Operação Uka-Uka (parte 2)

Puerto Argentino

Partimos de Espora em dois Hercules (eu estava viajando no que transportava o ITB) e chegamos a Comodoro Rivadavia onde planejamos o voo de travessia para as ilhas. Pela noite decolamos em direção ao arquipélago, voávamos baixo para não sermos detectados por um radar inimigo. A altitude era tão baixa que a água do mar respingava no para-brisa do avião, e ele não poderia inclinar-se lateralmente para não bater com a asa no mar, a menos que subisse (algo suicida, pois seria um alvo fácil).

A cada meia hora subíamos rapidamente para realizar uma varredura de radar para detectar alguma atividade inimiga, e voltávamos para o voo rasante. Enquanto isso, estávamos voando com os olhos colados no horizonte com o propósito de identificar alguma silhueta de um navio hostil. Acredito que os elogios recebidos pelos nossos companheiros pilotos da Força Aérea e da Marinha, relacionados com a sua coragem e seu profissionalismo, são mais do que merecedores para o grau de risco enfrentado, especialmente em aviões de transporte.

Após três horas de voo fomos informados de que o aeroporto estava sob ataque e deveríamos retornar. Somente na terceira tentativa conseguimos cruzar com os dois C-130. Foram momentos de tensão e sentíamos como se estivéssemos em “um caixão voador”.

Assim que chegamos às Malvinas, nós colocamos as duas carretas em um galpão em Puerto Argentino. No dia seguinte, o almirante Otero designou os tenentes Edgardo Rodriguez e Mario Abadal para colaborar comigo na operação do sistema. Juntou-se ao grupo o tenente Carlos Ríes Centeno da reserva, que produziu o filme “A Aventura do Homem”, que estava com uma equipe de filmagem nas ilhas. Expliquei para todos o funcionamento da ITB e como proceder para efetuar lançamento.

Logo depois se juntou a Ríes Centeno o Sargento Eduardo Sanchez (do Exército Argentino) que operaria o Radar RASIT, único radar portátil disponível que poderia fornecer informações sobre o alvo, embora fosse um radar de vigilância terrestre.

O RASIT dava as informações em milésimos e o sistema do Exocet operava em graus e quilômetros. Fizemos uma tabela de conversão para poder alimentar o dados no sistema. Além disso, deveria executar outros cálculos, que também foram tabelados. A ITB era tão precária que alguns dados eram introduzidos com o auxílio de potenciômetros para ajustar o valor de cada tensão medida com um “testador”.

Como já mencionado, o sistema era transportado em duas carretas, mais uma vagão para transportar os mísseis uma vez que não podíamos deslocá-los na carreta de lançamento que havíamos previsto. Graças a uma grua montava-se sobre as carretas de lançamento. Logo em seguida, alinhava-se o eixo da carreta de lançamento e com o eixo neutro do RASIT e iniciava-se o processo de conexão de todo o sistema, acionando-se o gerador e verificando se tudo estava em ordem.

Em função do peso do sistema só era possível mover-lo pela única estrada pavimentada entre Puerto Argentino e o aeroporto. Finalmente, para colocá-lo em posição de tiro, tivemos que executar esta operação durante a noite para não atrair a atenção das pessoas.

Ao anoitecer (cerca de 1800 horas) começou a manobra de montagem, e o lançador na bateria por volta das 2100. Em torno das 4 horas da manhã começou a manobra de desmontagem para guarda-lo em um galpão, de modo que com as primeiras luzes do dia não era possível avistar a instalação (pelo que se sabe, os ingleses nunca tiveram conhecimento da existência do sistema).

No dia 6 de junho, à 0100 hora, o RASIT detectou um navio. Entramos com as informações na ITB e efetuamos todo o processo para o lançamento, mas o míssil não “saiu”. Eu realmente tive uma grande decepção, mas decidi repetir o procedimento com o segundo míssil.

Naquela circunstância não pude determinar se o problema era uma falha da ITB ou do míssil. Devido à precariedade da instalação, para a realização de um novo lançamento seu deveria esperar uns vinte minutos, tempo este tomado pelo “descarregamento” dos capacitores dos circuitos da ITB e só assim alimentar o sistema com novas informações. Em função da excitação do momento, sem esperar o tempo necessário, fizemos o segundo lançamento.

Dei-me conta de que havia se passado cerca de meia hora entre o primeiro lançamento falhado e a segunda tentativa, mas, conforme Ríes Centeno me falou alguns dias mais tarde, foram de aproximadamente cinco minutos. A adrenalina em meu cérebro fez o relógio avançar a uma velocidade inusitada. O míssil saiu, nós o vimos desaparecer pela noite, só podíamos ver a chama do bocal. Aparentemente, havia se desviado para a direita e não pudemos saber onde caiu. O concreto foi que naquele momento havíamos efetuado o primeiro disparo de um míssil MM-38 a partir de terra mas, por razões que eu não poderia determinar naquele tempo, ele não tinha adquirido o alvo.

Foi uma grande frustração. Foi provado que era possível lançar o míssil, mas eu não poderia explicar por que o míssil não tinha seguido a trajetória prevista. Quando alguns dias depois Ríes Centeno me contou o tempo decorrido entre os dois lançamentos, aí eu entendi o que estava errado. Deve-se acrescentar, informalmente, que o lançamento do míssil nos arremessou, eu e os dois tenentes, a vários metros de onde estávamos. Um deles caiu sobre uma caixa que continha todas as minhas anotações, tabelas e notas e naquela escuridão tivemos que encontrar aquela documentação perdida que havia sido espalhada.

No dia seguinte fizemos um pedido a Puerto Belgrano para que enviassem mais mísseis e alguns dias depois, recebemos outros dois.

Durante esse tempo revisei completamente o sistema e detectei que não chegava a alimentação de 400 ciclos. Com a ajuda do Sr. Sanders (da equipe de Ríes Centeno) descobrimos que um dos diodos do regulador de tensão havia queimado. Aliás, este era o único componente inglês de todo o sistema! Eu comecei a procurar por um substituto e o encontrei no Batalhão Antiaéreo do Corpo de Fuzileiros Navais (BIAA), comandado pelo capitão de corveta IM Héctor Silva, que estava posicionado em Puerto Argentino. No conjunto de sobressalentes do sistema “Tiger Cat” havia exatamente o mesmo diodo que eu precisava! Foi realmente um milagre!

Trocamos o diodo em questão e a ITB voltou a funcionar e nas noites seguintes continuamos colocando o sistema em posição e retirando-o antes do amanhecer. Assim, os dias se passaram, mas agora eram os navios britânicos que não apareciam. Eles não tinham detectado a existência do nosso sistema, mas por razões desconhecidas eles atravessavam rotas que não estavam ao alcance do nosso sistema.

Essa tensa espera gerou um momento com toque de humor ao drama da situação e que mais tarde acabou “batizando” a operação.

O tenente Rodriguez contou que, quando era guarda-marinha, foi um cansativo exercício de campo de vários dias. Certa noite um dos guardas-marinhas teve uma idéia, em tom de brincadeira, de implorar pela chuva dançando em volta de uma árvore e imitando a o som “Uka, Uka”, como fazem os índios nos filmes de Western americano. Assim seria possível suspender temporariamente o exercício. Imediatamente os guardas-marinhas começaram a dançar de acordo com o ritual descrito. O fato, segundo Rodriguez, é que no dia seguinte começou a chover torrencialmente e eles tiveram que evacuar o campo inundado, com a consequente, a suspensão do exercício.

Primeiro eu ri, mas em última análise, até como forma de combater o frio, eu aceitei a ideia e por volta das onze da noite do dia 11 de junho e na escuridão total, os tenentes Rodriguez e Abadal e um capitão de fragata que era eu, sem que ninguém nos visse, demos uma volta ao redor da ITB dançando o “Uka Uka”. Voltamos a tomar os nossos lugares na ITB sem que ninguém tivesse notado e com a promessa dos dois tenentes de que não contariam o que tínhamos feito.

Umas três horas mais tarde (não acredito em bruxas, mas …), por volta das 2 horas da manhã do dia 12 de junho, um navio entrou na zona de fogo do nosso lançador e Ríes Centeno conseguiu captar o alvo com o RASIT, informando-nos que o tinha no limite do seu alcance.

Com toda a pressa prosseguimos com o procedimento de lançamento do míssil, acompanhando o brilho do bocal na escuridão da noite. Então vimos um breve flash, que então imaginei que fosse um míssil SeaCat lançado contra o Exocet, e em seguida uma explosão que iluminou todo o horizonte e se refletiu nas nuvens baixas. O míssil tinha impactado o cruzador leve Glamorgan (posteriormente reparado e modernizado, foi transferido à Marinha do Chile).

Todas das unidades de fuzileiros navais e do Exército que estavam em posições mais elevadas viram o lançamento (na verdade era a esteira do propulsor do míssil no escuro) e, simultaneamente, todos passaram a transmitir a novidade relatada, assim momentaneamente os canais de comunicação ficaram saturados. No dia seguinte, pela noite, os ingleses não apareceram em Puerto Argentino e não houve fogo de artilharia naval.

Quando na noite seguinte quisemos reinstalar o ITB, o guindaste que utilizávamos para colocar os mísseis quebrou e, portanto, não podíamos mais entrar em posição e nós estávamos no final da guerra.

Na manhã do dia 14 de junho recebemos um forte bombardeio naval. O 5 º Batalhão de Fuzileiros Navais comandado pelo meu parceiro, então capitão de fragata Hugo Robacio, tinha esgotado sua munição e isso acontecia com quase todas as outras unidades. Quando a queda tornou-se iminente, juntamente com o tenente Rodriguez preparamos umas granadas de mão para explodir a ITB, mas o almirante Edgardo Otero, após perguntar se os britânicos tinham o sistema Exocet e diante da minha resposta que sim ele ordenou: Não destrua a ITB e eles não vão aprender nada de novo sobre o Exocet, mas verão como é que acertamos um navio e assim conhecerão a capacidade da Marinha da Argentina. (na foto abaixo um militar britânico em frente à carreta após a queda de Puerto Argentino).

Depois da guerra

Após a guerra, e tal como previsto pela Marinha, eu dei duas entrevistas para jornalistas. Para comemorar o vigésimo aniversário da guerra, um canal de TV britânico obteve permissão para entrevistar e filmar algumas das pessoas que tiveram envolvimento no conflito. Depois deles, eu tive a oportunidade de entrar em contato através de E-mail com o oficial o inglês que estava de guarda no passadiço do Glamorgan quando o navio foi atingido, e trocamos cumprimentos.

Nós também descobrimos que, como é do conhecimento público, os britânicos venderam para a Marinha do Chile um sistema chamado Excalibur (que segundo fontes francesas os ingleses haviam instalado em Gibraltar), que nada mais era do que a nossa ITB, mas de forma melhorada e não improvisada.

A derrota não é um evento desejado e é difícil superar o sentimento de raiva e impotência que é suportado, especialmente quando se sofre da humilhação de se tornar prisioneiro de guerra. O êxito técnico que significou o lançamento efetivo poderia ser uma satisfação pessoal de todos os que participaram do projeto, desde a sua criação até a sua realização, mas eu tenho, particularmente, a seguinte pergunta: o que teria acontecido se, em vez de falhar, a primeira tentativa tivesse êxito?, teria havido um efeito favorável sobre a nossa posição no futuro das circunstâncias? Ninguém pode saber ou nunca vai saber.

É meu desejo que este artigo seja uma homenagem e agradecimento a todos aqueles que de diferentes maneiras colaboraram para esta inédita experiência e também um incentivo para novas turmas de oficiais da Marinha enfrente os desafios que se apresentam as novas circunstâncias.

Finalmente, não posso deixar de agradecer aos meus dois filhos, que naquele momento se ofereceram como voluntários para ir para as Ilhas Malvinas, e minha a esposa que, além de ignorar meu paradeiro por mais de um mês, suportou, como muitas outras mães, a angústia de pensar que poderia perder seus filhos para sempre.

FONTE:PEREZ, J. M. Operación Uka-Uka. Boletin del Centro Naval, nº82/, abril-junho de 2008

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Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

10 Responses to “Operação Uka-Uka (parte 2)” Subscribe

  1. eriksondb 19 de abril de 2012 at 9:52 #

    Sensacional o artigo, deu pena quando acabou. Cada vez mais me convenso de que se a invasão fosse realmente como planejado no final de 82 ao invés de abril, o resultado seria outro.

  2. eriksondb 19 de abril de 2012 at 9:58 #

    … complementando, vi certa vez, agora não me lembro se foi no livro “Um sentimento” do ten. Coronel Seineldin, que o exocet só não teve mais exito como foi no caso do sheffield por que o Glamorgan detectou o lançamento do míssil, e ao fazer manobras evazivas fez com que o exocet não o atingisse diretamente, e sim pela lateral destruindo o hangar, helicópetero e o pessoal do hangar.

  3. Guilherme Poggio 19 de abril de 2012 at 10:37 #

    Caro eriksondb

    Esse disparo do Exocet foi diferente de qualquer outro. Este não é o padrão de operação do MM-38. O míssil possui estágios de voo ao longo do caminho até o alvo. Geralmente a família Exocet, na sua fase final de voo, estaria muito mais baixo. Algo como dois metros acima da linha d’água. O míssil acertou o Glamorgan bem para cima disso.

    Eu também não consigo imaginar um contratorpedeiro do tamanho do Glamorgam fazendo manobras evasivas navegando próximo à costa, a noite e tentando acertar as posições inimigas sem que houvessem dados colaterais. O tempo de reação era muito pequeno. Somente sistemas automatizados poderiam reagir efetivamente ao Exocet.

  4. daltonl 19 de abril de 2012 at 12:21 #

    Historia muito interessante mostrando como adaptações podem funcionar e também com uma certa ironia já que o HMS Glamorgan foi atingido no último dia do conflito, ceifando a vida de 13 jovens sendo que um dos 17 feridos viria a morrer alguns meses depois, motivo do memorial conter 14 nomes.

    Outra ironia, certamente foi a destruição do USS Bullhead, o ultimo navio da US navy perdido em combate durante a II Guerra, aparentemente o radar do submarino não percebeu a aproximação de aeronaves japonesas proximas a Indonésia, ocupada de forma brutal pelo Japão.

    Data do afundamento: 06 de agosto de 1945 !

    Voltando ao HMS Glamorgan, aparentemente seu comandante efetuou mesmo manobras evasivas e isto, mais os esforços de um jovem tripulante John Whitton salvaram o navio de coisa muito pior.

    O HMS Glamorgan é citado como “cruzador leve” sendo classificado na Royal Navy como destroyer, mas há fontes que o classificaram como cruzador quando em serviço na marinha chilena.

  5. Guilherme Poggio 19 de abril de 2012 at 13:56 #

    daltonl

    O que você relatou sobre a manobra do Glamorgan (La Torre no Chile) é a história frequentemente contada. Mas a minha avaliação sobre o caso difere um pouco do que foi dito pelos britânicos.

    Segundo diversos relatos deles houve uma manobra ‘salvadora’. Realmente tenho minhas dúvidas. Inicialmente o míssil atingiu um local que oferecia um grande alvo (meia nau). Ou seja, essa manobra não reduziu a exposição do navio ao míssil.

    Também não houve uma contramedida efetiva (como em outros casos ocorreu), pois o míssil impactou o navio.

    Se avaliarmos a orientação do míssil em relação ao navio, veremos que o caso da Stark era muito mais favorável ao navio norte-americano em comparação com o Glamorgan. Mas no caso da Stark foi pior. Por que? A minha análise está baseada na altura do ponto de impacto do míssil. No caso da Stark e também da Sheffield os impactos ocorreram em uma área muito próxima à linha d’água.

    Nenhum dos navios (Sheffied e Stark) sofreu danos para ir ao fundo imediatamente, mas as condições de mar definiram o destino de cada uma dessas belonaves. O mar tranquilo do Golfo Pérsico manteve a Stark boiando e o Atlântico Sul não perdoou a Sheffield.

    No caso do Glamorgan o impacto foi tão alto (e isso não tem relação com qualquer manobra evasiva) que o míssil foi para dentro do hangar. O costado praticamente não foi atingido e o que se vê nas fotos é o chamuscado do incêndio do hangar. Há fotos que mostram danos no convés, mas nada que tenha afetado o costado.

    O Exocet não é um míssil com alto poder de destruição. Ele sozinho faz pouca coisa. A união do Exocet com o seu ponto de impacto (e ele foi desenhado para atingir o alvo logo acima da linha d’água) é que faz dele uma ameaça.

    Acredito que deveríamos buscar explicações para este ponto de impacto tão elevado (no caso do Glamorgan) que tornou o ataque pouco eficiente. Possivelmente alguma coisa no algorítimo do míssil não fez com que ele baixasse de altitude no perfil de voo final.

  6. Blind Man's Bluff 19 de abril de 2012 at 14:35 #

    Só pra complentar pois tudo que foi dito pelos Srs está de bom tamanho, mas o Exocet como quase todos os ASM ocidentais, não são misseis com alto poder de destruição. Possuem sim uma bom impacto e forças kineticas resultantes, combustivel incendiário sem falar de alguns quilos de alto explosivo, mas as duas caracteristicas fundamentais de um ataque moderno e o porque de tanta eficacia são justamente e respectivamente:
    1- possibilidade de um ataque surpresa o que reduz/elimina possibilidade de defesa.
    2- a posição de impacto é necessáriamente acima da linha do mar, visando não afundar, mas fritar a tripulação, sensores e equipamentos, tirando assim imediatamente quase que qualquer navio de guerra moderno de ação.

    E sua eficação é valida pois devido a existencia de armas nucleares num cenario de guerra atual, navios de guerra modernos não sao mais produzidos levando em consideração o chamado “staying power”, pois no caso de um ataque nuclear, pouco, se nao nada pode ser feito com relação a armadura e controle de danos.

    Ainda de acordo com minha referencia, Wayne P. Hughes Jr., autor do otimo livro Fleet Tactics and Coastal Combat, sao suficientes para “matar” (tirar de operação, não afundar!), 7 misseis para um porta avioes, 3 para um crusador Ticonderoga e apenas 1 para todos os demais navios de guerra moderno!

    Sobre o impacto elevado acredito eu que tenha muito a ver com o alto grau de improvisação do lançador e de acordo com o mapa, o alvo estava extramente proximo à costa e se não me engano, muito proximo também a distancia minima do Exocet. 5km a 900km/h são cobertos em questão de segundos!

  7. daltonl 19 de abril de 2012 at 15:00 #

    Poggio…

    pelo que li, o HMS Glamorgan enquanto manobrando, ofereceu a popa para o missil, um alvo menor e mais baixo que o resto do navio, o tombadilho ali é do tipo “rebaixado”e assim o missil teria atingido um ponto angulado proximo ao lançador de seacat de bombordo, vindo por trás, teria então ricocheteado indo para cima, onde justamente encontrava-se o hangar.

    Talvez o missil tivesse sido programado para voar no estágio final um pouco mais alto que o normal…e ajude a explicar, juntamente com o efeito ricochete na popa o porque de ter atingido justamente o hangar situado mais alto no navio.

    abs

  8. eriksondb 19 de abril de 2012 at 17:26 #

    Eu prefiro ficar com a opção de que a pequena distância +- 5 Km de acordo com o mapa possa ter influenciado no ângulo de impacto, não ter dado o espaço necessário para o exocet se alinhar perfeitamente na sua fase final. Mas isso é só uma suposição minha.

  9. Guilherme Poggio 20 de abril de 2012 at 2:34 #

    Daltonl, avaliando as fotos disponíveis acredito que o míssil pegou o navio em um angulo próximo de 90 graus.

    Não acredito muito no efeito ricochete. O míssil também possui espoleta de proxidade.

    A programação pode ser uma boa explicação para o ponto de impacto mais alto, mas isso o almirante não pode comentar nesse artigo (creio eu).

  10. Blind Man's Bluff 20 de abril de 2012 at 13:29 #

    De acordo com o relatorio: “The Naval Institute guide to world naval weapons systems, 1997-1998 By Norman Friedman”, os misseis Exocet são equipados com sensores de proximidade retardantes, isto é, explodem alguns milesimos de segundos depois do impacto o que permite que a ogiva seja ativada dentro do “hull” do alvo.

    “(…)as an Exocet is fitted with a delay proximity fuse, and is designed not to detonate on impact.”

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