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O progresso significativo de pesquisadores da Marinha dos Estados Unidos no desenvolvimento de armamentos de energia direcionada permitiu a instalação de um canhão laser a bordo de um navio dois anos antes do planejado. A demonstração no mar do FY 14 a bordo da base flutuante USS Ponce é parte de um portfolio que abrange diversos programas de pesquisa e desenvolvimento em energia direcionada conduzidos pela Força. As iniciativas prometem demonstrações e protótipos para sistemas embarcados, aerotransportados e baseados em terra.

O sistema de armamento a laser da US Navy progrediu a tal ponto, que quando for testado a bordo do Ponce, precisará de apenas uma pessoa para operá-lo. A Força também planeja equipar uma de suas embarcações com um canhão eletromagnético nos próximos dois anos. Em entrevista para a Associated Press, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Mike Ziv, gerente de programas do Naval Sea Systems Command, declarou que tornar essas tecnologias operacionais “muda fundamentalmente a forma como os Estados Unidos fazem guerra”..

Oficiais da US Navy acreditam que a tecnologia de energia direcionada proverá armamentos de baixo custo, versáteis e com precisão sem precedentes na detecção e e destruição dos alvos. Por serem abastecidos por eletricidade, os lasers podem ser disparados enquanto houver energia, além de serem mais seguros, pois dispensam o transporte de propelentes e explosivos nos navios onde estão instalados. Os canhões de energia direcionada complementam as armas cinéticas e criam um sistema de defesa em camadas contra embarcações menores e velozes em grandes números, e aeronaves não tripuladas – tudo isso a um custo menor do que o de armamentos convencionais.

As possibilidades desse tipo de armamento para as tripulações vão desde disparos não-letais para neutralização até a destruição completa do alvo, baseando-se no controle da intensidade  na energia direcionada.

Após os testes do FY 14, a US Navy e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos continuarão os esforços para o emprego de armamentos a laser de baixo custo em mais navios da Frota.

FONTE: Navy Recognition (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

10 Comentários para “Canhão laser será testado a bordo do USS ‘Ponce’ no segundo semestre”

  1. phacsantos 18 de fevereiro de 2014 at 14:59 #

    Legal, daqui uns 30 anos o Brasil abre uma licitação pedindo ToT dessa tecnologia……

    Investir pra que né?

  2. Guizmo 18 de fevereiro de 2014 at 15:33 #

    País sério é outra coisa…..

  3. joseboscojr 18 de fevereiro de 2014 at 16:45 #

    Inicialmente esse tipo de armamento será usado contra alvos fáceis (UAVs, pequenas embarcações, helicópteros, alvos moles no litoral, etc.) mas com certeza seu uso deve se expandir no futuro para alvos mais difíceis, como os mísseis anti-navios.

  4. daltonl 18 de fevereiro de 2014 at 19:39 #

    Independente da arma laser, o reaproveitamento do USS Ponce um LPD da classe Austin que seria descomissionado
    em 2012 foi uma grande jogada da US Navy.

    O navio foi modificado para sua nova função e deverá permanecer em serviço até 2015 quando deverá ser substituido por um navio especifico para a função que ora encontra-se em construção em San Diego.

  5. Marcos 18 de fevereiro de 2014 at 22:00 #

    Vamos encomendar uns doze desses para nossos NaPOc!

    Ninguém segura esse país!

  6. João Filho 19 de fevereiro de 2014 at 10:14 #

    Mas como assim? Pelo que eu saiba, já vamos muito adiante deles. Estamos negociando Tie Fighters e Imperial Cruisers com o Galactic Empire…
    Esse pais ninguem segura, não.

  7. phacsantos 19 de fevereiro de 2014 at 11:07 #

    Israel também já tem:
    http://www.dailymail.co.uk/news/article-2559358/Israeli-arms-company-reveals-Star-Wars-laser-capable-shooting-rockets-sky-beam-energy.html

    Falando sério, não há qualquer estudo disso no Brasil?

  8. Almeida 20 de fevereiro de 2014 at 12:06 #

    Não há qualquer estudo sério sobre estas tecnologias no Brasil porque os possíveis clientes não se interessam sobre o assunto, preferindo correr atrás, 20 ou 30 anos atrás, dos outros. E de preferência exigindo “ToT” numa negociação por uma quantidade bem pequena, que não justifica a transferência.

  9. Carlos Alberto Soares 21 de fevereiro de 2014 at 9:17 #

    “phacsantos
    19 de fevereiro de 2014 at 11:07 #”

    Caro colega

    Muito obrigado pelo link, Tio David e o Primo Jacob não brincam em serviço. Vai e faz !

    E ainda há quem chame coisas de Israel de “Jaca”.

    A interação Israel x USA no campo tecnológico é muito boa, estão anos a frente da maioria.

  10. Carlos Alberto Soares 21 de fevereiro de 2014 at 9:18 #

    Mestre Bosco

    muito bom seu comentário.

    É por evolução, um passo e depois os demais.

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