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O Pentágono repassou neste mês instruções à Marinha americana para redução de quase 40% no programa de desenvolvimento de navios de combate litorâneo (LCS). A medida já era prevista por analistas e especialistas da área naval, e vai diminuir a encomenda para 32 unidades. Segundo os portais Navy Times e Bloomberg News, citando fontes ligadas ao Departamento de Defesa, no dia 06 de janeiro foi enviado à US Navy um memorando do Departamento, logo após o Pentágono receber as diretrizes orçamentárias do governo Obama para 2015.

A manobra coloca em risco um programa avaliado em 7 bilhões de dólares e que deveria incorporar 52 unidades à Frota. Essa nova geração de navios foi desenvolvida para ser rápida, leve e operar em águas costeiras com tripulação mínima e armas cambiáveis. A previsão é de que as 12 primeiras embarcações sejam baseadas em San Diego, na Califórnia.

Críticos dos LCS no Congresso americano vinham atacando o programa há anos. Em 2013 os questionamentos ganharam respaldo com relatório do Government Accountability recomendando a suspensão do programa até que  a Marinha determinasse um design fixo para os navios e progredisse nos testes com pacotes de armamentos. O memorando enviado pelo DoD à US Navy seria confidencial. O orçamento de 2015 ainda não foi oficialmente entregue, então haveria ainda possibilidade de mudanças quanto à redução do programa.

Os LCS se destinam a substituir três tipos de navios: fragatas, caça-minas e navios de patrulha litorânea. A versatilidade é resultado da arquitetura aberta, que permite aos navios revezarem pacotes de contraminagem, guerra antissubmarina e antinavio – os equipamentos de contraminagem e ASW ainda estão em fase de desenvolvimento. A aparente lentidão no fornecimento desses armamentos justificaria parte das críticas ao programa, assim como casos de corrosão precoce dos cascos das primeiras unidades. O custo alto dos primeiros navios e questionamentos internos do Pentágono acerca da duração dos LCS em combate também fragilizam a confiança no projeto.

Porém, o questionamento mais significativo é se os LCS – velozes e capazes de operar em águas rasas na região da Ásia-Pacífico, mas ao mesmo tempo mais frágeis do que um contratorpedeiro – são o tipo de navio certo para compor uma fração considerável dos 300 navios da Frota americana no futuro.

Muito estava em jogo no desdobramento do USS Freedom, primeiro de sua classe, e o navio teve desempenho controverso. O Freedom retornou de Cingapura para  San Diego logo antes do Natal, e a Marinha o classificou como um sucesso após fazer as escalas previstas e participar de exercícios com Marinhas amigas na Ásia. Porém, o LCS sofreu danos fortemente especulados, como contaminação por água do mar e problemas de manobrabilidade causados pela ruptura de um cabo.

Os navios de combate litorâneo possuem duas variações. Os classe Freedom, de casco único, construídos pela Lockheed Martin, e com duas unidades comissionadas e 10 sob encomenda. E os trimaran em alumínio da classe Independence desenvolvidos pela Austal – o USS Independece já foi comissionado e aguarda desdobramentos futuros, enquanto o PCU Coronado tem comissionamento previsto para abril deste ano.

FONTE: utsandiego.com (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

53 Responses to “LCSs da Marinha americana sofrerão cortes?” Subscribe

  1. CVN76 17 de janeiro de 2014 at 15:36 #

    A USN foi (na minha opinião) muito precipada ao fazer uma encomenda tão grande de uma classe totalmente nova.

    O prometido antes, era que a USN iria testar as duas versões profudamente antes de se decidir por um dos modelos.

    Mas pelo que parece, os interesses políticos e econômicos falaram mais alto……

    E chamar de “sucesso” a recente comissão do LCS 1

  2. CVN76 17 de janeiro de 2014 at 15:37 #

    é uma grande piada de mau gosto……

  3. Oganza 17 de janeiro de 2014 at 20:53 #

    O programa LCS parece a história que para simplificar se resolve complicar até todo mundo entender e simplificar novamente se esquecendo de como vieram parar no meu daquela complicação toda… nossa, compliquei…

    Então, é isso que estão fazendo :(

    Sds.

  4. Marcos 17 de janeiro de 2014 at 22:19 #

    Tubo bem que ele é pequenininho, todo de plástico, mas tenho forte simpatia pelo sueco Visby!!!

  5. Oganza 18 de janeiro de 2014 at 0:36 #

    Eu tenho a foto desse lançamento lateral do LCS, mas nunca tinha visto o vídeo… :)

    http://www.youtube.com/watch?v=MrP5ez9uTiU

    Tipo: depois de “pronto”, nós jogamos ele na água, LITERALMENTE… rsrsrsrs

    Sds.

  6. Almeida 18 de janeiro de 2014 at 3:47 #

    Alguns requisitos destes navios, que os fizeram muito mais caros e demorados, não fazem o menor sentido em 99% das missões planejadas.

    Pra que mesmo ele precisa ter o MESMO GRUPO PROPULSOR QUE OS NOVOS NAE INGLESES cujo deslocamento é mais de VINTE VEZES maior? Pra atingir mais de 45 nós perseguindo piratas e contrabandistas. Algo que um bote rígido ou helicóptero orgânico faz muito melhor, e mais barato.

    Essas duas classes são a definição mor de “feature creep”: puseram todo o que podiam e não podiam em dois cascos, só pra agradar todo mundo, almirantes, congressistas, lobbistas e sindicalistas.

  7. joseboscojr 18 de janeiro de 2014 at 13:33 #

    Vantagens:
    Dos FFG-7 ele tem o convoo e o hangar, o que lhe dá excelente capacidade ASW. No futuro deverá ter um avançado sonar rebocado.
    Do Cyclone ele tem uma boa velocidade e capacidade anti swarm.
    Do Avenger ele terá capacidade anti-minas usando os helicópteros.

    Desvantagens:
    Não tem um radar de controle de tiro associado ao Mk-110, o que limita o canhão ao uso antisuperfície.
    Não tem módulos do lançador Mk-41. O que tira muito sua flexibilidade.
    Existem dois navios para a mesma função (Freedon e Independece), o que acho um absurdo.
    Não tem lançadores de torpedos orgânicos, o que limita sua capacidade ASW aos helicópteros.

    Dessas desvantagens apenas a primeira é que pode ser sanada no futuro, já que as outras são dependentes de alterações no projeto do navio e só poderiam ser “sanadas” em futuras versões.

    A reduzida capacidade ASuW pode ser sanada com módulos de missão específicos, mas pelo que se sabe não vem nada muito mais capaz contra navios de verdade.
    Uma maneira seria integrar um míssil anti-navio (de verdade) aos helicópteros porque definitivamente o Hellfire não é adequado para neutralizar nada mais que uma lanchinha.
    Boas opções seriam os mísseis NSM norueguês ou o Dalilah israenlense.

  8. daltonl 18 de janeiro de 2014 at 14:01 #

    Bosco…

    complementando diria que os LCSs não apenas tem hangar e convoo das FFGs, os mesmos são bem maiores e colocados mais acima da linha dágua do que nas FFGs também facilitando e ampliando operações
    com helicopteros.

    Enquanto que os “Avengers” e “Cyclones”precisam ir e voltar a bordo de navios de carga para locais onde operam na base de rodizio como no Bahrain, os LCSs podem ir por conta própria.

    Outro detalhe que pode passar despercebido é a maior capacidade dos LCSs em missões humanitárias, com todo aquele compartimento de carga e a facilidade de entrada e saída da mesma e veículos…e missões humanitárias continuarão sendo importantes.

    abraços

  9. Wagner 18 de janeiro de 2014 at 14:41 #

    Achei o conceito muito prático, mas mais uma vez, o lobby da Lockheed está tentando construir o impossível, com recursos que os USA já não tem mais como antes.

    Sempre tem política no meio… misteriosamente a Lockheed…

    Mas questionar isso pode ser crime…

  10. Control 19 de janeiro de 2014 at 8:32 #

    Srs

    Os LCSs estão sofrendo as conseqüências do reposicionamento da US Navy, situação que já aconteceu antes e que acontece conforme mudam as prioridades do Tio Sam.
    No final da década de 50, o foco da US Navy era garantir a navegação no Atlântico Norte de modo a manter livre o caminho para suprir a Europa no caso de uma guerra convencional com a URSS. Havia porta aviões dedicados a ASW e uma disponibilidade grande escoltas ASW.
    Com o Vietnan, destacou-se a necessidade de porta aviões como plataforma para ações contra territórios inimigos, e a US Navy acabou com os porta aviões ASW delegando esta atividade no Atlântico Norte para os europeus, e concentrou seus esforços em porta aviões gigantes, popularmente tratados como porta aviões de ataque para atuar como arma dissuasória contra os países sem bombas atômicas. E, dada a evolução dos subnucs, particularmente dos lançadores de mísseis, investiu nestes, como sua principal força de ataque a URSS.
    Com a extinção da URSS e o prosseguimento dos conflitos periféricos e em regiões de interesse econômico norte americano, aumentou a ênfase no poder de ataque dos porta aviões gigantes e as alas aéreas destes sofreram mudanças com o quase abandono da capacidade de defesa aérea de frota e ampliação dos aviões de bombardeio dentro de um esforço econômico de padronização (abandonou-se os caças puros mach2 e os mísseis de longo alcance e se adotou um faz tudo, o F18). Além disto os subnucs de ataque forma incrementados com mais mísseis de ataque a terra.
    Com a evolução das ações em mares estreitos veio a necessidade de navios mais adequados para tal cenário e surgiram os LCSs e os DDG 1000.
    Porém, o Tio Sam está se retirando do Oriente Médio e a China resolveu se tornar uma potência marítima. Novamente a US Navy tem que repensar suas prioridades estratégicas. Como, nas últimas décadas, o desenvolvimento de novas armas e produção de equipamentos ficou muito caro e demorado, o que está acontecendo é um descompasso entre planos de longo prazo fundamentados em cenários que deixaram de existir, custos nas alturas e tempos de desenvolvimento e produção conflitantes com necessidades que mudam rapidamente. A US Navy está em apuros e, aparentemente, meio perdida quanto ao que fazer.
    Aliás, as marinhas ocidentais não estão bem certas quanto ao que fazer, entaladas que estão entre novos cenários e uma persistente falta de verbas.

    Sds

  11. Wagner 19 de janeiro de 2014 at 9:52 #

    Eu continuo crente que a Us Navy deveria ter mantido os Tomcats…

  12. daltonl 19 de janeiro de 2014 at 10:18 #

    Control…

    no geral concordo com o que escreveu , mas não exatamente com os trechos que colo abaixo:

    “…a US Navy acabou com os porta aviões ASW delegando esta atividade no Atlântico Norte para os europeus, ”

    Os NAes classe Essex usados para A/S ficaram “velhos” e não havia recursos para manter tantos e dispendiosos navios, então:

    A US Navy passou a embarcar 10 S-3A Vikings e grandes helicopteros A/S como o Sea King a bordo de seus grandes NAes, sem mencionar o grande número de aeronaves baseadas no continente europeu e grande número de SSNs que eram a principal arma contra os submarinos sovieticos.

    A US Navy nunca confiaria nos poucos e pequenos NAes europeus para tal importante missão.

    -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

    “… porta aviões de ataque para atuar como arma dissuasória contra os países sem bombas atômicas.”

    Os NAes da US Navy transportaram armas atômicas a bordo durante toda a guerra fria, portanto a URSS era um alvo legitimo para eles também.

    abs

  13. daltonl 19 de janeiro de 2014 at 10:28 #

    Manter os Tomcats? Há um consenso de que o Tomcat exigia muito mais manutenção e a taxa de disponibilidade deles era mais baixa a bordo dos NAes.

    Com o fim da URSS o Tomcat perdeu sua principal razão de ser que eram os bombardeiros soviéticos e ele passou a ser o Bombcat, só que para bombardeio ele era menos custo efetivo do que o FA-18.

    Mais sério foi a perda do esquadrão de A-6Es em meados dos anos 90, mas então, a guerra fria já não existia mais
    e tudo era paz e amor :)

  14. joseboscojr 19 de janeiro de 2014 at 10:32 #

    O Control não deixa de ter razão, mas também tem que se levar em conta que apesar do F-14 ter sido retirado, também o foram os aviões de ataque A-6 e A-7 que entulhavam o convés dos porta-aviões, sem nenhuma capacidade de combate aéreo.
    Hoje os F-18 e os SH é uma combinação bem mais flexível e acho que com ênfase na defesa aérea.
    Futuramente (2015) com a introdução do E-2D que se juntará aos mísseis SM-6, aos caças SH com AESA em larga escala e ao míssil Amraam D, não haverá do que se reclamar em relação à “perda” do F-14.
    E até 2016 começará a introdução do F-35 (B e C) e aí a coisa realmente ficará “bisonha”.

  15. joseboscojr 19 de janeiro de 2014 at 10:36 #

    Daltão,
    Ainda me lembro bem daquela formação de ala a bordo dos porta-aviões americanos:
    24 A-7
    12 A-6
    24 F-14
    3 F-14 de reconhecimento
    10 S-3B
    4 E-2C
    6 Sea King
    Era mais ou menos isso, né?

  16. daltonl 19 de janeiro de 2014 at 10:54 #

    Mais ou menos …tinha também o KA-6 que era um A-6
    usado para abastecimento, normalmente 4 eram embarcados aléms de uns 10 A-6Es e todos pertenciam ao mesmo esquadrão.

    Também faltou os EA-6B que estão sendo substituidos pelo EA-18G hoje em dia e 4 normalmente eram embarcados e uma aeronave para COD, o C-1 que veio a ser substituido pelo C-2

    Então:

    24 F-14
    24 A-7
    10 A-6
    4 KA-6
    4 E-2
    4 EA-6
    10 S-3
    6 SH-3
    1 C-1

    87 aeronaves mais ou menos,e os F-14 para “reconhecimento” por assim dizer normalmente faziam parte dos 24, sendo rapidamente convertidos ou reconvertidos.

    abraços

  17. joseboscojr 19 de janeiro de 2014 at 11:08 #

    Bem lembrado Dalton!
    Eram mesmo dez A-6 e não doze.
    Também me esqueci dos KA-6 e dos EA-6.
    Também eventualmente tinha o EA-3 para reconhecimento eletrônico.

  18. daltonl 19 de janeiro de 2014 at 11:27 #

    Exato Bosco…

    já li algumas declarações que as vezes o número de aeronaves ultrapassava 90, então o congestionamento era tão grande que algumas poucas aeronaves iam para uma base em terra, Italia por exemplo se o NAe se encontrasse no Mediterraneo.

  19. joseboscojr 19 de janeiro de 2014 at 11:28 #

    Daltão,
    E hoje , como é uma ala de um ‘supercarrier”?

  20. joseboscojr 19 de janeiro de 2014 at 11:34 #

    Vou chutar (realmente não sei):
    24 F-18C
    12 F-18E
    4 EA-6
    4 E-2C
    6 SH-60F (deve estar sendo substituído pelo MH-60R)

  21. joseboscojr 19 de janeiro de 2014 at 11:40 #

    Faltou o C-2 (ou o MV-22)??

  22. Carlos Alberto Soares 19 de janeiro de 2014 at 12:18 #

    Super legal ficar discutindo, debatendo, comparando, analisando as coisas dos outros né, principalmente quando eles tem grana, navy de verdade etc ….

    Já nós, canibalizando 03/4 para ir cumprir missão no Líbano.

    Nós com mais de 9.000 km de costa etc ….

    Tá azedando a macarronada …. kkkk …..

    Há, mais teremos SubNuc etc …. o perú da NO e de alguns tá na conta …. kkkk ….

  23. daltonl 19 de janeiro de 2014 at 12:21 #

    Bosco…

    há uma exigencia para 44 aeronaves de caça/ataque,
    2 esquadrões com 12 aeronaves e 2 esquadrões com 10
    aeronaves.

    12 FA-18F
    12 FA-18E
    10 FA-18C
    10 FA-18C

    Só que com o atraso no F-35C há mais esquadrões voando o Super Hornet hoje e para que mais esquadões do FA-18C passem para a transição para o “Super” é possivel que ao menos temporariamente haja uma redução abaixo das 44 aeronaves.

    Há NAes com todos os 4 esquadroes ou 3 voando Super Hornets.

    Um exemplo :

    12 FA-18F
    12 FA-18E
    10 FA-18E
    10 FA-18C
    4 E-2C
    4 EA-18G
    2 C-2A
    6 MH-60R/R

    60 aeronaves em média, pode haver alguns helicopteros extras um FA-18 de menos, etc.

    os helicopteros são na grande maioria os MH-60R e S,
    os “R”s são cpmpartilhados com os navios escoltas então
    sobram 2 ou 3 a bordo de um esquadrão de 11 mais ou menos, mais uns 4 “S”.

  24. Carlos Alberto Soares 19 de janeiro de 2014 at 12:35 #

    “Oganza
    18 de janeiro de 2014 at 0:36 #

    Eu tenho a foto desse lançamento lateral do LCS, mas nunca tinha visto o vídeo… :)

    Tipo: depois de “pronto”, nós jogamos ele na água, LITERALMENTE… rsrsrsrs”

    Tô rindo já tem uns 5 minutos kkkk rssssss

    Imagina se deu corre num cara lá dentro e ele tava passando um fax, f……u … kkk rssssss

  25. joseboscojr 19 de janeiro de 2014 at 13:45 #

    Vale Dautão, obrigado!
    Tô mais por fora de ala aérea americana que dedão de franciscano. rsrss
    Um abraço.

  26. joseboscojr 19 de janeiro de 2014 at 13:48 #

    Correção: Dautão = Daltão.
    Sorry!

  27. Control 19 de janeiro de 2014 at 16:51 #

    Srs

    Jovem Almirante

    Não houve a substituição dos CVSs pelos CVAs conforme a alocação dos S3 Viking parecem sugerir, pois nem os CVAs tinham como foco manter o Atlântico limpo de submarinos para a passagem de comboios (missão dos CVS) nem os que estavam alocados no Atlântico tinham a quantidade de S3 suficientes. Observe que os CVS contavam basicamente com alas aéreas voltadas para a caça de submarinos, havendo apenas um esquadrão de A4 para atuar na defesa aérea contra os aviões de reconhecimento e bombardeio russos. E os CVS Essex não estavam tão velhos assim.
    Na prática, por uma questão econômica, a US Navy transferiu a missão do controle dos submarinos no Atlântico Norte para aviões baseados em terra orientados pelo SOSUS, contando com a ajuda dos europeus no controle das passagens de acesso ao Atlântico do lado leste (próximas a Europa).
    Os S3 acabaram sendo usados mais como recursos para proteção anti-submarino dos CVAs e seu grupo tarefa do que para suprir a missão específica dos CVS.
    Quanto aos CVs transportarem bombas atômicas:
    É certo que eles dispunham de tal armamento, mas os SSBN é que assumiram o papel de principal ferramenta de dissuasão nuclear ficando para os porta aviões a missão de mostrar a bandeira e atuar como tacape nos conflitos convencionais, caso do Vietnan (observe que na maior parte do tempo, a URSS estava fora do alcance dos aviões dos CVAs para uma pronta resposta).

    Sds

  28. daltonl 19 de janeiro de 2014 at 18:05 #

    Control…

    obviamente discordamos sobre o que “velho” significa ainda mais quando um navio é pesadamente utilizado como na US Navy, então 30 anos pode ser sim “velho”.

    O “super carrier ” América foi descomissionado com apenas 30 anos em 1996, pois ele não passou pelo SLEP.

    Já o John F. Kennedy passou por um processo mais simples que o SLEP e estava em péssimo estado quando finalmente descomissionado em 2007 após 39 anos de seviço “apenas”.

    Já o Kitty Hawk comissionado em 1961 passou pelo SLEP
    e foi descomissionado em 2009 e ainda acharam que dava para mante-lo mais alguns anos na reserva.

    Os Essex não passaram por tais reformas complexas
    até porque não havia tempo, os navios estavam constantemente no mar e nunca houve número suficiente de CVs para manter uma cobertura constante
    havia apenas uns 3 no inicio dos anos 70.

    A nova designação de CVA para CV significava que aeronaves a jato mais eficientes, o S-3A, tornava os NAes mais flexiveis, verdade que apenas 10 eram transportados contra os 20 S-2s dos CVs Essex, mas
    se houvesse necessidade mais S-3As poderiam ser embarcados enquanto os Essex nunca foram adaptados para o S-3A.

    Quanto ao SSBN, mesmo assim os NAes continuaram transportando e treinando para uso de armas atômicas, com uma vantagem, os aviões poderiam ser usados em bombardeio tático e se necessário chamados de volta
    coisas que não se podia contar com um SLBM.

    abs

  29. daltonl 19 de janeiro de 2014 at 19:06 #

    Control…

    não sei se interessa, mas quanto ao “esquadrão” de A-4s
    nos CVSs na verdade era apenas um destacamento de 4
    aeronaves e nem todos os CVSs os transportaram nem em todas as ocasióes.

    Normalmente a composição da ala aérea de um CVS era de
    20 S-2s, 16 SH-3 e 4 E-1.

    abs

  30. Almeida 19 de janeiro de 2014 at 20:00 #

    Já tem Carrier Air Wing apenas com Super Hornets e Growlers nos esquadrões da US Navy. Hornet legacy só no VFMA dos USMC.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Carrier_Air_Wing_One#Subordinate_units

  31. daltonl 19 de janeiro de 2014 at 21:00 #

    Almeida…

    ainda há 10 esquadrões na US Navy voando o “legacy”
    incluindo um de reserva, mas espera-se que destes, 5 também transicionem para o Super Hornet nos próximos dois anos.

    Os ‘marines” tem contribuido com 2 ou 3 de seus esquadrões de “legacy” ,para as alas aéreas de NAes atualmente 3 estão embarcados e os 4 esquadrões restantes de “legacy C” tem operado de terra e faz muito tempo que não treinam em NAes.

    abs

  32. Almeida 20 de janeiro de 2014 at 10:17 #

    Almirante Daltonl,

    Tava falando dessa ala especificamente, não fosse o esquadrão dos USMC ela teria apenas Super Hornets e Growlers no convés, que inveja!

    Com essa transição de mais 5 esquadrões que você mencionou, é possível que vejamos um convés assim muito em breve.

  33. Almeida 20 de janeiro de 2014 at 10:23 #

    Que o F-35C irá substituir os dois esquadrões menores destas alas aéreas, alguns ainda voando os Hornet legacy, outros voando Super Hornets monoplaces, e que o Super Hornet continuará voando com sua versão F nos antigos esquadrões de Tomcat mais um outro com a versão E, é fato.

    Mas e nos Marines? Dizem que o F-35B STOVL irá substituir tanto os AV-8B Harrier II quanto os Hornet legacy C/D. Esses três esquadrões de Hornet legacy que hoje voam com alas aéreas dos porta aviões passarão a usá-lo? Teremos aeronaves STOVL nos CVN?

  34. Wagner 20 de janeiro de 2014 at 10:43 #

    KKKK to igual ao Lord Helmet naquele file do Spaceballs , os oficiais começaram a falar e planejar tudo de repente e ele fico ” What ?? Where ?? Whoooo ??? Blaam !!!!

    :) :)

  35. daltonl 20 de janeiro de 2014 at 10:50 #

    Almeida…

    já foi noticiado aqui no PN em 2012 que o USS George Washington tornou-se o primeiro NAe a operar apenas com Super Hornets e Growlers e ano passado a Ala Aérea pertencente ao USS John Stennis tornou-se a segunda.

    Além da CVW 1 que vc mencionou, a CVW 17 também conta com 3 esquadrões de Super Hornets mais os growlers também, a diferença sendo que o esquadrão de “legacy C” é da US Navy mesmo.

    Como você pode perceber, o plano inicial de substituir os
    2 esquadrões “menores” pelo F-35C deu errado e de fato o Super Hornet será exclusivo na maioria das Alas Aéreas e majoritário nas restantes e o F-35C substituirá no inicio os poucos esquadrões de “legacy C”.
    .
    Quanto aos Marines, eles comprarão as duas versões a B e a C e a parceria continuará, pois a US Navy continuará tendo esquadrões insuficientes para 10 Alas Aéreas assim, continuaremos vendo ao menos 3 esquadrões de F-35C dos Marines embarcados em
    NAes.

    abs

  36. Almeida 20 de janeiro de 2014 at 13:35 #

    Obrigado pelas infos Daltonl!

  37. CVN76 20 de janeiro de 2014 at 14:39 #

    Almirante Dalton

    Para torrar a sua paciência:

    Pelas minhas listas são mais de 10 esquadrões:

    F/A-18 A++ = VMFA 115, VMFA 314, VMFA 112 (reserva)
    VMFAT 101 (treinamento)

    F/A-18 C = VMFA 122, VMFA 232, VMFA 251 (CVN 71),
    VMFA 312 (CVN 75), VMFA 323 (CVN 68)

    F/A-18 D = VMFA 224, VMFA 225, VMFA 242, VMFA 533

    Ou seja 13 no total

  38. daltonl 20 de janeiro de 2014 at 15:37 #

    Franz !

    10 esquadrões na US Navy :

    VFAs 146, 34, 94, 113, 15, 87, 83, 131, 37 e 204(reserva)

    Há FA-18s “legacy” voando em um dos 2 esquadrões de treinamento e reposição, VFA-106 e esquadrões de testes, etc, mas fogem ao padrão tradicional de esquadrão de 10-12 aeronaves.

    Revendo agora o que postei de cabeça, é a CVW-2, não à CVW-17 que conta com três esquadrões de Super hornets e enquanto a CVW-17 corretamente tem os growlers a CVW-2 ainda tem o EA-6B.

    Os esquadrões dos marines que vc listou estão corretos
    apesar do FA-18D nunca ter embarcado em NAes ao menos que eu saiba, portanto, não são candidatos a
    suprir a falta de esquadrões embarcados.

    abs

  39. CVN76 21 de janeiro de 2014 at 2:45 #

    Dalton!

    Correto; entendí que você estava se referindo aos esquadrões do USMC que realmente são 13.

    A sua listagem dos esquadrões da USN esta correta; creio que bate com as listas que te enviei em pvt.

    Por falar nisso, escutei uma fofoca (nada oficial) que o substituto do LPD 9 será o LPD 20.

    Se isso for confirmado, significa que eu ganhei a nossa aposta; já que você apostou no LPD 22 e eu no LPD 18 ou LPD 20……

    O que foi que apostamos mesmo?? Ahhh….um churrasco!

  40. daltonl 21 de janeiro de 2014 at 11:35 #

    Espertinho Franz…

    apostar em 2 não vale. O “18″ está desdobrado na V Frota e só deve retornar +/- em abril, considerando 8 meses.

    O “20″ está passando por manutenção que deve terminar em junho.

    O descomissionamento do USS Denver está marcado para 30 de setembro em Pearl Harbor, quando então já deverá ter ocorrido o “hull swap”.

    Parece pouco tempo, menos de 3 meses para a troca, enquanto isso o USS San Diego está treinando, treinando, treinando… :)

  41. CVN76 21 de janeiro de 2014 at 13:46 #

    Dalton

    Só para complementar; a CVW 5 e a CVW 9 possuem 4 esuqdrões do Super-Hornet mais um esquadrão do Growler!

    Então está valendo a aposta; voce com o LPD 22 e eu com o LPD 20…….:-)

  42. daltonl 21 de janeiro de 2014 at 14:02 #

    Sim Franz…

    já havia comentado mais acima com o Almeida que o USS George Washington em 2012 e o USS John Stennis ano passado contam com apenas Super Hornets e Growlers.

    Você tem um palpite para onde irá o VFA-192 que atualmente está “encostado” na CVW-9 ??

    Meu palpite é que irá substituir o VFA-146 na “11″ que é o único esquadrão hoje que não opera com FA-18C(N).

    No mais tá apostado…LPD 22 na cabeça ! :)

  43. CVN76 21 de janeiro de 2014 at 14:22 #

    Concordo; o VFA-146 é uma possibilidade bem real.

    A novidade é que dois novos esquadrões de “Electronic Warfare” serão criados:

    O VAQ-143 em Janeiro de 2015 e o VAQ-144 em Janeiro de 2016…..

    Creio que a razão disso é uma provável substituição dos 4 esquadrões do USMC, 3 ativos e 1 de treinamento, que ainda utilizam o EA-6B.

    Vou escolher a churrascaria mais cara da sua cidade…..prepare a carteira!!

  44. CVN76 21 de janeiro de 2014 at 14:25 #

    O VAF-192 não está mais encostado na CVW-9.

    Esta conta com as seguintes VFA:
    14,25,41 e 151.

  45. daltonl 21 de janeiro de 2014 at 14:39 #

    Franz…

    a CVW-9 está fazendo o papel de Ala Aérea Pai ou Mãe
    do VFA-192 até que ele seja designado,também o VFA-97 está subordinado a ela enquanto transita para o FA-18E, daí o termo “encostado” que usei.

    Quanto aos VAQs a razão dessa criação é que permitirá que 5 esquadrões sejam “expedicionários” ao invés dos três que normalmente são usados hoje.

    Sei do seu inconformismo quanto a não substituição dos EA-6Bs que já deveria ter sido feita, mas a realidade é que os EA-18Gs são tão ou mais importantes baseados em terra, daí a criação de mais 2 VAQs.

  46. CVN76 21 de janeiro de 2014 at 14:56 #

    Ok, mas um dia os EA-6B terão que dar baixa…..o que irá acontecer?

    Growler no USMC?

  47. daltonl 21 de janeiro de 2014 at 15:21 #

    Não Franz !

    Nada de Super Hornets e Growlers para os Marines.

    Na verdade estão buscando um papel nessa área, guerra eletronica para o F-35.

  48. joseboscojr 21 de janeiro de 2014 at 17:11 #

    Na verdade é uma heresia um caça stealth servir como plataforma de interferência eletrônica.
    Chega a ser cômico se o F-35C dos Marines virar um EF-35.
    Mesmo porque os Marines terão apenas caças F-35 (B e C) que em tese são “invisíveis” ao radar e não precisam de serem acompanhados de uma escolta eletrônica para realizar suas missões, que deveriam ser feitas de forma discreta.
    Um EF-35 seria tudo, menos discreto.
    Outro fator a ser considerado é a grande capacidade individual de interferência eletrônica direcional provida pelo radar APG-81 do F-35.

  49. daltonl 21 de janeiro de 2014 at 17:58 #

    Mas Bosco e se o futuro EF-35 dos Marines que segundo li seria da versão B for na dianteira de aeronaves não stealth
    da própria USAF por exemplo, no caso de não haver growlers disponiveis interferindo com radares inimigos ?

  50. joseboscojr 21 de janeiro de 2014 at 18:26 #

    É! Se for pra isso até que tem serventia.
    Mas mesmo assim não deixa de ser engraçado a utilização de um stealth, e ainda mais, STOVL, pra função EW.
    Sem falar que se e quando houver um EF-35B o grosso da USAF para o “primeiro dia” também será de caças furtivos.

    Só de curiosidade, apesar da USAF operar em conjunto com aviões de EW da USN depois da aposentadoria “prematura” do EF-111, hoje ela está colocando todas as suas fichas no míssil MALD-J (a última versão pode ser capaz de gerar HPM) além é claro, apostando nas aeronaves furtivas, mísseis stand-off, na capacidade de “interferência” dos radares AESA e nos despistadores rebocados ativos (para o F-16 e B-1B).
    Creio que a dependência de aeronaves dedicadas à EW irá diminuir.
    Um abraço.

  51. daltonl 21 de janeiro de 2014 at 18:37 #

    Mais cômico é o Growler equipado com o velho ALQ-99
    que são inadequados.

    Não tenho acompanhado muito esse tópico mas estão trabalhando em um novo pod que deverá estar operacional lá por volta de 2020.

    abraços

  52. joseboscojr 21 de janeiro de 2014 at 19:58 #

    Um grande crítico dos Growler e Prowler é o Carlo Kopp, que diz que eles são pouco potentes contra as atuais ameaças de SAM russos de grande alcance e velocidade (S-300/400)
    Mas com a capacidade (pelo menos teórica) do Super Hornet de aproximar na metade da distância de um dado radar que o Hornet devido a ter um RCS 10 x menor que o caça mais antigo, a potência do ALQ-99 vai dar pro gasto até que uma nova geração de jameadores seja posta em operação.
    Além do que, os próprios SH com AESA podem também ser usados para interferir em radares de vigilância,que são os alvos preferenciais dos pods ALQ-99, dando uma força a mais na proteção de uma onda de ataque.
    Esse é um tema interessante que eu também não tenho acompanhado muito, mas que é de suma importância.
    Um abraço.

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