BPC russo Vladivostok - imagem via DCNS

Apesar da crise ucraniana, a França não pretende renunciar ao fornecimento à Rússia de dois navios de guerra tipo Mistral. Portanto, o contrato no valor de 1,2 bilhões de euros escapa a sanções da União Europeia contra Moscou.

Em 8 de maio a Secretária de Estado norte-americana para assuntos da Europa Victoria Nuland avisou as autoridades francesas que seria indesejável fornecer os navios Mistral à Rússia. Mas de acordo com o jornal Le Monde, esta declaração de Nuland “irritou” as autoridades de Paris que não querem pôr em perigo as suas relações econômicas com a Rússia, especialmente na esfera energética.

“O contrato já está assinado, a Rússia pagou o seu valor, a ruptura do acordo implica multas…..então o caso vai resultar em sanções para a França”, declarou em 11 de maio o presidente da França François Hollande. Declarou que as sanções contra a Rússia podem ser endurecidas no caso de frustração das eleições presidenciais na Ucrânia, marcadas para o dia 25 de maio.

1-BPC Russe_Standard

FONTE: Voz da Rússia

Tags: , , ,

Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

51 Responses to “Apesar da crise ucraniana, França vai fornecer à Rússia os navios tipo Mistral” Subscribe

  1. Alfredo Araujo 12 de maio de 2014 at 15:58 #

    A Banânia Navy não se interessou… então o contrato terá q ser honrado…

  2. Jean-Marc Jardino 12 de maio de 2014 at 16:37 #

    Amizade é amizade, negocios, sao a parte…………viva ao capitalismo.

  3. Corsario137 12 de maio de 2014 at 16:52 #

    Com o perdão da palavra, mas a França sempre foi e continua sendo a “puta da Europa”. Pagou, levou. É cultural.

  4. Edgar 12 de maio de 2014 at 17:05 #

    A Reuters detalha um pouco mais do que a Voz da Rússia:

    http://www.reuters.com/article/2014/05/12/us-france-russia-mistral-idUSBREA4B05920140512

  5. Wagner 12 de maio de 2014 at 17:24 #

    E quem disse que Washington manda em Paris, ou em Moscou ???

    O problema é entre França e Rússia, no máximo.

    Típico exemplo da arrogância imperial norte-americana.

    Parabéns aos franceses !

  6. Wagner 12 de maio de 2014 at 17:25 #

    ps: ainda acho estranho a parte de cima da proa desse navio !

    Parece que falta uma ponta ali !

  7. eduardo.pereira1 12 de maio de 2014 at 19:10 #

    Ea França nao aguentooooooooou e abriu as patinhas !!!kkkkkkkkk

    Como na propaganda dos pôneis;
    - Ai que medinho !!rs

  8. eduardo.pereira1 12 de maio de 2014 at 19:11 #

    Parabens aos franceses por mostrarem que nao se pode contar com eles!!

    Sds.

  9. Corsario137 12 de maio de 2014 at 19:42 #

    Eduardo,

    Sempre roeram a corda. Só dão trabalho.

  10. eduardo.pereira1 12 de maio de 2014 at 19:48 #

    Pois é Corsario, e iriamos sobrar se entrasse-mos na onda do Rafale ( e olha que torci pelo bicho por um bom tempo,rs),mas os caras só pensam em seus interesses(nada contra desde que cumpram com suas alianças e acordos com os amiguin).

  11. juarezmartinez 12 de maio de 2014 at 20:00 #

    Eduardo, acho que é cedo ainda para ter como favas contadas a concretização do negócio, ainda mais de onde veio a “fuente”, a laboriosa Voz da Rússia”, a mesma que anunciou que marinherios americanos do Donald Cook teriam pedido a baixa da navy após a simulação de ataque do Su 24.
    Se, realmente, a coisa tomar rumos desagradaveis na Ucrânia, Tio Sam vai lembrar aos Franceses, a lista de baixas americanas na Normandia e na retomada da França, e em seguida veremos os Franceses mudarem o discurso.

    Grande abraço

  12. eduardo.pereira1 12 de maio de 2014 at 21:23 #

    Juarezmartinez , o que disseste é fato , aguardemos novas atualizaçoes desta tensa novelinha do tio Putin c/ Hollande e a Ucrania no meio como balança .

    Sds

  13. João Filho 12 de maio de 2014 at 21:49 #

    Um famoso general disse: “Prefiro ter uma divisão alemã em frente do que uma francesa na minha retaguarda…

  14. Edgar 12 de maio de 2014 at 22:55 #

    Juarez, como disse em meu comentário, a Reuters também confirmou.

  15. Luiz Monteiro 12 de maio de 2014 at 23:49 #

    Prezados,

    Inicialmente, cabe salientar que a MB tem interesse na obtenção, por construção ou por compra de oportunidade, de Navios-Doca Desembarque (NDD) ou Navios de Propósito Múltiplo (NPM).

    Os navios da Classe “Mistral” são considerados pela MB, como sendo NPM.

    Certamente a DCNS participará do PRONANF, que visa a obtenção de até dois NDD ou NPM. Todavia, pelo que eu saiba, até o momento, o Governo Francês não ofereceu para a MB qualquer navio da Classe “Mistral ” hoje em operação na Marinha Francesa, ou mesmo os navios em construção para a Marinha Russa.,

  16. Luiz Monteiro 13 de maio de 2014 at 0:10 #

    Por mais absurda que possa parecer, a decisão do Governo Francês de entregar os 2 navios para a marinha russa é coerente do ponto de vista de quem trabalha com seleção e compra de equipamentos militares.

    Essa decisão traz segurança para quem compra equipamentos de origem francesa. Do contrário, certamente a indústria bélica da França teria sérias dificuldades para vender seus produtos daqui para frente.

    Mesmo após a Guerra das Malvinas, a França entregou para a Argentina os 9 Super Etendard que faltavam da compra de 14 unidades encomendadas em 1979.

  17. Luiz Monteiro 13 de maio de 2014 at 0:14 #

    Outrossim, esse tipo de contrato possui cláusula prevendo além da devolução do valor pago (no caso 1,2 bilhão de Euros), multa não compensatória equivalente a 30% do valor total do contrato.

  18. CVN76 13 de maio de 2014 at 1:39 #

    @Luiz Monteiro; concordo plenamente!

    Outro detalhe; os navios não são 100% franceses; boa parte foi construída na Rússia e levada de barça para a montagem final na França.

  19. juarezmartinez 13 de maio de 2014 at 8:16 #

    Caro comandante LM! Entregar os SUE ao Argentinos depois da guerra com ela vencida pelos “Jacks” foi o “natural caminho” de apaziguar ânimos por acá, porém, eu respeitosamente lhe afirmo: Se, e tão somente se, os Argies tivesses repelido a retomada das ilhas e metido o Exocet no Hermes, eles estariam até hoje esperando pelos Franceses para receber as aeronaves.

    Volto a afirmar aos senhores que se a crise na Ucrânia ficar osca, e a OTAN encrespar, os Franceses vão ter que achar um comprador para os navios, e nós já vimos este filme antes……..
    Agora, pelas declarações com o rabo no meio das pernas do Lavrov ontem, eu acho que o Tio Sam deve ter popsto a piroca na mesa e ter dito algo muito forte aos Russos.

    Grande abraço

  20. Ribeiro 13 de maio de 2014 at 9:49 #

    Senhores, alguém tinha dúvida disto… ou que a UE vai continuar suprindo suas necessidades de energia com a Rússia…
    A crise da Ucrânia não passa de um jogo de interesses econômicos entre os que tem poder… Como sempre digo, não estão nem aí para o povo ucraniano (assim como para os sírios, líbios, etc)…
    Se o interesse fosse pelo povo como é pregado em ambos os lados…. teríamos crise no Congo, Haití e em outros países miseráveis neste mundão…

    Abraços

  21. Corsario137 13 de maio de 2014 at 12:18 #

    Ribeiro,

    Aproveitando a oportunidade, gostaria de desmistificar um pouco essa coisa da relação de dependência energética da Europa Ocidental ao gás russo.

    São dependentes do gás russo: Polônia, Hungria, Ucrânia e outras republicas do leste.

    Na Alemanha só 4% da matriz energética depende de gás russo. É coisa pra caramba? Sim, é. Mas está longe de ser algo vital. Os alemães não querem mais usinas nucleares nem termoelétricas a disel mas se precisarem lançar mão dessa tecnologia em prol da soberania eles já anunciaram serem plenamente capazes de fazer.

    O Reino Unido não usa gás russo.

    A França importa cerca de 14% do gás que precisa da Rússia. Também é muito mas também pode ser compensado com o uso de termoelétricas.

    Portugal e Espanha importam menos de 2%.

    Assim, vamos começar a colocar os nomes nos bois. A Europa Ocidental depende muito menos da Rússia do que as pessoas vem apregoando por aí.

    Sds a todos.

  22. daltonl 13 de maio de 2014 at 12:45 #

    João Filho…

    essa falta de combatividade francesa na verdade é um mito, até Hitler considerava o soldado francês o mais temido e os meus ancestrais italianos levaram uma sova dos franceses em 1940 quando achavam que seria fácil devido a França já estar lutando contra os alemães.

    Sorte dos britanicos terem o canal da mancha como proteção, bem mais efetivo que a tal linha Maginot.

    Wagner…

    não trata-se simplesmente de “arrogancia imperial norte-americana”. A defesa da Europa repousa em grande parte nos EUA, na verdade, os europeus não conseguiram lidar sózinhos nem com a Libia que está no
    “quintal” deles.

    Mesmo assim os europeus continuam a cortar gastos na defesa o que pode aumentar ainda mais a dependencia
    dos EUA que também estão sendo obrigados a cortar gastos na área de defesa.

    Provavelmente a França não tinha ou tem nenhuma outra alternativa quando a venda dos 2 Mistrals, mas os EUA também não precisam aplaudir o que está sendo feito, então, reclamam como os russos teriam reclamado
    se fosse o contrário.

  23. CVN76 13 de maio de 2014 at 13:04 #

    O interessante nessa crise da Ucrânia, é como todos fazem um uso absurdo de propaganda na imprensa.

    Por motivos familiares e de trabalho, tenho moradia em 5 países, sendo um deles a própria Rússia.

    Conversando com civis e miltares, entende-se muito bem o ponto de visto russo nesse epsódio; isso nunca sai nos jornais ou na tv.

    Os russos se sentem traídos e mal entendidos pelo Ocidente……os motivos:

    Fins dos anos 80 (quando muitos aqui no fórum nem tinham nascidos) ocorreu o fim da antiga URSS…..todos os países estavam numa grande crise financeira, política e de identidade.

    O Pacto de Varsóvia foi dissolvido; mesmo com o fim da Guerra Fria, a Otan continuou a existir.

    A Alemanha Ocidental queria se juntar com a sua metade Oriental…..mas para isso era preciso o ok dos russos.

    Em troca de uma grande ajuda financeira e da promessa de que os antigos países do Pacto de Varsóvia iriam formar uma “zona neutra” entre a Rússia e os países membros da Otan, os russos retiraram as suas tropas da antiga Alemanha Oriental.

    Pois bem, o que aconteceu pouco tempo depois?? Vários países do antigo Pacto de Varsóvia tornam-se membros da Otan….Hungria, Polônia, Romênia e etc…..

    Mas a Rússia ainda envolvida no caos político e financeiro, nada pode fazer……..

    Outra promessa não cumprida:

    Antigos países da URSS com grandes populações de russos como Estônia, Lituânia ou Letônia prometeram que a minoria russa seria bem tratada, que o russo também seria um idioma oficial, que quem quisesse se naturalizar nesses países não seria problema….

    Nada disso aconteceu, os russos nesses países são discriminados, tem dificuldade na hora de entrar numa universidade entre outras coisas.

    Nunca ví algum político ocidental ou alguém da ONU defendendo essa minoria.

    Agora na Ucrânia, o Ocidente ultrapassou a linha vermelha…..primeiro passo seria a Ucrânia tornar-se membro da UE, com certeza algum tempo depois o país iria ser membro da Otan.

    Eu entendo perfeitamente que a Rússia não poderia aceitar isso…..o que diriam os EUA se a Rússia instalasse bases no México ou no Canadá??

    O Putin que apesar de ser um ditador bem corrupto, é tudo menos burro e agiu antes…..

    Resumindo, esse papo do Ocidente serem “bonzinhos” e russos ou chineses serem “os vilões” é ultrapassado…..são todos farinhas do mesmo saco……..

    Não se deixem empolgar muito pela propaganda…..é muito interessante conversar com pessoas de ambos os lados……só assim é possível aprender muita coisa…..:-)

  24. daltonl 13 de maio de 2014 at 13:18 #

    Franz…

    só um detalhe: os paises do Pacto de Varsóvia eram em grande parte controlados pelos russos, ou seja, não tinham opção e eu pessoalmente conheci cidadãos destes países que simplesmente fugiram e conseguiram cidadania nos EUA durante a era Reagan.

    A Russia não dependia tanto dos pacto de Varsovia quanto os EUA dos paises europeus que compunham a OTAN, então prevendo uma recuperação russa, que aconteceu, foi sábio manter a OTAN não ?

    Não há como comparar o grau de democracia que havia nos anos 80 e ainda hoje nos países ocidentais , então,
    respeito sua opinião, mas não colocaria o Ocidente no mesmo saco que Russia e China.

    abraços

  25. CVN76 13 de maio de 2014 at 14:05 #

    Oi Dalton

    Não se preocupe….não sairemos “no braço” por termos opiniões diferentes…….:-)

    Veja bem; boa parte do que eu escreví não é a minha opinião; mas sim o que os russos pensam e falam sobre o assunto que eu achei interessante e resolví compartilhar com os amigos do Poder Naval……

    O que eu quis dizer com “farinha do mesmo saco” é que a maioria dos países defendem apenas os seus Interesses……

    Agora mudando de destróier para contratorpedeiro: voce ja terminou aquela pesquisa com o levantamento do nome de todos os soldados falecidos naquela famosa batalha a muitas décadas atrás??

    Forte abraço

  26. daltonl 13 de maio de 2014 at 14:19 #

    Imagine Franz…se iriamos “brigar” por conta disso, é que apesar de não ter essa sua experiencia multinacional que grandemente admiro, pude ouvir de tais pessoas como não era fácil o regime comunista e tão logo foi possivel as nações do Pacto de Varsovia depuseram os tais tiranos.

    Talvez quem sabe o tratamento que os russos etnicos recebam nos países que voce conhece seja resultado do que esses paises passaram nas mãos dos russos ??

    Quanto a minha pesquisa, bom, o que eu estava fazendo era colocar os nomes dos mortos por ordem de Companhia ou tropa já que no livro que possuo todos os integrantes do regimento estão por ordem alfabética mas acabei encontrando outros “malucos” que o fizeram antes de mim :)

    abraços

  27. Corsario137 14 de maio de 2014 at 1:23 #

    Caro CVN76

    Seu comentário de 13 de maio de 2014 at 13:04 # me assustou. Se realmente os russos pensam isso eles são mais loucos do que eu temia.

    Segundo seu comentário eles se sentem traídos? Como assim? Os outros povos e nações do leste europeu lhe devem “fidelidade” por a Rússia “ter permitido” a independência deles? Ou seja, eles não tem direito a autodeterminação? Existem para não desagradar a Rússia?

    Se a URSS colapsou não é culpa dos EUA nem de ninguém. O sistema comunista/socialista faliu no mundo todo. Eles (os russos) não deram a liberdade a essas repúblicas, elas conseguiram porque o regime faliu! Se hoje vemos a recuperação militar da Rússia, nos lembremos que durante toda a década de 90 a Rússia esteve tão mal que nem comida tinha nos ranchos.

    Se a população da Ucrânia prefere se aliar a UE, mesmo com toda a crise econômica que atinge o bloco, imagino que ser aliado da Rússia deve ser algo terrível.

    Quanto ao tal tratamento recebido pelos russos em terras estrangeiras, bem, os caras barbarizaram com seus vizinhos. os poloneses que o digam. Se o regime fosse bom as republicas estariam lá até hoje. O que a Rússia de Putin está fazendo é uma vergonha para o continente.

    E sim, sei que essa não é sua opinião pessoal, apenas o que você relatou sobre o que pensam os russos.

  28. Corsario137 14 de maio de 2014 at 1:31 #

    O que mais me chocou foi isso:

    “Agora na Ucrânia, o Ocidente ultrapassou a linha vermelha…..primeiro passo seria a Ucrânia tornar-se membro da UE, com certeza algum tempo depois o país iria ser membro da Otan.”

    Como assim? E se a Ucrânia quiser fazer parte da UE, ela não poderia? Ainda mais da OTAN? Por que?

    Quanto ao exemplo das bases russas no México ou no Canadá, esqueceram de Cuba? da Venezuela? Que recebem submarinos e cruzadores russos? Cuba fica a uma remada da Flórida e sempre foi aliado da URSS, membro do COMECON, lembra?

    Isso é a coisa mais absurda que já ouvi. Pena que é o borra botas do Obama na presidência. Que venham os republicanos!

  29. Corsario137 14 de maio de 2014 at 1:32 #

    E digo mais, com a ascenção crescente da China e da Índia, mas principalmente da China, até a Rússia deveria cogitar em fazer parte da UE e da OTAN kkkk.

  30. CVN76 14 de maio de 2014 at 1:56 #

    Oi Corsário

    Acho que você não leu direito o que escreví……:-)

    Os russos senten-se traídos pelo Ocidente, por esse não ter cumprido com a palavra de que os países do Pacto de Varsóvia ficariam de fora da Otan……

    Os russos vêm com preocupação a Otan crescendo cada vêz mais em direção as fronteiras russas….se esse medo é justificado ou não, é uma outra pergunta.

    Outra preocupação dos russos; o tal escudo contra mísseis de países como o Iran que estão montando na Romênia e Polônia….os russos pensam que é algo contra eles….os russos até fizeram uma proposta de então construírem juntamente com os europeus e americanos o tal escudo…..proposta recusada pelos americanos.

    Ninguém num momento algum culpou os EUA ou qualquer outro país pelo fim do comunismo…..que já acabou até tarde….

    Uma coisa é um navio russo visitar Cuba ou Venezuela, outra coisa é instalar bases definitivas num país.

    Você acredita que se o presidente dos EUA fosse um republicano seria algo diferente? Duvido muito, eles não vão brigar por causa de uma Ucrânia, Israel, Síria ou outro país que seja….

    Mas fica a gosto de qualquer pessoa formar a sua opinião….só acho que a verdade nunca está somente de um lado….a coisa é mais complexa do que aparenta ser!!

    Mas repetindo mais uma vêz: isso que escreví, é o resultado de muitas conversas que tive com pessoas civis e militares numa recente visita minha na Rússia.

    Forte abraço e não se assuste com tão pouco…..:-) O pior ainda pode estar a caminho!!

  31. CVN76 14 de maio de 2014 at 4:44 #

    Esquecí um outro detalhe:

    Você se diz “chocado” com a reação dos russos….

    Como reagiria o Brasil numa situação dessas? Procure se colocar no lugar dos russos…

    Eu me lembro que só por que os americanos a alguns anos atrás reativaram a IV Frota a choradeira que deu por aquí…

    “Vão nos tomar a Amazônia”
    “Já estão de olho no Pré-Sal”

    Até o embaixador e o ministro da defesa dos EUA tiveram que dar explicações ao governo brasileiro….

    O que o Brasil faria se os EUA, China, Rússia, França ou outro país começasse a instalar bases nos países fronteiriços com o Brasil??

    Não devemos nos esquecer que a Rússia já foi invadida duas vêzes; primeiro por Napoleão e depois pelos alemães…..o país foi arrasado, incendiado com milhões de falecidos….é natural que eles tenham receio….

    Como diz aquele velho ditado: “pimenta no fiofó dos outros é refesco”.

  32. Corsario137 14 de maio de 2014 at 12:18 #

    CVN76,

    Obrigado pela sua resposta!

    O primeiro ponto que você cita é que o ocidente teria “traído” a Rússia ao incluir países do Pacto de Varsóvia na OTAN. Isso pra mimé um completo absurdo (lembrando que não sobre você mas sobre a opinião dessas pessoas).

    Os países estavam no pacto sem muita opção. A URSS era forte e mantinha seus satélites no cabresto. Quando esse poder deixou de existir criou-se um vácuo. E quando existe vácuo de poder, existe oportunidade para alguém ocupar. Ou a UE, ou a OTAN, ou os dois, e ainda os próprios países poderiam se fortalecer e tomar atitudes como a da Suíça e da Suécia, neutros. Não há traição. Há autodeterminação das nações. Se a URSS ou a Rússia perdeu a Guerra Fria a consequencia é essa. Como se pode falar de traição entre inimigos? Isso é non sense pra mim.

    Você cita bases definitivas no país e ativação de IV frota? Os EUA tem bases na América Latina toda meu caro: Paraguai, El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Colômbia e Peru. E só não tem mais porque aqui não é uma área que preocupe o Tio Sam, acredite.

    Quanto ao discurso de “vão nos tomar a Amazônia e o Pré-sal”, isso não é sério aqui. É para jogar pra torcida, todos sabemos.

    Lembrando ainda que a França é nossa vizinha ao norte através da Guiana Francesa.

    A Rússia estar preocupada com sua segurança e defesa é completamente legítimo, nisso concordamos. Então que retomem os tempos de Guerra Fria, invistam pesado em defesa, patrocinem seus vizinhos (como estavam fazendo na Ucrânia), apliem sua rede de influência (mantiveram as bases na Síria). O que não é aceitável é, em prol disso, invadirem um país soberano e imporem uma anexação.

    E sim, particularmente acredito que um republicano no governo dos EUA seria mais adequado para contornar a crise neste momento. A Rússia está incitando a Europa a guerra e algo precisa ser feito além dessas sanções ridículas.

  33. Fernando "Nunão" De Martini 14 de maio de 2014 at 13:13 #

    “Não há traição. Há autodeterminação das nações. Se a URSS ou a Rússia perdeu a Guerra Fria a consequencia é essa. Como se pode falar de traição entre inimigos? Isso é non sense pra mim.”

    Corsário,
    Se levarmos em conta o acordo entre as partes citado pelo “CVN76″, é claro que a parte russa pode reconhecer o fato como uma traição e tentar buscar um contra-ataque para recompor suas posições:

    “A Alemanha Ocidental queria se juntar com a sua metade Oriental…..mas para isso era preciso o ok dos russos. Em troca de uma grande ajuda financeira e da promessa de que os antigos países do Pacto de Varsóvia iriam formar uma “zona neutra” entre a Rússia e os países membros da Otan, os russos retiraram as suas tropas da antiga Alemanha Oriental.”

    Ou seja, houve um acordo e ele foi “traído” por um dos lados. Ao menos essa é a lógica que eu tento ver no que foi colocado pelo colega, sobre como os russos encaram a questão.

    Quanto a autodeterminação das nações… Bem, é o mesmo argumento que a Rússia alega agora em relação à parte leste da Ucrânia querer se “autodeterminar” independente da parte oeste…

    Esse assunto também é abordado na coluna do Romulo Federici na nova edição (número 10) da revista Forças de Defesa: “A Guerra Morna – ou, o urso rosnou”. É uma extensa análise que vai da página 10 à 16 da revista, pegando desde a Guerra Fria, passando pela dissolução da URSS e chegando à Ucrânia.

  34. Corsario137 14 de maio de 2014 at 13:51 #

    Nunão,

    Só me diz uma coisa: onde está este tratado, acordo ou convenção? onde que quem assinou o que? Ou entre países existe acordo de fé?

    Isso é uma ivencionice! A Rússia não permitiu nada a Alemanha. Ela simplesmente não conseguia segurar mais, não tinha capacidade, colapsou! Ou só eu que era vivo e me lembro do caos que foi a queda do regime na Rússia? Não teve essa de acordo, foi ao sabor dos acontecimentos.

    E na minha opinião exsitem coisas bem diferentes aí. A autodeterminação da Ucrânia em participar da UE não pode ser comparada ao que os russos chamam de autodeterminação do leste. Uma eleição sob o julgo de tropas invasoras. Um voto de cabresto.

    Que existem muitas verdades todos admitimos. Mas também existem fatos. O ocidente não invadiu a Ucrânia, no máximo fez lobby, influência. A Rússia está patrocinando uma guerra civil na Europa. Isso é inadimissível. E pior ainda é a reação, ou a falta dela, vinda do ocidente.

    Malucos como o Putin sempre existiram e sempre existirão. Cabe ao ocidente, consciente da história que tivemos no Sec. XX, manter o mínimo de ordem. Uma potência invadir um vizinho mais fraco sem que tenha havido nenhuma agressão é, repito, inadimissível. É assimétrico, é repugnante, é fascista.

  35. Corsario137 14 de maio de 2014 at 13:55 #

    E, mudando ou não um pouco o foco da discussão, é por isso que mais do que nunca temos que reforçar nosso orçamento em defesa, transformar isso em Lei, sei lá. Os EUA e a Europa estão dando este tom de cada um por si e Deus por todos, ou seja, não sei até que ponto podemos contar com os outrora aliados.

  36. Fernando "Nunão" De Martini 14 de maio de 2014 at 14:57 #

    “Nunão,
    Só me diz uma coisa: onde está este tratado, acordo ou convenção? onde que quem assinou o que? Ou entre países existe acordo de fé?
    Isso é uma ivencionice! A Rússia não permitiu nada a Alemanha. “

    Não pergunte pra mim!!! rssrsrs

    Pergunte para os russos o que eles acham disso!

    Lembrando que foi o “CVN76″ que disse que essa é a percepção russa, conforme ele pôde apurar, simples assim.

    “Uma potência invadir um vizinho mais fraco sem que tenha havido nenhuma agressão é, repito, inadimissível. É assimétrico, é repugnante, é fascista.”

    A política entre as nações, desde as relações ditas cordiais até as guerras declaradas são isso mesmo, segundo a teoria realista de Hans Morgenthau. Não seguem uma moral idealizada, e sim uma disputa de poder, uma projeção do poder nacional no campo internacional.

    Mas parece (repito, é apenas uma percepção minha, já que estamos falando em percepções…) que você esteja se limitando apenas à sua percepção pessoal das coisas, à sua ética, moral e convicções (e não estou criticando-as aqui, longe disso!) para tentar entender as ações e opções dos outros, o que pode gerar conclusões que provavelmente não darão conta da realidade.

    Ver as coisas com os limites dos próprios olhos vai gerar uma opinião, como você mesmo escreve (“E na minha opinião exsitem coisas bem diferentes aí”). Mas entre uma opinião e a percepção de como a realidade é vista pelos olhos que estão do outro lado da balança, vai uma grande distância.

    É preciso tentar pensar em como pensa a cabeça do outro lado da mesa de negociações ou do campo de batalha, já recomendava Robert McNamara, que teve alguma experiência em se dar mal ao não fazer isso direito (e em se dar bem quando conseguiu fazer direito), e recomenda que se faça esse exercício sempre.

    Sem saber como o outro lado pensa e age (e vai agir) o que está no papel não costuma valer muita coisa, desde um tratado assinado até uma promessa.

    Recomendo (humildemente, sem qualquer pedantismo da minha parte) assistir ao documentário abaixo, com entrevistas do McNamara, caso não tenha assistido.

    São 11 lições valiosas para ajudar a entender as relações internacionais, as tensões, a guerra etc:

  37. Fernando "Nunão" De Martini 14 de maio de 2014 at 15:01 #

    Só relembrando as 11 lições de McNamara (que, obviamente, precisam ser analisadas criticamente), conforme o descritivo do vídeo acima:

    1. Empathize with your enemy.
    2. Rationality will not save us.
    3. There’s something beyond one’s self.
    4. Maximize efficiency.
    5. Proportionality should be a guideline in war.
    6. Get the data.
    7. Belief and seeing are both often wrong.
    8. Be prepared to reexamine your reasoning.
    9. In order to do good, you may have to engage in evil.
    10. Never say never.
    11. You can’t change human nature.

  38. CVN76 14 de maio de 2014 at 15:29 #

    Oi Nunão!

    Meus parabéns, bem colocados os seus argumentos….lúcidos e sem emoções……

    O que eu venho tentando dizer ao amigo Corsário:

    Para vencer o inimigo; é muito importante saber o que e como ele pensa!!

    As vêzes precisamos ultrapassar as nossas convicções e tentar se colocar no lugar dos outros!

    Seria um bom tema para sentar-mos num barzinho, tomar umas cervejas e filosofar sobre o assunto…..:-)

  39. Fernando "Nunão" De Martini 14 de maio de 2014 at 15:42 #

    Putz, “CVN76″… Meu saldo de milhagem tá fraco, mesmo para um boteco no meio do caminho, tipo em Tenerife…

    Avise quando der as caras por aqui!

  40. Sniper 14 de maio de 2014 at 18:45 #

    Concordo com o Corsário (que aliás, tirou as palavras do meu teclado, quando eu ja estava prestes a comentar sobre essa visão dos Russos acerca dos povos que lhe sao vizinhos, que diga-se de passagem eh uma otica que nao me surpreende nem um pouco).

    No fundo, o que motivou o sentimento russo de traicao do ocidente foi o fato de que Estados soberanos tomaram decisoes soberanas em se alinhar em tal ou qual bloco. Algo repugnante, subversivo e inaceitável pra qq russo médio(se eh q existem…).
    Por outro lado, o princípio da soberania dos povos nao comporta a dimensao proposta por Nunao, com a devida vênia, uma vez que provocaria a completa supressao de um outro princípio reconhecido na ordem internacional, qual seja, o da Soberania dos Estados.
    Eh como admitir que o bairro da mocca ou do bexiga se tornem independentes por qq razao de momento ou influencia (ou conveniência) externa.

    Abracos

  41. MO 14 de maio de 2014 at 20:14 #

    Em tempo =

    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/05/mv-sian-c-mpjd7.html

    Loading of Steel plates at Usiminas Termial (Cosipa 3)

    14 photos

    Desconfio que estas chapas de aço seja para os Suezmax da Transpertro (classe JC) em construção no Atlantico Sul, Suape

  42. MO 14 de maio de 2014 at 20:34 #

    Franz, to dentro, mas so com suco :-)

  43. Corsario137 14 de maio de 2014 at 22:31 #

    Nunão e CVN76

    Obrigado pelo vídeo, verei nessas noites de insônia.

    Quanto a argumentação, eu entendi perfeitamente o que o CVN explicou quanto “o sentimento” do povo russo, só não concordo com eles. Como não concordaria com a invasão da Polônia nos anos 30, ainda que entendesse o Lebensraum de Hitler.

    De qualquer forma a conversa foi muito boa, sempre aprendo mais e poucas coisas me deixam mais feliz do que isso.

  44. Fernando "Nunão" De Martini 14 de maio de 2014 at 23:00 #

    Corsario,

    Só deixo claro que não estou concordando com o Putin, apenas tentando entender suas ações, rsrsrsrs

    Bom vídeo de insônia! (se bem que isso não é algo para desejar a ninguém, e eu bem sei disso!)

  45. CVN76 15 de maio de 2014 at 2:54 #

    MO

    Suco??? Suco de malte você quis dizer, não é??

  46. CVN76 15 de maio de 2014 at 3:02 #

    Mo

    A boa notícia é que aquele boné do USS Barnstable County LST 1197, que eu consegui numa Unitas a uns 25 anos atrás e depois caí na besteira de emprestar para um primo meu, finalmente consegui de volta.!!!

    Fui na casa dele numa hora em que ele não estava e peguei de volta!!!!!

    Fiz que nem o Putin na Criméia…….:-)

    Agora o meu filho mais velho resolveu tomar de mim!!!

    Senão eu passaria para você……por falar nisso, guarde bem aquele do USS Miami SSN 755….agora que ele foi retirado de serviço muitos anos antes do planejado por causa daquele incêndio; o boné vai virar coisa rara!!!!

  47. Sniper 15 de maio de 2014 at 8:29 #

    Ops! ERRATA: onde mencionei soberania dos povos, leia-se AUTODETERMINAÇÃO dos povos.

  48. MO 15 de maio de 2014 at 15:13 #

    Sim Franz todos devidamente guardados, nao so ele,como do Mount Whitney e todos osoutros, perder apenas uma vez quando os pedreiros de casa me roubaram uns 30 sem perceber …. (nesta leva incluindo o Honululu, Norfolk, Chosin, Nassau, Dwight D. Eisenhower, Phillipine Sea, Oldendorf, Hatsuyuki … so consegui repor o Philippine Sea :-(

    Qdo seu filho mais velho enjoar … rsss tamos ae …

  49. MO 15 de maio de 2014 at 15:14 #

    Sim Franz, suco de juice mesmo, nao bebo tolerancia zero para alcool, fico tonto ate com bombom de licor .. er .. digo mais que ja sou …

  50. Ozawa 3 de setembro de 2014 at 15:27 #

    França suspende entrega de navio de guerra para a Rússia
    Governo de Hollande afirma que ações recentes na Ucrânia inviabilizam fornecimento de porta-helicópteros
    por O Globo / Com agências internacionais
    03/09/2014 14:29 / Atualizado 03/09/2014 14:47

    FONTE: http://oglobo.globo.com/mundo/franca-suspende-entrega-de-navio-de-guerra-para-russia-13816481

  51. Fernando "Nunão" De Martini 3 de setembro de 2014 at 15:47 #

    Obrigado pelo link, Ozawa.

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

Índia estaria ‘tentada’ pelo Sea Gripen, segundo jornal indiano

Segundo reportagem publicada pelo jornal indiano Business Standard na quinta-feira, 30 de outubro, a decisão brasileira de comprar o caça […]

Ministro da Defesa visita a Embraer para conhecer o trabalho de modernização dos jatos AF-1/1A da Marinha

No dia 21 de outubro de 2014, o Ministro da Defesa, Embaixador Celso Amorim, visitou às instalações da Embraer, em […]

Programa ‘Artémis’: início das entregas de torpedos F21 em 2016

Programa contratado à DCNS deverá equipar 10 submarinos da Marinha Francesa com o torpedo de nova geração F21, substituto do […]

Compre agora sua revista Forças de Defesa número 11

Outra revista igual a essa, só daqui a 100 anos! A Revista Forças de Defesa 11ª edição de 140 páginas na versão impressa […]

Quiz Naval: identifique as classes dos navios que aparecem na foto, se for capaz…

Essa é para os bons de História Naval. Clique na foto para ampliar e identifique as classes dos navios que […]

Euronaval 2014: informe da DCNS sobre a entrega do navio da classe ‘Mistral’ à Rússia

Em resposta à informação publicada anteriormente sobre a entrega potencial do primeiro navio porta-helicópteros de desembarque (BPC) para a Federação […]