Seahawk MH-16

Departamento de Defesa dos EUA informou modificação de contrato concedida à Sikorsky, no valor de 86 milhões de dólares e compra via FMS, para dois S-70B / MH-16 Seahawk adicionais destinados à MB, com entrega em 2017

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DestaqueNa quarta-feira, 30 de outubro, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos publicou nota a respeito de uma modificação de contrato, concedida à Sikorsky Aircraft Corp., referente a dois helicópteros S-70B de Lote II para guerra antissubmarino e de superfície destinados à Marinha do Brasil. O valor da modificação do contrato original (N00019-10-C-0009), concedido previamente na modalidade firme de preço fixo, é de US$86.832.600 (oitenta e seis milhões, oitocentos e trinta e dois mil e seiscentos dólares).

A venda ao Brasil se dá pelo sistema FMS (Foreign Military Sales – vendas militares ao exterior), sendo que o contratante das atividades é o Comando de Sistemas Aéreos da Marinha dos EUA (Naval Air Systems Command), de Patuxent River. A esse esforço, estão associados transporte, produção e engenharia não recorrente, assim como treinamento e apoio em campo. Os trabalhos deverão ser concluídos em junho de 2017.

S-70B - MH-16 no Aniversario-ForAerNav - foto A Galante - Forças de Defesa

FONTE: Departamento de Defesa dos EUA (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em inglês)

NOTA DO EDITOR: até o momento, o projeto de aquisição do MH-16 / S-70B para reequipar o Esquadrão HS-1 da Aviação Naval previa a aquisição de 6 aeronaves, com o seguinte cronograma de recebimento: 2 unidades em fevereiro de 2012, 2 unidades em maio de 2012 (esses quatro helicópteros já foram recebidos, praticamente juntos – veja matérias abaixo) e mais 2 unidades previstas para o primeiro semestre de 2014. Subentende-se que as duas unidades anunciadas agora, com previsão de entrega em 2017, são as que elevarão a dotação do Esquadrão HS-1 para oito exemplares de MH-16 / S-70B Seahawk.

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21 Responses to “Anunciado contrato de mais dois S-70B para a Marinha do Brasil” Subscribe

  1. ThomasDW 31 de outubro de 2013 at 11:25 #

    um ótimo sistema, este adotado de pequenos lotes, não chama atenção e permite o reequipamento das unidades sem problemas.

    Se a FAB tivesse comprado pequenos lotes de 6 a 8 F-16 desde 2000, a cada dois anos, teríamos em 2014 entre 42 e 54 F-16C/D em operação, tudo sem nenhuma confusão.

  2. Marcos 31 de outubro de 2013 at 12:13 #

    Pensei que as “kombi” iriam ser o padrão das três FF.

  3. Alexandre Galante 31 de outubro de 2013 at 12:32 #

    Marcos, os EC-725 não podem realizar operações antissubmarino, que é a especialidade do Seahawk.

  4. juarezmartinez 31 de outubro de 2013 at 12:38 #

    “Kombis full mission”” não fazem o pairado FULL PAYLOAD colocando a bolinha na água por um tempo mínimo de 20 mints e e parce que omesmo tem uma certa aversão ao ambiente marítimo com fortes tend~encia pós 2 horas de vôo de seguir a lei da gravidade e tomar o rumo da água…..
    Para isto é necessário ter relação peso potência extremamente positiva, motores com um over power signifciativo e sistemas de alimentaçã redundantes, coisa para helicóptero de combate VERDADEIRO, demais missões com nuances “alegres”, tipo levar 25 muchileiros para o Amapá, levar almirante para passear, içar saco de roupa suja e demais do mesmo naipe é tarefa para os” full mission eurobambis”….sempre lembrando que tem ser sempre sobre a terra, nunca por cima nem de poça de água.

    Grande abraço

    Grande abraço

  5. MO 31 de outubro de 2013 at 12:42 #

    em verdade que missao non bibelot os eca 724 fazem ? … kkkkk

  6. Marcos 31 de outubro de 2013 at 13:32 #

    juarezmartinez

    Gostei do “Eurobambis”!

    Mas só uma correção: os ditos cujos não estão mais servindo à Presidência da República, portanto não estão levando saco de roupa suja.

  7. Baschera 31 de outubro de 2013 at 14:38 #

    MO
    31 de outubro de 2013 at 12:42 #
    em verdade que missao non bibelot os eca 724 fazem ?

    Grande pergunta…. Ostra !!

    Mas… só a quadrilha do Ali Babá sabe responder….

    Sds.

  8. Luiz Monteiro 31 de outubro de 2013 at 15:32 #

    Prezados,

    Já havíamos informado aqui no Poder Naval que a MB estava buscando o financiamento para novos MH-16 e para os novos torpedos.

    “Prezados,

    Pelo que sei, os V-22 Osprey foram demonstrados para uma comitiva da MB. Apesar de serem aeronaves que impressionaram muito, desconheço a intenção, pelo menos por enquanto, de se adquirirem tais equipamentos.

    Quanto aos MH-16 Seahawk, a MB busca financiamento internacional para obtenção de 4 unidades, com opção para mais 2.

    No entanto, a compra somente seria efetivada no próximo ano (2014).”

    A MB espera conseguir em breve financiamento para compra do primeiro lote de torpedos pesados que irão equipar os submarinos da Classe “Riachuelo”

  9. Luiz Monteiro 31 de outubro de 2013 at 15:34 #

    Segue o link:

    http://www.naval.com.br/blog/2013/08/02/v-22-osprey-para-a-mb/

  10. Luiz Monteiro 31 de outubro de 2013 at 15:40 #

    O UH-15 Super Cougar foi adquirido para realizar missões de Transporte, SAR e C-SAR.

    O UH-15A realizará missões de ASuW empregando misseis Exocet.

    Isso quando forem sanados os problemas de sua transmissão.

  11. Marcos 31 de outubro de 2013 at 17:16 #

    Luiz Monteiro

    Poderiam ter comprado Sea Hawk e Black Hawk para fazer todas essas missões, inclusive o de levar saco de roupa suja.

  12. Luiz Monteiro 31 de outubro de 2013 at 18:25 #

    Prezado Marcos,

    A MB nao selecionou o Super Cougar. A sua compra foi decidida pelo Ministerio da Defesa.

    Isso nao e’ uma critica ao modelo nem as suas capacidades. Entretanto, vale ressaltar que os UH-15 poderao vir a ser bastante uteis apos sanados os problemas atuais.

    Os Black Hawk seriam a escolha natural.

  13. Guilherme Poggio 31 de outubro de 2013 at 19:02 #

    Prezado Luiz Monteiro

    Existe a possibilidade/compatibilidade de se adquirir torpedos pesados para a classe Riachuelo do mesmo modelo atualmente em atividade na classe Tupi/Tikuna?

  14. Luiz Monteiro 31 de outubro de 2013 at 20:55 #

    Prezado Poggio,

    Os submarinos da classe “Riachuelo” operarao o novo torpedo pesado de origem francesa compativel com o sistema de combate tambem de origem francesa. Nao foi contratada a integraçao dos torpedos MK 48.

    Tanto os classe Riachuelo quanto o Alvaro Alberto operarao apenas torpedos de origem francesa e misseis Exocet. Esta prevista a possibilidade de se adotar no futuro misseis de cruzeiro da MBDA, mas nao no primeiro momento.

    Caso a MB queira integrar o MK 48 ao sistema de combate frances, tera de arcar integralmente com os custos.

    Abraços

  15. Marcos 31 de outubro de 2013 at 20:59 #

    Prezado Luiz Monteiro:

    Eu sei que a MB não selecionou os EC-725. Foi uma decisão da kumpanherada. Por preço caro, por sinal.

    Quanto ao “apos sanados os problemas atuais”, digo o seguinte: se forem sanados os problemas atuais, SE!

    As pessoas precisam fazer um pouco mais do que ficar sentadas na cadeira aguardando o soldo no final do mês, ou esperando a aposentadoria. As vezes é preciso chutar o pé da barraca, mesmo que isso custe caro.

  16. Augusto 1 de novembro de 2013 at 0:20 #

    Em razão do acerto com os franceses, já havia sido anunciado que a Marinha iria adquirir os F21, que certamente estão entre os melhores torpedos do mundo!

  17. Guilherme Poggio 1 de novembro de 2013 at 12:36 #

    Muito agradecido caro Luiz Monteiro.

    Então a MB conviverá com dois modelos de torpedos pesados por um certo tempo como eu havia imaginado.

  18. juarezmartinez 1 de novembro de 2013 at 17:38 #

    é dois tipos de torpedo, dois sistemas e combate, duas doutrinas operacionais, duas manutenções, coisa marinha rica…

    Grande abraço

  19. Mayuan 4 de novembro de 2013 at 8:44 #

    Alguém pode por favor mostrar para pessoas ruins de matemática como eu que cada Seahawk não custou 43 milhões como uma conta de padaria faria supor?

  20. daltonl 4 de novembro de 2013 at 10:06 #

    Mayuan…

    envolve outras coisas não apenas as células, veja que lá no início da matéria menciona custos não recorrentes, transporte, treinamento, apoio de campo, etc.

    O Nunão explicou lá no aéreo, apesar de que, as informações não são muito completas, principalmente quanto aos tais custos não recorrentes.

  21. Mayuan 6 de novembro de 2013 at 0:46 #

    Obrigado Daltoni. Acabei de ler lá e vim pra cá. Ainda acho caro mas vou confiar na opinião dos colegas que conhecem mais do assunto que eu.

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