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Ministério da Defesa menos otimista com as chances do Prosuper em 2015

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Roberto Lopes

Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa e autor do livro “As Garras do Cisne”

Passam os meses e é cada vez menor, na Marinha, o otimismo acerca da possibilidade de a presidenta Dilma Roussef escolher ainda este ano o grupo empresarial estrangeiro que fornecerá os 11 navios (5 fragatas de 6.000 toneladas, 5 navios-patrulha oceânicos e um navio de apoio logístico) requeridos por meio do Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper).

Oficiais da Força ouvidos pelo Poder Naval sentem que o desânimo já contamina seus colegas do Ministério da Defesa.

Essas fontes relatam que, nas primeiras semanas do ano, havia a expectativa de que, tendo o Palácio do Planalto anunciado o nome da corporação vencedora do Prosuper, os contratos de aquisição dos navios pudessem ser firmados em 2016 – condição indispensável ao início da fabricação das primeiras embarcações.

Mas diante das repetidas manifestações da presidenta acerca da necessidade de “cortar na carne” as despesas dos diferentes ministérios, até mesmo esse vagaroso cronograma parece inviabilizado.

Na Presidência da República, o silêncio acerca do Prosuper é completo. No Ministério da Defesa já se comenta abertamente que 2015 tem tudo para ser um ano perdido para o programa, que tem como objetivo renovar a força de superfície da Esquadra.

O Prosuper representa um custo estimado em 5,46 bilhões de dólares, e apesar de alguns oficiais da Marinha já admitirem seu desmembramento, como forma de deixá-lo menos caro – ou de dispêndio mais aceitável para a área econômica do governo –, nada, nesse momento, parece capaz de tornar o PROSUPER mais palatável no âmbito do Executivo.

Bremen
Bremen

Alternativas – Hoje, o preço médio pedido pelos fornecedores estrangeiros por cada fragata é de, aproximadamente, 710 milhões de dólares (650 milhões de Euros).

Nesse cenário de desalento, os representantes de algumas empresas interessadas no PROSUPER começam a imaginar se a Marinha brasileira não se verá forçada a, mais uma vez, recorrer a navios usados.

Um ano atrás circulou a informação de que o governo alemão poderia concordar em transferir para o Brasil até quatro escoltas, além de um navio de apoio logístico.

Os navios de escolta poderiam ser as fragatas do tipo 122 – construídas na década de 1980 – ou as do tipo 123 – fabricadas nos anos de 1990.

A primeira hipótese, que se refere à classe Bremen – de navios de 3.700 toneladas comissionados entre 1982 e 1990 – desperta pouco (ou nenhum) entusiasmo entre os militares brasileiros. Especialmente por causa do armamento antiquado e da falta de predicados relativos à furtividade.

A segunda alternativa, das fragatas classe Brandenburg, de 4.500 toneladas (a plena carga), é considerada de maior utilidade para a Marinha – em particular por terem quase todas menos de 20 anos de uso, possuírem silos para lançamento vertical de mísseis e um projeto que incorpora design stealth (furtivo).

Brandenburg
Brandenburg

28 COMMENTS

  1. Simples:

    Cortam dinheiro do FIES, Saúde, Programas Sociais, Direitos Trabalhistas, da Educação, Pronatec, Universidades, Infra Estrutura, etc etc etc …..

    Demissões rolando cada dia mais, a partir do segundo semestre a disparada de demissões serão sub sônicas, inflação, alimentos e demais gêneros de supermercados subindo ao espaço sideral, DP acima de R$ 2 tri, etc etc etc

    Estaleiros até o final do ano virando fantasmas ……

    Fora o que ainda vem …..

    https://www.youtube.com/watch?v=cX2RWaHLvq4

    Como justificar ao cidadão comum:

    Estamos comprando armamentos, ok ?

    Fiquem tranquilos, vai piorar !

  2. As 123 tem um arranjo de máquinas semelhante às FCN… além disso, conhecemos bem os motores MTU e as turbinas GE… melhor do que depender de Tyne e Olympus, cuja linha de manutenção tem data prá fechar…

    A eletrônica também parece boa, o que me preocupa é o armamento… teríamos os MSA ??? E os MM38 poderiam ser substituídos por MM40 como fizemos na Rademaker ??? Não achei nada sobre o sistema de dados táticos, alguém sabe ???

    No mais, conjecturas de um Oficial da Armada que gostaria muito de ter o distintivo dourado de novo a bordo de um Navio desses… bem, esse tempo já passou, que venha para outros…

  3. Vira e mexe este tipo de notícia aparece…como aquela do NAe “Independence” como alternativa para a baixa do
    “Minas” no fim dos anos 90…como se fosse minimamente
    possível operar um “super carrier” !

    Sou muito cético quanto à marinha alemã simplesmente
    querer livrrar-se de 4 de seus principais navios sem haver uma classe substituta já planejada, pelo que já li, uma futura classe F-126 entraria em serviço para substituir as F-123s em meados da próxima década quando alcançarem 30 anos ou mais de serviço.

    As 4 futuras F-125s irão substituir as Bremens que originalmente eram 8.

    Difícil imaginar a marinha alemã com apenas 7 principais
    combatentes de superfície, 3 F-124s e 4 F-125s.

  4. Está faltando recurso para custeio.
    (água, Luz, Telefone);
    Imagina recurso para investimento???
    Desculpa amigos, mas estas notícias…… sem chance!!!

  5. Desídia…

    Se devolvessem metade da roubalheira poderíamos pagar, senão à vista, quase tudo na boca do caixa!

  6. E alguém tinha alguma expectativa para este ano?!?! Nem em sonho!!! Na melhor das hipóteses é para a segunda metade de 2016 e olhe lá.

    Nesse meio tempo, era bom a MB propor o desmembramento dos meios, primeiro as fragatas/destróier, depois o NALog e o NDD, contratando a construção de mais NPO da classe Amazonas para 2017/2018.

    Pelo menos esta é a minha opinião.

    Até mais!!!

  7. A bruxa está solta, depois da F 48 outra vai deixar o serviço ativo;
    Só posso adiantar que é trata-se de uma MK – 10!

  8. Esse Prosuper tem tudo para ir para o buraco.

    Melhor depenar algumas Inhaúmas para transformar em NaPaOc, principalmente tirando as turbinas à gás, os mísseis e aquele canhão imenso da proa, trocando por um 40mm novinho, da BAe, o que provavelmente melhorará seu equilíbrio.

    E tentar emplacar uma compra de prateleira de 2 Fragatas novas ou a construção de 4 Tamandarés.

    Acho que isso é o máximo que sai (a contratação) no governo Dilma.

    Thomas, acho mais fácil sobrar 4 Niteróis e 1Greenhalgh.

  9. Se tiver de dar baixa em FCN, minha percepção é que vai sobrar para a F41… talvez a F40, depois… a F46 ainda deve aguentar um pouco mais, dependendo de realizar ou não uma parada para manutenção… a gloriosa F49 está bem… das CCI pouco sei…

  10. XO,

    Meu “palpite” é que, na pior das hipóteses dos cortes orçamentários, veremos neste e nos próximos anos as baixas da F48, F41, F40 e V32, diminuindo de 13 para 9 a quantidade de escoltas.

    Mas espero que consigam reverter pelo menos uma ou duas dessas baixas.

  11. “Thomas, acho mais fácil sobrar 4 Niteróis e 1Greenhalgh”

    concordo …

    na penúria em que vamos estar, se vierem as 4 ultimas Bremen podemos soltar fogos de artificio.

    Considerando-se que nao temos o $$ nem para operar ou concertar o que temos – vem nada mesmo.

  12. Prezado Imediato vou dar uma pista aos ligados do BLOQ:
    O Editor do BLOQ já serviu no Navio MK 10 que está para dar baixa possivelmente no próximo ano, já que a 48 foi determinado adiantar a faina.
    Quanto as CCI, posso adiantar que a V 30 tem problemas sérios nas obras mortas, cujo PS pode abreviar sua ida para a inatividade!

  13. Aposto minhas parcas fichas na hipotese do Jacubao… Nunao, a V32 esta tendo o sistema de controle da propulsao modernizado, nao sera ela a “cair”… no mais, concordo com o MO, FCN dando baixa, nunca pensei que teria essa tristeza…

  14. Pessoal, convenhamos, essa Esquadra que está aí já era, não está mais no estado-da-arte faz tempo, os navios só estão ocupando espaço e gastando dinheiro, não serviriam para engajamentos táticos da guerra moderna.

    A situação é igual na FAB, não se pode imaginar uma guerra moderna com caças F-5 de 40 anos.

    Nossas Forças Armadas estão completamente obsoletas, mas continuamos tapando o sol com a peneira.

    A MB precisa de renovação total para ontem, o tempo do Prosuper já passou, assim como o F-X2 da FAB que foi aprovado com 15 anos de atraso!

  15. Foram mexer com a Niterói do Galante e ele soltou o verbo.

    Talvez a MB esteja fazendo o que a FAB fez com os Mirages: dando baixa nos navios para mostrar que eles não servem mais para nada e que precisa comprar novos, urgentemente.

  16. “XO
    25 de março de 2015 at 21:29
    Nunao, a V32 esta tendo o sistema de controle da propulsao modernizado, nao sera ela a “cair”…”

    XO, digitei errado, me desculpe.

    Quis me referir à Jaceguai (V31), mas cliquei na tecla errada e saiu V32.

    A Julio de Noronha eu cheguei a ver bem de perto no Arsenal, e ela era a corveta que estava visivelmente em melhores condições das três atracadas, quanto ao andamento de sua revitalização (e também isso nos foi informado detalhadamente), na ocasião em que visitei a V31, esta sim necessitando de uma boa atenção em seu sistema de propulsão. A V30 é a que eu desconheço sua atual situação, ao menos em detalhes.

  17. Alexandre Galante,

    Vejo diversos problemas nessa questão de contingenciamento.

    1 – O pessoal civil ligado ao governo que trata desse tipo de assunto tem muito pouco conhecimento sobre a real necessidade e a real situação das FA. Afora a questão de ninguém realmente estar interessado nisso, vendo as FA como “um grupo de Oficiais” saudosos do antigo regime, principalmente agora.
    Não temos grandes “sub comissões” especializadas no Congresso, como existem nos EUA que podem discutir aquisições e estratégias de longo prazo com profundidade. Falta maturidade e profissionalismo nas politicas de Estado.

    2 – As FA volta e meia fazem ações de propaganda em canais de TV passando uma imagem de alta atividade, eficácia e disponibilidade de meios.. e a realidade é outra.

    3 – As FA decidem mal em muitos casos e comprometem grande parte do pouco que lhes sobra para investimentos com projetos equivocados, seja em razão da dimensão do investimento, seja em razão do momento do desembolso, seja em razão da escolha do meio.
    Assim temos o São Paulo (o que já se gastou em custos diretos, indiretos e de pessoal para manter essa sucata na “ativa”(isto somente em tese) já se tornou difícil de calcular.
    O subnuc é um investimento que só se justifica se tivéssemos auferido uma esquadra completa. Esse papo de que subnuc é arma de “fraco” é um engodo enorme. Não basta ter um subnuc, ele precisa ser EXTREMAMENTE SILENCIOSO e ser parte de uma esquadra de subs ou vai virar um belo antonio…
    Os 725 Caracal, comprados a mais de 100 milhões de reais a unidade, de uma filial da Eurocopter são o fim da picada, e nem “estado da arte” esse helicópteros são..
    A noticia recente das sucatas de P3 com asas detonadas, nas quais se investiu mais de um bilhão de reais é de doer o coração.
    O dinheiro é limitado, mas ele existe e não sabemos como geri-lo.
    Alias, o Estado brasileiro em geral gerencia muito mal o orçamento (largo ou limitado) em qualquer área e as FA não fogem à regra.
    Não estou aqui entrando na questão de custeio de pessoal, aposentadorias, pensões etc, porque neste aspecto o Estado brasileiro é escandaloso.

    Abraço

  18. Douglas Falcão

    Caro colega,

    “2 – As FA volta e meia fazem ações de propaganda em canais de TV passando uma imagem de alta atividade, eficácia e disponibilidade de meios.. e a realidade é outra.”

    No Face parece que somo Super Hiper potência naval.

    Concordo com tudo que afirmastes, onde assino ?

    “É tanta noticia ruim que o pouco de bom (Gripen e KC 390) acaba sendo esquecido.”

    Fonte de primeira:

    Vai atrasar e este atraso não será pequeno, G NG BR e KC 390, haja SUSTRATE !

    Quo Vadis

    Abraços

  19. “Especialmente por causa do armamento antiquado e da falta de predicados relativos à furtividade.”

    Não reclamem que pode piorar, já pensou se a presidenta autoriza a compra de umas corvetas classe “Pohang”…

  20. Knight, ele não é mais CMG, é CA.

    O Luiz Monteiro comenta e prestigia esse espaço há vários anos, embora nem sempre possa comentar sistematicamente. Não é todo dia que se pode ter tempo para isso.

    E, a bem da verdade, faz bem pouco tempo desde a última contribuição dele aqui: o último comentário dele tem apenas quatro dias, e tem pelo menos 20 outros só neste mês. Acho que você não viu.

  21. Prezado Knight,

    obrigado pela estima e pela lembrança. Como o Nunao falou, nem sempre é possível comentar em todos os post’s e todos os dias. Mas tento.

    Ainda não há planos para aquisição de navios escolta por compra de oportunidade. Porém, esta hipótese não pode ser descartada caso a crise econômica perdure por muito tempo.

    A grande questão é, quais meios estariam disponíveis para obtenção? Não vejo no horizonte de curto prazo escoltas que possam ser adquiridos e tenham vida útil de pelo menos duas décadas.

    Outra solução poderia ser a adotada pela FAB no caso do F-X2: Constrói a maioria dos meios no exterior, o que facilita conseguir financiamento externo, barateia os custos e diminui os prazos.

    Não deveria dizer isso, mas um dos participantes do PROSUPER tem preço mais baixo que os demais e se for construído no país de origem, teriam custos ainda menores e prazos de entrega surpreendentemente baixos.

    Abraços

  22. Muito obrigado pelas informações. Eu nçao visitei alguns tópicos e deveriam ser els que o Sr. deve ter comentado. Nesse quadro que colocou, tendo ofertante do PROSUER oferecendo entregas em prazos curtos (especulo eu que o fabricante e o Governo dele estejam se dispondo a ceder parte das encomendas para a marinha que estão sendo construídas), as compras de oportunidade na atualidade não devem ser cogitadas.

    Abraços

  23. _____________ Esperavam O QUÊ?? Agora agüentem…

    COMENTÁRIO EDITADO. FAVOR NÃO INICIAR UMA DISCUSSÃO DE CUNHO POLÍTICO-PARTIDÁRIO, QUE COSTUMA GERAR UMA BOLA DE NEVE DE ATAQUES E RESPOSTAS, GERALMENTE NÃO ACABA BEM E FAZ O DEBATE PERDER O FOCO.

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