O novo porta-aviões do Reino Unido, HMS Queen Elizabeth, foi fotografado navegando ao lado de navios de guerra dos EUA durante o exercício militar Saxon Warrior na costa da Escócia.

O maior navio de guerra da Grã-Bretanha encontrou-se com o grupo de ataque de porta-aviões dos EUA no exercício, enquanto continua os testes de mar que começaram em junho.

O HMS Queen Elizabeth de £ 3 bilhões foi fotografado ao lado do HMS Westminster, HMS Iron Duke, HNoMS Helge Ingstad, da Noruega, USS Donald Cook, USS Philippine Sea e USS George HW Bush.

Mais de 60 marinheiros da Royal Navy e Royal Marines estão a bordo do USS George H.W. Bush, aperfeiçoando suas habilidades na operação de porta-aviões antes da entrada em serviço do HMS Queen Elizabeth.

Durante o exercício, a equipe do Reino Unido tem trabalhado com seus homólogos americanos para combater uma série de ameaças simuladas de forças inimigas, usando todos os ativos de ar, superfície e submarinos de todo o grupo de tarefa.

FONTEwww.dailymail.co.uk / FOTOS: British Ministry of Defence

76 COMMENTS

  1. Olá a todos
    Comparando o tamanho do Q.E. com o G.B. nos ajuda a dimensionar o tamanho do navio.
    É realmente grande… parabéns aos ingleses.
    O que é mais legal é deixar para trás esse desenho básico de porta-aviões da guerra-fria.

  2. O NAe mais inovador até então construído. Porém, se a orquinha não funcionar a contento, vão ter que retomar a produção do Harrier…
    Mas é um senhor anfíbiozão. Vamos ver a estratégia de deixá-lo mais lento (25 knots) do que os NAes convencionais vai permitir todos os vetores operarem em bloco.

  3. O Queen Elizabeth tem porte para STOBAR (já que poderiam decidir por CATOBAR ao longo do desenvolvimento) mas está pensado em operar STOVL. Será que no futuro um F-35C poderia operar como opção STOBAR para este NAe? Valeria a pena desenvolver essa capacidade (tanto no navio como na aeronave) para aproveitar o comprimento do navio e decolar com mais carga que um F-35B?

  4. Bardini

    Falo. Na minha opinião é. O Enterprise é o primeiro nuclear, ok, mas não tem a capacidade anfíbia que o Queen Elizabeth tem. Pode ser também uma questão de gosto. Eu sei que, para mim, o conceito do QE é muito inovador e ousado (AWACS em Helicoptero…), e com o f-35b operando bem, ele será um verdadeiro leviatã.

    Estive pesquisando sobre o scorpene e vi que você é grande admirador do submarino.
    Pra mim, uma coisa que é comprada e passa 8 (e contando) sem puder submergir é lixo (caso dos scorpenes malaios). Mas há quem goste.

  5. qe anfíbio?
    f-35c no qe?
    uma aeronave stovl não demanda wod em todas as ocasiões.
    o f-35b decola por ski ramp com 450 pés de rolagem e 550 sem ski ramp (pense num lha-6), mas não sei com que payload.
    um nae precisa, necessariamente, de aew, por asa fixa ou rotativa. parece que o jsf pode emular uma aew assim como uma ea. a orquinha é a verdadeira revolução.
    o arranjo em duas ilhas é inédito mas polêmico. o grande convôo é vantajoso, sem locked spots.

  6. Bavaria Lion, que capacidade anfíbia que o Queen Elizabeth tem?
    Essa “capacidade anfíbia” aí, eu chamo de falta de dinheiro para operar como PA.
    “AWACS em Helicoptero” é inovador?
    Até os russos tem aeronave capaz de fazer isso, há décadas…
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    Sobre ser grande “admirador” do Scorpène… Pelo jeito, você não entendeu lhufas do que eu penso a respeito do Scorpène. Você também não entendeu lhufas do que aconteceu com os Scorpènes da Malásia, pelo jeito.

  7. Não vejo nada “inovador” no “QE”…o que ocorre é que as duas chaminés são muito espaçadas então aproveitou-se para embutir cada uma em uma super estrutura ou “ilha”…basta ver o que ocorreu com a classe “Invincible” também com duas chaminés espaçadas só que como eram navios bem menores com menos espaço abaixo do convés de voo utilizou-se o espaço entre as chaminés criando-se uma super estrutura longa que “roubava” espaço do convés de voo.
    .
    Quanto à “capacidade anfíbia” a dura realidade é que a Royal Navy não tem dinheiro para
    operar uma ala aérea nos moldes da US Navy então estará “preenchendo” o convés de voo e o hangar com um número maior de helicópteros que será o principal vetor para operações anfíbias…os NAes da US Navy podem se preciso for desembarcar suas aeronaves de asa fixa substituindo por helicópteros “pesados” ou MV-22s para desembarque, possuem espaço para
    acomodar tropas, boa capacidade hospitalar, etc.
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    Quanto ao F-35B não há nenhuma possibilidade dele não funcionar e voltar a se produzir o “Harrier” e para o Rodrigo que perguntou sobre o “Donald Cook”..é o mesmo sim, que não faz parte do grupo de ataque do USS George Bush, mas, baseado na Espanha está participando do exercício também.

  8. Esse porta-aviões foi uma das maiores m..das que a Royal Navy já fez. Todo o conceito de porta-aviões stovl era para usar navios pequenos e baratos. Agora construiram um PA quase do tamanho de um PA americano para usar somente o F-35B. Se tivessem optado por um PA catobar poderia usar o F-35C e se esse não desse certo ainda poderiam usar o F-18, o Rafale e quem sabe uma versão navalizada do Eurofighter ou do Gripen. Agora é F-35B ou vira Porta-Helicópteros.

  9. O F-35B não está conseguindo decolar com capacidade máxima de carga em testes? Procede? Eu vejo o B como um “fiasco” entre a família -35 pelo maior peso, menor carga e maior custo de manutenção e operação em relação aos seus irmão A e C, deveriam ter optado pelo C e arrumado o QE para CATOBAR. Tecnologia não faltava para eles fazerem isso.
    Mas que o QE ficou bonito, isso não se pode negar, só precisamos ignorar aquele skyjump horrível, o resto é lindo.

  10. Gustavo, o caso é que se o F-35 for superior em performance ao Sea Harrier FRS.2 e aos AV-8C, ele já é um sucesso. E eu também acho que um navio desse porte deveria ter sido CATOBAR, mas quando o próprio Defense Review deles resolveu fazer isso, os trabalhos já estavam avançados demais para retornarem ao projeto CATOBAR, já que aumentaria os custos de maneira exorbitante, então decidiu-se por mantê-lo na forma atual. Fazer isso com o segundo navio implicaria na operação de uma frota mista de F-35B’s e F-35C’s, ou seja, ainda mais custos devido à falta de comunalidade de manutenção, etc.

  11. Dalton

    Eu sou da opinião que logo logo, mesmo para a Marinha dos EUA, os modelos de NAe pesado CATOBAR não serão operáveis em um futuro próximo. Daí a tendência de “NAes anfíbios”, como o Cavour, Juan Carlos I e a classe Wasp, por exemplo. Neste ínterim, eu credito inovação, porque dentro dessa “nova” filosofia, o QE é o maior deles, o mais rápido e o que tem maior capacidade de combate.

    Um exemplo claro é comparar o QE com o charles de gaulle. Unitariamente, os dois têm o mesmo preço (embora se atualizar as cifras do CDG, provavelmente você encontra 1 bilhão a mais). O QE tem quase o dobro do deslocamento e da capacidade de aeronaves. Basta fazer um paralelo, sobre qual você gostaria na sua força, por esse preço.

    E tomando por base o preço, embora sejam ambos equipamentos de ponta, acredito que o QE entrega muito mais que o CDG dentro do Teatro de Operações.

    Saudações.

  12. Leandro

    Claro que em uma hipótese de combate entre duas forças tarefas de NAes (tipo a força tarefa francesa x inglesa, por exemplo, com todas as escoltas padrão que o envolvimento exigiria), o CDG levaria algumas vantagens, pelo fato de ser mais rápido e de ter restringido o seu abastecimento a víveres, municiáveis e manutenção, por ser nuclear. Porém o QE não seria todo desvantagem, uma vez que tem poder maior, por transportar mais aeronaves e ter mais armamento orgânico.

    Mas analisando a missão dos NAes hoje no mundo, qual a demanda? Ficar ancorado ou movimentando-se em setor, lançar aeronaves e coletar informações. O Kuznetzov foi mais notícia indo para o combate do que combatendo de fato.

    Saudações.

  13. Bavaria…
    .
    depende do que você considera “futuro próximo” pois o último NAe da classe “Nimitz”deverá
    permanecer em serviço até 2059 e pelo menos três “”Fords” serão construídos !
    .
    NAes e “navios anfíbios” são coisas completamente diferentes e nenhum dos últimos atende às necessidades da US Navy e não se trata apenas da quantidade de aeronaves, mas, a
    capacidade de gerar surtidas graças a uma impressionante capacidade de estocar combustível armas e peças de reposição para às aeronaves.
    .
    Essa” tendência” que você enxerga é apenas porque as demais nações simplesmente não tem
    recursos para investir em grandes NAes muito menos pessoal para tripula-los…os britânicos deliraram um pouco quando pensaram que poderiam dotar 2 NAes com catapultas…os franceses tiveram que abrir mão de um segundo NAe.
    .
    O “Charles de Gaulle” é nuclear e isso tem vantagens e desvantagens, mas, o “QE” não tem o dobro da capacidade de aeronaves…para ambos estima-se que 40 aeronaves seria o
    complemento sustentável…só que o “CDG” opera normalmente com 2 esquadrões de caça e
    ataque composto por “Rafale M” e mesmo existe um terceiro esquadrão sempre em treinamento além de embarcar pelo menos 2 E-2C…futuramente o E-2D…enquanto o “QE”
    normalmente operará com apenas um esquadrão de F-35B.
    .
    Com o descomissionamento do HMS Ocean no próximo ano e a política de se manter apenas
    um dos 2 “LPDs” “em serviço enquanto o outro “hiberna” e não é tão rápido reativar, os
    britânicos foram forçados a dar uma certa capacidade “anfíbia” para os “QEs”.
    .
    Quanto à Espanha , ela não tinha recursos para modernizar o “Principe de Astúrias” assim
    o “Juan Carlos I” está fazendo papel dobrado…melhor como “anfíbio”´porém não tão bom
    como o “PdA” como NAeL.
    .
    Combate-se com o que se tem e não com o que se quer…assim tem sido sempre !
    .
    abraços

  14. Bavaria…
    .
    lendo sua resposta ao Leandro…que “armamento orgânico” superior ao do “CdG”o “QE” tem ?
    .
    O “CdG” conta com 32 silos verticais para “Aster 15”.

  15. Bavaria, não esqueça do crescente poderio naval Chinês, cujos planos incluem NAes CATOBAR, inclusive com foto de um J-11 já equipado com trem de pouso com previsão de hold back bar para operação em catapultas. O maior número de de surtidas é a velocidade com que o grupo aéreo é colocado em vôo é por si só, um fator determinante, como o Dalton falou. Sem contar com a maior flexibilidade de utilização de meios de funções variadas como AWACS de capacidades infinitamente maiores, garantindo um controle de teatro de operações muito superior, ou seja maior inteligência com dados em tempo real.

  16. Dalton

    Segundo a wiki em inglês:
    CDG:

    4 × 8 cell A-43 Sylver launchers carrying the MBDA Aster 15 surface-to-air missile.
    2 × 6 cell Sadral launchers carrying Mistral short range missiles
    8 × Giat 20F2 20 mm cannons.

    QE: “While her air wing will, for all intents and purposes, represent her primary “armament”, the warship will also be outfitted with base defensive-minded systems to protect her from incoming aerial threats. This will include 2 x 20mm Phalanx Close-In Weapon Systems (CIWSs) and support for Aster surface-to-air missiles through launcher installations. There are plans to include several 30mm autocannon mounts as well as close service miniguns as the threat from high-speed light suicide craft remains a possibility from irregular enemy forces. Additionally, the defensive systems will protect against both aircraft can cruise missiles and further defense will be strengthened by any accompanying fleet vessels on station with the carrier.”
    (militaryfactory.com/ships/detail.asp?ship_id=HMS-Queen-Elizabeth-R08)

    O texto que havia tomado por base era este, porém, parece que todos os mísseis para o QE foram cancelados (quora.com/Why-dont-HMS-Queen-Elizabeth-or-HMS-Prince-of-Wales-have-missiles-for-defence), nesse caso ele fica muito mais dependente das escoltas, porém, nas últimas ações de NAes, nenhum precisou usar seus armamentos orgânicos.

    Saudações.

  17. Bom notar que por ‘suicide craft’ eles não querem dizer aviões, mas sim pequenos barcos como na situação do USS Cole.

  18. Uma visão poderosa, com certeza. Se o Brasil for bem sucedido em miniaturizar um reator nuclear para um subnuc, poderíamos em tese comprar o projeto do CDG e colocarmos nosso próprio reator, não?

  19. Dalton sobre o coment 9 de agosto de 2017 at 11:35

    Eu chamo de inovação não porque seja a melhor maneira absoluta de fazer a guerra, mas, por ser uma adaptação de uma maneira de fazer a guerra dentro das realidades das outras nações da OTAN e do mundo, e, no caso, do Reino Unido. Sem dúvida é melhor ter 2 QE do que apenas 1 CDG.

    Quanto a capacidade, os próprios Nimitz estão demorando um pouco mais nas operações de Refuel (aumento em média de 1 ano), ou seja, o peso do custo pesa invariavelmente a todos.

    Claro que existem outros pontos de vista. A China tem em vista um CATOBAR, que claro, não se compara em projeção de força versus um “LPDzão”(embora eu ainda veja muito potencial de expansão nesta classe de navios), porém, eles demorarão no mínimo 3 décadas para chegar no nível de excelência estabelecido pelos ianques. Ainda que do ponto de vista industrial, a economia deles suporte bem mais arrojo que a americana (trabalho a custo baixo).

    Saudações.

  20. A Marine Nationale opera de forma diferente…
    A França tem de ter, por conta de seu posicionamento político, uma força capaz de operar por conta própria e longe de casa. Com apenas um CVN e três LHDs, a Marine Nationale é mais capaz que a Royal Navy, que é bem mais dependente do cobertor do US Navy.

  21. Bavaria Lion ( 9 de agosto de 2017 at 11:06 );
    .
    Apenas complementando o que o Dalton já disse:
    .
    Os americanos vem conduzindo testes com novas catapultas eletromagnéticas já tem um tempo. E ao que me consta, os vasos posteriores da nova classe ‘Gerald Ford’ necessariamente serão equipados com esse artifício.
    .
    Daí que, considerando uns 50 anos de serviço para essa nova classe, o conceito de CATOBAR está garantido na USN pelo menos até a década de 2070!!!
    .
    Mesmo os chineses planejam ter porta-aviões com sistemas CATOBAR, haja visto as vantagens desse método. Planejam ter ao menos dois vasos desse tipo até 2030.
    .
    Os franceses, até onde já li, também não pensam em “reduzir-se” ao STOBAR, pensando no futuro em um ( talvez dois ) NAe convencional, talvez derivado de seu projeto PA2 ( que teria sido oferecido a MB ).
    .
    Não importa as capacidades do NAe. Todos precisarão de uma escolta que os complemente; principalmente para a luta ASW.

  22. nae é nae, anfíbio é anfíbio, mesmo os aviation centric operation. cada um deles tem um arranjo interno específico e capacidades muito diferentes. um nae tem enormes paióis, oficinas; um anfíbio tem que ter alojamentos pra tropa e conectores adequados.
    um bpe não é porta-aviões, nem um lha, um lhd, um lph, um bpc; inútil comparar apenas por ter convôo.
    mas sei lá, nesta época de transgenerismo, vai que o lha acha que é nae…

  23. Bavaria…
    .
    houve de fato um ligeiro aumento, não um ano, no prazo para se terminar a modernização de meia vida e reabastecimento dos NAes da US Navy…4 anos tem sido a norma e já faz tempo, apenas o próprio USS Nimitz teve tal modernização completada em 3 anos, e isso se deve à novos equipamentos que vem surgindo e também ao excessivo uso dos NAes que tem desconcertado os engenheiros em Newport News com os problemas decorrentes disso.
    .
    No mais um “QE” não serve para à US Navy, porém, trará para os britânicos e para à OTAN
    uma plataforma bastante versátil e se as coisas funcionarem como deve, normalmente se poderá contar com um em serviço enquanto o outro encontra-se em manutenção/treinamento
    sendo assim uma vantagem sobre o solitário “CDG”…mas…é bem provável que F-35Bs dos
    fuzileiros navais dos EUA também estarão à bordo…inicialmente já foi confirmado que estarão.
    .
    abs

  24. Realmente, concordo que o Reino Unido optar por não construir os QE na configuração STOBAR foi um imenso erro estratégico. Vão se arrepender disso.

  25. Poderiam ter construído apenas um NAe CATOBAR de 65.000 tons e o resto dos 7 bilhões de libras, poderiam ter colocado em um ou dois LHDs.
    Aeronaves, a RAF poderia substituir gradativamente seus Tornados por Super Hornets e Growlers, para operar tanto embarcado como a partir de suas bases em terra.

  26. Em uma Europa perfeita e unida não haveria tantos tipos diferentes de ‘porta aviões’, fragatas, caças delta-canard bimotores, MBTs (Main Battle Tank), fuzis entre outras tantas diferenças.
    .
    Um NAe CATOBAR de 65.000 toneladas para a Inglaterra e outro para França, com propulsão nuclear é claro.
    Um par de LHDs de 25.000 ou 30.000 toneladas para a Inglaterra e um trio para a França.
    .
    Só para começar.
    .
    Mas não é assim.
    .
    Abç.,
    Ivan.

  27. Porque os”jacks” não fizeram um Nae Catobar??????????????
    Porque durante o andar da carruagem, ou melhor da construção, eles foram para o bico do lápis e rovavelemnte viram que para manter as operações áera full no convoo, com uma anv pesada como o F35 C saindo full payload, eles precisariam fazer uns 30kts e manter, bom , 30 kts num navio de quase setenta mil tons seria preciso empilhar turbinas MT 30 e colocar toda a frota de tanqueiros do lado dele full gas, ou seja , inviável, e ainda nem coloquei na conta o gasto com combustível para gerar os picos de amperagem para catapultas eletro magnéticas.
    Isto só se viabilizaria se ele fosse nuclear, mas não sei porque os Jacks não optaram por esta propulsão, alias é uma boa pergunta.

    G abraço

  28. Caros

    Na padaria, cada QE saiu ao preço de um CDG. Mas como diz o grande Juarez, ter é diferente de operar. Com certeza o custo de operação do QE é menor, bem como as manutenções devem ser menos espaçadas e menores em relação ao CDG. Cada um sabe onde o sapato aperta.

    Outra coisa a ser levada em consideração é que o F-35B é um game changer. E no horizonte atual, mesmo com todos os problemas (o software tranche 3b parece uma colcha de retalhos de gambiarras), acredito que ele será operacional, furtivo satisfatoriamente e capaz de atacar sorrateiramente um grupo naval e se evadir antes da retaliação… o CDG usa o excelente Rafale M, que apesar de ser, talvez, o melhor caça embarcado atualmente, ainda é de 4,5ª geração.

    Outra coisa da minha simpatia pessoal aos “NAes anfíbios” ou “LPDzões”, é que a única esperança da MB voltar a ter atividade aeronaval embarcada de asa fixa é nesta modalidade. Algo em torno de 2 Juan Carlos ou Carvour (ou uma belonave do mesmo porte fabricada, preferencialmente na Coreia do Sul), com um grupo aeronaval reduzido (<10 F-35B por belonave), já daria um status invejável a força.

    Ah… se não fossem os scorpenes de 1 bilhão de euros CADA…

    Saudações.

  29. Bavaria Lion, não faço ideia da conta que você fez para dizer que um “CDG” na época custou o mesmo que um “QE”.
    O “CDG” já deu muita dor de cabeça aos franceses.
    .
    Isso foi o que o PROSUB custou quando assinaram o contrato: https://image.slidesharecdn.com/submarinonuclearmd2009027prosubapresentacao-090910125558-phpapp01/95/submarinos-32-728.jpg?cb=1252587448
    .
    Hoje deve estar custando bem mais, devido a palhaçada do Governo em não honrar a dívida que adquiriu e manter o cronograma no prazo. Dinheiro jogado no lixo a cada tic-tac.
    .
    Ruim com esses submarinos em construção? Pior sem eles!
    “ahh, mas com o dinheiro gasto nesses submarinos, poderíamos ter reequipado toda a MB”
    Não sejamos ingênuos…
    A força NUNCA veria a cor desse dinheiro se o Governo não tivessem assinado a loucura desse contrato lá trás. Se não fosse o preto no branco, certamente estaríamos em um buraco ainda mais fundo.
    .
    NAe? Um CATOBAR não vai sai por menos de U$ 5 bi, isso durante mais de uma década de construção e certamente com atrasos e problemas diversos.
    Toda a ala aérea também não vai sair por menos que U$ 5 bi. Então isso é completamente fora da realidade.
    .
    Caminho mais lógico:
    NPM para operar F-35B. Não vai sair por menos de U$ 2 bi. Se for feito aqui, como “tem que ser”, pode chutar até mais alto.
    Cada F-35B não vai sair por menos de U$ 200 milhões para a MB.
    Cada Escolta, de verdade como uma F-100, não vai sair por menos de U$ 1 Bi.
    .
    1 NPM, 10 F-35B… Uhmm, Quantas Fragatas? 5?
    Só ai dá por baixo, U$ 10 bi… Temos esse dinheiro?
    Infelizmente parece que não. E existem outras enumeras necessidades, NApLog, NaPoc, RbAM, etc…
    .
    Modernizar a Marinha vai sair caro, absurdamente caro e será um planejamento de longo prazo, ainda mais por conta de deixarem a Força chegar em tal estado de obsolência. A conta vai cada vez ficando maior. Por isso estão navegando caco velho desde sempre. Que governo vai colocar a mão no bolso (rasgado) para adquirir algo novo para a MB, nessa altura do campeonato e nassa calamidade, tendo que pensar em se reeleger ano que vem?
    “Ahh, mas a MB deveria fazer navios com o dinheiro do orçamento”.
    Navio barato… Sim, pode ser.
    Navio caro, duvido. Ainda mais com a inconsistência dos repasses, que mata qualquer planejamento.
    .
    Ironia ou não, a “burrada” que cometeram ao assinar o contrato do PROSUB, lá atrás pode servir para algo, já que investir em submarino é de longe o melhor custo x benefício para mantermos algum real poder de dissuasão no Atlântico.
    Vamos ter uma base/estaleiro no estado da arte, que certamente será um pesado argumento para angariar investimentos destinados a fabricação de mais unidades do SNBR, bem como assegurará uma melhor manutenção aos meios.
    .
    O resto é investir em alvos, já que não poderemos contar com a proteção da asa fixa de um NAe CATOBAR por décadas.

  30. Bardini

    Os custos eu tirei da wikipedia em inglês;

    Não, esse prosub é o marco fim da marinha do brasil. Qualquer coisa a partir desse prosub é reconstrução. Não é admissível que se compre o scorpene mais caro do mundo e este ainda venha sem sistema AIP (o mais caro e ao mesmo tempo o pior); Não vou nem falar do scorpene. As voltas a partir de 45º no chile já falam por si só, ou os 8 anos (e contando) do insubmersível malaio.

    NAe catobar está totalmente fora de cogitação. Só rola “NAe anfíbio” no máximo do porte do Carvour.

    Se quiserem comprar FREMM vão morrer desidratados entre “splashs” da bad trip de maionese. Escoltas são possíveis única e exclusivamente com a indústria sul-coreana, que apresentou a melhor proposta de venda de oportunidade já uma vez por aqui. Qualquer KDX-I faz vez de fragata ou destroyer leve, e é um ótimo vetor.

    O último custo da orquinha B é de US$ 122,8 milhões (https://www.f35.com/news/detail/agreement-reached-on-lowest-priced-f-35s-in-program-history) e baixando. Se a idiotice “estrague o projeto em casa” sair da cabeça de certos “comandantes”, comprando tudo de prateleira sairia bem mais em conta. E tudo deveria ser de prateleira, porque nunca que o brasil (com esse nosso controle de qualidade) vai ter uma industria bélica nacional para brigar com os países de verdade. Até a airbus que lavou a égua no h225m e família (maldita), vendeu os super pumas pro chile ela mesma.

    CATOBAR é história no brasil. No mundo, só os players mais ricos (os 2) vão conseguir operá-los (e construí-los) em futuro próximo. Japão e Alemanha têm $aúde, mas não disposição para a empreitada. O negócio é “NAe anfíbio” ou LPD, como queiram chamar, consorciado com a orquinha.

  31. F-35B custaria quanto para a MB comprar, estabelecer logística, treinar pessoal, adquirir armamento? U$ 123 milhões?
    Koreano não faz milagre, se fizesse a MB já teria pegado a fila para ter o seu também.
    “NAe anfíbio ou LPD”, vulgo A-13 Jabuticaba.
    CATOBAR no futuro: EUA, China, França e Índia. Rússia ainda não se sabe ao certo. Brasil corre por fora.
    Scorpène lixo blablabla… Desisto.

  32. Aliás, é engraçado quando se tem uma sensação de “déjà vu” por já ter tido conversa semelhante com comentarista de nick diferente.
    Tinha um tal de “ivany” que tinha basicamente as mesmas opiniões que você, “Bavaria Lion”. Até o seu nick combina, já que ele idolatrava tudo que vinha daqueles lados da Bavaria… Até chamava o F-35B de “orquinha”! Insistia em argumentos dedcabidos contra o Scorpène, basicamente a mesma ladainha que a sua.

  33. Amigos,

    Bom dia!

    Não vejo nenhuma inovação no QE, a não ser as duas ilhas….. O que enxergo, e isso foi muito em explicado pelos colegas acima, é que a Royal Navy fez algumas adaptações em face da carência de recursos e baixa de meios, como HMS Ocean. Assim, a “capacidade anfíbia” é um “jeitinho”, não algo projetado desde o primeiro conceito.

    Também concordo que, pelo porte do navio, seria melhor ter catapultas e cabos de parada, o que lhe daria mais flexibilidade num futuro, embora bote fé que o F-35 não será um fiasco uma vez que o Tio Sam precisa dele. Pode demorar, pode custar mais, mas esse vetor será “o cara”.

    Por fim, se EUA continuam apostando no conceito do NAe tradicional para as próximas décadas – catapultas e cabos de parada – e a China vai no mesmo caminho, acho desperdício de ideias imaginar que haverá mudança no cenário nestas mesmas próximas décadas. NAe só vai acabar quando os aviões foram trans sônicos e de alcance global. Até lá, quem quiser, de fato, projetar poder terá a tríade NAe, LHD/LPD e sub nuclear de ataque/de mísseis. O resto, será alvo.

  34. Bardini, bela análise (Bardini 9 de agosto de 2017 at 23:46 ).

    Eu acho que. com vontade política tudo se resolve, mas essa palavra *política*, no nosso País, …. bom deixa para lá que eu nunca fui bloqueado pela moderação.

    Eu tenho uma Marinha dos sonhos (quem, entendendo um pouquinho de defesa não tem?) e uma Marinha realista na minha cabeça. Na realista, o caminho serão os submarinos, até porque, como você bem disse, o contrato foi muito bem amarrado e os nossos *representantes* não podem cancelar o mesmo.

  35. Bardini

    Argumentos descabidos quem sempre utiliza e utilizou por aqui foi você. É simples. Tanto quanto defender um NAe CATOBAR para uma marinha que acabou. Além de uma falta de respeito. Também nem falei com você, mas respondi seu comentário por educação.
    Mas divirta-se aí com o seu NAe Maionese com duas catapultas eletronucleares, que lançarão de caças a onibus espacial. Pra mim, ladainha é isso.

    Leandro
    Até ano passado tinham imagens do insubmersível docado, e a maioria das fontes dizia que ele estava assim desde que entregue em 2009. Vários links do defensenews e jane’s. Eu, particularmente, confio mais nestas fontes do que nesse site.

    Saudações a todos.

  36. Bardini

    Por ultimo, que não tinha visto seu comentário anterior, eu sou o Ivany Junior, e tinha me afastado da trilogia até por gente como você, que vinha encher o saco em meus contatos profissionais/pessoais por opiniões que exprimi aqui… inclusive um “suposto oficial” que me mandava “tomar cuidado” pelas minhas “declarações” sobre o referido insubmarino.

    Não estou usando esse nick por medo de ninguem, aliás, respondi aos emails “ameaçadores” com meu endereço, e possíveis lugares onde estaria para que o suposto ameaçador pudesse me encontrar e, efetivamente, efetivar suas “ameaças”. Nunca mais recebi email. Só estou dizendo que sou eu, para que o determinado retardado mental saiba, que nem em argumento nem em galhardia um idiota pode superar um homem.

    E quanto a perda de tempo, conversar com você é uma, com certeza.

  37. Leandro, em outras conversas ano passado eu apresentei os links tanto do tempo de inatividade do vaso quanto do valor de reparo cobrado pela dcns para pô-lo em funcionamento (algo em torno de 300 milhões a época).

    Infelizmente, tal como a declaração do Cel. John Jumper sobre o Typhoon (“Eu voei todas as aeronaves da USAF, nenhuma é melhor que o Typhoon” em tradução livre) as notícias foram magicamente apagadas dos principais portais de defesa do mundo (talvez a pedido do MoD local, e demais agentes envolvidos).

    Bem a repercussão existiu e foi real, o próprio naval noticiou (naval.com.br/blog/2010/02/11/scorpene-da-malasia-e-incapaz-de-mergulhar/ (tiro o www para nao ficar preso no spam, so copiar e colar no navegador que vai).

    De link internacional sobre o fato, só restou o defenseworld. (defenseworld.net/news/4164/Malaysia_s_Scorpene_submarine_refuses_to_submerge#.WYyA41GQzbg)

    “The Malaysian Navy reports that Malaysia’s first Scorpene class submarine, delivered in September 2009, has developed problems that have left it unable to submerge. “The submarine can still dive but when we detected the defects, we were advised that it should not dive,” Defense Minister Ahmad Zahid Hamidi said. “The defects are still covered by warranty, so the supplier and contractor are repairing them,” he added. This is the third fault found with the Scorpenes built for Malaysia. Malaysian Navy commander Abdul Aziz Jaafar said the first problem to emerge involved the submarine’s cooling system This problem was discovered last December. This delayed the submarine’s voyage from France to Malaysia.”

    Se você procurar foruns antigos, você vai achar os links anteriormente postados por mim, quebrados.

  38. Bavaria Lion ( 10 de agosto de 2017 at 1:35 );
    .
    No meu entender, um submarino com AIP somente faz sentido diante de duas situações: (a) um vaso destinado a mares fechados, onde o espaço limita a ação, e (b) vasos que sejam verdadeiramente grandes ( algo acima das 4000 toneladas ).
    .
    É inegável que o AIP ocupa considerável espaço, resultando em perda de espaço que poderia ser ocupado por baterias e combustível; e o AIP não necessariamente compensa o alcance que seria perdido, posto não ser capaz de propiciar o mesmo rendimento de um sistema convencional de propulsão.
    .
    A perda de alcance não é muito relevante para países que atuam no Mediterrâneo ou no Báltico, e o custo/benefício do AIP realmente compensa, haja visto aumentar o tempo de imersão e dificultar sobremaneira a sua localização em uma situação onde os espaços mais limitados facilitariam o trabalho de unidades ASW e tornariam mais perigoso até mesmo esnorquear. Mas em mares abertos como o Atlântico Sul, o ganho é contestável frente a perda em alcance que isso resultaria, para um vaso como o Scorpène.
    .
    Agora… Se estivéssemos falando de um vaso como o “Barracuda adaptado” para a Austrália, a conversa poderia ser outra… Mesmo com AIP, estaríamos falando de um submarino que certamente faria mais de 15000NM a 8 nós. Ou seja, há a possibilidade de ir longe no Atlântico e com consideráveis reservas e bom endurance ( uns 70 a 80 dias ), além de tempo de imersão extra para manter guarda sobre determinada zona.
    .
    Enfim… Dentro dessa perspectiva, a de um submarino maior, o AIP se tornaria sim interessante. Mas com os atuais Scorpène, não vejo real proveito…

  39. _RR_

    Eu acredito que o incremento no endurance sem snorkel é um ganho fundamental, principalmente em se operando no brasil, com uma costa desse tamanho. Tudo que aumenta o endurance por aqui é válido, e, na minha opinião, absolutamente essencial, daí o fato de eu nunca ter sido contra um subnuc pro brasil (embora totalmente contra como esse que virá foi projetado e comprado).

    Se o MESMA necessita de 8.3 metros a mais de area construida na nave, se ele sozinho pesa 305 toneladas, e, se custa sozinho entre 60-80 milhões de euros (tanto que a india decidiu desenvolver um AIP por conta própria) não é um problema do conceito de Air Independent Propulsion (até porque a nuclear é um tipo de AIP), mas sim, do projeto do scorpene, falho e com problemas em absolutamente todos os lugares em que operou.

    Saudações.

  40. _RR_

    Só um adendo, o recorde de endurance sem snorkel, com sistema de AIP fuell cells Siemens é de um U-214 sul coreano (18 dias, salvo engano, tem matéria aqui no naval). Esse endurance que você falou aí, acredito que só subnuc pode fazer mesmo.

    Saudações.

  41. Bavaria Lion ( 10 de agosto de 2017 at 1:35 );
    .
    Continuando…
    .
    Por mais “torto” que tenha sido esse contrato do PROSUB, não há como negar que ele proporcionará uma sobre-vida a força de submarinos. Ao menos dois dos quatro S-BR já estão em avançado estágio de construção, e o programa continuará unicamente porque é anti-econômico voltar atrás…
    .
    As escoltas sul coreanas KDX-I são realmente interessantes e dariam considerável fôlego a Marinha, mas, dada a escalada de tensões na região, seria difícil te-las disponíveis por agora ( penso que nem se se fechasse contrato com vasos sul coreanos haveria essa possibilidade )… Talvez a melhor oportunidade realmente perdida tenha sido as Type 23 batch 3. Aqueles quatro navios iriam permitir a MB operar com considerável folga até ao menos a década que vem ( 2025 ou por aí )…
    .
    Um F-35B, se somarmos todo um pacote de venda ( armas, treinamento, pacote de manutenção, ferramental, etc ), dificilmente sairia por menos US$ 160 milhões de dólares ( e olhe que estou pensando pra baixo… ). Um esquadrão completo, com umas doze aeronaves, ia ficar nos US$ 2 bilhões de dólares, brincando… Daí que isso é o preço de mais uns quatro S-BR ( considerando já extintos os custos referentes a construção das instalações e ToT ); ou ainda: financiaria o desenvolvimento de um legítimo MAN e talvez um torpedo pesado e um torpedo ASW. Aliás, antes de plataformas, dever-se-ia pensar nas munições e em tudo o que circunda a capacidade de integra-las as plataformas que desejarmos…
    .
    Também não é qualquer LHD que vai operar F-35B… Para operar ‘full’, ou vai ter que ser um vaso acima das 40000 toneladas, ou deverá ser provido de ‘ski jump’ e ter entre 20000 e 30000 toneladas. Mesmo sendo tão versátil, o caça americano não poderá simplesmente operar de um navio improvisado. Portanto, operar de LPD, esquece… O F-35B poderá até pousar num convoo desse tipo de vaso, mas como não são dotados de convés corrido, isso obrigaria a aeronave a decolar na vertical, consumindo grande quantidade de combustível, comprometendo o raio operacional para abaixo do que seria realmente prático ( e isso considerando que seja capaz de decolar dessa forma com alguma carga que valha ).
    .
    Quanto ao conceito do NAe em si, a MB aparentemente permanece resoluta no conceito CATOBAR e não mostrou até aqui tendência a se afastar dele. E não sem razão, já que é o método que permite operar aeronaves em uma configuração o mais próximo possível do máximo comportável pelas mesmas, além de oferecer maiores opções no que tange a aeronaves disponíveis ou concepção de aeronaves. Enfim, se partir para o VSTOL, casou com o F-35… Se permanecer no CATOBAR, pode pensar em algo a mais…
    .
    Seja como for, não há perspectiva de se contratar um novo NAe pelos próximos 10 anos pelo menos, o que significa que não haverá NAe na MB pelos próximos 20 anos no mínimo… Assim sendo, hora de readequar prioridades, pois há outros vasos tremendamente necessários.

    Se observarmos a situação da MB, até que não é um desastre completo… Já se tem um bom LPD com o NDM ‘Bahia’, o NT ‘Gastão Motta’ deve aguentar ainda mais uns bons anos, e a força de submarinos já tem vasos novos sendo construídos ( com uma baixa perspectiva dos trabalhos serem interrompidos agora, mesmo considerando a difícil situação ), além das asas rotativas da MB estarem bem equipadas e renovadas com o ‘Seahawk’ e ( bato na madeira ) ‘Caracal’. O próximo passo, penso eu, seria garantir navios de contra-minagem, já tendo novas corvetas praticamente “encaminhadas”. Quanto as escoltas novas de maior tonelagem, isso pode ficar mais pra frente ( até porque, creio que não haverá escolha… ).

  42. Bavaria…
    .
    encontrei algo diferente sobre o que o Coronel Jumper disse sobre o F-22 e o “Typhoon”: …
    .
    ” “They are different kinds of airplanes to start with,” he said, according to an Air Force Print News report. “It’s like asking us to compare a NASCAR car with a Formula 1 car. They are both exciting in different ways, but they are designed for different levels of performance.”
    .
    The F-22 “can maneuver with the best of them if it has to, but what you want to be able to do is get into contested airspace no matter where it is,” Jumper said, referring to the F-22’s stealth and supercruise capabilities that are meant to allow the plane to sneak in to hostile territory undetected – an ability the non-stealth Eurofighter lacks.
    .
    Enfim, há todo tipo de comentário e diferentes interpretações sobre quase tudo.
    .
    abs

  43. _RR_

    Realmente a oportunidade de cancelar o negócio se deu antes da forja da primeira chapa do s-br. Depois que entregaram a primeira sub-seção, a marinha, efetivamente, acabou. Em questão de 5 anos (segundo as previsões mais pessimistas de alguns oficiais) as únicas “escoltas” que teremos serão as Amazonas.

    Quando eu lembro da oferta coreana de 2008… “O presidente da República da Coréia, Lee Myung-bak, chega ao Brasil trazendo na bagagem uma oferta para a Marinha. A Hyundai, que além de montar carros é um dos cinco maiores construtores mundiais de navios, quer construir no Rio de Janeiro quatro destróieres da classe KDX2 — embarcações extremamente bem armadas e equipadas, que deslocam 5.200t — ao custo unitário de US$ 420 milhões. Como atrativo extra, ofereceram a doação de 10 pequenas corvetas da classe Pohang, de 1.200t.” (http://www.naval.com.br/blog/2008/11/19/coreia-oferece-navios-ao-brasil/)

    Com um pouco mais de grana dava pra fazer o KDX-IIA, apelidado de “mini-aegis”. Mas repito, na minha visão, um KDX-I já vale mais que uma Niterói e a Barroso juntas. Aliás, as Niterói e suas Olympus fora de linha demandam, simplesmente, que se retire a turbina e se mande pra Inglaterra para a manutenção ser feita lá.

    Mas está feita a bad trip de maionese. Talvez a costa brasileira não suporte tamanho esgoto proveniente desta bad trip. A marinha já derreteu. Hoje é uma força patrulheira, e olhe lá…

    Saudações.

  44. Dalton

    Existem uns links (quebrados atualmente) que ele dizia (I flew on all USAF airplanes, none are better than Typhoon), inclusive tem uma discussão no aéreo sobre estas declarações, dadas justamente a época que o Typhoon “venceu” o F-22 na Red Flag. Os links eram da defensenews e do ottawacitizen (na época eu defendia que a única solução possível pra FAB era o Gripen, o que, felizmente, acabou acontecendo), e falava do exercício comum europeu em que o Gripen C venceu Typhoons austríacos, e como o Typhoon é o melhor de sua geração, se o Gripen consegue vencê-lo também é muito bom.

    Mas enfim, como você também participou das discussões sobre o scorpene, acredito que deva lembrar sobre os links. Sei que és um gentleman, e você me explicou muitas coisas, apesar de discordarmos em muitos assuntos.

    Saudações.

  45. Bavaria Lion ( 10 de agosto de 2017 at 13:31 );
    .
    Digo tempo de permanência no mar…
    .
    Um Scorpène, por exemplo, tem uns 50 dias de mar, salvo melhor juízo. Já o novo “Barracuda australiano”, terá cerca de 80 dias de mar ( e se dotado de um bom AIP, certamente faria desses seguramente uns 15 em imersão ).
    .
    Localizar um snorkel no meio do Atlântico é tarefa ingrata. E considerando o espaço disponível para manobra nessas águas, sempre haverá maiores possibilidades de empreender fuga diante de uma ameaça… Lembre-se também que um submarino passará mais de 90% do tempo sem precisar snorkear quando em imersão. Por isso o risco pode ser considerado muito menor… Mas sim. Tudo o que puder ser feito para aumentar o tempo de imersão é válido…
    .
    Um submarino das dimensões do Scorpène “padrão”, de umas 1600 toneladas e com AIP, faria cerca de 6000 NM a 8 nós. Já um do tipo sem o AIP, poderia ganhar aí umas 1000 NM. Realmente, isso não importa muito no Báltico ou Mediterrâneo, mas pode fazer considerável diferença por aqui, permitindo operar mais longe ou por mais tempo… Lembrando que o Scorpène brasileiro será mais pesado, mas nem por isso considero-o muito mais adequado a ser dotado de AIP…
    .
    Saudações.

  46. Leandro

    O Luiz Monteiro (outro gentleman) explicou alguns pontos interessantes quando do treinamento dele em scorpenes chilenos (gentilmente respondeu a perguntas minhas, na ocasião, neste mesmo forum).

    Porém, é muito bom que ele mergulhe, dispare mísseis e torpedos, que o seu periscópio optitrônico funcione, mas que não faça isso em manobras com mais de 35º de inclinação a qualquer lado. O barulho da tripulação caindo vai alertar a força oponente ao redor.

    Saudações.

  47. _RR_

    Também por isso que pra mim o scorpene foi um erro desde o começo. Ainda que o s-br venha a ter mais de 2.000 ton, o espaço de um MESMA (até então único AIP efetivamente compatível com ele) é inviável (305ton em um barco de 2000, em torno de 15% só com AIP, afora os outros sistemas propulsionais e de armas). Outros sistemas (Stirling, Siemens e Rubin), não pesam nem 50ton (salvo engano, estão na classe de 20 ton por sistema).

    Aos “scorfans” não sou eu que estou dizendo isso: “although MESMA can provide higher output power than the other alternatives, its inherent efficiency is the lowest of the four AIP candidates, and its rate of oxygen consumption is correspondingly higher.” (http://www.defenseindustrydaily.com/india-looks-to-modify-scorpene-subs-with-mesma-aip-propulsion-01954/)

    Saudações.

  48. A MB não adquiriu o MESMA, então ela deve ter acertado na escolha. Bola pra frente.
    Até a DCNS já trabalha no substituto do MESMA, enquanto se discute…

  49. “Bavaria” é uma boa sugestão de que tu deve ser “alemão”… Se não for, pelo menos tens uma “qualidade” bem característica deles.
    Nada contra, sou descendente. Conheço na pele o tipo, mas como tenho mais convívio com italianos, já digo que desisto! Não tem como prosseguir uma discussão dessas. Você está certo em todas suas afirmações. É inquestionável.

  50. Bavaria Lion ( 10 de agosto de 2017 at 14:23 );
    .
    Certo ou errado, nesse caso, vai depender necessariamente do que a MB considera; isto é, dentro da perspectíva dela do que seria uma força submarina adequada.
    .
    Se imaginarmos o submarino nuclear, então entende-se que esse é o vaso principal, ao passo que os S-BR se constituem em força secundária, destinados a contribuir para o adestramento da FORSUB e para complementar o poderio defensivo.
    .
    Sobre a escolha dos franceses, estes ao menos tem experiência com submarinos nucleares, coisa que os alemães não possuem. A plataforma deles também se revelou melhor adaptável ao que o Brasil desejava. Na teoria ao menos, tudo certo…
    .
    Na minha opinião ( que não significa nada nesse caso… ), estaríamos embarcando em uma classe de uns 3 submarinos entre 4000 e 4500 toneladas com AIP, somada a outra classe sem AIP de umas 2500 toneladas.

  51. Bardini,
    .
    Interessante o sistema de célula de hidrogênio. Creio que é o mesmo princípio do AIP da Siemens, que dota o U-212 alemão.
    .
    Penso que este é o melhor caminho no final, a fazer com um reagente do qual se poderia obter o hidrogênio, que provavelmente seria etanol, que geraria o gás a partir de reações químicas levadas a efeito com auxílio de catalisadores ( talvez a base de alumina ou cobre ). A eficiência é interessante, e a produção de outros gases como sub-produto pode ser considerada desprezível…

  52. Bardini e outros que conhecem de meios navais e seus custos… por quanto, aproximadamente, sairia um pacote sul-coreano composto da seguinte maneira:
    2 kdx II
    4 batch II
    1 aegir-26

  53. Alex, não sei quanto ao Galante, mas os navios foram caros e são grandes, bem grandes. Me parece espaço mal aproveitado. É uma quantia muito alta para ter capacidades limitadas, e estão dependendo de NAes CATOBAR da USN para proverem cobertura AEW adequada, REVO, etc. No final das contas, sendo STOVL, eles estão limitando a capacidade do navio.
    .
    Pelo jeito, os navios só irão operar no máximo de sua capacidade quando fizerem parte de uma força tarefa conjunta da OTAN.

  54. Boa tarde a todos! Curioso como os britanicos são dependentes do guarda chuvas americano(tridente,f 35…)e a franca desenvolve tecnologia propria pra tudo!tem quem fale mal dos franceses mas pelo fantasmas de varias guerras e invasões eles nao arregam pra ninguem!algum dos senhores tem alguma opniao sobre como os ingleses ficaram tao ligados aos eua??salam malaikum!

  55. Se o QE fosse STOBAR poderia operar qualquer caça embarcado do Ocidente, faria Cross deck com a USN e a Marinha Francesa.
    Na configuração atual, só pode operar o problemático e caro F-35B.

  56. Edson, a França ainda usa muito material estrangeiro, por incrível que pareça, mas sua dependência é realmente pequena. Os ingleses eram como os franceses, mas muito por motivos económicos e por serem parceiros estratégicos dos EUA, existe uma integração de meios maior. É bom lembrar que a França se retirou da OTAN a muito tempo atrás e perseguiu seu próprio caminho por um tempo.

  57. Se os ingleses fossem espertos, teriam usado a configuração CATOBAR e poderiam operar também com E-2 Hawkeye e C-2, F/A-18E/F, EA-18G Growler, Rafale, aumentaria muito a interoperbilidade com a USN e MN.

    Além disso, estariam muito mais rapidamente e economicamente equipados com dois esquadrões de F-18E/F Super Hornet e quem sabe no futuro, o F-35C, quando o avião estiver realmente pronto para combate.

  58. Galante…
    .
    não é que os britânicos não sejam espertos e sim que simplesmente não havia dinheiro para
    catapultas…eletromagnéticas que ainda precisam de acertos ou mesmo à vapor, maquinário e cabos de parada e uma ala aérea composta por todas as aeronaves que você mencionou…os
    britânicos precisam pensar na substituição de seus 4 SSBNs e o processo “caríssimo” já começou com o desenvolvimento da seção de mísseis compartilhada com os EUA para reduzir custos.

  59. Dalton, os britânicos fizeram a famosa economia porca. Gastaram muitos bilhões para ter dois porta-aviões enormes inefetivos, dependentes de um avião problemático. Às vezes o barato sai caro, como foi essa decisão de eliminar o CATOBAR.

  60. Entendo o que você que dizer Galante…mas…se pensarmos que em 1978 o último NAe tradicional o “Ark Royal” foi descomissionado, o projeto do que viria a ser seu substituto o “CVA 01” abandonado e a decisão de partir para a classe “Invincible” , então não é exatamente uma novidade o que aconteceu ainda mais se levarmos em consideração que a
    prioridade são os SSBNs !
    .
    Os 2 NAes britânicos não serão inefetivos…apenas…serão utilizados de forma diferente de como a US Navy utiliza…serão enormes plataformas versáteis que poderão acomodar uma série de aeronaves não apenas da Royal Navy e o F-35B mesmo da forma como se encontra
    hoje já é muito superior ao “Harrier” e a tendência é que irá melhorar ainda mais.
    .
    Aguardemos a estreia do F-35B a bordo do USS Wasp que a propósito está quase pronto para
    sua mudança para o Japão !
    .
    abs

  61. Na época foi aventada a participação do Brasil na construção desses NAes, sendo a nossa versão CATOBAR. Não lembro se era papo, ou se foi verdade, mas o resultado, caso verdade, nos é mais do que óbvio.

  62. Grato pela resposta, Leandro Costa e Alexandre Galante. Mestre Dalton sempre iluminando os assuntos. Um prazer em ler.
    Amigo Galante, penso que jamais sairia um HMS QE Catobar, não só pelo dinheiro, mas porque demandaria um arranjo interno muito diferente. Quanto ao STOBAR, teria sido bastante adequado pela vantagem de operar outras aeronaves – mas não iriam retirar a ski-jump (ramp) nem angular o deque de pouso porque isto alteraria em muito o ciclo de operação dos F-35B, atualmente com espaço de sobra (talvez, como disse o Carcará do Cerrado, ele possa ter produzir surtidas com rapidez apreciável). Sem a ski-ramp o F-35B precisa de mais rolagem pra decolar. Acho que poderiam ter colocado uns Jet Blast Deflector pra ter dois F-35B em linha pra decolagem, como nos Nae russo e chinês. O QE é mesmo uma plataforma auxiliar pro USMC (que já disseram isso com todas as letras), não pra USN, o que deve ter baixado o orgulho inglês, daí a tal capacidade anfíbia marginal (250 fuzileiros) só pra ninguém na Inglaterra perceber que NAe não é LHA-LHD…

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