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Novo destróier de defesa antimísseis do Japão inicia testes no mar

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MELBOURNE, Austrália — O último dos oito destróieres planejados do Japão, capazes de interceptar mísseis balísticos, começou os testes no mar antes de seu comissionamento, mesmo quando o país pondera seu próximo passo após sua decisão de suspender os planos de introduzir sistemas terrestres para esse papel.

O destróier Haguro deixou o estaleiro da Japan Marine United Corporation em Isogo, perto de Yokohama e ao sul da capital japonesa Tóquio, nesta manhã, para seus primeiros testes no mar.

O navio deverá ser comissionado em 2021. Tem 170 metros de comprimento, desloca 8.200 toneladas e é equipado com 96 células do Sistema de Lançamento Vertical Mk 41 que podem disparar uma variedade de mísseis, incluindo aqueles usados ​​para defesa de mísseis balísticos.

O Haguro é o segundo navio de dois destróieres da classe Maya da Força Marítima de Autodefesa do Japão e é o oitavo destróier do país a ser equipado com o sistema de combate Aegis para defesa aérea e de mísseis balísticos.

Os testes no mar para o Haguro acontecem quando o Japão luta por uma solução após sua decisão na semana passada de suspender os planos de implantar o sistema Aegis Ashore (terrestre). O Japão planejava implantar dois desses sistemas, um ao norte e ao sul de sua ilha principal de Honshu, para fornecer cobertura de alerta e interceptação antecipada para todo o país contra mísseis balísticos norte-coreanos.

No entanto, o ministro da Defesa, Taro Kono, anunciou na semana passada que os planos para implantar o Aegis Ashore foram suspensos. Seu ministério agora está buscando alternativas para preencher a lacuna de defesa contra mísseis balísticos.

A mídia local, citando vários oficiais de defesa sem nomeá-los, apresentou várias opções diferentes, incluindo o uso contínuo dos destróieres Aegis da Força Marítima de Auto Defesa do Japão ou a colocação do Aegis Ashore em plataformas flutuantes.

É improvável que o primeiro funcione a longo prazo, dado que manter três destróieres no mar o tempo todo para fornecer defesa contra mísseis balísticos 24 horas por dia para todo o Japão é insustentável, que foi um dos principais fatores por trás da aquisição planejada de sistemas de mísseis Aegis Ashore.

A emissora nacional NHK informou que o primeiro-ministro Shinzo Abe deve realizar uma reunião com a comunidade de segurança nacional do país esta semana para retirar o plano de implantação do Aegis Ashore e definir uma nova direção para a estratégia de segurança do país, possivelmente buscando uma alternativa ao Aegis Ashore.

A NHK acrescentou que uma das alternativas seria o Japão aumentar sua capacidade de ataque, para permitir a realização de ataques de retaliação contra instalações de lançamento usadas para realizar ataques de mísseis contra o Japão. No entanto, é provável que isso enfrente uma oposição política estridente, inclusive do partido com o qual Abe formou uma coalizão de governo.

O motivo apresentado para a suspensão da semana passada foi ostensivamente devido aos custos e problemas técnicos que envolvem o desenvolvimento do interceptor SM-3 Block IIA. No entanto, os governos locais e os moradores de ambos os locais onde o Japão planejava construir as instalações do Aegis Ashore lançaram campanhas violentas contra a implantação planejada.

FONTE: Defense News / FOTOS: via Twitter

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Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
9 dias atrás

Que inveja que eu tenho das Forças de Autodefesa do Japão. Imaginem se tivéssemos forças tão bem treinadas e equipadas . . .

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Daniel Ricardo Alves
9 dias atrás

Eu queria uns F2 e uns Type 10 :'(

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Reply to  Daniel Ricardo Alves
9 dias atrás

2.

MMerlin
MMerlin
Reply to  Daniel Ricardo Alves
9 dias atrás

A 100 anos atrás ela tão bem equipada e treinada que era considerada a melhor do mundo.
Mesmo praticamente tendo se desintegrado devido aos acontecimentos da Segunda Guerra, sua recuperação e reconstrução são impressionantes.
Este sim é um parceiro que o Brasil deveria ter mais relacionamento e não limitado apenas a esfera militar. Digo isto não apenas pela questão acima mencionada, mas na forma como suas empresas agem e se comportam.

Last edited 9 dias atrás by MMerlin
Karl Bonfim
Karl Bonfim
Reply to  MMerlin
9 dias atrás

Os japoneses até ofereceram navio a nossa Marinha, mas sem grana não dá né!
https://www.naval.com.br/blog/2018/09/05/exclusivo-japao-oferece-a-mb-o-destroier-classe-asahi-e-outros-equipamentos/

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  MMerlin
5 dias atrás

Japão e Alamenha, se re-ergueram dévido á três fatores. Infraestrutura, o alto nivel educacional do povo e dinheiro.
Não temos nenhum e os três são coisas que apenas nós mesmos temos que correr atrás. Não adianta nós tornarmos parceiros do Japão, Alemanha, EUA, Israel se não tivermos os 3 requisitos.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
9 dias atrás

Com o caldeirão da região esquentando foi numa boa hora.

PACRF
PACRF
Reply to  Fabio Araujo
9 dias atrás

A Coréia do Norte já disparou mísseis que atravessaram todo o território japonês caindo no mar, bem como que caíram antes de chegar ao território. Fico pensando como serão os testes para comprovar a eficácia desse destróier. Quem vai disparar mísseis balísticos para esse destróier abater?

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  PACRF
9 dias atrás

o sistema já foi testado pelos EUA, funciona, mas o SM3 ia ser algo ainda mais efetivo

nonato
nonato
Reply to  PACRF
9 dias atrás

Realmente, deveriam ter aproveitado para testar.
De graça.

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  PACRF
5 dias atrás

Qualquer aliado ou o próprio Japão. Basta disparar qualquer missil ou foguete que tenha trajetória de vôo balistico.

Tomcat4,2
9 dias atrás

Em tempos de China colocando as garrinhas do dragão de fora, todo mundo correndo com suas aquisições ,projetos, treinamentos e afins pra fortalecerem suas defesas.

Sincero Brasileiro da Silva
Sincero Brasileiro da Silva
9 dias atrás

A primeira Tamandaré já tá sendo construída? Seria um milagre se já tivesse começado…

Marcelo
Marcelo
9 dias atrás

me parece que e’ melhor basear os sistemas anti misseis em navios, uma vez que deixa-los fixos, os tornam alvos em potencial, o que deve ter gerado a critica das comunidades do entorno, nao sem motivo.

Matheus Santiago
Matheus Santiago
Reply to  Marcelo
9 dias atrás

O “Aegis Ashore” é particularmente estratégico para a política de dissuasão japonesa, justamente para combater a ameça norte-coreana e em menor escala da China, e um sistema de defesa baseada em terra teria uma disponibilidade muito maior do que um naval. O verdadeiro motivo das críticas das comunidades é relacionado a serem alvo sim, mas não de mísseis chineses ou norte-coreanos e sim dos boosters do míssil SM-3, que poderia cair em áreas habitadas em certas configurações de engajamento e como o Japão é um país densamente povoado, isso traria enormes riscos a milhares de pessoas. Isso é um problema… Read more »

Marcelo
Marcelo
Reply to  Matheus Santiago
9 dias atrás

sim, parece bem razoável, mas como o Japao é um arquiélago, talvez faça mais sentido construir mais alguns destroiéres Aegis.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
Reply to  Marcelo
9 dias atrás

Quanta estupidez, é como se os israelenses fizessem pressão para remover o iron dome. Aí que morreria muita gente mesmo.

Art
Art
Reply to  SmokingSnake 🐍
9 dias atrás

Exato, mas isso é guerra cultural…Chineses estão fazendo a Guerra cultural na Coréia e no Japão. Assim como fizeram no BR.

Last edited 9 dias atrás by Art
Luís Henrique
Luís Henrique
9 dias atrás

O plano da MB de possuir 18 Fragatas na esquadra Sul e criar uma 2a esquadra no norte/nordeste com + 12 Fragatas, totalizando 30, deve ser retomado imediatamente.

E o plano de possuir 15 submarinos convencionais + 6 nucleares deve ser revisto para cima.

Estamos distantes das grandes potências mas os interesses estão no mundo todo. Não podemos ficar tão para trás como estamos hoje.

Em 2030 a China terá 110 Submarinos.

Robson Heitor Piletti
Robson Heitor Piletti
Reply to  Luís Henrique
9 dias atrás

Tem que começar pelo básico. Munição, alimentação e vestimentas adequadas ajudariam… depois vamos para 30 fragatas e 21 submarinos.

DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
Reply to  Luís Henrique
9 dias atrás

12 tamandarés com mísseis com alcance de 300 km e mais 6 unidades com o sobro de deslocamento e logicamente poder. 9 submarinos convencionais e 3 nucleares e dois porta helicópteros era o suficiente! Um porta aviões vou nem sonhar…

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  DOUGLAS TARGINO
9 dias atrás

Torrando bilhões em 4 “Ferraris” ao passo que poderiam comprar 12 ” New Fiestas” duvido muito que isso aconteça. A MB torrou essa grana toda nas CCT/Meko e não tem 80 milhões para Modernização dos Tupi,s que seriam mais úteis. Não tem verbas para os OPV 1.800 BR, Napa-500 BR, Torpedo pesado nacional, Siconta Fênix, radar Gaivota-X, MANSUP, Patrulheiro da Amazônia, novos SBR, Projeto CCT/CPN original etc. Mas torra uma fortuna em 4 navios que não mudará em nada a balança estratégica regional para o Brasil. Só com uma nova visão administrativa é que um dia isso tudo que escreveu… Read more »

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Foxtrot
9 dias atrás

Se a Meko A100 é uma Ferrari e você acha que U$ 2 bi em 4 navios de Combate é torrar uma fortuna, então podemos esquecer Fragatas Pesadas como as FREMM, f100, type26, mekoA400?

Qual seria a sua ideia de 12 Fiesta?

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Luís Henrique
9 dias atrás

Sim porque caro Luis, se resolverem importar mais esses projetos construirão a preços de porta aviões Americano.
Aqui do lado o Perú fez um navio muito maior do que nossas Corvetas/Fragatas e com preço muito menor , em menor tempo e com construção totalmente local.
Agora aqui nem um simples Napaoc conseguimos fazer sozinhos.
Imagina uma Fragata/Destroyer,s.

Wilson
Wilson
Reply to  Foxtrot
9 dias atrás

Custo da nova classe FFX III é de 377 milhões de dólares, não é só o tamanho que conta tem que ver a eletrônica, armamentos, propulsão, etc… Tudo isso eleva o preço final do produto e no caso do Brasil adiciona o custo de capacitar os trabalhadores e equipar o estaleiro.

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Foxtrot
9 dias atrás

Os sensores e armamentos que encarecem o navio. O melhor caminho é desenvolver aqui, mas custa muito dinheiro também e leva muito tempo. A MB não quer colocar um radar Gaivota porque é inferior aos radares estrangeiros. A MB não quer colocar um sonar brasileiro, porque é inferior aos estrangeiros. O Brasil não tem um míssil antiaéreo de médio alcance, então a MB está buscando o Sea Ceptor. Um único míssil pode custar 1 mi de Euros. A MB está apostando no MANSUP, porém este ainda possui 70 km de alcance e não está totalmente desenvolvido, então é provável que… Read more »

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Luís Henrique
9 dias atrás

Caro Luis, em ques dados técnicos se baseia para afirmar que produtos ainda não desenvolvidos são inferiores a importados? Já comparou o Gaivota-X, Sonar e diversos outros sensores que escreveu com similar estrangeiro (tecnicamente falando) para desqualificar os produtos? Trabalha no desenvolvimento deles? É por óticas como a sua que o Brasil sempre é mero usuário de tecnologias militares . O EB desenvolveu o Saber-M200/60 , segundo dados técnicos são os mais modernos em sua categoria. O próprio MANSUP é mais moderno que o Exocet MM-40 Mod 2 do qual deriva. Desculpe mas não escreva asneiras infundadas baseada em achismo.… Read more »

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Foxtrot
8 dias atrás

Não estou me baseando em dados técnicos. Mas todos sabemos que existe um gap tecnológico entre as principais potências militares europeias e o Brasil. E esse é um dos motivos que continuamos importando equipamentos de defesa. Eu torço muito pelo Gaivota-X, pelo MANSUP e pela BID. Mas porque a MB insiste no Artisan? Acredito eu que o Gaivota-X ainda não atingiu o mesmo padrão de capacidade do radar britânico e provavelmente ainda leve uns anos para isso. Não faria sentido a MB insistir em um radar estrangeiro, se tivéssemos um igual ou semelhante 100% nacional, apenas isso. O MANSUP pode… Read more »

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Luís Henrique
8 dias atrás

Primeiro que o Gaivota-X é um radar diretor de tiro, diferente do Artisan que é de busca, acompanhamento e direção de tiro, ou seja dois equipamentos muito diferentes. O mais próximo do Artisan seria o Saber-M200 que não deixa muito a desejar ao radar Inglês. Segundo que a MB manterá o Exocet MM40-Mod2 em seu arsenal só até a entrada em serviço do MANSUP. Os planos da armada é substituir os estoques (se é que há algum) dos Exocet,s MM-40, AS-39 e SM-39 pelas versões do MANSUP. Terceiro você mensionar a FAB comprou o IRIS-T para colocar o carro na… Read more »

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Luís Henrique
8 dias atrás

Ps: se a MB quiser algo nacional semelhante ao Exocet III com 200 km de alcance, será a versão naval do MT-300 com Sheeker do MANSUP melhorado.
E que acredito já estar em desenvolvimento secretamente, mas que a Avibras há tempos atrás deixou vazar fotos.
Uma versão do MT-300 semelhante em desenho e diâmetro ao Exocet (alhetas de controle dobráveis, cabe nos lançadores do Exocet etc).

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Foxtrot
8 dias atrás

Não creio. É só substituir o motor foguete do MANSUP por uma microturbina e teremos alcance semelhante ao Exocet Block 3.
O AVTM é bem maior, do tamanho do Tomahawk. Uma versão naval deve sim ser desenvolvida, mas tem tudo para ter mais de 1.000 ou 1.500 km de alcance. E nunca caberá no lançador de Exocet.

Valcir Gomes
Valcir Gomes
Reply to  Foxtrot
9 dias atrás

É muito atraso pro nosso tamanho!!!

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Luís Henrique
9 dias atrás

Ideia de New Fiestas.
As corvetas russas classe 28712 (acho que é essa denominação mesmo).
De reconhecida capacidade bélica superior a muitas Fragatas ocidentais, mais baratas que as CCT/Meko gambiarrada.
Com um projeto desses e mantendo o valor atual (ou até diminuindo o valor com aquisição de mais unidades), poderíamos comprar de 6 a 8 unidades pelo mesmo valor.
Isso sim é número expressivo e muda o poder regional local.

Wilson
Wilson
Reply to  Foxtrot
9 dias atrás

Coloca o nome porque essa denominação não existe.

Por você ter colocado corveta eu imaginei que você esteja se referindo a classe karakut, se for é a mesma coisa de colocar uma Macaé para fazer o trabalho de uma Niterói, como o deslocamento da karakut é próximo do da Macaé, ai sim a MB viraria uma guarda costeira com um navio totalmente inadequado para os mares que enfrentaria.

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Wilson
9 dias atrás

Classe Esterigushy Russa (se é assim que se escreve ). Caro Wilson, para a MB virar guarda costeira basta continuarmos como estamos ou conseguir quebrar a ganância do oficialato sobre os royalties do petróleo. E ainda assim uma guarda costeira estaria cumprindo a contento as tarefas de defesa da plataforma continental nacional. Coisa que a atual MB não está fazendo a contento. Talvez a “salvação” para a MB estaria justamente na criação de uma GCB (Guarda Costeira Brasileira). Deixando a marinha com apenas a função de defesa do Brasil, com menos contingente de pessoal, mas mantendo o atual orçamento direcionando… Read more »

Wilson
Wilson
Reply to  Foxtrot
9 dias atrás

Vamos tirar nossas preferencias e analisar essa classe. A classe Steregushchiy, desloca a plena carga 2.200 toneladas e tem um endurance de 15 dias, o projeto Barroso Mod do CPN tinha um deslocamento de 2.700 toneladas(podendo ser maior) e um endurance de 30 dias a um custo estimado de 400 a 450 milhões de dólares.(sinceramente não acredito que o custo total da classe seja apenas os 120-150 milhões, pra mim isso deve ser apenas o custo do navio sem os armamentos instalados). Em 2011 a Argélia comprou a versão de exportação da classe Steregushchiy, chamada classe Tigr, mas segundo a… Read more »

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Wilson
9 dias atrás

Caro Wilson, vamos lá. Não é preferência pessoal minha, apenas dei exemplo de bom projeto naval, de poder bélico maior e mais barato que nossas CCT,s/Meko (isso de reconhecimento mundial, e isso é fato). Li acima pessoas comparando sistemas de armas d EW nacionais com importados sem nenhum parâmetro técnico para isso, seja por especulação ou por falta dos mesmos pois alguns sistemas como o radar Gaivota-X , sonar etc ainda não existe ou está em protótipo. Por fim, o problema não é só os políticos, mas uma péssima gestão de recursos em nossas FAAs que ocasiona tal situação. Assinatura… Read more »

Wilson
Wilson
Reply to  Foxtrot
9 dias atrás

Endurance é tempo de permanência no mar, é o tempo que um navio pode permanecer em patrulha longe da base, de forma resumida é isso. Eu tenho noção dos muitos problemas das FAs do Brasil, o que falta para mim é conhecer a raiz, o que gera esses problemas, não adianta falarmos que tem que reduzir o efetivo, as próprias FAs estão falando isso, mas para fazer uma redução efetiva mesmo tem que saber o que leva a ter um efetivo tão grande e nisso muitas variáveis tem que ser analisadas. Sobre os equipamentos, já ouvi de quem tem convivência… Read more »

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Foxtrot
8 dias atrás

Um relatório da Severnaya Verf Shipyard de 2015 estimou o custo das 6a e 7a corvetas Steregushchiy como sendo de 17 Bilhõe de Rublos, o que da U$ 238 mi. Em fevereiro desse ano, saiu na mídia russa que o Estaleiro Amur pode concluir até 2021 um contrato para 10 Corvetas do projeto 20380 Steregushchiypor pelo menos 180 bilhões de Rublos. Ou seja, 18 bilhões cada, que da U$ 252 mi. Aquele valor da década passada, parece que não existe mais. Sim, é um navio bem armado. Sim, é mais barato. Mas não é tão diferente. Em uma eventual exportação,… Read more »

SOLIPSI RAI
SOLIPSI RAI
Reply to  DOUGLAS TARGINO
9 dias atrás

colegas; a conta ai tem que ser inversa: o ideal seria.
18 destroier
12 fragatas
12 sub convencional
12 nuclear
todos com armas inteligentes de longo alcance.
tem que pensar grande.
e so pegar 150 bi de dolar das reservas de 600 bi.

Paulo
Paulo
Reply to  SOLIPSI RAI
9 dias atrás

As reservas atuais somam pouco mais de 330 bilhões de dólares.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  DOUGLAS TARGINO
9 dias atrás

300Km mas quem vai guiar? sou mais a MB comprar um drone de monitoramento e ataque do que se entupir de navio, sai mais barato, é mais poderoso, é mais rápido

Felipe Fg
Felipe Fg
Reply to  Luís Henrique
9 dias atrás

Esse plano existiu alguma vez? Não consigo imaginar a MB com 30 escoltas nem nos meus sonhos mais otimistas haha

celio andrade
celio andrade
Reply to  Felipe Fg
9 dias atrás

A MB ja esteve com esse quantitativo de navios. nos anos 80 so de contratorpedeiros eram 12, 6 niterois, 4 inhaumas…etc…..

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Felipe Fg
9 dias atrás

Em 2002 a MB tinha 18 navios escolta. 4 Destroyers classe Para, 6 Fragatas Niterói, 4 Fragatas Greenhalgh e 4 Corvetas Inhauma.

A ideia é voltar a ter esse quantitativo na esquadra e criar uma 2a esquadra no norte do país com uma quantidade menor de navios, 12 escoltas.

Foxtrot
Foxtrot
9 dias atrás

É assim que se faz, simples, rápido e prático.
Foram lá e fizeram o Destroyer baseado na classe Tikonderoga norte Americana.
Evoluíram os sistemas de armas e EW e pronto, pois a plataforma (casco) é muito bom.
Não perdem tempo re inventando a roda como um país Sul americano que vive deitado eternamente em berço expendido!

Francisco Lucio Satiro Maia Pinheiro
Francisco Lucio Satiro Maia Pinheiro
Reply to  Foxtrot
9 dias atrás

Não foi no Arleigh Burke class ? O que me admira é que o comprimento de 170 metros é bem maior os 154 metros dos navios americanos.

julio
Reply to  Foxtrot
9 dias atrás

Foi baseado na classe Arleigh Burke  de destroyers.

Esteves
Esteves
Reply to  julio
9 dias atrás

Sim.

Esteves
Esteves
Reply to  Foxtrot
9 dias atrás

A Maya é uma classe que vem derivando das classes Atago e Kongo.

“The overall design is generally modeled on the Arleigh Burke-class destroyers of the U.S. Navy. The hull adopted shelter deck design as with preceding Japanese destroyers, but it was widened to support the superstructure”

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Foxtrot
8 dias atrás

Cada Destroyer Maya custou U$ 1,5 bi.
Se você acha um absurdo o valor da Meko A100, o que dizer sobre este destroyer japonês?

Quem quer possuir uma Marinha de 1o nível, precisa colocar dinheiro na mesa, muito dinheiro.

Augusto L
Augusto L
9 dias atrás

Eu li em jornais japoneses que só um Aegis Ashore vai ser cancelado.

E não o programa todo, talvez o Defense News tenha se enganado.

Matheus Santiago
Matheus Santiago
Reply to  Augusto L
9 dias atrás

O programa todo foi suspenso, não cancelado. Estão avaliando outras possibilidades como basear os dois sistemas em balsas no mar, ou mesmo em lugares remotos ou mesmo no exterior, ou ir para outras alternativas como o THAAD ou ou comprar mais destroyers com Aegis ou acabar com o programa e partir para uma estratégia baseado na ofensiva como se fosse um MAD com mísseis hipersônicos capazes de atingir a China e a Coreia do Norte.

Cidadão
Cidadão
9 dias atrás

Em consonância com planejamento da Defesa Brasileira para até 2040 e depois que o micron da frança andou disparando Misseis no Atlântico não seria um investimento necessário par MB??

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Cidadão
9 dias atrás

se o Brasil quisesse mesmo acabar com a França, ia investidar em tráfico humano para lá, financiar ONGS de direitos humanos para libertar pessoas perigosas, ia apoiar movimentos contra a reforma previdenciária, ia apoiar ongs para aumento de bem-estar social, ia apoiar ongs para legalizar imigrantes ilegais no país, a França ia se destruir de dentro para fora.

Marcelo
Marcelo
9 dias atrás

Alguém sabe por quê esses navios possuem uma “queda” suave na popa? Mestre Dalton?

Paulotd
Paulotd
Reply to  Marcelo
9 dias atrás

Impressionante como o Japão tem forças modernas e eficientes, mesmo em pouco número. Meia dúzia dessa classe Destroyer com 96 mísseis SM-3, caramba, é um Iron dome nipônico, fora as outras barreiras mais internas com SM-2, ESSM, etc…

Quanto a MB ter 18 fragatas, hahha, primeiro entreguem as 4 Tamandaré. Temos hoje duas ou três Niterói parcialmente operativas e a Barroso já malhada. Poderíamos sim ter uma marinha decente, mas a gestão faz a diferença, pra pior. 80 mil de efetivo também não ajuda a sobrar muita verba.

Last edited 9 dias atrás by Paulotd
Esteves
Esteves
Reply to  Marcelo
9 dias atrás

Acho que o projeto de “queda” na popa tem com o peso da propulsão e do hangar.

Acho.

Dalton
Dalton
Reply to  Marcelo
9 dias atrás

Não é minha praia Marcelo, mas, pelo pouco que entendo até por conta de ter sido usado pelos japoneses em outras classes de navios e durante a guerra de 1941/1945 destina-se a reduzir o peso na parte de trás compensando excesso
na parte dianteira, melhorando a estabilidade.
abs

nonato
nonato
9 dias atrás

Essa questão de população é besteira.
O governo tem de decidir o que é melhor.
Pelo que vi, o receio era com a redação no local.
Na minha opinião, poderiam tentar um local menos habitado para instalar.
Quanto a um dos estágios cair na cabeça de alguém, pior é cair um míssil nuclear na cabeça.

Esteves
Esteves
Reply to  nonato
9 dias atrás

Pois é.

Os governos devem decidir o que é melhor para as populações. Melhor para quem elegeu os governos. Para isso existem governos. Para cuidar de seus povos.

Em sociedades e países com representação e com representatividade, governantes tomam decisões para…para…justificar a própria existência.

Governos que se auto sustentam e se auto tutelam sequer deveriam existir.

O Japão não teve um míssil nuclear na cabeça. Teve duas bombas atômicas na cabeça. Teve a capital ardendo em chamas.

Logo…devem saber cuidar deles mesmos.

nonato
nonato
9 dias atrás

Como assim é caro manter dois navios no mar?
Fizeram para quê?
Servir de enfeite no Porto?
E mesmo no porto, não servem para esse fim?
Proteção contra mísseis balísticos?
Esse pessoal local não tem bom senso.
Não querem o país protegido?
Gastam bilhões em destroieres e acham caro mantê-los em ação?

Last edited 9 dias atrás by nonato
Esteves
Esteves
Reply to  nonato
9 dias atrás

“manter três destróieres no mar o tempo todo para fornecer defesa contra mísseis balísticos 24 horas por dia para todo o Japão é insustentável” Manter em estado de prontidão. Manter full para a guerra. Além de todos os outros meios que já contam e que ainda serão incorporados, manter 3 é insustentável. Logo…deverão encontrar outra forma ou outro planejamento para operar esses destróieres. Exatamente por terem bom senso e saberem fazer contas que só se mostram 100% quando os meios estão operativos é que, ao que parece, são capazes de rever as ações e avançar. Mas eles tem inimigos e… Read more »

Roger
Reply to  nonato
9 dias atrás

“É improvável que o primeiro funcione a longo prazo, dado que manter três destróieres no mar o tempo todo para fornecer defesa contra mísseis balísticos 24 horas por dia para todo o Japão é insustentável” No texto fala em três, não em dois destroyers. Como eles tem apenas 8 navios com Aegis, faz sentido eles não terem três destroyers disponíveis a todo o momento, considerando que grande parte vai estar em manutenção, e de que pelo menos haja navios atracados no porto suficientes para rotacionar com os que estão em alto mar. Eles teriam de ter no mínimo 6 navios… Read more »

Dalton
Dalton
9 dias atrás

Os 8 navios japoneses são classificados como “destroyers” até porque cada marinha chama seus navios como quiser, mas, o tamanho maior quando comparado com classes de “destroyers” anteriores levou os japoneses a batiza-los com nomes de cruzadores pesados da II Guerra, exceções os nomes de
“Kongo” e “Kirishima”, que originalmente foram construídos como cruzadores de batalha, reclassificados como encouraçados velozes antes da guerra.

Roger
Reply to  Dalton
9 dias atrás

Há uma certa lógica e hierarquia na nomeação dos navios japoneses
e a convenção da nomeação mudou um pouco desde a IIWW:
https://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_ship-naming_conventions

Renan Lima Rodrigues
Renan Lima Rodrigues
18 horas atrás

Haguro, o orgulho da Dai-Gō Sentai (5 divisão de cruzadores) bem como orgulho da frota do almirante Takeo Takagi. Torço para que esse Aegis Destroyer tenha a mesma herança de seu gigantesco primogênito de 203,76m da classe Myoko, uma tripulação de elite e altamente capaz como visto nas duas Batalhas de Surabaya.