Home Noticiário Internacional França suspende entrega de navio de guerra para a Rússia

França suspende entrega de navio de guerra para a Rússia

472
46

BPC Dixmude em curva - foto Nunão - Poder Naval

Governo de Hollande afirma que ações recentes na Ucrânia inviabilizam fornecimento de porta-helicópteros

ClippingNEWS-PASob pressão de aliados devido à crise na Ucrânia, a França anunciou nesta quarta-feira a suspensão da entrega do primeiro de dois navios de guerra para a Rússia, num contrato que vinha sendo muito criticado. O governo de François Hollande afirmou que as condições não eram adequadas devido às recentes ações da Rússia no conflito entre as forças de Kiev e separatistas pró-Moscou no Leste ucraniano.

O contrato de US$ 1,6 bilhões foi assinado em 2011, e os navios porta-helicópteros da classe Mistral deveriam começar a ser entregues em outubro próximo. Mas, na semana passada, Hollande havia advertido que seria “inaceitável e intolerável” se fosse provado que tropas russas estavam na Ucrânia.

“As recentes ações da Rússia contrariam as bases da segurança na Europa”, disse o governo francês em comunicado. “O presidente concluiu que apesar da perspectiva de um cessar-fogo, não há as condições segundo as quais a França poderia autorizar a entrega.”

BPC francês Dixmude visto de proa - foto Nunão - Poder Naval

O Ministério de Defesa da Rússia disse que a decisão da França não faria mal à sua modernização militar e a planos de reforma, segundo a agência de notícias Itar-Tass.

“Embora seja desagradável e acrescente certas tensões nas relações com os nossos parceiros franceses, o cancelamento do contrato não será uma tragédia para nossa modernização (do Exército)” disse o vice-ministro da Defesa Yuri Borisov à agência.

O anúncio da França ocorre na véspera do encontro da Otan em Gales, no Reino Unido, e no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que não aceitaria a invasão ou anexação da Crimeia ou de qualquer parte da Ucrânia pela Rússia.

BPC Dixmude em curva - foto 2 Nunão - Poder Naval

Nesta quarta-feira, os Estados Unidos haviam criticado a venda de navios de guerra franceses à Rússia num momento em que os europeus se dispõem a reforçar as sanções contra o governo de Vladimir Putin como forma de frear a influência russa no conflito.

A Rússia nega veementemente o envio de tropas ao Leste ucraniano, uma área cuja maioria da população fala russo e tem lutado pela independência desde abril. Imagens divulgadas pela Otan, no entanto, mostrariam soldados russos em ação na Ucrânia. Um próprio líder rebelde já havia admitido a presença de entre três mil e quatro mil ex-oficiais russos no território ucraniano, mas insistiu que os militares haviam se juntado à luta voluntariamente.

Mais de 2.600 pessoas morreram no conflito, que provocou a maior crise nas relações da Rússia com o Ocidente desde a Guerra Fria.

BCP Dixmude - foto Nunão - Poder Naval

FONTE: O Globo, com agências internacionais

FOTOS em caráter meramente ilustrativo (do Dixmude, da classe francesa “Mistral” da qual deriva o navio construído para a Rússia). Para ver imagens do primeiro navio da encomenda russa, o Vladivostok, clique nos links abaixo.

COLABOROU: Ozawa

VEJA TAMBÉM:

46
Deixe um comentário

avatar
43 Comment threads
3 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
15 Comment authors
Luiz MonteiroIvanrafael bastosSoldatnunes neto Recent comment authors
  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
Ozawa
Visitante
Member
Ozawa

O Putin está conseguindo de uma vez só: despertar a OTAN, convencer a UE a aumentar os gastos militares, provocar retaliações econômicas e, agora, isso…

A troco de quê ? Da Criméia ? Vale ?

Sempre fui cético quando diziam que após a “queda do muro de Berlim” seria o fim da história. Pelo contrário, ela se repete numa escala superior, como uma espiral crescente… E só traçar uma vertical nessa espiral para verificar um momento correspondente ao nossos dias em épocas passadas e no que isso dará…

juarezmartinez
Visitante
Member
juarezmartinez

Mais uma vez Jesuixxxxxxse fez presente e num momento sublime mostrou que países não tem amigos, tem interesses.

Caiu por terra o argumento mequetrefe dos integrante do reino da esquerdopatia naval que apregoavam união carnal com os Franceses, também denominados, os bonzinhos, aqueles que não criam problemas, não embargam e demais bobagens escritas no reino do faz de conta.

Foi-se por agua abaixo as teorias dos integrantes discípulos da “Pepelândia” que juravam motre aos infiéis quando alguns de nós aqui diziam que não existia cafezinho de graça.
Um dia depois do outro, e o tempo continua sendo senhor de todas as verdades…..

Grande abraço

aldoghisolfi
Visitante
Member
aldoghisolfi

Já que a libertária já nos faturou encheu os bolsos com o nosso dindim, será que podemos botar o olho nos dois barquinhos? Ficariam de muito bom tamanho na MB…

juarezmartinez
Visitante
Member
juarezmartinez

Aldo eu li no Defensenews que a França ficaria com um e a OTAN com o outro, mas provavelmentea França venderia um dos Mistral ou o Sirocco, e aí se tiver $$$$$ a MB pode aproveitar e fazer uma compra de oportunidade, a propósito, podem perguntar aos amigos Franceses, se não recebem o SP de entrada no pagamento.

Grande abraço

Ozawa
Visitante
Member
Ozawa

Se o Brasil optasse por essa VERDADEIRA compra de oportunidade, se fosse ofertada, e não compra de inutilidade…, teria que dar uma guinada de 180º na idéia da aviação embarcada de asa fixa (e de idéia fixa…), a começar com a suspensão de modernização dos A4… E descartar a pretensão por um NAe… Sim, porque os dois (NAe e Multi Propósito) não dá !

juarezmartinez
Visitante
Member
juarezmartinez

Ozawa eu acho quevaiser um meio termo, o SP vai para Alang e os a 4 ficam operando em terra.

Grande abraço

Ozawa
Visitante
Member
Ozawa

Bem, Nunão, melhor ainda para o bolso raso da MB, fica com um excelente e novo meio de projeção de poder naval, mais barato de manter.

Mas, sinceramente, ainda que a França fizesse tal oferta, acho que a MB recusaria, pois significaria renunciar as asas fixas e as idéias fixas…

ernani
Visitante
Member
ernani

É só mudar um pouco os planos: ao invés de dois NAes, um NAe e um BPC. O que acham?

juarezmartinez
Visitante
Member
juarezmartinez

Nunão, o que te leva a crer que uma marinha que não consegue recursos para manter e reparar um corveta consegue manter um PA????

Grande abraço

Ozawa
Visitante
Member
Ozawa

Nunão,

operacional: não haveria recursos financeiros para equipar (homens e materiais) um BPC e um NAe

doutrinário (não em si, mas relativamente): a aquisição de um BPC levantaria, entendo eu, um conflito doutrinário na força pelos parcos recursos. O cobertor curto faria a MB recolher as pernas…

Ozawa
Visitante
Member
Ozawa

Nunão, ressalto

Um BPC e um NAe não têm conflitos doutrinários em tese, mas essa análise não pode ser dissociada do nosso contexto (financeiro), onde a doutrina seria um reflexo da disponibilidade orçamentária.

Ao meu juízo se constrõe uma doutrina operacional a partir dos recursos orçamentários que se possui.

Ozawa
Visitante
Member
Ozawa

digo: constrói

Carlos Soares
Visitante
Carlos Soares

Dream …. dream …. dream ….

Augusto
Visitante
Augusto

Ozawa 3 de setembro de 2014 at 16:30 # “O Putin está conseguindo de uma vez só: despertar a OTAN, convencer a UE a aumentar os gastos militares, provocar retaliações econômicas e, agora, isso… A troco de quê ? Da Criméia ? Vale ?” Acredito, com sinceridade, que a Criméia foi só o primeiro movimento russo, que a anexou sob o pretexto de que o povo tinha origem precipuamente neste país. Não é difícil interpretar o jogo de chantagem do ex-KGB, que acaba de dizer aos EUA para “não se colocarem no caminho de uma Rússia nuclear” e que também… Read more »

Carlos Soares
Visitante
Carlos Soares

O Adolf Putin vai é construir o dele, dentro de casa e f…..-se a França e a OTAN.

Os senhores não sentiram as garras do Adolf Putin ?

juarezmartinez
Visitante
Member
juarezmartinez

Concordo com o Augusto, e não se esqueçam que vem aí inverno ho hemisfério norte, o grande general russo que desta vez não ganhará batalhas nas pradarias cobertas de neve, mas nas casas, e nas industrias européias.

Grande abraço

juarezmartinez
Visitante
Member
juarezmartinez

Nunão, absolutamente não foi esta a intenção, eu é que entendi que tu apregoava a operação de ambos e entendi o que o Ozawa disse e eu também é que mesmo sendo de operação bem menos custosa do que um NAE, ambos não poderiam conviver na atual MB por falta de recursos.

eu não tenho birra com a existência do NAE SP, apenas apregoo aquilo que hoje começa a acontecer, a MB se desfazendo de escoltas mas mantendo um PA vegetativo.

Grande abraço

nunes neto
Visitante
Member
nunes neto

Não creio que a França faça isso, mas se fizer é uma ótima oportunidade,mas me veio a cabeça que somos do “eixo do mal” amigo de meu inimigo é meu…somos amiguinhos do Adolphputin, vai que o ParTido resolve fazer uma triangulação nessa compra,kkkk

juarezmartinez
Visitante
Member
juarezmartinez

Nunes, a estas altuars, o Poltiburo de Banárnia já deve ter recebido um recado curto e grosso vindo lá de cima dizendo mais ou menos o seguinte:

Seria muito bom para o mundo e para vocês se suspendessem as compras militares da Russia, caso contrário terão que arrumar outros compradores para os E Jets da Embraer…..

Grande abraço

Ozawa
Visitante
Member
Ozawa

Nunão,

Então, se a discussão é em tese, de fato, você está certo, não há o conceito NAe x BPC.

Se é relativa, e o contexto é o nosso, s.m.j., acredito que haja.

Mas, supondo ser a discussão relativizada, ao nosso contexto (finaceiro), qual seria sua opinião ?

Iväny Junior
Visitante
Active Member

Atitude correta da frança. Sinceramente eu não pensei que a classe ex-kgb fosse tão porra louca.
To doido pra ver Typhoon x Flankers e Fulcruns. Talvez a Inglaterra compre alguns Rafale M em caso de conflito, para operar nos Queen Elizabeth, porque a orquinha tá loooooooonge de ser capaz de combater.
As teorias do Almeida estão se confirmando.

daltonl
Membro
Active Member
daltonl

Um Rafale “M’ talvez possa decolar da rampa do QE, mas,
não poderá pousar porque não haverá cabos de retenção.

Segundo o que se lê há “espaço” para instalação de cabos de retenção e maquinário, mas, não seria algo tão simples e barato e exigiria algumas modificações além
de treinamento necessário para operar o Rafale “M”, pilotos, pessoal de manutenção, pessoal de convôo, etc.

Sem mencionar que o F-35B gera empregos no Reino Unido, enquanto o Rafale “M” não.

A Royal Navy não tem opções…é o F-35B ou nada.

marciomacedo
Visitante
marciomacedo

Que essa tranqueira não venha parar aqui neste momento, no momento que não temos recursos para manter navegando e operando unidades bem menores.

nunes neto
Visitante
Member
nunes neto

Iväny Junior, o Queen Elizabeth, só vai estar operacional daqui a alguns anos,não basta estar flutuando, falta os acabamentos, equipamentos, treinamento das equipes de todas as áreas ( ala aérea, máquinas,armas, comunicações), ou seja bota anos ai, mais fácil pedir ajuda do Tio San.Abçs

juarezmartinez
Visitante
Member
juarezmartinez

Nunão li teu comentário acima e para frente vai ser o seguinte para a MB:

ou corta a mão agora ou ali na frente perde o braço, serão anos, independente de quem sentar naquela cadeira do palácio do Planalto, de orçamentos minguados, ivestimentos baixos, e escassez geral de projetos grandes, não adianta a merd….que estes _____________ fizeram não tem tamanho só não pareceu anida porque o Mago do tesouro nacional Arno “carrasco” Augustin está fazendo mágicas como 2+2 ser igual 4,5 e por aí afora.

Grande abraço

COMENTÁRIO EDITADO

Iväny Junior
Visitante
Active Member

Então em caso de conflito na europa, só tem a frança com o CDG a ser operacional com os Rafale’s M.
Complicou o meio de campo. A armada da rainha apostou tudo em um avião que os marines não quiseram e venderam os velhos Harrier’s.
A rússia está com o Kuznetsov operacional. E cheio de Mig-29k e Su-33. Pudera, ninguém esperava tanta porralouquice de putin.

juarezmartinez
Visitante
Member
juarezmartinez

Parece que os Italianos vão por a venda o Garibaldi, pois não tem como mante-lo, e acho, repito, acho que ele não o F 35B, mas isto é matéria para o Daltonl comentar.

Grande abraço

daltonl
Membro
Active Member
daltonl

Ivany e Nunão… O Kuznetsov não está em bom estado e os russos tem adiado a grande modernização necessária que levaria anos em troca de manutenções menores, o que poderá resultar na baixa do mesmo já na próxima década. Os “marines” também não querem mais o “harrier”/AV-8, mas, serão obrigados a se virar com ele até o fim da próxima década graças aos harriers britânicos adquiridos que estão sendo canibalizados para manter os AV-8s. Os “marines” estão particularmente confiantes no F-35B que será operado principalmente de bases terrestres e também com destacamentos de 6 aeronaves servindo nos grandes anfibios já… Read more »

Soldat
Visitante
Member
Soldat

O anúncio da França ocorre na véspera do encontro da Otan em Gales, no Reino Unido, e no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que não aceitaria a invasão ou anexação da Crimeia ou de qualquer parte da Ucrânia pela Rússia.

1- A Russia invadiu a Crimeia e ficou por isso mesmo.
2- A Russia invadiu uma parte da Ucrânia e ficou por isso mesmo.
3- A Russia vai acabar invadindo Kiev e com certeza vai ficar por isso mesmo.

OH My God….

what’s up Âmis????

Iväny Junior
Visitante
Active Member

Então para projeção de força via-mar, a Europa conta com 3 NAes, sendo que o espanhol é bem pequeno. Os italianos eu não estou lembrado agora. É pouco. Vamos ver se o conflito esquenta.
O que não pode é deixar a Ucrania na mão. Sacanagem com os caras, depois deles se aliarem aos ocidentais e tudo mais.

rafael bastos
Visitante
rafael bastos

E a Alemanha? Vou aproveitar a oportunidade em que o pessoal esta comentando a cerca dos meios navais europeus e vou perguntar se alguém sabe qual a situação da kriegsmarine, ouvi falar que que todos os seus subs. foram pra reserva ou algo do tipo. Esses Mistrais caso fiquem a “ver navios” não seria uma boa opção para os germânicos?

Iväny Junior
Visitante
Active Member

Rafael

Também não sei a situação, mas, ao que me consta, a industria de navios de guerra na Alemanha é consolidada. Estão vendendo submarinos formidáveis para Israel. Não acredito que essa informação que vc trouxe seja verdade.

Ivan
Membro
Member
Ivan

Rafael, A marinha da Alemanha é pequena, mas moderna. Descomissionou vários submarinos pequenos e antigos Type 2016, inclusive colocando-os a venda. Mas no mesmo período integrou a sua esquadra 4 (quatro) modernos Type 2012, um modelo derivado do 209 e projetado em conjunto com italianos para operar em mar fechado como o Báltico (mais raso) ou Mediterrâneo (mais profundo). Na lista da Deutsche Marine tem os seguintes números: S181 U31 S182 U32 S183 U33 S184 U34 Além dos subs possuem uma dezena de fragatas e meia dezena de corvetas, todas armadas com mísseis, inclusive excelente sistemas de defesa de ponto,… Read more »

Ivan
Membro
Member
Ivan

Rafael,

Desculpe o erro de digitação.

…submarinos pequenos e antigos, do modelo Type 206…

…4 (quatro) modernos Type 212…

Ivan

daltonl
Membro
Active Member
daltonl

“Esses Mistrais caso fiquem a “ver navios” não seria uma boa opção para os germânicos?”

Rafael, os alemães não possuem nenhuma capacidade anfibia e/ou projeção de poder e/ou ajuda humanitária e
embora a marinha ainda pense em ter ao menos um navio
assim que seria construído localmente a marinha lá é a força menos prestigiada e tem pouco peso decisório.

Os alemães reduziram o número de submarinos e agora estão reduzindo o número de combatentes de superfície substituindo 8 fragatas Bremen por 4 tipo 125.

daltonl
Membro
Active Member
daltonl

“Os italianos eu não estou lembrado agora.”

Ivany…o Cavour terá que passar por modificações para operar com o F-35B, assim como o USS Wasp está passando agora e todos os demais grandes anfibios
da US Navy terão que passar.

De qualquer forma, os italianos irão comprar apenas 15
F-35Bs e se você descontar os que normalmente encontram-se em manutenção ou usados para treinamento não restará mais do que cerca de 10 para embarcar, o que será muito pouco mesmo o F-35B sendo mais capaz que o AV-8B.

Ivan
Membro
Member
Ivan

http://rt.com/news/186060-ukraine-us-naval-drills/ US, Ukraine launch joint maritime exercises in Black Sea. Ukrainian and American naval forces are taking part in joint maritime drills dubbed Sea Breeze 2014, which began on Monday in the northwestern part of the Black Sea and will last till September 10. “Today in the north-west part of the Black Sea, we are beginning the joint Navy exercises of Ukraine and the US, known as ‘Sea Breeze 2014’. The exercises will continue until September 10. The aim is to set up safety measures in areas dangerous to ships,” Colonel Andrey Lysenko, spokesman for Ukraine’s National Security Council, told… Read more »

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro
Iväny Junior
Visitante
Active Member

Obrigado Dalton

Então, se eclodir a confusão toda a projeção de poder européia vai ser via continente mesmo.