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Submarino indiano classe Kilo

Por Dave Majumdar

A mídia indiana está afirmando que um dos submarinos de ataque diesel-elétricos da classe “Kilo” da Marinha Indiana conseguiu “afundar” um submarino nuclear de ataque da classe “Los Angeles” durante os exercícios em outubro.

O submarino indiano INS Sindhudhvaj (S56) supostamente “matou” o USS City of Corpus Christi (SSN 705) durante o exercício Malabar que é realizada anualmente entre a Índia, o Japão e os Estados Unidos. De acordo com os indianos, os submarinos foram designados para acompanhar um ao outro na Baía de Bengala. “A forma como aconteceu é que o Sindhudhvaj registrou o Efeito Hidrofônico (HE) – simplesmente, o ruído subaquático – do submarino de propulsão nuclear e conseguiu identificá-lo positivamente antes de travar nele. Sendo um exercício, só faltou o disparo “, um oficial da Marinha indiana disse ao India Today. O navio indiano então “afundou” o USS City of Corpus Christi usando torpedos de 533mm.

Se a descrição indiana dos eventos é correta, seria um ponto brilhante em um registro sombrio para a força submarina de Nova Delhi. Nos últimos anos, a frota de submarinos indiana lamentavelmente negligenciada sofreu inúmeras calamidades. Submarinos encalharam, pegaram fogo e até mesmo afundaram devido a uma combinação de subinvestimento, negligência e corrupção. Talvez o pior incidente foi quando o INS Sindhurakshak afundou no porto em Mumbai, depois de uma série de explosões no compartimento de torpedos, matando dezoito marinheiros.

No entanto, não é uma grande surpresa que um submarino Kilo de fabricação russa seria capaz de derrotar um submarino de ataque da classe Los Angeles. Esta classe é um projeto datado que está lentamente sendo substituída pela mais recente e exponencialmente mais silenciosa classe classe Virginia. No entanto, deve-se notar que não sabemos as regras de engajamento ou parâmetros que os lados concordaram em seguir. Além disso, há a possibilidade de exagero.

USS City of Corpus Christi (SSN 705)

Mas os fatos básicos são que o Kilo é um submarino extremamente silencioso e muito capaz, devido ao seu sistema de propulsão diesel-elétrico. Funcionando com a energia elétrica enquanto submersos, submarinos diesel-elétricos têm sido descritas como “um buraco negro na água” e são um problema grave para a Marinha dos EUA. Desenvolver maneiras de combater esses navios é uma alta prioridade para Washington pois muitos adversários potenciais, como a China e o Irã operam esses submarinos.

Enquanto os submarinos diesel-elétricos são geralmente mais silenciosos do que submarinos nucleares, a Marinha dos EUA prefere submarinos movidos a energia atômica por causa de seu alcance, velocidade e autonomia. A missão global da Marinha dos EUA, essencialmente, exige uma embarcação que pode operar de forma independente longe de casa por longos períodos. Marinhas com uma missão mais localizada podem dar-se ao luxo de operar submarinos diesel-elétricos de curto alcance.

Embora o relatório indiano possa estar ou não ser correto, este incidente destaca a necessidade de substituir completamente a classe Los Angeles com submarinos da classe Virgínia o mais rapidamente possível. A classe Virginia é muito mais silenciosa e oferece sensores muito melhores e carrega mais armas. Os navios mais recentes são muito mais eficazes contra ameaças como o Kilo do que seus antecessores da classe Los Angeles. Comprar tantos Virginias quanto possível torna-se especialmente importante à medida que mais e mais adversários potenciais adquirem submarinos diesel-elétricos avançados como o Kilo ou o ainda mais capaz Amur, de fabricação russa.

FONTE: nationalinterest.org / Tradução e adaptação do Poder Naval

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augusto
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augusto

Nada de mais, podia ser um u-209,212 ou scorpene que tbm afundava o los angeles é claro em aguas costeiras, dali pra frente o los angeles daria um pau no kilo. Agora se fosse um virginia ganhava tanto em aguas costeiras quanto em mar aberto

Washington Menezes
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Washington Menezes

Mesmo um Virginia poderia ser torpedeado, Uma tripulação capacitada e treinada em condições propicias poderia o fazer, qualquer sub pode ser abatido,não existe sub invencível.

Guilherme Lins
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Guilherme Lins

Mesma coisa dos brasileiros que com o mike abateram o f-18, treinamento envolve condiçoes de combate em que o los angeles poderia estar na mira de 5 kilos, mais apoio aereo indiano, e sua unica tarefa no exercicio é tentar escapar e por ai vai. A marinha indiana nao é diferente de nenhuma outra oriental, carece muito de meios tecnologicos atuais e eficazes, basta ver seu principal navio, uma reciclagem de um porta helicopteros totalmente obsoleto, com uma gambiarra na proa em forma de rampa, so com o detalhe de que tal ” reformulaçao” custou quase 2 bilhoes de dolares…

RC
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Eu nem sabia que esse tipo de informação chegava à imprensa. Deve ser propaganda política. Dependendo do tipo de exercício e das regras de engajamento em vigor, esse “afundamento” não tem nenhuma relevância.

thaunobr
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Caro senhor Augusto, não existe supertrunfo, em combates navais, TODO sub nuclear tem mais realce no sonar que um sub operando em mod elétrico ou AIP, e não se engane a classe virginia é mais barulhemta que a a melhor classe de subs que os EUA fez que é a SEAWOLF escrevi em maiúsculas para o senhor pesquisar e se atualizar. Pois mesmo com todos os aperfeiçoamentos feitos na classe virnigia a classe SEAWOLF é e foi a melhor classe de subs que os EUA FEZ. E ademais peço a opinião do Dalton sobre isso.

Adler Medrado (@adlermedrado)
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O problema do SEAWOLF era o preço né?

Jorge Knoll
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Jorge Knoll

aqui afundaram o PROSUB

Dalton
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Thauno… de fato o “Seawolf é maior que um Virginia e um dos três o USS Jimmy Carter foi encompridado e teve seu deslocamento aumentado em cerca de 3000 toneladas sendo utilizado para testar novas tecnologias e também atuando em missões clandestinas, uma espécie de ” submarino James Bond ” além de também servir como um submarino de ataque. Mas, apenas 3 foram construídos e o Virginia acabou prevalecendo por ser mais barato, mas o Virginia é considerado tão silencioso quanto e é mais flexível operando melhor em áreas litorâneas e capaz de receber mais facilmente melhorias com o passar… Read more »

Nonato
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Nonato

Alguém poderia explicar como.os submarinos atuam? Que tipos de missões? Falaram sobre águas rasas e alto mar. Na segunda guerra o objetivo dos subs alemães eram aproximarem-se sem ser notados e dispararem.contra navios. Mesmo assim os americanos conseguiam localiza-los e afunda-los. E hoje em dia? Como os submarinos se comunicam com suas bases? Satélites? Um submarino só pode ser detectado se emergir? Um avião detecta-se com radar. E um submarino? Por exemplo se a MB quiser saber se há um submarino em águas brasileiras um p-3 não serve. Jogar sonoboias so faz sentido se suspeitar da presença em certo lugar.… Read more »

Iväny Junior
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Outro que é melhor que o lixospene.

antonio carlos
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antonio carlos

isso deve ter acontecido.que em manobras com a USNavy no havaí em 2005. um submarino sueco AIP classe Gotland penetrou pela escolta e enganjou o USS Ronald Reagan. Subs AIP são muito mais silenciosos que os sonares atuais podem captar.

Kolchak
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Kolchak

O USS Connecticut da classe Virginia leva ate moto-serra pra desencalhar do gelo,chamem os russos pra ajudar!

john Paul jones
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john Paul jones

Não dá para comprovar uma bravata destas em um exercício ….

Um Combate SUB x SUB completo é composto de 03 fases: Identificação x aproximação x ataque (disparo).

Um exercício de SUB x SUB se limita a primeira e parte da segunda fase, o torpedo russo irá contra uma das maquinas mais modernas do mundo que reagirá com o melhor torpedo já construído (MK 48), assim fica dificil comprovar esta bravata acima ….

sandrovcarvalho
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A guerra submarina muda muito dependendo do ambiente…. Não é porque está na agua que é tudo igual…. Correntes marinhas….. Diferenças de temperatura das camadas de agua…. Salinidade….. os Subs da guerra fria, era pensados para combate oceanico, em jogo de esconde -esconde e a altas profundidades…. Mergulhar fundo é sempre uma vantagem, mas no Brasil por exemplo, a plataforma continental avança por quase 200 milhas oceano adentro com variações de profundidade entre 80 a 200 metros somente…então, não adianta casco duplo de titanio e diabo a quatro nesta faixa, porque o dito cujo as vezes pode “ralar a barriga… Read more »

carlos alberto soares
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carlos alberto soares

Kolchak 7 de dezembro de 2015 at 0:58
Fosse nosso SSN já teria um cara com a Kombi ali para dar o maior apoio, KOMBI mesmo tá, a original …. não aquela da ……

Bosco
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“este incidente destaca a necessidade de substituir completamente a classe Los Angeles”.
Meu Deus! Que lógica mais maluca!!!

Dalton
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O último “Los Angeles” flight 2 ou “Improved” deve ser retirado de serviço em 2029, salvo, alguns
deles tenham a vida prolongada em até 3 anos para mitigar um pouco o decréscimo do número de SSNs que caso contrário poderá chegar à 41 unidades em 2029 para então gradualmente voltar à crescer.

Zmun
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Zmun

Bosco, depende de quem paga o soldo do escritor.

Almir do Santos
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Almir do Santos

Não vejo nada demais, todos os submarinos americanos são incomparavelmente os melhores do mundo, a marinha dos EUA está muito à frente das outras, mas num exercício amigável e cordial essas coisas acontecem, acho muito saudável, pois aumenta o moral dos que ganham, e, tenho certeza, não diminui em nada o moral americano, acho que eles dão risadas dessas matérias, enfim, jogo é jogo, treino é treino.

Bosco
Visitante

Em relação ao combate entre submarinos há a mesma relação que há entre caças concernentes ao RC x capacidade do radar, no caso seria “emissão de ruido x capacidade do sonar no modo passivo”. Não havendo em geral a proteção da “camada limite”, que protege um submarino de unidades de superfície, o que conta no combate entre submarinos é o nível de emissão de ruídos e a acuidade do sonar no modo passivo. Num submarino nuclear, mesmo sendo capaz de navegar a 30 nó, sua velocidade de patrulha está restrita a uns 5 nós onde sua emissão de ruido é… Read more »

Ednardo de oliveira Ferreira
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Se for mesmo verdade esta ‘vitória’, neste caso especifico, parece mais que foi um cenário bem limitado que permite certos nivelamentos que um cenário real não teria. E não basta marcar o alvo. Tem que acertar. Na Guerra das Malvinas o que teve de torpedo hermano dando vexame não foi mole. Os submarinos chegaram basicamente empurrados até o teatro de operações. Acharam os ingleses, tentaram atirar mas tudo deu xabu (ou bateu catolé, como se fala em minha terra). ————– Não existe invulnerabilidade na guerra. Nem para aviões, nem submarinos, nem soldados. De maneira super simplória, comparando com um filme… Read more »

Bosco
Visitante

Rsrsss
Bem colocado Ednardo.

Vader
Membro

Oras pois pois, depois que o Tupi afundou o USS Nimitz tudo é possível nesses “exeucícius”…

🙂

PS: eu não sei porque os americanos investem meio trilhão de dólares por anos em suas forças armadas, se um caboclo com uma espingarda de sal pode explodir o Pentágono… Americano bobinho…