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Marinha do Brasil divulga short-list do Projeto classe ‘Tamandaré’

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Concepção em 3D da Corveta classe Tamandaré

A Marinha do Brasil, por intermédio da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DGePM), em coordenação com a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), informa que a “Short List” para o Projeto CCT está composta pelos seguintes Consórcios, nomeados por ordem alfabética: “ÁGUAS AZUIS”, “DAMEN SAAB TAMANDARÉ”, “FLV” e “VILLEGAGNON”.

As avaliações das propostas e o processo decisório observaram as boas práticas de governança pública e princípios aplicáveis à Administração Pública, pautando-se nas avaliações globais das propostas com base nos critérios definidos na RFP nº40005/2017-1, considerando a qualidade técnica e a aderência aos interesses da MB/EMGEPRON.

Atenciosamente,

Centro de Comunicação Social da Marinha


PROJETOS QUE CONCORREM NA FASE FINAL DA DISPUTA

Meko A100 Light Frigate oferecido à MB
Meko A100 da Thyssenkrupp Marine Systems GmbH
  • Consórcio “Águas Azuis” – Atech Negócios em Tecnologias S.A,Embraer S.A e Thyssenkrupp Marine Systems GmbH, contando com as seguintes empresas subcontratadas: Ares Aeroespacial e Defesa S.A, Fundação Ezute, Oceana Estaleiro S.A, Omnisys Engenharia Ltda, SKM Eletro Eletrônica Ltda e WEG equipamentos elétricos S.A;
Sigma 10514 Tamandare - imagem Damen Saab Wilsons
Sigma 10514 Tamandaré, Damen, Saab e Wilson Sons
  • Consórcio “Damen Saab Tamandaré” – Damen Schelde Naval Shipbuilding B.V e Saab AB, contando com as seguintes empresas subcontratadas: Consub Defesa e Tecnologia S.A, Weg equipamentos elétricos S.A, e Wilson Sons Estaleiros Ltda;
Concepção em 3D da corveta classe Tamandaré
Projeto da corveta classe Tamandaré do CPN
  • Consórcio “FLV” – Ficantieri S.p.A, Leonardo S.p.A e Vard Promar S.A., contando com as seguintes empresas subcontratadas: Fundação Ezute e Ares Aeroespacial e Defesa S.A;
Gowind 2500
Gowind 2500 do Naval Group
  • Consórcio “Villegagnon” – Naval Group, Enseada Indústria Naval S.A e Mectron S.A;

155 COMMENTS

  1. Quem sao os fabricantes por tras desses consorcios? (só o da SAAB eu reconheci)

    Quem está usando projeto proprio e quem adotou o projeto nacional da Engepron?

    • Consórcio “Águas Azuis” – Atech Negócios em Tecnologias S.A,Embraer S.A e Thyssenkrupp Marine Systems GmbH, contando com as seguintes empresas subcontratadas: Ares Aeroespacial e Defesa S.A, Fundação Ezute, Oceana Estaleiro S.A, Omnisys Engenharia Ltda, SKM Eletro Eletrônica Ltda e WEG equipamentos elétricos S.A;

      Consórcio “Damen Saab Tamandaré” – Damen Schelde Naval Shipbuilding B.V e Saab AB, contando com as seguintes empresas subcontratadas: Consub Defesa e Tecnologia S.A, Weg equipamentos elétricos S.A, e Wilson Sons Estaleiros Ltda;

      Consórcio “FLV” – Ficantieri S.p.A, Leonardo S.p.A e Vard Promar S.A., contando com as seguintes empresas subcontratadas: Fundação Ezute e Ares Aeroespacial e Defesa S.A;

      Consórcio “Villegagnon” – Naval Group, Enseada Indústria Naval S.A e Mectron S.A;

    • Exatamente….heheheh
      A MB está interessada nos WAVE LOG e não ia por todos os ovos numa super cooperação com a RN.
      Nunca acreditei que a BAE tinha chances….

  2. A surpresa fica por conta da Bae Systems fora de disputa, no mais….o short list foi excelente. Estaleiros de expertise no que fazem.
    Que venca o melhor!

    • Olá Rommelqe. Eu não li o Edtital, mas eu lembro de uma reportagem do Roberto Lopes mencionando que a MB iria escolher 4 finalistas para ampliar a concorrência visando reduzir os custos. De modo geral, Editais podem ser mudados ao longo de um processo, principalmente se isso favorecer o processo envolvido. Já vi Editais de concursos mudarem devido o numero excessivo de concorrentes, outros mudarem o cronograma para aprofundar avaliações de custo em grandes aquisições, já vi o MP recomendando mudanças, já vi o TCU recomendando mudanças, já Editais serem simplesmente cancelados e outros com alterações técnicas pequeninas. Geralmente, as mudanças ocorrem baseadas em um parecer da procuradoria, onde é descrita a justificativa para não criar recursos. No caso desta mudança, creio que ampliar a shor list de 3 para 4 apenas beneficia o processo. O que acha?

      • OLa Camargoer, tudo bem? Tambem ja vi varias nuances em diversas licitaçoes publicas e privadas, inclusive como membro da comissao de licitaçao. A minha pergunta é quase que meramente de curiosidade mesmo, pois a escolha de short list com tres ou quatro proponentes é quase que indiferente. Normalmente comissao de julgamento tem a primazia de reduzir ou ampliar a quantidade de propostas a serem cotejadas na segunda fase, escolhendo ao seu alvitre a opçao que desejar. No presente caso me parece que a duvida esta baseada no fato de serem, provavelmente, ofertas muito diferents devido à opçao entre Tamandare e NAPIP. Faz sentido.
        Outro aspecto refere-se à eventuais condiçoes pre habilitatorias eventualmrnte nao cumpridas ou em litigio juridico…
        Abraços

        • Olá Rommelqe. Obrigado pelo comentário. Acho que alguns colegas com menos experiência com editais e licitações possam achar que estas mudanças são ilegais ou que provoquem problemas no futuro. Acho que quanto mais colocarmos colocarmos nossas experiências mais rico ficará o debate. Uma vez, ampliamos a lista final de fornecedores de um equipamento porque as propostas eram muito parecidas em termos financeiros. Naquele caso, não fazia sentido desclassificar o terceiro e levamos as 3 propostas para a fase final. O resultado foi muito bom.

  3. Se o quesito prioritário fosse beleza, na minha opinião, a Sigma 10514 ganharia de lavada. Mas acredito que o fato da Fincantieri ter dado preferência ao projeto e aos subsistemas já previamente escolhidos pela MB seja um ponto positivo, sem falar no off set da modernização do AMRJ.
    Porém, existem outros fatores tão importantes quanto os requisitos operacionais: os custos e o financiamento. Se as propostas forem tecnicamente semelhantes (e é bem provável que seja, haja vista a experiência dos concorrentes no short list), a questão orçamentária pode se tornar o fator decisivo.

  4. Interessante como já disse em comentários anteriores à dependência e a tradição da MB com a França, Alemanha ,EUA e Inglaterra .

    Ou seja como sempre somos apenas uma retaguarda da OTAN.

    Reparem bem que mesmo dentro da OTAN cada país busca sua independência em mísseis e sistemas etc Noruega e outros semprebuscam uma certa independência nessa área .

    Posso citar Israel que costuma comprar apenas a carcaça do meio em si.

    Agora no nosso caso nos até podemos fabricar mas os equipamentos básicos são o padrão OTAN com aquele velho ditado ‘ chipado’ Ou seja vai enfrentar um país ocidental com isso pra ver .

    Sou um pouco crítico e acho que alguns mísseis russos ou chinas não ia fazer mal para nossa MB enquanto não temos os nossos.

    Nossos militares vão ser cabeças duras até o momento em que descobrirem que nessa área não se deve confiar em ninguém , como os Israelenses descobriram com a França nos anos 60 ou quando um de nossos vizinhos europeus (França e Inglaterra ) nos mandarem abaixar a bola num eventual atrito !

    • Caro Munhoz. Se não me engano, o EB usa mísseis antiaéreos fabricados na Rússia. Não li o Edital, mas creio que o Luiz Monteiro comentou que esta etapa avaliaria as propostas incluindo financiamento além dos aspectos técnicos. Creio que apenas o FLV estaria usando o projeto da Engreprom.

      • Usa somente os Igla .

        Precisamos de mísseis anti navio como os BrahMos etc em navios e aviões de patrulha como os EMB 190 customizado por exemplo.

        • Caro Munhoz. Creio que o navio antinavio da MB será nacional, baseado no Exocet. Não é isso que a MB vem desenvolvendo nos últimos anos?

          • É uma boa opção no entanto seu desempenho ainda é limitado não podendo ser comparado com os mísseis de última geração .

            Devemos ter estes não deixando de ter os outros neste momento, e quem sabe num futuro próximo alcançar uma independência total, no entanto faltou e ainda falta interesse e investimento nesta área .

            Por exemplo a MB poderia participar do projeto Russo/Indiano .

            O nosso míssil nacional ainda está uma geração atrazado .

          • E como você sugere que o Brasil identifique alvos a uma distância grande o bastante para tirar proveito do Brahmos? Lembrando que não muito tempo atrás os americanos pararam de usar o Tomahawk anti-navio alegando que não conseguiriam localizar e manter vigilância sobre um navio dentro do alcance do míssil (450 km).

    • O CAIAFA já explicou a profundidade desse iceberg. O tal código de amigo-inimigo, influencia muito na aquisição e desenvolvimento de material bélico. As FAAR’s brasileira são OTAN e ponto final, agora é aperfeiçoar esse tal código para que possamos desenvolver e aprimorar mais ainda nossos meios bélicos, buscando a maior independência possível. Já alcançamos muiiiiiiiiiiito esses últimos anos.

  5. Se ficarmos só nas corvetas, gostaria de ver esse da SAAB levar. Se for pensar nas fragatas em conjunto com esse programa, gostaria de ver a Ficantieri só por causa das FREMM.

    • OXI
      Exatamente o que eu penso.
      A vencedora tem muito a ver com o que a MB está planejando para sua esquadra.
      Se o PROSUPER voltar com a ideia de 6.000t, não precisaremos de “grandes” corvetas como a DAMEN&SAAB….o projeto original satisfaz e até uma GoWind cairia bem…
      Mas se a MB tem previsões nebulosas sobre o PROSUPER sair do papel….melhor que peguemos as fragatas leves da DAMEN&SAAB e vai ser a nossa faz TUDO por um bom tempo.

  6. Consórcio “Villegagnon” – Naval Group, Enseada Indústria Naval S.A e Mectron S.A – até agora não entendi a situação da Mectron que parecia ter acabado devido aos problemas da Odebrecht, mas aparece aí nesse consórcio. Alguém teria informações atualizadas sobre a empresa? Nem no site do grupo encontrei.
    Quanto a lista, meu pitaco de leigo: vai dar Damen Saab ou Ficantieri.

  7. Sei lá, mas acho que 04 corvetas não faz cosquinha em ninguém a não ser nas marinhas do Uruguai e da Argentina. se é por falta de dinheiro, acho que tem e só tirar de onde tudo mundo desconfia.

        • Caro Zorann. A diferença é que a MB sempre teve uma frota menor de submarinos. Nos últimos anos eram 5 submarinos para 12 escoltas. Talvez quando ela chegou a ter uma frota de 9 ou 11 submarinos, a frota de escoltas fosse entre 15 e 20. Portanto, é mais provável um segundo lote de corvetas do que de Scorpenes.

          • De boa….isto não existe. Quantos anos mesmo demoramos pra constrruir a Barroso?
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            Continuidade é uma piada.
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            Eu fico muito triste, porque este é só mais um projeto de construção de embarcações que custará uma fortuna, devido este papo furado de ToT / construção local / capacitação melhororias de estaleiro / geração de emprego. E não vai trazer frutos.
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            A transferencia de tecnologia deveria se ater a itens que nacionalizados, impactem substancialmente nos custos de manutenção / operação da embarcação durante sua vida útil. Ou seja, uma ToT minima que realmente traga frutos.
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            A MB, já que decidiu comprar escoltas novas (oque eu acho uma tremenda besteira – deixar de fazer submarinos, pra fazer escolta – deixar de lado a estratégia original de negação do mar através da construção de submarinos, pra construir 4 corvetinhas que jamais terão poder dissuasório que faça valerem a pena, jamais teremos misseis suficientes para preencher seus silos), deveria comprar a mais barata, dentro daquelas que cumpram os reqiuisitos, todas construidas em seus estaleiros de origem pelo menor custo.
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            Vão capacitar estaleiro, construir melhorias, transferir tecnologia, gastar uma fortuna com ToT e jamais navios adicionais serão construidos. Isto se conseguirem terminar os 4.
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            Falando sinceramente, e esta é uma opnião minha, eu torço para que as Tamandarés jamais saiam do papel. É um tremendo desperdício de dinheiro público em algo de relevãncia irrisória em nossa defesa. OPVs seriam mais úteis / submarinos seriam mais úteis / aeronaves de patrulha seriam mais úteis.
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            Estaleiros nacionais que não conseguem fazer NaPa 500t; uma MB que não consegue fazer / terminar PMGs de escoltas nem de submarinos por falta de verba; uma MB que vem postergando as datas de entrega de seus novos submarinos ao setor operativo, também por falta de verbas /a trasos; uma MB que não faz nem o básico, vai gastar US$ 1.6 bilhões em novas escoltas? Deixando de lado oque deveria ser prioridade?

      • Também acho 04 corvetas muito pouco, o minimo deveria ser de 08 corvetas mas também acredito que mais 1 ou 2 lotes dessa corveta virão sim ja que nao tem outra escapatória

  8. Surpresa ficou com a Type 31 fora …. das propostas ”vazadas” ate então achava a dos Ucranianos com mais ”conteúdo” ( esqueçam o cruzador ) …. fizeram mt bem bem chineses e russos nem ao menos mandando proposta pra ka ……tirando a Meko 100 ( n era ate então a proposta mais cara ?350 mi so o o casco ? ) .. todas são praticamente equivalentes ….das 4 acima fico com a ”SIGMA” .veremos q vai dar …..

  9. Era o que se esperava. A MB é muito conservadora e não vai aceitar “novidades” entre os fornecedores. Qualquer dos acima relacionados pode ser o ganhador
    e que teremos navios adequados. Poucos, mas terão que arcar com o peso da responsabilidade.

  10. Bae systems caiu porque é uma careira, Type 31e sairia por 500 milhões mal armada. Meko a 100 outra careira que pede 300kk por uma navio sem armas. Tava torcendo pelos chineses oferecendo a type 054a por 300kk, a agora quero classe Sigma.

    • Você fez parte da comissão da MB que analisou as propostas? Porque só assim para você ter tanta certeza desses valores que você tá postando ai

  11. Só eu que ainda penso que a marinha tá querendo muito com essas fragatas?
    Sério, por mim pegava um projeto mais barato e simples e a partir dele quando for necessário vai aprimorando, no meu ver é uma estratégia melhor do que essa daí.
    Primeiro vc tem q saber fazer o básico.
    Qual navio eu acho que seria ideal, uma Opv Amazonas alongada e “turbinada”.
    Não é o ideal, mas com o tempo se atinge ele.
    É só pegar a marinha sul coreana, como exemplo, o KDX I é ultrapassado comparado aos projetos europeus mais a versão KDX IIa atualizada já é comparável aos modernos projetos europeus.

    • Eu penso que a MB esta deixando o Prosub e sua continuidade de lado; deixando as necessidades de OPVs, NaPa de lado; ambas prioridades absolutas da END, pra construir 4 escoltas que significarão quase nada pra nossa defesa e custarão uma fortuna.
      .
      E sempre o papo furado de construir aqui + gerar emprego + transferencia de tecnologia.

      • Caro Zorann. O país tem uma infraestrutura industrial complexa com uma excelente capacitação técnica mas com uma enorme capacidade ociosa, alto índice de desemprego, desequilíbrio fiscal devido a queda de receitas. Caso o país não tivesse uma base industrial ou tivesse excesso de divisas, como ocorre com os países árabes produtores de petróleo, talvez a importação direta fosse a melhor opção. Creio que já sugeri duas ou três Teses de doutorado ou dissertações de mestrado escritas por oficiais da MB sobre as vantagens da fabricação local de navios militares. Talvez seja o caso de você baixar alguns daqueles trabalhos. Boa leitura.

        • Sou totalmente favorável a construção nacional. Por dois motivos: O primeiro é que sou engenheiro recém desempregado e adoraria meter a mão na chapa desses navios.
          A outra é que o emprego que tinha anteriormente me dava a oportunidade de andar pelo Brasil todo e vi o estrago que essa crise causou principalmente na indústria naval.
          Não quero entrar em viés político, se a culpa é desse ou daquele, não é meu ponto, meu ponto é que fui a estaleiros parados, locais onde o segurança me falou que anteriormente passavam milhares de trabalhadores todos os dias hoje é uma rua deserta. Embarcações e plataformas SS abandonadas, virando sucata. Urge botarmos essa capacidade para operar. Daqui a pouco perdemos o know how que temos, se é que já não perdemos.

          • Caro Fernando. Sinto muito pela situação. Quando a estatística adquire nome e rosto, vira um drama pessoal. Se precisar de algo que esteja ao meu alcance, basta pedir. ok?

          • Agradeço a solidariedade. Você me fez lembrar a famosa frase do Stalin sobre tragédia e estatística e é bem verdade. Você lê num jornal que o país tem 12 milhões de desempregados e você não tem a noção até que você ou alguém próximo esteja nessa situação. Mas divago.
            Quero apenas agradecer por se colocar a disposição, coisa rara nos tempos de ódio da internet. Ventos melhores virão.

        • A MB não recebe de volta oque ela gasta a mais para gerar emprego, ou pra comprar tecnologia que não trará frutos num país onde nada tem continuidade., ou pagando mais caro por mão de obra pouco capaz e com baixa produtividade. A MB precisa acima de tudo ser capaz de cumprir sua missão e não vai conseguir isto, desperdiçando dinheiro. Pagar mais caro só pra dizer que gerou emprego? Gastar dinheiro com capacitação / modernização de estaleiro privado que jamais conseguirá concorrer em qualidade e preço com seus concorrentes lá fora?
          .
          A gente não tem nem divisas e nem dinheiro. Capitalizaram a Engepron no cheque especial, vão comprar navios, pagando mais caro, também no cheque especial. Isto aí nem foi gasto e já é divida pública.
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          Primeiramente vc faz / encaminha as reformas que possam dar condições de nossa industria concorrer em mais igualdade, com mais produtividade, com menos custos, que não exporte impostos….pra depois vc investir / dar incentivos / capacitar tecnologicamente. Sempre passamos os carros na frente dos bois. Vc ja percebeu que nosso setor industrial vem encolhendo precocemente a anos? E você acha que isto ocorre por que? Qual a capacidade ociosa de nossa industria automobilistica, incapaz de exportar a preços competitivos, inchada pela bolha de consumo criada por credito facil e isenção de impostos? Deve haver algumas teses sobre isto. Boa leitura.

          • Caro Zorann. A MB não é uma empresa privada que gera recursos a partir da sua atividade fim. Ao contrário, ela é um órgão público que presta um serviço especializado e exclusivo. Todos os recursos que a MB recebe do Tesouro tiveram origem nos empregos e atividades produtivas da sociedade. Havendo capacidade industrial instalada, o Estado tem a opção de usar os recursos em moeda nacional necessários para a manutenção e aquisições de suas forças armadas para gerar novos empregos no próprio país. Sugiro um livro curtinho chamado “O tempo de Keynes”, do Luiz Belluzzo, ou se preferir algo mais biográfico “Keynes x Hayek”.

          • Não importa, você não atrapalha uma função de uma instituição para gerar emprego.
            A mentalidade dele estar certa, primeiro a operacionalidade, depois vê o resto.
            O bom é ter os 2 ? É, mas no nosso cenário não é possível pq não há uma relação franca entre os políticos e militares.
            O cenário não é estável.

          • Ola Camargoer!
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            Não disse que a MB é uma empresa privada.
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            Disse que a ocupação principal da Marinha deve ser cumprir sua missão. E fazer isto pelo menor cuato possível.
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            Ela tem de comprar o melhor equipamento, que atenda os seus requisitos pelo menor preço, pouco importando se é construido aqui ou lá fira.
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            Não deve ser função da Marinha gerar emprego gastando mais do que deveria.
            .
            Desculpe, mas seu pensamento está completamente errado. Sacrificar os poucos recursos disponíveis para renovação da frota, pagando mais caro, com a desculpa de gerar emprego?

          • Ola, bom dia. Tirando que isso é o que o nosso estado mais faz, tirar dinheiro de areas que trabalham, para jogar para outras areas. Tipo construir estaleiros, que sem maracutaias, nunca teriam continuidade, e nem trabalho para manter em pé a anos. Dinehrio ja foi usado, desviado, ja ajudou muita gente… e agora o resto do pais ve plataformas virando ferro enferrujado. Ou se constroi algo pensando a longo prazo, ou compra novo e mais barato. Ficar pensando em 4 em 4 anos, ou melhor, ficar pensando mais no seu emprego no que na condição do pais. Quero emprego, mesmo qeu isso tire o emprego e muito salario de pequenas pessoas que se viram para pagar essa carga tributaria alta. Quem ganha com isso? Marinha? ENgenheiros? Brasil? Acho que não, somente meia duzia que tem o poder da caneta,

  12. Minha duvida esta em relação as MEKO 100 .. afinal qual e a variante dessa classe q esta sendo oferecido a MB ?. .. seria algo baseado na classe Sa’ar 6 ( novas corvetas de Irsael ) ou k-130 ”bombada” ? n sei mesmo

    • Sérgio. Se me permite farei se suas as minhas palavras para manifestar minha opinião e preferência.

      Tb gostaria que desse Sigma pelo fator do sistema modular e por estar dentro da proposta de projeto solicitada pela MB.

      No mais, a meu ver, qualquer outra opção que seja contemplada, atenderá as necessidades da MB.

  13. Desculpem pela minha ignorância no assunto. Em quaisquer das propostas está inclusa transferência de tecnologia? Se sim, qual o nível?

    • Caro Luiz. Acho que todas as propostas incluem a transferência de tecnologia de fabricação de navios militares, que será usada por um estaleiro nacional para fabricar as corvetas. Não espere transferência de radares ou sensores, mas creio que a integração dos equipamentos em um sistema de controle de combate será feito no Brasil. Acho que a MB já domina esse tipo de integração de sofwares.

      • Obrigado colega. Vamos torcer para que a decisão seja rápida, pois a MB assim como as outras forças precisa urgentemente de novos meios.
        Abraços

        • Caro Luiz. Não há necessidade de decisões urgentes. São programas de bilhões de reais com duração de uma década ou mais, considerando o número de navios que serão contratados, quatro agora e talvez outros no futuro. Alguns poucos meses não farão diferença no cronograma total. Concordamos que a MB necessita novas escoltas, mas no caso de navios de guerra as urgências são medidas em anos não semanas. Compare este programa de corvetas com o ProSub, um programa de praticamente 20 anos entre as escolha o lançamento do programa e a entrega da última unidade (ou 30 anos se a MB contratar um segundo lote).

          • Mas vc não acha q devido aos grandes investimentos feitos em estaleiros nacionais, vide Enseada visando os navios para o pré-sal, isso pode ser um fator que favoreça consórcios que tenham estaleiros nacionais?
            Tais estaleiros simplesmente “naufragarão”, sem jogo de palavras rs rs, se não houver um “refresco” em sua carteira de pedidos.
            Não temos produtividade que se compare a asiática nesse campo, mas talvez o interesse em querer uma indústria já “moribunda” (construção de navios no Brasil) floresça seja um fator a ser considerado.
            E aí a Naval, que já faz parte do Prosub, com a Enseada (ops!!! Odebrecht), estejam forte no páreo.
            Não sei, apenas uma pergunta!

          • Ola´Carlos. A situação dos estaleiros nacionais é complexa e a solução demandará muito trabalho. Tenho a impressão que ao contrário do que você mencionou, o cancelamento das encomendas gerou um enorme capacidade ociosa (o comentário do nosso colega Fernando nos ajuda a compreender a situação). Por outro lado, os estaleiros que estão concorrendo devem ter seus próprios estudos de viabilidade. Os espanhóis, por exemplo, declinaram deste programa sustentando que não possuem capacidade ociosa nem capacidade de ampliação para atender a MB. Além das questões técnicas colocadas, existe também a questão do financiamento. Acho que no fima, você fez uma pergunta bastante complexa e apropriada para a discussão.

  14. Apesar do projeto ser adequado às necessidades da MB, a demanda de recursos orçamentários para sua execução e os questionamentos levantados quanto a legalidade da capitalização da Engepron deverão ser entraves para sua continuidade.
    As CCT serão construídas, mas permanecem incertezas quanto aos prazos…
    Enquanto isso, por que não pensar nas Fragatas da classe Oliver Hazard Perry? Apesar do consumo de combustível, são navios aguerridos que poderão contribuir, temporariamente, para a manutenção de capacidades da Esquadra. Até as CCT entrarem em serviço.
    Nossos escoltas já passaram dos 40!

  15. Muito estranho essa notícia antes do dia 30, que era o prazo “divulgado” para essa shortlist.
    Se alguém acredita em coincidência…
    Há alguma menção à data para definição do vencedor?

  16. No post sobre o HS-1 e VF-1 treinam guerra eletrônica em conjunto, o comentarista Foca, havia adiantado os finalistas, vejam:

    “Foca 3 de outubro de 2018 at 14:12
    Amigos, ouvi hoje de fonte bem segura. Dois dos finalistas do Programa Corveta Classe Tamandaré (CCT) já estão definidos, são eles a DAMEN e a Ficantieri. A última vaga será decidida entre Naval Group e TKMS.”

    Posso concluir que a Marinha estava em dúvida entre os dois – Naval Group e TKMS. Na dúvida, chamou os 2. Ficaram então 4 finalistas.

    • Não foi a Fincantieri que teve um navio em construção que pegou fogo recentemente?!

      A construção naval de meios militares é algo efetivamente complexo.

  17. Flávio, quando falei, ninguém aqui acreditou.

    A mesma fonte me disse que a TKMS é fortíssima candidata e que o CM e os Almts. Petrônio e Monteiro irão aproveitar a Euronaval e dar uma passadinha em Kiel, para tirar dúvidas sobre a capacidade financeira e de capacitar o estaleiro Oceana por parte da TKMS.

    Se os alemães convencerem o Petrônio e o Monteiro, fica difícil para os outros. Senão, da Ficantieri

  18. Obrigado por mais essa informação, Foca.

    O almirante Monteiro que você cita é o nosso LM?

    Ele e o Petrônio irão a Alemanha durante a Euronaval para sanar as dúvidas e fechar com a TKMS?

  19. Flávio, é sim. Ele mesmo.

    Não diria fechar com a TKMS, mas se ambos saírem convencidos que o estaleiro está em boa saúde financeira, é que o Oceana terá capacidade de construir os navios, recebendo os aportes financeiros e capacitação necessários, a TKMS deverá vencer.

    Por outro lado, se não saírem convencidos, a Ficantieri vira favorita com todos os riscos que a decisão pode suscitar judicialmente.

    Se eu decidisse alguma coisa, iria de TKMS e se não desse certo, DAMEN. Pelos riscos, não colocaria a Ficantieri entre os finalistas.

  20. Achei a corveta Gowind 2500 esquisita. A corveta Sigma 10514 Tamandaré tem um visual bonito. A minha torcida sera para o projeto da original da Tamandaré com a proposta da Ficantieri.

  21. Naval Group não tem a menor chance, ate porque o histórico de construção é fraco. Os demais estaleiros tem experiencia e urgem por novas contratações. Acredito que Damen e Ficantieri terão os melhores preços e portanto devem levar a encomenda.

  22. Obrigado Foca.

    Seria interessante a TKMS procurar esse site é revelar finalmente os detalhes de sua proposta.

    Só ela e a Naval Group não revelaram os detalhes de suas propostas.

  23. Interessante soltarem a lista final bem antes do prazo, talvez tentando não depender de um próximo governo; assim a MB talvez consiga assinar um contrato ainda este ano.

    Mas dos 4 finalistas, nada de novo e nenhuma surpresa. Todos os consórcios são grandes fornecedores mundiais, com produtos que atendem a MB em tudo o que precisa, falando de fragatas.

    Apesar do que o Foca falou acima sobre a TKMS, vejo a Damen/SAAB como fortes concorrentes, seguidos pela Fincantieri, que já tem estaleiro próprio aqui.

    Aliás, como pedido por outros comentaristas, o blog poderia tentar contato com a TKMS para sabermos um pouco mais sobre esta Meko 100 ofertada pois ela parece ser bem diferente da versão padrão atual.

    • Então eu vou torcer muito para que os Alemães convençam a MB nessa viagem, porque antes eu achava que tinha grande chance de dar problema se a fincantieri fosse a escolhida, mas depois daquelas reportagens que saíram na mídia eu passei a ter certeza que se a fincantieri for escolhida vai dar m*rda, o que me choca é o departamento jurídico da MB não alertar o pessoal que decide sobre o risco altíssimo e quase certo dessa possível escolha

    • Foca, o preço deve estar dentro do que a MB quer pagar, senão acho que não estaria na short list. A Sigma já está navegando em outras marinhas, é um projeto já testado (assim como a Gowind) que apenas receberá os equipamentos que a MB deseja.
      A Fincantieri está oferecendo o projeto do CPN, o que a MB pode vir a considerar como “louvável” pois gastou tempo e dinheiro, e ainda incentivaria aos engenheiros que a projetaram.
      As informações da TKMS são mais escassas, ninguém além da MB sabe exatamente o que foi oferecido; se vc participa da licitação também sabe, mas não pode repassar.
      Enfim, eu como entusiasta, acho que a proposta da Damen/Saab parece ser a mais “firme”, mas sei que a MB irá escolher o que lhe é melhor.

  24. O que tem na proposta da TKMS que é tão atraente?
    .
    A maior vantagem desse consórcio pra mim, é a quantidade de empressas daqui… #Lobby

  25. Acho que o consórcio “Águas Azuis” deveria ser desclassificado.
    Segundo matéria da DW, a parlamentar Yasmin Fahimi (PSD), que preside o Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro no Bundestag, declarou:

    “Não vejo nenhuma base para uma cooperação internacional diante do que ele declarou. Ele deixa claro que é contra qualquer forma de multilateralismo: deixar a ONU, a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, o Acordo de Paris. Isso isolaria o Brasil totalmente no contexto internacional. Assim, do lado alemão, não vejo nenhuma base para uma parceria estratégica com um presidente Bolsonaro.”

    Sds.

    • Essa me parece ser a Maria do Rosário ou Vanessa Graziotin da Alemanha.

      Se a Merkel disser essas palavras, o que eu acho praticamente impossível, aí será o caso de desclassificação do consórcio.

      Aliás, com as recentes derrotas da TKMS, eu acredito que eles podem apresentar uma proposta agressiva para pegarem um contrato e saírem do aperto.

  26. Alguém poderia me explicar por que as fragatas chilenas serão dotadas com 32 mísseis Sea Ceptor enquanto todos os finalistas do Programa CCT só levarão 8 mísseis?

    Dá até desânimo.

  27. Caso a Fincantieri for a escolhida, nós teríamos que pagar algum tipo de compensação financeira para os Italianos no caso de venda das corvetas a outros países, visto que o projeto da Tamandaré foi inteiramente feito pelo CPN?

  28. https://www.naval.com.br/blog/2018/07/11/classe-tamandare-mais-detalhes-da-proposta-da-damen-saab-wilson-sons/

    https://www.naval.com.br/blog/2018/01/23/caldeirao-das-cct-ferve-com-o-custo-da-meko-a200-feita-em-casa-e-gasto-com-modernizacao-do-amrj/

    https://www.naval.com.br/blog/2018/06/18/corvetas-classe-tamandare-empresas-interessadas-entregam-propostas/

    Lamento a ELBIT ficar de fora,

    comemoro pelo EISA ficar de fora (EE tenderam?), ambíguo, mas real !

    Contra ?

    Apenas um, “Villegagnon”.

    Com os Italianos poderá haver problemas no Judiciário.

    A TKMS está sendo vendida(negociada).

    Damen/SAAB será uma ótima escolha.

  29. Vejo dois potenciais finalistas ligados a fortes lobbys – o consórcio FLV Ficantiere com as consultas prestadas a Engepron em que conhece melhor o projeto CTT e que executaria o projeto original engepron, estaleiro próprio em Suape e a reforma de um dos estaleiros do AMRJ. Isso são fatores que pesarão muito na decisão principalmente o fato da reforma do AMRJ crucial para continuidade futura de mais CTTs. A segunda forte candidata é o consórcio da Damen SAAB com sua estrutura modular favorecendo um derivação de um navio maior como uma fragata melhor armada sem maiores custos de projetos bem como execução e também o fato da SAAB ter várias parecerias em desenvolvimento de tecnologias nas forças armadas do Brasil oferecendo equipamentos de ponta e demonstrou se ser um ótimo e flexivel parceiro com financiamentos módicos. Gostaria que ganhasse a corveta russa sem o sucatão cruzador por ser maior e melhor armada mas diante do short list que não é tão short assim gostaria que ganhasse o consórcio Damen SAAB pelas vantagens acima citadas mas, acho que vai dá a FLV Ficantieri até mesmo para compensar os custos do projeto Engepron.

    • Não existe compensação de custos. O que foi gasto com o projeto, foi gasto e pronto e acabou. É irrecuperável. Compare com você ter contratado um projeto com um arquiteto e na hora de construir aparecer empresas com outros projetos inclusos na proposta para construção da casa, alguns mais baratos, outros mais caros. O que vai decidir é o valor final, independentemente de você ter gasto também com um projeto próprio.
      O que pode pesar subjetivamente na decisão é o ego ou nacionalismo chinfrim de dizer que estão construindo um projeto nacional. Mas, espero que a decisão seja estritamente objetivo e que vença o melhor.

  30. Considero a lista boa pq afastou aquelas bobagens de Ucrânia e afins mas ao mesmo tempo não achei a escolha muito “estratégica” ao falhar em tomar uma decisão mais clara entre o projeto do CPN ou outro de outro Napip.

    Explico: não é possível que até agora a MB não tenha decidido o que quer — e aparentemente o único ponto forte da proposta da Fincantieri parece ser justamente o de priorizar o projeto original. Pelo que foi dito o seu offset não é grandes coisas nem o valor. Então, ao meu ver, se a Fincantieri está entre os finalistas, necessariamente a Goa deveria estar tb, para que ao comparar dois produtos “iguais”, os estaleiros fossem forçados a realmente melhorar suas ofertas — o que não necessariamente é o caso quando se comparam produtos diferentes pois cada estaleiro pode argumentar que a diferenciação vai ser feita pelos itens únicos de cada projeto.

    De forma semelhante, se não existe uma preferência pelo projeto do CPN, a Fincantieri poderia facilmente ter sido excluída dessa shortlist “aumentada” e não faria falta alguma — aliás, achei ruim a inclusão de 4 finalistas pois para mim denota indecisão, falta de uniformidade entre os integrantes do grupo decisório e vai acarretar numa escolha final mais complicada, custosa e demorada, pois agora existe uma proposta a mais a ser recebida nos termos do “best and final offer”, e que evidentemente vai demandar mais tempo para ser analisada e avaliada, além do aumento de custos relacionados a visitas a sede da estaleiro no país de origem assim como uma visita detalhada extra a um estaleiro brasileiro (pois não acredito que uma escolha final séria possa ser feita sem essas visitas técnicas)

    • A ideia da licitação é justamente a Marinha decidir qual navio comprar, seja seu projeto ou não. Então a indecisão no decorrer do processo é óbvia, pois, se já estivesse decidido, o processo seria dispensável. Um dos grandes acertos recentes da MB foi a abertura para propostas de NAPIP.
      No mais, não há nenhuma necessidade de também levar para o Short List a proposta do Goa só porque ele apresentou proposta e fabricação do projeto do CPN. Certamente a MB avaliou de forma objetiva centenas de itens e o somatório deles gerou a classificação final. Se o Goa não ficou entre os 4, seria ilegal chamá-lo para o short list.
      Provavelmente a inclusão de uma 4ª empresa se deu em razão de empate técnico na 3ª posição.
      Enfim, a MB reuniu uma série de propostas e agora está avaliando mais aprofundadamente 4 delas, dentre as quais irá escolher a melhor em que certamente o preço contará muito. Simples assim, tal como a FAB fez com o F-X, cujos finalistas eram bem diferentes (basta citar que haviam monoturbina e biturbinas na lista final) e a FAB chegou a uma decisão técnica e objetiva sobre qual seria a melhor proposta, a qual, felizmente, veio a ser referendada pela então presidente.

      • Rafael, eu discordo que a abertura de uma concorrência necessariamente indica uma indecisão ou dúvida anterior. Não estou dizendo que seja o caso, mas a MB poderia ter uma preferência inicial sem problema nenhum e mesmo assim abrir uma concorrência com o objetivo de forçar o seu fornecedor favorito a melhorar o seu preço e/ou sua proposta.

        Por exemplo, a Fincantieri seria o único estaleiro tradicional europeu que poderia aceitar executar o projeto do CPN sabendo que a VARD (que é associada à Fincantieri) foi consultora do projeto do CPN. Então se vc quer fazer uma concorrência pra conseguir uma proposta melhor, vc necessariamente tem q abrir a opção para Napips, caso contrário ninguém “de respeito” vai oferecer propostas.

        E mesmo assim, a Fincantieri (segundo informações aqui) ofereceu um projeto derivado do do CPN, porém com alterações (o que só posso imaginar que são melhorias) então isso já representaria um ganho em relação a contratar a mesma para construir os navios originais sem alteração. E agora nesse segundo round todos os estaleiros vão se sentir novamente forçados a melhorar suas propostas, o que seria mais um ganho por parte da MB. Entendo eu que se a Goa ainda estivesse na jogada, a Fincantieri iria se sentir ainda mais “estimulada” a melhorar sua proposta, uma vez que seria uma competição direta por um produto muito semelhante.

        • Se a MB não tivesse aberto a possibilidade de oferecer NAPIPs duvido que outros estaleiros europeus não ofereceriam o projeto do CPN. Qualquer um poderia fazer isso. Não fizeram porque consideraram melhor oferecer seus próprios projetos.
          .
          Tratando-se de um processo de licitação, existem regras a serem respeitadas. A gente nem sabe se o Goa cumpriu todos os requisitos, como você pode defender que ele fosse pro short-list? Tem que ir os melhor classificados e não quem o licitante acha melhor para uma estratégia de busca de preço mais baixo. No mais, a Ficantieri deve ter muito mais medo de enfrentar a concorrência dos europeus do que dos indianos.
          Por fim, todos os produtos são muito semelhantes. Mais do que um F-18 e um Gripen, por exemplo. Então, o estímulo para melhorar oferta existe, pois não tem nada ganho pro lado da Ficantieri.
          Que vença o melhor.

  31. Analisando cada candidato acho o seguinte:

    TKMS — se o projeto for realmente o que foi divulgado na mídia (com diversas baias de missão flexíveis, inclusive na popa, permitindo o uso de lanchas rápidas e/ou até de um sonar rebocado) me parece a melhor plataforma.
    Como pontos negativos, não existe nenhum A100 construído com especificações parecidas para demonstrar o acerto do projeto, o que só piora quando lembramos da fragata recusada pela marinha alemã e devolvida ao estaleiro. Mas o pior de tudo pra mim é a saúde financeira do estaleiro, que caso não seja resolvida acarreta em risco considerável de cancelamento do projeto e enorme perda de tempo e recursos investidos por parte da MB.

    Damen/Saab — pode não ser a melhor plataforma, mas aparenta ter os melhores sistemas além de aparentemente ser o projeto mais exequível e de menor risco. Já existe parceria com o estaleiro brasileiro e a Damen já provou que consegue construir rapidamente esse navio (que já é bem testado)

    Fincantieri — tem como principal vantagem (e tb desvantagem) seguir o projeto do CPN. Na minha opinião é o mais antiquado de todos (afinal é um refinamento das CCI das décadas de 70/80), pouco flexível e sem possibilidade de crescimento futuro. Por outro lado seria provavelmente o de mais fácil adaptação e treinamento das tripulações justamente pela familiaridade e proximidade com os navios atuais.

    Naval Group — me parece um projeto “intermediário”, pois atende as necessidades da MB porém sem ter nenhum atrativo especial. Como ponto negativo está a mesma colaboração naval/odebtecht do prosub, cuja falha poderia representar a paralisação dos 2 principais projetos da marinha ao mesmo tempo. Dependendo de quem vencer a eleição, acredito que vai sofrer fortíssimo lobby da presidência pela sua escolha.

  32. Não sou nada mais ouvir falar que os almirantes, irão a Europa, conversar pessoal TKMS, eu evitaria, pois, poderia criar dúvidas outros finalistas, as compensações são muito importantes, entretanto, muitas vezes você oferece um produto não tão bom, e ótimas compensações para superar seus concorrentes, eu na minha pouca experiência, optaria pela DAMEN/SAAB, equipamento operacional em várias marinhas mundo a fora, sistema modular, amanhã queremos fragatas temos só que adaptar os módulos, e, eles neste momento estão construindo para a Marinha Mexicana, e, o mais importante iríamos ter uma padronização de sistemas e armamentos, muito importante no futuro, veja exemplo RN, todos os sistemas e equipamentos padronizados, isto significa custo.

  33. Achei o short list interessante, qualquer uma que seja escolhida estará de bom tamanho, claro que se eu pudesse escolher, ficaria dividido entre a Meko e a Gowind, principalmente a Meko de 3200 t e a Gowind de 3100 t.

  34. O projeto de menor risco é o DAMEN SAAB, o México está construindo e eles nem tem tanta tradição em construção naval já é 10514 modificado.
    O projeto MEKO Alemão eu gosto mais, porém tem a peculiaridade de não existir navio construído e o estaleiro não está bem, além da cooperação alemã estar duvidosa pelo progressismo/globalismo.
    Os Italianos estão com que projeto Italiano ou Brasileiro? tem o fator que já ajudaram na concorrência e abre brecha para cancelamento.
    Os Franceses bem já temos parceria com eles, acho que os ovos não devem ser colocados no mesmo cesto dá margem a interferências externas. por exclusão DAMEN SAAB.
    Acho que seria sensato ouvir os especialistas aqui o LM, XO ou o Bosco.

  35. Antes de mais nada, festejo mais esta etapa. Do jeito que as coisas são, devemos comemorar até mesmo uma nova apresentação em power point…

    Na deliciosa e cativante esfera dos pitacos, eu apostava na BAe, mas o preço indicava problemas.

    Eu não conheço a fundo os projetos, mas gosto muito do conceito de modularidade da Siga.

    Não vejo problema em ter 4 finalistas, não me passa a ideia de indecisão, etc…, como um forista comentou acima. Teremos um BAFO mais parrudo.

    No mais, parabéns por mais esta etapa vencida!

    • Helio, eu também apostava na BAE e queimei a língua (ou no caso os dedos). Mesmo com a BAE fora, anda acredito que a MB irá continuar com o ótimo relacionamento com os Ingleses.

  36. Torço pela Sigma…pesando todos os fatores acredito ser a melhor proposta. Que o processo prossiga sem mais entraves…e que se disponibilize recursos para adquirir alguns meios usados, é mais que necessário, é imprescindível.

  37. A Proposta da Naval Group pode ser tecnicamente muito boa, mas o estaleiro Enseada tem pouca experiência em construção naval e teria uma curva de aprendizado enorme que poderia prejudicar a qualidade dos Navios. Treinar mão de obra para construir um navio com tanto detalhamento demora Anos! A Marinha sabe disso e certamente terá um pé atrás.
    A Proposta dos demais concorrentes tem como suporte estaleiros nacionais com bastante experiência que já estão construindo e entregando dentro do prazo uma serie de navios mercantes (O Vard promar talvez seja o que tenha alguns atrasos e pior performance entre WS e Oceana). Acredito que a MB vai insistir na negociação com a Ficantieri até o final justamente pelo fato de eles estarem usando o projeto do CPN e na cola corre a Damen (Acredito que tem o melhor preço) e por fora em terceiro lugar as Meko que deve ter o maior preço junto com a Naval Group.

  38. Apenas me reportando ao “estético” e nada mais, na minha opinião a Sigma 10514 Tamandaré, Damen, Saab e Wilson Sons é a mais bonita.

    Abraço a todos

  39. Eu estava torcendo pela proposta Ucraiana que parecia oferecer muitas vantagens a Marinha do Brasil, mas entre esses 4 projetos da short list todos são muito bons :

    o consorcio DAMEN SAAB tem desvantagem de ter poucas empresas Brasileiras mas ja ta no mar

    O consorcio FLV tem a desvantagem possível contestação judicial e seu projeto nao navega

    o Consorcio TKMS tem essa desvantagem politica entre governos e o Meko 100 é uma patrulheira esticada

    O consorcio naval group tem desvantagens do estaleiro falido e da Mectron fantasma mas ja navega e ja tem parceria com Marinha

    Resumindo acho que o Damen/SAAB será uma ótima escolha e espero que o Novo Governo amplie para 08 unidades ja nesse contrato o que daria segurança para a Industria e uma esperança para frota de superficie

  40. Meu sonho pelo Sigma na Marinha ainda está aceso!
    Espero que a SAAB faça uma boa oferta, pois dentre os concorrentes eu acredito que esta é a “aposta” mais segura.

  41. Para mim, vai dar Fincantieri, a MB vai optar pela experiência, estrutura já montada, equipe mais bem treinada e atuante no mercado (efetivamente produzindo). No futuro, se houver recursos, quem sabe uma FREMM ítalo-brasileira.

  42. Acho o projeto da Meko o mais robusto, mas acho que nesse momento o “Damen Saab Tamandaré” e o “FLV” são os favoritos. O primeiro pela boa parceria da SAAB com o governo brasileiro e o segundo por apresentar um projeto tendo base o que a Marinha já tinha planejado

  43. Tres “puxadinhos” de pouca tonelagem que estão mais para OPVs pesados exceto pelo armamento, o maior “puxadinho” é a Gowind 2500, a Ficantieri acredito vai no projeto CPN o que talvez demande maior tempo de entrega, porém acredito que teria maior tonelagem e se adequaria melhor ao que quer a Marinha. Esperemos a decisão final que envolve também critérios economicos, etc.
    Surpresa foi a BAE não avançar.

    • Kemen,

      Possivelmente um dos problemas que enfrentou a proposta da BAE relaciona-se ao estaleiro nacional parceiro (Mac Laren Oil), que, salvo engano, trabalha atualmente somente com reparos de embarcações e apoio logístico.

  44. A marinha precisa de navios novos, que vença a melhor proposta, o que não pode é esse processo virar um F-X/X2 e sua quase eterna lenga lenga.

    A questão de beleza é algo bem particular, mas na minha opinião a Barroso da um banho nessas aí.

  45. Pra mim vai dar Sigma Damen-Saab. Muitos falam em 8 unidades em 2 lotes, outros em 12. Já pesquisei bastante, mas sendo um leigo, pergunto. Quantas unidades são necessárias? Levando em conta a possibilidade (remota) da aquisição de novos destróieres de 6.000 tons em um futuro indefinido?

  46. Sigma 10514 adaptada para 2800 ton de tonelagem é o melhor projeto, o mais exequível, e provavelmente o que oferecerá mais por menos. Porém a Fincanatieri quer gerar uma relação de longo prazo com a MB e tem a seu favor o Vard Promar e a reforma do AMRJ e da Barroso. Qualquer uma das duas é ótima opção, porém a fincantieri não entregará nada até 2024, já as Sigmas por serem modulares, provavelmente em 2022 já teremos uma unidade.. As outras não acho que tenham chance pelos motivos já citados.

  47. Na verdade corvetas e 4 porque acho muito difícil construir aqui com baixo custo em tempo das quatro primeiras ficarem obsoletas. Convenhamos, deveriam ser fragatas bem armadas, o número de submarinos deveriam ser na casa de 10 e o atlântico deveria receber um sistema de defesa condizente com a sua importância. Dinheiro tem.

  48. Tenho uma dúvida, se alguem puder esclarecer agradeço: a proposta do Naval Group não foi a corveta Gowind 3000 de 3.200 toneladas em vez da Gowind 2500 ?

    • Correto. Ele acabou de divulgar essa informação. Ou seja, uma proposta melhor que o imaginado.
      A bem da verdade, há poucas informações divulgadas pelos concorrentes, que estão escondendo o jogo. A MB deveria divulgar os navios oferecidos, até para acirrar a concorrência.

      • A Ficantieri (projeto CPN) e a Naval Group com a Gowind tem tonelagens bem próximas das fragatas Niteroi, poderiam ser consideradas numa designação que começou a ser utilizada por ai afora, “fragatas leves”.

  49. Fiquei feliz da tradicional MB não cair em cantos de sereias tipo “mais baratos” ou “compre corvetas e ganhe um cruzador”.
    .
    Por outro lado, a derrota da BAE me deixou de queixo caído.
    .
    Enfim, entre estes 4 finalistas a parada é dura.
    Mas a “Águas Azuis” tem maior número de sub-contratadas nacionais e a qualidade das Meko é inquestionável. E como os israelis fizeram, pode ser uma corveta invocada.
    Já os suecos tem um projeto avançado e inovador, mas como coloquei acima a MB é conservadora.
    Aposto na Meko.

  50. Corrijam-me se estiver errado !!!
    Foi selecionada uma Holandesa,Sueca, Italiana é uma Francesa.
    “Briga” boa aí !!!
    No bom sentindo da palavra !!!
    No resultado final quem ganha é o Brasil !!!
    Bons equipamento para durarem por 30 a 35 anos de vida útil !!!
    Assim espera-se !!!
    Boa sorte a todos e que vença a melhor

  51. TKMS Meko A100 Light Frigate 3.200 T
    Naval Gowind 3000 Corvette 3.200 T
    Fincantieri Corveta Tamandaré 2.790 T
    Damen Saab Sigma 10514 Light Frigate 2.600 T

    Gostei da proposta alemã, pelo porte maior do navio.

    Mas fica difícil opinar sem saber detalhes das propostas.

  52. kkkkkkk Como eu disse, aguarda as surpresa que não serão surpresas alguma.
    Sempre mais do mesmo, sempre os consórcios europeus.
    Ainda há pessoas aqui que não acreditam no preconceito nacional quanto aos equipamentos orientais.
    Sinceramente ainda não sei o porquê eles insistem em alguma coisa aqui.

  53. Gabriel Nery 17 de outubro de 2018 at 12:32
    Eu posso estar enganado mas pelo que eu entendi, nenhum país oriental apresentou propostas para essa concorrência.

    Engraçado, achei que a Índia e Ucrânia eram países orientais kkkkkk.
    Só rindo!

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