classe_absalon

As marinhas geralmente projetam suas escoltas para o objetivo final de combate onde raramente são utilizados, mas fazem outros trabalhos do dia a dia. As tarefas de rotina incluem patrulhas de rotina para proteção de recursos naturais, missões anti-pirataria e contrabando, busca e resgate, evacuação de não combatentes em áreas costeiras em locais de crise, apoio a operações de paz, apoio de fogo para outras forças em terra, transporte limitado de equipamento e pessoal em apoio a operações em terra durante combate ou operações de paz, apoio a desastres naturais, segurança e interdição marítima. Missões típicas de tempo de guerra são patrulhas, escoltas, busca e salvamento de combate, operações especiais, guerra de minas e missões de negação do mar.

Atualmente a Marinha do Brasil está enviando suas fragatas da classe Niterói para apoiar as operações de paz no Líbano fazendo interdição marítima. A missão é tipica de navios de patrulha oceânica. As missões são realizadas desde 2011. As principais tarefas realizadas no Líbano é contribuir para evitar a entrada pelo mar de armamento não autorizado pelo Governo Libanês, por meio de Operações de Interdição Marítima; e auxiliar a Marinha Libanesa no treinamento de seu pessoal, para que ela seja capaz de controlar suas águas territoriais no futuro.

A Marinha da Dinamarca raciocinou ao contrario com a classe Absalon, onde a tarefa de navio de guerra é secundário. O trabalho do dia a dia típico de um navio de patrulha oceânico é a principal capacidade do navio e os meios para realizar as tarefas de uma fragata foram adicionados depois ao navio. Os navios são classificados como navios de apoio de combate, mas ao mesmo tempo tem os mesmos sensores e armas de uma fragata. Os navios foram projetados para serem baratos, sendo construídos com padrões de navios mercantes e não navios militares.

A classe Absalon tem um convés de propósitos múltiplos (flex deck), com 915 metros quadrados de área, e uma rampa para veículos na popa. O navio pode ser usado para função de Comando & Controle com capacidade de levar um Estado Maior com 75 pessoas, com um centro de comando em container. Outra opção é poder levar até 200 homens e seus veículos. O “flex deck” pode ser usado para minagem levando 300 minas ou ser equipado com sistemas de caça minas. Outras opções são levar um pequeno hospital em container ou servir como espaço para levar até 55 veículos. O hangar pode acomodar dois helicópteros médios do tamanho de um EH101 Merlin.

Tags: ,

44 Responses to “Navios de apoio de combate classe ‘Absalon’” Subscribe

  1. Netuno 17 de março de 2014 at 7:26 #

    Prezado G-Loc,

    Você saberia informar o custo final de um meio naval da classe “Absalon”?
    A imagem publicada não passa a ideia de um navio simples, barato e construído com padrões de navio mercante. Você tem mais detalhes do projeto que sustentem isso?

  2. G-LOC 17 de março de 2014 at 8:22 #

    http://newwars.wordpress.com/warship-costs/

    No site acima tem preços de vários navios de guerra.

    A lista de fragatas só mostra duas mais baratas. A F-22P é mais barata, mas está mais para a nova corveta da MB. A Holland é um navio de patrulha oceânico. O próximo em custo é o Iver Huitfeldt baseado no Absalon.

  3. Alexandre Galante 17 de março de 2014 at 12:33 #

    Essa lista está aqui no Naval tmb:

    http://www.naval.com.br/blog/2011/02/07/quanto-custa-um-navio-de-guerra/

  4. Alexandre Galante 17 de março de 2014 at 12:34 #

    Essa aqui é boa pra saber quanto custa um navio de guerra ao longo da sua vida útil:

    http://www.naval.com.br/blog/2010/07/30/quanto-custa-a-operacao-de-um-navio-de-guerra-ao-longo-de-sua-vida-util/

  5. MO 17 de março de 2014 at 14:52 #

    por falar em apoio, em tempo
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/03/ms-jaguar-pcko-2a-atracacao-no-terminal.html

    5 photos

    última vgm desta temporada do porta buneco … ufis, menos um !! =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/03/ms-jaguar-pcko-2a-atracacao-no-terminal.html

  6. joseboscojr 17 de março de 2014 at 19:38 #

    Esse é um baita navio de combate.
    Tem 2 canhões antiaéreos que são sem dúvida os melhores do mundo para a função antimíssil e contra ameaças assimétricas de superfície: o Millennium, de 35 mm.
    Esses canhões e os 36 mísseis ESSM são servidos por 3 sistemas de direção de tiro Ceros 200.
    Também o fato de ter 16 mísseis anti-navios é pouco comum no Ocidente.
    Essa dotação de mísseis permite que ele neutralize consistentemente de 4 a 5 ameaças bem defendidas usando ataque de saturação.
    Ainda são poucos os navios de combate no mundo que podem se contrapor a um ataque de saturação bem coordenado, mas há de se notar que esse tipo de míssil caminha a passos largos para a obsolência.
    Outro trunfo do Absalon com seus 16 Harpoon Block II é que ele tem em mãos 16 mísseis com capacidade de ataque de precisão a alvos em terra.

  7. G-LOC 17 de março de 2014 at 21:59 #

    Bosco, não acho que seja um “baita navio de combate” no sentido de meios de combate. Acho bem “pé no chão” em termos de balancear custos e necessidades.

    É o oposto de partir direto para um porta-aviões.

  8. joseboscojr 17 de março de 2014 at 22:52 #

    G-LOC,
    O navio tem um deslocamento carregado de “só” 6600 t, e é armado com:
    1 canhão de 127 mm Mk-45/4 (alcance de 30 km)
    2 CIWS Millennium de 35 mm
    36 mísseis ESSM lançados verticalmente
    16 mísseis Harpoon block II
    2 lançadores duplos de torpedos MU-90

    Possui 3 sistemas independentes de direção de tiro para os CIWS e os mísseis ESSM (na Wiki diz ser 4, mas no desenho identifiquei “só” 3), que combina radar e sistema eletroóptico
    O sistema de defesa antiaérea constituído de 3 sistemas de direção de tiro Ceros 200, 2 CIWS e 36 mísseis de defesa de área curta lançados verticalmente não deixa nenhum arco cego e pode fazer frente a um ataque de saturação de grande volume, cobrindo um alcance de até 50 km contra aeronaves.
    Os 16 SSMs Harpoon (cerca de 200 km de alcance) tem inclusive capacidade de ataque de precisão contra alvos em terra, além de capacidade anti-navio.
    Leva dois helicópteros “pesados” EH-101.
    Tem reduzida assinatura radar.
    Se isso não for um “baita” navio de combate…
    Eu não sei não, mas quando os projetistas dos LCS veem esse navio eles têm cólicas de inveja. rsrsss

  9. G-LOC 17 de março de 2014 at 23:26 #

    Bosco,
    Se fosse na MB seria subarmada:
    – apenas um CIWS (40mm?)
    – talvez um míssil SAM de curto alcance (bem menos de 36 misseis)
    – 4 Exocet ou MAN-1
    – dois diretores de tiro
    – dois Esquilos

    O objetivo seria esse mesmo. Um patrulha oceânico podendo fazer missão de fragata em cenários de baixa intensidade.

  10. Baschera 18 de março de 2014 at 0:36 #

    Esta matéria foi colocada propositadamente ??

    Se sim ou se não… coincidentemente poderemos, se DEUS ajudar, ter uma surpresa mas para o final do ano !

    Esta é uma nave excepcional !

    Sds.

  11. juarezmartinez 18 de março de 2014 at 7:51 #

    Não sei Bachera, acho que as escoltas do Prosuper já tem nome e sobrenome, os Napaocs também ,apesar de serem de pais diferentes, o que parece não estar claro ainda é o tanqueiro, mas tudo pode mudar não é mesmo, até o FX mudou aos 40 minitos do segundo tempo.

  12. rafael oliveira 18 de março de 2014 at 10:32 #

    Mas, em tese, não seriam todos do mesmo fabricante?

  13. daltonl 18 de março de 2014 at 10:35 #

    Bosco

    “baita navio de combate” na minha opinião são as tres
    fragatas dinamarquesas baseadas na classe Absalon e que possuem capacidade de defesa de área que é um
    dos pré-requisitos para as novas fragatas de cerca de
    6000 toneladas do PROSUPER.

    E apesar do EUA terem diminuido o número de LCSs a serem adquiridos, os mesmos ainda possuem vantagens sobre um Absalon, como um calado bem menor e uma velocidade bem maior, enfim, são navios que atendem as necessidades de suas respectivas marinhas.

    E o EH-101é considerado um helicóptero “médio” assim como o MH-60 e não “pesado”.

    abs

  14. juarezmartinez 18 de março de 2014 at 12:15 #

    rafael oliveira 18 de março de 2014 at 10:32 #

    Mas, em tese, não seriam todos do mesmo fabricante?

    É, seriam, mas o rumo da prosa mostra outro caminho, pode ser até que o tanqueiro e as escoltas sejam, mas os patrulhas parece que não.

    Grande abraço

  15. joseboscojr 18 de março de 2014 at 12:25 #

    Dalton,
    No meu modo de ver há espaço para 2 tipos de escoltas, os anti-aéreos, dedicados à defesa área e dotados de mísseis sup-ar de longo alcance/grande altitude, aptos a defesa de área; e os de emprego geral, estes mais afeitos a guerra anti-submarino e anti-superfície, e com capacidade limitada de defesa aérea, em geral, apenas uma capacidade de auto-defesa.
    No meu modo de ver o adjetivo “baita” se aplica a qualquer um dos dois tipos.
    Quanto ao EH-101 ser “médio” ficou implícito no meu comentário onde coloquei o termo “pesado” entre aspas, mas valendo citar que o MTOW do SH-60/MH-60 é de 10 t e o do EH-101 é de 15 t.
    Quanto a terem características e usos diferentes entre os LCSs e o Absalon, sem dúvida, mas me referia especificamente à capacidade de combate (mais especificamente à configuração de armamentos), daí meu comentário sobre a “possível” inveja que despertaria nos projetistas americanos.
    Um abraço.

  16. rafael oliveira 18 de março de 2014 at 12:28 #

    Obrigado, Juarez, pelo esclarecimento.

    No mais, concordo que ao fazer a compra dos 3 NaPaOc da Bae, ficou meio irracional insistir em comprar outros 5 de outro modelo. Sem falar na nova Barroso, que é só um pouco maior e que seria, do ponto de vista logístico, melhor ter um “modelo-base” de um único fabricante, adaptado para cada função. Isso tudo, levando-se em conta que a Bae pratique preços em linha com os outros fabricantes.

    Grande abraço.

  17. joseboscojr 18 de março de 2014 at 12:48 #

    Quanto ao LCS, ele estaria super bem armado se fosse para substituir especificamente os barcos de patrulha Cyclone e os navios de contra medidas de minas Avenger, mas até onde eu sei ele também deveria substituir a fragata OHP, e é nesse ponto que ele se mostra frágil e é motivo de críticas, principalmente nos fóruns de discussão americanos.
    Quanto à comparação entre um navio de 6000 t e um de 3000 t, claro que é totalmente descabida, mas foi apenas para suscitar o comentário do Dalton, que estava ausente do post. rsrsrsss

  18. daltonl 18 de março de 2014 at 13:13 #

    Bosco…

    o Absalon é de fato um “baita navio” apesar dos dinamarqueses sobriamente usarem o indicativo “L” ao
    invés de “F”.

    O que eu acho é que para nossa Marinha um “baita” seria justamente as fragatas derivadas do Absalon que cumprem os requisitos do PROSUPER e como está previsto que apenas 5 serão adquiridas inicialmente não vejo razão para ter 2 especializadas em uma coisa e tres para outra ao menos não no inicio.

    No mais a Dinamarca é membro da OTAN com responsabilidades diversas da nossa e um LCS ao menos no papel sempre terá um Arleigh Burke por perto
    então são coisas diferentes, na minha opinião, claro.

    abraços

    Ah é o MTOW do Merlin é de 14600 kgs enquanto o do MH-60 é 10600…uma tonelada faz diferença :)

  19. daltonl 18 de março de 2014 at 13:24 #

    Bosco…

    já que vc mencionou as OHP, elas estão sendo subutilizadas há muitos anos já e se os EUA quisessem
    uma fragata eles teriam construido uma ou até mesmo adotado um modelo estrangeiro como já fizeram com seus navios de guerra de minas oceanicos e costeiros.

    O LCS veio para substitiuir os MCMs e também os MHCs
    já há muito descomissionados e os PCs e também poderão cumprir tarefas que as OHPs hoje executam, como antipirataria, antinarcotrafico e papel de navios inimigos durante treinamentos.

    abraços

  20. MO 18 de março de 2014 at 13:31 #

    em verdade elas estão dando baixa mesmo, não houve substituição paras as PF OHP´s …

  21. joseboscojr 18 de março de 2014 at 14:07 #

    Dalton,
    Em nenhum momento fiz referência à Marinha do Brasil em meus comentários neste post. Muito pelo contrário!
    Sequer pensei na possibilidade da Absalon vir a ser útil de alguma forma à MB.
    O meu “baita” não tem nada a ver com o seu “baita” e com o “baita” do G-LOC.

  22. daltonl 18 de março de 2014 at 14:12 #

    Mo…

    só há 14 delas comissionadas e antes do fim desse mês mais uma será descomissionada, a USS Robert Bradley e outras 3 até setembro.

    Outras 7 serão descomissionadas em 2015 e as ultimas 3
    que seriam retiradas até 2020 poderão ser retiradas também em 2015.

    Fim de uma era, ao menos para a US Navy, pois varias
    continuarão servindo em outras marinhas ainda por muitos
    anos.

    abs

  23. daltonl 18 de março de 2014 at 14:16 #

    Bosco,,,

    por este motivo que eu escrevi lá em cima “na minha opinião” o que seria de fato um “baita”, peguei um “gancho”
    no seu comentário e lembrei das 3 fragatas baseadas na
    Absalon. :)

  24. joseboscojr 18 de março de 2014 at 14:26 #

    E Dalton,
    As OHP cumprem hoje esse papel de “navio patrulha oceânico” porque não houve interesse em adequar o navio a operar com mísseis SM-2 mais modernos e os que eram usados iriam ser retirados do inventário da USN.
    Como havia ainda tempo de vida útil para algumas OHPs, elas foram desviadas da função original, o que obrigou a remoção do lançador Mk-13 e dos sistemas associados à operação dos Standards em questão.
    Até onde eu sei ela continua sendo usada na função anti-submarino (nem que seja apenas junto a costa americana). É nesse ponto que eu julgo que a LCS “substitui” a OHP, já que nem o Cyclone e nem o Avenger possuem essa função.
    Levando em conta a configuração atual das OHP o LCS está mais que adequado, mas se levarmos em conta a configuração original , ela está claramente defasada, mesmo porque, a LCS foi pensada em termos de uma realidade que teima em não seguir as metas estipuladas pela USN e hoje há uma clara recrudescência da guerra de águas azuis tendo em vista a evolução da capacidade da marinha chinesa.
    Ou seja, fizeram um martelo quando só haviam pregos, mas a realidade teima em mostrar que há também parafusos e porcas, e aí a LCS se mostra inadequada, e isso é tanto verdade que reduziram para a metade as encomendas originais, e temo que não foi só por conta da crise financeira que se abateu sobre os States, mas também por conta da inépcia do (s) navio (s) em atuar num cenário de alta intensidade.

  25. Fabio ASC 18 de março de 2014 at 14:43 #

    Juarez, na sua opinião, qual o nome e sobrenome das Fragatas?

  26. joseboscojr 18 de março de 2014 at 14:46 #

    E mudando de pato pra ganso, é uma temeridade essa moda americana de só contar com escoltas antiaéreas, principalmente em tempo de vaca magras.
    Todos os outros países quando têm navios de defesa aérea têm também navios de emprego geral, que são bem mais em conta, e geralmente na proporção de 1 pra 2 ou 1 pra 3.
    Haja dinheiro pra sustentar uma marinha só com Ticos e Burkes.

  27. MO 18 de março de 2014 at 14:48 #

    Infelizmente Dalton, o fim de uma era de navios extremamente utilizados, mesmo como PFs … quanto aos outros paises, infelizmente pouco ou quase nenhuma info delas ….

    aproveitando o gancho =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/03/mv-de-ping-hai-boie-embarque-de-soja-em.html

    M/V De Ping Hai / BOIE / 9262352 74.819 dwt

    12 photos – calling Santos to load Soya Beans in bulk to Far East

  28. daltonl 18 de março de 2014 at 14:54 #

    Bosco…

    a US Navy quer ter 300 navios mas para alcançar isso ela irá crescer artificialmente, algo que já vinha sendo aventado, mas agora é oficial…PC Cyclone faz parte da Battle Force e outras artificialidades ocorrerão.

    Nesse universo de 300 navios chegou-se a conclusão que ter 1/6 formado por LCSs não era mais adequado, a não ser que fossem 300 navios sem artificialidades.

    Os 32 LCSs terão grande utilidade não tenho duvidas sobre isso ainda mais que 4 poderão ser adquiridos pelo preço de um Burke, ainda assim serão caros, mas lá nos EUA é caro mesmo e não tem jeito.

    Agora estuda-se algo “diferente” para complementar os
    32 LCSs, algo em torno de 20 unidades, para se chegar ao grande total de 52 “pequenos ” combatentes de superficie que continua sendo a meta.

    Quanto as Perrys voce bem sabe australianos e turcos modernizaram as suas , mas a um custo muito alto
    e com atrasos na entrega, mas eles não tinham muitas
    alternativas de qualquer modo.

    E até onde eu sei, as Perrys não tem sido utilizadas na função antisubmarino junto a costa americana como voce
    citou e sim enviadas em longas comissões atrás de piratas e narcotraficantes principalmente.

  29. daltonl 18 de março de 2014 at 15:06 #

    Bosco…

    a maioria dos grandes combatentes de superficie da US Navy tem capacidade para 2 helicopteros médios que
    continuam sendo a principal arma de um navio de superficie para caçar submarinos e ao mesmo tempo podem ser utilizados em outras missões como defesa de área e ataque a alvos terrestres o que na minha opinião oferece maior flexibilidade.

    Outras marinhas como voce citou não possuem as mesmas
    responsabilidades nem o orçamento da US Navy então a proporção entre ‘Hi” and “low” é mais noticiavel, mas o
    LCS e agora seu complemento serão a parte “low”.

  30. juarezmartinez 18 de março de 2014 at 19:02 #

    abio ASC 18 de março de 2014 at 14:43 #

    Juarez, na sua opinião, qual o nome e sobrenome das Fragatas?

    “Wilhelm”

    Grande abraço

  31. juarezmartinez 18 de março de 2014 at 19:14 #

    Caros Daltonl e e Bosco! Ambos sabem da minha admiração pelas prosas que os dois propiciam e com a licença de ambos vamos resumir a conversa:

    A Absalon do jeito que aí está seria uma baita de uma escolta para a MB, porque ela tem tudo de melhor que nós não temos hoje, tem um canhão de proa descente, tem dois canhões de defesa de ponto tidos como o melhor do mercado, tem um radar 3D moderno, tem um missil AA de alcance médio pragmático e eficiente, tem um sistema de combate moderno, e nós como todos bem sabem não estamos nem perto disto , e duvido que um dia veremos uma escolta com 64 misseis AA no VLS, tipo Aster, Aster 30 e outras sandices ditas na forunslandia militar de Banarnia.

    Grande abraço

  32. daltonl 18 de março de 2014 at 19:41 #

    Juarez…

    a velocidade máxima do Absalon é algo em torno de 23 ou 24 nós o que pode ser considerado lento segundo as
    especificações do PROSUPER, então, haveria a possibilidade de modificar o Absalon, como sugerido ao
    Canadá, aumentando a potencia e ficando ainda mais barata que as fragatas de defesa de área baseadas na Absalon.

    Mas é desanimador que seja tão dificil adquirir 5 fragatas
    na faixa de 6000 toneladas com defesa de área quando até o Marrocos já garantiu uma FREMM.

    abs

  33. joseboscojr 18 de março de 2014 at 21:18 #

    Dalton e Juarez,
    Mas 50 km pra quem hoje só vai até 20 km é um “baita” de um cobertor comprido.
    Hoje podemos cobrir a cabeça, mas os pés ficam de fora. Com os ESSMs podemos cobrir o corpo todo. Na verdade com um aumento de área de cobertura em mais de 6 x pode-se cobrir a família inteira.
    Eu acho bem consistente a defesa de área proporcionada pelo ESSM e duvido até que possa ser considerada uma “área curta”.
    Vale lembrar que na década de 50, cinquenta quilômetros era a distância da maioria dos sistemas de defesa de área, incluindo o gigantesco Talos com suas mais de 3 t que na sua versão inicial tinha 50 km de alcance.
    Embora não tenha feito nenhuma relação da MB com a classe Absalon nos meus comentários anteriores ela sem dúvida seria, se conservada pelo menos a base da sua configuração de armamentos, uma boa aquisição, claro, com a ressalva do sistema de propulsão a que o Dalton se referiu.
    Qualquer coisa muito acima disso é viajar na maionese.
    O problema seria em relação à padronização com os outros escoltas.
    Os Harpoon poderiam ser substituídos pelos Exocets ou sua versão nacional, e a quantidade poderia ser limitada a 8 unidades ao invés de 16. Até 4 é aceitável tendo em vista que poderia ser majorada quando houvesse necessidade.
    Parece que há interesse da MB em operar o Mk-45 e ele poderia ser conservado.
    Os helicópteros poderiam ser os SH-70 ou mesmo os Linx.
    O que seria uma pena seria a substituição do Milleinnium. Isso sim faria uma enorme diferença.
    Se for para substituir o Millennium por questões de padronização que seja pelo Dardo, com dois canhões 40L70, com efetividade muito maior que o Trinity.
    Um abraço.

  34. G-LOC 18 de março de 2014 at 21:55 #

    No caso da MB eu vejo a Abasalon no lugar das novas corvetas barroso e navios de patrulha oceânico e não no lugar das novas fragatas. Ficariam realmente baratas com armas mais simples.

  35. MO 19 de março de 2014 at 8:30 #

    Acho que 24 nós s for em marcha continua ta bom demais, principalmente para pouquissimas intervenções em alta veloc que justifiquem custos e especificações de papel

    em tempo = http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/03/mv-desert-peace-svbi6-embarque-de.html

    3 photos

  36. daltonl 19 de março de 2014 at 10:42 #

    Mas MO…se a velocidade máxima é de 23 ou 24 nós, dependendo da fonte, o navio, aqui no caso o Absalon terá seu combustivel esgotado muito mais rapidamente além
    de comprometer as máquinas se a velocidade maxima for mantida durante muito tempo.

    Ser capaz de alcançar velocidades maiores, como 28 nós,
    por exemplo tem muitas vantagens para um genuino combatente de superficie mas tal velocidade só será utilizada em caso de necessidade.

    abs

  37. G-LOC 19 de março de 2014 at 11:52 #

    Dalton, no caso de missões de escolta, a velocidade máxima será a mesma do navio mais lento do comboio. Nessa missão a Absalon serve.

    No caso de missões anti-submarino as escoltas ficam “pulando carniça”. Enquanto uma está bem lenta ouvindo com o sonar, outra está correndo para frente para uma nova posição a frente do comboio para seu turno de ouvir o sonar.

    Na época dos mísseis a velocidade perde o sentido para se posicionar para um ataque ou fugir. Um helicóptero para designar alvos para seus mísseis ou alertar de um ataque seria mais útil. Nesse caso a Abasalon leva dois dos grandes.

  38. daltonl 19 de março de 2014 at 13:10 #

    O Absalon é um excelente navio mas não serve para todos os propositos caso contrario os dinamarqueses não teriam construido fragatas baseadas no Absalon nem teriam proposto ao Canadá uma versão do Absalon com maior potencia de máquinas.

    O Absalon não é um escolta genuino…o indicativo no casco “L” diz tudo…pode até ser usado nessa função como um quebra-galho, mas ainda penso que é um navio adequado às necessidades da marinha dinamarquesa.

    Independente disso, navios raramente navegam em velocidades máximas, mas é bom ter o potencial para usa-la quando necessário, seja escoltando um NAe,
    atravessar mais rapidamente uma área onde saiba-se
    conter submarinos, chegar mais rapidamente ao TO,
    desengajar de um combate etc.

    abs

  39. MO 19 de março de 2014 at 14:13 #

    nao eh bem assim, boa parte dos porta container fazem 28 nós …

  40. MO 19 de março de 2014 at 14:15 #

    Dalto, sinceramente nao li sobre o navio, mas qdo vi a info pensei ser um motor diesel que possa manter esta veloc continua sem maiores influencias, salvaguardando claro as distancias (nada como ir SSZ x Far East ou algo assim), mas se não ai meu …. outro pato semi quadrado retangulo de nome esquisito …

    em tempo = porta buneco de 90 m 5 ESTRELAS – CHUPA MSC Jaca e COSTA FAVELOSA … kkkkkkkkkkkkkkkkk =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/03/mv-sea-explorer-v7wd8-5-estrelas-ex.html

    M/V Sea Explorer will call 20/03 Santos

  41. daltonl 19 de março de 2014 at 14:36 #

    MO…

    só aproveitando o gancho sobre porta containers tenho o “Remuera” da Bille na escala 1:1250 voce deve conhecer e a velocidade máxima é de 25 nós…são velozes mesmo.

    Voce tem modelos da Bille também ou de algum outro fabricante ??

    Eu parei faz anos já graças a Deus pois estava começando a enveredar para navios civis igualmente caros…comprei até um porta-bunecos, o Costa Victoria :)

  42. MO 19 de março de 2014 at 15:07 #

    da bille eu tenho, salvo engano os seguintes =
    Porta Container = Contiship Romance, Adrian
    VLBC = Neckar Ore
    Reefer = Polar Uruguay (o qual estive a bordo anos depois como Frio Bahia
    NT = Carlos Fischer

    Me cossando para pegar o southern Juice, regular aqui em SSZ que ano passado foi pro corte //

    http://www.msmships.com/advanced_search_result.php?keywords=bille&page=1

    mas lhe entendo perfeitamente USD 100 por uma coisa que nao termina mais eh perigoso … isso pq fico nos mercantes, se for entrar nos de briga to pho … o :-)

  43. G-LOC 20 de março de 2014 at 7:24 #

    Dalton, na Segunda Guerra Mundial a velocidade era importante para se aproximar para um ataque de torpedos, canhão ou perseguir um submarino. Hoje já não tem tanto sentido com a disponibilidade de outros meios. Deve ser raro uma escolta com velocidade acima de 30 nós.

    No caso da Absalon, o texto já deixa claro que a função de fragata é secundário. Ao raciocinar com um Grupo Tarefa, a Abasalon fica com as tarefas que não precisam de velocidade.

  44. daltonl 20 de março de 2014 at 9:53 #

    C-LOC

    em nenhum momento defendi velocidades superiores a 30 nós, na verdade 29 nós parece ser a velocidade máxima em média para a maioria dos combatentes de superficie, pessoalmente não gosto do termo “escolta” que a MB usa, mas ainda acho que uma diferença de média 5 nós na velocidade máxima sobre um Absalon é um pré-requisito para um “escolta” genuino na faixa de
    6000 toneladas.

    O que eu na verdade tentei expor, apesar de não ter sido muito claro, é que o Absalon não é o ideal para a
    Marinha Brasileira, não que voce e o Bosco achem, como o próprio Bosco pensou que eu estivesse inferindo
    que ele achava :)

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

China entrega primeiro OPV classe P-18N à Marinha da Nigéria

CSIC_P18N_Nigeria_AAD_2014_2

De acordo com a imprensa chinesa, o primeiro de dois navios-patrulha offshore (OPV) da classe P-18N encomendados pela Marinha Nigeriana […]

Baixe 7 edições da revista Forças de Defesa e doe quanto quiser

FD Capas

Agora você poderá baixar para o seu computador, tablet ou smartphone as melhores reportagens da nossa revista impressa Forças de […]

Força-Tarefa da Marinha do Brasil em 1983, com 16 navios!

Form Photo 83 - 1

Na imagem acima, a rosa de manobra (folha de plotagem) do submarino Amazonas (S16), durante um exercício denominado Photo 83, […]

‘Au revoir’, Normandie: Egito quer FREMM, e quer pra já

FREMM - foto via Marinha Francesa

Segundo jornal francês, fragata já construída para a França e atualmente em provas de mar poderia ser adaptada para entrega […]

‘Embarque’ no NAe São Paulo e nos detalhes de sua modernização

NAe São Paulo - foto 4  Nunão 2011 - Poder Naval - Forças de Defesa

Os textos abaixo, gentilmente compartilhados por Luiz Monteiro, trazem muitas informações detalhadas sobre contrato relativo a consultoria, assessoramento e capacitação […]