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Royal Navy vai retirar míssil Harpoon de serviço em 2018

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Fragata Type 23 lançando míssil Harpoon
Fragata Type 23 lançando míssil Harpoon

A Royal Navy será deixada sem qualquer capacidade de ataque de mísseis antinavio de 2018 a 2020, uma vez que decidiu retirar o míssil Harpoon de serviço em 2018 e retirar o míssil Sea Skua lançado de helicóptero no início de 2017.

Uma limitada capacidade antinavio retornará quando o míssil antinavio leve Sea Venom/ANL equipar o helicóptero Wildcat HMA.2 no final de 2020.

36 COMMENTS

  1. Curiosamente,
    na ARCh. que opera as mesmas Type 23 dentadas com Harpoon, estão sendo testados os Exocet Block III na Fragata Almirante Riveiros (Type M) e existe a suspeita de que este míssil seja empregado em toda a Frota, aposentando de vez os Harpoon.
    Acho que esta notícia vai de encontro.

  2. Muito provavelmente os mísseis Aster devem ter alguma capacidade antinavio pra segurar as pontas até a entrada em operação de um futuro míssil antinavio dedicado.
    Mas realmente é uma notícia no mínimo perturbadora. A poderosa Royal Navy sem capacidade antinavio (além dos torpedos Spearfish dos submarinos) realmente é algo inusitado.
    Uma opção que os britânicos podem estar considerando é atualizar seus Harpoon antigos para a versão ER que está sendo desenvolvida, mas se fosse isso não haveria necessidade de tirar de operação todos ao mesmo tempo.
    Uma futura versão antinavio do Tomahawk ou o LRASM só caberiam na também futura fragata Type 26, já que não deverão ser compatíveis com os lançadores verticais SYLVER do Type 45.
    Esse relaxo das marinhas ocidentais com sua capacidade antinavio chega a ser até ofensivo às marinhas russas e chinesas. É como se o Ocidente não considerassem essas armadas ameaçadoras.
    Alguém está completamente equivocado nessa história e tomara que não venhamos a descobrir quem.

  3. Hoje mesmo a Premier Theresa May afirmou que o UK tem uma grande chance de se tornar o líder mundial do livre comércio. Reflexo do Brexit e das eleições Americanas. No passado a RN foi o sustentáculo dessa política. Seria necessária hoje em dia para assegurar essa liderança?

  4. Olá.
    Pelo jeito, a RN não pretende entrar em combate no período citado.
    Será que eles combinaram isso com o resto do mundo???
    SDS.

  5. A coisa não esta boa para a RN. Muitas decisões erradas foram tomadas ao longo de vários anos apostando em sistemas não testados e que superaram em muito o orçamento previsto pra eles. Ai o cobertor ficou curto cobre a cabeça descobre os pés.

  6. Uma coisa é a decisão de retirar o hsrpoon.
    Por que alguém retira uma arma de seu arsenal?
    Já estara no limite da validade?
    Pretende se virar com outra coisa?
    A Argentina agradece. Rs.
    Não é uma ofensa à Rússia ou China. É uma ofensa à Argentina e seu poderio bélico naval…

  7. O mais chocante é que não se permitiram nenhuma solução de interstício, como alguns exocet ou atualização dos Harpoon (que devem estar vencendo).
    Preocupante. Alguns podem querer aumentar a aposta na mesa…

  8. Não sou fã do Trump.
    .
    Mas é por esta e outras que o cara afirma que os países da OTAN tem de pagar pela proteção americana.
    .
    É muito fácil, se apertar pede socorro para o Tio Sam.

  9. “A limitada capacidade antinavio só retornará quando o míssil antinavio leve Sea Venom/ANL equipar o helicóptero Wildcat HMA.2 no final de 2020”
    .
    O uso de helicópteros equipados com mísseis antinavio, expandindo o alcance de detecção e ataque, tornaria obsoleto o lançamento destes mísseis a partir do navio ?
    .
    Com a economia de espaço em silos de lançamento de mísseis antinavio, as belonaves terão mais espaço para transportar mais helicópteros, assim se tornando mini-porta-helicópteros ?
    .
    Então os japoneses seriam os pioneiros, ao chamar seus porta-helicópteros de destróieres ?
    .
    E se ainda rolar um caça VTOL ?
    .
    Chega.

  10. A prioridade da Royal Navy assim como da US Navy é substituir seus submarinos armados
    com mísseis balísticos, no caso britânico, os 4 submarinos da classe “Vanguard” e isso precisa
    ser tratado desde já, consequentemente, recursos que poderiam ser utilizados de outra forma
    estão sendo direcionados para os futuros submarinos.
    .
    No mais a Royal Navy não irá para uma guerra sozinha ela faz parte de uma aliança e o outro lado apesar de possuir melhores mísseis anti navios também tem uma série de deficiências que
    podem ser exploradas.
    .

    .

  11. Delfin,
    Mas o substituto do Sea Skua, o Sea Venon, é um míssil igualmente limitado que acrescenta em termos de flexibilidade (pode ser utilizado contra alvos no solo e é do tipo atire e esqueça com opção de atualização via DL) e nada mais. Se fosse pelo menos um NSM ou um Marte ER.

  12. Delfim…
    .
    o helicóptero pode fornecer uma limitada capacidade antinavio e essa limitada capacidade é que irá retornar quando o novo míssil “leve” for certificado para o helicóptero “leve” Wildcat
    então o helicóptero não será substituto de mísseis orgânicos do navio.
    .
    Também há situações que um helicóptero pode não ser capaz de decolar como tempo ruim ou por estar passando por manutenção no hangar ou problemas de última hora, então não é bom
    contar apenas com o helicóptero embarcado.
    .
    Veja que navios grandes como os T-45s podem embarcar apenas 2 helicópteros “leves” ou um médio e um “Arleigh Burke que é maior 2 helicópteros “médios” e isso não irá mudar muito.
    .
    Os navios japoneses que você está se referindo são chamados de “destroyers porta helicópteros” ou DDH, e são chamados assim para contornar certas restrições da Constituição
    deles, de qualquer forma, a principal função desses navios é a guerra anti submarina uma preocupação legítima japonesa diante de uma força de submarinos chinesa que continua
    crescendo, mas, também são navios com capacidade anfíbia e também muito capazes de
    ajuda humanitária inclusive no próprio Japão como o catastrófico terremoto de 2011 deixou
    claro a necessidade de ter tais navios.
    .
    abs

  13. Os novos P-8 Poseidon, apesar de serem da RAF devem ter algum míssil antinavio nas negociações enquanto não entram em servico os mísseis já citados.

  14. Felipe…
    .
    a versão naval do Storm Shadow destina-se à alvos terrestres, um competidor do “tomahawk”,
    e a Royal Navy já utiliza o “tomahawk” e além de novos recentemente adquiridos irá estender
    a vida dos mais antigos um projeto em conjunto com os EUA, portanto dentro da realidade
    orçamentária da Royal Navy há ” suficientes tomahawks” para muitos anos ainda.
    .
    abs

  15. O Delfim tocou em um ponto que mereceria matéria do PN. A evolução da doutrina de emprego de misseis antinavio. É interessante observar que a tática de levar o míssil pesado no helicóptero evoluiu para o uso primário deste equipamento com vetor de esclarecimento e secundário, de ataque, utilizando, em geral, um míssil de menor alcance. Por outro lado os misseis pesados (utilizados organicamente) aumentaram bastante sue alcance.

  16. Não esqueçam que, se houver necessidade, a USN empresta equipamento à RN, assim como aconteceu em 1982. Jamais a RN vai ficar na mão.

  17. A ideia é que tanto a RN como a Marine Nationale usem o Perseus, um míssil antinavio hipersônico com alcance na casa dos 300km.

  18. Em tese a evolução dos sistemas defensivos tem colocado os mísseis antinavios no chinelo. Antes, mísseis como o Harpoon se utilizados numa tática de saturação tinham reais possibilidades de sucesso, hoje, não mais.

  19. Os britânicos mostraram algum interesse no AGM 158C também conhecido anteriormente
    como o LRASM que deverá entrar em serviço, espera-se, em 2018 com os B-1 da USAF e com os Super Hornets da US Navy em 2019.

  20. Dalton,
    Mas só com a introdução das Type 26 é que os britânicos irão contar com o lançador Mk-41. Se os britânicos operarem o LRASM o mais provável é que seria pelos P-8, mas o problema dos navios iria continuar até a introdução da Type 26.

  21. Pensei só nos P-8s mesmo pois o AGM-158C é o substituto para o harpoon aéreo…a fase 2
    de aquisição para um novo LRASM ,para navios e submarinos, irá levar algum tempo, 2024 no mínimo para entrar em serviço, se de fato for levado adiante.

  22. O ideal é que a RN mantivesse os Harpoons por mais tempo até você ter um substituto viável. E quanto aos mísseis disparados de helicópteros também seria interessante integrar o Brimstone aos Wildcats

  23. Mas o portas avioes deles em operaçao em 2018? Eles nao tem esquadroes de tornados com capacidade de dispara harpoons ? os seus submarinod nao disparao harpoons tbm ?

  24. Augusto…
    .
    o futuro HMS Queen Elizabeth não estará pronto para operações em 2018, nem mesmo terá
    ainda os F-35Bs que de qualquer forma não serão equipados com o harpoon que a propósito
    os EUA já possuem um substituto para a versão lançada por aeronaves, inicialmente será o
    AGM-158C que entrará em serviço com a US Navy possivelmente em 2019 de forma gradual.
    .
    Os “Tornados” até onde sei não são capazes de lançar o harpoon e a versão do harpoon
    lançada por submarinos foi retirada de serviço dos submarinos da Royal Navy e também da
    US Navy muitos anos atrás…apenas torpedos e mísseis “tomahawks” são embarcados nos
    submarinos de ambas as marinhas hoje em dia.
    .
    abraços

  25. Dalton obrigado pelas informações. sobre o tornado o que eu sei é que a RAF tem um esquadrão só pra ataque a navios só não sei se usam o typhoon ou o tornado, eu falei o tornado porque eu acho que ele que eles usam

  26. Bosco
    Se os mísseis antinavio se tornarem ineficientes frente aos sistemas defensivos, vamos voltar aos canhões ?

  27. Delfin,
    O pior é que hoje está em plena operação sistemas C-RAM (contra projéteis de artilharia, foguetes e morteiros). Ou seja, estaremos numa sinuca de bico daquelas já que até os projéteis de canhões podem ser interceptados. rrssss
    Mas não acho que os mísseis vão se tornar ineficientes. Eles terão que evoluir. A evolução já está acontecendo nas formas de mísseis supersônicos de RCS reduzido e sea-skimming (Brahmos/Oniks, XASM-3), stealth ( LRASM, NSM, JSOW-C1, SLAM-ER), minimísseis (SDB-2, SPEAR 2), míssil híbrido (3M54K/E), mísseis interferidores (MALD-J/X), mísseis supersônicos de pequenas dimensões (HARM, AARGM, etc).

  28. Bosco
    Ah bom, já estava pensando que voltaríamos mais ainda, aos tempos das galeras, com esporão na proa e gancho de abordagem…

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