Emgepron e Marinha do Brasil assinam acordo de cooperação técnica para o navio-patrulha de 500 toneladas

163

Em 16 de novembro, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) e a Marinha do Brasil (MB), representada pela Diretoria Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM) e pelo Centro de Projetos de Sistemas Navais (CPSN), celebraram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT), visando a execução do projeto de engenharia do Navio-Patrulha brasileiro de 500 toneladas (NPa-500MB). O evento contou com a presença de diversas autoridades da MB.

Para o Diretor do CPSN, o Contra-Almirante Borges, “o estabelecimento de parcerias tecnológicas e/ou industriais com empresas de gerenciamento de projetos, como a EMGEPRON, e do setor da construção naval, inseridas nos modelos de negócios definidos pela Administração Naval, garantirá a participação do CPSN em programas estratégicos de construção de meios de superfície, entre eles, o NPa-500BR”.

O Diretor-Presidente da EMGEPRON, Vice-Almirante Edesio, ressaltou que “o Projeto do NPa-500MB permite que a EMGEPRON empregue toda sua expertise no gerenciamento de projetos complexos, desenvolvida ao longo de mais de 40 anos de atuação, como por exemplo, planejamento, gerenciamento e financiamento do Programa das Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) e do Navio Polar (NPo). Em síntese, a cooperação DGDNTM-EMGEPRON abre grandes possibilidades para que a MB alcance a capacidade em projetar, construir, operar e apoiar meios navais de alta complexidade tecnológica, contribuindo desta forma para o desenvolvimento e soberania do Brasil”.

Para o Diretor-Geral da DGDNTM, Almirante de Esquadra Petronio, “o ACT possibilitará a retomada da construção de navios de superfície com projetos desenvolvidos pela MB, por meio do CPSN. Ademais, poderá ser indutor de um ambiente de negócios dentro de uma política estratégica, fomentando o recrudescimento da Indústria Naval, a qualificação da mão de obra, a geração de empregos e movimentação da economia”.

O NPa-500MB é um projeto de navio offshore, certificado por Sociedade Classificadora homologada pela International Association of Classification Societies (IACS), indicado para missões de vigilância da Zona Econômica Exclusiva (ZEE), busca e salvamento, além do combate a ilícitos no mar.

NPa 500BR – Emgepron

FONTE: Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON),

Subscribe
Notify of
guest

163 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Tutu

Não consigo gosta do projeto desse NPa 500BR, acho muito datado para um navio que só será realidade em 2030.



Marcelo

Calma,essa é uma foto ilustrativa,com certeza o navio terá um designer moderno.

Tutu

Não é uma questão de design, afinal beleza e esse tipo de coisa não são relevantes para uma embarcação militar, me refiro e capacidade e características fundamentais mais modernas, por exemplo, a própria evolução do Macaé, o CL 55 MK2.

Tallguiese

Concordo com vc Tutu. Os projetos brasileiros apesar de ser muito bom, não anda pois o estado brasileiro não ajuda e nem se interessa por isso! Sem o apoio do estado as coisas não vão pra frente aqui. Antes tivessem comprado mais navios Amazonas.

Last edited 6 meses atrás by Tallguiese
Fernando "Nunão" De Martini

O design, até onde sabemos, é esse.

Daniel

Nunão, a MB não tinha comprado o projeto da classe Amazonas para construir mais delas aqui? Acho que tem uma matéria do Poder Naval sobre isso . . .

Fernando "Nunão" De Martini

Daniel, isso já foi desmentido há um certo tempo.

Pelo que entendi, havia uma autorização para produzir no Brasil outros navios da classe caso fosse interesse da MB, mas teria que pagar os royalties etc. Não teria havido compra do projeto, apenas dos navios (que custaram pouco pois já estavam prontos e disponíveis devido ao cancelamento da compra por outro país).

A MB tem seu próprio projeto de NPaOc, que tal qual o projeto original da classe Tamandaré, é derivado da Barroso. Tem matérias aqui sobre isso.

Camargoer.

Segundo uma entrevista de um comandante da MB para o Roberto Lopes, creio na mesma que ele menciona que a reforma do A12 seria mais cara que US$ 1 bilhão, ele responde que foram compradas as 3 Amazonas, que estavam prontas e novas, pois tinham sido construídas para Trinidade Tobago, mas o contrato foi cancelado. Pelo que lembro, cada uma custou cerca de US$ 60 milhões, um preço abaixo do que é pago por este tipo de navio, que é da ordem de US$ 80~110 milhões. Caso a MB optasse por construir novos navios com o projeto da BAE, teria… Read more »

Ruberval
Marcos Reis

Na verdade é mesmo um absurdo, as empresas de Offshore como a Bran que tem estaleiro próprios constroem um rebocador Supply de 8000 toneladas em 1 ano e meio, com sistemas sofisticados de posicionamento dinâmico, dois motores propelidores azimutais com hélices de passo variáveis na popa que somam mais de 20000hp, dois propelidores de túnel na proa, sistema hidro-acústico para posicionamento, giroscópio em fibra ótica, posicionamento por Artemis, DGPS, Fanbean, Carta Nautica Eletrônica, Sistemas de Geração redundante com Nobreack da carga total, embarcações capazes de rebocar uma plataforma de 150mil toneladas, capacidade de armazenamento de Água e “correntes” em seus… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Mas onde você (ou o Tutu) viram notícia de que a construção dos NPa500BR vai levar 5 anos?

Nativo

Muita cerimônia pra pouco trabalho.
Esse navio não é grande cois.
Já tem uma base com a classe Macaé era só armar um pouco mais e pronto, começar a produzir desde ontem porque nem dessa embarcações básica, temos em quantidade adequada para a segurança do nosso litoral.
Licitou, passou, produz oras.

Camargoer.

Caro. O NaPa500 é uma evolução da Macaé. Contudo, a Macaé é um projeto francês que demanda royalties. O NaPa500 é um projeto nacional.

ChinEs

O Macaé tem 700 Toneladas e o NaPa500 tem 500 Toneladas… Mas o NaPa500 é bem mais evoluido tecnologicamente e com mais automaçao em relação aos navios da classe Macaé, que é um projecto francês bastante antigo.

Fernando "Nunão" De Martini

“O Macaé tem 700 Toneladas e o NaPa500 tem 500 Toneladas…”

Não. Você deve ter se confundido com a classe Bracuí.

Macaé e NPa 500MB têm deslocamento parecido, mas o Macaé é menor e desloca menos.

marcus mendes

_____

COMENTÁRIO APAGADO POR REPETIÇÃO. MANTENHA O BLOG LIMPO.

LEIA AS REGRAS DO BLOG:

https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

MMerlin

É muita coisa e a tonelagem é um dos maiores gargalos, referentes a necessidade, da MB.

Para combater o crime organizado, que tem tomado as principais regiões portuárias do país, não adiante combater apenas em terra.
É monitoramento e, principalmente, atuação presencial, de modo permanente.

Além da atuação social que a MB faz em regiões remotas (que faz bem), o controle da nossa costa só pode ser conseguida com uma Força bem equipada e treinada.

Que seja o primeiro passo deste programa que é essencial. O projeto é novo, tendo sido apresentada a versão inicial em 2016.

marcus mendes

_____

COMENTÁRIO APAGADO POR REPETIÇÃO. MANTENHA O BLOG LIMPO.

LEIA AS REGRAS DO BLOG:

https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Augusto José de Souza

Essa parceria com os árabes ainda vai render muitos frutos,eles tem ótimas opções de corvetas que podem ser constituídos em Aracruz depois do navio de apoio antártico.

Fabio Araujo

Várias marinhas possuem navios patrulhas armados com mísseis, mas a MB insiste e patrulhas sem mísseis, poderia ter parte delas armas com mísseis temos a tecnologia para fazer isso, temos o nosso próprio míssil.

Bardini

Nós precisamos de navios. Essa é a real necessidade da MB e o que não está sendo atendido dentro da conjuntura de gastos exercida. Se o problema é não ter navio, não adianta choramingar que não tem míssil… E míssil, é caro. Com o valor necessário para equipar nossos Navios Patrulhas com mísseis antinavio, nós podemos comprar mais Navio Patrulha. NPa para atuar dentro de nossos maiores rios, por exemplo. O que é mais estratégico, ter mais NPa e expandir a presença em nossas águas, ou ter NPa armado com mísseis? . A maior capacidade de combate hoje, em termos… Read more »

Last edited 6 meses atrás by Bardini
Juarez

Perfeito Bardini. O pessoal só falta querer colocar um 16 polegadas na proa.
E preciso compreender que este navio e um meio de polícia naval (Guarda Costeira), ou seja, um bom 30 ou 40mm na proa e duas .50 em cada bordo escravizados por uma EO está bom demais. Ao invés de gastar com Mísseis, que se coloque um bom sistema de EW passivo e capacidade de operar pequenos drones.

Bardini

A questão de detectar e neutralizar UAS é algo interessante de destacar. A USCG vem equipando seus navios com sistema EW e radar para detecção deste tipo de ameaça:
.
comment image
.
comment image

Last edited 6 meses atrás by Bardini
Fernando Vieira

Eu concordo. Assim como na eterna discussão que as Tamandarés são pouco armadas, esses patrulhas poderiam vir com espaço, cablagem e software para incorporar, se necessário, os mísseis. Caso necessário, vai lá com os lançadores de ManSup, fixa no suporte, pluga o cabo e vai pro mar com míssil. Se não precisar, deixa sem.

marcus mendes

_____

COMENTÁRIO APAGADO POR REPETIÇÃO. MANTENHA O BLOG LIMPO.

VOCÊ SERÁ BANIDO DO BLOG SE CONTINUAR COM ESSA POSTURA.

LEIA AS REGRAS DO BLOG:

https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Rui Mendes

Mas no Senegal, eles não tem fragatas, pelo que os patrulhas fazem a função de vigiar as suas águas e de defesa.

L Grande

Bardini, você como bom projetista, deveria fazer um desenho de como ficaria um pelotão de cavalaria mecanizada com o centauro 2, lince, guarani, etc etc. Fora do tópico.

Fernando "Nunão" De Martini

Se não me engano ele já fez. Peço que discutam esse assunto no blog das Forças Terrestres.

Nilo

“Nós precisamos de navios. Essa é a real necessidade da MB ”
Correto, é necessária uma presença que drones não substituem.

Rui Mendes

A maioria dos países, não tem os seus OPV’s com mísseis, só têm canhões, alguns tem hélis e forças especiais em lanchas de assalto, as marinhas que tem patrulhas com mísseis, tem normalmente guarda costeira, que são quem faz o patrulhamento das águas nacionais e são países em zonas disputadas.

Bardini

Além de não terem fabricado nenhum destes até hoje, o grande problema do NPa 500t, é ser caro demais (U$ 45 milhões de dólares) para o que poderá entregar. Com um pequeno acréscimo de custos, nós poderíamos ter um projeto superior, um casco maior, com pelo menos 1.000t e que poderia ser equipado com os mesmos sistemas e armas, entregando assim espaço para atender diversas demandas e ser mais competitivo no tocante a exportações. Obviamente que sendo maior e mais caro, seria necessário um complemento com navios menores e mais baratos, para operar a poucos quilômetros da costa.
comment image

Last edited 6 meses atrás by Bardini
ChinEs

Esse desenho é de sua autoria, ou é um plano futuro da MB ?

Bardini

É meu.

Tutu

Será que cabe um lançador de mansup na popa do Npa 500?

Fico imaginando que em caso de necessidade o máximo que dá para fazer nesses navios é colocar dois fuzileiros com um Mistral na popa, o mesmo tbm vale para barroso em termos de defesa com mísseis.

Fernando "Nunão" De Martini

Será que cabe um lançador de mansup na popa do Npa 500?”

Na minha opinião, retirando as duas lanchas semi-rígidas (sem utilidade numa eventual conversão para lançamento de mísseis em caso de conflito) cabem tranquilamente dois lançadores duplos e um eventual conteiner / módulo de missão pequeno com o console de lançamento do míssil.

Só pra dar um exemplo, a classe Grajaú, que é de menor porte e cuja área à ré da superestrurura é bem menor, é uma adaptação de um projeto de barco rápido missileiro da Vosper de Singapura.

Camargoer.

Ola Nunão. O problema de colocar um ManSup em uma NaPa500 é a necessidade de incluir sensores e sistemas de controle de armas em cada navio, incluindo geradores de energia suficientemente potentes para suportar este tipo de radar. Tenho dúvidas se faz sentido deixar uma NaPa500 com todo este aparato para uma eventual situação na qual seriam instalados os mísseis. Faz mais sentido uma classe de corvetas de 2,0 mil ton que operasse como navios de combate plenos. O problema é que o custo de uma corveta (1,5~2,0 ton) não seria tão menor que uma FCT por causa do deslocamento.… Read more »

carvalho2008

Mestre Camargoer, este é um erro extremamente comum de interpretação…..todos aqui sabem que a decadas defendo a modularidade plug and play conteiravel… A pergunta é…as versões terrestres demandam estes sensores? Não, não demandam….não sei porque sempre insistem em cabeamentos, sensor se todos sabem que são modulos em que o missil recebe uma coordenada que dependendo do modulo, é digitavel num painel….o missil dispara e se dirih=ge a coordenada digita e chegando proximo, ativa seus proprios sensores e radar interno para buscar e travar no inimigo…. Tudo que a CANOA precisa é um drone, um heli, um link, um radio criptografado,… Read more »

Satyricon

Carvalho, você matou a charada!
(Vc e o Bardini)

Lembremos que o finado “Moskva” foi afundado por mísseis Neptune lançados de terra, não do mar. A detecção do alvo foi feita por um simples drone, não por um sofisticado sistema de combate de um moderníssimo meio de combate de superfície.
Portanto, nun contexto de defesa de litoral, um NaPa pode sim, numa eventualidade, operar como mera plataforma lançadora de mísseis (Mansup), desde que projetado inicialmente para isso.
Um drone MALE faria a identificação e designação do alvo, e repassaria ao NaPa,

Paradigmas que a guerra da Ucrânia quebrou.

Last edited 6 meses atrás by Satyricon
Fernando "Nunão" De Martini

Camargo, Em diversas outras ocasiões, sugeri que um sistema desse tipo seria instalado em módulos de missão, que poderiam ser auto-suficientes até onde fosse possível: um conteiner com console de disparo e espaço para dois operadores, sistema de refrigeração próprio e provavelmente um mastro com diretor de tiro, havendo se possível baterias de emergência. A eletricidade poderia vir do próprio gerador de emergência do navio (apenas uma ideia) ou o gerador original ser dimensionado para essa necessidade extra de módulos a serem incorporados quando e se necessário. Esta seria a principal necessidade de mudança no navio, além de cabeamento e… Read more »

L Grande

Doutor Nunao, o GT grupo de trabalho da trilogia acabou de alçar a condição de mestre o Santamariense. Agora como mestres da trilogia o GT grupo de trabalho tem como mestres o Bardini, o Dalton, o camargoer, o carvalho 2008, o Bosco, o Esteves e o Santamariense. E como doutor temos o Nunao pôr ter poder de veto no conselho de segurança da trilogia. As avaliações continuam.

Fernando "Nunão" De Martini

Tá bom.
Dá pra voltar a debater o tema da matéria?

Juarez

Boa tarde. Nunao, eu penso que estes navios não devem ser sobre carregados de tarefas mesmo que de forma modular. A função primordial deles é “patrulhar”, ou seja, poder fazer o maior número possível de dias de mar com os menores custos possíveis de operação. A medida que vamos adicionando empregos e ou equipamentos/armamento necessitamos de mais pessoal qualificado,(coisa que a MB está carente), e o embarque de tudo vai gerar custos de operação maiores como por exemplo geração elétrica, demandando mais grupos geradores diesel, que vão ser maiores, demandando mais espaco, vão consumir mais combustível, demandando um volume de… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Juarez,
Minha proposta não é acrescentar nada que possa atrapalhar a missão de patrulha, muito pelo contrário. Acho que eu deixei bem claro: é simplesmente projetar o navio de fotma que ele possa receber módulos de missão quando e se necessário.
Eles têm que ser pensados para patrulha, mas também para serem úteis em receber qualquer sistema seja desenvolvido ao longo de mais de 30 anos de vida útil.
Por exemplo: tem que ser projetado para poder receber um módulo (conteiner) de controle de veículo de superfície não tripulado, atualmente em testes, assim como o próprio veículo.

Rui Mendes

Npa ou opv’s serve para patrulhamento, vigiar, marcar presença, fiscalizar e se fazer valer contra todo tipo de traficantes e roubos nas suas águas, para isso chega canhões, radares e sistemas de comunicações, se for preciso mais, comunica com a marinha ou/e força aérea e chama fragatas, patrulhas de ataque, caças ou MPA’s.
Se querem mísseis e torpedos, para isso pedem logo patrulhas de ataque, como as Filandesas Hamina, as Norueguesas, Gregas ou as Israelitas.
Para patrulhamento fluvial armado, acho que ninguém tem melhor que os Romenos, a frota no Danúbio e excelente.

Tutu

Eu falei em caso de necessidade, seja uma situação hipotética em que já perdemos alguns meios e precisamos de mais opções para lançar Mansups

Daniel

Você diz algo como uma classe “Amazonas” um pouco menor? Vejo, pelo desenho, que imagina a operação de um helicóptero. Li em algum lugar que a MB considera uma das maiores deficiências das Amazonas a falta de um.

Bardini

A ideia é ter um convoo para operar helicópteros de pequeno porte, como o AW109 ilustrado, que na minha opinião seria um excelente meio para o futuro da MB… . Mas helicóptero é algo pra lá de secundário neste navio. A intenção principal é a de possuir tal estrutura, para que se monte ali os containers e se tenha espaço necessário para operação de UAS, como Scan Eagle que a força adquiriu ou helicópteros remotamente pilotados. . Além disto, este espaço permite o transporte de containers, que poderiam abrigar kits para outras demandas, contendo UUVs, USVs, AUVs, etc… Atendendo funções… Read more »

Last edited 6 meses atrás by Bardini
Daniel

De fato, muitas das funções de um helicóptero podem ser feitas por algum tipo de drone. E acredito que seria bem mais barato construir um hangar para um drone do que para um helicóptero.

A MB não tinha comprado o projeto das Amazonas para construir mais delas? Na sua opinião, quantos desses navios seriam necessários para a MB?

Wilson Look

Isso é um mito da internet, a MB não comprou o projeto da classe Amazonas, a MB tinha a opção de comprar mais unidades da classe, exatamente iguais as 3 compradas.

Bardini

A questão do número necessário, depende das demandas de cada Distrito Naval… . Mas penso que existe um número mínimo para cada DN, em termos de meios, sendo a ilustração a seguir um esboço do que poderia ser uma base. E é encima desta base mínima que as capacidades deveríam ser expandidas, no meu entendimento, claro: . . Um Navio de Apoio Oceânico com aquele ali, poderia desempenhar uma infinidade de missões. Tem capacidade de atuar como RbAM, poder ser a “nave mãe” de um sistema de contramedidas de minagem, que seria levado até o DN para proteção de uma… Read more »

carvalho2008

Pensamento perfeito , mestre Bardine!!!! O resumo é…o casco da Canoa deve priorizar elementos aereos, não interessa quais sejam….este é o problema dos Macae ou este projeto da materia….. O Elemento aereo pode ser um heli ou drone, uma bomba planadora ou um loitering drone, isto em si não tem relevancia, uma vez que voce escolhe o que colocar quando e se precisar colocar….o importante é ter o design e espaço ali previsto para assim operar…. Precaução e previsão não custa…..o que custa é precisar e não ter previsto…. Quem não tem cascos de embarcações disponiveis, qualquer canoa pode de… Read more »

Rogerio

ENGEPRON eh aquela estatal que vai fechar 2023 com um buraco de mais de 3 bilhões de reais. Acho que desse mato não sai cachorro.

Fernando "Nunão" De Martini

Rogerio,
O déficit da Emgepron ocorre justamente porque ela foi capitalizada em mais de 10 bilhões e para pagar a construção da classe Tamandaré e do navio-polar.
Ou seja, teve superávit com essa capitalização (feita em 2018 e 2019) e a partir da construção dos navios passou a ter déficit todos os anos porque esse dinheiro que entrou está saindo para os pagamentos aos estaleiros construtores.

Tem matérias a respeito de tudo isso aqui, uma delas da semana passada.

Rogerio

Dei uma olhada:
2021 – 1 bilhão e 100 milhões
2022 – 2 bilhões e 250 milhões
Em 2023, pôde-se pensar que o déficit veio do pagamento ?
2023 – 3 bilhões

Total ja pago : mais de 6 bilhões, mais da metade do valor e nenhuma pronta.

Acho que vai faltar dinheiro.

Fernando "Nunão" De Martini

Todo programa de construção de navios de guerra tem desembolsos maiores no início, antes de qualquer navio ficar pronto, pois são adquiridos os itens caros e de tempo relativamente maior de entrega (motores, engrenagens, sensores, armamentos) encomendados com antecedência em relação ao término do casco. No caso de um programa bancado por financiamento internacional, um banco adianta esses pagamentos e cobra os devidos juros como em qualquer financiamento. No caso do modelo de negócio feito para a classe Tamandaré, é do valor capitalizado à Emgepron que se faz esses pagamentos que são mais pesados no início do programa, da mesma… Read more »

Camargoer.

Caro. O pagamentos das FCT não aparecem no relatório de gestão da MB. Segundo o relatório da MB “Além dos programas e projetos abordados neste RG, é importante destacar o Programa Fragatas Classe “Tamandaré” (PFCT), conduzido pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), que tem por objetivo promover a renovação da Esquadra com navios mais mordernos de alta complexidade tecnológica, construídos no País, com previsão de entrega para o período entre 2025-2029. O PFCT é abordado com maior detalhamento por aquela UPC, em sua prestação de contas”. Segundo o Plano Plurianual 2024~2027, o custo do Progama FCT é de R$… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Camargo,

Só se o relatório de 2021 sumiu ou está indisponível por algum motivo. Eu tenho o relatório baixado no meu computador. É dele a informação de cerca de 1,1 bi executados em 2021 no programa da classe Tamandaré.

Como já expliquei ao Rogerio, em geral nos programas de construção há desembolsos relativamente maiores nos primeiros anos e menores nos últimos devido aos diversos itens que precisam ser encomendados com antecedência.

Rogerio

Então … se teve 1.4 bilhões em 2021, 2.25 bilhões em 2022, vamos deixar em 2023 com os mesmos 2.25 bilhões, da por volta de 6 bilhões pagos.
Com o PPA 24-27 informado pelo Camargo, de mais 7.5 bilhões (será que tem correção monetária)
Então daqui a pouco vai ter a notícia que subiu o preço para algo entre 13 e 14 bilhões de reais.

Fernando "Nunão" De Martini

Digitei errado. 1,1 bi e não 1,4.

Planos de desembolso podem mudar.
Por exemplo, em 2020 a previsão era de pagamentos de mais de 1 bi para o programa das fragatas, mas por motivos diversos (início da pandemia entre eles, provavelmente) foi preciso adiar o início da execução do programa e foram executados apenas 95 milhões.

Então não dá pra levar a ferro e fogo os valores mencionados para os próximos anos porque eles podem ser revisados posteriormente conforme o que for desembolsado neste ano.

Camargoer.

Na pagina da Emgepron aparece dois relatórios de 2022. Provavelmente, erro de quem administra a página. Imagino que vocẽ baixou o relatório ano passado, talvez, antes de subirem o relatório 2022. Provavelmente, quando o responsável pela paǵina subiu o relatório 2022, ele deve ter feito uma lambança na linha de comando.

acontece.

Obrigado por complementar a informação com os dados de 2021. Talvez valha a pena editar o meu comentário e incluir este dado, O que acha?

Fernando "Nunão" De Martini

Imagino que vocẽ baixou o relatório ano passado, talvez, antes de subirem o relatório 2022”

Sim, baixei o relatório 2021 no ano passado (assim como outros relatórios anteriores) para escrever esta matéria:

https://www.naval.com.br/blog/2022/07/15/classe-tamandare-capitalizacoes-tots-e-compensacoes/

Já sobre a decisão de você editar ou não seu próprio comentário, não me sinto em posição de opinar, como editor do site… Peço desculpas antecipadamente por não responder.

Camargoer.

Olá Nunão. Sugeri que você editasse o meu comentário para incluir o dado de 2021.

Não tenho mais como editar meu comentário. A ferramenta de edição já fechou.

Fique á vontade se achar que vale a pena fazê-lo.

Tutu

Me diga, qual é a fonte de renda da Engepron?

Marcelo
Fernando "Nunão" De Martini

Marcelo, isso já foi respondido. Qual a dúvida que você ainda tem a respeito?

Aliás, já teve nota ministerial a respeito, com o mesmo sentido que já expliquei (trata-se de investimentos com valores que a empresa tem em caixa, pois foi capitalizada com o propósito específico de realizar esses investimentos):

https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2023/novembro/nota-de-esclarecimento-sobre-metas-de-estatais

L Grande

A Engepron é uma estatal que depende do tesouro nacional. Não é igual a Petrobrás que gera sua própria receita, investe, e ainda transfere bilhões todos os anos para o tesouro nacional e estados. A Petrobrás hoje não depende um real do orçamento do Brasil. Ao contrário gera muito dinheiro para o estado. Exemplo mundial de estatal.

Camargoer.

Caro. A Emgepron também é uma prestadora de serviços para outras marinhas e empresas, o que gera receita, mas o seu objetivo principal é dar suporte para a MB.

Leo Costa

Aguardando qnd finalmente vão cortar a primeira chapa.. Afinal já informaram q o projeto está pronto!.

Carlos Alberto

A Marinha do Sul/Sudeste só lembra do Nordeste para afundar porta-aviões tóxico, na hora de construir esquece os grandes estaleiros do Nordeste.

Fernando "Nunão" De Martini

Carlos Alberto,

O Inace fica no Ceará e participou dos programas de construção das classes Grajaú e Macaé, com sucesso.

Souto

Bom dia amigo Nunao vc sabe qual estaleiro vai construir os patrulha BR 500?

Camargoer.

Olá Souto. A MB ainda não lançou o edital. Não sabemos quantos navios serão contratados neste momento nem onde serão construídos.

Aposto 1$kichute que será em Itaguaí.

Fernando "Nunão" De Martini

Bom dia, Souto. Não sei e acredito que nem há como saber neste momento.

Bardini

Foxtrot.. Os anos vão se passar e tu nunca vai enteder que a MB comprou um navio muito melhor que o que foi projetado pelo CPN e que seria tão nacional quanto uma Meko A100.

Delta

EDITADO:
COMENTÁRIO BLOQUEADO DEVIDO AO USO DE MÚLTIPLOS NOMES DE USUÁRIO.

LJMaia

“Tudo muito bom ” ! mas o combustível e a manutenção, além de pessoal bem arranchado,satisfeito com o salário !

Camargoer.

Olá Delta. Uma coisa de cada vez. As CCT devem ser vistas no contexto do ProSuper, que previa a compra de fragatas de 6 mil ton. Naquele contexto, fazia sentido uma classe de corvetas menores.

Com o cancelamento do ProSuper, as CCT se tornaram o principal programa de meios de combate. Os alemães apresentaram uma fragata leve, mais pesada que as CCT. O edital permitia isso. Foram ousados e ganharam.

Então, a escolha das FCT baseadas na Meko é resultado do cancelamento do ProSuper.

Delta

EDITADO:
COMENTÁRIO BLOQUEADO DEVIDO AO USO DE MÚLTIPLOS NOMES DE USUÁRIO.

Daniel

Cara . . . Isso devia ser função de uma guarda costeira. A MB deveria estar totalmente focada para a defesa do país. É triste ver a nossa marinha gastando dinheiro em uma embarcação sem nenhum valor militar, enquanto tem tanta coisa que ela precisa comprar.

Bardini

Existe estrutura física e organizacional pronta, com milhares de pessoas dentro destas estruturas, que estão capacitadas e recebem todo mês para exercer funções que são de uma Guarda Costeira, seja no tocante a patrulha naval, SAR, tarefas de fiscalização, seja no tocante as funções burocráticas, etc… Nós temos uma Guarda Costeira! Acontece que nossa estruta de Guarda Costeira é, oras vejam só que problemão: otimizada. E otmizada ao ponto que a Guarda Costeira está dentro da MB. Temos uma estrutura única, concentrado várias funções. . Reclamam que um NPa da MB tem pouco armamento… Se o Brasil tivesse uma Guarda… Read more »

Daniel

Acho que você está confuso sobre a função de uma Guarda Costeira. Ela seria ótima para busca, salvamento e patrulha da ZEE. Para essa função, esses barcos de 500t estariam perfeitos. Não é função dela ir para a guerra. Isso é função da marinha.

Mas para uma marinha de guerra que usa fragatas antigas e em número insuficiente, esse não é um bom investimento.

E quanto a falácia da otimização, só posso dar risada.

Wilson Look

Se fosse criada uma guarda costeira hoje no Brasil, tem toda uma estrutura da MB que teria que ser movida para essa GC, o que demanda dinheiro, teria que mover todo o pessoal relacionado e os recursos orçamentários que hoje estão com a MB iriam para a GC. No fim teriamos uma GC e uma MB subfinanciadas, e muitos mais problemas do que soluções. Se acha que a MB mandaria patrulheiros de 500t para a guerra, sinto muito mas você está enganado, as forças distritais operam do mesmo jeito que uma GC. Se está ruim sem uma GC seria muito… Read more »

Daniel

Permita-me discordar amigo. A MB é uma força extremamente “inchada” que é obrigada a manter estruturas por todo país para efetuar a função de uma Guarda Costeira. Claro que estamos apenas conjecturando, mas talvez a MB se focar apenas nas funções de uma marinha de guerra seja exatamente o que ela está precisando. Só pelo fato de não ter mais que manter estruturas e pessoal por todo o litoral, e a consequente diminuição de efetivo, já aliviaria muito as contas. Quanto à enviar barcos patrulha de 500t para a guerra, realmente a ideia é ridícula. E não sei de onde… Read more »

Wilson Look

Só que pelas leis orçamentárias atuais, a criação de uma GC não significaria absolutamente nada em alívio orçamentário para a MB, na verdade poderia até mesmo piorar a situação, o orçamento público é dividido em obrigatório e discricionário, o obrigatório é o pagamento de ativos e inativos e ele não pode ser direcionado para qualquer outra coisa, manutenção, investimento, P&D e aquisição é discricionário e esse pode ser remanejado e até contingenciado. A criação de uma GC, além de precisar de muito dinheiro para a sua criação(mesmo com as estruturas existentes na MB), não resultaria em nenhum aumento na capacidade… Read more »

carvalho2008

O Japão possui 15mil homens na sua Guarda Costeira…..A Coreia tem uns 12 mil….

Quantos homens talvez houvesse em uma Guarda Costeira no Brasil…?

A prefeitura Naval Argentinal chega a mais de 20 mil….

Quanto seria no Brasil?

Bardini

Eu acho que você é quem está confuso, pois a MB faz busca, salvamento e patrulha da ZEE e os NPa 500t são voltados justamente a estas e outras funções, que são de Guarda Costeira e são exercidas dentro dos Distritos Navais. . Eu vou copiar o que já escrevi, para explicar que você está rindo por não conhecer nossa Marinha: . “Olhe para o Comando de Operações Navais (ComOpNav) de nossa Marinha: . Na parte esquerda, temos o Comando em Chefe da Esquadra (ComemCh), que é basicamente nossa Esquadra Guerra. Legal, né!? Na outra ponta, da parte direita, você… Read more »

Last edited 6 meses atrás by Bardini
Daniel

Ok. E eu vou explicar novamente que você ainda não conseguiu entender o que eu estou escrevendo: não acho que serviços de Guarda Costeira deveriam ser função da MB. Ela deveria se focar unica e exclusivamente na defesa do país. Acho que não consigo deixar mais claro que isso.

carvalho2008

Mestre Daniel, as especialidades de funçoes, são inerentemente ao volume de massa critica nelas…. Não temos a massa critica para procurar especializar as funções….então , não creio ser o caso e necessidade brasileira…. Posso citar o caso economico Brasileiro Cindacta…. O Conceito americano previa um controle aereo civil especifico e outro militar, com ZERO compartilhamento de pessoal, comunicação, sensores e radares….e isto relevou-se absurdamente ineficiente quando precisaram do 11 de setembro…. O Cindacta foi uma referencia e case para eles redimensionarem sua doutrina de cobertura interna….aqui, tudo é uma coisa só….por uma questão de economia, mas que guardava esta vantagem… Read more »

carvalho2008

Mestre Daniel, não existe uma so registro em todas as Guardas Costeiras do mundo, que tenham sido dispensadas de ferias durante um conflito….

absolutamente, TODOS vão a guerra, nos espaços que melhorem conseguirem se ajustar….ajustando-se bem ou não….inexoravelmente todos vão….

adriano Madureira

ótimo ! aí seria mais uma organização para dividir o bolo da defesa, MB,EB,FAB e Guarda costeira do Brasil…

Camargoer.

Não necessariamente. Assim como a PF é do MinJus, uma Guarda Costeira também poderia ser uma organização civil. Na Argentina a Guarda Costeira é Civil e ligada ao MInistério da Segurança, que é o equivalente ao MinJus do Brasil.

Daniel

Eu pensei em algo semelhante. Não sei se pode ser feito, mas eu imagino uma força policial marítima sob a autoridade de cada estado com litoral. Seria uma força auxiliar da MB mesmo. E no caso de algo mais grave, eles chamam a marinha.

Bardini

O país é dividido pelos Distritos Navais. Cada região tem suas reposabilidades de patrulha, SAR e etc. Tudo subordinado a MB… . . Tu está querendo criar o que já existe. Ou melhor, tu quer piorar muito o que já existe, entregando a administração de navios para os Estados, que são praticamente falidos, onde a coisa como um todo vai estar a merce da ação de corruptos, que vão poder fazer todo tipo de maracutaia imaginável e inimaginável, dentro de todas as estruturas administrativas que vão ser mais do que duplicadas, para cada entidade federativa que tenha um rio sequer…… Read more »

Last edited 6 meses atrás by Bardini
Camargoer.

Sua proposta é que cada estado crie uma estrutura dentro das polícias estaduais para servir de polícia naval, similar ao que seria as polícias rodoviárias e polícias ambientais estaduais?

Wilson Look

O EB funcionava mais ou menos assim, até a guerra do paraguai, cada província era responsável por fornecer os armamentos, uniformes e treinamento para a tropa que ficava em seu território e isso foi um desastre, apenas a guarnição do Rio de Janeiro que podia ser chamada de força profissional, não havia padrão na qualidade dos uniformes e muito menos na qualidade do treinamento, a situação era tão precária que existem relatos de cavaleiros que dormiam com suas montarias pela falta de instalações para eles mesmos.

Camargoer.

Ola Wilson. O efeitivo do EB era de cerca de 15 mil antes da Guerra do Paraguai. O equipamento, uniforme e soldo eram pagos pelo império. A maior parte do efetivo ficava no RIo de Janeiro. No resto do país, era mantida uma Guarda Nacional, esta sim bancada localmente. As patentes da Guarda Nacional eram determinadas pela renda. Essa é a origem da expressão “coronéis” para os grandes latifundiários do nordeste. Mas isso era disseminado em todo o país. A Guarda Nacional funcionava como uma milícia que atuava tanto como “polícia de escravos” quanto de “força de segurança local”, geralmente… Read more »

Daniel

Está enganado amigo. Uma estrutura como a Guarda Costeira americana é algo muito distante da nossa realidade. Eu penso em algo como a Guarda Costeira do Reino Unido que se dedica à busca e salvamento e patrulha da ZEE.

carvalho2008

que ocupa em termos humanos cerca de 30 mil pessoas….na função…direta ou indiretamente…certo?

carvalho2008

Por mais que se imagine que não, uma GC brasileira criara cargos e estruturas humanas e fisicas redundantes e isto significa gastar mais para fazer a mesma coisa….não é logico, ao menos no momento e nos proximos 15-20 anos….

Outro ponto…todo recurso teem valor militar…ou mais ou menos…mas tem….e como de praxe, todos sabem que na necessidade, usa-se de tudo….a necessidade não dispensa sequer colher ou bombril…

marcus mendes

Emgepron + Marinha. Para que esse tipo esquema? Quem deveria coordenar compras das forças armadas é o ministério da defesa. Isso de Emgepron + Marinha pode ser uma fonte de maracutaia.

Camargoer.

Caro. Eu também acho que as compras militares devem ficar sob responsabilidade do MInDef. Contudo, dada a legislação brasileira, os órgão de administração direta tem limitações determinadas pela legislação, como por exemplo o regime de trabalho, carreira, salário, etc. Por isso, em alguns aspectos, é mais adequado que o governo tenha uma empresa estatal ao invés de um um órgão público.

Por exemplo, a Embrapa é uma empresa 100% pública, mas seu regime trabalhista é pela CLT. O fato de ser uma empresa também permite outras agilidades.

adriano Madureira

é, vamos agora ver se realmente nossas NPa stealths aparecerão para o serviço naval…

Esteves

Eu não entendo muito disso. Acho que compreendo o que disseram sobre: Os meios distritais são muito mais que uma GC. Querem que pintem de branco? O NPa500MB parece um projeto atual. Receber eletrônica para integrar-se aos sistemas de vigilância e operar como meio tecnológico avançado e rápido faz mais sentido que receber armas novas como mísseis antinavio. Um navio patrulha não suporta danos. Projeto inovador ou não a MB deve ter foco na ocupação do mar. A Emgepron, apesar das declarações, é uma estatal dependente do Tesouro (vide capitalização para as Tamandarés) e precisa de encomendas. A Emgepron tem… Read more »

J.Neto

Muito bom, que fechem pelo menos 5 ou 7 do 1 primeiro lote, e com um Estaleiro sério e com plena capacidade de realizar as construções, pq tá florida a novela desses patrulhas de 500 toneladas…

J.Neto

Por mais que os de 500 já sejam um sonho, eu partiria logo para um de 700 toneladas com capacidade de pouso de um helicoptero leve, para situações de resgates dificeis….mas sei que agora o que a MB precisa é um cavalo de combate para substituir as Grajáu, os Distritos Navais que têm as amazonas têm essa capacidade de aerotransporte ,já os demais (95%) não possuem em importante capacidade.

Abner

Uma pergunta o projeto já não está ultrapassado?

E o navio não seria muito pequeno parar o trabalho que tem de realizar?

Fernando "Nunão" De Martini

Apenas para direcionar melhor a resposta, vale perguntar: por que estaria ultrapassado, na sua opinião?

Quanto ao porte, na maior parte dos casos esses navios-patrulha de 500 toneladas vão substituir navios-patrulha de 200 toneladas em final de vida útil.

Abner

Digo ultrapassado, pelo fato que vejo alguns outros navios como os OPV ou de patrulha mais bem equipados e maiores que 500T.

Uso a palavra “Ultrapassado” por não saber se está ou não.

Last edited 6 meses atrás by Abner
Camargoer.

Olá Abner. Comparado com outros navios de 500 ton que cumprem a função de navios de patrulha, o projeto da NaPa500 está atualizado e adequado para a missão na MB. Claro que um NaPa de 500 ton não será capaz de cumprir as missões de um NaPaOc de 1500~2000 ton, que é maior e também custa cerca de 3x mais caro. São navios diferentes. Não há como dizer que um NaPa500 é ultrapassado em relação a um NaPaOc1800. Ele é sem dúvida menor e também tem limitações de espaço e autonomia, mas cumpre perfeitamente a missão de patrulha. A MB… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Apenas complementando em relação ao último parágrafo:

Para a função de navio-patrulha fluvial é necessário calado bem menor que os navios classe Macaé e NPa500MB.

Fernando "Nunão" De Martini

Mas o navio-patrulha de 500 toneladas não é da categoria OPV, ainda que tenha capacidade oceânica/ offshore. OPV, idealmente, desloca mais de 1000 toneladas. De que equipamentos de navios-patrulha você está falando em relação a outros dessa categoria / porte? O que eu vejo de “falha” ou lacuna no projeto do NPa500MB é uma ausência de rampa de popa para lançar e recolher mais rapidamente lanchas ou veículos de superfície não tripulados de pequeno porte, no lugar do sistema tradicional de guindaste. Fora isso, que já vi em outros de deslocamento semelhante, para o porte do navio acho um projeto… Read more »

Abner

Entendi estava comparando OPV com Napa500, por isso perguntei se estava ultrapassado, os 2 são de categorias diferentes. Valeu pela resposta Nunão e Camargoer.

carvalho2008

comment image

carvalho2008
carvalho2008

comment image

Não precisa integrar nada na ponte do Barco….apenas dois tripulantes para operação

Last edited 6 meses atrás by carvalho2008
carvalho2008

comment image

Sistema FOG MPM com 60 km de alcance….cabe num M-113…caberia num Macaé…..sem necessidade de integração com ponte….

carvalho2008

Cabe no navio e não precisa de integração

comment image

carvalho2008
carvalho2008
Last edited 6 meses atrás by carvalho2008
Marivaldo Costa

Ninguém pensa na defesa de ponto?

Fernando "Nunão" De Martini

Que defesa de ponto e contra quais ameaças?

carvalho2008

e aquele 40 mm? quando com munição 3P não é defesa de ponto….?

carvalho2008
RSmith

Na minha opinião de “leigo” acho que a MB poderia melhor muito as capacidades desse projeto aumentando o deslocamento o suficiente para incluir um pequeno deck para pouso de helicópteros com um pequeno hangar, talvez do tipo “telescópico” para poder operar um DRONE naval de vigilância. Já vi embarcações pequenas assim equipadas, um exemplo seria as Corvetas Lança misseis da classe Esmeraldas do Equador, dentre muito outras…

Fernando "Nunão" De Martini

RSmith, Nesse caso seria outro projeto, hoje se busca a operação de helicópteros com a menor restrição possível, e no caso do deslocamento e dimensões da classe Esmeralda do Equador, a operação de helicópteros até onde sei é restrita a condições muito favoráveis de mar. Pra ter convoo, hangar (mesmo telescópico) é coisa de navio com 1000 toneladas pra mais. Já para a operação de drones de pequenas dimensões, o NPa 500 dispõe de uma área razoável à ré das lanchas de interceptação. A área é voltada principalmente para Vertrep, que são operações de apoio a helicópteros (sem pouso, obviamente,… Read more »

Luís Henrique

Eu acho interessante a ideia dos italianos com os PPA, um navio patrulha que também pode servir como combatente. Não sei se caberia no Napa500 mas talvez no Napaoc de 1.800 toneladas… A ideia seria equipar estes navios patrulha com 2 lançadores duplos para mísseis MANSUP, ainda que em tempos de paz, não seja preciso estar sempre equipado com os mísseis. Mas o fato de ter os 2 lançadores duplos, acredito que não encareça tanto o navio. O navio pode ser classificado como Corveta de Patrulha. Para o dia-a-dia continua sendo um navio patrulha para missões de policiamento, presença, resgate,… Read more »

Rui Mendes

Os PPA Italianos tem 3 classes, as classes Light plus e Full, são navios de guerra, já os Light são patrulhas oceânicas, mas a Itália tem mais 2 classes de OPV’s e também relativamente recentes e já encomendou 2 corvetas, as EPC European Patrol Corvette, mas a Itália também têm as patrulhas da guardia costiera, da Guardia di Finanza e até os carabinieri tem patrulhas.

Camargoer.

Olá. A minha dúvida é se nos cenários prováveis de engajamento da MB seria mais adequado uma esquadra com FCT trabalhando em rede ou se uma combinação de FCT e NaPaOc mais armadas, como adotado pelos italianos. A marinha italiana já tem 12 navios de combate pesados (com deslocamento superior a 5 mil ton), além de 10 OPV com cerca de 1,5 mil ton. Eu não sei se faz sentido a MB montar uma frota mista de FCT e OPV modificadas, ou focar em FCT puras e mais armadas, modernizando a sua frota de navios patrulha com NaPa500, talvez aumentando… Read more »

soutoF

Boa tarde amigo Carmagoer a MB tem que abrir licitaçao
para construção de 12 patrulha 500 ton. ou pode optar pelo estaleiro
de Itaguai?

Camargoer.

A MB pode fazer as duas coisas. As Macaé foram adquiridas por licitação pelo menos preço. O Navio polar também foi pelo menor preço.

Itaguai participou da licitação do navio polar, mas perdeu para o estaleiro Juring. Suponho que ele vá apresentar uma proposta para as NaPa500 se for aberta uma licitacao… Mas é apenas um chute.

A MB pode optar por um único estaleiro ou distribuir lotes para diferentes lugares. Os dois modelos são possíveis.

Por enquanto temos que esperar. Imagino que a crise no Eisa possa ter ensinado algo para a MB.

soutoF

Obrigado amigo o estaleiro Jurong tem boa proposta
pelo menos soube que o PAC defesa tem previsão
orçamentaria para dois Npa 500 ton. em 2024 deve sair
algo.

Camargoer.

Segundo o Plano Plurianual 2024~2025, o custo total do programa NaPa500 será de R$ 5,26 bilhões para ser encerrado em 2035:

2024: R$ 59,9 milhões
2025: R$ 191 milhões
2026: R$ 30,4 milhões
2027: R$ 1,41 bilhão.

entre 2028 e 2035 serão R$ 3,5 bilhões.

Souto

Boa noite Camagoer esse montante de verba da para construir 20 navios patrulha 500 BR.

Camargoer.

São cerca de US$ 1 bilhão, ou US$ 98 milhões para cada NaPa500. Considerando que cada navio estaria orçado em US$ 35~40 milhões, tem dinheiro sobrando.

Fernando "Nunão" De Martini

Camargo, O comandante da Marinha, em entrevista ao Estadão, informou valor de cerca de 250 milhões de reais cada NPa500MB. Então dá cerca de 21 exemplares do NPa500BR na conta total do programa de 5,26 bilhões de reais (melhor não confundir com os 11 desse quantitativo que listaram no PAC, melhor pensar no total da verba mesmo e dividir por 250). Em teoria, esses 21 navios que os 5,26 bilhões do programa poderiam bancar, caso as verbas não sejam cortadas, seriam o suficiente para substituir os 12 NPa classe Grajaú e os 4 NPa classe Bracuí, sobrando 5 pra elevar… Read more »

Last edited 6 meses atrás by Fernando "Nunão" De Martini
Souto

Boa tarde amigo Nunao para patrulha fluvial a MB tem intenção de construir navios de 200 ton.

Camargoer.

Olá. Acho que não. Pelo que sei, a MB tem focado nos navios de patrulha de 500 ton. Não tem mais navios de 200 ton fazendo patrulha costeira. Estão todos operando em rios.

Fernando "Nunão" De Martini

Sim, Camargo (embora o que esteja no 4º DN de Belém se preste ao emprego costeiro e fluvial, outros 4 em operação estão no 6º DN de Ladário).

Mas estão todos no bico do corvo e o antigo Centro de Projetos de Navios e a Emgepron, uns 10 ou 15 anos atrás, divulgaram projeto de um navio de 200t com pequeno calado para substituir pelo menos parte deles. Mas como respondi ao Souto, há muito tempo não vejo mais nada sobre isso.

Fernando "Nunão" De Martini

Boa tarde, Souto. Sei disso. Mas não aparece verba alocada pra eles em nenhum lugar. E faz uns 10 anos que não vejo mais nada sobre esse projeto avançar ou parar.

Last edited 6 meses atrás by Fernando "Nunão" De Martini
Camargoer.

Olá Nunão. Vocẽ tem razão. Os 11 do PAC são para o período até 2027, cujos valores aparecem também no PPA, que demandariam algo entre R$ 2,5~3,0 bilhões, correspondendo ao valor estimado de US$ 35~40 milhões para cada navio.

Como o projeto deve ir até 2035, então haveria um segundo pacote de 10 navios para serem construídos depois de encerrado o período coberto pelo PAC, que demandariam outros R$ 2,5~3,0 bilhões. No total, os 22 navios devem custar cerca de R$ 5,3 bilhões, como aparece no PPA.

soutoF

Boa tarde Camargo não entrariam nesse
montante a construçao de caças minas baseados
do BR500 segundo Alte. koga?

Fernando "Nunão" De Martini

Souto,
Precisam primeiro terminar os estudos a respeito e informar se vai ser isso mesmo. Melhor aguardar.

Camargoer.

Creo que os dados se referem apenas aos NaPa500. Se alguns deles vão ser caça-minas, isso é uma outra discussão. Nos documentos orçamentários se menciona apenas navios de patrulha.

Nada impede da MB mudar o plano. Por enquanto só se menciona navios de patrulha.

Fernando "Nunão" De Martini

Serão 3 na versão de contramedidas de minagem. Deixei as informações pro Galante publicar quando puder, estou na correria.

Fernando "Nunão" De Martini

Acho que estamos convergindo na interpretação dos dados.
Será bom se sair do papel.

Fora isso, me lembraram hoje que, quase no final do PPA, ainda tem uma rubrica especificamente para a Emgepron custear a construção de 1 NPa500. Provavelmente o líder da classe.

Valor total previsto de 239 milhões de reais (cerca de US$ 49 milhões na cotação de hoje)

Camargoer.

Opa. Preciso ver isso. Seria no PPA ou na LDO?

Fernando "Nunão" De Martini

PPA.
Mas também tem novidade em emenda na LDO para garantir o investimento neste primeiro navio no orçamento do ano que vem.

Carvalho2008

Mestre Camargoer, comeco a ver com grande satisfacao, que os amigos passaram a compreender um pouco mais quando refiro-me a focar os cascos apenas como porta malas….canoas…e naqueles exercicios de cascos dupla funcao mercante militar para alavancar os projetos nacionais. As marinhas do mundo sao todas as mais tradicionalistas e ortodoxas e apegadas aos #ua velhas doutrinas. As marinhas nao possuem o conceito de guerra em rede como uma forca aerea Tambemnao possuem sequer o conceito dos Loyal Do ponto de vista computacional, nao existe uma logica de tanta redundancia de estacoes de combate a a cada navio. Obvio redundancia… Read more »

carvalho2008

Conceito do que seria o Loyal Wingman naval….

Observe que a corveta ou fragata está acompanhada por dois navios genericos vocacionados a enfase em Helis….bem como tambem armados com misseis conteiraveis

carvalho2008

comment image

carvalho2008

comment image

Nível III : Basic Mercante + Armamento Modular + Instalações orgânicas ( Navios efetivos de 2a. Linha da MB, já construídos desde o inicio para NapaOc, NapaOCEscola, Fragata Auxiliar, Cruzador Auxiliar )

Obs: Detalhe especial aos containers de lançamento misseis Club K , Lora, etc…em bre, Matador….isto é essencial…pegue qualquer fragata e tente colocar um equipamento assim….serão rarissimos os que teriam espaço de conves livre para este simples up grade…é tragico e comico….vc ter o missil num modulo autonomo e não tem onde embarca-lo….vai se entender….

Last edited 6 meses atrás by carvalho2008
carvalho2008

comment image

Nível IV : Basic Mercante + Armamento orgânico + Instalações orgânicas ( Navios efetivos da MB de 1a. linha, para Desembarque anfíbio, Fragatas e Cruzadores de Uso Geral

carvalho2008

comment image

Todos com enfase ao suporte de operação de elementos aereos, quer sejam misseis, Helis, drones, e equipamentos anfibios, etc…

Camargoer.

Olá Carvalho. Pois é. Uma coisa que é parece importante para mim é lembrar que meios militares são apenas gastos. Ao contrário de um hospital público, uma escola ou até uma ponte ou uma frota de carros de polícia, que prestam um serviço à sociedade (mesmo que intangível) mas com impacto direto na geração de riqueza, meios militares (tanques, submarinos, caças) são meios que demandam muitos recursos para adquirir e para operar. Por isso sou insistentemente favorável á produção doméstica, seja de meios nacionais ou nacionalizados, para que possam gerar, ao menos parcialmente, alguma riqueza. Sob este ponto de vista,… Read more »

carvalho2008

Genericamente, deveriam ser cascos grandes, pois a genetica da planta deve compreender atratividade de uso mercante tambem…como uma reserva civil para eventuais requisições bem como diluir custo ja que haveriam tantos blocos construtivos em comum. Não seria um desperdício. alguns podem incorrer numa visão errada. Um navio como o makassar por exemplo e apenas como exemplo, apesar de 7mil toneladas, possui praticamente a mesma potencia de grupo motriz que as Classe Amazonas de 1800 ton. A geração de energia eletrica idem. É importante destacar que num casco amplo assim, voce não tem qualquer problema de geração de energia extra. Containeres… Read more »

Souto

Bom dia Camargo o valor total para construção dos patrulha 500 BR é de 2.8 bi de reais ou 5.3 bi ?

Camargoer.

Olá Souto. Segundo o PPA. valor total é de R$ 5,3 bilhões até 2035. O PAC é limitado até 2027. Ele menciona 11 NaPa500NB até 2027 (provavelmente, alguns serão entregues neste período e outros iniciados), tendo reservado R$ 1,7 bilhões para este período, ou cerca de US$ 350 milhões.

Minha estimativa é que este valor seria suficiente para concluir 8~9 NaPa500 com folga, Provavelmente 2~3 serão iniciadas no período para serem entregue em 2029~2030

Fernando "Nunão" De Martini

Souto,
Acredito que você esteja falando de valor do programa conforme emenda da CREDN à Lei de Diretrizes Orçamentárias, e comparando com o Plano Plurianual (PPA).

O PPA é um programa mais longo e estimado em 5,26 bilhões de reais.
O valor que a CREDN está incluindo na LDO (primeiro para um navio, mas voltado a um total de 8 navios, pelo que pude ver) refere-se a um período mais curto de tempo e, consequentemente, o valor é menor que o total. São duas coisas diferentes.

Vou publicar matéria sobre a CREDN agora.

Souto

Obrigado amigos Camargo e Nunao.

Wilson

Concurso para decidir o nome do filme. Se for de ação minha sugestão é “Macaé II – Novo ataque ao bolso do contribuinte” mas se for comédia minha acho que fica melhor “Macaé II – Muito dinheiro e pouco navio”, já se for romance acho que fica bom “Macaé II – Recursos públicos, meu grande amor”

Samuel Asafe

Tudo tem cerimônia. Pq que não faz mais e mostra menos? Os Chineses fazem navios desse em 1 semana se duvidar e a gente fazendo cerimônia pra uma coisa dessas.