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Prosuper: propostas da Navantia e da indústria alemã reúnem as preferências

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Navantia's F100 AAW Frigate (Spain)

“O Prosuper não está de nenhuma forma morto, ele está bem vivo!”

Almirante Moura Neto, comandante da Marinha do Brasil, em entrevista a Felipe Salles. Holanda, julho de 2013

Vinheta Exclusivo

Apesar da falta de notícias oficiais há mais de um ano e meio, a disputa pelo direito de fornecer os 11 navios do Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER) da Marinha do Brasil – cinco fragatas de 6.000 toneladas, 5 navios-patrulha offshore de 1.800 toneladas e um navio de apoio logístico de 20.000 toneladas – está mesmo viva. E gerando surpresas.

O Poder Naval pode apurar que desde o momento em que as sete principais concorrentes ao contrato encaminharam ao Comando da Marinha uma segunda versão das suas propostas originais (preparadas entre 2012 e 2013), a oferta do grupo espanhol Navantia parece ter assumido certo favoritismo. E, nessa situação, desbancando o conjunto de argumentos e atrativos até ali considerado mais forte, da indústria naval alemã liderada pela Thyssen Krupp Marine System (TKMS).

Meko 600, oferecida para o Prosuper
Meko 600, oferecida para o Prosuper

A robustez do oferecimento alemão, que se destacou no primeiro conjunto de oferecimentos feito ao governo brasileiro, repousava sobre uma somatória de dois fatores: navios militares no estado da arte (produto da cooperação TKMS/Blohm + Voss) e uma vigorosa arquitetura econômica – da qual fazia parte o Deutsche Bank –, garantindo crédito em condições consideradas (aquela época) suportáveis pelo cliente Brasil. O Programa de Obtenção de Meios de Superfície tem um custo estimado entre 6 e 8 bilhões de dólares.

O problema é que a Presidência da República considerou insuficientes essas propostas iniciais – ou concluiu que elas podiam ser melhoradas –, e ainda em 2013 determinou que o Comando da Marinha solicitasse aos competidores uma melhoria das ofertas feitas originalmente.

Foi aí que os espanhóis tiraram a carta da manga. Literalmente.

051203-N-4154B-018
F-100 Aegis, da Navantia

Garantias – Eles apresentaram aos almirantes brasileiros uma documentação oficial em que o grupo Lockheed Martin, dos Estados Unidos, se compromete a disponibilizar até seis sistemas integrados de armas navais AEGIS, para serem instalados nas fragatas do PROSUPER.

A Navantia sempre insistiu na mensagem de que o AEGIS é, do ponto de vista técnico-operacional, incomparável – constituindo, portanto, a melhor solução para os requerimentos futuros da Marinha. Mas a apresentação das cartas que confirmam o acesso do Brasil ao equipamento da Lockheed turbinaram o oferecimento espanhol, e fizeram com que, entre os chefes navais brasileiros, ele adquirisse novo brilho.

Aparentemente, foi essa ascensão na disputa pelo PROSUPER que levou a matriz da Navantia a alocar uma parcela de seu capital para a criação, em conjunto com a Navantia da Austrália, da Navantia do Brasil – fato amplamente noticiado na última semana de janeiro.

Nesse contexto inédito, a Esquadra brasileira ganharia o status de que já desfrutam, hoje, as frotas militares do Japão, da Coreia do Sul, da Noruega e da Espanha – todas possuidoras de fragatas AEGIS. A Armada australiana selecionou o mesmo equipamento para o programa dos seus novos “destróieres de guerra antiaérea”.

Na América do Sul, apenas uma Armada tem, nesta década, a mesma perspectiva que a brasileira: a da Colômbia, que até 2020 deve definir o projeto vencedor do programa Plataforma Estrategica de Superficie (P.E.S) – ao que se sabe, oito fragatas polivalentes com deslocamento em torno de 5.000 toneladas.

Os documentos da Navantia vão, contudo, além.

SM-2
Míssil Standard

Mísseis – Eles garantem que, no caso de a empresa sair vencedora no PROSUPER, à Força Naval brasileira será dada a oportunidade de obter os sistemas de mísseis ESSM (vetores antiaéreos que representam um desenvolvimento do conhecido Sea Sparrow), de médio alcance, e SM-2 (Standard Missile 2) e SM-3 (Standard Missile 3), ambos engenhos de longo alcance.

O ESSM voa a uma velocidade superior a Mach 4, o que lhe permite, em questão de segundos, alcançar alvos navais a 50km de distância – ou um pouco mais (o alcance real é segredo militar).

O SM-2 se desloca a Mach 3.5 e é indicado para alcançar alvos entre 74km e 167km.

Todas essas armas, nem é preciso dizer, estão plenamente operacionais a bordo de navios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e de aliados preferenciais dos Estados Unidos, como os Emirados Árabes Unidos.

Aegis - foto Lockheed Martin
Displays do sistema Aegis

Deficiências – Há problemas, contudo na proposta espanhola para a concorrência do Brasil.

Apesar de oferecerem equipamentos e sistemas de eficiência e modernidade comprovados, as fragatas F-100 da Navantia não atenderiam os requisitos de transferência de tecnologia de radares, de sistemas de combate e de armas que a Marinha brasileira almeja conquistar por meio do seu Programa de Obtenção de Meios de Superfície.

De acordo com o arrazoado da Navantia, a transferência de tecnologia ficaria restrita ao projeto das embarcações e à construção dos navios.

É, contudo, nesse ponto, que entra na disputa do PROSUPER uma outra variável pouco conhecida: o desejo da presidenta Dilma Roussef de fazer um gesto na direção do governo dos Estados Unidos.

Como a proposta da Navantia vem recheada de sistemas e armamentos americanos, dar o PROSUPER à Navantia equivale, de certa forma, a prestigiar a indústria militar dos EUA – atitude que a chefe de Governo do Brasil recusou-se a tomar na parte final de seu primeiro mandato, causando uma frustração (financeira) significativa à gigante americana Boeing.

Segunda mão – É preciso dizer, entretanto, que nem tudo está perdido para os alemães (ou para os demais competidores do PROSUPER).

Até porque, nem mesmo os chefes navais brasileiros têm a certeza absoluta de que, nas atuais circunstâncias de severa crise econômica, o Executivo irá se dispor a assumir um endividamento de mais de 6 bilhões de dólares.

Nos últimos meses, o Comando da Marinha julgou enxergar na postura da presidenta da República em relação ao PROSUPER, a disposição de, pelo menos, apontar um vencedor para o certame.

Não obstante isso, numa situação-limite, de aumento da indisponibilidade dos meios de superfície mais antiquados da Esquadra e de inflexibilidade da área econômica, a saída mais rápida para manter o atendimento às comissões de adestramento e de cooperação internacional seria a aquisição de navios usados, construídas entre o fim dos anos de 1980 e o início da década seguinte.

86 COMMENTS

  1. Eu estou torcendo pelos espanhóis 😀
    Mas não quero que venham com o ESSM! A Marinha selecionou os mísseis britânicos para as corvetas, sendo que disputava com ESSM, então espero que a Marinha também opte pela integração do míssil britânico para as fragatas do PROSUPER!

  2. Só complementando: Não que eu ache o sistema americano inferior ao britânico ou vice-versa, mas sim porque se já foi escolhido um pra que também ter o outro?
    Como sou um leitor ácido da Trilogia aprendi que a padronizaçao dos meios/armamentos geram benefícios de manutenção, e como a Marinha vive sofrendo falta de recursos, toda economia deve ser levada em conta.

    E obrigado ao Naval por esse dia de comentários abertos! 😀

  3. And the winner is…..

    Sucata usada dos outros !

    Infelizmente, depois da farra para manter-se no poder e destruir a economia com medidas populistas e um câmbio artificialmente baixo por longo período…. não vai nos restar outra alternativa.

    A não ser que o GF declare “A” ou “B” vencedores do certame e depois deixe o programa em banho maria…. num processo vai-não-vai como foi o FX-1 / FX-2….

    “O Brasil não perde a oportunidade de perder uma oportunidade…”

    Sds.

  4. Não há nenhum míssil SM-1 em uso na USN já há algum tempo.
    Na verdade os mísseis Standard americanos só são lançados pelo lançador vertical Mk-41, e apenas a partir da versão SM-2 Block II isso foi possível.
    Talvez tenha havido um equívoco quando se referiram ao SM-1 permanecer na USN até 2020. Devem ter querido dizer a versão Block I do SM-2. Mas isso também estaria errado já que não há mais SM-2 Block I em operação na USN, que foi desativado quando da desativação dos Ticonderogas, que tinham lançadores duplos conteiráveis/recarregáveis Mk-26.
    Hoje a USN só usa mísseis SM-2 Block III/A/B e Block IV.
    (além dos SM-3 (antimíssil) e do SM-6 (antiaéreo guiado por radar ativo) e até onde eu sei ela quer padronizar todos os SM-2 Block III para o padrão B, que adota um sistema duplo de orientação (radar semi-ativo e IIR).
    A versão SM-2 Block IV é aquela de longo alcance (270 km) que possui um booster.
    O alcance do SM-2 Block III é de 170 km.

  5. Marcos,
    Há de se saber se os navios de defesa aérea contaram com mísseis de defesa de ponto também.
    Não são todos os navios de defesa aérea que adotam dois tipos de mísseis.
    Na hipótese de vir os espanhóis pode ser que a marinha adquira só o SM-2, ficando a defesa de ponto por conta de CIWS.
    Pode ser até que somente seja armado com ESSMs, que têm 50 km de alcance (sua versão Block 2 deverá ter o dobro de alcance e contar com um radar ativo).
    De qualquer forma, mesmo que só adquiramos o ESSM como míssil padrão de defesa de área, há possibilidade do CAMM-N ser adotado como míssil de defesa de área curta/de ponto, já que ele será compatível com o lançador Mk-41.

  6. De fato SM-1 não está mais em operação com a US Navy,
    mas está em operação com a Marinha Espanhola a bordo das fragatas construídas localmente derivadas da classe
    Oliver H. Perry.

    Talvez venha daí a confusão e/ou que as várias marinhas ao redor do mundo que ainda utilizam o SM-1 o farão até 2020 ou parte da década de 2020 e terão suporte dos EUA até lá.

  7. Caro Baschera, não entendi a afirmação do cambio artificialmente baixo em tom de acusação (não estou defendendo política econômica). Na sequencia da crise de 2008/2009 os EUA e a China travaram uma guerra comercial formidável para proteger sua industria (até a industria americana parece que voltou a atrair alguns dos empregos que estavam indo pro sudeste asiático). Algumas economias se defenderam como puderam, mas o Brasil nunca teve poder de fogo pra se defender nesse “duelo de Titãs”. Ainda tentaram o que puderam comprando dólares no mercado, mas nós nunca tivemos como anular a artilharia pesada daqueles dois.
    Quanto aos mísseis e sistemas, o AEGIS é absolutamente fantástico, mas uma exportação não depende só da Lockheed, o congresso tem que aprovar e eu duvido que eles aprovem principalmente se for com acesso seja de qualquer tipo (até de limpar o parafuso) e ai eu já não acho tão interessante.
    Foi falado no texto sobre os EAU e eu tenho uma imensa curiosidade sobe os meios navais dos países CCG, alguém com conhecimentos poderia me ajudar???

    PS: Obrigado pelos comentários abertos por um dia.

  8. Puxa vida… uma renovada no assunto… se vierem mesmo, será como o salto dos venráveis CT’s para as FCN… espero estar por aí (na ativa, quer dizer), prá ver esses mesios com o nosso pavilhão…

  9. estranhei também ler sobre o SM1…as OHP já se foram faz tempo…

    acho que essa operação da Navantia não vai dar certo exatamente por causa do sistema de armas. não que seja ruim, mas para a mente de alguém que viveu os anos 80 e 90, difícil crer em uma abertura norte-americana como o BR deseja.

  10. Senhores,

    Peço desculpas.
    A informação que me chegou foi de que a oferta da Navantia garante o acesso da Marinha do Brasil aos vetores SM-2 e SM-3, não ao SM-1.

    Problemas da (3ª) idade…

  11. Bosco…

    não seria um SM-3 ? A legenda em uma foto idêntica diz que o USS Lake Erie um dos únicos 5 CGs equipados com ele, na época baseado em Pearl Harbor testou SM-3s em 2008.

    abs

  12. Dalton,
    O SM-3 tem aqueles strakes a frente das barbatanas, igual aos SM-2.
    Os SM-6 não possuem os strakes, como o míssil da foto.
    É mesmo um SM-6.

  13. Alexandre Galante

    Imaginem quantos “Prosupers” teríamos com os R$ 88 bilhões perdidos na Petrobras…

    Galante, R$ 88. Bi daria pra fazer uma festa nas três forças.

    A torcida agora é para a tesoura do Min. Fazenda não corte nossas esperanças de ver-mos a frota renovada.

    Gostei da proposta espanhola.

    Sds,
    Mario Heredia

  14. Uma discussão interessante seria sobre qual sistema é mais avançado, se o Aegis ou se o PAAMS.
    O senso comum (e até mesmo o bom senso) aponta o PAAMS como o mais avançado já que faz uso exclusivo de mísseis guiados por radar ativo, enquanto que o sistema americano usa “ainda” mísseis guiados por radar semi-ativo, que parece mais atrasado.
    Essa impressão nós temos porque fazemos uma analogia com os mísseis ar-ar, onde os mísseis guiados por radar semi-ativos foram suplantados pelos guiados por radar ativo, com amplas vantagens para este último.
    No caso de mísseis lançador da superfície, a coisa é um pouco mais complicada.
    Diferente de um caça que pode se evadir após lançar um míssil e que se ficar “iluminando” um alvo pode se por numa condição desfavorável, no caso de lançadores de superfície não há essa característica. Ou seja, independente do míssil ser autônomo ou teleguiado ou designado, o lançador não teria mesmo como se evadir, já que mesmo num lançador móvel, como um navio, sua velocidade é desprezível em relação ao alvo.
    Ou seja, trocando em miúdos, um navio não tem nada a ganhar se o míssil é autoguiado ou não, diferente de um caça.
    Tendo isso em vista um sistema sup-ar tem mais flexibilidade para escolher o tipo de míssil que irá operar, se autônomo ou não.
    Vale salientar que tantos os mísseis do sistema Aegis (SM-2 MR, SM-2 ER e SM-6 e porque não, ESSM) quanto os mísseis do sistema PAAMS (Aster 15 e Aster 30) usam data-link conectados ao lançador para atualizarem a posição do alvo. Ou seja, ambos são dependentes do radar do navio em pelo menos 90% da trajetória do míssil.
    A diferença são os outros 10%.
    Na fase terminal do sistema europeu, os mísseis energizam seus radares e passam a operar de modo autônomo.
    Já os mísseis americanos (com exceção do SM-6 e do SM-2 Block III B) acionam sua antena receptora que irá captar os sinais refletidos pelo radar iluminador do navio.
    Qual a vantagem de um e de outro.
    Bem, tem uma turma que defende o sistema europeu e tem a turma que defende o sistema americano.
    Os defensores do sistema europeu alegam que ele é mais capaz de defender o navio de um ataque de saturação, já que não há necessidade de radares de iluminação”.
    Os defensores do sistema americano alegam que seu sistema é mais resistente às CME já que o grande radar de varredura eletrônica do navio é muito mais capaz que um pequeno e pouco potente radar da cabeça de um míssil.
    Sem falar que é mais fácil para um radar grande e potente com um processador gigante, detectar alvos pequenos e furtivos, do que deixar isso por conta de um radarzinho merreca que cabe na cabeça de um míssil.
    Quanto à alegada capacidade superior dos mísseis radar-ativos contra múltiplas ameaças simultâneas, os que defendem o sistema americano dizem que o modo de orientação tipo TSARH (orientação por radar semi-ativo na fase terminal) só exige a iluminação do alvo nos instantes finais, e que durante todo o trajeto o míssil se guia via sistema inercial, sendo corrigido por data-link, e esse método permite o modo ICWI (iluminação por onda contínua interrompida), que favorece que múltiplos alvos sejam engajados ao mesmo tempo.

    Fato é que os americanos estão adotando mísseis radar ativos nos seus navios (SM-6 e futuramente o ESSM Block 2), mas não abre mão que eles possam usar também o modo TSARH de forma opcional.

    Só de curiosidade, é possível aos mísseis Standard operarem com um radar AESA, no caso, o APAR. Essa opção confere ao sistema uma possibilidade expandida do método ICWI, já que não necessita de radares de iluminação mecânicos, como o SPG-62 dos Aegis.
    Operando com o APAR, é possível controlar 32 mísseis Standards ao mesmo tempo. O dobro do que é conseguido usando o radar passivo SPY-1 do Aegis, com 4 iluminadores mecânicos SPG-62.

  15. O Brasil deve ter o “pé no chão” e parar com essa megalomania de querer ser “gente grande”, ou seja, deve ter a consciência de que falta muito ainda a ser trilhado.

    Na minha humilde opinião, acredito que se deixasse de lado essa vertente de olha “oszamericanus” de forma desconfiada, como também não ficasse de covardia, tomando café da manhã com um e chá da tarde com outro (se que me entendem), teríamos os mesmos benefícios de outros países europeus, asiáticos, Oceania, etc. Entretanto para isso ocorrer, devemos ter em mente que devemos tomar posicionamentos alinhados e não ficar defendendo diálogo com quem só quer a guerra e o terror.

    Não quero aqui dizer que devemos pensar que somos pequenos e que deveremos permanecer assim. Não, não é isso, somos um país continental, que tem uma gama enorme de riquezas e que precisam ser protegidas, porém só com o trabalho sério, parcerias e muita pesquisa e desenvolvimento poderemos desenvolver e construir o nosso, até que esse dia chegue, teremos que escolher o nosso lado e firmar parcerias que consolidem a confiança. Enquanto permanecermos tomando café da manhã com um e chá da tarde com outro, não conseguiremos o apoio e a confiança de ninguém.

    Obrigado ao Blog pelo espaço, pois sou um leitor dos Blogs da Trilogia, mais em especial do Poder Naval, pois tive a honra e oportunidade de servir na MB, T1/99 na EFRN do Com3ºDN.

  16. Fora os academicismos, cuja discussão muito me instrui, penso que só a possibilidade de termos uma renovação da frota de superfície, já é algo a não desconsiderar.

    Pergunto: temos condições nacionais de suprirmos o problema -seja qual for- dos mísseis? Leio tanto que estamos sempre aprontando missil p’rá isso, míssil p’rá aquilo e, na Hora H… ficamos na pindaíba, dependendo dos outros…

  17. Só esclarecendo que como todos aqui estou ansioso e torço para que o PROSUPER, como os demais programas das Forças Armadas saiam do papel o mais rápido possível e sejam implementados. No caso específico é bom que se a Navantia parece está um passo a frente das demais, que o Navio venha recheado com todo o seu potencial, e não que venha um navio grande, porém subutilizado no que ele foi projetado e tem condições de operar.

  18. O mais ridículo disso tudo é que US$ 6-7 bilhões, em um financiamento de 8 anos, com taxa de juros de país europeu, sai mais ou menos US$ 1 bilhão por ano. Ou seja, pouca coisa diante da nossa economia.

    Agora como gastam mal pra caramba o dinheiro do contribuinte, o Governo não gasta mais isso com a MB (levando-se em conta que ele já pague algo parecido no Prosub).

  19. “Ter não significa operar”.

    Vamos com calma.

    Tem muita escória na economia e uma avalanche de problemas.

    Mas, España ou Deutch estaremos bem servidos.

    Bosco,

    Estamos no meu gabinete, quero sua opinião sob sua ótica, qual vc escolhe ?

  20. Olá a todos, será que uma possível vitória da NAVANTIA no PROSUPER ; e com isso a instalação de um estaleiro aqui no Brasil , não daria uma vantagem também para o PRONANF?

  21. Seria um avanço fantástico pra MB, mas a oferta é do modelo F100, com 5800ton ou a nova F105 com 6391ton ?

    Viriam as novas com coxins de borracha para evitar que a trepidação dos motores seja repassado a estrutura dos navios ?

    Se a LM ofereceu até 6 sistemas AEGIS e a MB pretende comprar apenas 5 unidades num primeiro momento, o último sistema estaria disponível no futuro ?

    Como o Cdt. Luiz Monteiro disse certa vez, a MB deseja que este primeiro lote seja para ASW/EG, (para AAW seria num segundo lote) então pergunto se a classe F100 é o que, realmente, a MB precisa hoje ?

    Li na net que a Navantia teria colocado a possibilidade de utilização do radar CEAFAR nas unidades ofertadas a MB, no lugar do AEGIS, visando a ToT pedida, este radar (CEAFAR) é melhor para a MB ou o AEGIS é o mais qualificado ?

    Acho que é só, por enquanto….rsrsrs

  22. Bozzo,

    Não que isso faça alguma diferença, mas o Monteiro Junior passou a CA.

    Acredito que se a presidente selecionar a proposta da Navantia, os 5 escoltas do PROSUPER serão navios de EG com ênfase em AAW.

    Mas o CA pode responder melhor do que eu.

    Vamos aguardar.

    Saudações

  23. Kojak,
    Apesar de ser a “menos moderna” por ainda usar iluminadores mecânicos (SPG-62), eu fico com a F-100 com o velho radar SPY-1.
    Só mesmo por estética. rsrsrssss
    Sem falar que no nosso TO o risco de ataque de múltiplo a ponto de saturar o sistema é mínimo.

    Roberto,
    O CEAFAR é um AESA e a vantagem dele deve ser poder operar como o APAR, com mísseis Standard guiados por TSARH sem que seja necessário os radares iluminadores SPG-62. Esse radar pode tanto detectar, identificar e rastrear as ameaças quanto prover o controle de tiro e a atualização para o míssil e ainda a iluminação na fase terminal no modo ICWI.
    Mas até onde eu sei ele ainda não está plenamente desenvolvido.

  24. Olá estou comentando aqui pela primeira vez e gostaria de agradecer aos editores por abrirem os comentários e dizer que já acompanho a trilogia a uns 4 anos, e nesse tempo vi muitos comentários falando sobre os nossos comandantes das forças armadas serem um pouco(como posso dizer?)MOLES perante os nossos políticos, então eu creio que esses novos comandantes(que DEUS ilumine eles e possa dar a eles muita sabedoria)deveriam ser mais firmes e incisivos perante os nossos políticos, não de forma ameaçadora mas sim de forma contundente, creio que eles deveriam assumir uma política mais agressiva e buscar alianças em brasília que pudessem favorecê-los em futuras aquisições e possivelmente evitar cortes orçamentarios!

    E mais uma vez gostaria de agradecer aos editores e expressar minha gratidão a muitos foristas aqui presentes(a lista é muito extensa)que me proporcionaram momentos de muita alegria em especial ao todo poderoso LORD VADER!

    ps:gosto muito do jeito do vader, quase todas as gargalhadas que dei aqui foram com frases dele, e desculpem pelas maiúsculas!

  25. Alguém poderia falar sobre o deslocamento da type 26 em comparação com a F-100. Ao que me parece a espanhola é maior. E no caso das alemãs, qual o deslocamento. Saudações e parabéns pelas informações e comentários.

    • é o tal negocio Bosco, não indo muito longe, tipo indo logo ali em um passado recente seriam 15 inhaumas e bla bla bla, sinceridade, nem sei como perdem tempo com estas conjecturas, é muito melhor esperar seja la o que for vir (se vier) e agradecer (ou não … )

      Deve ser por estarmos baseados em faos reais .. (so pra lembrar uns careta do aviaozinhum “Ja deu Rafale !!!!” kkkkkk …

  26. E continuando minhas elucubrações missilísticas não podemos os esquecer que está vindo por aí a versão Flight III do DDG-51, que entre outras coisas irá trocar o radar SPY-1 (PESA) pelo AMDR (AESA) e a rigor deixará de ser um Aegis.
    As primeiras 12 unidades deverão ainda ter os radares iluminadores SPG-62, mas a partir da 13ª unidade ele vai incorporar um radar banda X, AESA, fixo, com 4 módulos de TRMs, que entre outras funções irá assumir a dos três radares iluminadores de onda contínua SPG-62.
    Essa inovação irá aumentar em muito a capacidade dos destróiers americanos.

  27. a vantagem do AEGIS é que existem diversos modelos disponiveis, o SPY-1F usado pela Noruega seria ideal permitindo o uso do ESSM apenas, coisa que baratearia e muito a compra das fragatas.

    Quanto ao SM-1 – este nao é compativel

    a Marinha dos EUA ja esta se preparando para a sistema que ira complementar o AEGIS, que continuara sendo o padrao mundial, portanto nao ha a possibilidade de o Brasil comprar um sistema que nao tem futuro.

    Se sair, sera uma ótima escolha.

  28. Um abraco ao meu amigo ”mo” em especial e a todos os comentaristas fieis a trilogia, e que tenham um ano novo de muita alegria… saudacoes coloradas.

  29. Caros

    Dado o avançado do processo, já podemos dizer que são favas contadas. Apesar da Meko 600 ser melhor na minha opinião, quem vai ganhar é “La Aegis”. Isso se realmente acontecer a seleção.

    Proponho até uma aposta amigável nestes termos, valendo uma assinatura anual da forças de defesa. Quem topa?

  30. Desculpe Roberto, mas não acredito que a proposta espanhola esteja na frente das outras justamente por causa da caixa preta que é o sistema AEGIS. Não por achar que não seria uma ótima opção telo nos nossos navios, mas pela MB entender (e tem reinteirado isto) de que o domínio tecnológico de seu sistema embarcado é importante às suas pretensões tecnológicas, especialmente dando sequência e integração com o SICONTA. A mesma coisa com relação à ToT dos radares e mísseis.

    E ai, como há uma certa aproximação política do Brasil com a Alemanha, inclusive sobre algumas questões de interesse pessoal da Presidente e ainda uma certa desconfiança (ou credibilidade mesmo) junto ao Obama (até mesmo por já ser um presidente em final de carreira), é mais provável que dê as MEKO.

    Não acredito que esta reaproximação (BR-EUA) se dará através da compra de sistemas tão avançados assim, mas talvez pela aquisição de um ou outro navio (caso isto fique restrito a MB somente, pois esta aproximação poderia se dar através da aquisição de Chinook para o EB, conforme já noticiado por você) de apoio logístico novo e/ou usado. Ai ficaria mais fácil atender o requisito de ToT ao projeto das embarcações e à construção dos navios.

    Agora a título de sugestão à MB, já que já possuem o projeto da Classe Amazonas, por favor, não tentem reinventar a roda, deem sequência neste projeto mesmo, deve sair mais barato e não atrapalharia à aquisição das novas Fragatas. Isto por si só baixaria os custos de financiamento e do projeto como um todo. Quando o cobertor é curto, faz-se aquilo que dá pra fazer e o que é mais urgente.

    Até mais!!! 😉

  31. Torço para que venham mesmo…Porque eestamos precisando de navios. As fragatas da classe niteroi estão ficando desgastadas por conta desse 2×1 da Unifil e as classe Greenhalgh, as duas sofrem pela falta de um real investimento para sua modernização.

  32. Rafa, completando o raciocinio, alem dos já citados, se der tudo muito certo, completa com as CV03, PRONAE E PROSUPER só pra depois de 2035, ainda se der tudo muito mais muito certo!! um abraço.

  33. O método ICWI é próprio do sistema APAR.
    No Aegis o método parecido capaz de controlar 16 mísseis contra 16 alvos simultaneamente e de iluminar 4 alvos (Ticos) e 3 alvos (Burkes) na fase terminal é mais apropriadamente denominado de “time sharing illumination”.

  34. NOSSA!!
    Totalmente fora da realidade as pessoas.
    O Brasil na beira do abismo politico economico/financeiro e o pessoal delirando sobre equipamentos.
    Acabou gente!
    Sem dinheiro e em grave crise finaceira e institucional esqueçam tudo…subnuc, grippen, sisfon, etc..etc..perdemos!
    Por isso a discusão politica deveria ser levada mais a sério e menos bloqueada.
    Acabou! Mais uns 10 anos para arrumar a casa.

  35. Caro Dalton sonhar ainda não custa nada, se esse (des)governo durar mais 6 meses acho que já é demais!! Enfim…. não acho que esse PROSUPER

  36. … sairia mesmo se a casa estivesse arrumada, o melhor que vai acontecer é adiquirir equipamentos usados só para recompletar, ex: 1 siroco + 3 ou 4 F123, sem falar no A-12 que precisa da reforma e os outros meios de manutenção!! um abraço.

  37. Ainda acho que a MB deveria desmembrar o prosuper, com isto suspender temporariamente a compra dos NaPaOc, comprar um navio de apoio / reabastecedor de segunda mão e se concentrar nas Escoltas. Poderia até diminuir o número inicial de 5 para 4 unidades, deixando por enquanto o protótipo da “Tamanduá” como a quinta escolta. Situação bem mais factível! Nossa necessidade mais urgente é pelas fragatas e a economia da casa tá capenga.

  38. A Marinha deveria tentar convencer a presidente cortando da jogada os NaPaOcs e diminuindo o número de fragatas pra 3 ou 4 junto do Navio de Apoio Logístico. Ficaria menos custoso e é melhor do que não ter nada. Sem falar que poderia haver um segundo lote quando a economia melhorar ou haver um outro presidente, afinal pra construir uma embarcação demora um tempo.

  39. Marcos F. Parece que em breve, os Alemães encomendaram 4 Fragatas da nova versão, as F125. A primeira entra em operação em 2016 e as outras até 2019. Não existe motivo para manter as F123 e as novas F125 operando juntas.

  40. Nosso país almeja na Onu um acréscimo da ZEE, em razão das riquezas ali existentes, como por exemplo, as reservas de petróleo do pré sal. Diante do quadro atual, me parece que estão deixando o cofre aberto no meio da rua!
    A necessidade do Brasil equipar-se é urgente e tão prioritária quanto a construção de hospitais, delegacias e escolas. O que está faltando, de fato, é incutir na cabeça da população a real necessidade disso. Porém, isso teria que ser feito de uma forma romântica nos meios de comunicação de massa. Por exemplo, a RGT teria que pôr no ar uma novela com este tema.
    Por outro lado, não me convence o argumento de que não há dinheiro para isso! Enquanto no Brasil falamos em 5 fragatas, a Colômbia fala em 8! Precisamos nos lembrar de fatos passados e aprender com eles: se houver outro evento semelhante com a Guerra da Lagosta, o Brasil disporia de meios para promover um bloqueio naval? Se a resposta for negativa, então é melhor nos apressarmos…
    Cada um tem uma realidade e uma necessidade. E a realidade brasileira é sombria, enquanto a necessidade é visível, pois temos pré sal, 8.000km de costa, amazônia verde e azul, pantanal…
    Dinheiro não é o problema, capacidade técnica também temos. O problema reside na falta de compromisso dos governantes com a Pátria, ou seja, quando a política partidária se sobrepõe à política de Estado. Exemplo: motorista do Sanatório Federal ganhando mais que um capitão de mar e guerra que comanda uma fragata.

  41. Vitor…

    as 4 F-125s irão substituir as 4 F-122s (Bremen) remanescentes, lembrando que a classe possuía originalmente 8 unidades, ou seja, já está havendo um
    bom corte aí.

    Se os alemães forem igualmente livrar-se das 4 F-123s
    isso deixará a Marinha com apenas 3 F-124s de defesa aérea e as 4 F-125s, que serão uma espécie de navios expedicionários ou seja um total de apenas 7 fragatas.

    As 5 corvetas ou fragatas leves K-130s estão complementando e finalmente irão substituir os 10 originais FACs da classe Guepard.

    Então a Marinha Alemã tem necessidade das 4 F-123s
    e por enquanto não há nada oficial sobre a retirada das F-123s nem mesmo comentários em blogs estrangeiros.

  42. A FREMM seria a melhor alternativa para podermos modernizar a frota da MB poderiamos fazer um mixde FREMM e Lafayete seria mais barato comprar e manter utilizando o sea ceptor no resto da esquadra.

  43. Sem Noção,
    Nenhuma fonte russa digna de confiança citou o suposto acontecimento em que um Su-24 teria causado pavor nos marinheiros americanos a ponto de muitos terem deserdado.
    A suposta habilidade do casulo de ECM Khibiny em abrir um portal dimensional capaz de abrir as portas do Inferno e deixar uma horda de demônios passar, não foi corroborada por nenhuma fonte com o mínimo de credibilidade.
    Até agora o que se sabe é que o tal casulo de ECM russo é similar aos usados pelos Ocidente e a história divulgada simplesmente foi inventada.
    Um abraço!

  44. Cmte. Nogueira,

    “capacidade técnica também temos.” – Sério…? Onde?

    Nossa Academia está longe de ter direito a esse título… o pessoal da AEL tem que usar o 0800 do Tio Jacob dia sim dia não… só para dar UM exemplo.

    Portugal tem 3 vezes mais publicações científicas e pedidos de patentes que o Brasil caro Cmte… essa realidade que o Sr. acredita não existe e se começar hj, nós a teremos daki a 30 anos.

    Mas como o Sr. bem disse: Dinheiro não falta, o que falta é vergonha na cara, a começar por nós brasileiros, pois nós é que permitimos a esbórnia que ai está.

    Grande Abraço.

  45. Aparentemente a US Navy enviou novos tripulantes para
    repor os que pediram baixa após o incidente com o Su-24
    pois o USS Donald Cook reentrou no Mar Negro oito meses depois e antes disso outro DDG o USS Ross e também o CG USS Vella Gulf lá estiveram..

  46. vamos ver se vamos mesmo ter algo nao adianta discutir sobre misseis vamos ver primeiro se sai as fragatas do PROSUPER ai ssim devemos ver e discuti vamos torce para saia o prosuper seja americano ou alemao ou espanhol qualquer um ta bom de mas….

  47. Prezado Kojak,

    “Almirante LM, Lembra-se ? O Sr. gosta das linhas das MG da Austrália e España ! E agora ?”

    Realmente, gosto muito das Esquadras espanhola e australiana, no que tange sua força de combate de superfície (média de 14 escoltas) e navios de apoio logístico e transporte de tropas, formada por navios bastante modernos.

    No que se refere aos meios distritais, precisamos de número consideravelmente maior que estes dois países.

    Caso o amigo se atente um pouco aos detalhes, verá que a MB vem tentando manter sua Esquadra com mais ou menos os mesmos números das marinhas espanhola e australiana.

    Independe dos números contidos no PAEMB, hoje estão em andamento os seguintes Programas Estratégicos para obtenção de meios navais para a Esquadra: PROSUB, PROSUPER, CV03, PRONAnf e PRONAe.

    Vamos aos números:
    PROSUB: 4 submarinos de propulsão diesel-elétrica e 1 submarino de propulsão nuclear;
    PROSUPER: 5 escoltas de 6.000 toneladas de deslocamento e 1 navio de apoio logístico (não considerei os 5 NaPaOc de 1.800t, pois são meios distritais e não da Esquadra);
    CV03: 4 corvetas de aproximadamente 2.500 toneladas de deslocamento;
    PRONanf: 2 Navio-Doca Desembarque com deslocamento aproximado de 12.500 toneladas;
    PRONAe: 1 Navio-Aeródromo com deslocamento aproximado de 50.000 toneladas.

    Se compararmos estes números com os programas em andamento nas marinhas de mesmo porte da MB (Espanha, Austrália e Canadá), veremos que são muito similares. Não são números absurdos nem irreais.

    Entendo que muitos leitores do Poder Naval discordem do investimento no navio-aeródromo e no submarino de propulsão nuclear, mas a decisão de manter estes meios é do Poder Político da Nação, cabendo a MB realizar o que lhe cabe. Se houvesse no futuro uma determinação do Poder Político em contrário, caberia a MB acatar a decisão.

    Abraços

  48. Olá pessoal. Acompanho o blog a um bom tempo mas nunca havia comentado, e agradeço aos administradores pela abertura do comentários.

    Bom, acompanhando o Prosuper desde o início, e acreditando que já está passando da hora de substituir nossas escoltas, acho que deveríamos buscar uma outra alternativa. Creio que este modelo atual de Prosuper não sairá do papel, pois a aprovação do governo está caindo, e, a compra de armamento sempre foi vista pela população como algo desnecessário,porém precisamos de novas escoltas, então, acredito que deveríamos partir para uma opção mais econômica.

    Na minha opinião de leigo, uma alternativa seria:

    – Mudar o requisito de tonelagem das escoltas de 6 mil para aproximadamente 4 mil toneladas. ( Creio que uma MEKO 200 semelhante a sul africana, adaptada para nossas necessidades se encaixaria perfeitamente). Manteríamos a transferência de tecnologia.

    – Desvincular a compra dos NaPaOc do Prosuper. Poderíamos construir aqui mais duas unidades do Amazonas para fechar as primeiras 5 unidades pretendidas.

    – Manter os requisitos do navio de apoio logístico.

    – E por meados de 2018/2019, contando com uma economia melhor, poderíamos começar a projetar nossas próprias escoltas de 6 mil toneladas, utilizando o conhecimento adquirido com a transferência de tecnologia, e, também, com a construção da CV03.

    Sei que não seria a solução ideal, mas acredito que seria um pouco mais viável considerando nossa realidade.

  49. Contra Almirante Monteiro Junior,

    Já existe previsão para decisão do Prosuper?

    A Navantia está mesmo se associando ao EISA com vista a virtual escolha como vencedora?

    Obrigado

  50. Lucas Silva,

    Você está sendo pessimista e logo depois muito otimista.

    Se a MB comprar MEKO 200 e CV03, em meados de 2018/2019 elas ainda estarão sendo entregues (e pagas), de forma quee dificilmente irá ter dinheiro para comprar as Fragatas de 6000 T.

    Fora que projetar e construir as fragatas de 6000 T seria um desafio hercúleo e caríssimo para a MB, mesmo depois de projetar e construir as CV03.

    Acho que o mais próximo da nossa realidade seria comprar as fragatas de 6000 T de prateleira, fabricadas no país de origem, sem ToT.

  51. Rafael Oliveira.

    De fato, atualmente, em relação ao Prosuper, não me resta muito além do pessimismo, porém, creio que a situação vá melhorar nos próximos 3 ou 4 anos.

    Em relação a desenvolvermos nossas próprias escoltas, realmente sairia caro, mais caro que comprar de prateleira, porém, é um preço a se pagar por um país que deseja ser uma potência global e auto-suficiente belicamente. O ideal seria fazer isto em parceria com outros países, para termos assim uma redução de custos e tempo.

    Abraços.

  52. Já está difícil justificar o PROSUPER com todos os navios sendo construídos aqui, imagine construindo no exterior. Aí esse governo não aprova mesmo.

  53. FN, se a redução do preço for grande, acredito que seria uma boa justificativa.

    E falei apenas na construção das fragatas no exterior. A produção do NaPaOc, do NapLog e das CV03 seria aqui.

    Mas é claro que é só uma opinião minha. Acho que só iremos realmente contratar a construção de algo em 2017. No máximo, se anunciará um vencedor do Prosuper e se levará em banho maria a assinatura do contrato.

    Lucas, acredito que a compra da MEKO 200 e das Fragatas de 6000 T sejam excludentes, mesmo num horizonte maior. E fragatas de 6000T só em parceria com estaleiros do exterior (em verdade, eles projetariam praticamente tudo). Repito, é apenas a minha opinião.

  54. Rafael,

    Eu não disse que você está errado. Pelo contrário, concordo com tudo. Desmembrar o Prosuper, comprar de prateleira até para dar agilidade e substituir os navios escoltas mais antigos.

    O que eu acho é que o governo não irá aceiar isso.

  55. Não sei quem disse aqui que as F310 estam subutilizadas na Noruega.

    Sei que muita gente que manda e decide na MB lê este site. Então, almirantes, não seria uma boa oportunidade para compras de oportunidade? Isso claro, se os noruegueses quiserem nos vender, pois, pelo que eu saiba, não estão à venda

  56. FN, acho improvável que o Governo realize qualquer compra desse porte no curto prazo.

    Sobre as F310, foi o Dalton. Mas ele não deu nem um pouco a entender que elas estariam à venda. Só estariam sub-utilizadas em razão de problemas com peças e pessoal.

  57. A Marinha Brasileira deve deixar de delírios e começar os updates nas fragatas que já possuem .É a Realidade Brasileira …….

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