brasil. Sendo assim eu pessoalmente prefiro escoltas com enfase em AAW de area e por isso acho que as holandesa De Zeven seriam melhores. As FREMM no meu visto com 32 celulas de Aster 15 nao tem a capacidade AAW que hoje nos necessitamos. Por isso tambem nao sou muito fa da britanica Global combat ship e ja que as Type 45 e Horizon sao… Read more »

Ozawa

Caríssimo Juarez… No tocante às asas fixas da MB, ressalto, fixas, no nosso caso de parcos recursos, penso que devamos ser contundentes: nada, nada, nada para a MB. Transfiram os oficiais navais caçadores, e quiserem pilotar asas fixas, para a FAB, ou então, corte-lhem as asas…, fixas. Chega de “palhaçada”… Defesa é coisa séria demais para homens no alto de seus 60 anos ficarem brincando de diecast de Porta-Aviões em escala 1:1 na baia de Guanabara. Um post que li, acho que do Nunão no PA, a respeito da utilização dos Gripens em hipotéticos esquadroes ao longo da costa, deixa… Read more »

Marine

Suponhamos que a FAB venha a ter todos os seus atuais 7 esquadroes de avioes a jato com Gripen ou algo melhor no future. No caso de uma ameaca as nossas costas e na pior das hipoteses ainda poderiamos deixar um esquadrao cada em Canoas e outro em Manaus e ainda assim nos sobraria 5 esquadroes para focarmos em um ponto unico ou espalhados entre Belem, Recife, Salvador, Rio e Santa Maria. Basta olhar para o mapa e a nossa ZEE e pode-se ver claramente que com uma aeronave moderna multirole o Brasil esta muito melhor servido do que com… Read more »

Ozawa

Marine 23 de dezembro de 2013 at 22:18 #

Ou seja, o NAe São Paulo é desnessário, mesmo que funcionasse, pois já temos o NAe Brasil…

Marine

Nunao, Concordo com voce mas so pra la de 2025-2030. No curto a medio prazo nao temos orcamento pra projecao de poder algum. O SP poderia sim ser utilizado como mantedor de doutrina a la o atual NAe Chines, mas isso so SE ( e um grande SE) a MB tivesse orcamentos fixos todo ano para poder planejar a longo termo aviacao embarcada de novo porque do jeito que as coisas tem sido feitas, nao temos nem um nem outro. Nao temos projecao de poder atual e nem planejamento constante pra se pensar no futuro. Mas e vc Nunao, com… Read more »

Marine

Agora sem sombra de duvidas um navio como o Juan Carlos possibilita um leque de missoes invejavel para uma Marinha do nosso nivel.

joseboscojr

LHD né Nunão?

joseboscojr

Eu antes era aberto a termos um ou dois LHDs, que poderiam funcionar como NCAM em caso de necessidade, mas hoje acho que não precisamos de mais que uns 3 LPDs.

joseboscojr

Só uma curiosidade, fui dar uma espiada no porta da MB e lá “ainda” não consta a classe Amazonas e nem os S-70 SH.

daltonl

Nunão… talvez o submarino que vc viu no “Santa Cruz” estivesse passando por um mero PME e o Tupi esteja de fato dentro do Galpão sofrendo o PMG e se está lá há mais de um ano como escrito pelo aericzz talvez sofra o load out ainda em 2014 sendo reflutuado em algum dos diques do AMRJ. Por algum motivo meu cerebro cansado percebeu 2010 como sendo 2012 como última alteração lá no NGB e como não encontrei nada pela internet durante o ano sobre PMG do Tupi nem desconfiei pela falta de noticias sobre ele. De qualquer maneira o… Read more »

Marine

Nunao,

Entendo completamente sua posicao. E de se lamenter quando um professional age com a melhor das intencoes, somente para ter sua integridade questionada.

E vcs Dalton e Bosco,

Tem preferencia por alguma escolta para a MB?

daltonl

Arleigh Burke FIIA, ainda mais que foi reaberta a linha de produção, com 4 nos estágios iniciais de contrução, outros 9 contratados e dentro de alguns dias saberemos se um décimo será adicionado ao lote dos 9 🙂

Falando sério…todas as opções em estudo tem vantagens e desvantagens, mas estando na faixa das 6000 toneladas
ficarei feliz com o que vier.

grande abraço

joseboscojr

Marine, Eu como defendo uma marinha costeira (assim como você), com certa capacidade de projeção de força, mas que em tese sempre estará operando junto a uma coalizão de países, acho que podemos nos beneficiar de navios menores que as fragatas de 6000 t. O Dalton é um defensor desse tipo de navio e sua opinião deve sempre ser levada em consideração, mas tendo em vista a falta de verba crônica que assola o país (aliás, desde Cabral) e como tudo aqui é feito devagar-devagarinho, penso que podemos nos beneficiar de uma Barroso III, um pouco mais bombada, com capacidade… Read more »

joseboscojr

Eu considero a capacidade de defesa de ponto e de área curta mais importante que a capacidade de defesa de área. Pra mim um míssil que satisfaz plenamente é o ESSM, que com seus 50 km de alcance cobre todos os alvos dentro do horizonte radar e até mais além. Como ainda estamos longe de operar um sistema de defesa cooperativo como o que está em curso na USN com o SM-6 e o E2D, não vejo muito útil um sistema de mísseis de longuíssimo alcance. Esses sistemas de defesa de área com mísseis de longo alcance eram essenciais na… Read more »

Control

Srs Não querendo se meter, mas já se metendo: Como bem citado pelo Nunão, aviões com base em terra não conseguirão dar uma cobertura aérea adequada sobre o oceano, longe da costa. É uma questão de tempo, quantidade de caças, de aviões tanque, de AWACs, e por aí vai. Em conseqüência, se é necessário que a MB atue longe da costa, ela precisa de dispor de NAe e caças navais. A questão é: a MB precisa ter capacidade de atuar longe da costa brasileira? Se a resposta for sim, o comando da MB está certo em buscar dispor de NAe,… Read more »

joseboscojr

Control, Mas sempre haverá a necessidade de operações como a que ocorre no Haiti ou em Beirute já que podemos ser destacados para cumprir alguma função junto às Nações Unidas, tanto de cunho militar quanto humanitário. Por isso acho que não podemos prescindir de termos pelo menos alguns LPDs e alguns escoltas de maior autonomia. Claro que eu concordo com o Dalton que escoltas de 6000 toneladas são mais capazes que corvetas de 2000 toneladas, ou hipotéticas corvetas bombadas (fragatas leves?) de 3000 toneladas, assim como são menos capazes que destróiers de 9000 toneladas, mas a questão aqui é verba… Read more »

daltonl

Não estou sugerindo muito menos a Marinha está em trocar cada um dos escoltas hoje por um navio de 6000 toneladas. O Primeiro Esquadrão hoje com as 6 Niteróis, receberia 5 navios de 6000 toneladas enquanto o Segundo Esquadrão operaria com fragatas leves/corvetas. Acho fundamental termos alguns navios “maiores” que naveguem melhor, tenham melhor habitabilidade, possam cumprir missões no exterior como na UNIFIL ou treinar com a US Navy, ter uma reserva para crescimento nos 40 anos de serviço,mostrar a bandeira transportar 2 helicopteros e permitir um salto qualitativo sobre o que temos hoje Condicionar nossa Marinha a navios de… Read more »