CT Pernambuco (classe “Fletcher”)
CT Sergipe (classe “Allen M. Sumner”)
CT Marcílio Dias (classe “Gearing”)
Os navios de guerra modernos estão cada vez mais sem graça, com a adoção do design “stealth”. Pelo menos essa é a opinião dos que conheceram de perto os classe “P” ou “Bico Fino”, como eram apelidados os clássicos contratorpedeiros das classes “Fletcher”, “Allen M. Sumner” e “Gearing”, que a Marinha do Brasil recebeu dos EUA, durante o programa MAP (Military Assistance Program), a partir do final da década de 1950.
Esses navios começaram suas vidas na Segunda Guerra Mundial, muitos participaram da Guerra da Coréia, os últimos do Vietnã e passaram por diversas modernizações antes de serem transferidos ao Brasil.
Eram navios que tinham alma e cara de guerreiros. Movidos a vapor e dotados principalmente de canhões de 127mm (5 polegadas) de duplo emprego, os CTs foram os principais navios de guerra da Marinha do Brasil por mais de 20 anos. O último deu baixa em 1997 e, infelizmente, nenhum foi preservado como museu.
Clique nas imagens abaixo para ver o folheto da Força de Contratorpedeiros da década de 1980, que era dado aos visitantes quando os navios ficavam abertos ao público, em operações pelo litoral do país.
NOTA do BLOG: Para mais informações históricas sobre nossos contratorpedeiros, acesse o NGB – Navios de Guerra Brasileiros, clicando aqui.















alguem sabe do que foi feitos doscanhões desses navios?
aonde estão?
Vendo essas fotos, lembro-me das muitas vezes em que embarquei no CT Alagoas, pois meu pai foi seu imediato.
Sds a todos.
Essas fotos são para nós, os saudosistas. Lamentavelmente nunca mais se farão barcos como estes. A tecnologia e o conceito de furtividade transformaram completamente o desenho dos atuais navios de combate. Era fascinante vê-los navegando a todo velocidade, com suas proas afilados cortando a água… Imagens que poderemos assistir agora só em velhos filmes da II Guerra. Alguns projetos recentes ainda mantém um desenho bonito, como os KDX-II, por exemplo, mas o charme dos navios das gerações “pré-furtivos”, como estes destroyers das fotos acima, se perdeu para sempre.
Abraços!
Eramos felizes e não sabiamos
Esta Gearing esta bem modificada não é ?
Originalmente ela tinha 2 torres duplas de 127mm na proa… Esta esta com uma, o que foi posta no lugar dela ?
Foi instalado dois reparos triplos de torpedos, um em cada bordo.
alguem pode responder?
Oi Celio,
Os navios foram para o ferro velho ou foram afundados em exercicios e em ambos os casos os canhoes se vao com os navios, salvo exceçoes onde os canhoes sao retirados e usados como peças de museu ou monumentos.
Espero ter respondido, pois é o que sei.
abraços
Obrigado Dalton..
Rcardo, os nossos Gering nuna tiveram duas torres na proa, apenas uma
abs
MO
Celio,
Sei de pelo menos duas torres de Fletcher preservadas no Estado de São Paulo: uma no porto de Santos, na Capitania dos Portos – apesar de não ser de nenhum Fletcher da MB – é uma torre proveniente de um Fletcher da USN que foi instalada em um dos Garcia transferidos para a MB (os navios da classe Garcia reapraproveitavam duas torres dos Fletcher da II GM) Em breve o edifício da Capitania será inaugurado, após alguns atrasos, e o canhão – que ironicamente com a reforma ficou escondido atrás de um muro, mas espero que mudem de lugar – poderá ser visto por quem visita o porto.
Há um outro no Museu de Ciências (acho que é esse o nome), próximo à Universidade de São Paulo, mas da última vez que tentei entrar em contato com a instituição, estava fechada à visitação. Creio que se trata de uma torre original dos Fletcher da MB. Lá também há um reparo quádruplo Bofors 40mm que equipava vários navios da classe.
Mudando de assunto, interessante o folheto, que não via há tanto tempo! Lembro de receber um desses numa visita a um dos Sumner ou Gearing nos anos 80 (nunca visitei um Fletcher naqueles tempos, se soubesse como ia me arrepender depois…), mas deve ter sido posto no lixo numa reforma do apartamento em Santos, juntamente com uma coleção de gibis do cebolinha…
Mas deixando as cebolas de lado, interessante é a composição dos dois esquadrões: Em cada um, 1 Gearing e 2 Sumners dotados de hangar e convoo. Dos navios sem hangar e convo, dois Flechers completavam a dotação de um dos esquadrões, e um Fletcher e um Sumner que não passou por FRAM completam a dotação do outro. Um modo bastante equilibrado de dividir uma força de 10 navios, que compartilham muitas características mas se diferenciam em outras tantas.
Meus xodós na época em que os navios estavam na ativa eram os quatro Sumners FRAM, com as torres duplas superpostas, hangar e convoo. Lindos.
Continuando a rasgação de seda pelos velhos navios, interessante notar que no início dos anos 80 a MB terminava de incorporar as últimas das 6 fragatas Niterói, novinhas e no estado da arte, num total de 6 escoltas (a grosso modo, substituindo os Fletcher mais antigos, recebidos no final dos anos 50 e início dos 70, assim como no último cruzador leve embora as baixas e incorporações não correspondam exatamente, mas dá na mesma). Eram 16 navios de escolta, em três esquadrões. E essa dotação foi mantida praticamente durante todos os anos 80, com os 3 Fletcher e o Sumner sem convoo dando lugar aos Garcia a partir de 89, o que fez com que a MB passasse a dispor de hangar e convoo em todas os seus navios de escolta. Os dois Gearing e os quatro Sumner durariam, também a grosso modo, até meados dos anos 90, substituídos em parte pelas Inhaúma e em parte pelas Type 22, que foram incorporadas para compensar o atraso na entrada em serviço das corvetas, aposentando de vez os CTs da época da II GM.
Nunao,
Faço suas, minhas palavras. Estes navios fizeram parte de minha infancia, alias, de muitos como nós que adoramos navios de guerra.
abraços
Realmente bons tempos aqueles….com exeção do D-38 “Espírito Santo”, visitei todos eles…
Bem simplesmente foram os navios que “nos co nhecemos e nos criamos’, em uma epoca que identificar navios era a leitura do indicativo americano na popa e quebrar a kbeça com parcas fontes para saber quem era ….
Até hoje me lembro da “torreta laser” do Maranhão … Lembra Bozoh, “atiramos” muito com os L 60´s
Muito Bons tempos …
MO
Fernandinho, a da CPSP é do Paraná
MO
Ostra, aquela marujada do D-33 era muito engraçada. Só tinha gaiato!
Pois é, aqueles 40/L60 eram fantásticos nos “Fletcher”.
Lembro até hoje do D-31 fazendo a faina de lavagem do convés e torretas, brilhando ao sol do verão. Eram navios muito bonitos e bem conservados.
Ostra, vc está falando Paraná ex-FF, não ex-DD, certo?
Não tive a felicidade de brincar com os L60 dos Fletcher, já que não entrei em nenhum, e os Sumner e Gearing não tinham… Mas também lembro vagamente de sentar na “cadeira” de uma das montagens quádruplas da ilha do Mingão, “atirando” no estilo Luke Skywalker…
Por isso ainda quero dar uma checada outra vez no tal museu da ciência meio fechado, meio largado que falei aqui em SP, onde tem uma delas (vai saber até se não é uma do Minas e não de um dos Fletcher) e experimentar de novo a sensação. Aí eu até convido o Gato-Mestre se ele estiver por aqui. Bons tempos!
Isso mesmo, Parana FF Garcia
MO
Eram umas latas de sardinhas, mas, elegantíssimos no mar.O Taiwan ainda opera alguns Gearing modernizados.
[...] – DD 776) era um navio da classe “Allen M. Sumner” FRAM II e juntamente com outros contratorpedeiros, constituiu a espinha dorsal do poder naval brasileiro na década de [...]
[...] Contratorpedeiros brasileiros das classes “Allen M. Sumner” e “Gearing”, fotografados pela Marinha dos EUA. [...]
servi no ct marcilio dias de 1987 até 1991. tenho saudades e acho que se tivesse presenciado seu afundamento pelo submarino tamoio em 1994 eu choraria. saudades dos tempos antigos.
JA VIAJEI MUITO NO CT MARCILIO DIAS. minha época foi de 1987 até 1991. FIZ MUITA FAINA EM CHEGADA DE PORTOS. EU O LAVAVA COMO SE FOSSE MEU CARRO, OU SEJA, COM MUITO CARINHO. TENHO COMPANHEIROS INESQUECIVEIS DESSA ÉPOCA, CABO EL SENA, CABO EL MELO, CABO EL RANGIFO, SGT EL VILEIDE, SGT CP SERGIO, CABO EL MAIA, TENENTE PAMPLONA ETC. SE ALGUM DE VCS LER ESSA MENSAGEM ENTREM EM CONTATO COMIGO [email protected]
Meu Pai tambem ,viajou muito nos DD ,inclusive foi buscar o Maranhão Alagoas ,Piaui ,sta Catarina e as Niterois pois a Mb não tinha o quadro de informatica na epoca para os radares entam mandaram os ET cursarem informatica no Reino Unido ,mais apos a chegada ele voltou para os Ct na ofina do Gretarge como Sup de Eletronica , mais ele gostou mesmo do tempo a bordo do Alagoas e Belmonte sempre disia os DD ,são melhores do que as Niterois em tudo .apenas com a defasagen do tempo
Tem um dos classicos reparos singelos de 127 mm de um dos classe P aki na sede do 8º DN em São Paulo
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh Paulo, obrigado
Tks por depertar das Catacumba
Maaaasssssssss o velho Osso Standard of Quality Info remaining the same … tipo = i ?? ( I é di quem ?) ai sim, vale a info (heheheh), pode ser ?
Tks
MO
Vou dar uma passadinha no 8º DN pra consolidar a informação, mas axo que é do meu favorito, o Piauí (aquele que tinha antena radioativa e que se a gente não descesse ia virar ET, lembra disso?)
Um deles que não passou pelo FRAM mas que me traz boas recordações e muito pouco se fala foi o CT Mato Grosso. No início da década de 80 embarquei nele lá em Belém do Pará com o intuito de fazer um delineamento para o PNR, depois ele veio para a Base Naval de Aratú, onde ficou por dez meses e saiu novinho em folha. Existem poucas fotos dele mesmo na época em que ele era o USS Compton.
Saudades da antiga força de CT´s.
Aquilo era Marinha de verdade. Muita faina e dificuldade com muita união e camaradagens verdadeiras.
Lembro-me dos MN “espermatozóides” – não tinham armários e então moravam no “saco” de roupas.
Que os destroyers/CT´s possam voltar a nossa marinha.
Que saudade di D25.
Me lembro das viagens e dos amigos que serviram comigo nos anos de 89 a 91, época que fui marinheiro fiel da aguada do quadro de máquinas, junto do neguinho Araújo e do Tingo.
Bons tempos!
Abraços aos colegas da época.
Otimo trabalho, parabéns.
Senhores, tive a sorte de fazer faina neles, estava servindo no deposito de marial comum da marinha, era muto bom.
Pena q não fico um para museu, estive também no minas gerais, coisa grande, enorme, como um estadio de futebol. não ficou para museu.
Hoje temos estas fragatas q ao meu ver o primeiro impacto derrete pelo calor, da mesma forma q ocorreu com as fragatas inglesas nas malvinas, destruidas pelos argentinos.
Abraço a todos.
tive o prazer de tambem servir no D25 no ano de 1989 a 1991 oriundo da eamce. turma golf ll. as vezes lembro de muitos amigos q fcaram na lembrança. trabalhava como mensageiro da estação rádio lembro-me de alguns nomes como o sgt Araujo depois foi AA ,dos cb Mauricio ,cb edmilson, mn laercio,mn adriano ,mn Valverde ,mn sales (todos da estação rádio) não sei se o Andrade recorda eu era o MN Amaral de Belem do Pará lembro-me perfeitamente ndo mn Araujo e do tingo e de outros,afinal são mais de 20 anos… hoje moro em Belem sou oficial do corpo de bombeiros. vou deixar meu e-mail se alguem dessa epoca lembrar terei o prazer de conversar, [email protected].
Lembrei-me do CT MARANHÃO (URSO CALIFÓRNIA). Servi naquele valoroso contratorpedeiro muito veloz fita azul, bolineiro, com um sonar muito potente, foi minha escola verdadeira. Muitas das vezes colavamos na ilha de Jorge Grego como corsário só deixando a galera toda passar, aí aproavamos a esteira deles passando a parte de engajamento. Eram belos aqueles exercícios… ONDE ESTÃO OS CONTRATORPEDEIROS DA MARINHA? Não está faltando algo senhores? Saudades da ativa ô…