Índia propõe 40 anos de manutenção conjunta do INS ‘Vikramaditya’

Índia propõe 40 anos de manutenção conjunta do INS ‘Vikramaditya’

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O estaleiro russo Sevmash comunicou hoje ter recebido uma proposta do governo indiano para a manutenção conjunta do INS Vikramaditya, navio-aeródromo comissionado à Índia no mês passado após extensa reforma. De acordo com o estaleiro, o contrato atual prevê assistência pelos próximos 20 anos, e a Índia teria sugerido prolongar o período para 40 anos.

Em comunicado oficial, o Sevmash diz: “nossos parceiros indianos propuseram conduzir todos os trabalhos de manutenção em conjunto com o Sevmash. O Vikramaditya foi comissionado oficialmente em novembro do ano passado, mas só deixou a Rússia em dezembro, e chegou à base naval de Karwar, no oeste da Índia, no mês passado. Representantes do estaleiro devem ir ao país no mês que vem como parte de uma comissão bilateral de cooperação militar.

Índia e Rússia mantêm laços militares antigos. Entre os projetos conjuntos entre as duas nações estão o desenvolvimento do míssil de cruzeiro BrahMos e o caça de quinta-geração PAK-FA, ainda em desenvolvimento.

FONTE: RIA Novosti (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

15 COMMENTS

  1. Os indianos operam com o NAe mais antigo do planeta,
    o ex-HMS Hermes comissionado em novembro de 1959
    e possivelmente completará 60 anos se for descomissionado em 2019.

    Mas provavelmente o recorde ficará conosco quando o NAeSP for retirado de serviço em 2025 com 62 anos.

  2. Qual o problema de um navio ter décadas? Nós mesmos temos o Monitor Parnaíba com 76 aninhos!!! E os EUA não estão projetando seus novos NAes para operarem por 100 anos? Do jeito que aeronaves e navios de guerra estão com seus preços cada vez mais absurdos, creio que essa será a regra daqui por diante, aeronaves e navios sendo projetados para a maior durabilidade possível…

  3. andreas…

    o Parnaíba opera em um meio mais inofensivo ao casco que é a agua doce.

    Quanto aos novos NAes da US Navy eles irão durar tanto quanto um Nimitz, ou seja 50 anos com reabastecimento e modernização de meia vida, o diferencial sendo que necessitarão menos manutenção, ao menos é a proposta.

    E de fato a idéia é prolongar ao máximo a vida de um navio…a US Navy por exemplo pretende que seus Arleigh Burkes IIA durem até 40 anos e há propostas para mante-los até 45 anos.

  4. Dalton,

    Apenas para complementar, a operação em água doce é menos agressiva ao casco não somente por questão da menor corrosão e ataque / aderência de pequenos organismos às chapas, como normalmente se fala (não que você tenha dito isso, apenas achei por bem complementar).

    Um outro fator de grande importância, ou até mais importante, é o menor desgaste estrutural na operação em rios. O mar agitado judia bastante das estruturas dos navios em movimento, e em geral as águas interiores e rios são tranquilos (o mais comum é bater no fundo, troncos ou rochas, como incidentes que afetem a estrutura).

    É por isso (entre outras razões) que navios com metade da idade e que operam hoje no mesmo meio que o velho Parnaíba operou praticamente toda a sua vida (rio Paraguai), mas que anteriormente operaram no mar, como os pequenos patrulheiros classe Piratini, estão em estado muito maior de desgaste. O mar agitado judia muito, especialmente de navios pequenos.

  5. Verdade Nunão…fui sucinto demais no meu comentário e
    depois que postei não gostei do termo que usei “agua doce” pois deu a impressão de estar referindo-me apenas a questão da corrosão.

    E complementando também, ” o mar agitado judia muito”,
    inclusive daquelas embarcações rápidas de ataque equipadas com mísseis que acabam passando grande parte do tempo atracadas em manutenção e são o sonho de consumo de muitos.

    abs

  6. Sim, mas estamos falando de navios modernos e novos. O “vida mardita” vai ficar 40 anos……além dos 30 que já operou pela Rússia

  7. Guilherme não foram bem 30 anos corridos de ops, ele teve seus momentos de inatividade tbm, em termos de ‘uso’, não foram 30 anos não, em termos de idade, sim, mas apenas como subsidio e nao como ponderamento

  8. Prestou serviço na marinha sovietica entre 1987 e 1991
    e então na marinha russa de 1991 a 1995 e viu pouco serviço nesses 8 anos até ser retirado em 1996 e vendido à India em 2004 que finalmente o comissionou em 2013.

    Deve ser levado em conta a data de comissionamento na Marinha Indiana em 2013 e uma possivel baixa após 40
    anos, +/- 2053.

  9. Se eu ainda estiver por aqui, pago uma rodada de birita pra todos do blog se esse navio chegar a mais 40 anos de operação… Ele não consegue funcionar direito HOJE, quem dirá daqui a 10 anos de judiação…

  10. Andreas,

    Acho que você confundiu que a nova CLASSE de CVNs vai ser o navio principal da USN por 100 anos com um único NAVIO operar por 100 anos.

    Como bem disse o Almirante Daltonl, esses navios terão 50 anos de vida útil, assim como os Nimitz. Só que o primeiro entrará em operação uns 50 anos antes do último ser comissionado, fazendo com que a classe como um todo navegue por uns 100 anos. Assim como os Nimitz, que entraram em operação em 1975 com o USS Nimitz e só devem sair de operação por volta de 2060 com o USS George H. W. Bush, perfazendo uns 80 a 90 anos de operação.

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