segunda-feira, janeiro 24, 2022

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Catapulta eletromagnética para os porta-aviões da Royal Navy

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

O Ministério da Defesa do Reino Unido (MoD) está investindo no desenvolvimento de um sistema de catapulta eletromagnética para os navios-aeródromo da classe “Queen Elizabeth”, para o caso da compra do caça F-35B (versão STOVL) ser cancelada.

A empresa especialista em conversão de energia Converteam do Reino Unido anunciou em 20 de julho que me 2009 recebeu um contrato de US$ 1 milhão para continuar com o projeto, desenvolvimento e demonstração de um sistema elétrico de alta energia para a sua EMCAT (electro-magnetic catapult) e o trabalho está quase pronto.

O diretor naval na Converteam UK, Mark Dannatt, disse ao Jane’s em 22 de julho, que um pequeno sistema em escala da EMCAT foi completado em 2007 para provar o funcionamento do motor linear, armazenadores de energia e sistemas de controle. Desde então, testes extensivos têm sido feitos com sucesso, bem como o trabalho adicional da requisição do MoD para ampliar o modelo em escala ao tamanho do sistema a ser usado na catapulta dos novos navios-aeródromo britânicos.

“A EMCAT é projetada para caber no espaço disponível para a catapulta no navio-aeródromo. A intenção de construir e projetar uma pequena catapulta eletromagnética e desenvolver a tecnologia para ampliá-la é um exercício de diminuir o risco no caso do MoD não comprar a aeronave STOVL ou considerar a necessidade de lançar outras aeronaves do navio. A opção então existe para colocar a catapulta e operar aeronaves convencionais”, disse Dannat.”

FONTE: Jane’s

NOTA DO EDITOR:  O modelo em miniatura da catapulta eletromagnética pode ser visto aqui. Será que algum empresa brasileira teria o know-how em conversão de energia e o interesse de desenvolver um equipamento semelhante para os futuros navios-aeródromo brasileiros?

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FelipeTP

Royal Navy com Rafales?

Steen

Eu apostaria mais em um F-35C (mais barato que o B)… depois de toda a confusão no desenvolvimento do Eurofighter e dos rios de dinheiro que a Grã-bretanha gastou no F-35… abandoná-lo agora em prol de uma aeronave francesa…

Além disso, as catapultas eletromagnéticas podem permitir a operação de AEW e COD de asa fixa, além de aeronaves da USN para ações conjuntas…

Por outro lado, a história mostra que os ingleses nem sempre foram coerentes em seus desenvolvimentos de aeronaves… e o Rafale seria uma alternativa de risco zero para os já ameaçados “Queen Elizabeth”…

Vitor

Se o Brasil nao tem uma empresa para “catapultar” um trem de levitação magnetica e vai comprar um projeto internacional. Nao acredito que tenhamos uma para “catapultar” aeronaves. O principio provavelmente deve ser o mesmo. “Empurrando” ou “puxando” o avião/trem via campos eletromagnéticos.

Vitor

Se o Brasil nao tem uma empresa para “catapultar” um trem de levitação magnetica e vai comprar um projeto internacional. Nao acredito que tenhamos uma para “catapultar” aeronaves. O principio provavelmente deve ser o mesmo. “Empurrando” ou “puxando” o avião/trem via campos eletromagnéticos.

GIL

onde estão os detratores do rafale, se o negocio vinga vou rir pra k7.

brasileiro gosta de se enganar, não gente capaz nem orcamento pra desenvolver algo assim

galera parece que vive no mundo da fantasia.

Nick

Caro Gil,

Rir porque? GrãBretanha vai lamentar se tiver de comprar o Rafale… vai ser por desespero de causa mesmo. Mas eles terão a alternativa do F-18 E SilentHornet, que dependendo do preço e custos de manutenção (que seria o impeditivo para adquirir o F-35) é mais competitivo que o caça frânces. Lembre que a Royal Navy já fez isso o operando o F-4K.

[]’s

HMS_TIRELESS

ME parece mais lógico, caso a compra do F-35B não vingue, que eles comecem operando um pequeno número de F/A-18F e depois mmigrem para o F-35C. seria a melhor solução para salvar os porta-aviões e a aviação embarcada.

Eduardo

Srs.

O Brasil possui, sim, tecnologia para construir EMCATs.

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=848592

http://www.maglevcobra.com.br

A UFRJ está construindo um protótipo desse trem na Ilha do Fundão (RJ).

Imagino que a adaptação dessa tecnologia para uma EMCAT não deva ser o maior dos desafios para quem já chegou até aqui.

Peço desculpas se essa mensagem estiver se repetindo.

Abs.

Ricardo

Leitor Eduardo pediu para eu postar os seguintes links>

Os links são:

http://www.maglevcobra.com.br

e o outro é

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=848592

Marcelo

acho que o F-35B subiu no telhado mesmo. Já saiu uma notícia que o programa está atrasado porque vários componentes específicos desta versão estão quebrando demais…imagine o custo de manutenção depois…concordo com o colega Tireless, acho que a RN vai de F/A-18E/F em um 1o momento, depois não sei dizer, pode ser o F-35C ou o Typhoon navalizado.

Lucas Maciel

” Será que alguma empresa brasileira teria o know-how”

Ué, se possui centrífugas para enriquecimento de urânio que utilizam eletromagnetismo, porquê não teria capacidade de desenvolver um sistema desses também?

Gilberto Rezende

Este F-35 é o maior 171 militar da hístória…
Pegaram a grana dos britânicos para desenvolver uma aeronave para os EUA, vão dizer que o modelo B micou e os ingleses vão ter que se virar para desenvolver a sua catapulta eletro-magnética para poder comprar um modelo C de exportação carríssimo e com performance depreciada em relação ao modelo americano…
E eles são tão computadorizados que, se os ingleses sairem da linha, é capaz do Tio Sam possa até desliga-los via satélite pelo GPS…

Grande aeronave… Grande negócio… Bela coleira…

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