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Conheça o porta-helicópteros HMS Ocean

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O Poder Naval embarcou no capitânia da Royal Navy, quando ele visitou o Rio de Janeiro em 2010. A seguir, reproduzimos a matéria publicada na ocasião

Por Alexandre Galante

O porta-helicópteros de assalto HMS Ocean, da Marinha Real britânica, chegou ao Rio de Janeiro no dia 9 de setembro de 2010 e recebeu a bordo um grupo de jornalistas brasileiros, para um embarque de três dias. Neste período, o grupo pôde conhecer o navio e suas instalações, bem como sua capacidade operativa. Havia também jornalistas internacionais a bordo.

A visita do HMS Ocean permitiu a realização de um exercício anfíbio conjunto entre os Royal Marines e o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil, ao mesmo tempo em que o navio atuou como base para uma série de encontros diplomáticos e de negócios na área de Defesa.

O HMS Ocean deixou o Reino Unido há três meses e desde então conduziu exercícios na costa dos EUA, com a US Navy. Depois, o navio prosseguiu para o Caribe, onde realizou missões de segurança marítima, provendo apoio à Joint Inter-Agency Task Force, baseada em Key West.

O navio contribuiu em operações contra o tráfico de drogas na região, além de missões de apoio humanitário aos territórios britânicos durante a temporada dos furacões. Na chegada ao Rio, o navio conduziu exercícios anfíbios com a Marinha do Brasil.

Reformado

O HMS Ocean é um navio relativamente novo. Construído em Clyde pelo estaleiro Kvaerner Govan, foi equipado em Barrow-in-Furness pelo Vickers Shipbuilders. Sua quilha foi batida em 30 de maio de 1994, o lançamento ocorreu em 11 de outubro de 1995  e a incorporação deu-se em 30 de setembro de 1998.

De 2007 a 2008, o navio passou por uma reforma feita pela Babcock Marine, no estaleiro Devonport, para melhorias em diversos sistemas e nas acomodações dos tripulantes e dos Royal Marines. A reforma custou £30 milhões.

Primeiro dia de embarque

Os jornalistas embarcaram numa LCVP Mk 5 no cais do 1º Distrito Naval (Rio de Janeiro), por volta das 14h do dia 9 de setembro, partindo para o HMS Ocean, que estava fundeado na Baía de Guanabara.

Chegando no navio, a LCVP foi içada para bordo rapidamente pelos turcos laterais e encaixada no seu lugar.

Fomos recebidos a bordo pelos oficiais de RP (Relações Públicas) do HMS Ocean no hangar do navio. De lá fomos deixar as bagagens no nosso alojamento.

Logo após, o grupo de jornalistas foi levado ao passadiço para assistir à saída de porto. Aproveitando também a vista do convoo,  pudemos fazer boas fotos do por do sol, com o navio já fora da barra. Já com o HMS Ocean a caminho da área de exercícios na Restinga da Marambaia, fomos levados ao hangar para assistir a um briefing da operação de desembarque que seria feita no dia seguinte, com a presença de Fuzileiros Navais brasileiros e dos Royal Marines. Clique nas imagens para ampliar.

Segundo dia de embarque

Às 5h da manhã, fomos despertados para o café e para assistirmos à preparação para o desembarque dos fuzileiros navais brasileiros e ingleses na Marambaia. Chamou nossa atenção a grande organização dos equipamentos individuais e o preparo da logística da operação de desembarque.

A atenção britânica para os detalhes pôde ser constatada, além da preocupação com a segurança dos militares envolvidos na operação de desembarque.

O desembarque dos jornalistas estava programado para o período da tarde, então ocupamos a manhã com a visitação de algumas instalações do navio, como o Centro de Operações de Combate, o Centro de Operações Anfíbias, o Centro de Controle de Máquinas e a Praça de Máquinas, onde ficam os motores e os geradores diesel do navio.

Estava previsto o desembarque dos jornalistas na Marambaia também por LCVP, para a cobertura das operações. Mas, graças à intervenção do CC Espozel do Esquadrão HU-2, pudemos voar de UH-14 Super Puma até as instalações do CADIM.

Durante o voo, fotografamos o HMS Ocean e as embarcações que faziam o movimento de tropas navio-terra.

Terceiro dia de embarque

Às 9h da manhã desembarcamos do HMS Ocean via LCVP, para assistirmos a outros exercícios dos Royal Marines e dos Fuzileiros Navais do Brasil.

Antes de chegarmos à praia, os britânicos demonstraram o lançamento de mergulhadores de combate por helicópteros Lynx, bem próximo à LCVP onde estavam os jornalistas. Após o lançamento, os mergulhadores foram recolhidos por outro helicóptero.

Depois da demonstração dos mergulhadores, partimos para o CADIM, onde assistimos a vários treinamentos dos fuzileiros.

Na volta para o navio, embarcamos num hovercraft e fizemos o trajeto numa fração do tempo que levaríamos numa LCVP.

A volta para o Rio de Janeiro

O HMS Ocean retornou ao Rio de Janeiro no domingo, dia 12 de setembro, atracando no cais da Praça Mauá por volta das 9h30 da manhã.

Impressões sobre o HMS Ocean

No tempo que permanecemos a bordo do maior navio de guerra da Marinha Real, pudemos aprender muitas coisas sobre ele e natureza das operações anfíbias.

Embora o HMS Ocean tenha uma semelhança externa com a classe “Invincible” de porta-aviões, na verdade internamente é muito semelhante a um navio mercante, pois ele foi construído dentro dos padrões mercantes para baratear os custos.

Os corredores são largos e compridos, com pouca compartimentação, para facilitar a construção e o trânsito a bordo. Para diminuir o risco de incêndios, existe uma preocupação muito grande com o controle de avarias a bordo.

Equipamentos de combate a incêndio, máscaras de oxigênio e mangueiras estão presentes em quase todo o navio.

As instalações são muito confortáveis e a habitalidade é excelente.

O HMS Ocean foi o primeiro navio da Royal Navy projetado como porta-helicópteros de assalto anfíbio. Ele foi feito para levar mais de 500 Royal Marine Commandos com seu equipamento pessoal e possui um hangar que pode acomodar 12 helicópteros Sea King HC4.

Na popa, no final do hangar, existe uma garagem, acessível pelo elevador do convoo e rampas que descem até o cais, que pode acomodar veículos e peças de artilharia.

Soldados totalmente equipados podem se mover rapidamente pelos corredores até as estações de assalto, para embarque nas aeronaves e embarcações.

O HMS Ocean foi projetado para operar distante da terra, usando suas aeronaves para transportar suas tropas para os alvos em terra e depois apoiá-los.

Uma observação importante que os Royal Marines fizeram é que hoje não existe mais desembarques anfíbios como os retratados no filme “O Resgate do Soldado Ryan”. Os Royal Marines não batem de frente com inimigo, mas procuram desembarcar no ponto mais fraco do território hostil e pelos flancos de uma força inimiga. Como sua plataforma de operações é móvel, o inimigo nunca sabe de onde eles virão.

O objetivo é neutralizar a ameaça e alcançar o objetivo com o mínimo de perdas.

O HMS Ocean também não opera sozinho, pois normalmente ele faz parte de uma Força-Tarefa maior, com outros navios anfíbios, dotados de docas alagáveis e outras capacidades adicionais. A missão principal do Ocean é prover o apoio aéreo necessário para as operações anfíbias, trasportando cerca de 500 homens em 12 helicópteros Sea King, apoiados por 6 helicópteros de ataque e 4 embarcações de desembarque LCVP.

O Ocean normalmente embarca os seguintes tipos de helicópteros:

  • Sea King HC4, cada um podendo levar até 27 soldados equipados ou 2.700kg de equipamentos, o que possibilita o transporte um Land Hover ou um obuseiro de 105mm pelo gancho externo.
  • Lynx Mk.7 e Mk.9, para missões de reconhecimento armado, anti-carro e de apoio aéreo aproximado.
  • Sea King Mk.7 ASaC, para missões AEW.
  • Merlin, para missões antinavio e antissubmarino.
  • Apache (do British Army), para missões anti-carro.
  • Chinook HC Mk.2, que leva 50 soldados equipados ou 10 toneladas de carga.

Sua missão secundária inclui treinamento, plataforma de Guerra Antissubmarino (ASW) e base para operações anti-terrorismo.

O navio pode levar até 40 veículos Land Rover, 34 trailers e seis Light Guns de 105mm internamente, no deck de veículos.

Esses equipamentos podem ser rapidamente embarcados/desembarcados por rampas na lateral e na popa.

HMS Ocean para o Brasil?

Existe a possibilidade de que o navio vá para a reserva com os cortes que deverão ser anunciados pelo MoD britânico e que o mesmo possa ser oferecido à Marinha do Brasil.

A Estratégia Nacional de Defesa (END) preconiza a aquisição de “navios-aeródromo de propósitos múltiplos”:

“Entre os navios de alto mar, a Marinha dedicará especial atenção ao projeto e à fabricação de navios de propósitos múltiplos que possam, também, servir como navios-aeródromos. Serão preferidos os navios-aeródromos convencionais e de
dedicação exclusiva.”

O HMS Ocean, caso seja oferecido, poderia ser uma boa compra de oportunidade, enquanto o Brasil se prepara para construir seus próprios navios do tipo.

É um navio polivalente, capaz de realizar um amplo espectro de operações militares e também missões de paz e de apoio humanitário, como o Brasil faz no Haiti.

Não seria, porém, um substituto para os atuais NDD Rio de Janeiro e Ceará, já que não possui doca alagável. Mas cumpriria bem grande parte das missões que a Marinha da Brasil tem sob sua responsabilidade.

AGRADECIMENTOS: a equipe do Poder Naval agradece ao Consulado-Geral Britânico no Rio de Janeiro, ao gerente de comunicação Glauco Paiva e à coordenadora de comunicação da Embaixada Britânica em Brasilia, Maria Benevides, por terem possibilitado a realização desta reportagem. Agradecemos também à Marinha do Brasil e à Força Aeronaval, especialmente ao CF Rohwer e CC Espozel do Esquadrão HU-2, que nos permitiram a realização das fotos aéreas do HMS Ocean.

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138 COMMENTS

  1. Boa tarde! Gostaria de saber se quando da compra desta Nave, junto vem todo o seu poderio bélico de defesa?

  2. Em breve verei a Bandeira Brasileira tremulando nesse mastro !!!
    Vida longa ao Porta Helicópteros Multipropositos “Minas Gerais” e que a ONU agora nos veja com bom olhos e que venham os Escoltas agora.

  3. incrível o poder do costume….

    ninguém no Brasil fala em aviação baseada em terra para a Marinha o que tem beeeem mais sentido para nossa defesa naval do que uma embarcação destas.

    fala serio 😛

  4. ________________________. OU PARANÁ. ja que o paraná é a quinta economia do País. e é sempre esquecido.

    COMENTÁRIO EDITADO. MANTENHA-SE NO TÓPICO.

  5. Só lembrando aos senhores que a END foi formulada quando o Brasil vivia no afã de ser “potenfia” mundial com assento no CS da ONU, ter submarinos nucleares, 120 Gripens NG, 50 usinas nucleares, Copa do Mundo, Olimpíadas, trem bala em todo lugar inclusive ligando Brasília ao litoral em 3 horas e por aí vai.
    “Menas” pessoal!! Bem “menas”!!!!

  6. Acho que é uma bela aquisição para a MB, sem dúvida um upgrade, quanto ao nome voto em Paraná como sugeriu o amigo, justa e bela homenagem mas independente disso que seja bem vindo!

  7. Bosco, até que seja substituída por outro documento, a END continua valendo e acabou de ser atualizada. O Programa Gripen continua e o Prosub também.

  8. Interessante como no Brasil há sempre pouca mudança ou inovação.
    Porque não dar nome ao navio de Piaui, Tocantins, Acre, Sergipe, Roraima, etc…
    Quase sempre a mesma.
    Saudações.

  9. Poderiam rebatizar de “Cidade Caiena” ou “Alte Cunha Moreira”, em homenagem ao batismo de Fogo do CFN, ou seu Cmt naquela ocasião e até mesmo mantendo o link com a RN que também participou daquela ação.

  10. “USGrant em 05/12/2017 às 15:14
    Interessante como no Brasil há sempre pouca mudança ou inovação.
    Porque não dar nome ao navio de Piaui, Tocantins, Acre, Sergipe, Roraima, etc…”

    Nenhum desses nomes iria inovar batizando um navio da Marinha, pois todos já deram nome a navios. Uma vez apenas foi o caso de Tocantins (muito tempo atrás), e Roraima (navio atualmente em serviço). Sergipe, Piauí e Acre já batizaram navios pelo menos duas vezes cada um.

    A única inovação seria dar esses nomes a navios de maior porte, pois nos casos citados os maiores foram contratorpedeiros.

  11. Alexandre Galante 5 de dezembro de 2017 at 15:04

    Bosco, até que seja substituída por outro documento, a END continua valendo e acabou de ser atualizada. O Programa Gripen continua e o Prosub também.

    Apenas uma idéia! Que tal uma matéria sobre esta atualização??

  12. Apoiado o nome do Paraná.

    Poderia se chamar Telemaco Borba, linda esta cidade.
    Ou então Morretes.

    Enfim.

    Que seja bem vindo o Navio, mesmo eu discordando da sua aquisição.

  13. Bela nave ..Tomara que não seja como o São Paulo ,ficar mais atracado do que navegando e depois de alguns anos anunciar a desativação..
    Muito se fala dos helis Russo Aligator K52 , vejo em outros blogs de defesa estrangeiro falando muito bem deste helis e uns dos melhores do mundo , o Egito comprou alguns para embarcar em seus mistrais…
    Queria saber de alguem aqui no blog , Se e possível operar estes helicópteros no ocean ?
    Ou se não vale a pena ,pelo seu valor caro ou custo de operação muito alto..

    Desde já agradeço os esclarecimentos….

  14. Gosto da idéia de nome de Estado brasileiro para os grandes navios.

    Roraima, por causa dos montes que lá existem, parece-me um nome adequado para o platô do convés.

  15. Já disse em outro post, por que não o nome “D. Pedro I”? Já passou da hora dos militares pararem de implicar com o período do Império!

  16. A compra de oportunidade é excelente por três motivos:

    O navio é relativamente novo ;
    Irár elevar a Marinha a um novo patamar de operações; e por último é mais importante será necessário escoltas.

  17. E pelo jeito não poderá operar os C-1 Trader e S-2 Tracker correto? Aliás, esse programa de modernização de aeronaves está em andamento?

  18. 1 Vai ter que entrar de cara em PNR
    2 Vai ser igualzinho a Rainha do cais ” São Paulo” quebra quebra da estrela
    3 Seria mais útil ao Brasil comprar ou construir 4 ou 6 patrulhas ligeiras com hangar e helicóptero
    ou mesmo tirar da plancheta a classe Tamandaré
    4 Nossa costa é escancarada e enorme, pra que esse navio ?
    5 Não vamos lançar poder no mar, pra que esse navio ?
    6 Voltando ao item 3 e 4 deveríamos nos preocupar em fazer patrulha e não ter um dinossauro desses
    7 Fatalmente os Ingleses vão vender esse navio porque evidentemente os custos são enormes
    8 Se é caro para eles manter imagine os Tupiniquins
    9 Voltando ao item 2, embora o navio tenha 22 anos , ele pode ser chamado de semi novo, mas usado é usado e fatalmente já está eletronicamente defasado, sistemas ultrapassados e maquinas com bom tempo na ativa.
    10 Não dou 5 anos para ficar igual ao Porta Aviões São Paulo, encostado no cais, um lindo elefante branco.
    11 Onde têm dinheiro publico envolvido desconfie.
    12 O nome poderia ser Navio multifacetadas ” BRASILIA “

  19. Que tal Atlântico Sul, o nome do novo teatro de operações do navio. Anteriormente, havia sugerido Brasília e República.

  20. Que seja bem vindo! Quanto aos nomes, aos nossos queridos irmãos paranaenses que escolheram Paraná, Morretes ou Telêmaco Borba, vai outra sugestão: que tal Pato Branco para fazer par com o Cisne Branco kkkk? Brincadeiras à parte, em outra matéria sugeri o nome Cruzeiro do Sul mas comentaram que já existe um navio com esse nome na MB. Sendo assim, gostei do Atlântico Sul sugerido pelo Marujo.

  21. ja teve e deu baixa sem ser “incorporado” ou foi incorporado e deu baixa sem nunca ser usado … NApLog Atlantico Sul – G 40

  22. Gostaria de ler os comentários feitos à época da publicação da visita, em 2010. Será que houve muita mudança de opiniões?

  23. Meu caros amigos,

    para que tenham mais subsídios sobre esta belonave não custa lembrar que, o HMS Ocean advém de uma embarcação civil, que foi construída a preços baixos com uma expectativa de vida projetada de 20 anos.

    Logo, o mesmo entrou em serviço em 1998, o que significa que no próximo ano de 2018, digamos assim, sua vida útil expiraria…(entendem o que quero dizer??? Pra aumentar essa vida útil precisa de $$$ plin plin…PMG)

    Isso, mesmo após o Ocean ter passado por uma reforma em 2007/2008 que custou £30 milhões, e outra de £ 65 milhões em 2014. O Ocean como sendo uma embarcação civil que foi convertida de forma rápida e relativamente barata em um porta-helicópteros para preencher uma lacuna que havia na Royal Navy há 15 anos atrás, não possui o DNA de um puro sangue de batalha, daí a necessidade premente das reformas pelas quais passou até aqui… e das próximas que virá se o mesmo for adquirido pela MB. Como o noticiado pelo PN em matéria anterior, que informa sobre futuro PMG(Sic) antes de ser comissionado pela MB…

    Pois é…

    Digo sem medo algum de errar, se fosse para comprar alguma coisa do SALDÃO do Mod britânico, talvez o HMS Scott(navio de pesquisa oceânica), que entre outras coisas, produz mapas usados pelos submarinos nucleares do Reino Unido valesse a pena tirar o escorpião do bolso…

    Grato

  24. O nome não me preocupa, o que preocupa é a operação dos Caracal a bordo, ele ainda tem restrições para operações navais?

  25. O Brasil é um pais pacifico e sem inimigos. A maioria de suas missões no exterior é missão de paz. Ninguém vai lançar um missil ou torpedear o Ocean. Escolta não é fundamental.

  26. Eu gostaria muito de ver os comentários que surgiriam se a noticia do Naval fosse:

    “Chile compra o HMS Ocean passando a perna no Brasil e na Turquia”

  27. Seria uma boa ideia um tópico do G 40 (o que quase foi). Acho uma história peculiar e que merece ser melhor esmiuçada.

  28. “para que tenham mais subsídios sobre esta belonave não custa lembrar que, o HMS Ocean advém de uma embarcação civil, que foi construída a preços baixos com uma expectativa de vida projetada de 20 anos.”
    .
    Mas isso não importa… “É bunito”, “é grande”, “tá barato”, “pechincha”, “cavalo passa encilhado só uma vez”.
    .
    Mas pra Marinha que não navega $$$, vai durar pra sempre. E dele gambiarra.

  29. Eis a grande questão: o ‘HMS Ocean’ atende as necessidades de ser multipropósito…?

    A ausência da doca certamente pesa… Por conta disso, e embora possa ser considerado um complemento do ‘NDM Bahia’, não é possível dizer que o substitui…

    A rigor, para cumprir com os requisitos originais, precisaríamos de um verdadeiro LHD, coisa que o vaso britânico jamais será. E se em algum momento o tomarmos por um LHA ( prepara-lo para muito forçosamente sê-lo… ), ainda haverá o problema do que por em cima dele… É F-35B, e só…

    Esse navio tem valia se não se considerar essencial operar com uma doca ou se admita operar na ausência da mesma por certo tempo ( quando o NDM estiver em PMG )… O mais, lembremos que o ‘HMS Ocean’ pertence a uma marinha que sempre tem disponível ao menos um navio dotado de doca.

    Pra mim, mais produtivo que o ‘HMS Ocean’, seria outro LPD… E mais necessário que um LPH nesse instante da história, é um NaApLog e uma classe de NPaOc.

  30. “César Arakem Rodrigues Medeiros 5 de dezembro de 2017 at 13:19
    …. junto vem todo o seu poderio bélico de defesa? ”

    Quê poderio ? Cite-os por favor !

    ____________________________________

    Finalmente algo que um forista afirma sobre o Ocean bate 100% com o que penso:

    Baita furada essa, basta pensar um pouquinho.
    ______________________________________

    PMG no RU ? Kkkk piada pronta.
    ______________________________________

    Guanabara Bay MaioneseTrip – ótimo nome.

  31. Na internet

    alguém já assistiu o Ocean navegando sem escoltas ?

    _______________________

    Esqueçam a Turquia, o Edorgan “afundou” o Ocean hoje (Jerusalém),

    se bem qua a England sempre e sistematicamente “pisa” em Israel.

  32. HMS Ocean Amphibious Assault Ship

    Qual será a dotação de Hélis e seu uso ? Dentro do quê temos ou está para chegar em breve ?

  33. Em muitas publicações vi comentários sobre a velocidade do navio, se não me engano, 18 knots. Então pergunto: Os custos de uma substituição dos motores por algum com maiores capacidades, são viáveis a MB?

  34. No Brasil vai ser equipado com: caracal, super puma, blackwalk, lyncx ja nao sei pois são embarcados nas fragatas. Faltou mesmo os helis de ataque pra dar a tal cobertura aerea no desembarque. De novo eu falando isso!

  35. Ateu Libertador 5 de dezembro de 2017 at 14:06

    Eu pouco conheço a área naval e concordo que a aviação de ataque naval deveria ser baseada em terra.
    Com relação ao Ocean, penso que que vale a pena sua aquisição pois manterá uma capacidade ofensiva e, também, de apoio a alguma catástrofe. Imagine tal embarcação nas buscas ao Air France sinistrado.

  36. Carlos Alberto Soares 5 de dezembro de 2017 at 19:37

    Creio que dentro do que está hoje, se bem que a manutenção deverá demorar um bocado. Aposto em Caracal, Esquilo e Seahawk.

  37. Olá amigos, não vejo com maus olhos essa compra, um navio militar derivado de um de uso civil, sim, mas motores diesel, radares hj é plugar os cabos e pendurar a antena, um patião para pousar os heli e só, nada que seja um bicho de 7 cabeças… então acredito que não dará tantas dores de cabeça como muitos pensam, o trauma do São Paulo é grande eu sei, mas esse navio embora seja grande é bem mais simples. torço para que venha e servia bem a nossa nação!

  38. Prezado André Bueno,

    Para a MB possuir aviação não embarcada, precisa mudar a legislação brasileira.

    Quando e se a lei que impede a MB de possuir aeronaves baseadas em terra for revogada, ela iniciaria o planejamento para compra e operação de tais meios.

    Abra5

  39. Praefectus falou q esse navio foi planejado baseado em uma plataforma civil, feito pra durar 20 anos ?
    Então Touché
    Quando digo q é uma lata velha os colegas me criticaram, portanto tá ai , 2018 o navio já entra em PGR.
    Vamos comprar agora outra goiaba, saímos do patê podre francês para o Whisky falsificado inglês.
    Algo me cheira mal quando brasília resolve se meter nas compras publicas, sempre o dinheiro vai pro ralo.

  40. Pergunta pro NUNÃO: e se o OCEAN vier “chipado” e na verdade for um espião das águas do atlântico sul, mandando relatórios em tempo real das riquezas subaquáticas desta região para INGLATERRA?? Não sou contra a essa aquisição más o preço esta muito baixo (80 milhões de libras) enfim, pelo menos uma pulga atras da orelha….

  41. Complementando:

    Decreto Presidencial nº2.538, de 8 de abril de 1998.

    Quanto ao que o PRAEFECTUS escreveu, não sei qual é a Fonte, mas desconheço completamente a informação.

    O princípio por detrás da construção do Ocean é o mesmo do Mistral. Navios baseados em meios civis. E não meios civis adaptados para se tornarem navios militares. Essa sua informação não é verdadeira.

    O navio não foi projetado para operar por 20 anos. Sua desativação deve-se a falta de recursos financeiros e de pessoal para mante-lo na ativa juntamente com os 2 novos navios-aeródromo que serão comissionados.

    Velocidade de 18 nós é compatível com outros navios semelhantes. O Ocean não é um navio-aeródromoque precisa navegar em velocidades de 30 nós para gerar vento e decolar aeronaves.

    Outra informação incorreta é que o navio teria passado por reformas estruturais devido a sua suposta fragilidade. De onde se tirou isso? O navio passou pir adequações em ambientes internos para torna-lo mas confortável para as tropas, recebeu modernização em seus sistemas e outras revitalizacoes em sistemas que obrigatoriamente precisam disso, em qualquer navio.

    Desta forma, PRAEFECTUS, sua fonte te deu informações que não correspondem a realidade.

    Quanto à preocupação dos demais quanto ao estado do navio, informo que o mesmo será vistoriado e somente sera adquirido se for aprovado.

    Abraços

  42. Srs.
    Vcs estão esquecendo uma coisa antes de criticar.
    O navio tem vida útil de 18 anos podendo ser repotencializado para mais 18 anos e ele nao é dificil de mexer.
    O problema todo é que estamos precisando dele e a UK tá precisando de uns trocos pra cobrir alguns déficit dela (Brexit).
    Vamos unir o útil ao agradável !!!

  43. Da o nome de TRINDADE!
    .
    Nome forte, místico, santo, ilha oceânica brasileira, tríndade reflete várias habilidades dentro de um casco só, perfeito para um anfibio imponente

  44. Mestre Carvalho, Trindade foi um Rb até um tempo atrás, alem de repetir, acho que não, poderiamos realmente entrar no ramo de nome de batalhas … tem tantas (apesar dos pesares)

  45. Bardini, Roberto F Santos e demais colegas do blog, saudações!

    Meus caros, o que é algo mais terrivel de ver nessa coisa toda é a total falta de coerência(pra não dizer outras coisas…) por parte de quem propaga e de quem dentro da MB é “entusiasta” desta ideia de adquirir tal navio.

    Porque vejamos, a primeira coisa ao se falar na defesa da compra deste navio é de que o mesmo é barato, uma pechincha e tal… Negativo, não é uma pechincha! Ao contrário…

    Este navio custou aos cofres do Reino Unido £ 175 milhões, isso mesmo meus caros, £ 175 milhões, não de Euros, mais de Libras. Uma belonave do mesmo porte genuinamente militar custaria no minimo o triplo disso. A Royal Navy sabia da gambiara que tava fazendo, afinal, sempre foi um paliativo com data de vencimento…

    Pois bem, estão oferecendo o Ocean ao Brasil por £ 80 milhões, não de Euros como se vê, mas de Libras. E isso para um navio que foi projetado para ter uma vida util de 20 anos(findo em 2018), porque a partir daí de acordo com os planejamentos da Royal Navy entraria em operação seus porta-aviões da classe Queen Elizabeth. E, o paliativo paisano, digo o Ocean, seria descartado.

    Veja bem, após a vida util do mesmo, ainda querem vende-lo pela metade do que ele custou zero-bala. E, ainda teremos que fazer um PMG para poder opera-lo full, PMG que sabe-se lá quanto custará de verdade, e o pior de tudo, para opera-lo por no maximo uns 5 ou 6 anos, para apos, o mesmo ter de passar por outro PMG(porque como não é mais zero Km, seu desgaste estrutural é maior). Ou seja, pagamos £ 80 milhões(metate do que custou a 20 anos atrás) e provavelmente ainda teriamos que gastar algo em torno de £ 120 milhões para poder opera-lo a pleno. Total da conta £ 200 milhões… Ou seja, os inglêses usaram até o osso o navio que custou £ 175 milhões pra eles, e depois disso tudo ainda o vendem por 80 milhões, mas com a obrigação do comprador ter de fazer o PMG em seu estaleiros com o custo de no minimo 120 milhões, e ainda lhes sobrará um troco de £ 25 milhões…

    É mole….bobo esses inglêses né!

    Meus caros, os numeros não mentem, eu duvido que um PMG de prima não vá nos custar menos do que £ 100 milhões. Logo, se é assim, paguemos então £ 200 milhões aos inglêses para nos construir um Ocean zero-bala, e deixemos esse farrapo pra lá.

    É farrapo porque a despeito das duas grandes reformas que passou(2007/2008 e 2014) onde foram gastos £ 95 milhões(e, é por aí que eu me baseei para chegar ao valor de um PMG atual), o mesmo apresentou uma série de problemas por conta do seu DNA civil, que reduziu drásticamente sua disponibilidade nesses 19 anos dentro da Royal Navy.

    É aquela velha historia, do barato, que pode sair bem caro…

    Grato

  46. “diego 5 de dezembro de 2017 at 21:22
    Pergunta pro NUNÃO: e se o OCEAN vier “chipado” e na verdade for um espião das águas do atlântico sul, mandando relatórios em tempo real das riquezas subaquáticas desta região para INGLATERRA??”

    Não sei nem o que responder, Diego, só tenho uma sugestão: pegue essa ideia e escreva um bom livro de espionagem, suspense e intriga internacional. E reserve pelo menos um capítulo pra descrever todo o trabalho de encher o fundo do navio com sensores e sonares sofisticados, incluindo os de profundidade variável, para captarem todos os segredos das nossas riquezas subaquáticas, e também todo o sistema de transmissão desses dados via chip escondido.
    E, por favor, avise aqui quando for o lançamento pra gente ir à noite de autógrafos.

  47. PRAEFECTUS 5 de dezembro de 2017 at 22:44

    Olha eu sou absolutamente leio sobre navios de guerra, mas estou com umas dúvidas, que talvez você possa me esclarecer.
    Se “… o Ocean ter passado por uma reforma em 2007/2008 que custou £30 milhões, e outra de £ 65 milhões em 2014. “. Só nestas reformas foram gastos 95 milhões de Libras, não Euros, Libras! Mais o custo inicial da construção de 175 milhões de Libras, perfaz 270 milhões de Libras.
    Logo, não parece que estejam vendendo usado pela metade do que custou. Ou minhas contas de padaria estão erradas?
    O tal do PMG está previsto para ser executado em 1 ano, juntamente com uma longa programação de certificações com as aeronaves da Aviação Naval.
    Agora, esta estimativa de novos gastos, que você menciona, da ordem de 120 milhões de Libras, contempla quais serviços? Só o PMG? O PMG e o programa de certificação? Ou, além do PMG e do programa decertificações ainda serão desembolsados mais 120 milhões de Libras?
    Saudações

  48. Grato meu caro Salomon pela gentileza.

    Meus amigos,

    para jogar um pouco mais de luz para que os amigos possam entender o desespero atual do MoD britânico para fazer caixa e desta forma portanto se desfazer de material militar dispensavel, o rombo nas contas deles hoje chega a £ 20 bilhões… Dificil dormir com isso martelando na cabeça.

    Outra coisa que talvez muitos não sabem é que, quando os ingleses idealizaram operar os porta-aviões da classe Queen Elizabeth, estes ainda faziam parte da União Europeia, e desta forma pretendiam dirremir os altos custos da operação dos mesmos, compartilhando o uso destes com outros países do bloco europeu. Mas, aí veio o Brexit e botou água no vinagre deles…e deu no que deu.

    Por conta de tudo isso, o MoD está na fila dos desesperados….por grana!

    Grato

  49. Nunão,
    Ainda falta muito pra eu mudar de nome. Eu disse que o subnuc não estaria operacional até 2040 e só faltam 22 anos. O tempo tá correndo a meu favor porque até agora…

  50. Praefectus,
    Cê devia mudar de nickname pra “Oráculo”. Vai saber coisa secreta assim la na cochinchina. Desse jeito a GRU vai querer te contratar.

  51. Srs
    Muito bom que o Ocean seja semi-novo e uma pechincha, mas a questão primária é porque e para que precisamos dele.
    Como todos que lidam com administração sabem, ou deveriam saber, seja de uma lojinha seja de um país, qualquer organização tem uma razão de ser e precisa ter objetivos e metas para nortear o seu caminho.
    Dada a escassez de recursos e o estado precário da esquadra, onde se encaixa a urgência da aquisição de um Porta Helicópteros e sua prioridade no rol de necessidades da MB?
    Aliás, qual a lógica que define as prioridades na MB?
    O que os fatos mostram é que a MB, hoje, é uma guarda costeira mal organizada pois tem falta de meios para bem exercer tal papel, mas por outro lado gasta recursos escassos com uma força anfíbia de uso improvável (segundo a visão que somos um país pacífico em que ações ofensivas são vetadas pela constituição). Há sim, e que investe pesadamente em ter um subnuc para daqui a uma década e meia, talvez duas.
    Alguns citam a dita END como base para tal planejamento, mas relegando o fato que a dito documento é mais um arrazoado de generalidades e declarações de intenções, a definição maior dele é para focar, na ordem, na negação do mar, onde todos veem a força de subs, subnuc incluso, e no controle de área marítima, onde se coloca FT’s centradas em NAes. Onde entra um navio anfíbio nisto?
    É claro que, para a torcida, qualquer aquisição de um grande navio é uma festa, mas olhando a missão primária da MB, seria mais digna de comemoração a aquisição de navios para a força de contra-minagem do que a compra de um navio anfíbio.
    Mas, pelo menos, a compra do Ocean alegra a torcida e vai permitir aos almirantes voltar a realizar a cerimônias e eventos em que usavam o infeliz A12.
    Sds

  52. Senhor editor, vamos fazer uma enquete sobre o nome a ser escolhido para o ex HMS OCEAN.
    Eu sou paranaense, nascido em Curitiba.
    Eu escolho Santa Catarina, estado pequeno, povo valoroso, mulheres bonitas!!!!!!!!
    Mas, se for Sergipe, Pernambuco, Amazonas, etc. Tudo Bem!!
    Menos SP, MG e RJ
    Pelo amor de Deus né!!!!!!!!
    O Brasil se resume a estes três estados?????????

  53. Prezados Luis Monteiro, XO, e outros integrantes da MB, que desconheço neste forum……faço votos que a compra se concretize, que seja uma util aquisição e parabéns pela iniciativa! Nao vejo a hora de visitar o navio!

  54. Luiz Monteiro 5 de dezembro de 2017 at 21:08
    Agradeço a menção.
    Não digo que seja agora ou amanhã mas penso que se algum dia houver aviação de ataque naval, penso que seria melhor que ficasse a cargo da Marinha e baseada em terra. O motivo é econômico e militar. Para termos um porta-aviões e uma força tarefa nele nucleada precisaríamos de muito investimento e custeio, algo que não temos e, penso eu, nunca teremos.

  55. EParro saudações,

    meu caro, imaginei que alguém poderia fazer essa colocação.

    Para facilitar a compreensão, parti do principio apenas do valor gasto para obtenção do meio-naval em sí. Sem querer neste caso(preço ofertado) entrar na questão dos valores para manutenir, porque aí é que a coisa complica mesmo!

    O valor hipotético da conta de padaria de £ 290 milhões está correto, e se usarmos este mesmo criterio imaginado por você, mais uma vez iremos corroborar a questâo de que o preço ofertado de 80 milhões de libras é alto, e ainda não corresponde ao valor real final que gastariamos(por conta do PMG e outros gastos adicionais que irá vir) para adquirir um navio já com 20 anos de uso, e que zero-bala custou tão somente £ 175 milhões aos cofres do Reino Unido.

    Os britânicos gastaram 290 milhões de libras como primeiro dono “carro” e usaram-no por 20 anos até o osso do que ele aguentava, e nós vamos pegar esse carro por metade do que gastarm a vinte anos atrás para construi-lo, e, ainda teremos de reforma-lo na mecanica do ex-dono que vai nos cobrar no minimo mais uns £ 100 milhões e para o carro impressionar(porque tem de impressionar, se não, não adianta), ainda precisará de acessórios que devem custar mais uns £ 30 milhões perfazendo um total então de £ 210 milhões gastos num carro já com 20 cansados anos estrutural de uso…

    E, nao podemos esquecer que este carro era um sedã que foi convertido em off-road e que portanto dentro de uns 5 ou 6 anos precisará passar por “revisão” de novo, onde se gastará mais uns £ 100 milhões por conta do excessivo gasto estrutural imposto ao sedã, opz…Off-road…

    Não dá pra aceitar isso calado, afinal, é nosso rico dinheirinho que vai pro ralo…dos ingleses!

    Grato

  56. Mestre Praefectus,
    .
    Porque vc expõe o valor de £ 175 milhões sem atualização monetária dos últimos 20 anos?
    .
    Nem ao céu nem a terra…
    .
    Outro ponto, aceitando-se a hipótese que ele esteja superdimensionado as nossa necessidades atuais, o que é razoável e ótimo ponto de vista, ele não encerra a questão das demais baixas de anfíbios que vem a galope. Então, esta argumentação precisa ficar clara em que tb não devemos repor os demais anfíbios que já estão pedindo água.
    .
    Este tipo de debate não pode ser feito por partes, e sim por conjunto da obra. Não haverá no curto prano anfíbios de segunda mão disponíveis. Então, a decisão rela residirá entre aproveitar uma situação de hipotética oportunidade, ou efetivamente reduzir a capacidade humana e de material anfíbia

  57. Minas Gerais é o nome que simboliza navios com tradição de bons serviços na MB.
    Colocquem alguns Super Harrier e teremos projeção de poder bem maior no Atlantico Sul.
    Se tem adaptação? Os Harriers já pousaram e decolaram de convés de cargueiros. Naquele belo convés é brincadeira. Osprey tb pode operar nesse barco. Meio caro, but….sonhar não custa nada.

  58. “Bosco em 06/12/2017 às 00:28
    Nunão,
    Ainda falta muito pra eu mudar de nome. Eu disse que o subnuc não estaria operacional até 2040 e só faltam 22 anos. O tempo tá correndo a meu favor porque até agora…”

    Bosco, tô só zoando um pouco já que vi, pelos últimos comentários, que você estava um pouco sarcástico e resolvi entrar na onda, mas na real daqui a 22 anos você já seria Nabuco 3º.
    Porque Nabuco 1º você mesmo já pediu pra ser chamado, após um debate sobre peso de canhões em aeronaves, em que começou afirmando que o peso total acrescentado a um Gripen por um canhão de 27mm seria de 1 tonelada.
    O Nabuco 2º ainda está pendente: seria caso o recebimento do Gripen pela FAB ultrapassar 12 unidades.
    O Nabuco 3º sim é do Submarino Nuclear.

  59. PRAEFECTUS 6 de dezembro de 2017 at 8:24 , como diria um amigo meu: você me colocou uma desgraçada de uma pulga atrás da minha orelha….

    Um Mistral novo, disseram por aqui dia desses, sairia por 950 milhões de euros. Um Ocean novo por uns 200 milhões de libras… Essa diferença toda está na concepção dos navios, imagino que os Mistral sejam de DNA militar, ao contrário do DNA civil do Ocean.

    Se, e realmente se, hoje, um Ocean zero bala sairia por 200 milhões de libras e se o preço anunciado (80 e poucos milhões de libras) não inclui o PMG, eu preciso rever meus conceitos.

  60. PRAEFECTUS,
    .
    Muita bola fora falando de preço.
    .
    O navio não é caro.
    PMG vai ser caro se tiver que mexer na motorização, coisa que a Marinha ainda vai avaliar o estado. Não dá pra engolir a palavra da RN, querendo vender o navio, dizendo que está tudo bem. Nunca mexeram ali.
    .
    Na RN esse navio não duraria mais 5, 10 anos no máximo, e isso colocando mais dinheiro encima. Como a MB não navega e não opera como a RN, esse navio dura 20 anos aqui, frouxo. Encostado e operando uma vez ou outra alguns desembarques, fazendo ASW e ASuW na gambiarra e com muita imaginação, tudo isso sem um Escolta que preste na cobertura.
    .
    Em treinamento ninguém morre mesmo, então tá tudo certo…

  61. Luiz Floriano…
    .
    independente de não haver nenhum “Harrier” disponível para ser adquirido…os EUA, Espanha e Itália usarão os mesmos até o “osso” como já declarado, a decolagem de um “Harrier” de
    um navio cargueiro é possível…mas…com limitações de combustível e armamento…para que
    o mesmo decole verticalmente.
    .
    O ideal é ter uma pista com no mínimo uns 150 metros com uma rampa na extremidade como no caso dos NAes classe “Invincible” já retirados de serviço ou uma pista ainda maior como no caso dos grandes navios de assalto anfíbio da US Navy que não contam com uma rampa já
    que a mesma roubaria espaço precioso para estacionamento e movimentação de aeronaves
    e também espaço para pouso e decolagem.
    .
    Então para viagens curtas um “Harrier” e até mesmo um F-35B podem decolar verticalmente
    mas isso não é tudo…para opera-los efetivamente dia e noite são necessárias outras coisas como um radar apropriado, instalações de manutenção, pessoal adequado e idealmente
    uma maior reserva de combustível para jatos “beberrões”.

  62. “Helio Eduardo ( o outro) em 06/12/2017 às 09:15
    Um Mistral novo, disseram por aqui dia desses, sairia por 950 milhões de euros. Um Ocean novo por uns 200 milhões de libras… Essa diferença toda está na concepção dos navios, imagino que os Mistral sejam de DNA militar, ao contrário do DNA civil do Ocean.”

    Helio, a classe “Mistral” é dotada de doca, com todas as particularidades envolvidas nisso (porta e seus equipamentos correlatos, tanques de lastro, reforços estruturais, sistemas de exaustão etc), tem áreas habitáveis muito aprimoradas (o Ocean original teve que passar por reforma para melhorar as suas) e seu sistema de propulsão elétrica com pods azimutais, semelhantes aos usados em modernos navios de cruzeiro, é consideravelmente mais sofisticado e caro que o do Ocean. Parte razoável da diferença de preço provavelmente vem daí, lembrando também que, segundo link que postei no post “Época Negócios diz que Ocean custará 84,6 milhões de libras”, o valor hoje de um navio como o Ocean é estimado em 300 milhões de libras (e não 200 milhões), o que em euros equivale a uns 340 milhões, ou 400 milhões de dólares.

  63. Meu nobre Carvalho2008,

    agradeço a gentileza do amigo, mas, nada de mestre…quem sou eu.

    Meu caro, evidentemente não sou alheio as necessidades da MB, e justamente por conta disso quero vê-la empregando muito bem nossos parcos recursos. No Prosub por exemplo…

    Helio Eduardo ( o outro)

    meu caro, é obvio que os £ 84 milhões(atualizado de acordo com informações) não incluem o PMG e nem as certificações e hipoteticamente eventuais aquisições de sistemas necessários.

    Bardini,

    “Em treinamento ninguém morre mesmo, então tá tudo certo…” Pelo jeito na cabeça do almirantado o raciocinio é esse, semelhante ao de muito entusiastas do blog….

    Abraço!

  64. O valor de 950 milhões de euros apresentado por “alguém” conforme citado pelo Hélio provavelmente deve-se a uma pequena confusão…foi o valor dos 2 classe “Mistral” que
    acabaram na marinha egípcia ao invés da marinha russa, incluindo treinamento de ambas as tripulações.

  65. Mestre Praefectus….
    .
    !75 milhões de libras apenas pela correção monetaria de 20 anos seriam hoje aproximadamente 260 milhões de libras….
    .
    E 260 milhões de libras convertem em US$ 347 milhões…
    .
    Isto se considerar que a inflação da cadeia de fornecimento Navios+equipagens+eletronica seja igual a da correção monetaria, o que sabemos que não é….a inflação da industria de defesa é maior…mas mesmo que deixemos por incriveis US$ 350 milhões ZERO BALA…., o preço ao Brasil seria de 1/3 do valor inicial…apenas no valor aquisitivo, desconsiderado o custo de reformas e atualizações que ele sofreu….não está tão mal, resguardando-se a condição de que esteja em bom estado, coisa que deverá ser verificada….
    .
    A priori, provavel não tenha tantos itens a reformar estruturalmente.
    .
    Porque digo isto? Porque anfibio aquele anfibio guardadas as devidas proporções é por principio um caixote de metal praticamente oco onde estruturalmente possa ser, tal como um ro-ro….
    .
    O motor é muito economico e comercial…lento por um lado, mas extremamente longevo de outro…não é nem nunca foi navio para ficar dando pique e desgastar como uma fragata a qual é submetida a situações extremas ou ainda ate um Nae que tem de dar carreiras para fazer o vento em suas operações…
    .
    Pode ser que tenha geradores para rever face a idade, mas coisas por ai…ao menos espero…

  66. Dalton 6 de dezembro de 2017 at 9:27
    Luiz Floriano…
    .
    “independente de não haver nenhum “Harrier” ….” …instalações de manutenção, pessoal adequado e idealmente uma maior reserva de combustível para jatos “beberrões”…..
    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Mestre Dalton, correto….mas lembrar que em nosso caso, os estoques de combustivel de aviação não necesitam ser dimensionados como os europeus e americanos…aquele mapa que o Bardini postou ajuda a embasar isto…nossa frota ao contrário das demais quer no quesito aeronaval ou escoltas, atuariam a não mais de 1.500 km de nossa costa em media….obvio precisaria para tanto, complemento maior de abastecedores….mas no contexto da zona de atuação tão proxima, não precisaria de mais de 800 ton….

  67. Carvalho…
    .
    o “combustível a mais” foi apenas um adendo à outras coisas que mencionei… para que se compreenda de maneira mais ampla a dificuldade de se querer “inventar coisas”.
    .
    Não foi minha intenção comparar tempo de mar de navios da marinha brasileira com navios de algumas outras nações …porém manter um destacamento mesmo que de apenas 6 “Harriers” sabe-se lá exatamente para o que em um navio como o “Ocean”, reduziria rapidamente o estoque de combustível a bordo…impactando as operações de helicópteros a bordo também.
    .
    abs

  68. O Ocean é muito pequeno para improvisar por maior que seja o esforço, a asa fixa…..esta era a reserva que sempre tive a ele, não obstante reconhecer a oportunidade que se abriu na aquisição.

  69. PRAEFECTUS 5 de dezembro de 2017 at 23:55

    Mas PRAEFECTUS, o fato do Brexit, não impossibilita o uso dos porta-aviões ingleses pela Europa! Haja vista a oferta da França: “Os chefes militares franceses estão dispostos a oferecer aos fuzileiros navais britânicos (Royal Marines) um maior acesso a alguns de seus navios de guerra, se os ingleses decidirem acabar com a frota de desembarque anfíbio da Grã-Bretanha para ajudar a completar o rombo de £ 20 bilhões no orçamento de Defesa.”
    Inclusive, há menção explícita da dificuldade caixa da Grã-Bretanha (não tão grã, atualmente).
    Ou meu raciocínio está errado?
    Saudações

  70. Nunão,
    Mas não se esqueça que a tal 1 t seria referente ao canhão , à munição, ao carregador, às estruturas que suportam os dois e a prováveis reforços para que a fuselagem suporte o recuo.
    Talvez tenha exagerado um pouquinho. Não estava num bom dia! rrssss

  71. Brexit não significa OTANexit…o HMS Queen Elizabeth inicialmente irá operar com F-35Bs dos
    fuzileiros navais dos EUA até que possa contar com os seus e irá operar normalmente com
    as demais marinhas europeias.

  72. “Bosco em 06/12/2017 às 11:33”

    Sim, Bosco, por curiosidade dei busca no comentário e vi que você fez todas as contas (mas só após dizer que mudaria o nome pra Nabuco, rsrsrsrsrs) e viu que tinha errado em no mínimo 50% (forçando a barra) e então finalizou o comentário com a frase “podem me chamar de Nabuco”.

  73. PRAEFECTUS 6 de dezembro de 2017 at 8:24

    Mas eles “reformaram o carro” em 2014! Ao custo de 65 milhões de Libras! E também não acredito que com 175 milhões de Libras, construa-se hoje (em 1998, sim), um navio como o HMS Ocean. Lamento discordar completamente de sua análise.

    Vamos fazer uma análise por absurdo. A Marinha do Brasil necessita, de imediato, vários meios: corvetas, fragatas, navios petroleiros, navios de desembarque, navios docas, navios patrulha, navios patrulha oceânicos, rebocadores de alto mar, varre-minas e sei mais lá o quê (esta parte ainda não é o absurdo da análise, mas uma premissa).

    Não há, atualmente, disponibilidade de meio que a marinha necessite e para os quais ela tenha caixa suficiente. Seria excelente comprar tudo novo, no estado da arte, em quantidade, etc.. Só que, para encomendar novos navios, além do tempo de construção dos mesmo, não se tem disponibilidade de caixa e nem sei se teríamos estaleiros com possibilidade de cumprir nossos prazos.

    Então, é o seguinte vamos juntar a grana necessária nos próximos 4, 5 anos e comprar duas ou três novas FREMM (por exemplo, já que as Type 45 estão fervendo) e esperar recebê-las daqui mais uns 4, 5 anos. Em mais uma continha de padaria, lá iriam uns 9, 10 anos. Aí, neste ínterim, monta-se alojamentos para estacionar os marinheiros dos navios que serão descomissionados. E, no decorrer deste período, um terço da “marujada” vai à reserva e a doutrina, parte dela, vai junto?

    A meu ver, compras de oportunidade, como esta do HMS Ocean, como a dos ATHS, como foi a classe Amazonas, como foram as reformas dos CLANFs, podem não ser o ótimo, mas certamente são o bom para o momento e que, principalmente, “coube no bolso”! Mantém a Marinha do Brasil operando e revisando suas doutrinas.
    Saudações

  74. Hahahah boa Nunão, mas tem site por aí que se clipar a notícia do Estadão ou da Época vai querer apagar a menção à Forças de Defesa, como já fizeram quando fomos mencionados em uma matéria do G1.

  75. Em tempo 2: percebo que a maioria dos que comentaram aqui só se preocuparam em ler outros comentários e responder. Poucos demonstraram que leram a matéria e propuseram perguntas ou debates sobre os temas mostrados nela, por exemplo, sobre as capacidades do navio quanto à operação de suas LCVP em movimento navio-terra, a partir dos turcos nos dois bordos do navio, da capacidade do hangar abrigar até 12 helicópteros do porte do Sea King, de também levar veículos e canhões, 500 soldados, entre tantas coisas para debater.

  76. Nunão,
    Pode por favor falar se existe a viabilidade de instalação de um skyjump e aquisição de sea harries para operar nele ? A velocidade máxima de 18 nós seria um empecilho ? Li no wikipedia em inglês de que só depende do skyjump e o navio poderá manter até 15 harries.
    Imagino que existam destes jatos disponíveis de segunda mão a venda por ai e pelo que ouvi dizer os us mariners vão manter os deles até os anos 2030.
    Será que o almirantado tem pensado nisso ?

  77. “Não sou contra a essa aquisição más o preço esta muito baixo (80 milhões de libras) enfim, pelo menos uma pulga atras da orelha”….

    O motivo de se vendê-lo barato chama-se HMS Prince of Wales !
    HMS Queen Elizabeth e HMS Prince of Wales assumirão o papel de implantar forças anfíbias quando o HMS Ocean for desmantelado em 2018.
    O ministro das aquisições de defesa, Philip Dunne, disse que cada navio abriria uma força de 900 marines e pessoal da aviação,210 mais do que o ocean.

    Os planos para desativação do HMS Ocean em 2018 fazem parte da Revisão Estratégica de
    Defesa e Segurança (SDSR – Strategic Defense and Security Review) divulgada em 23 de novembro.

  78. “ECosta em 06/12/2017 às 12:51
    Nunão,
    Pode por favor falar se existe a viabilidade de instalação de um skyjump e aquisição de sea harries para operar nele ?”

    ECosta, eu acho pouco viável. Acredito que seja possível, ainda que muitos reforços estruturais e compensações de pesos sejam necessários, mas não é algo tão simples e fácil como pode parecer, e acarretará perdas em capacidades em outras áreas (como diminuição do espaço para pouso simultâneo de helicópteros em pelo menos um “spot”, acréscimo de deslocamento, necessidade de lastro, eventual perda de parte da capacidade de carga). As respostas a outras questões que você fez ajudam a compor esse “todo”.

    “A velocidade máxima de 18 nós seria um empecilho ?”

    Sim, porque quanto maior o vento relativo que se pode gerar sobre o convés (e geralmente os navios lançam aeronaves navegando contra o vento para aumentá-lo ainda mais), diminui-se a necessidade de pista e aumenta-se a capacidade de carga de aeronaves de decolagem curta como o Harrier. Por isso os navios da classe “Invincible” britânica tinham velocidade maior. A máxima de 18 nós não inviabiliza a decolagem, mas limita a carga e a segurança.

    “Li no wikipedia em inglês de que só depende do skyjump e o navio poderá manter até 15 harries.”

    Não depende só disso. É preciso que o navio embarque diversos itens para manutenção desses aviões, além de espaço para combustível (e eles consomem bastante). Tudo isso consome espaço, prejudicando o dedicado à operação de helicópteros, para os quais o navio foi efetivamente projetado.

    “Imagino que existam destes jatos disponíveis de segunda mão a venda por ai e pelo que ouvi dizer os us mariners vão manter os deles até os anos 2030.”

    Não tem disponíveis por aí. O último lote de desativados foi vendido pelos britânicos para os americanos usarem como fontes de peças e manterem os seus, pra você ver como são escassos e valiosos esses aviões. Quem tem provavelmente vai usar até o osso até conseguir substituir pelo F-35B.

    “Será que o almirantado tem pensado nisso ?”

    Essa eu não sei responder, mas tem gente dentro da MB que estuda todos esses temas e leva à consideração das autoridades superiores.

  79. O Ocean virá com as 3 x Phalanx CIWS?
    Já operamos este armamento?
    Se não, o valor por si só já não vale esta incorporação?
    Não é retórica, é pergunta mesmo…

  80. ECosta…
    .
    os espanhóis nem mesmo assinaram ainda com o F-35B,se é que irão faze-lo, portanto estão revitalizando os seus AV-8Bs para aproveitar o máximo possível.
    .
    Os italianos já assinaram com o F-35B mas irá demorar um pouco até que recebam e coloquem em operação a nível de esquadrão…até lá os AV-8Bs continuarão sendo muito usados.
    .
    Quanto à Índia…essa sim que operava o “Sea Harrier” já retirou de serviço os poucos que ainda existiam e estavam bem usados os remanescentes.

  81. por fora…
    .
    os britânicos e muitos outros tem o costume de retirar certos equipamentos e reaproveita-los
    em outros navios…então é possível que os 3 “Phalanx” não venham junto com o “Ocean” se
    este for de fato adquirido.
    .
    Não há nenhuma restrição ao Brasil quanto a essa arma…então, nada impede que sejam comprados novos dos EUA… mas…isso custaria caro assim como seria cara a manutenção deles…então se a marinha achar que não há uma necessidade premente deles, poderia se
    economizar algum dinheiro.

  82. A meu ver, acredito e gosto da decisão do MD em autorizar esta compra.
    Preço factível, belo navio, ótima capacidade operacional, é o que nossa marinha pode ter e operar.
    Digo ainda, reforçando o que disseram alguns colegas neste e no post anterior, quando e se a RN liberar o HMS Albion (incorp. 06/2003) e o HMS Bulwark (incorp.12/2004), tem é que pegar rapidinho. Mais PN de 06/10/2017.
    Nome de minha preferência: Sete de Setembro
    Classificação: Destróier Porta Helicópteros (eufemismo japonês) – Pronto, já temos escolta.

  83. Jose Roberto…
    .
    o termo “destroyer” não pegaria bem pelo seguinte: a velocidade máxima do HMS Ocean é muito baixa…provavelmente abaixo de 18 nós hoje em dia…compatível com navios da função dele mas totalmente inadequada para um “destroyer”.
    .
    Os navios japoneses são velozes…possuem sonar de casco o que os torna mais adequados na luta anti submarino e são equipados normalmente com helicópteros anti submarinos…e não
    às vezes… como outros navios…isso torna os navios japoneses…mais adequados à classificação já que não operam aeronaves de asa fixa e sua principal função é a luta contra submarinos.

  84. A MB não utiliza munição 20 x 102 mm do Phalanx, nem no A4 nem nas “metralhadoras” dos navios. E mesmo que utilizasse a munição do Phalanx é específica para ele, com um penetrador de tungstênio (Mark 244) ou de urânio (Mark 149).

  85. Sr. Bosco,
    Perdoe-me pela liberdade, mas eu usei o termo Destróier, porque toda vez muitos dos blogistas reclamam( não sem razão) da falta de escoltas e etc.
    Até os japoneses utilizaram o eufemismo para satisfazer a opinião publica, já que o destróier tem um impacto muito menor, tendo em vista o poder beligerante de um Porta Aviões/Helicópteros.
    Mas como sempre, seus comentários são muito didáticos e esclarecedores.
    Obrigado

  86. MO, já tá encomendado a minha cunhada, qdo chegar vou a SSZ salgar a patinha e te entrego aos conformes, lá no romildo, com aquela água de côco em anexo.

  87. José…
    .
    não foi o Bosco que escreveu…mas…o que eu quis dizer é que “Destroyer” será sempre associado com alta velocidade e não é o caso de um lento navio “anfíbio” como o “Ocean”.
    .
    O termo usado pelos japoneses apesar de algumas críticas, faz muito sentido para muitos pois não apenas é muito veloz, mas está equipado com meios sofisticados para detecção e ataque a submarinos.
    .
    Muito se fala do Japão tentar esconder as reais capacidades de tais navios, etc…mas…de qualquer maneira o Japão nem mesmo pretende adquirir por enquanto o F-35B…apenas o
    F-35A que opera a partir de bases terrestres…se um dia tais navios forem modificados e
    o Japão adquirir o F-35B para operar a partir deles…aí será outra coisa.
    .
    abraços

  88. “Bosco 6 de dezembro de 2017 at 14:37
    A MB não utiliza munição 20 x 102 mm do Phalanx, nem no A4 nem nas “metralhadoras” dos navios. E mesmo que utilizasse a munição do Phalanx é específica para ele, com um penetrador de tungstênio (Mark 244) ou de urânio (Mark 149).”

    Bosco, como vc disse em seu comentário, MB não utiliza munições 20 mm do Phalanx… disto isso, seria viável a substituição dos Phalanx pelos canhões de 40 mm já amplamente utilizados ?

    A intenção é adquirir o Ocean o mais completo possível, mas os paises europeus tem um histórico de reaproveitamento de material, então pergunto, sabe-se se os LCVP virão juntos ? A Royal Navy tem apenas 19 unidades destes LCVP, distribuidos entre o Ocean e os classe Albion…

  89. Roberto,
    Eu torço para que os Phalanx venham. A MB terá que tirar o escorpião do bolso e vai ter que comprar a munição.
    Se eles não forem adquiridos eu acho que e mais fácil armamos o “Baleião” (rsrsss) com lançadores de mísseis Mistral do que instalar canhões de 40 mm.

  90. Falando em Phalanx, uma coisa que me surpreende é que os diversos CTs Tipo 42 da RN foram equipados com esse CIWS (após as lições da Guerra das Malvinas) e, com a desativação desses navios e a lógica retirada de mais de uma dúzia dessas armas, imaginava que seriam reaproveitadas nos novos navios Tipo 45 e / ou nas fragatas Tipo 23. Mas nada disso ocorreu. Não sei se pela idade das armas, pela necessidade de atualização, mas isso me surpreendeu. Não cheguei a pesquisar o porquê.

  91. Prezado Nunao,

    Os ingleses afirmam que 2 Phalanx e 8 Harpoon serão instalados em cada T45. Segundo eles, estes sistemas não foram instalados desde o comissionamento em razão da necessidade de se reduzir os custos da construção.

    Já há algum tempo venho brincado que a MB deve se preparar para obter e operar o navio-aeródromo PoW e aeronaves F35B, pois este navio será oferecido para venda na próxima década.

    Brincadeira à parte, entendo que a RN terá sérias dificuldades para operar os 2 NAe ao mesmo tempo, ainda mais com todos os programas que eles necessitam realizar, principalmente o de SSBN

    Abraços

  92. Nunão, será que não estão guardando estes ítens para as futuras Type26 ? Afinal deve ser mais barato atualizar os Phalanx existentes do que adquirir novos, além do prazo para a entrega.
    Estava lendo que os ingleses “se arrependem” de não ter colocado todos os equipamentos previstos nas Type 45, deixando vários sistemas e armamentos para depois, mas agora não tem verba para as atualizações, que já se comenta que serão “em partes”; e que este erro será repetido nas Type 26 que deixará os misseis anti navio e os torpedos para os VLS MK 41 (não há previsão de instalação de lançadores específicos), mas que a Roayal Navy simplesmente não tem estes armamentos e muito menos previsão de aquisição dos mesmos, ou seja, as Type 26, que serão frgatas ASW, não terão lançadores de torpedo dedicados e nem previsão de uso do ASROC, ela usará exclusivamente os helis para disparar os torpedos.
    O que dificulta ainda mais é que há previsão de apenas 24 Mk 41 para misseis superficie-superficie, ASROC, etc; já que 24 células serão usadas “exclusivamente” para o CAMM.

  93. Roberto Bozzo,

    Eu dificilmente consideraria “apenas” uma quantidade de 24 células reservadas para mísseis de maior porte para ataque terrestre e guerra de superfície, sendo 12 pra cada um ou algo do gênero. E nem sabia que a RN estivesse interessada em ASROC VLS (com o que daria então 8 pra cada tipo), pois desde a descontinuação do IKARA que equipou as Leander modernizadas os britânicos passaram a empregar apenas helicópteros para lançar torpedos ASW a maiores distâncias.

    E me surpreende também essa possibilidade de não terem num primeiro momento lançadores de torpedos ASW no Type 26, como vc diz, já que são armas relativamente mais baratas e simples, e daria até para reaproveitar de navios a serem desativados. Nos Type 45, assim como foi o caso dos Type 42, até se entende por uma questão de foco AAW, em se deixar pra depois. Mas para um navio cuja principal tarefa seria ASW, realmente me surpreenderia em ver isso.

    Mas não tenho acompanhado com muita atenção noticias sobre as fragatas Type 26.

  94. Opa! Me desculpem… Comi mosca no caso do Phalanx nos Type 45. Só agora olhei com atenção as fotos recentes dos navios onde dá pra ver claramente os CIWS a meia nau. Um ano e meio afastado do dia a dia de apurar notícias pra Trilogia estão cobrando o preço em alguns assuntos.

    PS – e nem isso é desculpa, fazia tempo mesmo que eu nem dava pelota pros Type 45, pois a primeira instalação do Phalanx num deles foi em 2011. Acho que eu estava dedicando tempo demais ao Poder Aéreo nessa época. Maldito F-X2, rsrsrsrs

    https://www.babcockinternational.com/en/News/First%20of%20class%20Phalanx%201B%20installation%20in%20Type%2045%20HMS%20Daring

  95. Aliás, dois parágrafos desse link que coloquei me chamaram a atenção:

    “The installation of Phalanx 1B in HMS Daring represents the 5th and 6th fit of the 1B system. Under a contract held by Babcock as prime contractor to upgrade 16 Phalanx systems to the 1B system capability on Royal Navy vessels, the company has previously been responsible for two installations of the upgraded systems on Type 42 destroyer HMS York and on fleet replenishment ship RFA Fort Victoria.”

    “In addition to providing the 1B upgrade installations, Babcock has a ten year support contract for the 36 Phalanx systems, based on providing availability of the systems throughout their life on board ship. Babcock manages and executes upkeep support activities including safety case management, and provides a 24/7 helpdesk to the Royal Navy, supplying a point of contact for front-line maintainers and operators to resolve any technical issues arising. The company also takes responsibility for logistics support for spares and repairable units.”

    Seria interessante saber se os três instalados no Ocean estão entre os modernizados para o padrão 1B, pois nesse caso seriam investimentos que, acredito, a RN não gostaria de perder (mas tudo tem seu preço). Ao mesmo tempo, tem vários outros investimentos recentes, como helicópteros Wildcat, que entraram na lista de possíveis cortes da RN pra economizar, então nada é certo. E também tem esse contrato de 10 anos de apoio da Babcock a 36 armas do tipo, precisaria ver se isso seria transferível à MB, sejam os três do padrão 1B ou não. Por outro lado, com a RN desativando navios, também pode não haver mais tantas plataformas no futuro para essas armas.

  96. Roberto, seu raciocínio me parece bem plausivel e vc achou ótimos links. Mas acho que, na real, pode tem mais navio, como é o caso dos RFA (um deles é mencionado no link que mandei)

  97. Ah sim, fiz uma conta bem simplista…ainda tem a classe Tide que serão dois ou três unidades…isso se as futuras Type 31 não usarem também.

    Provavelmente com o Artisan será o mesmo, a MB terá de negociar muito pra trazer o Ocean completo.

  98. Os britânicos “garantem” que poderão operar ambos NAes, normalmente um estará em manutenção, mesmo assim, bem diferente do que fazem com os 2 LPDs, “Albion” e “Bulwark” que se revezam em uma espécie de reserva… um permanece em serviço passando eventualmente por manutenções de rotina durante uns 6 anos consecutivos, então passa para a reserva e é substituído pelo outro por outros 6 anos.
    .
    Há uma redução substancial de custos e os navios podem durar mais tempo utilizando-se de tal expediente e ainda podia se contar com o “Ocean” e com os 3 LSDs classe “Bay”.
    .
    Com a saída do “Ocean” e a entrada em serviço do “Queen Elizabeth” ganha-se, porém,
    o número de unidades continua sendo considerado insuficiente, algo que apenas a entrada
    em serviço do “Prince Of Wales” e a manutenção dos LPDs e LSDs poderá resolver.

  99. COMENTÁRIO APAGADO POR ATAQUE A OUTRO COMENTARISTA E USO DO ESPAÇO COMO PALANQUE POLÍTICO.

    SEGUNDO AVISO. NO PRÓXIMO SERÁ SUSPENSO DO BLOG.

  100. Jose Luiz,
    O Brasil sempre teve pessoas como você, inclusive no Congresso Nacional, e ainda não virou “potenfia”, portanto, não me culpe e nem às pessoas que são como eu de Pindorama ser como é porque um pensador como você e sua trupe não fizeram nada até agora para mudar e não foi por falta de oportunidade. Foi porque vocês são só um monte de fanfarrões desonestos.

  101. Não sou nenhum especialista na área naval, sou um entusiasta que acompanha as FFAA quando ainda não haviam revistas especializadas, pela Enciclopédia Universal, Barsa, Tecnirama, aquele garoto que juntava o dinheiro e saia correndo da escola para a banca de jornal para comprar a antiga revista Tropas de Elite, Commandos, depois vieram outras.
    Entusiasta desde a época dos ‘Gearing’, ouvia desde pequeno as discussões sobre o FRAM I, FRAM !!, principalmente realizados neles… desde meus 10 anos, época da guerra das malvinas olhando novas informações e torcendo pela nossa força naval, hoje estou com 45, mas nada desmotiva agente mais que ler tanta crítica as aquisições, se não faz aquisição a crítica é pesada, se faz aquisição a crítica é pesada, se deixar passar oportunidade de aquisição idem, se um estaleiro nosso constrói é ruim e moroso, se um estrangeiro é pior ainda.

    Como disse, não sou especialista, apenas acompanho a Força, me desculpem, mas tem muito marinheiro de terra firme no trilogia com espírito de Almirante falando bobagens. E pelo visto vamos continuar a contar 1,2,3 …

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