Vikrant versus Enterprise

vikrant

Em dezembro de 1971, durante o conflito entre o Paquistão e a Índia, o porta aviões americano USS Enterprise foi deslocado para o Mar Indico para monitorar o conflito e o bloqueio indiano contra o Paquistão Oriental (atual Bangladesh). Os indianos ficaram sabendo e criaram planos de contingência para atacar o Grupo Tarefa americano com seu porta aviões INS Vikrant, irmão no A-11 Minas Gerais.

Na época, o Vikrant estava equipado com caças Hawker Sea Hawk, um caça a jato de primeira geração. Os planos não foram postos em prática pois o GT americano foi para o Vietnã, mas os indianos iriam enfrentar os americanos equipados com caças F-4 Phantom, A-7 Corsair II e A-6 Intruder. Seria algo como enviar o A-12 São Paulo, com seus caças AF-1, para enfrentar um porta-aviões americano atual, equipado com os Super Hornet.

14 Comentários para “Vikrant versus Enterprise”

  1. daltonl 2 de março de 2013 at 16:17 #

    Para o pessoal do “aviaozinhum” a composição da Ala Aerea 14 CVW-14 , embarcada no USS Enterprise na época:

    VF-143 F-4J Phanton II
    VF-142 F-4J Phanton II
    VA-97 A-7E Corsair
    VA-27 A-7E Corsair
    VA-196 A-6A/B/KA-6D Intruder
    RVAH-5 RA-5C Vigilant
    VAQ-130 DET.4 EKA-3B Skywarrior
    VAW-113 E-2B Hawkeye
    HC-1 DET.4 SH-3G Sea King (utilitários/plane guard)

    O USS Enterprise na época era classificado como CVAN o “A” significando ataque. Quatro anos mais tarde ele e os demais NAes da US Navy foram reclassificados como CVs/CVNs refletindo uma designação multiproposito adotando helicopteros antisubmarinos SH-3D e aeronaves de asa fixa S-3A Vikings igualmente antisubmarinos.

  2. Marcelo Martins 2 de março de 2013 at 17:42 #

    O Vikrant não ia dar nem pra saída……

  3. Marcelo Martins 2 de março de 2013 at 17:43 #

    O Enterprise iria fazer picadinho do Vikrant……

  4. Luiz Monteiro 2 de março de 2013 at 19:16 #

    Prezado G-Loc,

    Caso a Índia realmente pensasse em um confronto, a estratégia mais eficaz seria enviar seus SSK para prováveis posições onde o GT capitaneado pelo Enterprise iria percorrer, realizar a “emboscada” atacando com torpedos.

    Seria mais eficiente que a utilização do Vikrant. O envio do NAe seria exclusivamente para demonstração de bandeira e como forma de dissuasão. Mostrar que a Índia estava disposta a defender seus interesses.

    A dissuasão, neste caso, seria uma tentativa da Índia de mostrar aos EUA que eles seriam confrontados e o custo da empreitada americana poderia ser elevado.

    Essas são as estratégias utilizadas por marinhas com menor investimento contra uma potência.

    Se isso daria certo? Iria depender do quanto os EUA estavam dispostos a se sacrificar pelo Paquistão.

    Para deixar claro, isso é só uma análise conjectural. Nada contra ou a favor de qualquer nação. No caso em tela, dois aliados da MB, cujas relações são as melhores possíveis.

  5. daltonl 2 de março de 2013 at 19:55 #

    Caro LM…

    no meu modo de ver, a India tinha apenas 4 submarinos de origem russa, que não eram dos mais avançados e haviam sido adquiridos recentemente então não havia muita experiencia ainda no uso deles e
    por razoes obvias, nem todos os 4 estariam disponiveis.

    A maior preocupação para o USS Enterprise na minha opinião eram os submarinos sovieticos que se fizeram notar inclusive emergindo proximo ao Big E.

    Como em outras ocasiões, as duas super potencias, sabiam que tinham que ceder para evitar algo pior que poderia terminar em um conflito
    atomico e assim o USS Enterprise retornou para onde era mais necessário, o Vietnã.

    Interessante que neste mesmo ano de 1971, os sovieticos propuseram
    uma igualdade em capacidade naval que os EUA rejeitaram e ao longo do tempo a ansia dos sovieticos em construir navios e submarinos ajudou na implosão economica da União Sovietica.

  6. CorsarioDF 3 de março de 2013 at 0:45 #

    Daltonl,

    Você foi perfeito na descrição histórica.

    Mas eu não podia perder a piada…

    São os Japoneses que são os Kamikazes ou os indianos??? Rsrsrsrsrs

    ST.

  7. daltonl 3 de março de 2013 at 11:52 #

    Corsário…

    os indianos foram corajosos, mas eles não foram estupidos. Eles tinham um acordo com a União Sovietica que garantiria apoio no caso da India ser atacada e os sovieticos movimentaram suas forças com tal rapidez que quando o USS Enterprise chegou já era tarde.

    Também nesta época os EUA e a China tinham engatado um romance, Nixon foi o primeiro Presidente americano a visitar a China e achava
    que os chineses pressionariam a India…o que ficou mais na vontade.

    Os EUA e a União Sovietica disputaram a simpatia do Paquistão e os EUA venceram, mas sempre me pareceu que os sovieticos é que ficaram com a parte boa, ou seja, a India.

    Tempos interessantes.

    abraços

  8. Observador 3 de março de 2013 at 12:57 #

    Senhores,

    Nenhum indiano acreditava que o Vikrant tivesse a menor chance contra o rival americano.

    O porta-aviões indiano era apenas um peão neste jogo de xadrez entre potências. Como no xadrez, o peão pode ser usado para bloquear o movimento de uma peça adversária importante.

    Se o adversário eliminar o peão, outras peças suas podem ser atacadas, em outros pontos do tabuleiro.

    Porém, se o confronto começasse em outro lugar, como o Vikrant e sua ala aérea poderiam representar um perigo para a navegação, ele se tornaria um alvo prioritário para o USS Enterprise e não duraria vinte minutos depois de localizado.

  9. Giordani 3 de março de 2013 at 14:12 #

    Acho que se fosse dada a ordem de atacar o Big E, o Vikrant iria, mesmo sabendo que as chances de voltarem seríam mínimas. E isso me faz lembrar, que na “Guerra da Lagosta” a MB foi…mesmo sabendo que o Foch e seus F-8 estavam navegando na costa da África…

  10. Ivan 3 de março de 2013 at 14:56 #

    Observador,

    O jogo jogado é xadrez.
    Mas as vezes pode ser pôquer.
    Quem está blefando?
    Quem paga p’ra ver?

    Joguinho perigoso este!
    Principalmente com cartas nucleares na manga.

    Sds.,
    Ivan, um péssimo jogador.

  11. Ivan 3 de março de 2013 at 15:01 #

    Dalton,

    Concordo.
    Seria até engraçado ver o Big E “correndo” do Vikrant.
    Mas seria a coisa mais sensata para a US Navy fazer naquele momento, deixar a Índia cuidar de sua guerra e não arrumar mais “sarna p’ra se coçar”.

    Mas assim como o mundo gira e até as pedras se movem, estamos vendo hoje uma incrível dança das cadeiras. Aliados dos anos 40, inimgos nos 70, hoje voltam a se cortejar.

    E segue o baile.

    Sds.,
    Ivan.

  12. GUPPY 3 de março de 2013 at 16:59 #

    Caro Giordani,

    O amigo Poggio, no post dos 50 anos da Guerra da Lagosta, já falou que era o Clemenceau e não o Foch que estava na costa ocidental africana, ou seja do outro lado do Atlântico. Despachou o Tartus para cá e retornou para a Europa.

    Abraços

  13. GUPPY 3 de março de 2013 at 22:41 #

    “Tartu” e não “Tartus”.

  14. Luiz Monteiro 4 de março de 2013 at 10:57 #

    Prezado Daltonl,

    Sua conjectura está perfeita.

    Minha colocação foi no sentido da Índia utilizar o seu NAe para atacar o GT capitaneado pelo Enterprise. Certamente isso não ocorreria. O envio seria, apenas, para mostrar aos EUA que eles estavam dispostos a defender seus interesses.

    Caso a Índia realmente tivesse pretensões de um conflito, o meio mais útil e temido pela US Navy seriam os submarinos com propulsão diesel-elétrica. Mesmo que para isso usassem tripulação mista, formada por indianos e soviéticos.

    Essa estratégia de uso de submarinos foi adotada na guerra das Malvinas pela marinha argentina após o afundamento do Belgrano e também seria utilizada pelo Brasil se enfrentasse uma marinha com maior capacidade que a nossa.

    É certo, como dissestes, que ali era mais um ato da “guerra-fria” entre os EUA e a URSS.

    Abraços.

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