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Vídeo: Palestra ‘O Programa Nuclear da Marinha e o Prosub’ no Clube de Engenharia

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Em um encontro considerado histórico, tanto para os organizadores — o Clube de Engenharia e a Academia Nacional de Engenharia — quanto para um auditório lotado de convidados, com expressiva representação da Marinha do Brasil, o Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Jr. realizou, na noite de terça-feira, 24 de abril, a palestra “O Programa Nuclear da Marinha e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub)”.

Na apresentação foram confirmadas importantes conquistas. Apesar das dificuldades, incluindo significativos cortes de verbas, a Marinha, “saindo do zero”, comemora entre os avanços a construção de um novo estaleiro e a capacitação do pessoal.

Considera, ainda, que “o atraso de seis meses no lançamento de um submarino em um programa da magnitude do Prosub é irrisório”, como afirmou Bento Albuquerque, que chefia a Diretoria Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha.

O primeiro modelo S-BR baseado no projeto francês “Scorpene” está sendo montado desde fevereiro, no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, desenvolvido com transferência de tecnologia francesa do Naval Group (ex-DCNS), em parceria com a Marinha do Brasil.

A previsão para os quatro modelos da classe Riachuelo é que sejam lançados um a cada 18 meses até 2023. Para o submarino nuclear, a previsão é que esteja concluído em 2028.

FONTE: Clube de Engenharia

25 COMMENTS

  1. Parabéns Marinha Brasileira!!!!! honra e peito inchado de orgulho! Espero estar vivo e presenciar o batimento do Sub nuclear! Este merece champagne Goût de Diamants, Taste of Diamonds! Mas com muito cuidado, com o presidente da República que lá estiver presente!!!

  2. Essa será, em essência, a nossa Marinha de Guerra. Aquela que está abaixo da linha d’água. E, de fato, onde devem ser lançados os parcos recursos da MB: no fundo do mar . . .

    A Marinha acima da linha d’água é a de patrulha (fluvial/costeira/off shore), salvatagem, aciso, e apoio em coalizões navais internacionais.

    A exata compreensão dessas duas dimensões navais trará o equilíbrio na direção de uma Marinha modesta, mas no estado da arte, e cumprindo suas missões adequadamente.

    Longe de ser aquela Marinha do mundo idílico, imaginada nos últimos anos por marujos encantados por canções de sereias, cujos sonhos colidiram (e ainda colidem) um a um nas rochas da realidade.

    Se quisermos uma Marinha de Guerra diferente, continuaremos a não ter nenhuma, como hoje . . .

  3. Sábias palavras Ozawa. Endosso: Patrulha fluvial, costeira e off shore. Poderíamos sim estar perto do estado da arte neste mister, fazendo cumprir nossas missões constitucionais. E atuando pró-ativamente estaríamos sempre perto do combate, propiciando um aprendizado constante. Seríamos mais respeitados, pois as ações seriam firmes e com os meios em número adequado.
    Deixar a projeção de poder para quem tem colônias ultra-marinas. Possuímos apenas alguns arquipélagos próximos do nosso continente, que com estes meios teríamos plenas condições de cuidar, abastecer e defender.

  4. Mas o tópico é sobre subs: O que é visto pode ser destruído. Decisão acertada do almirantado quando decidiu investir no prosub. Um mar recheado de submarinos, sejam eles convencionais ou nucleares, será sempre um forte elemento de dissuasão.

  5. Interessante saber quão forte é a parceria na área nuclear com a Argentina , ao ponto de que o projeto do reator a ser utilizado para a produção de fármacos e outros insumos comerciais , ser deles.

    Pelos comentários xenofobos que vi no post sobre a Unifil, acho que vai ter muito comentarista aqui se rasgando de raiva.

    Abs.

    • Os argentinos são extremamente competentes no uso civil da energia nuclear, em especial no projeto de reatores de pesquisa. Entretanto, nas área enriquecimento de urânio e de reatores de potência para propulsão naval nós deixamos eles para trás, graças única e exclusivamente à MB

  6. A parceria Brasil/Argentina na área nuclear é exemplo em todo o mundo. Únicos países q tem acordo de mútua fiscalização e cooperação no desenvolvimento da área.

    A agência brasileira tem livre acesso ao programa argentino e vice-versa.

  7. Caro MK48! Com todo respeito a sua posição, eu naquele post, e tenho certeza que assim como todos que discutiram, não tecemos comentários xenófobos contra o povo argentino e sim a desconfiança que possuo com o governo e política argentina! São coisas distintas. Tenho vários grandes amigos argentinos e não há nenhuma forma de repulsa ou go home para com eles, muito pelo contrário. Nem irei entrar no mérito do que eles pensam sobre nós. Quanto a parceria, acho ótima, contanto que os 2 lados trabalhem, invistam e tenham os louros de forma igual.abraços st4

  8. Nunca é demais agradecer aos editores por matérias como essa. É incrível poder ter acesso a informação dessa qualidade. Parabéns, continuem assim, vocês certamente estão contribuindo significativamente para elevar o nível do debate sobre defesa no Brasil

  9. Sinceramente, por mais que eu entenda as capacidades dos submarinos e saiba como elas são importantes e necessárias, não consigo entender como conseguem colocá-la como a única coisa que precisamos para a nossa Marinha fora a guarda costeira. Como se capacidades de assalto anfíbio e a aviação naval não fossem nada além de estorvo.

    Se queremos ter uma marinha que se preze e que não queira passar por outra Questão Christie da vida, é melhor mantermos essas três capacidades ao menos. Não foi à toa que adquirimos o Bahia e o Atlântico e ainda podemos adquirir um ou dois Classe Albion quando for à venda. Assim como não é à toa que ainda precisamos de um substituto para o São Paulo, coisa que o Atlântico, ex-Ocean, não é e o mercado ainda não tem por um preço que possamos pagar.

    Então devemos comemorar os sucessos do PROSUB sim, mas sem achar que ele será a panaceia da nossa Marinha, ainda mais com uma classe com as limitações do Scorpène. Nem tanto ao mar e nem tanto à terra.

    • Aerokicker,

      Perfeito.

      Submarinos, por mais que se queira, não são escoltas; não são capazes de negar o espaço aéreo por onde passam; não são capazes de tranportar aviões; não são capazes de transportar soldados; não são capazes de transportar veículos ou suprimentos… Em suma: embora sejam elementos excelentes de negação do mar, NÃO SÃO elementos capazes de propiciar o domínio por si mesmos.

      Não ouso negar que submarinos se constituem no ‘alicerce-mor’ que rege o princípio de defender o mar, que é presente qualquer marinha moderna. Mas não se pode considera-los como elemento único ou julgar outros como dispensáveis no nosso caso; não quando existem claramente prioridades específicas ditadas pelo nosso cenário particular. Afinal de contas, a MB não está voltada para o Golfo de Botnia ou Mar Cáspio…

      Pode ser que no futuro esse grande paradigma seja quebrado e ocorra um vaso que possa efetivamente dominar o mar por si só, mas certamente não o será na nossa época.

  10. Quem é extremamente competente na produção de radiofármacos, radioisótopos e geradores de tecnecio é o IPEN da USP desde os anos 1960.

    Foi no IPEN nos anos 1980 que a MB criou a CNEN e os primeiros passos para a construção do reator do Comandante Othon foram dados.

    Essas notas publicadas pela Nuclebras que está desenvolvendo o reator multiproposito em Aramar com a Argentina Invap dão a impressão que o Brasil nunca teve domínio e aplicação na área de medicina nuclear, pesquisa e aplicação de tracadores.

    A MB insistiu com as centrífugas do Comandante Othon e teve sucesso. Agora é seguir com tudo o que tem que ser feito.

    Os subs e os patrulhas serão nossa defesa. Parabéns aos nossos marinheiros.

    • Esteves,

      Já assisti e li diversas apresentações da CNEN a respeito do RMB, e o histórico do IPEN e de seus pioneiros, assim como o domínio que já existe na produção de certos radioisótopos, é sempre salientado. Inclusive com nomes e fotos históricas.

      O foco a respeito do RMB é que ele permitirá um grande salto nos tipos produzidos e nas quantidades para atender à demanda, mas sempre destacando tudo que foi feito até agora.

  11. Uma aproximação com a argentina nesta área desagradaria muito aos ingleses que são nossos aliados de 1* categoria até mais que os americanos(digamos que os ingleses são aliados da MB)e os americanos são aliados do EB,e sendo que a Fab fica meio de fora preferindo obter seus meios de outras nações.A argentina perdeu muito do seu poder do passado,porque teima com as malvinas,e todos os governos deles batem nesta tecla.O Macri está tentado a aproximação mas está difícil.

    • Ronaldo……

      Todo e qualquer governo argentino vai teimar com as Malvinas por uma questão de pressão dos próprios eleitores .

      Ninguém vai se eleger presidente da Argentina sem ter como bandeira a reintegração das Malvinas.

  12. Parabéns a Marinha do Brasil ótimo vídeo.

    Agora o Brasil precisar de meios para proteger as futuras bases de submarinos. e os locais de desenvolvimentos.

    Acredito que o S-300 possa ser o ideal para longo alcance e para fechar com menor alcance o Pantsir.
    E para fechar de vez o circulo de defesa a marinha por conta própria deveria troca o AF-1 por SU-35 versão naval iria ficar muito lindo essas naves na base naval de Sao pedro da Aldeia e manteria os Âmis e Ingleses a distancia de nossa costa.

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