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Visitação Pública ao Navio Patrulha Oceânico Apa em Fortaleza-CE

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NPaOc Apa P121

O Navio Patrulha Oceânico “Apa” (P121), subordinado ao Grupamento de Patrulha Naval do Sudeste, no Rio de Janeiro, estará atracado no porto de Mucuripe, em Fortaleza-CE, no período de 15 a 20 de agosto. O navio possui uma aeronave militar embarcada, do tipo Esquilo, pertencente ao 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, e possui uma tripulação total de 108 militares.

A visitação à cidade de Fortaleza faz parte do roteiro da Operação UNITAS LIX, que é um exercício militar multinacional, que ocorre anualmente, com a participação de diversas Marinhas de países com os quais o Brasil mantém relações de amizade e que, neste ano, será realizada no litoral da cidade de Cartagena, na República da Colômbia. A comissão terá a duração total de 2 meses e serão visitados os seguintes portos: Fortaleza-CE, Cartagena-COL, Belém-PA e Recife-PE.

A Marinha do Brasil realizará diversos exercícios militares, com o objetivo de incrementar a interoperabilidade e os laços de cooperação e amizade entre as Marinhas amigas de diversos países do continente americano.

O Navio Patrulha Oceânico “Apa” estará aberto à visitação pública nos dias 17, 18 e 19 de agosto, no período de 13:30h até 17:30h, e a Marinha do Brasil, além de incentivar a visitação, sentir-se-á muito honrada em receber a bordo a população cearense.

Programação
Visitação Pública ao Navio Patrulha Oceânico “Apa”.
Local: Porto de Mucuripe, Fortaleza-CE.
Datas: 17,18 e 19 de agosto de 2018.
Horário: 13:30h até 17:30h.
Oficial de Comunicação Social: Tenente Paul – contato (21) 98343-4913.

DIVULGAÇÃO: Capitania dos Portos do Ceará

54 COMMENTS

  1. É um belo navio e temos licença para fabricaçao de mais 5 unidades.

    Acho que valeria a pena instalar dois lançadores simples de misseis antinavio neles (MANSUP) o que daria alguma capacidade antinavio para eles.

    Outra coisa que poderia ser feita a um custo baixo, era substituir as pecas de 25mm por reparos Simbad RC, o que daria uma capacidade limitada antiaerea e antimissel – algo util em missoes no estrangeiro visto que qualquer grupo terrorista hoje em dia consegue adquirir misseis antinavio chineses ou norte coreanos

    Isso combinado daria uma capacidade de combate secundária para esses navios, perfeitamente adequada ao tipo de ameaça que temos no Atlantico Sul

    • Meu caro PM, boa tarde. Não quero ser chato (pelo contrário), mas permita-me fazer algumas considerações:

      1) este navio foi projetado para patrulha, não para combate. Logo, instalar os mísseis não ajudaria muita coisa, visto que em uma ocasião de combate real este navio estaria provavelmente bem vulnerável a ataques e pouco contribuiria, ofensivamente falando.

      2) a instalação do Simbad precisaria ser varificada melhor porque nem sempre é uma questão apenas de custos; os amigos que entendem melhor poderão falar se é possível ou não, mas costuma-se observar também a questão de espaço no convés, necessidade de instalação de um radar especial, ou algo do tipo….

      No mais, concordo com você que seria interessante que o navio pudesse sofrer um “upgrade” instantâneo para caso de combate, mas temos que ver com calma a possibilidade técnica e o custo/benefício!

      Forte abraço

      • As peças de 25mm são para tiros de advertência ou na pior hipótese atirar em pesqueiros ilegais, cargueiros, piratas e outros alvos que sejam função de um navio patrulha interceptar…aí justamente querem tirar e colocar mísseis AA. Instalar MANs até pode, mas o navio terá os radares e até mesmo capacidade de comunicações, cablagem, consoles, projeto elétrico e outras coisas que não são necessárias num navio patrulha? Mesma coisa que querer colocar uma torreta com canhão de 30mm num Voyage da PM, prá que mesmo?

    • Eu somente verificaria a viabilidade para as 5 novas unidades a troca do canhão de 25mm por um de 30 ou 40mm para padronizar as coisa na MB, o resto manteria a mesma coisa

  2. Para colocar MANSUP, teria de ser instalado um radar de busca compatível, bem como um sistema de combate… não sei se a geração de energia bordo tem reserva para esse acréscimo de demanda… sem contar que não enxergo local adequado para os MSS… abraço…

  3. Tamanho de corveta, deslocamento de corveta, tripulação de corveta, mas não é uma corveta.
    .
    A licença para construção de novas unidades permite alterações no projeto original ? Umas mudanças que permitissem aborção de danos em combate e a instalação de sistemas de sensores e armas se necessário, transformando-a numa “corveta auxiliar”, seria razoável.

  4. Poderia sim ter alguns misseis antiaéreos para defesa de ponto,um radar saber de 60 km de alcance,para dar um certo poder de fogo,sairia barato.Temos de pensar que é um navio de guerra e ele o é mesmo que não aguentaria muitas avarias.

  5. Eu creio que todo navio de guerra leve, incluindo as corvetas, não têm grande resistência contra impactos. Qualquer míssil anti navio afunda uma corveta facilmente, situação diferente das fragatas, como o exercício recentemente onde um míssil Penguin não conseguiu afundar a fragata brasileira que servia de alvo. Só o Exocet deu conta.

    • O objetivo principal de um míssil não é afundar um navio, é o tirar de combate, por isso tamto o Penguin quanto o Exocet foram eficientes.

  6. Que mané míssil… Eu quero é ver um Navio Patrulha equipado com sistema top de linha para operar um RHIB top de linha, para abordagem e interceptação.

  7. Logo logo vai ter comentário que deveria ter F-35B embarcado, arma nuclear, laser estilo jornada nas estrelas, lança chamas, lança torpedos, lança pokémon…

  8. Entendo perfeitamwnte a função desempenhada pela classe. Mas também acho ele desdentado além da conta. Afinal, com já foi dito acima, tem o tamanho de uma corveta, e custou 45 milhões de libras a unidade, levando mais de 80 de nossos marujos em operação. Acho recursos demais para algo que ficaria no porto em caso de conflito aberto.

    Dado que nossa Marinha opera um número limitado de meios, equipá-lo para ao menos uma função secundária (como defesa aérea ou anti-submarino) de apoio ao restante da frota, seria desejável. Tem custo? Tam! Mas já teríamos 3 vasos flutuante e operacionais na classe. Vejo como otimização de recursos.

    Se estiver errado, aceito sem problemas contestações.

    • no Reino Unido também existem muitas críticas ao “leve” armamento dos OPV classe River (de onde as Amazonas derivam).

      baseado nisso, um conceituado fórum britânico faz uma equilibrada sugestão de como melhor armá-las sem apelar para mísseis anti-navio e VLS, embora evidentemente as propostas são mais compatíveis com usos previstos pela RN do que pela MB. link para o artigo em inglês: https://www.savetheroyalnavy.org/improving-the-capability-of-a-future-opv-squadron-part-2/

      faço aqui um breve resumo:
      _emprego de um VANT como o Camcopter ou ScanEagle para aumentar a capacidade de patrulha (acho que isso seria fantástico para a MB, por tem um custo de aquisição e operação muito inferior a um helicóptero e muito maior disponibilidade – aliás, acredito que o verdadeiro pulo do gato em operações com VANTs é em embarcações menores e de patrulha. no Atlântico por exemplo, onde a MB tem ventilado a possibilidade de operá-los me parece muito pouco útil.)

      _melhorar as capacidades de guerra eletrônica (me parece interessante também, embora de utilização menos frequente nas operações de patrulha “usuais” da MB)

      _adicionar capacidade de detecção anti-submarino, seja na forma de um sonar rebocado ou de casco (interessante, mas para poder ter utilidade prática o navio deveria estar transportando uma aeronave com capacidade ASW, ou receber lançadores de torpedos)

      _melhorar a capacidade de auto-defesa, incluindo a adoção de canhões de 25mm a exemplo das Amazonas (as River são ainda menos armadas, apenas com o canhão de 30mm e armas leves) e a adoção de um Phalanx no lugar do guindaste (essa sugestão já sabemos que não se encaixa com a MB, mas poderia ser pensado num lançador Simbad por exemplo para a mesma posição, mas não sei se compensa perder a utilidade do guindaste)

      de qualquer forma, acho interessante ver que existem formas alternativas de ver o problema e que nem todas elas passam pelo VLS-raio laser-F35

    • O que eu penso é que não estamos em guerra e nem mesmo perto de uma…a não ser que queiramos invadir às Falklands como os argentinos resolveram fazer, então, dotar agora
      um navio de armamento desnecessário, embarcar e treinar pessoal extra tudo com os
      devidos custos para se ter quando muito um navio em missão…nenhuma necessidade de se comprometer todo um ciclo de operações e manutenções para se ter todos em missão ao mesmo tempo…apenas para mostrar que tal armamento pode ser embarcado, não me parece certo.
      .
      Em caso de conflito aí sim justifica-se mais armas , pessoal, novas responsabilidades,
      missões, fora isso não.

        • Não sei se tenho tanta razão assim W…muitas vezes simplesmente começo a escrever sem parar para pensar direito…mas…agradeço por você ler o
          que escrevo.
          .
          O meu comentário foi em cima do que historicamente tem sido feito em tempos de crise com unidades secundárias e auxiliares…o Nunão pelo menos em uma ocasião bem recente deu diversos exemplos do que foi feito quando da entrada brasileira na guerra em 1942.
          .
          Lembre-se…estamos discutindo sobre um simples Navio de Patrulha Oceânico dos quais existem apenas 3 unidades e nenhuma necessidade de arma-lo até os dentes e não sobre um programa de médio/longo prazo para construção de combatentes de superfície…aí sim, concordo plenamente com você que demanda tempo.
          .
          abraços

  9. eu acho que os senhores estão na verdade perdendo o foco principal da notícia:
    por indisponibilidade de outros meios, a MB está enviando um meio distrital de patrulha, junto com um Esquilo (!) para participar de uma operação Unitas.
    se a MB tivesse enviado um Lynx pelo menos, poderia tentar simular alguma capacidade de combate no exercício, mas como está poderá no máximo fazer treinamentos anti-pirataria e realizar fainas de reabastecimento e transferência de cargas leves, mas estaremos excluídos de qualquer exercício de combate, seja ASW, ASuW ou AAW.

    na falta de um escolta disponível eu acharia mais interessante o envio do Bahia e algumas aeronaves para participar de exercícios de operações anfíbias, mas aparentemente a MB achou mais interessante deixar ele na Guanabara esperando pra fazer a recepção do Atlântico…

    e o pior é que o envio de NPaOcs para realizar exercícios internacionais está se tornando praxe. não estamos longe do momento onde um Amazonas vai ser enviado pra UNIFIL.

    • Na verdade um “Amazonas” já foi enviado…o “Apa” em 2015 de maneira inesperada, porque houve necessidade de se enviar peças para o conserto da fragata “União” e
      enquanto esta era consertada o “Apa” assumiu temporariamente.
      .
      Quanto à enviar o “Bahia”, um navio anfíbio da US Navy estará por lá, o USS Gunston Hall, mais que o suficiente para o que se pedirá nessa etapa do exercício…acredito que o “Bahia” será utilizado mais para o final do ano na “UNITAS anfíbia”…ao menos foi o que entendi.

  10. É uma vergonha. Uma embarcação desse tamanho não ter pelo menos um par de lançadores de Penguin que seja, junto com ao menos um lançador de proa de Mistral. Ou então um lançador de Penguin e um de Mistral, para uma emergência. 90 metros de comprimento e não tem espaço ?

  11. https://www.naval.com.br/ngb/A/A134/A134.html

    Construir as outras unidades.

    Cancelar as CCT.

    Precisamos de Patrulha.

    https://www.naval.com.br/blog/tag/classe-macae/

    Essas duas classes é do que precisamos ….

    Marinha de Guerra fica para depois…..

    Terminem-se os SBR’s convencionais, passa a régua e que se construam CCT’s e Fragatas,

    nesse tempo, durante esse GAP planejamento, projeto etc ….

    Depois LHD “a la” Rei Juan Carlos I

    Não há no horizonte conflito de alta densidade ……

    Importante:

    Surgiu oportunidade em naus de apoio etc …. se for interessante …. compra-se.

    Na construção das 5 unidades do APA,
    o ganhador dá um MRO numa Corveta ou Fragata no 0800.

    Na construção de mais “Macaé’s” (+ 6 unidades + terminas as iniciadas).
    o ganhador dá um MRO numa Corveta ou Fragata no 0800.

    As CCT’s ficarão em torno de USD 2 Bi.

    Essa grana dá para fazer tudo o que propus.

  12. Classe “Amazonas”, Hélis:

    Aeronaves: convôo capaz de receber (sem hargar) e reabastecer um helicóptero dos modelos Sikorsky MH-16A Seahawk, Westland AH-11A Super Lynx ou Helibras UH-12/13 Esquilo.

  13. Só observo a tendência nas outras duas Forças (mais na FAB) de se comunalizar meios, enxugar a logística e tornar os vetores multimissão.
    Não vejo porquê a MB não envereda por este meio em vez de segmentizar a Frota com diversos tipos.
    Podíamos ter NPa de 250/300t com 20mm e .50;
    NPaOc de 800/1000t com 40mm, 20mm, .50 e convoo;
    NaPOc / Corveta auxiliar de 2000t com estrutura reforçada para danos em combate,40mm, 20mm, .50, com capacidade de receber sistemas de sensores e armas em dias;
    Fragatas com 3000t multimissão, 57mm + CIWS + ASW + ASuW + AAA + velocidade de 30 nós.
    Menos classes, menos despesas, mais navios, mais presença.

  14. Pessoal

    Desculpa a pergunta…e não levem a mal… Mas supondo que saia o vencedor da rfp das Tamandarés não seria viável construir além das 4 mais outras 4 ou outro número qualquer de uma versão com o mesmo casco, mas com bem menos armas para a mesma função das Amazonas? Fico pensando que isso seria interessante para racionalizar os custos de fabricação e de manutenção já que o maquinário e o casco seriam os msm, algo como foi feito para fazer o navio escola Brasil.

    Desculpa se eu tiver falando besteira, mas como eu aprendi aqui na trilogia que a cadência de produção e quantidade é que garantem um preço de fabricão e de manutenção mais baixos fiquei pensando nessa possibilidade.

    • Pra mim, seria muito mais racional justamente o contrário…
      .
      É preciso ter em mente, que não temos capacidade de construção de meios militares no país. Dito isso, deveríamos ter inicialmente buscado um parceiro com estas capacidades, visando o longo prazo e as diversas necessidades da Força e, ter a preocupação de dar origem a um projeto modular de Navio. Teria de ser um Navio visando o nosso TO, um Navio pensado para dar origem a toda uma família, capaz de atender as várias demandas da Marinha mas visando primordialmente, padronizar a logística. Padronizar conhecimentos, operações, manutenções, equipamentos e etc.
      .
      Um próximo passo, seria realizar um contrato inicial com este parceiro, visando principalmente obter as capacidades físicas e os conhecimentos necessarios para a construção e manutenção de um lote inicial de Navios, baseado em uma versão mais barata e menos complexa desta família de Navios modulares, visando missões de Patrulha, por exemplo.
      .
      (Abrindo este parenteses: Com este ciclo inicial de investimento, teríamos também adquirido toda a capacidade de construir diversos outros tipos de Navio simples, como o próprio NPa 500t, Navios voltados a Patrulha e outras missões básicas e, que poderiam manter este investimento, com novas encomendas no longo prazo, pois são meios de baixo custo unitário)
      .
      A obtenção de conhecimentos na indústria é e tem de ser gradual, e a construção desse primeiro lote de navios mais simples, impactaria diretamente na redução do preço por unidade de novos lotes destinados ao reequipamento da Força de Superfície da Marinha, mesmo que sejam navios mais complexos e melhor equipados.
      .
      O foco do próximo lote, seria obter capacidade de integrar e manter sistemas e armamentos, já que o ciclo de obtenção de conhecimentos mais básicos, para construção de um Navio militar, já teria sido cumprido no primeiro lote anterior!
      .
      Isso é o que deveríamos estar discutindo, no tocante a renovação de TODA a Força de Superfície. Um investimento único, visando o longo prazo de TODA a Força de Superfície.

    • Léo, eu concordo contigo. Acho que a partir das CCTs a MB pode partir para um OPV parrudo, mas bem mais capaz que as Amazonas, por exemplo. Eu realmente manteria o mesmo casco, ou no máximo reduziria em cerca de 10m o comprimento, reduzindo tb o grau de compartimentação e de sobrevivência do mesmo para possibilitar uma economia maior. Provavelmente simplificaria a propulsão, ao reduzir o número de motores ou diminuindo a potência máxima (contanto que se mantenha na mesma família de motores) – algo que fizesse a velocidade máxima cair de 28 para cerca de 23 nós. Manteria o mesmo nível de sensores, economizando apenas talvez no sistema de gerenciamento de combate – seja partindo pra uma versão mais simples do mesmo, ou reduzindo o número de consoles por exemplo. Em relação ao armamento, manteria o canhão principal e as .50, mas removeria o canhão secundário de 40mm, reduzira o número de MSS para 2 e removeria o VLS, substituindo-o por um sistema simples como o Simbad RC, por exemplo. Manteria o hangar e o convôo do mesmo tamanho, mas tentaria compensar a redução de armamentos com uma maior capacidade de enviar e dar suporte a uma pequena força expedicionária (FN) e a missões de patrulha, incluindo por exemplo um sistema de lançamento/recolhimento de lanchas rápidas pela popa.
      Essa Tamandaré “Light”, seria na minha opinião o navio perfeito para fazer a UNIFIL, deixando as “Full” sempre em prontidão ou em exercícios. As “light” teriam um custo muito mais baixo de aquisição (chutaria uns 60% das “Full”), mas a enorme comunalidade entre as duas iria proporcionar grande economia logística, de manutenção e treinamento das tripulações.

      Bardini, em termos ideais eu tenderia a concordar mais com você, começando de baixo e depois aumentando a complexidade, mas devido à falência múltipla dos Esquadrões de Escolta, penso que a MB acertou em começar pelas CCT.
      E depois, se houver recursos pode escalar pra baixo e/ou pra cima. Se for seguir a linha modular, a melhor proposta me parece a Sigma, que pode cair pra uma corveta mais humilde ou crescer pra série Crossover (sim, elas pertencem à família Sigma).

      • Pois é… Esqueci que nossa Marinha é rica!
        Podemos nos dar o luxo de investir U$ 1,6 bilhões ou mais em outro estaleiro privado que não controlamos e que vai ser escolhido de “forma técnica”.
        Podemos fazer um investimento bilionário sem pensar em TODA a renovação da Força de Superfície, onde teremos inevitavelmente de adquirir diversos outros meios, pq Marinha não é feita só de 4 Corvetas.
        .
        Mas Marinha rica é outra coisa…
        .
        Não podemos abraçar a realidade orçamentária e seguir o caminho das Marinhas pobres da região, como os Chilenos tocando o ASMAR, Colombianos tocando o COTECMAR ou os Peruanos, tocando o SIMA.
        .
        “Combining and projecting the success of both the ENFORCER LPDs and the SIGMA Combatant Series, Damen has created a unique class, the CROSSOVER. The Enforcer philosophy guarantees a flexible arrangement of deck spaces, optimum internal logistics and vital infrastructure. The Sigma Series’ “genetics” provides a proven hull form capable of high speeds with low vibrations and excellent ship handling properties, even in extreme conditions.”
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        SIGMA: Ship Integrated Geometrical Modularity Approach.
        .
        Sigma e Crossover são famílias diferentes, mas que tem o conceito em comum.

    • Leo Barreiro, se eu não me engano o projeto do NaPoc de cerca de 2000 ton é baseado no desenho da tamandare. Mas ta meio parado, acho que só sai depois das tamandares e do NPa500br.

  15. J.Neto 18 de agosto de 2018 at 13:15

    Como alguém pode achar vergonha, algo que não entende?

    Pois é caro J. Neto, eu faço esta pergunta a todo momento por aqui, mas eles insistem em pegar um navio de patrulha, que é um navio de “policia naval” e colocar torpedos fotônicos, fasers e armas de “destruição em massa”.
    Alguém já viu algum cutter da US Cost Guard, que cumpre a mesma missão de um classe Amazonas na MB com mísseis Harpoon ou Tomahawk a bordo??
    Eu não, mas eles insistem….
    Bom, em um mundo norteado pelos critérios da razão, da padronização e da missão, um Napaoc da MB com um 40mm na proa atrelado a uma EO e ou radar DT, duas metralhadoras .50 em reparos remotamente comandados, um bom convoo para receber e hangar um heli médio e ou VANT, um bom RHIB, com um bom sistema de combate, pode ser o Siconta estaria para lá de “Bagdá”, mas ele insistem em querer levar um M 60 em cima de um pick up.

  16. Quantidade não garante preço nem redução de custo. Quem defende economia de escala ou escala na produção olha para indústrias antiquadas.

    Chineses apostam em volume porque volume mostra desempenho de faturamento. Fôlego nas vendas. Eficiência. Ford inventou escala de produção nos anos 1900. Isso morreu.

    Ocidentais ainda disputam marketshare. Orientais disputam $$$. Quando leio marinheiros defendendo produzir vários à partir de um porque a escala irá significar ganho…tonteria. O primeiro efeito da produção em/de escala é a obsolescência. Quem faz 5, faz outros 5 melhores. Ou ficará mais caro. Como os carros atuais. Cada vez com matérias mais leves e mais resistentes. Como o aço dos subs americanos. Sendo mais resistente à pressão, resiste mais ao estresse das dobras. Materiais mais leves. Produzidos e cortados com custos menores que nada tem com a escala.

    Patrulhas demandam manutenções menores. Mais tempo cumprindo missão. Não estamos e não temos horizonte de guerra. Então os meios servem para adestramento. Adestramento de patrulhas litorâneas e oceânicas.

    Pra que armar um patrulha com armas de meios maiores como corvetas e fragatas se a missão dos patrulhas é patrulhar?

    Patrulha deve interceptar. Vai interceptar com míssil? Com torpedo? Isso é cenário de guerra e patrulha não é meio de combate. Ou é?

    Padronização faz sentido. Quem é adestrado numa classe de navios conhece todos. Se é assim, penso que é bom.

    Às vezes, noto um vai e vêm nas opiniões. Quando a Saab apresentou a conta do ToT ficaram dois fornecedores: AEL e Embraer Defesa. Os franceses mostraram a conta do ToT do MEP do Riachuelo e…compramos o motor e deixamos essa história de transferência de lado. Todos os Scorpenes feitos aqui terão o mesmo custo. Do primeiro ao último. Aliás…é provável que ja exista aumento nos custos do segundo. A economia de escala para 4 ou 40 não existe.

    Investimento único a longo prazo. É isso. Escolher um parceiro, produzir matrizes conforme as classes, sempre pensando em construção modular e ser simples. Muito simples. Quando cumprir missão da Unifil e outras mostro todo o adestramento e a capacidade militar naval do Brasil sendo efetivo. Porque na comparação de recursos contra meios europeus, não dá certo. Inventário X inventário tenho que bater e correr. Não disparo 100 mísseis. Nem 50.

    Penso que segmentar é certo. Tem que haver escoltas como corvetas porque tem mar além da costas e patrulha tem deslocamento e autonomia para as missões mais próximas do litoral. O que explica meios como o Atlantico e seus helis. E os subs. Mas não achei explicação para corvetas de 500 milhões de dólares se as Types patrulhas chinesas custam 1/3 disso.

    O Passex do Atlântico e a visão das tripulações perfiladas, me despertou. Aquilo é Marinha.

    Afinal, a Invencível Armada Espanhola perdeu para um frota menor, mais leve, com menos canhões. Ou não?

  17. Boa noite, alguém pode me explicar o por quê da MB usar vários tipos de patrulhas? ( Piratini, Bracuí, Macaé, Grajaú e Amazonas).
    Olhando outras marinhas, não vejo uma variedade, tão grande, em relação a nossa marinha de guerra.

    • Basicamente, a explicação é que cada classe é de uma época, excetuando Macaé e Amazonas, que apesar de contemporâneas são de portes diferentes para empregos complementares, e o caso de Grajaú e Bracuí, que são de épocas próximas mas a Bracuí foi compra de oportunidade (Amazonas também foi).

      A velha classe Piratini foi substituída pela Grajaú na patrulha costeira e acabou ganhando sobrevida na fluvial, mas já passou da hora de dar baixa. Um navio da classe já deu.

  18. Tá sendo desenvolvido um projeto nacional de um vant de asas rotativa o FT-200-FH. Pouco se fala nele, pesa menos de 100kg, link para até 200km, 12h de voo, pode levar junto EO/IR, laser Scanner e radar de abertura sintética. Vai melhorar muito aos navios de patrulha da marinha.

  19. Se o negócio é segmentizar, então que se crie uma Guarda Costeira segregada da MB. Aí acaba a discussão sobre meios de patrulha serem passíveis de utilização em guerra.

    • Houve esse debate aqui. A MB empurra a vigilância das águas costeiras para as polícias estaduais. Não quer saber de GC. Criaria outro poder naval, outra estrutura, outra demanda de recursos, mais competição, mais vaidade, menos recursos para a estrutura existente.

      Mas as polícias não tem meios ou recursos para fazer. Então empurra para a PF porque a PF tem operação aduaneira e de fronteiras.

      E segue a vida.

  20. Bardini, por favor, diz como e que a MB vai continuar formando doutrina operacional sem escoltas???
    Sim,porque, se ti ar a fazer Napaoc bombado que além de ser caro, não cumpre a missão, como se desenvolverão as atividades de formação de doutrinas ASS, AAW e Azul???
    Vão fazer de conta de cima de um convés de Napaoc, sim, porque até 2921 vão sobrar duas FCNs e Barroso e a tchê, qual e o milagre????

    • Olá Juarez… a pergunta nao foi pra mim, mas vou responder oque eu acho.
      .
      Primeiramente, manter doutrina operacionacional de escoltas pra que? Jamais teremos escoltas em quantidade necessária, jamais teremos sequer munição para elas. Nunca entrarão em combate e se entrarem, dá até dó. Como vc mesmo diz: ter é diferente de operar. Vc realmente acredita que estas escoltas servirão para alguma coisa? Se é pra fazer patrulha, não precisamos delas.
      .
      A Marinha não tem navio de patrulha em Santos!!! O maior porto do país. E precisa de escoltas? A Marinha precisa é de OPVs NPa 500t, aviação de patrulha….e submarinos.

  21. Caso a MB recebesse 4 ou 5 bilhões de dólares só para compra, reforma, construção…( não incluir pagamento de pessoal)Hipoteticamente o que poderia ser feito? Das três forças, a MB é no meu ponto de vista a que mais sofre com tanto contingenciamento. Um território marítimo imenso a ser pesquisado, explorado e sem patrulhamento algum. Além , lógico sem uma modernização de suas escoltas. O que se poderia fazer a curto e médio prazo com o valor citado? Ao meu ver deveria receber muito mais. Grande abraço.

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