Algumas fotos raras do NAeL (Navio-Aeródromo Ligeiro) Minas Gerais, no início de sua carreira na Marinha do Brasil, após modernização na Holanda. O navio foi o pivô da disputa com a FAB pela posse das aeronaves de asa-fixa que operariam a bordo.
A disputa foi equacionada em 1965, quando o Presidente Castelo Branco decretou que os aviões seriam operados pela FAB e os helicópteros pela Marinha. Somente em 1997 a Marinha voltou a operar seus próprios aviões.
O Minas operou quase toda a sua vida no Brasil como porta-aviões antissubmarino, com aviões S-2 Tracker da FAB e helicópteros SH-3 Sea King da MB.
Informe divulgado pela Royal Navy (Marinha Real Britânica) na sexta-feira passada, 27 de maio, diz que o navio de assalto anfíbio HMS Ocean partiu para a Líbia, carregando helicópteros Apache para serem empregados em caso de necessidade. O navio recentemente realizou exercícios ao largo de Chipre, e embarcou quatro helicópteros Apache. Segundo o informe, trata-se da primeira vez que esse porta-helicópteros baseado em Devonport embarca o Apache para operações fora das costas britânicas.
O Governo do Reino Unido decidiu que essas aeronaves poderiam ser utilizadas para apoiar a Operação ”Unified Protector” , de modo a proteger cidadãos líbios ameaçados pelo regine de Gaddafi, aumentando a pressão sobre este último.
Embora o Apache seja comprovado em combate no Afeganistão, além de já ter realizado exercícios esporádicos com navios-aeródromo da Marinha Real ao longo da década passada, a aeronave nunca foi empregada oficialmente numa grupo-tarefa naval até o momento.
Para esse fim, os quatro helicópteros do 656º Esquadrão do Corpo Aéreo do Exército realizaram seus primeiros disparos sobre o mar há algumas semanas, numa área de exercício ao largo de Gibraltar. Foram disparados mais de 500 cartuchos de 30mm e nove mísseis antiblindagem Hellfire. Esses últimos teriam conseguido uma taxa de acerto de 100%.
O HMS Ocean vai se juntar a outros três navios da Marinha Real que apoiam a missão da OTAN no Golfo de Sirte. São eles o HMS Liverpool, que recentemente disparou contra uma bateria costeira após ter sido engajado por forças pró-Governo próximo a Misrata; o HMS Brocklesby, que neste mês explodiu uma mina deixada por marinheiros do regime de Gaddafi ao largo de Misrata; E o HMS Triumph, submarino que está realizando seu segundo desdobramento para a Líbia, e que disparou mísseis de cruzeiro Tomahawk nas duas comissões – disparos mais recentes visaram instalações utilizadas pela polícia secreta do regime de Gaddafi, perto de Trípoli.
FONTE / FOTOS: Royal Navy
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Ruínas de madeira foram achadas na Praia de Castelhanos - análise definirá sua idade
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As fortes chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo recentemente revelaram um achado histórico na Praia de Castelhanos, em Ilhabela. As águas da chuva formaram um “lago” na areia, de aproximadamente um metro de profundidade, e desenterraram ruínas de uma embarcação que pesquisadores acreditam ser uma antiga nau. A descoberta da estrutura, perto do Canto da Lagoa, foi divulgada na semana passada.
Segundo os moradores mais antigos da praia, a embarcação já teria sido vista em diferentes épocas, mas ninguém havia dado importância. O madeiramento usado na construção do navio está em bom estado de conservação. Porém, os pesquisadores não sabem afirmar se a parte exposta representa toda embarcação ou parte dela.
Ainda de acordo com eles, parte da madeira aparenta estar queimada, mas estudos deverão concluir se a avaria foi provocada por balas de canhão ou se moradores a queimaram acidentalmente ao fazer fogueira na areia. O que leva os pesquisadores a crer que o navio seja uma nau são as grandes pranchas de pinho de riga, madeira muito resistente que era usada na construção de naus, galeões e caravelas.
A arqueóloga Cintia Bendazzoli, responsável pelo Instituto Histórico e Arqueológico de Ilhabela, está realizando um levantamento do local e estudando uma forma de preservação do achado. “Veremos se é viável desenterrá-la, o que exigiria um considerável investimento, ou se a mantemos do jeito que está.”
Ela orientou os moradores a impedir que o local sofra intervenções, pois trata-se de um possível bem de natureza histórica e arqueológica protegido pelo Iphan Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (Iphan). A Praia de Castelhanos é a mais procurada por turistas em Ilhabela, e só se chega a ela por uma estrada de terra de 24km. Lá moram cerca de 200 caiçaras, que sobrevivem da pesca, sem energia elétrica ou água encanada.
Datação. A arqueóloga colheu amostras da possível nau para tentar fazer a datação do material. Ela explica que caso tenha qualidade para a análise, as amostras serão enviadas pela prefeitura de Ilhabela para um laboratório em Miami. O resultado revelará a idade da embarcação.
“Este não é o único sítio arqueológico encontrado em Castelhanos, há muitos outros tão importantes quanto este”, revelou. Os sítios estão sendo estudados no âmbito do Projeto de Gestão e Diagnóstico Arqueológico de Ilhabela, por meio do Instituto Histórico Geográfico e Arqueológico de Ilhabela (IHGAI). Ela destaca o envolvimento dos moradores com o achado. “Eles pediram a colocação de uma placa informativa para que o local se transforme em mais uma atração em Castelhanos”, afirma.
A descoberta foi mantida sob sigilo enquanto os procedimentos técnicos eram feitos conforme as regras do Iphan. O objetivo era evitar um grande número de visitas ao local onde está a nau, o que poderia prejudicar o material encontrado. Hoje as ruínas do navio estão novamente cobertas pela areia.
Histórias. Ilhabela é muito conhecida pelas histórias de corsários e a Baía dos Castelhanos se tornou famosa por ter ficado marcada como refúgio de piratas e ponto estratégico de navios negreiros que traficavam escravos mesmo após a abolição.
Ainda não há evidências de que o navio encontrado tenha sido usado realmente por corsários, uma vez que diversas embarcações, em diferentes períodos, transportavam escravos, bens de consumo, materiais de construção, madeira e itens de exportação, como açúcar e café.
As fontes sobre a história da comunidade local se baseiam nos depoimentos dos moradores mais velhos, transmitidos de geração em geração, pois pouco se escreveu sobre o local e raros são os documentos oficiais do início da povoação.
PONTOS-CHAVE
Tesouros
A Marinha já catalogou 1.320 naufrágios de interesse histórico na costa brasileira. Na foto, cinzeiro encontrado no navio Príncipe das Astúrias, que naufragou em 1916 no litoral de SP.
Tenentismo
1924 É o ano de dois barcos usados na revolta dos tenentes. As embarcações foram encontradas em 2009, no Rio Paraná.
Mergulho
O navio Therezina naufragou em 2 de fevereiro de 1919, em Ilhabela. As ruínas da embarcação estão a 17 metros de profundidade e se tornaram ponto de mergulho na cidade.
FONTE: Estadão (reportagem de R. Pupo) FOTO DE BAIXO: V. de Paula/PMI, via Estadão
Projeto e construção
A Marinha do Brasil contratou a consultoria do bureau americano de engenharia naval Gibbs & Cox para a revisão (design review) dos planos de construção da Vosper. A Gibbs & Cox já tinha sido escolhida inicialmente para modificar o projeto das “Bronstein” para o Brasil.
Dentre as especificações brasileiras para as novas fragatas estava a que exigia que o projeto deveria obedecer aos critérios propostos no artigo “Stability and Buoyancy Criteria for US Naval Ships”, apresentado pelos engenheiros navais Sarchin e Goldberg, na reunião de novembro de 1962 da SNAME (Society os Naval Architects and Marine Engineers), em Nova York. Foi mais uma decisão inovadora importante, pois veio substituir critérios ultrapassados para avaliar a estabilidade dos navios, os quais se fixavam em determinar valores aceitáveis para alturas metacêntricas. Os critérios de Sarchin & Goldberg foram adotados e estão em uso até hoje.
A Marinha tinha estabelecido que os navios deveriam ter autonomia suficiente para atravessar o Atlântico e chegar à África, 4.500 milhas marítimas pelo menos, em velocidade de cruzeiro, que seria de 18 nós, suficiente para fazer zigue-zagues em cobertura a comboios modernos, com velocidade de avanço em torno de 12 nós. A velocidade máxima mantida deveria ficar entre 28 e 30 nós.
Para atender a essas especificações o sistema de propulsão proposto pela Vosper era o CODOG, isto é, uma combinação de motores diesel para velocidades de cruzeiro e turbinas a gás para velocidade máxima. Como já foi dito, havia uma certa resistência inicial a esse tipo de propulsão, em parte por oficiais conservadores partidários da propulsão a vapor, que se preocupavam em como seria feita a transição de uma máquina para a outra, ou seja, o desacoplamento dos motores diesel para acoplar as turbinas, com o navio em movimento, levando-se em conta as enormes diferenças de rotação entre as máquinas. Havia também os oficiais especializados em sonar, que diziam que os sonares de freqüência sônica poderiam sofrer interferência do ruído dos diesel e que só a propulsão a vapor serviria.
O primeiro problema foi solucionado com a invenção inglesa das embreagens SSS (Self Synchronizing Shift), para a transição motor-turbina e vice-versa; a segunda questão foi resolvida com a instalação dos motores diesel sobre coxins amortecedores de vibrações, que reduzem a um nível aceitável e seguro a transmissão para o casco das vibrações e ruídos dos motores diesel, evitando assim a interferência no sonar.
Foi tentada inicialmente a escolha de um modelo de motor diesel de potência média que já estivesse em uso no parque nacional, como os motores das locomotivas da Vale do Rio Doce, a fim de facilitar a manutenção dos motores no Brasil. No final, porém, a escolha recaiu sobre o motor MTU 956 de 16 cilindros, com 3.940hp. Cada navio seria equipado com quatro motores, totalizando mais de 15.000hp.
Para completar a planta propulsora das fragatas a Vosper ofereceu também a turbina Olympus 611, de 28.000shp, adaptação da turbina do jato Concorde. Essa turbina estava em fase final de testes de aceitação pela Royal Navy, pois equiparia as fragatas Type 21 (desenho acima) e os navios-aeródromo da classe “Invencible”. A diferença entre a versão aérea e a naval dessa turbina residia no fato de que as palhetas do compressor da turbina no avião eram de alumínio e as do navio eram de aço, além de que a turbina naval queimava diesel e a do avião queimava querosene de aviação. A outra turbina cogitada foi a LM 2500, que a US Navy pensava em instalar nos seus novos contratorpedeiros da classe “Spruance”. A turbina selecionada foi a Olympus, por conta do seu estágio mais avançado de desenvolvimento e pela cláusula contratual que estipulava que somente um terço dos equipamentos dos navios poderia ser de procedência não-inglesa.
A escolha do sistema de armas
A Marinha finalmente tinha perdido o “complexo de cobaia” e entendeu que os equipamentos e sistemas das fragatas deveriam estar no estado-da-arte em seus respectivos países de origem. Em mais uma decisão importante, resolveu-se dotar as fragatas com um sistema digital de processamento de dados táticos e direção de tiro.
A Vosper ofereceu o CAAIS (Computer Assisted Action Information System) da Ferranti inglesa, que também iria equipar as fragatas Type 21 da Royal Navy. Depois de analisadas as propostas da Signaal – Hollandse Signaal Apparaten, holandesa, apoiada pela Philips do Brasil e da Elettronica San Giorgio – Elsag, da Itália, decidiu-se pelo equipamento da Ferranti.
O sistema CAAIS das fragatas brasileiras seria nucleado em três computadores digitais Ferranti FM1600B, os mais modernos na época. Um computador ficararia a cargo do processamento de dados táticos, outro computador a cargo da direção das armas a vante e o terceiro com a direção de tiro das armas a ré.
Quando a fragata Niterói chegou ao Brasil em 1977, a Marinha foi a primeira instituição a operar um sistema de computação em tempo real no País!
Foi especificado que os navios também deveriam ter um canhão de médio calibre de duplo emprego (antiaéreo e superfície) e um lançador de foguetes ou mísseis anti-submarino. O canhão escolhido entre diversas propostas foi o inglês Vickers Mk.8 de 4,5 polegadas (114,3mm).
Como a aquisição do ASROC não era permitida, foi escolhido o míssil antissubmarino australiano IKARA (imagem abaixo), que era inclusive considerado superior ao sistema americano e estava sendo escolhido também pela Royal Navy. Os franceses tentaram vender o Malafon, de princípio operativo semelhante, mas não trazia vantagens significativas que compensassem a opção por um equipamento não-inglês.
Para aumentar mais ainda a capacidade dos navios na guerra A/S resolveu-se também dotá-los de um helicóptero orgânico anti-submarino e de dois lançadores de torpedos Mk.32 para torpedos Mk.44 (mais tarde o Mk.46).
Como complemento à capacidade de guerra A/S, também foi pedido a instalação do BOROC (foto abaixo), um lançador de granadas antissubmarino propelidas a foguete. Era um armamento desenvolvido pela Bofors e que estava então em estudo para ser adotado pela Marinha Sueca e que depois foi adotado por diversas marinhas. Tratava-se de um lançador duplo de foguetes de 375mm que projetava granadas capazes de explodir em contato com o casco de um submarino ou depois de atingida certa profundidade. Era praticamente um Hedgehog aperfeiçoado e ampliado.
O almirantado não estava muito confortável com a idéia inicial de que todas as fragatas devessem ser exclusivamente anti-submarino. O Estado Maior decidiu então que deveria haver uma versão com maior capacidade de combate de superfície. Foi aí que surgiu a concepção de uma versão de emprego geral (E/G), que deveria ter dois canhões de médio calibre e mísseis superfície-superfície. Foi escolhido o Exocet MM38, em fase final de desenvolvimento e aprovação pela Marinha Francesa.
Como a ameaça aérea no final da década de 60 não era tão aguda quanto na atualidade e os mísseis antinavio tinham feito apenas uma breve aparição bem sucedida (o afundamento do contratorpedeiro israelense Eilat em 1967 por um míssil russo Styx), a Marinha decidiu equipar as fragatas com um míssil antiaéreo de defesa de ponto, o Seacat. Foi adotada a versão GWS-24, similar à usada nas fragatas Type 21 britânicas, porém usando dois lançadores leves triplos, ao invés de um lançador quádruplo. A decisão pelo Seacat com certeza foi influenciada pelo fato de a Marinha já usar naquele momento o Seacat GWS-20 no seu contratorpedeiro Mariz e Barros.
Para complementar os Seacat na defesa antiaérea, resolveu-se equipar as fragatas com dois canhões Bofors de 40mm L70, um de cada lado do passadiço. Esses canhões tinham acabado de ser adotados nos navios varredores da classe “Aratu” que estavam sendo construídos na Alemanha.
Um exame mais detalhado sobre o armamento original das “Niterói” veremos na continuação deste trabalho.
Radares e sonares
A proposta da Vosper incorporava o radar Plessey AWS-2 da banda S (como eram denominadas as bandas E e F). AW significava Air Warning e S a banda. Era um radar de busca combinada, isto é, detectava alvos na superfície e no ar. Foi analisado também o radar holandês LW03 da banda L (banda D atual), que tinha uma antena mais leve que a do AWS-2. Mas a escolha finalmente foi pelo radar inglês da Plessey, cujo peso da antena preocupou os engenheiros da Vosper e depois da Gibbs & Cox. A escolha do AWS-2 fez com que fosse necessária a adição de algum lastro extra nos navios.
A proposta original também incluía dois radares de direção de tiro italianos RTN-10X da banda X (atual banda I), que foram mantidos. O radar de navegação escolhido foi o holandês ZW06 da Signaal, também para manter uma padronização com os navios varredores da classe “Aratu”.
No quesito sonar, a Vosper propunha os equipamentos britânicos da Marconi, que seriam instalados nas fragatas Type 21. Mas a EDO Corporation, dos EUA, também ofereceu seus equipamentos, especialmente desenvolvidos para a Marinha do Brasil. A EDO ganhou, com seu sonar de casco designado 610E e o de profundidade variável, o 700E.
Construção
Os navios construídos na Inglaterra levaram menos tempo para serem concluídos. A Niterói (F40) teve a quilha batida em 8 de junho de 1972, foi lançada ao mar em 8 de fevereiro de 1974 e incorporada em 20 de novembro de 1976, ainda na Inglaterra. O batimento da quilha da Defensora (F41) deu-se em 14 de dezembro de 1972, o lançamento em 27 de março de 1975 e a incorporação em 5 de março de 1977. A quilha da Constituição (F42) foi batida em 13 de março de 1974, o lançamento em 15 de abril de 1976 e incorporação em 31 de março de 1978. A quilha da Liberal (F43) foi batida em 2 de maio de 1975, o lançamento em 7 de fereveiro de 1977 e a incorporação em 18 de Novembro de 1978.
As duas fragatas construídas no Brasil, a Independência (F44) e a União (F45), ambas da variante anti-submarino (A/S), tiveram suas quilhas batidas em 11 de junho de 1972, sendo a primeira lançada em 2 de setembro de 1974 e a segunda em 14 de março de 1975. A Independência foi incorporada em 3 de setembro de 1979 e a União em 12 de setembro de 1980.
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O Navio de Assistência Hospitalar Oswaldo Cruz (U-18), incorporado à Marinha do Brasil em 1984, partiu da Estação Naval do Rio Negro, em Manaus, para a Operação Amazônia 2011, no Rio Solimões.
O NAsH desempenha relevante papel na Amazônia, pois destina-se a levar atendimentos de saúde às comunidades ribeirinhas dos estados da Região Norte e conta com sala de cirurgia, sala de raio-X, sala de vacinação, laboratório de análises clínicas, enfermarias, consultórios odontológicos, consultórios médicos e farmácia.
Além de consultas médicas e atendimentos odontológicos às populações ribeirinhas, os militares embarcados promovem palestras sobre prevenção de doenças, primeiros socorros, higiene bucal e conscientização quanto à segurança do tráfego aquaviário.
O NAsH, que se desloca em direção ao município de Fonte Boa, tem o propósito de apoiar os meios navais da MB empregados na Operação e realizar a assistência à população daquela localidade e arredores.
Esta última atividade tem a previsão de ocorrer no dia 30 de maio.
NOTA do EDITOR: Acompanhe a Operação Amazônia 2011 acessando o ForTe.
O Paquistão estuda a possibilidade de mudar sua base aérea naval de Karachi após um ataque terrorista matou 10 agentes de segurança e destruiu dois aviões de P-3C Orion de vigilância marítima.
O ataque ocorrido no último domingo (23/05) foi o pior em uma base militar desde o ataque ao quartel do exército em outubro de 2009, complicando ainda mais a constrangedora situação das forças armadas do Paquistão três semanas depois de Osama bin Laden foi encontrado vivo debaixo dos seus narizes.
Após o ataque, que levou 17 horas para ser totalmente contido, o Almirante Noman Bashir, admitiu que uma realocação da base era possível.
“Quando a base de Mehran foi criada 36 anos atrás ela ficava muito longe da população. Mas agora ele está cercada por populações civis em todos os lados, assim os riscos de segurança multiplicaram-se”, disse o porta-voz da Marinha Comandante Salman Ali.
Karachi é capital financeira do Paquistão e o ataque foi o quarto contra instalações da Marinha em um mês, depois de três atentados ocorridos no final de abril quando nove pessoas morreram.
A cidade, que é utilizada pela OTAN para enviar suprimentos para o Afeganistão, também sofreu um grande número de assassinatos ligados às tensões étnicas e políticas entre os pashtuns migrantes do nordeste ea maioria locais de língua urdu.
Ali disse que seria impossível deslocar todas as unidades da Marinha localizadas em Karachi, mas disse que existem estudos para mudar Mehran, a única base aérea da Marinha na cidade de 16 milhões de habitantes.
“Mudança é uma tarefa altamente técnica e pesada. Não é uma questão de dias. As autoridades estão trabalhando com todas as possibilidades e necessidades antes de mudar Mehran para outros lugares”, disse Ali.
Apesar da série de ataques recentes, o porta-voz insistiu em que outras instalações na cidade portuária são em “satisfatória segurança.”
O Ministro da Defesa do Paquistão, Ahmad Mukhtar, que acompanhou o primeiro-ministro em visita à China na semana passada, disse que Islamabad pediu a Pequim para ajudar na construção de uma base naval em seu porto de águas profundas de Gwadar, a oeste de Karachi.
O Ministério das Relações Exteriores da China disse terça-feira que não tinha conhecimento do pedido.
A base de Mehran, localizada cerca de 10 quilômetros (seis milhas) do aeroporto internacional de Karachi, foi criada em 1975.
FONTE: AFP, via Defence Talk
Criado através Decreto nº 55.627 de 26 de janeiro de 1965 que estabeleceu normas para o emprego de meios aéreos para as operações navais, reformulando a Aviação Naval e restringindo o emprego de aviões à Força Aérea Brasileira (FAB), tendo como conseqüência o Aviso nº 0830 (RESERVADO) de 28 de maio de 1965, do Exmo. Sr. Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Paulo Bosísio, que determinou a ativação imediata do 1° Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino (HS-1).
Com isso, os helicópteros SH-34J, tiveram sua operação transferida do 2° Esquadrão do Primeiro Grupo de Aviação Embarcado (1° GAE) da FAB para a Marinha do Brasil, onde receberam a denominação de SH-1 e ficaram conhecidos carinhosamente como “BALEIAS”.
O HS-1 tem como missão detectar, localizar, acompanhar e atacar submarinos e alvos de superfície a fim de contribuir para a proteção das forças e unidades navais.
Além das tarefas previstas realiza, eventualmente, tarefas de emprego geral, de acordo com as determinações do Comando da Força Aeronaval, tais como:
- Evacuação Aeromédica (EVAM);
- Busca e Salvamento (SAR – Search and Rescue);
- Transporte Aéreo Logístico;
- Lançamento de Pára-quedistas;
- “Fast rope”;
- “Rappel” ;
- Penca;
- Transporte Administrativo e
- Transporte de Tropas.
As Primeiras Aeronaves
Seus primeiros quarenta dias de vida foram na Base Aérea de Santa Cruz, onde foram ministrados, aos oficiais e praças do Esquadrão HS-1, os conhecimentos mínimos indispensáveis para a operação das novas aeronaves, tendo suas fases de instrução terrestre e aérea realizadas no período de 20 à 22/06/65.
Lá foram recebidas quatro aeronaves SH-34J (N-3004 e N-3006 em 29/06, N-3003 em 28/09 e N-3002 em 14/10/65), em uma cerimônia onde cada oficial do 2°/1° GAe da FAB se retirava de formatura, um a um, após o recebimento da função pelo respectivo oficial da MB.
O SH-34J N-3001 foi recebido em 19/05/66 na recém-concluída Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, assim como o N-3005, que foi recebido ao final do mesmo ano.
O Comandante do Esquadrão e o seu Imediato trouxeram a primeira aeronave (N-3004) recebida pela Marinha do Brasil do Parque de Aeronáutica do Campo de Marte para Santa Cruz, após o seu “overhaul” (período de revisão geral).
Em 07/07/65 o Esquadrão HS-1 deslocou-se para a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), transportando por via terrestre todo o material que constituía os acessórios das aeronaves para o Depósito Secundário – DepSec (atual Depósito Naval de São Pedro D’Aldeia – DepNavSPA) e para o Departamento de Operações da Base (atual DIACTA), e instalando-se inicialmente no Hangar nº I, o único existente à época, dividindo-o com os Esquadrões HU-1 e HI-1.
Em 1967 passou a ocupar o Hangar nº II e, finalmente, em 14/07/95 também o Hangar nº III, após a desocupação deste pela 2ª ELO (Esquadrilha de Ligação e Observação) da FAB que deixava a área de São Pedro da Aldeia, mantendo-se nestes dois hangares até os dias de hoje.
A primeira missão Antissubmarino
Ainda entre os meses de Agosto e Outubro de 1965, se intensificaram os adestramentos operativos, tendo sido apresentada a teoria da Operação ASW; em cursos de apenas uma semana no Centro de Adestramento Almirante Marques Leão (CAAML), de modo que ao final do mesmo ano, na Operação UNITAS VI, deu-se a primeira participação de aeronaves A/S brasileiras baseadas no NAel “Minas Gerais” (A-11), recém-incorporado à Marinha do Brasil.
O adestramento foi incrementado para a participação da UNITAS VII no ano seguinte, porém devido à situação das aeronaves, não fora concluído a tempo, tendo o HS-1 cumprido apenas tarefa de aeronave-guarda durante essa comissão.
O primeiro lançamento de torpedo
O HS-1 foi o primeiro esquadrão a lançar um torpedo de um helicóptero (N-3001) da MB em 21/07/67, colocando-se na vanguarda do emprego de armamentos aerotransportados.
Apesar de homologado para operações ASW noturnas, o veterano SH-34J apresentava limitações operacionais nessas condições de voo.
Esse fato foi contornado apenas mais tarde, entre os anos de 68 e 70, com o regresso de oficiais treinados na US Navy e com a chegada dos modernos SH-3D, homologados oficialmente para IFR (Instruments Flight Rules), traziam de volta este tipo de voo para a MB, que tinha até então o seu uso conhecido apenas nos antigos aviões que operava.
O Esquadrão realizou o primeiro pouso noturno a bordo do NAel “Minas Gerais” em 01/05/69.
A chegada dos “Sea King” ao Brasil
Em 28/04/70, chegaram ao Brasil, a bordo do USS “America” , os quatro primeiros SH-3D (denominação americana), de numerais N-3007, N-3008, N-3009 e N-3010.
Essas aeronaves começaram a operar no NAel “Minas Gerais” no mesmo ano.
Nos anos seguintes, chegaram as aeronaves N-3011 e N-3012.
O moral da tripulação novamente estava alto com a aquisição das novas aeronaves e o excelente treinamento de oficiais e praças que foi realizado nos EUA.
O voo por instrumentos
Em 1975, o HS-1, único esquadrão na época homologado para voo por instrumentos pelo Ministério da Aeronáutica (Of. 064/75 do EMAer), transmitiu aos pilotos do 1º Esquadrão de Helicópteros de Instrução (HI-1) a experiência do IFR, que teria a técnica então, disseminada aos futuros Aviadores Navais, e alavancaria o emprego dessas regras de voo na Força Aeronaval, tornando-se uma referência nessa modalidade.
No início de 1977, o Esquadrão qualificou pela primeira vez a bordo do NAel “Minas Gerais” seus pilotos de SH-3D em pousos noturnos por instrumentos (IFR/IMC).
O primeiro Reabastecimento em voo (HIFR)
O HS-1 realizou o primeiro HIFR (Helicopter In-Flight Refueling) na MB, em Janeiro de 1978, com a Fragata Defensora (F 41), em uma operação que durou cinco minutos e foram transferidos 1.200l de combustível, o que proporcionou uma ampliação das possibilidades de emprego desses meios aéreos, extendendo suas autonomias e possibilitando que a aeronave permaneçam “on station” por mais tempo.
No ano de 1984, o Esquadrão recebeu quatro helicópteros designados SH-3A (N-3013, N-3014, N-3015 e N-3016), fabricadas pela empresa AGUSTA na Itália e trazidas a bordo do Navio-Transporte de Tropa (NTTr) Barroso Pereira (G 16).
Em 15/01/87, as aeronaves SH-3D N-3007, N-3010, N-3011 e N-3012, embarcaram no NTTr “Barrosos Pereira”, para serem transportadas para o porto de La Spezia (Itália), e encaminhadas para a fábrica da AGUSTA para modernização e capacitação para o lançamento do MAS EXOCET AM-39.
Retornaram ao Brasil em Maio de 1988 e também receberem a denominação de SH-3A no Esquadrão.
Em Abril de 1991, foi realizado o primeiro pouso a bordo do NAel “Minas Gerais” de um SH-3A armado com Míssil Ar-Superfície (MAS) AM-39 “EXOCET”.
No dia 11/11/92 foi realizado o primeiro lançamento real desse míssil, com a aeronave SH-3A N-3007 (Guerreiro 07) embarcada no NDD Rio de Janeiro (G 31) contra o casco do ex-CT Mato Grosso. Todo o exercício foi monitorado e acompanhado pelo CASNAV (Centro de Análise de Sistemas Navais), tendo o MAS atingido o alvo a uma distância de 20,2MN.
A realização desse evento fez com que o SH-3A se tornasse, até os dias de hoje, o maior braço armado da nossa Marinha.
O recebimento dos SH-3 americanos
Em 13/05/96, seis SH-3 (N-3017, N-3018, N-3019, N-3029, N-3030, N-3031), equipados com sonares mais modernos, foram recebidos pela MB na NAS Pensacola (FL) e trazidos para o Brasil a bordo do NAel Minas Gerais, quando então receberam a denominação de SH-3B.
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Seahawk, o futuro Guerreiro
Em 2008, foram adquiridas 4 aeronaves Sikorsky S-70B Seahawk, com opção para mais duas unidades, de um total que poderá chegar a 12.
O modelo adquirido pela MB é uma versão customizada do MH-60R da US Navy, capaz de realizar missões ASW e ASuW, cujas principais diferenças são o sonar HELRAS, MAS Penguin e rádios Rhode&Shwartz.
Sua principal missão será a guerra antissubmarino (ASW) e utilizará o sonar DS 100 HELRAS (Helicopter Long-Range Active Sonar), torpedos MK.46 e cargas de profundidade. Para missões de guerra ar-superfície (ASuW) utilizará o seu radar AN∕APS-143(C)V3 e mísseis AGM 119B Penguin MK2 MOD7, com alcance de cerca de 18MN e guiagem IR.
Assim, o 1° Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino, com seu passado repleto de glórias e de pioneirismo, continua através dos anos fiel ao seu lema “AD ASTRA PER ASPERA” (É ARDUO O CAMINHO PARA OS ASTROS), esforçando-se para que sejam cumpridas as tarefas que lhe são atribuídas com eficiência, demonstrando a dedicação e o profissionalismo dos “GUERREIROS”, chamada-fonia dos helicópteros do HS-1 e nome dado pelos “esquadrões-irmãos” no passado, devido às diversas dificuldades encontradas desde sua criação, porém sempre superadas ao longo de sua gloriosa história.
Seu atual Comandante é o Capitão-de-Fragata Claudio Grilli.
Existem rumores de que a Índia pode lançar ao mar, ainda este ano, um segundo submarino de propulsão nuclear. A notícia foi divulgada pelo site indiano IBN Khabar.
Os rumores surgiram depois que quatro oficiais da Marinha da Índia morreram em um acidente durante a instalação de um equipamento pesado desconhecido, cerca de duas semanas atrás. Fontes da mídia local informaram que havia um submarino nuclear no dique seco, mas o Ministério da defesa informou que o Arihant estava realizando provas de mar naquele momento. Este poderia ser o “INS Aridaman”, o segundo da classe Arihant.
FONTE:IBN Khabar
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Acima, foto clássica do battleship USS Iowa (BB-61), disparando 15 canhões (Nove de 16 polegadas e seis de 5 polegadas), durante execício ao larfo da Ilha Vieques. Os tubos das torretas aparecem em diferentes posições de recuo. Abaixo, o USS New Jersey abrindo fogo simultâneamente em ambos os bordos. Saiba mais sobre esses navios clicando aqui.
Em foto feita entre abril e maio de 1963, o destroier USS Swenson cumprimenta o porta-aviões australiano HMAS Melbourne, antes de uma operação de “high line”.
Os navios encontravam-se no Mar da China, durante a operação “Sea Serpent”.
Clicar na foto para ver detalhes do USS Swenson, que contava com armamento diferente do que foi empregado pelo Brasil quando adquiriu navios da mesma classe.
FOTO: Collection of Kimberley Dunstan, RAN 1958-67


























































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