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Novas ideias para a Marinha do Brasil

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Esquadra A12

Diante da crise política e econômica no Brasil e as perspectivas sombrias para os próximos anos em termos de orçamento, a Marinha do Brasil tem muitos problemas para resolver: obsolescência em bloco de sua Esquadra, modernização de um porta-aviões, construção do submarino nuclear, construção da nova base no norte para a 2a. Esquadra, construção de navios-patrulha, implantação do SisGAAZ etc.

São muitos programas e pouco dinheiro. Algumas coisas vão continuar, outras não. O que deve continuar e o que deve ser cortado? Com a palavra, os comentaristas do Poder Naval. Colabore com sua opinião, pois o que você escrever pode ser lido por decisores do Ministério da Defesa e da Marinha do Brasil.

202 COMMENTS

  1. Prezados!
    Inicialmente parabéns aos redatores e editores pela iniciativa mui oportuna:

    * Descontinuar a modernização do A-12 & AF-1.
    * Seguir o ProSub
    * Seguir com a construção de NaPaOc na classe do Amazonas, entretando melhor armados e com espaço para ingrementos quando houver situação financeira para isso.
    * Abrir a mente para a indústria naval militar asiática (Coréia do Sul e China)
    * Fazer uma reserva de fundos com a venda de material baixado (por exemplo dar baixa a todos Bell 206, as CV Real Marinheiro, acredito que Argentina, Paraguai, Uruguai e até Bolívia se enteressariam.)
    * Investir em propaganda, expor a MB ao público. Ir nos meios noticiosos e mostrar nosso estado de coisas e como o povo pode contribuir, criar a mentalidade naval que precisamos.

    Tem mais coisas mas nem me atrevo ir mais fundo. Acho que há colegas bem mais capacitados que eu para seguir o tema.

    CM

  2. Senhores desculpem-me,
    Faltou algo importante…chega de Haiti e Líbano. Não temos jo momento marinha para isso infelizmente!

    CM

  3. Eu acredito que, para ainda tentar manter o que se tem, o caminho que seria mais barato é a modernização dos meios, até que a situação se melhore para aquisição ou fabricação própria de novas naves.
    Por que se adquirir equipamento novo agora, sairia mais caro e faltaria verba para a manutenção dos demais.

  4. …Ideias….Porque não se transfere para previdencia o pagamento de aposentados e pensionistas das forças… iria com certeza ter bastante dinheiro para investimentos em equipamentos “Novos”! Gostaria de saber se alguém pode me explicar o porque isso não acontece, parte da falencia financeira das forças é de fato decorrente deste drena recursos… enfim ideias não faltam más essa sugestão poderia fazer nossas forças evoluir consideravelmente!
    Um abraço

  5. Rever o que é necessário em termos de navios e submarinos, investindo em equipamentos novos, com alto grau de automação de forma que se diminua o efetivo embarcado.
    Esquecer PA, subnuc e outras coisas sofisticadas demais para operar e manter, queremos uma marinha enxuta e eficiente em sua missão de defesa da amazônia azul.
    Livrar-se de qualquer atividade que não esteja diretamente vinculada com a missão principal, como Engepron, Amazul, programa antártico (não é melhor que este esteja a cargo do MCT/ instituições de pesquisa?)

  6. Acredito que o caminho a ser trilhado foi corretamente mencionado pelo forista Claudio Moreno… Deixar de investir tempo e dinheiro em velharias é um grande começo para sair da crise enfrentada. Fabricar novos navios em estaleiros do oriente, com óbvio preço mais baixo, como os da classe Makassar, é uma providência lógica e factível. Sobre a questão dos pensionistas, transferindo-os para o orçamento geral da previdência social, aí o buraco é mais embaixo… SDS.

  7. Algumas sugestões

    -Cancelar de imediato a modernização do A 12 e dos A4,e utilizar o $ das modernizações em nova(s) fragata(s).
    -Como já estão em curso as modernizações dos A4 e do A12,se não mais compensar o cancelamento desses dois programas,a marinha deve explorar ao máximo a capacidade dos A4 com a aquisição de armas que permitam o combate além do alcance visual,além de mísseis e bombas guiadas para ataques ar-mar e ar-terra
    -Dar segmento com o programa de submarinos
    -E aos poucos ir substituindo as fragatas mais antigas por novas
    -Tentar fazer novas aquisições de navios produzidos no Brasil,desde de que esses sejam viáveis economicamente e atendam os requisitos da marinha

  8. Repostando minha ideia:

    Por incrível que pareça, o Prosuper pode ser algo útil nesse momento. Desde que haja um prazo de carência de pelo menos 5 anos e uma taxa de juros anual na casa dos 2%, assiná-lo agora seria algo inteligente, pois traria investimento estrangeiro nesse momento em que o país precisa atraí-los e seu pagamento se daria após a passagem dessa crise, em um futuro governo.

    Também acho interessante a compra do Makassar.

    De qualquer forma, acho que a MB deve ser mais rigorosa na escolha dos estaleiros que construirão seus futuros navios. EISA e outras espeluncas falidas não dá. Se possível, contrate algum estaleiro estrangeiro até mesmo para construir NaPa 500 e navios de contra-minagem aqui no Brasil.

    E chega de navios velhos… continuem dando baixa neles de forma constante, pois isso importa em economia de recursos. Vendam-nos para países mais pobres ou como sucata. Qualquer dinheiro é bem-vindo.

  9. Primeiramente, deveríamos pensar para que queremos nossa Marinha? Qual o inimigo mais próximo para as décadas vindouras?
    – Real necessidade da Força Anfíbia;
    – Baixa no A12. Esquecer esse projeto nas próximas três décadas;
    – Força de submarinos: Pelas dimensões continentais, precisamos mais de quantidade do que qualidade. Ao invés de 4 sub. convencionais e 1 subnuclear, que tal 8 convencionais?
    – Transformar os Grupamentos Distritais em verdadeira Guarda Costeira;
    – Investir na classe de corvetas Tamandaré. No mínimo 4, para ontem;
    – Uma nova classe de escoltas (Fragatas), dentro da nossa realidade. No mínimo 6. Vamos abrir os olhos para a industria oriental (Coreia e China);
    – Navios básicos de apoio como rebocador de alto mar, transporte, apoio logístico, tanque, entre outros;
    – SisGAAz é de suma importância;
    – Uma classe de navio patrulha multi funções, no mínimo 20. O classe Macaé é problemático e pobre de armamento e equipamentos;
    – Valorização de seu pessoal, com salários dignos;
    – Fazer o básico. Enxugar custos. Gastamos muito dinheiro com tinta e coquetéis.
    – Mais ideias, porém, ficando por aqui!

  10. Eu não sou entendido em assuntos militares, eu apenas os acompanho. Mas não tenho dúvidas em afirmar que seria necessário fazer coisas como:

    1. Desativar definitivamente o NAe São Paulo;
    2. Desativar definitivamente os A-4 e o A-4 M, e transferi-los para a FAB, que necessita de um lift para preparação de pilotos de primeira linha;
    3. Cancelar o programa de aviões orgânicos e de patrulha do NAe São Paulo;
    4. Ao invés de projetar de 7 a 9 fragatas de 5000 toneladas para substituir os meios obsoletos de hoje, passar esse número para 4 e economizar meios para obter mais NaPaOcs de 1500 e 500 toneladas;
    5. Cancelar o SubNuc e focar com mais urgência a obtenção de submarinos convencionais em maior número.

    Apesar de ser entusiasta, no sentido de achar que o país deve, sim, buscar construir submarinos nucleares e porta-aviões, não há como justificar a sua manutenção atualmente, o país precisa se desenvolver muito em outros campos, antes de querer manter armas de projeção de poder.

  11. Pra começar é preciso que a Marinha do Brasil tenha um comando melhor, mais realista.

    1- Sair de missões caras e das quais o país não tem condições materiais e financeiras de manter, como bem citou o Claudio Moreno;

    2- Tentar um acordo com o Governo Federal e Congresso para acabar com essa festa das pensões para filhas solteiras de militares e outras bizarrices. O dinheiro economizado entraria nos cofres das forças armadas;

    3- Dar baixa definitiva em vários navios que não tem mais serventia e tem custo alto, incluindo aí o Porta aviões São Paulo;

    4- Modernizar a frota de combate a partir de projetos sul-coreanos. Mais baratos, atendem as nossas exigências e poderiam ser financiados pelo Governo Coreano assim como estamos fazendo com os caças pela Suécia. Com umas 5 fragatas, 5 Corvetas além de 2 Navios De Desembarque-doca Classe Makassar. Os primeiros navios seriam construídos na Coreia com apoio brasileiro para aprendizado e o restante no Brasil;

    5- Abandonar outros projetos nacionais como o Barroso, que o país não tem condições de financiar;

    6- Modernizar a frota de navios patrulha com mais 7 navios da Classe Amazonas um pouco mais armados que os 3 atuais. Os primeiros navios seriam construídos na Coreia com apoio brasileiro para aprendizado e o restante no Brasil;

    7- Acelerar a entregas dos navios da Classe Macaé;

  12. Saudações a todos!! Ouvi a um tempo atrás que a Real Marinha Australiana, após aposentar seu último NAe, passou a operar sua aviação de asa fixa a partir de bases aero-navais, próximas ao litoral.

    Penso que a Marinha do Brasil deveria também dar baixa no NAe-12 e buscar o mesmo caminho: somos uma das 10 maiores economias da Terra, e precisamos nos desenvolver rumo à relevância mundial, com seriedade e destreza na administração dos recursos. O NAe deve ser abandonado por hora, e retomado após vencida a crise e arrumada a casa.

    Considero que possam ser proveitosos estes esforços, mas não devem ser o foco principal. Então, se for possível ativar uma aviação de ataque sem gastos absurdos, baseada em aeródromos da MB próximos à costa, acho que seria uma feliz ideia. Hornets (ou Super Hornets) usados talvez fossem uma solução…. Os Skyhawks não serão muito úteis, penso eu.

    Isto tudo, claro, se for vantajoso em seu custo-benefício!

  13. Não entrarei no mérito dos meios navais, pois não tenho conhecimento para tal.

    Mas algo simples que pode ser feito, sem necessidade de aprovação da presidência e não necessita recursos adicionais.

    Compras eletrônicas via Internet, empresas conseguem, em média 10% na redução dos custos, sem considerar tempo, transparência, etc.

  14. ^^
    Esqueci de escrever que isso de produzir os navios da Classe Amazonas na Coréia só se o estaleiro Britânico deixar né.

    8- Analisar se o programa de submarino nuclear vale mesmo a pena na atual situação do país e da marinha. Se der, continuar o programa, mas focando nos sub convencionais;

    9- Modernizar as instalações da Marinha através de acordos com a iniciativa privada, tipo ao conceder os portos nacionais, o governo poderia colocar entre as exigências, reformar as instalações atuais e construir novas para abrigar os militares, como uma nova base para a frota nacional no Nordeste ou Norte. Ainda dentro desse assunto, por mim tirava a maioria das instalações da Baía de Guanabara e levava para a Baía de Sepetiba perto das instalações onde estão construindo os submarinos nacionais;

  15. A princípio eu faria o seguinte:

    – Buscaria apoio político e de toda a classe militar para
    garantir pelo menos 6% dos royalties do petróleo para o Ministério da Defesa. Isto seria distribuído igualmente entre as 3 forças.

    – Baixaria para 8 mil o efetivo dos FN. Deixaria ativo apenas as bases na costa, deixando as do interior do país para administração do EB.

    – Aposentaria o NA-12.

    – Manteria o Prosub.

    – Manteria a modernização dos AF-1. Estes seriam usados para ataques a partir de bases em terra.

    – Cancelaria os NaPaOc do Prosuper. Seriam 5 escoltas de 6 mil ton mais um navio de apoio logístico.

    – Construiria mais duas unidades do NaPaOc Amazonas, fechando assim as 5 primeiras unidades pretendidas desta classe de navio.

    – Tentaria, através de apoio político e militar, incluir o projeto CV03 no PAC (programa de aceleração do crescimento) para garantir os recursos necessários.

  16. Acabar com a falta de dinheiro da marinha é fácil: manda o governo pagar os inativos e descontingenciar os royallties que a MB tem direito. Segundo lugar, mas importante: diminuição de contingente no CFN e na Esquadra, terceiro mudança de métodos de gestão de fundos e pessoal.

  17. Conversando com um CMG, a pouco tempo, me foi confidenciado que todos os grandes projetos (médios e pequenos também) deverão ser revistos e quanto aos navios digo: FFs, CVs, NTr, SSs, entre outros, que precisavam de manutenção operacional, reformas ou modernização, serão descartados, provavelmente, ficará operacional somente os Navios patrulhas, no conceito de um “mínimo” (mínimo mesmo) para um poder naval.
    A crise de verbas é muito pior do que está sendo contada na mídia…

  18. Boa tarde foristas.

    A Marinha do Brasil precisa refletir o que o Brasil é (ou deveria ser), uma liderança regional. Para isso não é preciso um Porta-aviões, pelo fato de que ninguém na região sul possui um.
    As corvetas da classe “Inhaúma” poderiam sofrer um downgrade e junto com a classe “Amazonas” totalizar 7 navios na função de patrulha oceânica.
    O Prosub deve ser mantido e a idéia de 8 submarinos convencionais é muito boa: 4 Scorpenes e 4 submarinos alemães classe 214.
    Oito escoltas modernas e dois navios de apoio logístico seriam, junto com os subs as compras de novos meios.
    Desativar a aviação naval de asa fixa enquanto não houver verba para algo de ponta. Voei 3 anos na linha aérea, tenho 1800 horas de vôo e a impressão que os A4 Skyhawk passam é de uma defasagem de performance que os tornam presas fáceis frente a meios modernos.
    Um navio moderno para assalto anfíbio.
    Como piloto afirmo: três unidades para formação de pilotos de helicópteros é desperdício de dinheiro. Os aspirantes da FAB sabem voar e tem cerca de 180-200 horas de vôo, podem ter aulas teóricas adequadas ao seu currículo mas na Marinha e no Exército eles precisam de instrução primária. Enfim, qualquer que seja o currículo teórico a linha de vôo pode ser a mesma para as três forças.
    Essas são minhas sugestões.

  19. Esquecer a modernização do navio aeródromo.
    Não pagar o dinheiro exorbitante para a construção da base naval, já que 80% disso é propina.
    Comprar os navios Sul Coreanos, eles são mais baratos e muito Bons.
    Continuar o Pró sub, mas fazer apenas 2 submarinos nucleares e continuar com os dísel que já temos

  20. Acabar com a Marinha do Brasil. Ela já não existe mais. Fazer um programa de concessões do nosso mar territorial para a 4 frota americana.
    Seremos bem melhor protegidos…

  21. Nao acredito em mais nada, li e revi as opinioes e saibam q 80 % destas estao em conformidade c o q venho acompanhando da Marinha a mais de 40 anos. Lembro-me de qdo tinha 12 anos (1965) a escola q estudei em SP foi agraciada c um convite para levar alguns alunos a conhecer o primeiro pequeno reator de pesquisa do Brasil la na USP. Este foi doado a instituicao atraves de convenio e acordos entre governos do Brasil e dos USA e serviria como fonte de estudos. Ja naquela epoca, este assunto sobre utilizacao nuclear pelo Brasil era exaustivamente debatido….passados todos estes anos, bilhoes torrados, ufanismos mil, e pasmem….ate hoje nem este tal reator para subnuc saiu da oficina e estopu duvidando q isso ocorra ate 2023. Mas ai ja eh outra historia, acho q ja terei virado po….ate agora so apareceu a ponta do iceberg, imaginem o tamanho do mesmo………rsrsrrsrs Brasil, pais de tolos

  22. Na minha opinião as varias propostas acima são opiniões pessoais de varios companheiros que deram o seu suor para a MB, no entanto eu acho que o problema da MB é GESTÃO, assim como em todo o setor publico brasileiro.

    Quando empresas estão em situações criticas como essas e em crise elas contratam Consultorias Independentes e Sérias para serem analizadas, os projetos acima propostos muitas vezes tem o viés da carreira e influencia da vida de cada um, por isso que não acredito em grupos de Trabalho internos da MB porque assim como os estudos da EGN nunca apresentam o real problema para o Almirantado.

    Se eu fosse o CM eu contrataria uma empresa especializada em Consultoria de Defesa Internacional, com experiencia neste tipo de estudo (existem varias no reino Unido por exemplo) que estudariam primeiramente a Missão da MB, a previsão orçamentaria futura e depois apresentaria ou proporiam programas compativeis com os dois.

    Uma empresa independente não teria medo de confrontar o nosso almirantado e principalmente mostaria a MB o que é CUSTO DE POSSE !!!, algo que as nossas autoridades nunca calcularam ….

  23. Sou leigo mas acompanho as discussões militares a algum tempo aqui na trilogia.
    … Idéias …
    1- Porta-aviões é para projeção de força. O A-12 esta consumindo preciosos recursos na tentativa da MB de manter o aprendizado na operação da aviação de asas fixas embarcada. Não sei onde li sobre chineses treinando no São Paulo mas se a intensão é manter o adestramento da força o caminho inverso pode ser feito. Creio que dar baixar nesse meio a curto prazo é melhor do ponto de vista financeiro;
    2- Pensões e aposentadorias consomem muito do orçamento das 3 forças mas duvido que os militares se sintam confortáveis com a ideia de ter suas aposentadorias pagas pela previdência. Tirando as pensões do orçamento as forças armadas já teriam uma folga substancial para novos investimento;
    3- Os projetos sul coreanos são bons tanto do ponto de vista financeiro quanto do tecnológico mas creio que haja receio por parte dos oficiais em relação ao pós venda ou a disponibilidade dos meios. Como há poucos operadores a MB fica insegura em arriscar. Pagar caro a fornecedor conhecido já virou praxe nas forças. Como sugestão, a MB deveria fazer o que a marinha dos EUA fez/faz a algum tempo: dúvidas sobre algum meio? Vai lá no país que opera, pede para fazer exercícios conjuntos, põe oficiais juntos a fabricante da embarcação para pedir esclarecimentos e põe a indústria nacional para contratar a fabricação das embarcações em solo nacional com as modificações necessárias.

  24. Isto sem falar na dispensa de Pessoal e redução do quadro em terra ….

    Viva a sra. Margaret Tatcher !!!, atualmente na UK Navy marinheiro navega e trabalha quase a totalidade da carreira embarcado.

    Serviços em terra tais como: cuidar de Vilas navais, cozinha de Base navais, serviços de limpeza em OM de terra, reparos, manutenção e modernização de navios, manutenção e motoristas de viaturas, etc…. são feitos por empresas especializadas e por PPP.

    Marinheiro é para estar no mar ….

  25. O problema é político e cultural, extrapolando o sistema “Marinha”.
    Apesar de seus 15 anos, o Ministério da Defesa não foi implementado de fato para atuar de modo semelhante a seus equivalentes de Estados com mais tradição militar, notadamente os EUA e o Reino Unido. O que barra essa implementação é a cultura de improviso (“safa”, “jeitinho”), enraizada culturalmente em nossa sociedade.
    O blog tratou recentemente disso ao postar
    opinião do AE Flores no Estadão .
    Uma contribuição muito mais modesta aqui .

  26. John Paul Jones,

    Aqui no Naval já falei por algumas vezes que boa parte dos navios velhos atracados deveriam dar baixa, pois é muito custoso mantê-los, inclusive em razão de seus marinheiros que não navegam, mas continuam recebendo o soldo, demandando habitação, alimentação, assistência médica e etc.

    Porém, não imaginava que o problema era tão grave a ponto do Almirantado nunca ter calculado o Custo de Posse deles!!!

  27. Quanto às pensões, embora eu concorde que devem ser transferidas para a previdência, o pessoal dá a entender que após a mudança o orçamento continuaria do mesmo tamanho e as forças teriam uma grande gordura pra investir, não vejo isto ocorrendo, o que vejo é a maior parte de orçamento sendo cortada, as forças armadas continuando exatamente onde estão, e simplesmente o tamanho insuficiente do orçamento passaria a ficar exposto.

  28. Me parece que o topico de sugestões foi transferido para cá então, transfiro o comentario

    Caro LM,

    Como vários entusiastas aqui, venho então propor ideias e conceitos que procuro propalar quando da oportunidade em alguns fóruns.

    Minha tese é que jamais os projetos militares no Brasil irão para a frente sem um lastro de necessidades alicerçado no meio civil, dentro de sua política econômica e projeto industrial.

    Não é um jargão em que apenas é relembrado e esquecido após 5 segundos apos propalado como tantas vezes fazemos.

    Especialmente no que tange a MB, é para mim claro que doutrinas europeias ou norte americanas não são aplicáveis do ponto de vista principalmente estratégico e consequentemente os respectivos equipamentos que assim o são dimensionados para dar suporte e substancia de material ao desejado.

    Como ilustração do acima rebuscado, digo que não precisamos de um Porta Aviões e aquilo que lhe acompanha e complementa, dimensionado especificado a atuar do outro lado do globo, de forma independente e autônoma tal como uma Task da USN, se nossa área foco reside no Atlantico Sul ou no máximo mesmo que em hipérbole , costa latina do Pacífico Sul. Nosso cenário é de fronteiras de interesse como no máximo 4 mil milhas de projeção sentido externo, o que sem dúvida alguma representa uma grande diferença de especificação nos eventuais projetos de armas para nosso cenário.

    Apesar de desejável sem dúvida, não precisamos de Nae com dimensões de toneladas de combustível aeronaval tal como os projetos dos países citados. Neste reduzido espaço de operação, dificilmente nossa MB deixaria de atuar neste TO, como uma única Força tarefa concentrada, por maiores que fossem possíveis os nossos números de frota.

    Então, voltando ao foco de minha inicial e simplificando as diferenças de nossos reais requisitos, acredito que deveríamos incorporar o conceito de plantas militares com genética para dupla aptidão, civil e militar, na qual seja possível a incorporação de equipamentos plug and play em rápida conversão de apenas algumas semanas, podendo-se desta forma a MB agregar sempre que necessário, meios de superfície com real poder de combate, complementando assim os navios de 1ª linha, estes sim de fato modernos e em numero limitado em face de sua representatividade como vanguarda tecnológica.

    Não falo de doutrina ARAPAHO ou SCADS que são navios mercantes adaptados a funções militares, mas sim de um plano industrial, fiscal, legislativo e de estado, com design de navios civis que resgatem nossa Marinha Mercante, hoje inexistente e quando muita, limitada aos navios de frota própria da Petrobras e Vale. Falo de navios com dupla aptidão genética, dimensionados desde o inicio com vista a seu emprego ao ambiente militar, mas que possuam de forma inversa ao tradicional visto, valor de emprego mercante a atraente ao mercado de armadores nacionais, não descartando mesmo, uma estatal que possa ser moldada de forma similar a britânica RFA – Royal Fleet Auxiliary.

    Isto possibilitaria a MB concentrar seus gastos e foco em poucos navios de 1ª. linha mas com extraordinária atualização tecnológica, contar com recursos de meios complementares a frota em qualquer necessidade real e incidir com suas despesas somente quando do fato de uso, criar e manter uma base industrial naval sólida e perene no âmbito civil como seu próprio alicerce para qualquer projeto especializado militar, alcançando um numero de interessados no meio civil, político e industrial que lhe dêm sustentação legitima as necessidades de uma MB que a nação precisa e merece.

    Desta forma, acredito seria possível o convívio e complementaridade entre navios especializados e genéricos. Seria factível navios aeródromos genéricos dimensionados a cobertura aeronaval da frota com capacidade residual de projeção ao nosso TO, Fragatas auxiliares, Navios Escola ou NapaOc com capacidade de progressão de configurações.

    Costumo desenhar de forma simplificada estes conceitos e armazeno na galeria de imagens do endereço https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/galeria-de-imagens/

    Muitos são fruto de debates conceituais com alguns colegas foristas que aqui frequentam, ou de outros fóruns como o FBM ou Sistemas de Armas.

  29. Boa noite, aqui vai minha opinião;
    – no momento não é interessante a reforma do nosso porta aviões(embora torcia para vê-lo reformado),o seu valor já daria para comprar ourto(s) meio (s) mais novos e necessários;
    – manter a modernização dos AF-1, mas utiliza-los baseados em terra ao longo do litoral;
    – comprar navios sul coreanos ou chineses,são belos navios,bem equipados e bem abaixo do preço dos meios ocidentais;
    – manter o Prosub ,mas priorizando os sub’s convencionais e aumentando a quantidade a ser construída;
    – construir mais navios patrulha classe Amazonas e melhor arma-los e o mesmo em relação aos navios patrulha classe Macaé (mais unidades e melhor armadas);
    – transformar a base e estaleiro dos submarinos na principal base naval da MB e transferir para lá o maior efetivo naval possível (ser como a principal base naval);
    – não comprar mais navios usados em hipótese alguma e dar baixa em todos os meios mais obsoletos e consumidores de verbas pra manutenção o quanto for possível;
    – melhor equipar as forças que guarnecem nossos rios com lanchas e navios de patrulha mais modernos e bem equipados e armados para seu devido fim ;
    – comprar helicópteros utilitários novos para dotar a aviação de asas rotativas com o melhor assim como já o fazem com os poucos Sea Hawks.

    Deus abençoe a todos !!!

  30. Sou meramente um apreciador do tema e, portanto, muito longe de ser um especialista. Porém entendo que algumas coisas são básicas, como por exemplo abrir mão de um NAe.
    1)Faltam bases navais e meios para cobrir de forma eficiente todo o litoral e os recursos nela existente. Isso poderia ser compensado com a distribuição (e ampliação) de um ramo aeronaval não embarcado). O país se tornaria ele próprio um “NAe”;
    2)Nuclear a esquadra num único NAe e numa base (RJ) mais que facilita a tarefa de uma potência agressora que possua mais recursos.
    3)Enxugar a esquadra para fazer mais com menos recursos parece mais lógico – infelizmente – que manter muitas embarcações de manutenção onerosa e incerta. Vide os episódios recentes de navios quebrados em missão. É a situação onde “temos” e “não temos” meios navais.
    4)O que se perde em capacitação com o abandono – ainda que temporário – de possuir um NAe pode ser duro, mas é melhor gerir uma força aeronaval estrategicamente dispersa, com maior alcance e meios mais modernos que gastar numa modernização interminável – e intermitente ? – do São Paulo.
    5)A Argentina tinha um NAe na guerra de 1982 e não só ele, mas toda a esquadra foi imobilizada pela ameaça de submarinos. Investir na expansão da força de submarinos parece compensar mais em termos de coerção de ameaças internacionais que o atual quadro de corvetas, fragatas e outros. Na condição de um comandante inimigo me pergunto se teria mais medo de um sub nuclear ou das fragatas adquiridas nos anos 80…

  31. Minha opinião:
    1) reavaliação do efetivo (principalmente fuzileiros). Redução do número somente se verificado o excesso de pessoal.
    2) Esquecer de vez o São Paulo e AF-1 (o motivo para a existência deles é “manter doutrina”, mas estamos gastando o que não temos para manter mal e porcamente uma doutrina defasada)
    3) Obtenção de 2 Makassar e 1 fragata nova do porte das FCN. Colocar dois engenheiros da Engepron para estagiar nesses navios, para definir o que precisaremos no futuro, baseando-se em operação de navios do século 21. (esquecer o prosuper enquanto isso)
    4) Desvincular as aposentadorias/pensões do orçamento da marinha. (isso é coisa para a previdência social, e não assunto militar)

  32. Não quero desmerecer as propostas dos outros comentaristas, porém, depois do comentário do amigo John Paul Jones em “31 de julho de 2015 at 17:55”, acredito que este debate chegou ao ponto crítico: GESTÃO.

    Tenho apenas 21 anos, realizo trabalho voluntário a quase 3 anos em um associação focada em desenvolvimento de liderança visando criar melhores gestores. Hoje sou Presidente do escritório local e arrisco dizer: hoje no Brasil nem a iniciativa privada consegue se atualizar em termos de gestão de pessoas e recursos de forma tão rápida quanto seria necessário para encarar as transformações do mercado. Quem dirá a capacidade do setor público de fazer o mesmo.

    Permitam-me destacar uma frase clássica…

    “In preparing for battle I have always found that plans are useless, but planning is indispensable.” – Dwight D. Eisenhower

    Hoje nossa Marinha sabe se planejar, porém ao longo do ano com os governos, desgovernos, contingenciamentos e desafios que deve encarar (o que faz com que o planejamento seja inútil, como dito por Eisenhower) sinto que existe um problema de foco dentro da organização. Este foco é o que deveria garantir uma boa tomada de decisão dentro desta organização, porém ele parece obscuro.

    Então como vários amigos comentaram: Qual é a missão da Marinha do Brasil hoje?

    1- Ser uma escola?
    2- Ser uma força de projeção de poder?
    3- Ser uma força de auto-defesa?
    4- Ser uma guarda-costeira?
    5- Ser uma defesa civil?
    6- Ser um SAMU na Amazônia?
    7- Ser uma empresa de engenharia naval?
    8- Ser tudo isso?
    9- Não ser nada disso?
    10- Não sabemos o que deve ser?

    Essa missão é o básico para esta organização se localizar na tempestade.

    É possível que a Marinha queira ser uma guarda-costeira e uma força de projeção de poder ao mesmo tempo? Sim, mas aí é uma questão de cultura e momento organizacional.

    Não adianta abraçar o mundo. Qualquer empresa sabe que especialização é importante em se tratando de modelo de crescimento. Se hoje a Marinha quer ser de águas azuis, mas não consegue lidar com a patrulha costeira, que se contente e conheça seu momento organizacional. Afinal, sim, a Marinha é uma empresa como outra qualquer.

    Enfim, para resumir a ópera:

    1- Foco
    2- Especialização
    3- Planejamento
    4- Implementação
    5- Avaliação

    Chega de NAe e papo de que temos que manter o conhecimento sobre operação de NAes.

    Chega de Sub Nuclear se não tem Contratorpedeiro

    Chega de papo de Contratorpedeiro se não tem Corveta direito

    Foco em qual projeto de navio patrulha vão desenvolver, para que tantas unidades diferentes? Se tem o Amazonas com espaço de crescimento, para que reinventar a roda?

    John Paul Jones colocou o pingo no i…

    Melhor ter uma consultoria com experiência e que vá dizer boas verdades, do que planos mirabolantes que nunca serão implementados.

    Por um futuro onde as Forças Armadas Brasileiras sejam um modelo a ser seguido, seja de força de combate, seja de estrutura de formação ou seja como modelo de gestão. Israel tem um mercado tão impressionante de start-ups muito porque suas Forças Armadas servem como um mecanismo de formação e desenvolvimento de liderança de jovens, o que em nada degrada sua capacidade de combate exemplar.

    Um ponto importante: Acredito que o debate seria mais interessante, se nós como civis ou mesmo os amigos do meio militar, soubéssemos de alguém, com tal conhecimento, o que seria necessário para a tal reforma acerca de pensões ou mesmo criação de uma guarda-costeira, etc.

    Detalhes de quais os empecilhos legais para sua criação e não só o comentário clássico de “falta de vontade política”.

    Abraço e desculpem o desabafo.

    =]

  33. Pensando no Prosuper .. a MB de fato deveria abandonar a ideia de uma nova classe de ”NPO”dentro do progarma ….. ja temos as Amazonas .ser mais flexível em aceitar a ideia construção fora do País .. (pelo menos nessa primeira ”fase”… 6 primeiras escoltas e o navio de apoio logístico ) …isso eleva o custo e afasta interessados … demanda mt tempo…além de afastar possível financiamento externo …
    ja temos em andamento no Pais o prosub com nosso SCORPENE … ..a Classe Macaé .. e se tudo der certo a Classe Tamandaré ..
    A MB n deve abandonar os SUB NUKE
    Analisar em conjunto com o EB meios de uso comum ”dual” .. principalmente em relação a Amazonia .. fronteira no geral (meios fluviais …como a CB-90 ) ..
    padronizar a Frota de EC-725(H225M) ..além das 16 ”contratadas” o quanto antes .. substituir os ”PUMA” .. adoção de + SeaHawk (versão adotada pela MB … pra função ) …
    Forçar um Lobby junto ao gov Federal em relação a situação das 2 unidades Classe ”MISTRAL” (temos uma boa relação com França e.Rússia ..pq n fazer uma consulta mais ”seria” ? oportunidade única … ) …
    … aproveitar do interesse do EB em helis de ataque ”puro” do tipo e participar diretamente do programa ( quando for de fato ”lançado” …)..isso levando em conta uma possível surpresa quanto ao Mistral ….Eu ainda acho valido o SP … seu custo total …algo próximo a 320mi de REAIS ja foram gastos com o SP .. isso inclui os 23 AF-1…pessoal isso n paga uma ”Amazonas” .. n sei pq da implicância ….(mesmo o Siroco .. custaria uns 500 mi .. atualmente ) a MB precisa desse meio pra garantir perante a ”FAB” o uso de asa fixa .. ”caças” .. e se for de fato o custo de cerca de 1 BI de REAIS acho mt valido .(um exemplo .. a reforma do INS Vikramaditya’ algo próximo a 3bi de doletas … ) …. problema e q a MB carece se meios ”básicos” sendo assim .. entendo n ser prioridade … mas sou contra uma possível ”descarte ”

  34. caraca !!!

    Quando vejo um jovem de 21 anos dando uma aula de planejamento estratégico como acima fico feliz em saber que talvez este país tenha jeito e solução !!!.

    Obrigado por ajudar um velho Nauta e se expressar melhor e traduzir tecnicamente uma solução para a MB.

    Um choque de Gestão seria a Quebra de Paradigmas em todos os niveis da MB.

    Eu me lembro de ter visto centenas de operarios parados no AMRJ a alguns anos atras dentro de suas oficinas porque havia tocado uniforme branco naquele estaleiro para a visita do Chefe do Estado Maior da Marinha da Bolivia e as nossas autoridades não queriam que na visita os convidados vissem homens de macacão !!!, caramba qual empresa aceitaria uma situação dessas ???.

    Parabens pela sua analise sensata, de longe a melhor deste artigo !!!

  35. Também concordo que as pensões e soldos ,outras dividas ativas deveriam todas ser custeadas pela previdência, e que o valor destinado as forças fossem valores líquidos para e apenas serem usados em investimentos e custeio, de manutenção e melhorias dentro da caserna.

  36. Luiz Ricardo C.., clap, clap, clap,…..aplausos….este foi o melhor e conciso comentario q ja li ate agora…….deveria ser repassado para estes pseudo almirantes e seus auxiliares cheios de divisas e poucos neuronios. Parabens a voce pela didatica explicacao e opiniao, inchuido nesta tambem o prezado John Paul Jones………..obvio q os de tantos outros por aqui……altissimo nivel e solucoes exemplares e profissionais. Atencao Galante e cia…..mandem uma copia desta pagina ao almirantado, quem sabe eles acordem pra dura realidade e tomem alguma destas providencia tao simples q da ate vergonha de ensina-los. … sera q fugiram da escola….. Sds

  37. As prioridades seriam:

    1 Qual é a missão?

    2.De que meio necessitamos para cumpri-la?

    3. Que recursos serão necessários para tal?

    4. De onde sairão estes recuros.

    Apartir destas premissas, se define a Marinha que se quer ser.

    Grande abraço

  38. Meus parabéns Poder Naval , apesar de vivermos em uma democracia , há muito pouca iniciativa para que o publico em geral debata assuntos importantes.

    Minha humilde sugestão:
    *Rever a folha de pagamento e o contingente , talves isso não agrade a alta hierarquia da marinha , mas ,vejamos : Já ouvi muito dizerem por ai que tem sobrinhos de ex-oficiais ( finados ) que ainda recebem penções , e isso vem do fundo da marinha ( não tenho certeza ) , tem que rever isso , e também tem que ver o contingente , tá muito grande , e , digamos assim : Não adianta jogar os soldados ( marujos ) ao mar com baioneta no dente , não dá pra afundar navio com isso , tem que ter embarcação moderna .
    *Abrir espaço para o mercado asiático , essa sugestão eu vi com os colegas acima .Pelo visto , lá tem opção de navios modernos e baratos , uma solução “tampão” , rapida , barata e moderna , pelo menos até podermos comprar algo melhor ( isso se realmente o material chinês , japonês e sul-coreano for de má qualidade ).
    *Cortar alguns programas e estabelecer prioridades , o programa de modernização do nosso NAe , a meu ver é um elefante branco , NAe é projeção de poder , e o Brasil não tem grandes pretenções neste momento , neste sentido .O programa poderia ser cortado para dar prioridade para outros como o dos submarinos , que a meu ver é mais importante , ai quem sabe quando a situação melhorar , começarmos com um LHD ou então partimos direto prum NAe para cumprir esta função.
    *Padronizar a frota , não entendo muito o papel de uma corveta , de uma fragata e de um submarino , mas….a meu ver ( esse é um pensamento de leigo mesmo ) uma boa frota de submarinos modernos ( 18 unidades ) , uma frota de fragatas ( sei lá…umas 30 unidades ou mais ) para patrulhar e realizar negação de mar na ZEE , uma maior frota de aeronaves ( 18 unidades ) ASW e de patrulhamento ( A EMBRAER tem uma solução barata moldada na plataforma do ERJ , tem pouco alcance mas em grande numero aposto que ele dá conta ) , alguns Navios de Desembarque Doca ( 6 ) para apoiar os fuzileiros navais e 2 LHD e/ou 2 NAe ( mais futuramente ) para projeção de poder em aguas azuis ( Que usem fragatas para a escolta ) , além claro de alguns navios NaPaOc e de menor porte , para realizar um papel de “guarda costeira” .Assim teriamos uma marinha capaz de “negar nosso mar” , e também atuar em aguas azuis.

    *E tudo aquilo que o Luiz ricardo disse.

  39. Pelo cálculo rápido que fiz, se alguém se interessar pode ir modificando, pq quando fui ver mais comentário já tinham surgido, o que notei foi mais ou menos isso:

    programas da marinha
    A-12: aposentar: 8
    AF-1: não-modernizar: 3 / modernizar: 3
    KC-2: aposentar: 1 / modernizar: 0
    PROSUB: seguir em frente com SUB NUCLEAR: 3 / seguir em frente sem SUB NUCLEAR: 5
    SISGAZ: seguir em frente com SISGAZ: 1 / seguir em frente sem SISGAZ: 0

    estatais e decisões políticas
    ACABAR COM A EMGEPRON: 1
    ACABAR COM A AMAZUL: 1
    ENCERRAR O PROGRAMA ANTÁRTICO: 1
    ENCERRAR PARTICIPAÇÃO NO LÍBANO: 1

    navios de superfície
    COMPRAR NAVIOS NO ORIENTE: 4
    MODERNIZAR O QUE SE TEM: 1
    TAMANDARÉ: 1

    Ou seja, tirando o comentário sobre as estatais e as decisões tomadas pelo governo, que defendo a existência e acho que são poucos os que questionam sua existência, há:

    – quase uma UNANIMIDADE QUANTO A NECESSIDADE DE DESATIVAÇÃO DO A-12 (dois ou três usuários acham que deveria manter ele na esquadra, e alguns inclusive continuando a modernização);

    – uma divisão sobre o papel que o AF-1B/C poderia ocupar nas FFAA como um todo;

    – dúvidas quanto a realidade de continuarmos com o SUBNUCLEAR (mas ninguém esclareceu o que fazer com anos de pesquisa em volta do enriquecimento de urânio e do reator);

    – pouco se comenta sobre o SISGAZ (não sei como se escreve);

    – muitos parecem concordar com a compra de navios no Oriente (não sendo, entretanto, necessariamente navios com padrão oriental).

    – achei os comentários sobre os navios patrulhas pouco expansivos. Acho que esse programa é importantíssimo, pelo efeito simbólico que terá frente ao pré-sal.

  40. Realmente, acho que john paul jones e luiz ricardo mataram a cobra e mostram o pau.

    Gestão, razão, pés no chão e muito ego. (ops, ego não rima com as outras, talvez por isso deva cair fora …)

  41. Depependendo dequem fossem as F e o S Nuc nen de um nem do outro …

    Quanto a o que fazer, como ter uma gestão se quem esta acima disto tudo e eh o dono da ordem e do dinheiro esta pouco preucupado com isso ou qqr outra coisa (GF = Relações Exteriores, Ministerio da Defesa, Progresso Nacional) ?

    E isso hoje, prosseguindo deste jeirto, ira ficar bem pior …

    Em tempo =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2015/07/mv-roula-hp5309-navios-que-escalavam.html

    7 photos

  42. A principal idéia – e a mais importante – é mudar a forma como a Marinha é administrada.

    A questão não é orçamentária. Sempre temos a mania de achar que os orçamentos são pequenos, oque não representa a realidade. Segundo o SIPRI, os gastos em defesa do Brasil representam sozinhos 47% de todos os gastos da América do Sul. Se somarmos as forças militares, os equipamentos operados por todas as Forças Armadas no continente, considerando que todas elas juntas gastam praticamente oque gastamos sozinhos, fica fácil notar que há algo de muito errado. E a culpa não é só das aposentadorias e pensões que representam cerca de 35% do orçamento da Defesa. Em 2014 o orçamento do ministério da Defesa (orçamento de fato liberado – orçamento original era de mais de R$90 bilhões) foi de R$ 79 bilhões, sendo que destes, R$29 bilhões foi usado para pagamento de aposentados e pensionistas (dados do portal da transparência).

    Só para comparação, nosso orçamento em defesa é (dados SIPRI):

    6 X maior que o do Chile
    3 X maior que o da Colômbia
    6 X maior que o da Venezuela
    8 X maior que o da Argentina
    32 X maior que o do Uruguai
    5 X maior que o da Suécia
    1.5 X maior que o da Turquia
    2 X maior que o de Israel

    Fica muito claro, seja qual outro país usar para comparação, que gastamos muito mal.

    Muita verba é alocada para a área administrativa. A Marinha tem mais de 200 OMs e não tem 200 navios (isso se contar até bóia de piscina).

    Recentemente (2009) a MB teve permissão aprovada pelo congresso de aumentar seu efetivo em 60%. De 50.100 para 80.507. Além disto passa a desconsiderar nesta conta os militares em formação e os conscritos, oque representam mais 10.000 militares. Se somarmos estes militares em formação e os conscritos, o aumento de efetivo aprovado foi de 80%!!!

    Em qualquer empresa do mundo, ao passar por dificuldades orçamentárias, a primeira medida tomada é de se cortar funcionários. Na Marinha do Brasil, fazemos o contrário, aumentamos seu efetivo em 80%. Isto sem considerar que a relação entre oficiais e praças é uma das maiores do mundo. É muito cacique para pouco índio. O número de conscritos não representa 15% do efetivo atual total.

    Há a questão do número enorme de imóveis ocupados por unidades administrativas nas principais cidades do país, onde não há sequer uma única unidade militar (de fato) da Marinha. Como citado mais acima, são mais de 200 OMs, sendo que a grande maioria delas não desempenha papel importante nenhum na Defesa do país.

    A Marinha gasta muito mal seu orçamento. E isto é uma semelhança da MB com as demais Forças Armadas do país.

  43. Falando literalmente de idéias, vamos lá:

    Porta Aviões e AF1 – com a atual maneira como a MB é administrada, não há condições de se manter e principalmente operar um PA e seu componente aéreo. Portanto o A-12 deve ser aposentado, a compra dos Trader e a modernização dos A-4 cancelada.
    Renovação Asas Rotativas – acelerar a renovação (já em curso) da aviação de asas rotativas SUW e ASW, tendo já em vista unidades que possam servir em nossas futuras escoltas.
    Cancelamento do PROSUPER – é loucura imaginar que uma Marinha que não tem R$40 milhões para fazer um PMG de uma Inhaúma, conseguir manter e operar a contento uma moderna escolta de 6000t.
    Desenvolvimento de uma classe única de navios (uma classe nova ou baseada em alguma classe de navios já existente) que através do acréscimo de sessões, pudesse dar origem à navios aptos a atender às nossas necessidades atuais e futuras de NaPaOc, Corvetas e Fragatas. Compartilhando de um projeto único, com o máximo possível de componentes comuns, poderíamos ter navios de 1500t (NapaOc) até cerca de 3500-4000t (Fragatas), usando sensores e armamentos já comprovados. Isto aumentaria a padronização da frota, diminuiria os custos e melhoraria em muito a logística de manutenção.
    PROSUB – já que gastou-se uma fortuna para construir 4 Scorpene + 1 casco Sub Nuclear + base de submarinos de filmes de 007, temos que dar prosseguimento na construção de submarinos convencionais, possibilitando ter no mínimo 8 submarinos em serviço. O desenvolvimento do Sub Nuclear deveria ser deixado de lado, uma renegociação com a DCNS poderia converter a parte do contrato de desenvolvimento do Sub Nuclear em mais 1 ou 2 unidades do novo Scorpene (projeto lançado recentemente). Temos que investir pesadamente na negação do mar, no desenvolvimento das tecnologias compradas a preço de ouro. Nunca fui a favor da compra do Scorpene e das tais ToT e base de submarinos. ToT só funciona com investimento em pesquisa e na construção de novas unidades que possam desenvolver a tecnologia comprada. O valor do contrato daria para comprar à época 13 submarinos IKL de prateleira. Vale lembrar que temos hoje somente 1 submarino apto a navegar!
    Administração – Diminuição do efetivo para algo em torno de 25.000 a 30.000 militares. Diminuição das OMs e redução dos gastos administrativos. Venda de imóveis que pertençam à MB

  44. Todos os cometários com renovação da frota é válida.
    Eu imagino que no futuro com armas mas modernas devemos nos preocupar e muito com a formação de nossos sodados marinheiros.

  45. pelo que estamos avaliando nestes comentários:
    Encontramos uma marinha:

    1 – Com alto custo operacional;

    2 – Com inchaço de gente (60.000 militares) em relação a os serviços que deveriam serem realizados;

    3 – Sem nenhuma capacidade de realizar a “mostra do pavilhão nacional por sobre as águas do nosso mar territorial”

    Ou seja para os paisanos: não tem mais uma esquadra para enfrentar possíveis invasões de navios estrangeiros ou defender a nossa soberania nacional.

    Lembrar que a Royal Navy, com um efetivo de 45.000 militares, possui uma FORÇA NAVAL IMENSAMENTE mais forte, pelo mesmo “custo” da nossa Marinha.

    Algo está errado…

  46. Ops… sou Perito da Polícia Civil do RJ… mas vou tentar :

    1 – Sucatear o São Paulo, em seu lugar paquerar a classe Mistral;

    2 – Criação de bases aeronavais pelo litoral, com caças multimissão com capacidade de lançamento de mísseis antinavio, aviões patrulha (tirando essa atribuição da FAB), e VANT’s de patrulha;

    3 – Aperfeiçoar o projeto dos NaPaOc classe Amazonas, com melhor motorização e armamento, quase uma corveta; definir as classes de corveta e fragata a serem adotadas;

    4 – Continuar com o SubNuc, afinal necessário ele é, como belonave de intimidação;

    5 – E pra bancar isso tudo, conseguir uma verba com os royalties do petróleo.

  47. Outra sugestão para MB.

    Forneça planos de saúde para os militares em vez de contratar milhares de profissionais da área de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas, fisioterapeutas, psicólogos e etc) e manter uma grande infraestrutura de atendimento médico, que sairá muito mais barato, principalmente porque não se tornarão inativos no futuro.

  48. Outra idéia – a mais revolucionária, que é oque realmente precisamos e que é – julgo eu – impossível de tornar-se realidade:

    Unir as 3 Forças Armadas em uma só.

    Desde antes da criação da República até 1964,todos nossos governos viveram, de uma forma ou de outra, sob a ameaça concreta de um golpe militar. Daí fazer sentido termos 3 Forças Armadas completamente independentes e termos até outro dia mesmo 3 ministérios militares.

    Porém hoje em dia esta realidade já não existe.

    Não há necessidade de termos 3 Forças Armadas, com cadeia de comando e projetos completamente independentes, sendo que a missão delas é a mesma e os cujos TOs, em muitos casos, se sobrepõem.

    Temos 3 Forças Armadas que competem por orçamento, que tem cada uma sua visão independente de Defesa, fazendo gastos e desenvolvendo projetos baseados nesta visão individualizada. Temos 3 cadeias de comando independentes, cada uma tendo toda a sua extrutura administrativa também individualizada. No fim temos Forças Armadas que apesar de terem missões co-relacionadas, estão sujeitas à cadeias de comando totalmente independentes. Forças armadas unificadas, acabariam com esta discrepância.

    Outro ponto que justificaria a unificação, seria acabar de vez com a rivalidade existente entre as Forças. Já vimos durante décadas a briga entre a Marinha e a FAB para ver quem operaria a aviação de asa fixa embarcada. Hoje temos a Marinha como responsavel pela patrulha de nossas águas, mas quem de fato tem a capacidade de patrulhar vastas áreas de nosso mar territorial é a aviação de patrulha da FAB. A Força de paraquedistas é do Exército, mas para poderem fazer seus exercícios dependem da FAB que opera as aeronaves. O Exército necessita de helicópteros de ataque, mas quem os opera é a FAB lá na Amazônia. O Exército necessita de helicópteros para transporte de tropas, mas a maior quantidade de aeronaves aptas para esta missão estão na FAB. E não para por aí.

    A unificação das Forças Armadas tornaria possível diminuir em muito os gastos administrativos, simplificaria a cadeia de comando, facilitaria a instrução, acabaria com as rivalidades e com as discrepâncias citadas no parágrafo anterior. Teríamos Forças mais bem equipadas, mais integradas e muito mais aptas a trabalhar em conjunto no ar, mar ou terra do que temos hoje.

  49. Escolher algumas embarcações que precisam de docagem, que valha pena não dar baixa e usar a própria mão de obra da marinha pra fazer isso(mesmo que a passo de tartaruga- já que pra fazer a velocidade de um estaleiro precisaria contratar), não precisa ser todas, mas só isso vai salvar um bom dinheiro.

  50. Acredito que o principal é manter a corrupção fora dos processos licitatórios de navios e sistemas;
    dar baixa em tudo que não serve mais ou que seja muito caro de se atualizar;
    enxugar ao máximo postos de trabalho;
    solicitar ao congresso uma mudança da lei de vitaliciedade de pensões para as “filhas solteiras”;
    solicitar ao congresso uma fatia maior do pré-sal para defesa em geral, etc.

  51. Olá a todos.

    Não há solução simples para problemas complexos. Contudo, os problemas da economia são conjunturais e cíclicos. O planejamento e a operação da MB não pode ser pautado por crises ocasionais.

    Aliás, é um tremendo erro estratégico e econômico pensar em adquirir novas embarcações no exterior. Todos as novas embarcações deverão ser construídas no Brasil para economizar divisar e movimentar as economias locais. Isso significará empregos no Brasil, receita para os governos locais e gastos em reais.

    Então ao invés de contratar estaleiros no exterior, o óbvio é priorizar estaleiros no Brasil. Mesmo que uma parte do equipamento embarcado seja importado, ainda assim pode ser que 40% dos recursos serão gastos em empresas brasileiras.

    A prioridade hoje é o ProSub e a nova base. O projeto está em andamento e bem conduzido. Além disso, a classe Tupi esta em processo de envelhecimento. o SubNuc é fundamental porque a tecnologia nuclear é estratégica hoje, amanhã e sempre.

    A nova classe Tamandaré poderia substituir as Inhaumas e Niterois até que fique claro qual seria a melhor opção para uma nova classe de fragatas a ser construidas no Brasil.

    O numero de NaPaOc Amazonas deve ser ampliado substituindo unidades antigas

    Vejo a MB no proximos anos menor, operando submarinos modernos (incluindo o SubNuc) e com sua frota de superficia baseada em Tamandares e Amazonas, todos novos e com custos de operacao otimizados em relação aos equipamentos antigos.

    Talvez a grande oportunidade seja adquirir os dois Mistral que estão prontos e adapta-los para a MB.

    para os proximos anos… 4 scorpenese e subnuc, 6 ou 7 amazonas, 5 ou 7 tamandares e os 2 mistral ex-russia…

    é o

  52. É fato, que os meios que precisamos não teríamos condições financeiras e nem apoio político e popular de investir bilhões de reais em material bélico. Estamos num país muito deficitário em outras áreas da administração pública, principalmente no que diz respeito aos serviços prestados a população. Não podemos esquecer a corrupção, que é o nosso câncer nacional. Porém, é claro que precisamos investir urgentemente, não só na marinha, como nas forças armadas. No que diz respeito a marinha, acredito que deveríamos seguir essas diretrizes:
    – Não precisamos de Porta-Aviões; Navio custoso, de uso essencialmente de ataque. Dificilmente o Brasil deslocará forças para lutar longe do país. De “quebra” não precisamos dos caças;
    – Investir em Corvetas – navios menores,mais baratos de adquirir e de amanter do que fragatas e atendem plenamente a defesa da Amazônia Azul, por serem armadas com os mísseis anti-navio, aéreo e poderia ser equipadas com armamento anti submarino. Poderiam derivar do projeto da Barroso e serem feitas localmente. Ideal 8 unidades;
    – Aquisição de pelo menos 5 fragatas usadas, pelo menos dos anos 90 ou seja, meia vida para modernizar no Brasil. As fragatas atuais já estão demasiadamente desgastadas e o custo de mante-las tende a aumentar, e muito. Importante algumas unidades deste tipo de navio para deslocamentos mais distantes, seja de socorro ou de atendimento as requisições da ONU. Ideal 5 a 6 unidades;
    – Submarinos – arma furtiva e de grande poder dissuasório. A quantidade de submarinos operacionais pode negar o uso do mar para uma força inimiga, facilitando o domínio dos navios de superfície. Construção pode ser brasileira, baseado no projeto do Scorpene. ideal de 8 a 10 unidades. Desenvolver o submarino nuclear é importante pelas características deste meio de combate, por permanecer “invisível” ininterruptamente e em grau de igualdade com outras forças mais modernas;
    – Navio Patrulha Oceânica – Navios que podem garantir o domínio da MB na amazônia azul, coibindo atos ilícitos e a salva guarda da vida humana no mar. Deveriam ter um armamento mais arrojado, incluindo uns 2 lançadores de mísseis anti navio e uma bateria de anti aéreo para defesa de ponto. Ideal 8 unidades;
    – Navio Anfíbio, Logístico e Tanque – Logística é fundamental para nos mantermos presentes em qualquer lugar do planeta. As ambições do Brasil não chega a tanto mas, pelo fato de termos navios com idade avançada e de custosa manutenção, seria prudente adquirirmos pelo menos 2 navios doca e mais 2 ou 3 navios tanque. Sem combustível e viveres nossa frota não consegue se manter em missão, necessitando de mais meios no inventário, o que não teríamos. Navio de Apoio Logístico pelo menos 2 unidades atenderia a necessidade da MB com certa tranquilidade;
    – Fuzileiros Navais; É necessário dar mais hipertrofia a tropa, com compras de mais viaturas blindadas, artilharia de saturação (Astros 2020), defesa anti aérea de ponto e de área e tanques de combate. É necessário que tenhamos um força sempre pronta e bem equipada, para ação em qualquer lugar do Brasil. Pela baixa quantidade existente de equipamentos pesados, mesmo que aumentasse a quantidade em 50%, ainda sim não teríamos os Fuzileiros adequados, mas melhoraria a capacidade de defesa;
    Como poderemos analisar, houve uma certa racionalização de recursos. As sugestões foram por meios usados, navios menores e uma melhora na capacidade de defesa em terra, que são meios mais baratos em relação ao custo de uma embarcação.
    Nas sugestões acima, preferi focar em defesa da pátria, sem a necessidade de deslocar navios para lutarmos fora do continente. É obvio que, precisamos ter um cenário fictício de invasão para adequarmos a força de defesa. Com os meios acima, possivelmente nenhum país europeu se atreveria a nos atacar sozinho, mas hoje existe o fator coalizão e para esse fator não teríamos como reagir a contento.
    Precisamos hoje, mudar a mente da população e dos políticos para garantirmos investimentos para as Forças Armadas. Investir nas forças armadas, também é geração de tecnologia, emprego e renda que seria importantíssimo para a população brasileira. Certamente esse é o maior desafio que os lideres militares deverão enfrentar nos próximos anos.

  53. Olá, acompanho bastante tempo o site e é a primeira vez que posto, não tenho muito conhecimento técnico, mas já que estamos aqui vamos lá.

    QUESTÃO CONJUNTURAL

    – Na minha opinião o grande problema, a má alocação dos recursos, salários, pensões consomem boa parte do investimento (que não é pouco), então deveríamos rever isso, como funciona esse sistema e se de fato é lógico manter isso, sei que isso mexeria com muita coisa, mas se realmente queremos nos tornar mais realista e profissinais, tem de ser assim. Corta gasto com funcionários, também tem outra, sei que todo esse tempo as FA’s serviram como lugar dos jovens sem saber o que fazer e que são “inseridos na sociedade” através das FA’s e isso é louvável, mas acho que é demais para a realidade do Brasil, e também acho que esse tempo já passou, hoje a demanda de necessitade de uma força armada no mundo com o incremento das tecnologias, isso torna-se meio insustentável, deveríamos tornarmos profissionais de verdade para sermos mais eficientes em todos os âmbitos.

    QUESTÃO IDEOLOGICA

    O Brasil deve se porta como um líder regional (América latina), apesar de ufanismos, a realidade é essa e não dá para negar, assim proteger os intereses naturais de um país como o Brasil indepedente de governo, e qual é o interesse ? ser dominante na América do Sul e no caso da marinha nas águas da américa do sul, sobretudo atlântico sul que é o nosso cenário, e em menor medida com capacidade técnica de sobrepor em águas da Antartica e do caribe, e isso tudo com uma força convencional, mediana em envergadura, porém padronizada, técnica e eficiente. Buscando atuar em conjunto com as empresas nacionais, mas tampouco com protecionismo.

    VETORES E PROJETOS

    – A MB deveria focar no Prosuper, o SubNuc apesar de por sí ser muito positivo, deveríamos esquecer por agora, em contrapartida focarmos na construção de + 2 IKL com base no Tikuna melhorado para se juntarem aos 4 já planejados Scorpene e devido a desistência do nuclear aumentar o numero de Scorpene para 6 totalizando assim, 8 submarinos bem operativos.

    – 10 Fragatas (5 Prosuper + 5 Classe Niterói) A Niterói apesar de saturada, ainda vejo que não podemos nos despregar dela, e de qualquer modo é um bom vetor, poderia passar por um upgrade, e seria uma boa parceira do Prosuper 5 Niterói + 5 FREEM ou De Zeven Provincien Class. O Brasil não tem condições de construir tais artefatos militares, não existe isso de transferência de tecnologia, ou você sabe ou não sabe, é uma injustiça com os países produtores que deram duro para desenvolver seus vetores, então não tem essa que “vai gerar empregos no país” oras, então desenvolva seu próprio vetor, sua própria tecnologia.

    – Compra de oportunidade 2 navios tanques

    – 5 Corvetas, 1 Barroso e 4 Tamandaré.

    – Esquecer navios patrulha, deveríamos possuir 6 vetores no máximo, assim como todas outras velharias, em contrapartida esses 6 NPa seriam liderados por 4 Navios patrulha oceânica, formando um esquadra patrulha formada por 9 vetores. Contudo poderíamos manter 5 navios patrulha Fluviais estratégico, junto a 3 navios de desembarque de tropa na selva.

    – NAe é utopia, deveríamos abandonar, mais apoiaria na aquisição de pelo menos 1 Mistral (também como uma compensação por abandonar o submarino nuclear) que duraria no Brasil pelo menos 60 anos. O Mistral viria apenas pra substituir o Ceará, ou seja manteríamos os 4 vetores de transporte anfíbio (mesmo algumas células já velhas, creio que ainda podem ser empregadas), só que agora liderados pelo 1 Mistral, que consequentemente seria o novo símbolo da frota.

    – Já que não teríamos tanta NPa no mar, poderíamos alocar isso a aviação de patrulha marítima, estrategicamente posicionados ao longo do litoral e também missiles boats entre 50-150 toneladas.

    – Isso tudo abriria espaço para o Brasil vender. Porque não as 2 Niterói que restaram não poderiam ser vendidas a um Equador, Uruguai, Angola, Honduras, Rep. Dominacana? São bons vetores e caíram bem nesses países.

    – os atuais 5 submarinos poderiam também ser vendidos, vende por política algumas unidades pro México, Equador, Honduras, Guatemala ou algum outro interessado, fazendo um preço bacana para esses países.

    – A4 Skyhawk apesar de modernizados, mas sem o A12 já não teria muita força, poderíamos vender a um país interessado, inclusive poderíamos doar alguns F-5EMB pro Uruguai, Paraguay após a chegada dos Gripen. Pra essa posição poderíamos atuar em terra com o próprio Gripen só que da MB ou quem sabe poderíamos dar ênfase para um projeto de um atacante estratpegico nacional para a MB junto a empresas nacionais encabeçada pela Embraer, poderia a príncipio ser baseado no AMX (logicamente melhorado, com mais envergadura a critério da MB)

    *Uma coisa muito importantes no meu ver para as FA’s do Brasil seria desde o princípio terem um “ciclo de compras” o que seria isso? Pelo tamanho da economia e do investimento do Brasil em suas Forças Armadas, poderíamos comprar sempre bons vetores (os “vetores principais”, fragatas, navios anfíbios, tanques, caças, SAM’s etc… que são os que realmente pessam). Tanto a MB, FAB, EB, seria muito fácil estarmos sempre operando bons vetores, comprando novos, eles em tese duram pelo menos 30 anos sem ficarem exatamente obsoletos. Ao longo desses 30 anos teríamos um fundo, e que ao final desses 30 anos compraríamos (se não tivermos capacidade de produzir aqui) mais excelentes vetores, substituindo os primeiros, sem ser comprometer de fato com as receitas. Sei que é muito simplista, mas dá para ter uma idéia.

  54. Corrigindo meu erro de matemática (no caso dos navios patrulhas + Patrulha oceânica = totalizando 10 unidades eu botei 9) putz :/

  55. Prezado Juarez, muito bom, vc resumiu tudo em poucos pontos.

    Prezado Zorann, a sua opinião é muito interessante mas para mim me parece um pouco bolivariana demais.

    Recentemente viajei a trabalho para a Venezuela e visitei sites da Marinha lá e me chamou a atenção da uniformidade das 03 FFAA, todos usando mesmos uniformes e principalmente uma mesma cultura, que era Iconizae e Incensar o Chaves e a agora o Maduro.

    Amigo, aquele país vai mal e unificar as 03 FFAA só tem em paises como a China, Cuba e Venezuela ….

  56. Bom dia senhores! Acredito que seja muito salutar esse tipo de discussão, ainda mais quando um oficial de alta patente como o Alm. Luiz Monteiro solicita que se façam sugestões.
    Eu diria que O Poder Naval acaba por criar uma ponte entre a Força Naval brasileira e cidadãos interessados no melhor para o país.

    Muito já foi colocado aqui, inclusive com pessoas com vivência dentro da Força. Há um pouco de tudo, desde sugestões de curto prazo práticas, até planejamentos de grande porte e com um certo exercício de ficção, já que a atual situação deste país não nos permitirá grandes ações nem a médio prazo.

    Os diagnósticos aqui foram até óbvios, quando se pensa em economia de verbas. Temos meios envelhecidos, um PA antigo estacionado, um programa multi-bilionário de submarinos e uma marinha que tem que se desdobrar em diversas frentes para cumprir o papel social da força.

    Permita que um civil, mas que tem orgulho de ser brasileiro e acreditar que suas forças armadas devam ter a grandeza adequada a esse país, faça apenas algumas poucas observações, possivelmente já colocadas pelos colegas foristas:

    1. A Marinha (e todas as outras forças) não terão incremento de verbas nem tão cedo. Pela minha vivência de crises, essa que nos abateu tem o potencial de se arrastar por bem mais que os 2 anos alardeados pelo GF. O desequilíbrio é grande, agravado por uma crise política e um governo enfraquecido. O dinheiro acabou e não há nada que se faça que nos coloque nos trilhos tão cedo. Podem me chamar até de pessimista, mas uma década é o cenário mais acertado para duração e recuperação desta crise, caso todo o “dever de casa” seja feito a contento.

    Portanto a Marinha não espere por nada além do mais do mesmo. Sabendo disso, não seria a hora de executar uma corajosa reforma administrativa? Muitos já colocaram aqui que nossa quantidade de efetivos é alta demais, que há oficiais demais e atribuições demais. Não irei questiona-los, pois não tenho como afirmar se são adequados ou não ao exercício da Força, mas que algo terá que ser revisto, será. Ou a força pretende continuar gastando vultosas quantias para manter uma estrutura que irá lhe aleijar para o todo o resto?

    2. Meios: Todos aqui sabemos que os meios da Marinha estão envelhecidos. E como qualquer civil sabe, um carro velho dá mais despesas do que um novo. Pode parecer conta de padaria, mas é o óbvio. A Marinha está naquela situação do cidadão que tem uma grande frota de carros, mas mal pode sair da garagem porque a maioria enguiçaria na rua.

    Realmente é a hora de se planejar e executar senhores. Não há mais justificativas em manter meios que não cumprem mais suas funções. A não ser que a razão esteja sendo substituída pela vaidade…

    Certa vez, nos principios dos anos 2000, estava atendendo um oficial da Marinha que me disse 2 coisas que me deixaram assim, decepcionados a época quanto a força Naval (meu conhecimento era bem mais limitado do que os de hoje). Primeiro ele disse que nossa Marinha gostava de “espelhar” a US Navy, com navios grandes e caros, mas que ficavam mais parados do que navegando e eram inúteis para serem usados na guarda-costeira do país. Afinal, dizia ele, ninguém usa um canhão para abordar um barco pesqueiro. E segundo que essa megalomania tinha reflexo até nas operações. Se uma base naval fosse receber a visita de algum Almirante, tudo parava, e até os Navios ancorados, eram pintados do lado de onde o Oficial de alta patente fosse passar. Deixando todo o outro lado do jeito que estava. Bem, isso me impressionou a época. Espero que esse tempo tenha realmente passado.

    Então baixemos a bola e troquemos os nossos meios por algo mais condizente com nossa realidade. Temos que capacitar a força para suas funções básicas. Não se pode querer projetar força se nem no nosso “quintal” impomos respeito.

    3. P&D: A Marinha tem pessoal capacitado para desenvolver projetos. Assim como temos uma industria de ponta na área militar. Por que não aprofundar nesta área? Alguns foristas já colocaram que o importante não é a origem do Meio a ser adquirido mas sim seu recheio tecnológico.

    Não seria a hora da Força aplicar em “Inteligência”? Trazer cérebros, inclusive de fora do país, se necessário? Veja Israel, aquele pequeno país incrustado no meio de “inimigos”. Por mais que ganhe mesada dos Americanos, sempre acabam por fazer mais e mais, apenas porque aplicaram em “cérebros”. Conseguem melhorar meios clássicos como F-16 para torná-los ainda melhores e assim vai em todas as área de armamentos.

    A Marinha teria uma mudança de perfil para melhor. Passaria a participar de projetos e inclusive, ter direito intelectual destes produtos, podendo ganhar uma verba adicional.

    Bem, existem diversas outras sugestões, mas que já foram abordadas exaustivamente aqui, inclusive por pessoal melhor capacitado do que eu. Mas fico feliz em poder colaborar ou pelo menos externar minhas opiniões. Agradeço ao Poder Naval pela oportunidade.

  57. Olá John Paul Jones!

    A idéia sugerida é diferente, mas não tem nada de Bolivariana (pelo amor de Deus tenho nojo disto). Já que não existe limite para as idéias, resolvi citar esta (unificaçãos das FAs), que ao meu ver, apesar de impraticável por diversos motivos, inclusive preconceito, não tem nada de ilógico e muito menos de Bolivariano.

    A idéia apesar de utópica é totalmente racional.

    A gestão das FAs vem sendo, de uma forma ou de outra, questionada aqui na Trilogia da Defesa há muito tempo. Lendo os comentários deste e de outros posts, de pessoas que acompanham o site há um bom tempo e de pessoas que agora podem comentar, fica clara a insatisfação de todos que acompanham o assunto.

    Basta ler o meu comentário sobre o nosso orçamento de Defesa – mais acima – com dados oficiais, para ter uma idéia do tamanho desta má gestão.

    Este nosso questionamento sobre a administração das FAs, que leitores de sites de defesa fazem já há algum tempo, pode ganhar o foco dos holofotes com a Lava-Jato.

    A administração das FAs deve ser questionada. As nossas FAs “produzem” muito pouco com o orçamento que dispõem.

    Obrigado e um abraço.

  58. Uma solução interessante seria que em vez de termos um capitânea PA, poderíamos ter três capitâneas baseado em NAVIOS DE PROPÓSITOS MÚLTIPLOS modelo JUAN CARLOS I(baseado nos comandos navais explicados abaixo) :OPERAÇÕES AÉREAS COM: F-35B, HELICÓPTEROS ANTISUBMARINOS, HELICÓPTEROS DE TRANSPORTE , V-22 OSPREY CUMPRINDO AS MISSÕES DIVERSAS INCLUINDO AEW E ALÉM DISSO O NAVIO CUMPRIRIA AS OPERAÇÕES ANFÍBIAS TAMBÉM; com isso teria num único modelo de navio com várias funções(excluindo os SUB`S , escoltas e apoio logístico), abriria mão dos patrulhas e das corvetas em prol de escoltas multipropósitos acumulando essa função além da própria escolta; talvez manteria os patrulhas pequenos para o mar raso(próximo as praias)…….talvez.
    Reveria a situação dos Distritos extinguindo-os e criando os comandos navais em uma localidade só, mas em posição central as regiões de responsabilidade:

    -COMANDO NAVAL NORTE/NORDESTE
    -COMANDO NAVAL SUDESTE/SUL
    -COMANDO NAVAL CENTRO OESTE(SEDE BRASÍLIA).

    Criaria as FORÇAS EXPEDICIONÁRIAS DE FUZILEIROS NAVAIS(1ª, 2ª E 3ª) cada uma próxima a um comando naval e com valor de brigada anfíbia completa; mas subordinadas ao COMANDO GERAL DE FUZILEIROS NAVAIS e manteria o BATALHÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS DE FUZILEIROS NAVAIS também subordinado ao Comando Geral

    Essa minha solução visa centralizar os recursos e diminuir gastos com muitos tipos de navios e vários distritos; tendo meios modernos e atuais e com recursos operativos voltados para eles.

  59. Esqueci de avisar que com isso as FORÇAS EXPEDICIONÁRIAS DE FUZILEIROS NAVAIS estariam próximas aos LHD`S(modelo JUAN CARLOS I).

  60. Acredito que um outra alternativa seria cancelar o Prosuper e se focar apenas no CV03 como futuro escolta por enquanto. Revisar novamente o projeto e propor mais algumas modificações. Acredito que uns 120m de comprimento por 14m de boca já renderia umas 3.500/3.800 toneladas de deslocamento, semelhante ao porte das fragatas classe Niterói que iriam substituir. O projeto poderia ser tocado com a assistência técnica de um estaleiro internacional.

  61. Ola a todos!
    acho eu que a marinha deveria em primeiro lugar equilibrar suas contas. passar a as aposentadorias para a previdência e direcionar esses recursos para investimentos, avaliar oque já temos em mãos como por exemplo os navios patrulha oceânicos classe amazonas (direito de produção) melhor arma-los de acordo com a função, efetivar as novas corvetas barroso, manter o prossub (prioritario) desativar o NAE 12 e com o dinheiro da reforma ajudar na aquisição de novas fragatas. Assim como focar no investimento de misseis pois com eles podemos suprir algumas de nossas carências, e aumentando nosso poder de defesa

  62. Prezados, boa tarde.
    Sou civil, engenheiro mecatrônico, tenho 27 anos e embora tenha optado pela área econômico-financeira, gosto de acompanhar as notícias do portal sobre os projetos estratégicos do país.
    Essa é, portanto, a opinião de um leigo, mas que acredita e luta por um país melhor. Posso com certeza cometer muitos erros nas colocações que farei, reconheço minha ignorância no assunto, e por isso peço desculpas antecipadamente. Antes de iniciar, deixo aqui registrado meu apreço pelas Forças Armadas.
    Aspecto Econômico
    Em primeiro lugar, essa é a nossa casa, esse é o nosso povo e não podemos deixar que a apatia tome conta de nós. Crises são os momentos de maior oportunidade! O ciclo das commodities se foi, os erros na economia estão sendo exacerbados agora com a crise em nossas finanças públicas e a nossa moeda se desvalorizou.
    Isso abre oportunidade para duas valiosíssimas mudanças: a primeira é a tão necessária reforma da previdência, principalmente a dos servidores públicos que concentra a maior parte do déficit; a outra é a recuperação da indústria, que ganha competitividade com um real mais desvalorizado, mas precisa de juros mais baixos.
    A reforma da previdência é o primeiro passo, pois permitiria a redução do déficit, dos juros, contribuiria para a desvalorização da moeda e para o aumento da nossa poupança interna. Se isso não ocorrer, não há como falar em crescimento sustentável, em desenvolvimento industrial e muito menos em investimentos de grande vulto para área de defesa.
    A reforma da previdência é condição sine qua non para uma mudança estrutural no país, enquanto isso não ocorrer, continuaremos nesse ciclo pernicioso de baixo crescimento e juros altos. E como muitos citaram, os próprios militares contribuem para essa situação. O caso das pensões para as filhas solteiras, embora seja apenas parte do problema, gera revolta no público civil e desmoraliza, de certa maneira, a imagem das Forças Armadas.
    Uma análise do orçamento do Ministério da Defesa revela a enorme parcela de recursos que é destinada à previdência dos militares. A imagem que isso passa é: em um cenário de falta de recursos e de vetores para o ideal cumprimento da missão, a política encontrada pelo Ministério foi a de priorizar o pagamento de pensões. Fica difícil convencer sobre a necessidade de mais investimentos com uma estrutura de gastos assim.
    Aspecto Político
    Várias pessoas falaram sobre a compra de vetores, a racionalização dos gastos e as mudanças na gestão. Entretanto, onde está a batalha por corações e mentes? Entendo que algumas ações já são tomadas, mas não acredito que na escala adequada.
    Enquanto estudava na USP, assisti a uma palestra do General Heleno que certamente contribuiu para despertar minha atenção para os assuntos militares. Esse tipo de coisa, em minha humilde opinião, parece ser de fundamental importância.
    Entretanto, penso que poderíamos ir muito além. Os americanos trabalham isso de uma maneira formidável, basta olhar, por exemplo, a quantidade de filmes com temática militar e que servem como propaganda velada às Forças Armadas: Top Gun, O Resgate do Soldado Ryan, Platoon, Pearl Harbor, O Patriota, Sniper Americano.
    Quais das nossas histórias poderiam ser transformadas em filmes? A Batalha de Monte Castelo, a Batalha de Riachuelo, a conquista do ciclo do urânio pelo país, certamente temos boas histórias que merecem e deveriam ser contadas. Onde está o nosso “Rambo” para combater os narcotraficantes na fronteira, por exemplo? Todos sabemos as mensagens que esses filmes passam e da sua importância para conquistar a admiração, o respeito e o prestígio da sociedade. Um filme icônico sobre essa temática no Brasil foi o “Tropa de Elite”.
    Tenho certeza que com o apoio da Lei Rouanet e uma interlocução adequada com a ANCINE, algo assim poderia ser realizado. Nossa sociedade é carente de símbolos e heróis. Não podemos deixar que esse vácuo seja preenchido por pessoas que não estão à altura do posto.
    Uma outra proposta seria aproveitar melhor a excelência militar na formação de times e no desenvolvimento da liderança, um aspecto bastante estudado em Psicologia Organizacional. Veja, em que organização seus membros estão dispostos a dar a vida pela pátria e por seus companheiros. Esse é um ponto crucial da formação militar que tem de ser ressaltado sempre.
    Cada vez mais as empresas gastam com compliance, mas não há controle que impeça desvios de conduta. Por isso a busca cada vez maior por pessoas íntegras. Os princípios, os valores e a disciplina, tão trabalhados no meio militar, são uma contribuição riquíssima que as Forças Armadas poderiam dar às nossas empresas.
    Por que não explorar em maior escala essa capacidade juntamente a empresas e cursos de MBA? Soube de treinamentos realizados pela AMAN, mas penso que essa poderia ser uma fonte importantíssima de recursos para as Academias Militares que talvez não seja explorada a contento atualmente. Está aí uma capacidade de uso dual que deveria ser melhor aproveitada.
    Abordei o assunto dessa maneira, porque penso que uma economia pujante e um forte apoio político-social sejam condições essenciais para se progredir no campo militar de maneira efetiva.
    Obrigado.

  63. Prezados, boa tarde.

    Sou civil, engenheiro mecatrônico, tenho 27 anos e embora tenha optado pela área econômico-financeira, gosto de acompanhar as notícias do portal sobre os projetos estratégicos do país.

    Essa é, portanto, a opinião de um leigo, mas que acredita e luta por um país melhor. Posso com certeza cometer muitos erros nas colocações que farei, reconheço minha ignorância no assunto, e por isso peço desculpas antecipadamente. Antes de iniciar, deixo aqui registrado meu apreço pelas Forças Armadas.

    Aspecto Econômico

    Em primeiro lugar, essa é a nossa casa, esse é o nosso povo e não podemos deixar que a apatia tome conta de nós. Crises são os momentos de maior oportunidade! O ciclo das commodities se foi, os erros na economia estão sendo exacerbados agora com a crise em nossas finanças públicas e a nossa moeda se desvalorizou.

    Isso abre oportunidade para duas valiosíssimas mudanças: a primeira é a tão necessária reforma da previdência, principalmente a dos servidores públicos que concentra a maior parte do déficit; a outra é a recuperação da indústria, que ganha competitividade com um real mais desvalorizado, mas precisa de juros mais baixos.

    A reforma da previdência é o primeiro passo, pois permitiria a redução do déficit, dos juros, contribuiria para a desvalorização da moeda e para o aumento da nossa poupança interna. Se isso não ocorrer, não há como falar em crescimento sustentável, em desenvolvimento industrial e muito menos em investimentos de grande vulto para área de defesa.

    A reforma da previdência é condição sine qua non para uma mudança estrutural no país, enquanto isso não ocorrer, continuaremos nesse ciclo pernicioso de baixo crescimento e juros altos. E como muitos citaram, os próprios militares contribuem para essa situação. O caso das pensões para as filhas solteiras, embora seja apenas parte do problema, gera revolta no público civil e desmoraliza, de certa maneira, a imagem das Forças Armadas.

    Uma análise do orçamento do Ministério da Defesa revela a enorme parcela de recursos que é destinada à previdência dos militares. A imagem que isso passa é: em um cenário de falta de recursos e de vetores para o ideal cumprimento da missão, a política encontrada pelo Ministério foi a de priorizar o pagamento de pensões. Fica difícil convencer sobre a necessidade de mais investimentos com uma estrutura de gastos assim.

    Aspecto Político

    Várias pessoas falaram sobre a compra de vetores, a racionalização dos gastos e as mudanças na gestão. Entretanto, onde está a batalha por corações e mentes? Entendo que algumas ações já são tomadas, mas não acredito que na escala adequada.

    Enquanto estudava na USP, assisti a uma palestra do General Heleno que certamente contribuiu para despertar minha atenção para os assuntos militares. Esse tipo de coisa, em minha humilde opinião, parece ser de fundamental importância.

    Entretanto, penso que poderíamos ir muito além. Os americanos trabalham isso de uma maneira formidável, basta olhar, por exemplo, a quantidade de filmes com temática militar e que servem como propaganda velada às Forças Armadas: Top Gun, O Resgate do Soldado Ryan, Platoon, Pearl Harbor, O Patriota, Sniper Americano.

    Quais das nossas histórias poderiam ser transformadas em filmes? A Batalha de Monte Castelo, a Batalha de Riachuelo, a conquista do ciclo do urânio pelo país, certamente temos boas histórias que merecem e deveriam ser contadas. Onde está o nosso “Rambo” para combater os narcotraficantes na fronteira, por exemplo? Todos sabemos as mensagens que esses filmes passam e da sua importância para conquistar a admiração, o respeito e o prestígio da sociedade. Um filme icônico sobre essa temática no Brasil foi o “Tropa de Elite”.

    Tenho certeza que com o apoio da Lei Rouanet e uma interlocução adequada com a ANCINE, algo assim poderia ser realizado. Nossa sociedade é carente de símbolos e heróis. Não podemos deixar que esse vácuo seja preenchido por pessoas que não estão à altura do posto.

    Uma outra proposta seria aproveitar melhor a excelência militar na formação de times e no desenvolvimento da liderança, um aspecto bastante estudado em Psicologia Organizacional. Veja, em que organização seus membros estão dispostos a dar a vida pela pátria e por seus companheiros. Esse é um ponto crucial da formação militar que tem de ser ressaltado sempre.

    Cada vez mais as empresas gastam com compliance, mas não há controle que impeça desvios de conduta. Por isso a busca cada vez maior por pessoas íntegras. Os princípios, os valores e a disciplina, tão trabalhados no meio militar, são uma contribuição riquíssima que as Forças Armadas poderiam dar às nossas empresas.

    Por que não explorar em maior escala essa capacidade juntamente a empresas e cursos de MBA? Soube de treinamentos realizados pela AMAN, mas penso que essa poderia ser uma fonte importantíssima de recursos para as Academias Militares que talvez não seja explorada a contento atualmente. Está aí uma capacidade de uso dual que deveria ser melhor aproveitada.

    Abordei o assunto dessa maneira, porque penso que uma economia pujante e um forte apoio político-social sejam condições essenciais para se progredir no campo militar de maneira efetiva.

    Obrigado.

  64. Na minha opinião comprava-se 12 opv chines p18n de 1800t de 50 milhoes cada.=600m. dois desses iriamos rechealos com eletronica nacional, radar bradar 200k, sonar, mansup, torpedo, siconta 4, marlin, etc…para servir de modelo para equipar os demais em caso de crise.
    Dois escoltas modernos, o ideal seria f100 navantia, mais serviria as kdx2 420m cada.
    4 makassar 50m cada. Com 1.6m financiados em 10 anos juros de 2.5 ao ano sairia 200m ano.
    Daria para substituir todos os escoltas e cumprir a contento todas as missôes que a mb realiza hoje.
    Sou a favor de um nae, mais um stobar baseado no cavour, a mb não tem necessidade de surtidas que um catobar oferece, o subnuc tem que ser prioridade, o desdobramento da tecnologia nuclear e exponencial.
    O uso de vants para patrulhar modelo hermes deveria ser padrão.

  65. Senhores cometi um erro terrível e imperdoável colocando um navio no CENTRO OESTE…………..então concertando o que eu disse:

    -COMANDO DA MARINHA(SEDE BRASÍLIA)

    -COMANDO NAVAL NORTE/NORDESTE
    -COMANDO NAVAL SUDESTE/CENTRO-OESTE
    -COMANDO NAVAL DO SUL.

  66. COMANDO DA FORÇA DE SUBMARINOS E COMANDO DA FORÇA AERONAVAL subordinados e a comando diretamente do COMANDO DA MARINHA para distribuição operativa de seus meios entre os diversos COMANDOS/ESQUADRAS ; pois os ESCOLTAS ficariam juntos com os LHD`S nas bases navais desses comandos navais.

  67. A PROBLEMÁTICA

    Cavalheiros, muito boas as intervenções.
    O john paul jones nos falou que à MB falta gestão, no que foi confirmado pelo Zorannn que nos mostrou um comparativo de custos entre nossas FAs e as de outros países.
    Aplausos para o Luiz Ricardo C, que abordou a falta de planejamento estratégico, que foi brilhantemente resumido pelo Juarez.
    De forma mais prática, o carvalho2008 abordou a possibilidade da construção cascos com dupla função, civil e militar. Um ovo de Colombo. Merece mais análises e pode ser um diferencial para nossa indústria naval como um todo no futuro.
    Como se pode ver, existe um claro diagnóstico da situação. E é posta em dúvida a capacidade de planejamento dos oficiais da MB.
    Qualquer oficial recém-egresso da Escola Naval sabe muito bem como fazer um planejamento estratégico. Sabe que sem definir a missão, o que se tem são apenas planos, como referido por Eisenhower (comentário do Luiz Ricardo). Ou mais no popular, lista de boas intenções.
    Então por que não fazem nada? Porque são absorvidos pelo sistema. E isto vale tanto para os militares quanto para os funcionários públicos civis.
    Invariavelmente diretores nomeados, assim como ministros, são indicados por políticos com cargo eletivo, para defenderem seus interesses naquele órgão. E seu horizonte é a próxima eleição. Daí desanima o funcionário concursado, seja ele civil ou militar. Mesmo querendo fazer, não pode.

    Para não ficar muito extenso, darei minha sugestão em outra postagem.

  68. A grande questão não é discutir a modernização dos meios da marinha, mas sim, a modernização da aplicação e gestão da mais antiga.

    Mas, como já dito pelo grande MO, não adianta fazer uma revolução na marinha se quem manda na caneta mágica, aquela que faz as verdinhas aparecerem, não consegue enxergar um palmo além das fuças se passados quatro anos após a posse da dita cuja.

    Hoje, é muito fácil enumerar os problemas que MB possui, mas parece muito difícil que vá aparecer alguém com coragem o suficiente para resolve-los, não só na MB, mas nas esferas políticas, ou segurando aquela caneta, e que vai estar disposto a dar a cara a tapa, para exigir o mínimo de respeito que o tema defesa merece na política nacional, e que enxergue que é preciso mudar. Um alguém que vá rasgar toda a papelada megalomaníaca existente e colocar os pés de todos na realidade do chão brasileiro e fazer um serviço de qualidade e duradouro, embasado em muito planejamento.

    O próprio Prosuper é um exemplo perfeito de que não se tem planejamento algum na obtenção dos meios, e se este existe, é baseado em um consumismo impensado.

    Explico: imagine que você tenha 23 anos (como eu), você pensa em concluir sua graduação, arranjar um bom emprego, adquirir uma boa casa, um apartamento a beira mar, uma caminhonete, pagar a previdência privada, colocar um dinheirinho na bolsa para poder se entreter com o mercado de capitais, e por ai vai, você faz mil planos. Mas tudo isso é muito utópico, como o Prosuper. E o que garante que daqui a 10, 20, 30, anos eu terei condições de comprar e manter se quer uma casinha e um carro popular? Nada. Se não existir um sólido planejamento visando o longo prazo, dito isto, o que garante que daqui a 10, 20, 30 anos a MB vá ter condições de fabricar e manter tudo o que pretende, para a atual e futura seguda esquadra? No atual cenário, nada. Imaginem os senhores se fosse fechado a alguns anos um acordo com qualquer um dos estaleiros visando o Prosuper, antes desta crise que nos assola, estaríamos discutindo o que se discute hoje sobre o programa do KC-390, mas este ainda sairá do papel, por conta e mérito da Embraer, mas e o tempo?

    Enfim, poderia estar aqui expondo os navios que eu gostaria de ver servindo na MB, como opção a crise, mas não adiantaria tê-los sem antes criar as possibilidades ideais para opera-los. Sei que nada do que falo se concretizará, mas não vejo outra maneira da MB ser uma força capaz e eficiente em cumprir suas missões, sejam elas quais forem, sem antes se repensar.

    Parafraseando um Sábio professor que tive sobre a atual MB e suas pretensões: “não tem como a MB querer andar de mercedes a preço de fusca”.

    Sds, a todos.

  69. A SOLUCIONÁTICA

    Permitam-me buscar inspiração em Sun Tzu e seu livro A Arte da Guerra, do século IV AC.
    Se não podemos vencer o inimigo de uma forma direta, vamos utilizar uma ação indireta.
    Mais do que falta de verbas,o que há é um total desinteresse da população para com as questões ligadas à defesa. E nossos políticos, mais preocupados com a reeleição, nem seriam loucos de apoiarem gastos militares, quando estamos no País da fartura. Farta tudo.
    Então faz-se necessário mudar o foco.
    O comandante da Marinha, junto com seu EM, precisa convencer o ministro da Defesa e este o presidente. Se o presidente comprar a ideia, 90% do plano está garantido.
    Mas o que seria?
    Criar a Guarda Costeira, subordinada à MB, uma nova unidade, assim como os fuzileiros ou a força de submarinos.
    O argumento seria: não precisamos de uma Marinha de Guerra muito encorpada. Temos outras prioridades nesta área, como defesa do pré-sal, combate ao contrabando, pirataria, pesca ilegal, fiscalização, busca e salvamento, etc, etc, e etc.
    As vantagens seriam enormes. Os meios seriam quase todos adquiridos no Brasil, portanto em reais. A indústria naval e seus fornecedores ganhariam grande impulso. Empregos e impostos seriam gerados.
    Em vez dos caros Scorpenes (que seriam mantidos, é claro), uns 10 IKL (com AIP) quebrariam o galho. São menores, mais baratos e se prestam bem para vigilância e salvamento. Só um submarino consegue chegar no olho de um furacão para resgatar náufragos.
    Em vez de PA caro de manter, uns 10 patrulhas oceânicos Amazonas e outras tantas corvetas Tamandaré dariam pro gasto. Sem falar nos barcos patrulha menores. Aviões de patrulha poderiam ser fornecidos pela Embraer. Helicópteros pela Helibrás. Claro que alguma compra de oportunidade também seria cogitada.
    Além disso, mais bases navais teriam de ser construídas ao longo da costa e no interior da Amazônia (político gosta disso).
    Esta novidade, pensando somente no interesse maior da Nação, visando reduzir custos e aumentar os empregos, assim como combater o crime organizado, poderia ser anunciada em cadeia de rádio e TV pelo presidente em pessoa.
    É o Brasil mais preocupado com o bem estar do seu povo e menos com a guerra.

    Desculpem o cinismo, mas aqui só funciona desse jeito.

  70. Para navios anfíbios , e por ser uma classe de navio que não requer grandes tecnologias, eu olharia com atenção para o LPD TYPE 071 Chinês:

  71. Precisamos ser realistas (ver o que dá para fazer efetivamente com o orçamento que nos é destinado hoje), objetivos (o que queremos objetivamente enquanto uma marinha de guerra hoje) e por em por em prática para ontem.

    Por, bom senso, pensamos assim, somos um país OCIDENTAL, estamos no continente AMERICANO, perto em termos globais dos EUA, nada mais natural que sermos ALIADOS MESMOS dos caras.

    É sentar e negociar, numa boa, se tivéssemos pensado assim, já teríamos voando por aqui o F-18, e teríamos um porta-aviões decente, pois este, aposto que já gastaram mais que um para manutenção da classe Nimitz.

    Fomos aliados dele na última guerra e ganhamos (indústria) muito com isso.

    Chega de nhemnhemnhem e ideologias fajutas, Brasil sempre, país ocidental, moderno e aliado de quem interessa de verdade, a História do mundo é assim.

    Abs a todos!

  72. Bom vamos lá:
    2 mistral ex Rússia
    15 corvetas Tamandaré
    8 fragatas chinas com eletrônica nacional
    10 sub conv.
    4 sub nuclear
    24 sukoy pra costa
    Helis embarcados nos navios pode ser da helibras mesmo ou linx
    Isso só p começar… Porta aviões ..da uma modernizada no SAMPA e põe pra navegar..depois faz uns em casa mesmo..dois ta não…heheheh

  73. 1-Desistir do PA São Paulo.(transforma-lo em museu?)
    2-Desistir dessa idéia de fabricar tudo no Brasil, vamos fabricar os navios de patrulha oceânica , os submarinos e só!
    3-Encomendar e fabricar os meios de superfície (exceção dos navios patrulha) na Coreia do Sul, China e Cingapura.
    4-Aposentar as velharias( exigem um numero grande de tripulantes para os tempos atuais e reparos incessantes)e vende-las.
    5-Usar áreas da Marinha como reservas naturais para vender crédito de carbono($$$$).
    6-Abrir o Capital da Engepron(torna-la companhia de economia mista igual a Petrobras) .

  74. Em relação ao NAE, ter não significa operar, haja vista termos o nosso desde 2001, e contarmos os dias em que ele realmente operou de fato, com plenas condições.

    Realmente, ter um da classe Nimitz, é extremamente custoso, porém, se fizermos uma conta de padaria o que já gastamos no nosso não fica muito longe não….

    Porém é o que digo, primeiro temos que definir,na prática: queremos e precisamos ter um porta-aviões? Se sim, ora, vamos ter um de quem tem expertise nisso, e que não vá ficar mais temos docado que no mar, pois é para isto que o navio é feito. É caro? Com certeza!! Por isto devemos ter uma estratégia nacional e bancar $$$ isto.

    Se não podemos ter, crise etc.. e tals…pegamos o que temos e espalhamos em bases aeronavais em acordo com a FAB.

    Agora, uma coisa é fato, Nação forte precisa de Forças Armadas fortes, pois quem ama cuida.

    Abs

  75. Está tudo planejado! o foco está definido.no que se refere a plano estratégico está tudo definido, pose variar o fator tempo.
    Crise? quando estivemos fora de uma? Mesmo assim observem o q foi feito desde 1945! olhem o Brasil na América-quem tem planos e projetos em andamento de mesma envergadura?
    O caminho está traçado devemos seguir e se possível acelerar em alguns momentos; com as revisões que estão programadas!
    qualquer coisa fora é perder energia e dinheiro!!!

  76. Burdogue, mas eai meu, nao conseguimos mantwr uma, com imaginas em “equipar” tres … (nem faleiem manter eim … = conjecturando, claro …

  77. Carai … kkkkkkkkkkkkkkkk, “fassim tudo isto ai, nem vou pela logistica, so pela imaginação, facim, facim … rsssss

  78. —Marinha do Brasil——

    (4) – Navio Anfíbio – (liderado pelo Mistral)

    (10) Fragatas – ( 5 FREEM + 5 Niterói)
    (5) Corvetas – (Barroso + Tamandaré)

    (10) Esquadra patrulha (6 NPa, 4 NPaOc)
    (8) Submarinos (4 ou 6 Scorpene + 2 ou 4 IKL)

    (2) navios tanques (compra de oportunidade)
    (4) Navios oceanográficos
    (5) navios patrulha Fluvial
    (3) navios transporte de tropa fluvial

    (12) Missile Boats (50-100 toneladas) todas bem alocadas pelo território nacional atuando em conjunto com aeronaves de vigilância marítima.

    —Aviação—–

    (24) Gripen (baseado em posições estratégicas, na minha opinião seria, Natal, RJ ou Salvador, Florianopolis) ao longo do tempo o próximo projeto para a Embraer seria construir um Atacante estratégico para a Marinha e FAB, baseado no AMX.

    *Fora os navios e aeronaves auxiliares necessários, como Navio de resgate submarinos, P-3 Orion etc… mas deveríamos reduzir ao máximo as “velharias”

    ——————————————————————-
    FUZILEIROS NAVAIS

    Diminuir o efetivo, não precisamos disso tudo e grande parte estacionados no RJ, diminuir e dar ênfase para eficiência. Em questão de equipamentos não está tão mal, precisaria de mais algumas células anfíbias, melhor padronização de armas e concluir a aquisição do Pantsir não só para o CFN mais para o EB.

    —————————————————————
    TECNOLOGIA

    As corvetas e os NPa e até mesmo os NPaOc o Brasil “possui tecnologia” para construir os seus e deveríamos dar ênfase a essa área, mísseis é outra área que possuímos já uma boa base deveríamos focar, tirar logo o missel de cruzeiro e o MANSUP esse é o caminho, submarinos ao longo do tempo poderíamos até desenvolver melhor, inclusive retomando o SubNuc no futuro. Mas as grandes belonaves deveríamos comprar na fonte, sem utopia de querer construir no Brasil. O AMRJ deve ser mantido, mas sem utopia de construir porta aviões e fragatas de última geração ali.

    ——————————————————————-

    GESTÃO

    – Como eu postei e todos já postaram é o principal problema com uma melhor alocação de recursos, conseguiríamos operar todos mencionados acima com tranquilidade. Como vocês podem reparar o Brasil já opera mais ou menos isso, a diferença é que não possuímos vetores realmente atualizados, e os próprios vetores antigos carecem de melhor reparações por que não temos verba a ver, por isso também não conseguimos tirar do papel projetos que temos know how para fazer com tranquilidade e entrega-los no tempo correto. Uma vez bem alocados esses recursos, e enxugando algumas áreas, seríamos bem mais eficientes e operativos em todos os âmbitos.

    —————————————————————–

    IDEOLOGIA E OBJETIVO

    – Nada de alinhamento aberto com EUA, China, Europa, somos “parceiros” de todos esses países e com o mundo, como hoje ocorre, talvez a maior parceria que poderíamos obter e isso no âmbito da industria militar seria com a África do Sul, como já desenvolvemos mísseis juntos, poderíamos partir para aeronaves, corvetas, tanques etc… E não esquecendo liderando nosso próprio bloco no âmbito econômico, e consequentemente militar, prevalecendo na nossa área, esse tem que ser o objetivo independente de governo.

    ——————————————————————

  79. Manter apenas três pilares:

    1) Força defensiva pautada e priorizada na força de submarinos: Base de Itaguaí e na construção dos novos submarinos;

    2) Manter e agilizar a modernização na força aeronaval, priorizando os helicópteros e cancelando a modernização dos aviões A4 e COD;

    3) Iniciar imediatamente o processo de substituição das forças de superfície com prioridade nas fragatas de 5000 t (compra em estaleiros externos).

    Cancelar:

    1) Modernização do A12;
    2) Compra de material sem uso efetivo ao fuzileiros navais (Ex.: Sistema Astros);
    3) Modernização do Aviões A4 e COD.

  80. Buldogue, adoraria ver 3 LHD´s classe Wasp, cada um com 12 F35B, 2 V-22 AEW, 2 V22 COD/REVO, 4 EC725 sar/csar e 4 SH70; cada um escoltado por 6 fragatas de 6.000 tons sendo 2 dedicadas a AAW e 4 para EG mais um NaApLog/Tanque escoltado por mais duas fragatas de 6000 ton ou 2 Tamandarés… tudo nas cores da MB.
    Mas aí vc começa a somar os custos de aquisição de cada ítem (nem conto a manutenção) e veremos que, se tivéssemos dinheiro para ter tudo isso, poderíamos ter duas esquadras nucleadas em NAes e 30 escoltas, como a MB deseja… trocamos uma pela outra.
    Acho que o que foi proposto é como deixar a atual MB mais operacional com o que temos de orçamento atual, pois o mesmo não possui perspectivas de aumentar tão cedo; e com isso projetar uma futura esquadra mais realista.

  81. Meu Deus…

    Desculpem-me, mas é cada comentário…..

    Basta ler qualquer post neste ou em qualquer outro site de Defesa do Brasil,dar uma passada pelos comentários, para saber que não sobra dinheiro pra nada. E dinheiro tem!!

    E tem gente propondo Mistral,não sei quantos submarinos nucleares, Porta Aviões, Sea Gripen, PROSUPER….

    Não sobra nem R$20 – 30 milhões para fazer o PMG de navios da Classe Inhauma, sendo que uma delas foi para a reserva com somente 20 anos de uso, e tem gente que acredita seriamente nestes devaneios citados no parágrafo anterior? Não sobra dinheiro nem para o Ceará, quanto mais para Siroco ou ainda pior, Mistral. Todas as escoltas mais antigas navegando com restrições.

    A reforma do A-12 estimada em R$ 1 bilhão é para a modernização dos motores/geradores principalmente. É meia boca. É para dar principalmente, segurança e confiabilidade para o navio navegar. A modernização completa saíria muito mais caro. O A-12 nunca passou por um PMG desde que foi incorporado. E se tivéssemos um outro PA novo, também teria de passar por um PMG a cada 10 anos sabe-se lá a que custo. A questão não é o A-12. É não ter condições de manter qualquer navio mais complexo, muito menos qualquer Porta Aviões, seja ele qual fosse.

    Vamos colocar o pesinho no chão e fazer um debate mais realista. Estão sonhando demais e lendo de menos.

  82. Fontes de receita a curto, médio e Longo prazo

    – Venda de vetores (Niterói / A-4 Skyhawk / F-5EMB / Type 22/ Guarani / Imbel Ia2 / Radares etc…)
    – Royalties de petróleo
    – Reorganização administrativa das FA’s
    – Reorganização administrativa do país

    —————-

    Se for pra melhorar com o que temos hoje, o negócio então é seguir como está, a diferença então seria aposentar de vez as Niterói (quem sabe vender), NAe São Paulo, Anfíbio Ceará, as Corvetas Inhaúma, desistir do Prosuper e comprar de prateleira algumas fragatas, 1 Navio tanque e um 1 Navio anfíbio de prateleira (Siroco?). A médio prazo tirar o projeto da Corveta Tamandaré, receber os submarinos gradativamente e vender 2 dos atuais, deixando 3 submarinos para fazer parceria com os Scorpene e lá pra 2028 botar no mar definitivamente o SubNuc, racionalizar o projeto de NPa, Dar enfase ao projeto de mísseis, tirar do papel o míssil de Cruzeiro e o MANSUP, aumentar a parceria com Africa do Sul na área e ir melhorando tecnologicamente nessa área.

  83. A meu ver, elimina-se toda a proposta de patrulha fluvial das obrigações da MB; o EB pode patrulhar os rios nacionais e proteger as fronteiras terrestre até melhor, pois pode “ocupar” a fronteira mais eficazmente. O sentido de se ter patrulhas nos rios perdeu-se com o avanço das tecnologias, até porque se houver uma invasão terrestre os patrulhas fluviais pouco acrescentariam à defesa.
    Eliminando esta obrigação, diminui-se também o efetivo geral, realocando, se necessário, suas forças onde realmente precisaria, no litoral.

    Vejo que talvez se faça necessário uma diminuição dos efetivos e dos navios da MB (no geral) para, com o tempo, voltar a crescer e atingir patamares maiores em termos de pessoal e meios.
    Analisar a viabilidade de reforma dos meios atuais (análise técnica/economica) por uma empresa estrangeira, para que haja uma imparcialidade real. Feita esta análise e constatada a viabilidade, fazer o necessário para por os meios em operação; se não for viável, buscar meios usados no mercado para, ao menos, garantir alguma operacionalidade. Estes meios estrangeiros seriam reformados no país de origem e entregues para que a MB faça sua “personalização” em território nacional.

    Para isso sou a favor de parcerias com a industria e centros acadêmicos, investindo em pesquisa e desenvolvimento. Até entendo que a MB queira construir no país o casco, pois gera grande quantidade de mão de obra (é mais fácil para passar a imagem de geradora de empregos), mas é muito mais inteligente investir no recheio (radares, misseis, lançadores verticais, diretoras de tiro, etc).

    Compraria no exterior os meios “maiores” fragatas, LPD, LHD o que for, mas construiria aqui os meios mais simples (navios patrulha de diversas tonelagens, corvetas, NaApLog/tanqueiros com base em projetos civis) até se adquirir massa crítica para estes projetos maiores.

    Transformaria a Engepron em empresa de economia mista, agregando a amazul e o centro de projetos navais, para ser a centralizadora de projetos para a MB, sendo que a mesma deverá buscar o mercado civil para não depender exclusivamente de verbas governamentais.

    Utilizaria o projeto do reator nuclear do SubNuc para utilização em fins civis, com isso a MB receberia royalties pelo uso de sua tecnologia, geraria escala (diminuindo os custos do futuro SubNuc) e renda a MB.

    Continuaria com o ProSub já adquirindo mais 4 unidades, novamente, gerando escala e diminuindo custos.

    Eu sou a favor de termos um NAe para defesa da frota, mas a realidade nos impõe que não podemos manter tal meio, portanto ou desistiria da reforma do A12 ou o transformaria em um porta helicópteros de vez; talvez um PH ASW, com os meios necessários.

    Para o futuro, teríamos, a médio prazo:
    8 Cv Tamandaré
    8 Fragatas 6.000 ton (ProSuper)
    8 Fragatas de 4.500 ton (projeto nacional)
    2 NaApLog
    2 Tanqueiros
    8 Subs
    4 LPD (a classe Makassar parece interessante e barata)

    talvez 2 LHD (tipo Mistral)
    talvez 2 SubNuc

    No longo prazo, e se as condições financeiras melhorarem, um NAe ou um LHD/LHA com F35B/C e um aumento nos números de meios.

  84. Infelizmente, é muita coisa que teria de ser feita para deixar a MB apta e capacitada a exercer suas funções, mas precisamos começar de algum lugar. Não sei se conseguiríamos “por no papel” todo o necessário

  85. Vejo muitos falarem sobre a previdência militar de forma a tranderi-la para dos servidores públicos.
    Mas até agora isso não aconteceu e tão pouco foi feita uma reforma no sistema próprio porque os militares não querem, uma vez que pra ganhar em algo tem que perder em outo ponto e eles não estão dispostos a perder em nada. Querem se valer de uma previdência elaborada em realidade q há muito não condiz com a atual.
    Os civis deixaram em sua mão a administração e estes preferem o espírito corporativo de manutenção de benefícios antigos em detrimento da força.

    PS: terceirizacao urgente para serviços em terra.. quase todos!!!

  86. O mais importante é abandonar o programa de modernização do porta aviões, e direcionar a verba a meio mais simples porém adequados para nossa marinha. O mais importante hoje é dispor de meios adequados e modernos.

  87. “Er Gabriel .. tah, quem custeia isso ? …. Vc ver perpectivas ?”
    MO

    O orçamento da MB é robusto , o problema é a GESTÃO!
    Mundo afora se faz muito mais com muito menos…precisamos enxugar a maquina (reduzir o contingente) , rever os benefícios excessivos como as pensões vitalicias das filhas de militar, terceirizar alguns serviços gerais ….dinheiro tem !

    A MB precisa de choque de realidade.

  88. Diante de tanta penúria e fracassos nas modernizações não sou favorável sequer a hipotese de um Mistral Class.

    Diante da falta de meios, não podemos nos dar ao luxo de possuir navios especializados. Necessitamos que nossas plantas sejam genéricas com capacidade multimissão.

    Gostamos de nos basear em conceitos hora totalmente superlativos de uma nação que vive orçamentos exorbitantes de outro planeta como a US Navy ( detalhe que nem ela está suportando seus gastos) e de outro, países europeus que em face seu bloco de alianças, desenham seus navios para atuarem de forma complementar as forças das nações irmãs.

    Não há lógica em navios anfibios sem cobertura aeronaval, não há sentido em navios aerodromos sem escoltas e daí por diante.

    Então, se o Brasil de fato necessitar, deveria planejar um Navio Anfibio, similar ao BPE Juan Carlos porém, com convés em angulo e modo stobar + doca, com umas 45 mil ton. Óbvio que em face de sua adaptação em agregar tantas funções, teria limitações operacionais quando comparado a seus primos puro sangue europeus ou americanos. No entanto, este perfil de planta permitiria que 3 destas unidades substituam 5 ou 6 navios atuais, dando baixa no São Paulo, Ceará, Garcia, Saboia e Ceará.

    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/galeria-de-imagens/porta-avioes-auxiliar-mercante/

    Deveriam ser projetos ao estilo da simplicidade construtiva dos Makassar, possibilitando que estes modelos possuam versões mercantes para assim ter apelo para armadores nacionais ou até uma estatal nos moldes da Royal Fleet Auxiliary RFA Britanica.

    (Plantas Militares para Uso Mercante)
    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/2011/12/18/44/

    Desta forma, a MB necesitaria apenas de umas quatro a cinco escoltas de 1a. linha com aproximadamente 4 mil ton, pois independente de possuir uma unica frota, ou duas frotas, ela na verdade se apresentaria em combate um uma unica task, não precisando multiplicar suas escoltas por grupo.

    Tal qual o exemplo da dupla genetica militar e mercante acima exemplificada, bastaria uma planta especialmente desenhada que pudesse por meio de equipamentos e armamentos plug and play, quer adaptado desde a nascença no estaleiro ou convertido quando requisitado em situações de beligerancia, possuir uma escalabilidade de capacitação desde um Navio Escola, um NapaOc, Fragata ou cruzador auxiliar. Existem misseis e equipamentos modulares tal como o Club K, que possibilitam um enorme potencial agressor quando embarcado, sonar rebocavel, etc. Deve-se destacar que a arma aérea atualmente mantem uma enorme hegemonia estratégica em qualquer ambiente, de forma que a grande capacidade de embarque destes navios genericos poderia facultar que grande parte de seus sistemas de armas estejam entregues na forma de helis pesados, tal como um EC-725 com 2 exocets, em que por si só, estende o raio de controle marítimo de um navio destes em mais de 500 km de raio.

    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/2012/12/10/napaoc-fragatas-e-cruzadores-auxiliares-para-a-marinha-do-brasil/

    Neste tipo de concepção, precisando então de tamanha modularidade, me parece natural que o CFN seja a força melhor designada a incorporar este conceito como alicerce, devendo possuir seus equipamentos estas características.

    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/fragata-auxiliar-auxiliary-frigate-ship/

    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/galeria-de-imagens/porta-avioes-auxiliar-mercante/

    Quanto a Subs, acredito que o programa do subnuke deveria continuar, mas sejamos francos que sua rubrica não deveria estas na MB, pois na verdade é ela quem está carregando o peso e fardo do Ministeio da Ciencia e Tecnologia e ainda Minas e Energia, pois o viés está muito mais focado no desenvolvimento de um reator nacional que possa futuramente ser empregado na geração de energia e nossa independencia.

    De qualquer forma, mesmo já tendo embarcado nos SCORPENE, ou mesmo que voltassemos aos alemães, é minha opinião que deveríamos possuir uma linha mais simples ainda para ocupar espaços e rechear vazios costeiros, tal como a proposta do SMX-23 ANDRASTA ou IKL-210. Lógico são menores e mais limitados, mas precisamos de numero e eles poderiam complementar os vazios.

  89. Muito boa essa oportunidade para debates. Sugiro que a marinha faça isso de outras formas também. Por exemplo, alguns que opinaram aqui têm conhecimento da área de administração, gestão e planejamento. Poderia juntar um grupo dos que estão opinando aqui além de outros voluntários, inclusive especialistas militares e não militares para realizar estudos para realizar um diagnóstico do Brasil na área de defesa marítima, sem pensar na marinha como ela é, mas como deveria ser se comecasse do zero. Inclusive levantando exemplos de outras marinhas. Diagnóstico, análise, atribuições, meios necessários, recursos necessários, recursos disponíveis.
    Independente de tal think tank, sugiro:
    1) não se desfazer de nenhum bem imóvel, só de navios insensíveis etc;
    2) fechar temporariamente ou reduzir o papel de algumas unidades da marinha com com vistas a economizar recursos;
    3) quanto a gastos com pessoal, não sei como funciona a passagem para a reserva remunerada, mas se ela dá com poucos anos de serviço ou com pouca idade, digamos 20 anos de serviço e 45 de idade, poderiam criar outro sistema de modo que após esse período em vez de ir para a reserva os militares passariam para atividades administrativas por mais dez anos ou iriam colaborar com o governo em outras áreas recebendo uma gratificação de 20% sobre os vencimentos;
    4) dotar a marinha de contabilidade de custos de modo a ser possível mensurar o custo de suas atividades e manutenção e operação de seus meios;
    5) é importante observar que essa onda de projetos de grandeza surgiu depois do pré-sal tudo sob o fundamento de que era necessário protegê-lo. Nada mais justo que tal petróleo ao qual a marinha vai proteger sirva para financia-la. Que tal 1% do petróleo?
    6) os gastos em defesa no Brasil tem sido empurrados com a barriga faz tempo inclusive os fx 1 e 2. Mas alguns dos projetos ufanistas foram com base no pressuposto de que com o dinheiro do pré-sal o Brasil o Brasil havia se tornado uma arabia saudita… por enquanto a realidade é a crise. Com crise não é possível planejar nem saber se é possível ter 1, 5,10 fragatas…;
    7) não garantia de que qualquer medida como por exemplo reduzir efetivo, transferir os gastos com pensões para o regime geral (aí lascou o servidor civil e o pessoal da iniciativa privada que já banca os rurais etc. rs). As idéias aqui são para reduzir custos e melhorar a eficiência mas ninguém garante que eventuais economias beneficiarão a marinha de forma especifica e direta;
    Por exemplo dar baixa no nae não significa necessariamente que as economias serão utilizadas para comprar escoltas; o governo pode não colocar no orçamento;
    8) a marinha poderia trabalhar em conjunto com petrobras e vale para construção e operação conjunta de navios – petroleiros ou valemax ao voltarem vazios poderiam prestar serviços à marinha. em vez de somente usar navios navegando aleatoriamente as plataformas da petrobras poderiam servir para a defesa usando marinheiros nas plataformas da petrobras que operariam radares mísseis e canhões. Econonomizaria combustível e manutenção dos navios.
    construir plataformas avançadas no mar com radates e mísseis e ponto para pouso de helicóptero. Talvez até base de submarino. Economizaria combustível. Seriam usadas quando necessárias. poderiam ficar sem uso quando o dinheiro estivesse curto. Quem sabe poderiam servir para operação de caças dependendo do tamanho da pista. Não sei se seriam caras para construir ou manter. Me baseio nas ilhas artificiais que a China está construindo. Servem de plataforma avançada sem gastar combustível;
    para identificar presença de navios em vez de usar aviões de alerta antecipados usar balões com radares caso sejam mais baratos de se manter em funcionamento 24 h dia. Isso vale tb para a fab. Acredito que possa identificar caças stealth antes que cheguem na costa;
    Alugar parte das instalações em terra para uso privado e usar o dinheiro para a manutenção da própria marinha – usar ao máximo contabilidade de custos e tentar fazer com que cada unidade seja auto sustentável;
    Usar fontes de energia alternativa inclusive com a marinha construindo turbinas eólicas se viáveis – economia de eletricidade e uso das bases navais para isso;
    Desenvolver navios que possam usar pelo menos parcialmente fontes alternativas de energia para a propulsão – solar eolica das ondas do mar;
    Produzir tecnologia para uso civil e cobrar por isso – já imaginou usar energia eólica e solar para dessalinizar água do mar e abastecer são Paulo? E cobrar por isso um preço módico?

  90. Não sei se já existe isso na marinha, mas parte dos fuzileiros poderiam ficar na reserva sendo chamados em caso de necessidade. Falo isso no caso de se reduzir o efetivo. Deixariam um grupo de sobreaviso não remunerado. Em caso de guerra seriam chamados.
    Manter centro de excelência em tecnologia para vdesenvolver soluções diversas desde a parte dos reatores do subnuc a mini submarinos para fins militares e civis.
    Criar embarcações de alta velocidade tipo hovercraft ou lanchas de alto desempenho no caso de urgência. Lembro que quando o avião da air france caiu o navio só chegou lá dois dias depois. Uma eternidade.
    Desenvolver novos combustíveis e formas de se usar as fontes alternativas conhecidas.
    Desenvolver mini drones para uso próprio.
    Desenvolver submarinos não tripulados para patrulhamento e ataque.
    Esse setor de pesquisa da marinha deveria ser enxuto. Pesquisa não custa dinheiro. Só capital humano. Não entendo como se diz que foram gastos 400 bi no desenvolvimento do f35. Com o que? Chapas de aço? Computadores para projetar o avião? Pagamento de engenheiros? Pesquisa não deveria custar muito pois depende mais de raciocínio do que de construir grandes estruturas. Edison pouco gastou para desenvolver a lâmpada. Santos Dumont pouco gastou para desenvolver seu avião. Tecnologia requer mais conhecimento e raciocínio do que dinheiro.

  91. Comprar imediatamente os navios da classe mistral liberado para a venda após o acordo Russia-França.
    Esquecer de momento da reforma do A12.
    Continuar o Prosub.
    Continuar a construção das Fragatas, com armamentos mais modernos.
    Idealizar um porta aviões para construção em parceria com a Russia.
    No mais esperar a melhora das finanças do país

  92. Mestre Zacarias, o Mistral é um otimo navio, mas seria uma fria…

    É um enorme navio especializado, e precisamos de algo que possa estender ainda mais as características de um faz tudo.

    Sem dúvida que seria excelente possuir um, mas não resolveria todas as necessidades.

    Se fossemos gastar US$ 1 bi com isto, considerando todos os descontos possiveis e imaginarios, daria para inves disto, ter um casco mais flexivel que este.

  93. Bom..da até raiva tanta coisa errada..vamo derreter tudo e vender o ferro..aí começa tudo do início.. E novo..rsrs

  94. “…teríamos um porta-aviões decente, pois este, aposto que já gastaram mais que um para manutenção da classe Nimitz.”

    “Realmente, ter um da classe Nimitz, é extremamente custoso, porém, se fizermos uma conta de padaria o que já gastamos no nosso não fica muito longe não….”

    Observador…

    como você fez dois comentários seguidos comparando os
    custos entre o Naesp e um Nimitz, cabe colocar que só a modernização de meia vida e reabastecimento dos reatores nucleares está hoje na faixa de US$4 bilhões o que no câmbio de hoje é mais do que R$ 13 bilhões e nem vou entrar no mérito das outras manutenções que são feitas ao longo dos cerca de 50 anos de vida.

    abraços

  95. Talvez eu tenha chegado atrasado para contribuir com a discussão, mas eu gostaria muito que o pessoal do Ministério da Defesa observasse minhas idéias.
    *Em relação ao Porta Aviões São Paulo, não se tem condições orçamentárias para manter e modernizar uma embarcação de tamanho porte, principalmente nesse momento em que as escoltas (fragatas e corvetas) se encontram em rápido estado de deterioração.
    * Prosuper: deveria ser desmembrado, pois com a compra dos Navios de Patrulha Oceânicas classe Amazonas, não existe motivo para aquisição de outras embarcações baseadas em outra classe. Também vejo a exigência de fragatas se 6000 toneladas como algo desnecessária, são mais caras de manter e adquirir, existem opções entre 4000 e 5000 toneladas com bom poder de fogo.
    * Fragatas: com a queda da exigência 6000 toneladas, existem quatro opções ocidentais:
    1ª) Classe Valour usada pela Marinha da África do Sul, tal fragata é baseada nas famosa MEKO 200 alemãs. Ótima opção, custo de aquisição não tão alto, bom poder de fogo e raio de ação.
    2ª) Classe Formidable usada pela Marinha de Cingapura e é baseada na classe La Fayette francesa.
    3ª) Classe Iver Huitfeldt da Marinha da Dinamarca, mas pesada que as anteriores e com maior poder de fogo, uma opção a ser considerada.
    4ª) Por último colocaria a Classe Absalon da Dinamarca, interessante a junção da capacidade de combate com a de suporte. Muito interessante para operações de paz da ONU do nível da libanesa. Pode não ser uma escolta em si, mas trás uma nova metodologia que vem surgindo.

    * Navios de Patrulha Oceânicas: com a compra da Classe Amazonas o melhor é prosseguir na aquisição de mais algumas unidades.
    *Corvetas: aqui existe uma questão complicada, eu não vejo a necessidade de se projetar e produzir a classe Tamandaré, principalmente pelo custo e tempo que isso pode levar, além de dificilmente conseguirmos exportar tais embarcações, pois por vezes nossos armamentos perdem o time do mercado. Existem boas opções no mercado e que poderia sofrer poucas modificações para atender as necessidades da Marinha do Brasil, em destaque colocaria a class Khareef da Marinha de Omã, produzida e projetada pelo grande conglomerado BAE Systems.
    *O Brasil precisa urgentemente substituir o navio Ceará e a opção que melhor se encaixa nas restrições orçamentárias é a classe Makassar pode fazer isso a contento. A falta de um LPD operante, está complicando a participação do Brasil missões de paz.
    * A compra de um navio tanque, com opção de mais um.
    * Submarinos: a compra dos submarinos franceses sobre a justificativa do casco do submarino nuclear, saiu muito cara, mas como já foi realizada deve ser mantida. Uma segunda opção deveria levar em consideração menor custo de aquisição e operação, talvez o modelo IKL210 ou SMX-23 que possuem menor porte, ou o novo submarino sueco, que se comparável aos atuais, deve ser de “baixo custo”.
    * Com a aposentadoria do São Paulo os caças A4 poderiam ser repassados a FAB como LIFT ou colocados a venda.
    * Por último a Marinha deveria desistir do EC725 armado com mísseis exocet.

  96. De novo, insistentemente, repetidamente:

    Qual é a missão?

    De que meios necessitamos para cumpri-la

    De que recursos serão necessários

    De onde sirão estes recursos

    Antes de responder estas perguntas, a marinha pode comprar até um cruzador estelar que não vai resolver o problema.
    Tem que começar do zero.

    Grande abraçoi

    PS Vocês falam em Tamandaré e não sei mais o que, pessoal venham para o mundo real, não tem dinheiro para Tamandarés, não tem dinheiro nem para um Mururu, e não vai ter nós próximos três a cinco anos,

  97. Bom, falei do Nimitz, pois, é conhecimento geral que é extremamente custoso de mantê-lo, porém, vemos os nosso sempre em manutenção, mais tempo docado que no mar.

    O Nimitz é um Nae nuclear, a manutenção é bem mais onerosa que o nosso por vários motivos técnicos e tals. Ok! Porém, vamos no bom senso, faz sentido termos um navio, que a manutenção é “mais barata”, mas, na prática fica docado, com sua manutenção “mais em conta”?

    É a velha história do “barato que sai caro”, pode sair mais “caro”, na prática, se precisarmos, que um da classe Nimitz, entendedores, entenderão…Sei que não podemos ter um, claro, foi um exemplo, para fins de manutenção, afinal, quanto tempo ficou navegando, de fato, com plenas condições de atuar na prática, desde 2001 quando o obtivemos?

    Ter, afinal, não significa operar…Falar que temos, é isto para que serve? Melhor uma maquete, que pelo menos não gastamos em manutenção.

    O que queremos enquanto Marinha de Guerra? Se precisarmos do nosso Nae por algum motivo mês que vem por algum motivo externo, e ai como ficamos?

    Qual o plano de guerra, na prática, com os atuais recursos que temos, pode ser ativado HOJE, se precisarmos?

    Vamos contar somente com “soft power”? Se precisarmos de ajuda, quem irá nos ajudar? Unasul?

    Nosso passado não foi muito pacífico, a vizinhança nossa não é de “muy amigos”, e mundo está cada vez mais um barril de pólvora….

    Qual o plano para o país? O que o Brasil quer em termos de guerra, se precisar?

    Com os recursos que temos realmente, temos que fazer compras de oportunidade, otimizar as forças, treinar, treinar, treinar….Escolher melhor nossas alianças e não contar com o ovo no u da galinha, se precisar.

    Enfim, espero, como um brasileiro que “não desiste nunca”, dias melhores para as nossas forças e nossos soldados e suas famílias.

    Brasil, quem ama, cuida afinal.

    Abs a todos.

  98. Pessoal…

    Haviam, até a década passada, as condições para se levar alguns empreendimentos a sério. Mas o cenário político e econômico mudou… O tempo é de apertar o cinto, e muito provavelmente não haverá vontade política por agora e no futuro imediato para levar a cabo grandes aquisições, como o PROSUPER.

    Primeiro, partimos do que já está ( mais ou menos… ) garantido e não se mexe ( ou não se deve mexer ): submarinos convencionais para substituição dos atuais, novos helicópteros anti-submarino, novos helicópteros de transporte, e a aquisição dos Trader. Com isso, já se tem “encaminhado” os meios mínimos necessários para negação do mar e suporte logístico próprio. Ou seja, até que não é um desastre…

    Contudo, ainda assim, existem necessidades pontuais ( diria emergenciais ) a serem levadas em consideração. A começar pelos vasos de combate de superfície…

    As escoltas:

    Como tanto já foi debatido, inclusive em matéria aqui no Naval, haveria uma necessidade de pelo menos quatro escoltas até o fim dessa década para dar algum folego a Esquadra. Ocorre que dificilmente se encontrará algum vaso acima das 4000 toneladas que esteja em condições satisfatórias. Também seria inviável a construção de vaso similar, posto o mesmo representar um desvio de prioridades em relação ao pretendido pela MB ( aqui, eu ignoro minha própria opinião ). E ainda, teoricamente não há tempo hábil para desenvolver uma nova classe do que quer que seja ( o que pode significar, mesmo que a contra gosto, colocar a classe Tamandaré e o NaPaOc-BR na geladeira… ).

    Resumindo, entendo que a MB precisa imediatamente de uma classe de navios que possam ser construídos rápido, que seja um projeto já pronto e acessível, que possa substituir momentaneamente as escoltas mais desgastadas, e ainda mantendo a Esquadra como força efetiva de combate. Em suma, uma classe corvetas ou fragatas leves, que inicialmente complementaria e posteriormente substituiria também as corvetas ‘Inhaúma’ remanescentes; enfim, algo que rondeas 2500 toneladas, mantendo assim algo o mais fiel possível aos planos originais de obtenção de meio. Sugestões: Sigma ( 9813 em diante ), Braunschweig ( mesmo com uma capacidade reduzida de operar helicópteros, deve servir… ).

    Se as negociações fossem iniciadas ainda esse ano, com uma divisão séria de trabalhos ( com ao menos duas unidades sendo construídas no AMRJ simultaneamente as demais em estaleiro estrangeiro ), entendo que seria possível ter esses quatro navios necessários entregues ao setor operativo da Esquadra, no mais tardar, até 2021.

    Concordo absolutamente que isso está longe do ideal. Também concordo que corveta não vai fazer tudo o que faz uma fragata ( nem poderia… ). Mas se a questão for priorizar a defesa das águas territoriais e garantir alguma capacidade de incursões na ZEE, então é plausível que isso de conta… Até porque, acredito que é o possível por agora…

    Quanto as unidades maiores, de 6000 toneladas, essas poderiam ser contratadas ao final dessa década ( quanto, espera-se, a situação econômica melhore ), para dessa forma já haverem ao menos as primeiras entregues na segunda metade da década que vem…

  99. Continuando,

    Os varredores:

    Nesse caso, existem opções em outras marinhas que podem agradar. Pelo pouco que li, a USN tem alguma coisa encostada que pode ser interessante.

    Suecos, noruegueses, alemães e italianos tem projetos interessantes para esse tipo de embarcação que teoricamente cobririam com folga as necessidades de MB e a preço justo. Há instalações no Brasil que podem dar conta dessa tarefa, liberando o AMRJ para trabalhar nas classes maiores.

    —–

    Os NaPaOc e NaPa:

    Nesse caso, o caminho lógico seria dar sequência ao que já se tem, na forma das classes Macaé e Amazonas.

    —–

    Quanto aos navios de desembarque/doca, entendo que existe prioridade maior na forma de um navio de apoio logístico… Não nos esqueçamos que os dois navios-tanque da Esquadra já estão nos seus estertores finais. E sem esses navios, não há como pensar em quaisquer operações sérias além das águas territoriais e ZEE…

    Nesse meio tempo, os atuais NDCC podem cumprir com operações anfíbias. É um arremedo, eu sei… Mas antes isso do que nada…

    —–

    Resumindo todo o meu pensamento, as aquisições mínimas para essa década seriam:

    – uma classe de vasos de superfície que não excedam as 2500 toneladas ( 4 navios novos );
    – uma classe de varredores ( 5 navios novos ou de segunda mão );
    – um navio de apoio logístico ( pode ser de segunda mão, se achar e valer a pena… ).

    Fora isso, dar-se-ia sequência as classes Macaé e Amazonas. Se for possível a aquisição de pelo menos mais 2 NaPaOc e 2 NaPa, isso já poderia ser bastante satisfatório.

  100. Só há uma solução para a nossa Marinha, que os republicanos vençam as eleições nos EUA e eles reativem a 4a frota aqui no Atlântico Sul. A nossa Marinha envergonharia até o esquerdista pacifista mais ferrenho.

  101. A prioridade hoje deve ser, eu acho que o Alm Leal está fazendo isto, é:

    Colocar aquilo que temos de volta a operar em condições mínimas de combate, excetuando aqueles navios que são inviáveis fnianceira e tecnicamente a recuperação.

    Grande abraço

  102. É verdade, eu esqueci de mencionar o fato. Caso as condições orçamentárias não permitam a compra das escoltas no curto prazo (no máximo 2 anos) ou se forem adquiridas poucas unidades, será necessário modernizar a classe Niterói e as 2 Type 22 ainda em condições de uso, mas uma modernização que vá além da capacidade pura e simplesmente de navegação, essas embarcações precisam de ter capacidade ofensiva. Também não se pode ter um processo de modernização alongado, o melhor é que a modernização seja realizada em estaleiro estrangeiro.

  103. Caro Ci_pin_ha acredito que as T 22 estão com os dias contados na MB, pois os sistemas de combate, mísseis GWS 25, e sistemas de propulsão após a RN ter desativados as Batch 3 acabou, ou seja teria que arrancar tudo e por novo, não vale a pena.
    Acredito que serão descomissionadas nos próximos dois anos e talvez OHPs tomem o seu lugar.

    Grande abraço

  104. Prezados, boa noite.
    Primeiro gostaria de parabenizar os editores pela iniciativa. Além disso, proponho que seja estendida ao exército e aeronáutica nos respectivos sites. Com certeza, muitos frequentadores da trilogia têm ideias de muita valia para a gestão das forças.
    Conforme proposto, segue a opinião de um leigo e entusiasta sobre o tema.
    1) A MB deveria fazer uma reflexão sobre sua atuação, definindo suas prioridades, especialmente:
    a) Valores: Humildade, pé no chão, pragmatismo, eficiência, otimização de recursos, foco etc.
    b) Objetivos: (na minha opinião):
    – Curto prazo: Recuperação das capacidades, visando apenas a defesa territorial.
    – Médio prazo: Recuperação das capacidades de dissuasão e projeção de força.
    – Longo Prazo: Concretização da projeção de força.
    c) Missões: A MB deve ter como norte tornar inviável que outro país invada o Brasil.
    I) “Controlar áreas marítimas” e “negação do mar”: curto, médio e longo prazo”.
    II) “Projetar poder sobre a terra” e ” dissuasão”: Médio e longo prazo.

    2) Feita a análise supracitada, sigo a opinião dos colegas acima. Contratação de uma consultoria externa, visando principalmente a otimização dos recursos e da atuação. Propondo atuações prioritárias, compactação da força, modernização das estruturas etc. ( A Suécia ofereceu algo semelhante na aviação civil). Sou a favor de observarmos e nos espelharmos em países que se encontram na mesma situação que a nossa. Baixo orçamento militar, necessidade de otimização dos custos, improbabilidade de conflito em curto prazo e falta de apoio civil como Suécia, Africa do Sul, Austrália e até o Chile.

    3) Em consonância com a definição da missão acima:
    a) Encerrar a participação em missões da ONU, principalmente no Líbano. Precisamos, primeiro, arrumar a casa.
    b) Dividir a responsabilidade, ao máximo, da atuação na Antártida com o MCTI.

    4) Em conjunto com as outras forças:
    a) Exercer, intensamente, pressão para que o pagamento dos inativos seja transferido à previdência social, revendo, inclusive, os critérios desse benefício;
    b) esforço de aproximação das forças á população civil, com campanhas publicitárias e ações concretas, como ações sociais e “aberturas de portões”. Enquanto a Ditadura não for deixada para trás, as forças não irão avançar.
    c) Esforço contra a “politização” das forças, estabelecendo- se critérios de indicações técnicas para os cargos superiores das forças e Ministérios correlatos.
    d) Aproximação do Parlamento, dando voz á necessidades militares.
    e) Redução dos efetivos, dando prioridade à atuação fim das forças.
    f) Melhoria do serviço militar obrigatório com as seguintes premissas:
    – Aumento no número de conscritos por ano;
    – Repensar os métodos de treinamentos, tendo em vista os objetivos do serviço militar obrigatório, buscando reduzir os custos e aumentar a eficácia.

    5) Modernização dos estaleiros nacionais.

    6) PRONAE:
    a) Curto prazo:
    -Desativação imediata do São Paulo, cancelando todos os projetos de sua modernização;
    – Cancelamento da modernização dos A4.
    – Venda de ambos.
    b) Médio prazo:
    – Desenvolvimento do sea gripen para operar a partir de bases na costa, desenvolvendo a doutrina.
    c) Longo prazo:
    – Aquisição de um porta aviões nuclear de 2º mão ou de prateleira. Talvez desenvolver um junto com os indianos. Embora seja um ganho imenso de conhecimento, talvez seja um gasto desproporcional para adquirir apenas uma unidade.
    (Vejo pouco sentido em Nae convencional se você não tem uma escolta de excelência para operar em águas azuis).

    7)PROSUB: Embora seja contra essa megalomania da MB, já não vale mais a pena voltar atrás.
    a) Curto e médio prazo: Construção das unidades já encomendas. Construção de mais dois à quatro convencionais.
    b) Longo prazo: Dentro da projeção de força e dissuasão, a construção do segundo nuclear, tornando o atlântico sul perigoso demais para qualquer aventura.

    8) PROSUPER: Aqui reside a maior necessidade de foco à MB colocando na cabeça que, por hora, não é possível construir tudo no Brasil.
    – Curto e médio prazo:
    I) Corvetas:
    – Tirar o máximo das inhaúma que ainda der;
    – Construção das 04 tamandarés.
    II) Fragatas:
    – Comprar de prateleira as 5 unidades de “fragatas leves”. Vejo a sul coreana classe isheon com bons olhos.
    – Longo prazo:
    Desenvolver em algum estaleiro nacional as fragatas de 6.000 junto à algum país ocidental.

    9) Transporte:
    – Curto prazo e médio prazo: Compra de prateleira de 02 classe makassar. A médio prazo analisar uma compra de outro makassar ou quem sabe uma compra de oportunidade de um maior.
    – Longo prazo: No âmbito da projeção de força, queria ver a MB operando um navio do porte do mistral.

    10) Navios de patrulha:
    – Curto prazo: Manter a construção das unidades já encomendadas de 500 toneladas.

    – Médio e longo prazo: Construir mais unidades das patrulhas de 500 toneladas e desenvolver em um estaleiro nacional outro projeto de patrulha pesada, visando operar junto ao Amazonas e substituí-lo conforme o tempo.

    11) SISGAAZ: Deve ser continuado, aproveitando o embalo do Sisfron.

    12) “Arroz com feijão”: Por fim, as três forças, devem se concentrar na produção nacional do básico. Deveriam projetar a construção de todas as munições utilizadas, dos mísseis e peças básicas (canhões, por exemplo) em território nacional. Deixar para adquirir fora só o “camarão”, como, por exemplo, o harpoon.

    Desculpem pela extensão do comentário.

  105. Excelente debate!

    Concordo com a redução de quadros, fechamento de algumas unidades, revisão de previdência, enfim, aspectos que já foram muito bem expostos aqui no fórum.

    Creio, entretanto, que a pergunta que deu início ao debate deveria estabelecer um recorte temporal.
    Ou seja, entendo que o debate pode antever uma realidade para 2030, e outra bastante diferente para 2040, por exemplo.

    Além disso, na minha visão, considero real a possibilidade do Brasil assumir um assento no CS da ONU, possivelmente nos próximos 10 anos. Este fato ocorrerá por uma necessidade e entendimento de que o mundo se torna cada vez mais multipolar, e o Brasil pode ter um papel importante nesta nova configuração de forças para as próximas décadas. É importante lembrar que o Brasil, foi reconhecido por Obama recentemente como uma potência global. Por mais que este fato não seja por si só determinante, foi um marco de um processo na política internacional e na diplomacia.

    Sendo assim, as “novas idéias para a Marinha do Brasil” descritas abaixo, partem das seguintes premissas:
    1) que crises econômicas passam,
    2) que o Brasil poderá ter novas responsabilidades ao assumir papel importante numa eventual reformulação da ONU, e
    3) que o recorte temporal desta visão é de planejamento para 2040.

    Portanto, na minha opinião:
    1_ manteria o ProSUB: 4 Scorpenes + 1 Sub Nuke. Teria como meta adquirir mais 8 submarinos convencionais (em parceria com a Suécia talvez, ou Alemanha) em dois batches de 4, totalizando 12 subs convencionais.
    Além disso, construir mais 3 submarinos nucleares, sempre como evolução do modelo anterior.
    Ou seja: 4 Submarinos nucleares + 12 convencionais.

    2_ 4 CVs Tamandarés para iniciar (2.700t). Depois disso, construir mais 8 CVs como evolução da classe Tamandaré (em dois batches, talvez com 3.000t e até 3.500t).

    3_ Fragatas: manteria o ProSuper, em dois batches de 4 navios, totalizando 8, até 2040.
    Abriria a possibilidade de navios com 5.000t até 6.000t. Consideraria seriamente os Coreanos, a Navantia e a Ficantieri.

    4_ 2 Naes com 40 a 50 mil t parecem adequados até 2040 e no contexto acima descrito, e para tal, creio que Italianos ou espanhóis seriam grandes parceiros. Com isso, e apesar de todos os problemas, manteria o A12 funcionando, com reformas mínimas, com os A4M… apenas para manter a doutrina até a chegada do primeiro Nae.
    À princípio, apostaria no Gripen Naval.

    5_ 2 a 4 NDD Makassar. Baratos, simples…

    6_ 4 a 6 Navios de apoio logístico. Estudaria mais à fundo a solução inglesa do Royal Fleet Auxiliary, para que estes navios tenham função em tempos de paz.

    7_ OPV: construir mais 5 da Classe Amazonas.
    Para a patrulha, construir 20 – 24 navios na faixa de 500t, como planejado, e distribuir pelos distritos navais.

    8_ Investir em navios em atendimento à comunidade científica, principalmente para a Plataforma Continental e Antártica.

    Ou seja, à grosso modo, seria uma força ligeiramente mais capaz do que as da Itália, Espanha ou Austrália, mas abaixo de França e Reino Unido.

    Abraço à todos.

  106. “Os varredores:

    Nesse caso, existem opções em outras marinhas que podem agradar. Pelo pouco que li, a USN tem alguma coisa encostada que pode ser interessante.”

    _RR_

    não há nada “encostada”! Todos os 12 MHCs foram vendidos para outras nações ou para desmanche.

    Quanto aos MCMs classe Avenger que são ainda maiores, 2 foram vendidos para desmanche, um foi desmantelado no próprio recife que encalhou e os demais 11 continuam em serviço e deverão ser retirados a partir de 2019.

    abraços

  107. Senhores, não quero parecer radical, mas o momento exige certo grau de radicalismo.

    A Marinha do Brasil precisa ser refundada. Precisa acabar e recomeçar quase do zero. Apenas aproveitando o que realmente puder ser reaproveitado.

    Sua gestão deve sair para sempre das mãos do almirantado, e ser entregue à administração civil, com poderes de “vida e morte” sobre tudo e todos. O almirantado só deve ter poder de decisão em operações de combate. Todo o resto deve ir para a mão de pessoas especializadas em administração pública.

    Também devem ser criadas uma guarda costeira e uma guarda fluvial, completamente independentes da Marinha do Brasil. Ambas com gestão paisana.

    O CFN também deve ser independente da Marinha, exceto em operações de combate, quando então e apenas então ficaria subordinado ao almirantado.

    Coisas como o projeto nuclear brasileiro, Emgeprom, etc., devem ser tirados do comando naval. Bases em terra deve ser fechadas ou transferidas ao comando civil. Base de marinheiro deve ser sua nau. Ponto final.

    A END deve ser reescrita para adequar a missão da Marinha às capacidades do Brasil: a END deu à Marinha missões muito além de sua capacidade.

    A lei do pré-sal deve contemplar royalties não sujeitos a contingenciamento para o reequipamento das FFAAs, e tais verbas deverão ficar nas mãos do Min Def, para a distribuição necessária.

    Quanto aos equipamentos, deve ser redimensionado o PROSUB, abandonado o Submarino Nuclear, e concentradas as forças em submarinos convencionais, com AIP. O PROSUPER deve se ater a compras de ocasião por ora, e num futuro médio prazo em substituir suas naus por modelos nacionalizados.

    A aviação naval de asa fixa deve ser baseada em terra, com aeronaves modernas, tais como Su-34 ou Super Hornet, abandonando a idéia de um Porta-Aviões. Três esquadrões dariam conta de proteger todo o litoral e as águas territoriais brasileiras.

    Os A-4 devem imediatamente virar alvos para a FAB. Num futuro remoto, se houver condições para tanto, deve se adquirir pelo menos dois PAs leves, com F-35Bs embarcados. Mas o planejamento para tanto deve começar já.

    Esquecer essa história de 2a frota até termos pelo menos uma frota de verdade.

    Enfim, gestão. A Marinha precisa de gestão profissional, e o almirantado já se demonstrou absolutamente incompetente para isso. O almirantado está comprometido em que as coisas se mantenham como sempre foram. Só que o mundo mudou, e não há mais espaço para amadorismos com verbas públicas.

    Almirante tem que estudar como combater, e não como administrar.

    Fizermos isso e em 20 anos teremos uma Marinha do Brasil de verdade.

    Não fazendo, e em 10 anos não teremos nada.

  108. Observador…

    só para deixar claro que sei que você sabe que um “Nimitz” é inviável para a marinha brasileira, só quis reforçar que o que já foi gasto com o NAeSP nem de perto aproxima-se com o que é gasto com um “Nimitz” em matéria de manutenção.

    Quando o Foch foi adquirido sabia-se que ele teria que passar por modernização e que não seria barata, mas, a situação mudou e ele começou a receber verbas para manutenção à base do conta gotas assim como aconteceu com a corveta Barroso que não apenas isso não recebeu verbas durante 3 anos e ficou praticamente inalterada.

    No meu entender a missão do NAeSP era em primeiro lugar manter uma doutrina e repassar o conhecimento ao longo de uma geração para a tripulação que herdaria um novo NAe, ou seja, não seria necessário iniciar do “zero”.

    Acredito que o Brasil é maior do que o atual governo e as coisas deverão melhorar e não piorar e consequentemente a marinha deverá receber mais verbas.

    Claro que não há certeza que as verbas que virão serão suficientes para um novo NAe, mas, acredito que a marinha já tenha um plano traçado no caso da inviabilidade de ser feita nova reforma do NAeSP, apenas que a decisão final, leva um certo tempo.

    Lá na US Navy, levou um certo tempo para convencer
    os políticos que 12 NAes não era algo mais viável e o então USS John F Kennedy passou um par de anos encostado gerando custos até ser finalmente descomissionado em 2007.

    abraços

  109. De nada adianta nomear meios a serem adquiridos se não ficar clara e objetivamente:

    Qual é a missão?

    Para isto, sim, deve acontecer um debate, eu tenho uma opinião sobre qual é a miss~ão, o Vader tem outra, o Dalton, seguramente tem outra distinta desta e assim vai.

    Primeiro, por o que se tem hoje para operar, e se cria um tempo para uma discussão do que realmente se quer de uma marinha de guerra, não um faz de conta.

    Grande abraço

  110. A missão para mim seria a de dissuadir forças estrangeiras de se aproximarem em estado de beligerancia contra o território nacional, negando o controle do Atlantico Sul por forças hostis , sendo capaz de projetar poder expedicionário sob a Costa Africana e fração limítrofe do Pacífico Sul para com a Costa Latino Americana.

    Isto quer dizer que nossa MB teria de possuir condições de apresentar reais obstáculos a forças adversárias que venham a descer abaixo do meridiano de Cabo Verde ou acima do Cabo Horne ao sul Chileno. Deveria ser capaz de prover força expedicionária de projeção sobre ilhas do atlântico sul e costa africana, bem como costa do pacífico latino americano, laborando na dispersão de forças de qualquer dos 10 países latino americanos vizinhos que se aventurem contra território nacional, promovendo uma ação de pinça conjuntamente ao EB.

  111. Se eu estivesse um pouco mais otimista com o Brasil, diria que a ideia de separar a “guarda costeira”, a “guarda fluvial” e os “fuzileiros navais” da Marinha sob o critério de sua destinação, tendo uma Marinha focada à atuação em águas azuis. Tiraríamos a patrulha da Marinha, aumentando a eficiência na atuação nos dois campos. Mas quando penso em outras três instituições, cada uma com o seu orçamento, penso que não é uma boa ideia.

    A Marinha deveria ser racional. Não iremos conquistar uma assento nos CS da Onu nos próximos 50 anos. 1º pela nossa política externa digna de um filme de terror. 2º pela desconfiança progressiva que nossos governantes têm passado ao mundo. 3º pela situação geopolítica atual, acho difícil um abertura pelos países permanentes para a entrada de mais alguém. Dito isso, a missão da Marinha deve ser restrita. Ao menos em tempos de reestruturação.

    – Capacidade de dissuasão efetiva em águas territoriais e ZEE.
    – Projeção de poder pelo atlântico até a costa africana.
    – Controle Marítimo e apoio à atividade de pesquisas.

    Com essas considerações podemos, logo de cara, desativar o São Paulo e tudo o que lhe é correlato.Pensar em escoltas e navios de desembarque menores. Dividir as responsabilidades com os projetos de pesquisa. Implantar o Sisgaaz.
    Juarez, concordo contigo. Enquanto a Marinha não souber o que quer, não saberá do que precisa e o que pode ter.

  112. Tudo que foi proposto na minha primeira intervenção, tem como objetivo manter minimamente a doutrina da Marinha e se aplica ao curto prazo, são compras que devem ser realizadas o mais rápido possível, não podendo exceder 5 anos. Não acredito na compra de mais do que 6 fragatas, mesmo sendo de 4000 ou 5000 e a mesma quantidade de corvetas.
    No médio/longo prazo, 10/15 anos (sendo realista), o objetivo deve ser possuir uma Marinha com capacidade de proteger efetivamente nosso mar territorial e participar de missões de paz. Sozinho nós não temos condições de cuidar de todo atlântico sul, temos de pressionar nossos vizinhos a se modernizar também, criar doutrinas conjuntas. Não acredito que o Brasil consiga um acento no conselho de segurança da ONU e se conseguir não será pela sua capacidade militar. Concordo que EMGEPRON deve ser desmantelada e o AMRJ deveria ser repassado a iniciativa privada, tendo a Marinha, se assim quiser, ter direito a uso para reparo de navios.

  113. Dalton,

    Concordo contigo amigo. Tu tem razão em sua explicação sobre o comparativo de manutenções, com certeza.

    Vamos que vamos assim mesmo!

    Abraço

  114. Pelo andar da carruagem, temos que chamar o mestre da restauração Chip Foose para restaurar as nossas forças “Hot Rods”.

    Estamos restaurando caças F-5 da década de 60/70, fragatas type 22 década de 70, um Nae que foi lançado em 1960, blindados M-113 das décadas de 70 e 80 e sabe-se o que mais…

    O jeito, amigos, dentro de nossas limitações, é apelar para deixar um verba em caixa, se possível, para compras de oportunidade de meios novos ou semi-novos.

    Os meios humanos de nossas forças é de notória excelência.

    Abs.

  115. Pra mim terceirizava boa parte das tarefas da MB, marinheiro é pra ta no mar, si deixaria a manutenção de equipamentos extrangeiros por conta da mesma e equipamentos nacionais por empresas nacionais, abriria a emgepron para capital misto,o AMRJ e o centro de pesquisa de eletronica embarcada seria parte dela tiraria o comando da mesma da MB e passaria para mãos civis. 1)teria fechado a proposta dos coreanos por 4 kdx-2 e modernização do AMRJ por meio bilhao 2)continuaria construindo os ikl gerando escala e o mais possível de nacionalização em vez de iniciar uma nova concorrência como foi feito 3)compraria uma classe de OPVs multi uso como às francesas que estão aqui na Guiana que foi noticiado aqui no naval Obs:todas compradas na França mesmo pra ontem 4)compraria um massakar pronto e um Naplog 5)modernizaria as inhauma e construiria mais 3 barrosos ainda n sei pq a MB largou esse projeto 6)toda frota de helicópteros super linx, sem delírios como seahawk ou caracol 7)diminuiria os CFN. 8)acabaria com várias OMs espalhadas por ai, criava uma guarda costeira, passava o patrulhamento fuvlial para guarda costeira e polícias locais, a MB só operária helicópteros navais(super linx)como no reino unido, se os CFN precisarem eles que peçam para o EB, os P3m continuariam na FAB, e a escola de aviadores se integrada numa só como no reino unido. 9)jogaria fora o Nae são Paulo, o matosso maia eo Ceará 10)estudaria a criação de uma “royal fleet auxiliary” brasileira com funções civis do com navios construídos no brasil.

  116. Qualquer pessoa sensata sabe como as coisas chegaram a este ponto, e que MUITA coisa deve ser mudada na estrutura geral da Marinha.

    São óbvias críticas sobre o efetivo inchado, previdência irreal, falta de meios, desperdícios herdados e perpetuados; propostas como terceirizações, redução de efetivo em terra, das bases navais que mais servem de resorts, busca obstinada por operacionalidade e abandono de sonhos de uma Marinha gigante e incompatível com nossa realidade econômica e incapacidade do almirantado em planeja-la e geri-la. Estes são pontos que não se precisa perguntar pra ninguém de fora, com certeza os próprios militares sabem disso, mas a cadeia de comando esta viciada e comprometida em manter as coisas como sempre foram. Temos tantos oficiais de alta patente que é incompatível com nossa estrutura militar, com a ausência de conflitos recentes, tropas desadestradas e tão pouco com suas capacidades em combate, tudo, infelizmente, se resume a tempo de serviço dos militares e seus bônus. A visão externa que tenho é que a média dos altos oficiais tem muito mais compromisso com o seu tempo de serviço para darem baixa e entrarem na reserva do que o com o tempo de serviço de seus meios de guerra que que estes sim deveriam há muito ter dado baixo e extrapolam a responsabilidade ao esgotar a inoperância e pôr vidas de militares em risco por atuarem em/com museus bomba.

    Qual é a missão?

    Qual é a missão?

    Concordo 100% que essa deve ser a questão primordial a se fazer, mas num regime de alternância de poder onde uma das principais forças, PT, não reconhece a legitimidade de políticas de Estado subvertendo-as a seus interesses partidários-ideológicos, será que realmente o Brasil consegue determinar políticas públicas e, no caso, de defesa nacional de Estado, suprapartidários, que norteiem a elaboração de metas, planos e execução sem que a cada novo governo tudo seja abandonado e se dê uma mudança de rumo de 180º?

    Infelizmente o Brasil não possui respeito institucional, nossas instituições democráticas e que alicerçam o Estado estão cada vez mais fracas e apesar de concordar que o básico do básico é estabelecer qual a missão e suas prioridades, a curto e médio prazo não vejo perspectivas de que por mais realistas e idôneas que sejam, num amanhã próximo ainda manteremos a missão e sua execução estabelecidas.

    Não digo para sermos negligentes e evitarmos fazer até o básico, mas não creio que com a imaturidade institucional brasileira qualquer missão e projeto prospere.

    Mas olhando pra trás com fim em pensar pra frente, sinceramente, as vezes da medo do que FFAA bem equipadas fariam nas mãos de correntes políticas de esquerda, na América Latina marcadas pela cizania interna de sua população, busca por inimigos externos como factóides aos problemas que sua gestão causam, belicismo e alinhamento ideológico sobrepondo-se sobre interesses nacionais.

    Se nossas Forças Armadas fossem demandadas em um conflito, provavelmente entraríamos do lado errado, e perdedor. Vejamos as nossas atuais “alianças estratégicas” no continente, ao que o Itamaraty foi reduzido (sistematicamente tão humilhado quanto as forças armadas), à política externa de Marco Aurélio Garcia alçado a inquestionável “pensador” da presidência.

    E o pior, conhecendo nosso país e a decadente média moral de nosso povo, essa turma que merece cadeia, amanhã voltara a nos governar e literalmente explodira o remendo de país que deixaram pra trás. (isso se empreiteira que age via propina e sobrepreço na construção de usina nuclear não estiver sendo negligente em normas técnicas e material, de forma que a bomba atômica entre RJ e SP e não exploda antes)

    Muitos se queixarão (isso se alguém chegou até aqui) por encontrar um comentário deste enquanto se pede apontamentos objetivos e específicos à problemática orçamentária da Marinha. Porém, ao se aprofundar o debate e nos deparamos com a necessidade em definir a missão da Marinha, defrontamos questões gerais e estruturais de nosso país, que põe em cheque a durabilidade e confiabilidade de qualquer missão e prioridades estabelecidas pra Marinha.

  117. Vamos radicalizar…qual o tamanho da 4° frota?? Melhor compra lá dos americanos e caso resolvido.. Hehhehehehe… Desculpa gente a brincadeira..mais do jeito q ta pior não fica..ou já ficou…

  118. Caro Juarez ( 3 de agosto de 2015 at 9:48 ),

    Creio que a missão está definida. Resumindo, seria algo como “salvaguardar os interesses do Brasil em suas águas territoriais ( e isso incluiria rios e mar ) e sua zona econômica exclusiva”. Que os amigos me corrijam se eu estiver errado, mas seria isso…

    Imagino também já estarem definidos os parâmetros ( estratégia e táticas ) a serem considerados para o cumprimento da missão, considerando os prováveis adversários; o que engloba, grosso modo, alguma capacidade de ir além da Zona Econômica Exclusiva, negando ao adversário a possibilidade de projetar seu poder sobre a mesma. Daí se considerar a necessidade de vasos de 6000 toneladas ( com autonomia o suficiente para sustentar incursões a distâncias maiores ) e NAe ( para manter o domínio do pedaço de mar que se pretende defender, protegendo a esquadra onde ela for; coisa que aeronaves baseadas em terra não conseguiriam a contento ). Ao menos, acredito ser essa a ideia…

    Por tanto, não creio que o foco do debate seja uma questão de definir a missão, posto já estar definida, mas sim quais os meios necessários para cumpri-la de forma mais eficiente o possível dentro de nossa realidade… E isso pode ou não implicar em abraçar ou abandonar um ou outro conceito, ou até mesmo reformular o PEAMB ( se for o caso )…

    Se se precisaria modificar a missão, aí é outra história… E entendo que nesse caso a coisa vai depender do que realmente se pretende da Marinha para o que seria um novo cenário que se projeta para o País… E imagino que isso pediria por uma nova END…

    Concordo que primeiramente se deve por o que se tem para operar. Mas aqui a questão é o que se pode realmente por para operar; quer dizer, o que tem condições de voltar a operar… Das corvetas classe Inhaúma, apenas a Júlio de Noronha deu algum sinal vida. As Type22 aparentemente não vão muito mais longe, como você mesmo apontou. E as Niterói não vão durar pra sempre ( pelo que já li, as unidades mais cansadas deverão ser desativadas ao longo dos próximos dez anos, caso não se faça um trabalho para extensão de suas vidas úteis )… Logo, deverá ser adquirida alguma coisa em curto tempo. E o pior: não tem nada muito “atrativo” no “mercado de usados”… Então, o que quer que se adquira, teria que ser novo… É isso ou ver os números se reduzirem substancialmente ao ponto da instituição não ser capaz de cumprir com o mínimo…

  119. Senhores, não pensem o que estamos a debater a qui, eles não saibam lá, sabem e muito bem, o problema é o de sempre:

    As tradições, as boquinhas, as adidâncias navais, os cordinhas, as assessociras parlamentares, as viagens, e o priorização do negócio em si que éa cumprir a missão que se fod…..

    Qu7anto é que os colegas de debate aqui acham qeu tchurminha da comissão de acompanhamento e recebimentos Trackers já gastou em três anos no EU?

    Diárias, passagens, familiares, despesas administrativas.

    Dava para comprar um V 22 novo, mas taí continua a brincadeira como nosso rico din din com aquelsa bostas velhas sendo retrofitadas a peso de ouro e com muita gnete, hoje na reserva de lopbista ganahndo muiiiiiiito dinheiro.

    Almirante Leal, se o A 2 do EMA tiver a grandeza e a sanidade mental de mostrar este nosso debate ao senhor, por favor dê um ponto final naquilo, cesse de imediato aquela sangria de dinheiro que não vai servir para nada. Venda os aviões por lá mesmo e acabe com aquela maracutaia.

    Grande abraço

  120. Vader,

    Ótimas sugestões, compartilho de suas ideias, no entanto gostaria de dar um leve pitaco no que tange a aquisições… Substituindo os Su-34 e F-18SH por apenas um singelo esquadrão de gripen ng apoiados por kc-390 (se ambos sairem dos papéis e nada de ilusão com gripen naval), todos baseados em uma unica base, e em caso de necessidade se fariam os ddeslocamentos. Futuramente pensar em se adquirir o f-35b (24?) conjuntamente com LHD’s ( estilo Juan Carlos 1?) que os comporte, pois não acredito na real necessidade de se possuir um ou mais PA’s, haja visto que podemos agredir todos nossos vizinhos e possíveis agressores de nosso próprio território, se fazendo necessário apenas um grupamento anfíbio com poder de alto proteção durante um assaulto.

    Sds,
    Bardini

  121. Em resumo: a maioria aqui quer que a Marinha do Brasil deixe de ser uma Marinha de Águas Azuis e passe a ser uma Guarda Costeira.

  122. Vader,

    Fico honrado pelo comentário.

    Náutilos,

    Ninguém quer isso, mas a realidade que temos hoje nos encaminha para o gradual encolhimento da frota, tanto que ficará cada vez mais difícil e oneroso readquirir as capacidades de uma marinha de águas azuis (se é que ainda a temos). A verdade é que se não se faz bem o serviço aqui, na nossa ZEE, por que devemos ficar nos iludindo com águas de outras cores neste momento?

    Enfim, como muita gente já viajou na maionese apresentando propostas, vou tomar a vez:

    Como muito se fala em PROSUPER, e aquisição de meios em pacotes fechados e se possível com grande nacionalização, penso que o parceiro ideal para a MB seja o estaleiro holandês DAMEN. Devido sua expertise no grande portfólio de produtos que o mesmo abrange, com interessante custo x benefício e na possibilidade de fabricação destes em território nacional sob a supervisão do estaleiro. Dito isto, seria interessante uma aproximação com holandeses para o fechamento de um pacote de vasos mediante a modernização do AMRJ criando uma cadeia de produção nacional de seus produtos e prestação de consultorias em projetos futuros, espelhando-se na parceria feita com a sueca SAAB.

    Seguindo em frente nas medidas imediatas, julgando que não se mudará nada nos conceitos administrativos e de gestão da MB:

    Primeiramente: Modernizar duas Fragatas (se ainda existirem condições dos vasos) para ASW e ASuW com o dinheiro da desativação Nae SP e sua ala aérea. Dar continuidade ao ProSub mas adicionar módulos AIP aos projetos dos 4 convencionais (se ainda for possível, acredito que a construção modular dos mesmos o permita sem grandes problemas), Haja visto já termos o acordo fechado, entre tanto, cancelar o nuclear, pois se não temos armas nucleares não se faz necessário ter “um” submarino nuclear fazendo função de submarino convencional, é rasgar dinheiro. E que façam as pesquisas em Angra e sob as custas do ministério da ciência e tecnologia.

    Visando um horizonte de 3 anos para o inicio da revitalização da 1º e única esquadra, e assumindo que não se vá criar uma guarda-costeira, então rasgar toda papelada da END e ProSuper bem como os planejamentos para a segunda e caríssima 2ª esquadra, e em parceria com a DAMEN pensar em:

    – (3) NApLog, 16000t (para ter-se sempre duas unidades em operação, e criar uma confiabilidade no apoio a frota);
    – (4) Fragatas De Zeven Class, 6050t (Uma para ser capitânia da esquadra na falta de um navio maior, sendo então todas dedicadas a AAW, mas que não deixam a desejar em outros tipos de combate, entrando no lugar das 6 escoltas do ProSuper);
    – (8) Corvetas Sigma 8313, Apróx. 2000t (Totalmente armadas, entrando no lugar das Tamandaré para cumprir um papel de LCS na MB, não de uma fragata, como acabara acontecendo com as Tamandaré);
    – (6) NaPaOc Sea Axe de 2ª geração, 1800t (Que podem ser configurados para varias missões inclusive antissubmarino podendo abrigar um Helicóptero médio);
    – (4) NaPa, 500t (Pedir consultoria para que os processos de produção se tornem mais eficientes e contínuos, caso se comprove a melhora da produção, encomendar meios gradativamente mantendo uma cadeia de produção, aplicando modernizações ao longo dos lotes, de 4 em 4);
    – (6) Submarinos (Entrar em parceria com DAMEN e SAAB no desenvolvimento destes futuros submarinos para agregar a expertise da tecnologia AIP e usar a base de Itaguaí, dando continuidade a sua linha de produção e acervo tecnológico, paro em um futuro distante se tornar independente de industrias internacionais);
    – (3) Crossover XO Fast Combatent, 5600t (Um pato como complemento as poucas De Zeven, e para atuar em missões especiais ou em comissões como as do Líbano, para mostrar a bandeira brasileira em outros portos).

    Agora, fazendo um agrado aos nossos amigos suecos e da Embraer:

    – (18+2) Gripen NG (nos mesmos padrões da FAB para preservar os baixos custos de operação e integração de armamento e fazer a proteção da costa brasileira em terra e missões de suporte aos fuzileiros);
    – (5) Kc-390 (para estimular a cadeia de produção e auxiliar a logística de ataques dos Gripen ao longo da costa, criando um esquadrão de ação rápida);
    – (2) Aviões de alerta antecipado SAAB + Embraer (para o esquadrão de ação rápida);
    – (1) Lote de mísseis RBS 70 Mk II (para os Fuzileiros, aos moldes do EB);
    – (12) CB´s90 (Para patrulha conjunta com EB nas fronteiras, vide caso Paraguai);
    – (8) Landsort Class, 360t ( para a revitalização da força de minagem e proteção de itaguaí e base naval do RJ).

    Para um horizonte mais distante, de 10-15 anos, visando, agora sim a retaliação ou projeção de força, pensar em:

    – (2) LHD Juan Carlos, 26000t (Ou equivalente no quesito navio multimissão, para ter um sempre em plenas condições de operar, ou duas Task Force caso disponibilidade de ambos);
    – (24) F35B´s (que nessa época já não serão tão demais para nós, para compor a ala aérea dos LHD para proteção dos dois navios, auxílio a incursões em assaltos ou participação em coalisões como as da Líbia);
    – (12) EC 725 (pra não matar a Helibrás, e equipar pelo menos um LHD para missões de desembarque por cavalaria aérea);
    – (12) Apache Longbow (que nesta época também já não serão tão demais para nós, para prover apoio ao desembarque de anfíbio);
    – (300) Carros de combate (Dos mais diversos, para modernizar os fuzileiros e suas incursões abordo dos LHD).

    Com tudo isso pode-se montar até duas Brazilian Task force com considerável poder de agressão no cenário latino-americano e costa africana (levando em conta a total disponibilidade da nova esquadra):
    1 LHD, 2 Fragatas AAW, 1 Crossover, 1 Fragata ASW/ASuW, 4 Corvetas ASW/ASuW, 1 NapLog, 3 Submarinos.
    1 LHD, 2 Fragatas AAW,1 Crossover 1 Fragata ASW/ASuW, 4 Corvetas ASW/ASuW, 1 NapLog, 3 Submarinos.

    Esta é minha singela ideia para uma esquadra enxuta, cara a princípio, mas, como os meios serão novos e com grande automatização baixo numero de pessoal, reduzindo os quadros e sendo que operaram por varias décadas compensaria o investimento inicial, para a criação assim de uma futura cadeia de reposição dos meios, estimulando a indústria naval nacional a crescer.

    Pensar muito além disto, em um horizonte que abrange os 25-30 anos no que tange a aquisição de navios é um delírio. A tecnologia esta avançando a passos cada vez mais largos. Então a meu ver, é mais interessante manter uma esquadra de menos meios, mas com grande disponibilidade e modernização ou substituição. Sendo que daqui 25 anos, seja necessário se contrapor a um novo tipo de doutrina ou meio que pode tornar toda uma esquadra e seus “projetos” obsoleta (hoje este meio é a falta de dinheiro e de uma gestão com pé no chão).

    Enfim, desculpem-me por erros, sejam eles de ordem técnica ou da própria língua portuguesa, e agora voltando à realidade…

    Sds a todos.
    Bardini

  123. Bardini,
    Não é o que parece, lendo os comentários. Como disse o Juarez, primeiro precisamos definir qual a missão da Marinha e o que pretendemos fazer em seguida.
    No momento, a Marinha precisa de uma injeção de dinheiro, para colocar navegando os navios que possui.
    Se queremos ter uma Marinha com capacidade de dominar o Atlântico Sul, o mare nostrum, garantir a segurança de nossas rotas navais comerciais, nossas plataformas petrolíferas, e o nosso comércio exterior, em caso de crise, precisamos ter uma Marinha com capacidade de águas azuis.
    Depois de colocar o que temos para funcionar, precisamos sim, fazer uma reengenharia na Marinha. Definidos os tipos de meios que precisaremos a médio e longo prazo, é necesário definir quanta gente precisaremos para manter e operar esses navios. Feita essa reengenharia, corta-se o que não for necessário em pessoal e fechamos OMs desnecessárias.
    Em minha opinião, até poderíamos abrir mão de uma segunda esquadra, pois isso iria apenas favorecer a alocação de pessoal, sem representar uma Marinha de fato operacional. O ProSuper seria definido com a aquisição de ao menos 8 Fragatas de 6.000ton, sendo ao menos duas com capacidade AAé ampliada, tenho preferência pelo GWS 26 ou pelas FREMM italianas, que acho mais equilibradas do que as francesas. Por favor nada de coisa chinesa!. O resto da esquadra seria composto por uma classe “pé-de-boi”, que poderia ser sim a Classe Tamandaré, mas construída em pelo menos 12 unidades, até 2025-2030. o ProSub seria mantido e acelerado em um segundo lote de submarinos derivados do Scorpène, com ao menos mais quatro a seis unidades, também para entrega até 2030. Esse segundo lote complementaria os primeiros quatro navios, e substituiriam todos os IKL. O submarino nuclear seria mantido e desenvolvido, para maturar uma nova classe,
    a ser construída após 2030, com pelo menos 3-4 navios.
    Precisamos de ao menos 2 navios do tipo LPH, que poderiam ser, como sugerido, os ex-Mistral russos. Também precisamos de ao menos 2 LPD e dois navios-tanque e quatro transportes de tropa.
    As forças distritais continuariam com os 3 Amazonas, além de novos NPaOc em número de 5 a 9, que poderiam ser navios da mesma classe ou outra, além de mais navios da classe Macaé. Esses navios seriam espalhados ao longo do litoral, para as tarefas de polícia naval, complementados por embarcações menores.
    A força de minagem e varredura, sempre esquecida, seria equipada com pelo menos 8 novos navios, que seriam ser adquiridos no exterior.
    Também não podemos esquecer das forças fluviais. Além de novos navios-patrulha fluvial, precisamos, para uso na Amazônia, de ao menos dois navios maiores, do porte de uma fragata (umas 4.000t), mas projetado para uso nos rios da região, capazes de levar uma companhia de fuzileiros navais e dotados de convoo e hangar para pelo menos 2 helicópteros do porte do Cougar e ao menos 4 a 6 lanchas do tipo CB-90, que seriam lançadas por uma doca alagável. Antes que pensem que é loucura, saibam que a MB testou o NDD da classe do Ceará (não lembro se foi o próprio ou o Rio de Janeiro), inclusive lançando os CLANF nos rios da região. Um navio deste tipo poderia ser armado com um canhão médio como o 76/62 da OTO Melara e dois Bofors Mk3 CIWS, além de um sistema AAé de mísseis como o RAM ou mesmo um lançador múltiplo SIMBADS com o Mistral. Uns dois morteiros duplos de 120mm como o AMOS, seriam importantes para apoio de fogo em operações de projeção de poder para terra (assalto ribeirinho).
    Antes que digam: e o dinheiro para tudo isso? Bom, como eu disse, definida a missão da MB, define-se os meios. O dinheiro existe. Só é mal gasto ou mal empregado. E a MB tem muita gordura para cortar.

  124. Minha ideia para uma MB enxuta e eficiente:

    Forsup
    01 planta especificacao mercante multitarefa stobar\lha 45 mil ton
    06 kdx II 6 mil ton
    04 fragatas multitarefa Absalom class
    06 fragatas auxiliares/NapaOc/NEscola de casco mercante 12 mil ton full
    02 Navios tanque

    Forsub
    01 subnuke
    06 ssk tupi/tikuna/SubNac
    06 scorpene
    08 smx-23 Andrasta

    Detalhes

    O navio de 45 mil ton deveria ser similar a um bpe juan carlos, porem com conves em angulo e cabos de parada para operacoes stobar ampliando-se assim ainda mais o escopo multitarefa dependendo da missao. Mesmo que nao haja fundos para encomenda de algo assim na Franca ou Espanha, o mesmo poderia ser construido nacionalmente com base em uma moderna planta mercante ro-ro container ship. Ela nao precisa possuir eletronica avancada nem ser a capitanea, embora estacoes do Nae Sao Paulo ou niteroi pudessemser transferidas para ele.
    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/category/planta-mercante-para-um-porta-avioes-auxiliar-tatica-de-dispersao-de-pistas-para-a-marinha-brasileira/

    As 06 KDX II fariam o papel aaw e deveriam ser de prateleira

    As 04 Abasalom de 6 mil ton sao formidaveis fragatas, baratas US$ 300 mm dependendoda configuracao de sistemas de armas. possuem uma area de deck de 900 m2 podendo transportar 7 MBT ou 50 veiculos + 200 fuzileiros alem de 2 helis pesados.

    Sobre os 06 navios de 12 mil ton full, estes tambem seriam hibridos de plantas mercantes ro-ro container ship https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/fragata-auxiliar-auxiliary-frigate-ship/
    Uma planta bem desenhada desde sua concepção, poderia ter 4 niveis de emprego:

    Nivel I : Basic Mercante ( Navio Mercante )

    Nível II : Basic Mercante + Armamento Modular + Instalações Modulares ( Navios desta planta requisitados do meio civil para Desembarque, NapaOc, Fragata Auxiliar, Cruzador Auxiliar)

    Nível III : Basic Mercante + Armamento Modular + Instalações Organicas ( Navios efetivos de 2a. Linha da MB, já construídos desde o inicio para NapaOc, NapaOCEscola, Fragata Auxiliar, Cruzador Auxiliar )

    Nível IV : Basic Mercante + Armamento Organico + Instalações Organicas ( Navios efetivos da MB de 1a. linha, para Desembarque amfibio, Fragatas e Cruzadores de Uso Geral

    Com este tipo de planta, seria possivel nossa MB possuir navios para desenvolimento de doutrina, bem como viabilizar numero de reserva estrategica junto a armadores nacionais ou uma estatal nos moldes da RFA Royal Fleet Auxiliary

    Quanto ao Subnuke, deveriamos concluir o projeto pois ha muito mais perdas se o mesmo for abandonado.

    Deveriamos concluir os scorpene ate o total de 6 deles

    Modernizar os IKL

    Complementar a frota com os Andrasta para preencher os buracos e vazios mais proximos a costa, deixando os esppacos mais distantes para os sus maiores acima.

    Reza a lenda que os Adrasta custariam entre 1/3 ou 1/2 de um scorpene, e que apesar de menor e mais simples, possui um alto grau de compatibilizacao de pecas com este, facilitando a cadeia logistica.

    nada de Macae

    Enfim, uma frota com pequea qtde de especiaistas, porem modernos, uma forca de forte vies anfibio e expedicionario, com uma razoave forca de ssks.

  125. Nautilus,

    Entendo seu ponto de vista, e o respeito. E assim, até 2030 teríamos uma MB de águas azuis.

    Não sou contra termos uma esquadra destas, mas certas coisas me intrigam, deixando-me de certa forma temeroso: Que seria o fato de que lá pelos idos de 2050 teremos uma esquadra grande e quase que completamente pensada para suprir necessidades da época de 2030. Sim, pois estes meios adquiridos novos vão ralar e muito por estas bandas. E como a tecnologia evoluirá cada vez mais rápido e não podemos ter muitas boas perspectivas no que tange a recursos para modernizações, haja visto nossa história, podemos chegar à metade do século com mais outra esquadra defasada. Por conta disso a criação de uma espécie de guarda costeira, e a incorporação de uma esquadra de guerra menor (comparada as atuais pretensões da MB e da megalomaníaca END) e mais fácil de ser mantida atualizada me conforta.

    Outro ponto que não vejo muito sentido é alegar que precisamos de uma esquadra de águas azuis para poder garantir nossas rotas navais comerciais. Oras, não temos nem uma navegação de cabotagem de respeito, quem dirá uma que se faça necessário defender em águas internacionais. Se houver alguma hipotética ameaça ao nosso comércio, acredito que quem irá se preocupar em garantir a segurança dos comboios serão os nossos parceiros compradores, que não estarão dispostos a perder essa teta, e ai já entra gente de maior cacife na joga e o buraco é mais embaixo, rumo a WW3…

    Aproveitando o embalo, no meu humilde ponto de vista, quais quer pretensões de dotar a MB de uma esquadra de águas azuis, visando objetivos como um assento no CS da ONU, é pra dar margem e poder pra PolíTico apoiar sandices vindas de certas ideologias orientais, ou de conchavos bolivarianos.

    Enfim, a criação de uma guarda costeira e uma MB com “1” esquadra enxuta com bom poder de dissuasão e agressão no cenário latino-americano e costa africana, conjuntamente com o desenvolvimento e manutenção de uma indústria naval que possa entrar em ação caso se constatem tensões internacionais e uma possível corrida armamentista nas vizinhanças me parece mais acertado. Embora seja uma visão pessoal de um mero civil.

    Sds a todos,
    Bardini

  126. Qual a função da marinha ? Oras, a função da marinha é foi e sempre será a mesma.

    O fato de virmos a ter um NAe SE de fato vier a ser adquirido, não significa que teremos que envia-lo ao Golfo Pérsico por exemplo. Ele cumprirá suas funções aqui como o NAeL Minas Gerais cumpriu e também o “25 de Mayo” argentino.

    Desde que me conheço por gente a marinha sempre teve seus esquadrões de combatentes de superfície, hoje em dia são 2 esquadrões e deverá continuar assim com principais e secundários combatentes, fragatas e fragatas leves/corvetas.

    Um esquadrão de submarinos convencionais e outro que poderá ser formado com submarinos de propulsão nuclear em uma base melhor localizada que à atual e com amplas instalações para construção e manutenção.

    E finalmente um esquadrão de apoio com navios de apoio logístico e “anfíbios” e se tem a “Esquadra” mais os meios Distritais.

    E navios “velhos” irão conviver com navios “novos”, já que a substituição será gradual e não há necessidade de reinventar a roda até com classes de navios que não teriam utilidade por aqui.

    Antes de perguntar, ” Qual a missão ?” porque não perguntar Qual a ameaça ?

    As demais marinhas mesmo as latino-americanas não estão virando guardas costeiras e se não possuem melhores meios é pela falta crônica de recursos, mas, necessariamente esta falta de recursos que hoje assombra a marinha brasileira não precisa ser permanente e não havendo uma ameaça real significa que há tempo para melhorar.

    Uma marinha próxima em composição e capacidade à marinha francesa é algo que acredito seja a real inspiração …sem os SSBNs claro 🙂

  127. Perfeito Dalton,

    Um Nae Brasileiro não precisa ter especificações ortodoxas para ser uma capitanea do outro lado do mundo, Pacífico ou Golfo Persico. Não somente ele mas qualquer outro operará em média 3 mil a 4 mil km sentido externo de nossa costa e somente no Atlantico Sul…

    O que isto quer dizer?

    Que a frota estaria a apenas 2 mil km de diversas linhas de suprimento continentais, tanto em termos de material quanto de combustível.

    Quando é no pacífico, o navio fica do outro lado do globo, sozinho e isolado em uma task, o que não é o nosso caso, com sérias dificuldades de suprimentos e daí então, a necessidade de suas características superlativas de auto suficiência.

    Então voltando, você precisa de um NAe conceito ortodoxo ou uma pista de operações flutuante para cobertura de frota, laborando em conjunto ao continente a negação do mar? São coisas diferentes, bem diferentes…nós é que temos o costume de copiar os outros sem parar para ver se realmente é adequado as suas necessidades…

  128. O pessoal se empolgou e esqueceu de um detalhe crucial: o orçamento da Marinha não irá aumentar nos próximos anos. Ela tem que se se ajeitar com o dinheiro que tem hoje ou até menos.

    Então esqueçam planos mirabolantes.

    Não só o 1° passo da MB deverá ser cortar gastos, como ela terá que fazer uma longa caminhada cortando despesas, diminuindo seu quadro de pessoal, não realizando concursos, deverá se desfazer dos navios inúteis, de imóveis que não são necessários, deverá terceirizar certas atividades e etc, etc e etc.

    Depois de feito tudo isso é que se pode realizar aquisições mais vultosas.

  129. Partindo da premissa que o problema é gestão e gastos internos, devemos buscar meios menos dispendiosos e nos livrar dos que não são mais úteis e continuam consumindo recursos.

    Acredito que vants Hermes 450/900 poderiam substituir parte de nossos patrulhas fluviais e costeiros, com idades elevadas, manutenções caras além de tripulações consideráveis. Outra opção talvez seria uma versão naval do Super Tucano.

    O velho NT Marajó poderia ser substituído por um navio de uso civil adaptado. Para se ter uma ideia, o petroleiro João Cândido, com 274 metros e até 150 mil toneladas carregado, possui uma tripulação de 25 homens. Segundo o Wiki, o Marajó possui 120 homens de tripulação, sendo muito menor. Acredito que um navio tanque, adaptado a partir de um modelo civil, do porte do NT Marajó, seria uma opção interessante que a médio e longo prazo diminuiria consideravelmente os custos de manutenção e operação.

    Também deveríamos cancelar a modernização dos Super Lynx. Acredito que estes tenham um tempo de vida útil semelhante as escoltas onde são embarcados, sendo que as novas escoltas já estarão aptas a operar os novos Seahawk e Super Cougar.

  130. A operação de um N/T, mesmo sendo um Suezmax (porte do JC) é muito mais simples que um N/T militar, os mercantes não realizam RAS (TOM) e isso ja é de uma diferença significante a deanda de material humano. Em um ercante em operação o Oficial de Serviço, um BBD, um MNC e um MOC dão conta do recado, ja em um militar ser completamente diferent, mas naobstante o Elefante é classe Jacuípe, que foi da Fronape, então perfeitamente adaptavel qualquer N/T mercante para a função, desde que seja DH e adequado as regras IMO atuais

  131. Bom dia. A mim me parece que a discussão está prisioneira do atual modelo mental da MB. O que penso, como ex-aluno da EN mas militando na vida civil fazem muitos anos, é que é este modelo mental que mais atrapalha do que ajuda! Se o orçamento é curtíssimo, isto tem de ser visto como um desafio, para que pense “fora da caixinha”. Então, o caso mais me parece de se propor uma reinvenção da MB, com uma doutrina totalmente inovadora. Porta-aviões são interessantes? Sim. Mas são muito dispendiosos. É preciso escolher o que se quer fazer pensando-se no que se pode abrir mão de fazer, no que tange à missão da MB. Escolher, no fundo, é isso! Escolhe-se o que fazer e, por extensão, também o que NÃO fazer. Vi foristas aqui dizendo que a força de submarinos precisa ser aumentada. Concordo. Mas penso isto em números mais superlativos. Outra coisa, que também já foi abordada, se não neste fórum, noutro lugar: a MB precisa parar de encher as escolas de aprendizes de marinheiro. Ela não vai usar esses marinheiros! Então, é preciso pensar em enxugar a força sim! A começar pelos marinheiros, mas passando por sargentos e oficiais. A MB, me parece, tem gente demais! E isso custa caro. Voltando aos submarinos, imagino uma força verdadeiramente capaz de impor respeito e negar a mar a quem quiser aventurar-se. O submarino é a melhor e mais infernal das armas nesse sentido. Uma força de submarinos grande e estrategicamente disposta no litoral cumpriria bem esse papel. Mas, insisto, é preciso repensar a Marinha saindo da zona de conforto. Saindo a “caixinha” em que se está encerrado.

  132. Dalton! A ameaça é aquela que estiver prevista na definição da missão e que deve ser dada pelo poder civil constituído em consonância com a vontade da população, é assim que funciona e única forma de justificar gastos sem ficar trolando de Amazul de Submarino nuclear de defesa e outras boiolagens que nós todos lemos assistimos e que deu em absolutamente nada.
    Quem define a missão, define quais as ameaças e à marinha cabe definir quais os meios necessários para cumprir esta missão.

    Nautilus,não defendo que a MB se torne um GC, apenas que deve começar do zero fazendo o arroz com feijão com qualidade para aos poucos ir ganhando novamente estrutura e confiabilidade para poder ser uma marinha de guerra de verdade e não uma do mundo encantado do faz de conta.

    Vader e Bardini, esqueça 70% do que vocês citaram aí nos próximos 10 anos, se esta gente for retirada do poder hoje, caso contrário esqueçam os próximos 20 anos, pois os compromissos financeiros assumidos e as benesses sociais dadas sem dizer de onze vão sair as receitas para pagar vão onerar o tesouro nacional até 2030 pesadamente se nada for feito.

    Imaginem uma marinha para os próximos 10 anos assim:

    12 escoltas, 2 Anfíbios, dois Tanqueiros, cinco ou seis Napaocs, 5 Caça minas, uma dúzia de Mururus e uma dúzia de Gururus, seis Submarinos diesel e passa a régua, tudo isto se o Alm leal se mexer e pegar a tesoura começar já picotear as maluquices do Moura Neto e seus miquinhos amestrados, caso contrário nem Mururu vai sobrar.

    Grande abraço

  133. Acho muito interessante.

    O pessoal discute, discute e sempre cai no mesmo: dizer que o orçamento é pequeno.

    Isto é uma mania nossa,dos brasileiros. Sempre atribuir os maus serviços prestados, à falta de verbas, sem nunca questionar a qualidade dos gastos.

    Olhem o tamanho do orçamento da Defesa! O orçamento não é pequeno, muito pelo contrário. O orçamento da Defesa nunca foi tão grande (com excessão dos contingenciamentos feitos este ano).

    Quando vejo comentários defendendo o aumento de verbas, ou imaginando que no futuro teremos um orçamento maior, é desanimador.

    A realidade orçamentária é esta aí. Não vai e não deve mudar. A Marinha e as demais Forças Armadas tem que se adequar à modernidade. Não dá mais para manter tanta burocracia, tantas OM’s, tanto pessoal (cabidão de oficiais), tantas modormias e ainda ter navios para navegar.

    O dinheiro é muito mal gasto.

    A culpa de tudo isto é da Marinha. A má administração é da Marinha. Não tem cabimento culpar o orçamento.

    Chega a ser retrógrado, pessoas tão esclarecidas pensarem desta forma.

  134. Completando:

    Culpar o orçamento pela penúria das Forças Armadas é fechar os olhos para tudo que está errado, dando razão a tudo que está aí.

    É dar um atestado de competência à administração das Forças Armadas, quando sabemos que a realidade é exatamente o oposto.

    É dizer que já fazemos todo o possível; que tudo é muito bem administrado; que a missão e as prioridades são respeitadas e cumpridas; e que só não fazemos mais, porque não tem dinheiro. Mas oque acontece éexatamente o oposto.

    Um abraço a todos

  135. É justamente o ponto Rafael Oliveira. O pessoal esqueceu o cerne da questão. O orçamento da MB é pequeno e se a economia continuar no ritmo em que se encontra pode ter certeza que será uma dos primeiros a ser atingido. Na cabeça do GF, enquanto Itaguaí estiver avançando ta tudo certo. A proposta aqui é o que a MB poderia fazer na situação em que se encontra. Parece que tem gente acreditando que a situação “orçamentária” da MB vai melhorar nos próximos anos. Eu já acho que é bem improvável. Agora uma coisa que foi citada e concordo é em relação ao Tikuna. É um meio novo e uma marinha como a nossa não pode abrir mão disso. Eu usaria a grana do São Paulo para modernizar pelo menos 2 tupis mais o Tikuna. Não sendo viável, acho que valeria a pena construir mais uns dois com as melhorias do Tikuna. Tendo, quando da entrega dos scorpene, 7 subs convencionais.

  136. Felipe, se hoje a MB não sonsegue manter os quatro Tupis e um Tikuna, como vai manter sete subs, nem a pau juvenau.

    Concordo com a manutenção de pelo menos dois Tupis e o Tikuna, até porque tenho sérias dúvidas se os bibelôs Scorpenes vão sair integralmente.

    Na hora em que o MPF colocar as mão naquele troço vão sair cobras e lagartos.

    Grande abraço

  137. 1) Descomissionar o A12.
    2) Extinguir o programa de modernização dos AF-1.
    3) Finalizar o programa Prosub e a construção da base e estaleiro de Itaguaí, sem a construção do subnuc.
    4) Descomissionar as fragatas Niterói, Defensora e Liberal, as corvetas Inhaúma e Frontin, o NDD Ceará, o NDCC Custodio Maia e o navio-tanque Marajó, além dos que a MB já definiu para descomissionamento.
    5) Finalizar os NaPa classe Macaé em construção (ficaria 1 para cada DN).
    6) Construir mais dois NaPOc classe Amazonas.
    7) Iniciar a construção das Corvetas Classe Tamandaré.
    8) Encomendar 2 navios multipropósito Makassar.

  138. Juarez,

    A verdade é que as quantidades que você cita para serem pensadas nos próximos 10 anos estão mais proximas da realidade da marinha. Haja visto que a mentalidade não vá mudar muito neste meio tempo.

    A respeito dos meios citados por mim, como eu disse, foi a minha viagem até o mundo mágico da maionese. Mesmo admitindo que a gestão fosse mantida.

    Zorannn,

    Não fiz as hipotéticas contas pra saber se com menos gente sobraria muito mais grana assim. O que posso afirmar, e com convicção é que ninguém hoje na marinha tem interessa em fazê-las.

  139. Não há como economizar na construção de uma marinha de guerra de um país como o Brasil. Somos atualmente a oitava ou nona economia do mundo, possuímos um litoral extenso e em uma das áreas mais estratégicas do planeta e boa parte de nossas maiores riquezas, principalmente produtos agrícolas, são escoados pelos oceanos. Portanto devemos possuir uma marinha minimamente equipada e isto significa possuirmos basicamente os seguintes meios:
    . Três LHDs baseados no LHD-8 Makin Island, alongado em 30 metros para que se possa aumentar o espaço do hangar sem prejudicar suas outras atividades deste ótimo projeto. Por que este projeto?
    Porque ele Traria uma versatilidade inigualável a Marinha, pois ele pode atuar tanto como navio de desembarque anfíbio, como um porta aviões médio, porque alongado ele pode portar 24 F35Bs mais 10 helicópteros ou ainda em configuração mista composta por 8 a 10 F35Bs mais 20 helicópteros, portanto um navio muito versátil e mesmo alongado não passaria de 60.000 tons, dentro do que a marinha deseja e provavelmente não passaria de 4 bi de dólares, valor bem abaixo dos 6 bi de dólares que custará cada um dos dois Queen Elizabeth Class.
    . Oito Destroyers baseados nos type 45 britânicos pois as atuais fragatas que possuem deslocamento em torno de 6.000 tons são bem inferiores em armamentos aos type 45 que deslocam 8.500tons, que embora sejam mais caros que as fragatas, podem portar mísseis que elas não podem, fornecendo assim real poder de fogo a nossa Marinha.
    . Dois Navios tanque baseados nos Brave da DCNS.
    . Logo após a conclusão do programa de submarinos com a DCNS, comprarmos junto a Rússia seis submarinos movidos a energia nuclear de ataque, se transferirem a tecnologia, sendo os dois primeiros fabricados lá e os quatro restantes aqui.
    . Construção imediata de oito corvetas classe tamandaré.
    . Construção imediata de oito patrulhas baseados nos classe Amazonas.
    Estes navios trarão empregos e tecnologia aos nossos estaleiros.
    . Desativação imediata do NAE São Paulo e de todas as corvetas e fragatas que estejam além do limite de suas capacidades.
    . Terminar a modernização dos A4 para manter o treinamento de nossos aviadores navais até a compra de um lote de 50 F35Bs que equiparão os LHDs, a compra destes aviões, dos helicópteros e dos MV22, só ocorrerá após 2020 onde os navios começarão a ser entregues e nossa situação econômica já estará melhor, sendo que após 2020 acreditamos que as atuais deficiências dos F35s já estarão em sua maioria sanadas.
    Esta será a espinha dorsal de nossa Marinha, além dela deveremos construir inúmeros navios patrulha menores, tanto para o mar quanto para as flotilhas fluviais.

  140. Bardini ( 3 de agosto de 2015 at 19:36 ) ( 4 de agosto de 2015 at 2:59 ),

    O AIP também possui seu custo. É bem verdade que é uma fração do custo de um reator, mas ainda assim ele existe… E fazer adaptações com AIPs agora pode deixar “o molho mais caro que o frango”, seja o modelo de AIP francês ou não.

    Sinceramente, acredito que o melhor a fazer é manter os submarinos convencionais tal como estão, sem AIP. Até se pode considerar aumentar o número deles, se se desistir de submarino nuclear, mas o projeto a ser executado para o Brasil deve ser mantido, para garantir alguma padronização… Mesmo porque, a primeira unidade já está sendo construída…

    Também sou adepto do conceito de operações aéreas embarcadas V/STOL. O único problema é que hoje o F-35B se torna a única ( e cara ) opção. E também não se pode ignorar as limitações originais a esse conceito.

    Outro ponto que considero digno de debate: muito já foi investido no São Paulo para simplesmente encosta-lo… Até acredito que ele deva ser mantido em “banho maria”, visando principalmente algum fôlego para o restante da força de superfície, mas não creio ser possível abandona-lo por agora.

    Sobre suas propostas.

    Entendo que a razão de ser das aeronaves navais é poder operar com elas embarcadas, isto é, como complemento das embarcações e projeção de força através das mesmas. Todo o equipamento desse tipo, portanto, deve ser pensado visando isso.

    E independente de se ter ou não um porta-aviões, manter aeronaves dedicadas mantém capacidade de atuar em operações combinadas com forças de outros países, o que significa manter um mínimo de adestramento em operações embarcadas.

    Logo, entendo que qualquer aquisição fora desses parâmetros seria desvirtuar o propósito da aviação naval. E se não for para equipar a MB com uma aeronave de caça que possa operar embarcada, então melhor abolir o uso de asas fixas supersônicas e subsônicas para a Marinha por enquanto; e seria melhor converter e equipar um esquadrão da FAB para ataque naval dedicado, concentrando-se assim os recursos sob uma única instituição e diminuindo o esforço logístico. E a MB manteria o foco em seus helicópteros até poder ser equipada com algo que lhe atenda…

  141. Dalton ( 4 de agosto de 2015 at 10:38 ),

    Perfeito!

    Entendo que a missão está diretamente ligada a identificação da ameaça e do nível da mesma. Sem isso, se estará super dimensionando ou sub dimensionando o poderio…

  142. Zorann, concordo contigo.

    Felipe, o orçamento não é pequeno. O problema é que ele é muito, mas muito mal usado mesmo. Muito dinheiro gasto com pessoal, ativo e inativo, e com OMs de pouca ou nenhuma utilidade. Navios que são a razão de ser da Marinha ficam em segundo ou terceiro plano.

    Teria que fazer uma pesquisa extensa, mas arrisco dizer que a MB seja a Marinha com mais pessoas por navio em condições de navegar no mundo.

    É como se tivéssemos dezenas de milhares de professores para meia dúzia de escolas e duas dúzias de creches.

    É como se tivéssemos dezenas de milhares de médicos para meia dúzia de pronto-socorros e duas dúzias de postos de saúde.

    E para não dizer que isso é um problema específico da Marinha, esse quadro é mais ou menos igual em toda Administração Pública, até porque o povo brasileiro aprova esse modelo de muitos servidores oferecendo um serviço de péssima qualidade. Ele finge que não, mas gosta. Todo político que faz um governo que corta gastos cai no ostracismo político como alguém que não liga para o povo.

  143. Esqueçam investimentos tipo LHD, F 35B, não vai ter dinheiro nem papel higi~enico se a Mb nã fizer uma racionalização geral de sua estrutura, porque a economia vai derreter e se algúem com cérebro assumir vai levar de cinco a sete anos para voltar a crescer até lá miséria total.

    Não é a toa que o Charlie Mike está indo ao Tio Sam após a assinatura dos tratados de defesa, pois agora teremos acesso mais fácil a casa de doações do Tio Sam, que será a única tábua de salvação da marinha, pois duas Niteroi estão no osso, a Bosisio vai virar panela este ano, as outras duas T 22 navegam ,mas não combate, a marinha parece que vai concentrar o din din na recuperação das três Inhauma, na recuperação dos sistemas de propulsão das quatro Niteroi que vão ficar e provavelmente vamos ter quatro OHPs revitalizadas nos EU.
    Quanto aos Subs, duvido que saim os quatro Scorpene, no pau da goaiba três com muita reza braba.

    Grande abraço

  144. MO, a USNavy já tem um projeto para alongar o LHD8 e o LHA6 em 30 metros, com isto eles chegariam ao máximo espaço utilizavel durante as passagens pelo canal do Panamá, não escrevi baseado no que acho e sim no que já li a respeito.

  145. Sim Arnaldo, isso par eles, a pergunta era em referncia a nos, como implementar suaq sugestao (Considere, conjecturando) demandaria aas escoltas, e ai, quanto, como, entende …

  146. _RR_,

    “Outro ponto que considero digno de debate: muito já foi investido no São Paulo para simplesmente encosta-lo… Até acredito que ele deva ser mantido em “banho maria”, visando principalmente algum fôlego para o restante da força de superfície, mas não creio ser possível abandona-lo por agora.”

    Ok, “banho maria”? – Imagine o seguinte:

    Vc está no meio de uma lenta fila do FIES de 500 pessoas com o sol na moleira e uma mochila de 50kg de livros nas costas que vc acabou de comprar, pois irá utiliza-los no seu curso universitário SE vc conseguir o financiamento do FIES…

    …é meu caro, o SP é a mochila de 50kg e vc na fila é a MB vislumbrando a possibilidade do dim dim…

    … e se o financiamento não sair? É bom correr para a OLX pra vender seus livrinhos e diminuir o preju já que eles foram comprados antes da hora.

    Ou vc pode fazer como a sua sugestão acima: Coloque-os na estante em “banho maria” e sem serventia nenhuma… quem sabe ano que vem a economia não melhore e blá blá blá…

    #saopaulopararecifeartificial

    tai a solução… ao menos é a mais divertida… deve ter uma galera na MB que ia se divertir pacas com uma operação dessas… 🙂

    Grande Abraço.

  147. RR,

    Não havia considerado os pontos colocados por você, como operações combinadas e mantendo o mínimo de adestramento. São bons argumentos. Mas ainda acho que não justificaria a versão naval do gripen (se não tivermos PA), e que pensando assim teriamos que ter outra aeronave, F-18SH (se a linha ainda estiver aberta), no fim das contas, já que a fab tem os P3 é melhor deixar ela dotada deste esquadrão de ação naval e com gripen ng mesmo, como o proposto, e a MB no futuro, “só” com a ala aérea de F-35B’s, que mesmo tendo limitações operando em navios multi-propósitos esta anos luz do que a MB realiza hoje, e que deve possibilitar mais propostas para operações conjuntas com outras marinhas amigas e de menor porte, bem como interdições no cenário do atlântico sul.

  148. A fase de construção dos navios é a mais barata, basicamente aço, cabeamentos, válvulas, interruptores e mão de obra. O mais caro que são os equipamentos eletrônicos, radares, mísseis e os aviões e helicópteros somente daqui a quatro a seis anos. Isto ajudaria a aquecer a economia a partir de 2017 e preservaria os empregos de alguns estaleiros. Agora, como ação imediata é desativar os meios que estão em piores condições e brigar por fragatas usadas inglesas, italianas ou alemãs que possuem custos razoáveis de operação e não as americanas OHP que são caras para se operar e estão com armamentos obsoletos. Acredito que a reconstrução de nossa Marinha irá ajudar na recuperação de nossa economia.

  149. Alguem acha que a MB teria F-35 enquanto a FAB vai de Gripen NG?

    Na falta de tanta grana, independente de ser bem gasta ou nao, o melhor seria um mix stobar\LHA no mesmo casco, dispensando-se assim complementos de cascos anfibios.

    Hoje, independente de funcionar ou nao, sao 01 Nae + 04 anfibios = 5, se a planta for Stobar+LHA, bastariam 03. Se pensarem em 01 Nae + 2 LPD\LHA, bastariam 2 destes multitarefa, mesmo que seja apenas 01 no final, ja estaria de otimo tamanho.

    Melhor o Sea Gripen, ele vai sair de uma forma ou outra, as portas indianas estao se abrindo e vao precisar de algo para subsituir os MIG-29k nos novos stobar que estao construindo.

    Um ponto interessan eh que este navio nao precixsa ser um capitanea, ele poderia contar com os sensores de sua escolta, seria um navio mais rustico, apresentando-se para a missao mais com sua superestrutura do que com seus sistemas, algo simples e rustico como um Makassar.

    Para estes tempos mais dificeis, nunca pensei em flar isto mas…vamos la…enterra o Nae SP, tent vender os A4 pra os argentinos, e treina os pilotos junto com a FAB e depois certifica todo mundo na US Navy…fazer o que….

    Encerra as type 22 e reforma as niteroi…deixa as barroso e tamandare para la… e repensa cm esta economia algo realmente mais moderno para quando as vacas magras passarem..entre planejar e adquirir qualquer cois nova vao uns 5 anos mesmo….

    Outra, nao acho que os Macae valem seus US$ 80 MM a unidade…suspende o programa e repnsa algo mais flexivel e moderno.

  150. Vamos lá;

    Quais fragatas Inglesas estão disponíveis hoje;

    Resposta, nenhuma, a primeira T 23 talvez lá por 2024 se as T 26 não atrasarem.

    Vamos lá, os Chilenos já estão com as barbas de molho comos custos de manutenção da complicadíssima propulsão Codlag destes navios, com motores diesel acoplados a alternadores e trubina a gas, tudo isto ligado a trrasnmissões redutoras planetárias de operação e manutenção caríssimas de alto nível de manutenção.

    Armamento de tubo 114 mm em fase de substituição na própria RN e problemático as tubas, basta ver os nossos.
    Mísseis GWS 26 que estão para ser subtituídos pelo CAMM e deposi que os Ingleses cessarem o apoio é inferno para manter vide os nossos GWS 25.

    Italianas – Maestrale, talvez lá por 2018 quando está prevsita a baixa da primeria que terá 40 anos de uso e como se fabricaram oito delas com motores GMT, Gran Motore Trieste e grupos geradores Isotta Fraschinni, do qual não temos nenhuma logísitica no Brasil e ainda na hora que sair o último acaba o suprimento e aí Jose????

    De bom elas tem as turbina LM 2500 que nós conhecemos bem, mas o arranjo é de duas em linha, ou seja devem beber diesel a moda bixo.

    Os radares são os mesmo utilizados pelas Niteroi e o aramento de tubo secundário também.

    OHPs, mais de cinquenta navios produzidos, peças de reposição no mercado persa do Tio Sam a escolher, ESCALA DE PRODUÇÃO, o segredo do negócio.
    Ahhh mas o armamento está degradado, sim seu sei, mas nada impede da marinha negociar e o Tio recolocar os lançadores harpoon e o Mk 13 com SM 2 no lugar so SM 1.
    Propulsão: Duas LM 2500 em linha, que nós conhecemos muito bem obrigado.

    Um radar 3 D, um sonar de patrão, um despistador de torpedos, um 76mm e um R2D2 e o mais importante de tudo:

    Um convoo e um hangar que pode acomodar os nossos MH 16, isto por si só é o diferencial em relação aos demais.

    E ainda como nós estamos com a carteira vazia elas viriam como doação e os recursos da compra poderiam ser direcionados para contratar o estaleiro americano para fazer uma atualização e a instalação do armamento complementar.

    Amigo, em 2017 estaremos no fundo poço que esta organização criminosa nos colocou e não terá dinheiro nem para as Tamandarés. ]
    Estaleiros, bahhhhhh, qual é o estaleiro no Brasil capaz de construir um navio militar de 3.000 tons????

    Resposta nenhum está capacitado para isto, a não ser que tu queiras um navio torto, atrasado e custando três vezes mais caro, por acaso tu não viu o que está acontecendo com os Mururus.

    Amigo enquanto não se fizer as reformas tributária, trabalhista e modernização logísitica, nem palito fósforo vai ser viável produzir por aqui.

    Grande abraço

  151. Caro Juarez,

    Nós temos tb uma talvez, quem sabe, remota possibilidade de pegar as OHP da Austrália, a Classe Adelaide. Tem 4 lá já trintona mas ainda devem dar um bom caldo, já que elas serão substituídas pelos 3(?) destroyers Classe Hobart.

    Eita dureza… isso é que dá perder o time on target… =/

    Grande Abraço.

  152. Carvalho2008,

    Mas desenvolver esse mix stobar/LHA aqui só pra poder operar o sea gripen que também precisa ser desenvolvido, e mais, contando com uma possível compra dos indianos, apesar deles gostarem de fazer salada… Não é oneroso demais? Dois multi-missão estilo Juan Carlos mais uns 24 F35B’s pra ala aérea e possíveis perdas não é mais sensato para se pensar pra daqui 10-15 anos.Mesmo não tendo a eficiencia de um PA e levando em conta que já teremos dado início a aquisição das escoltas e outros meios.

    Não que eu ache que a MB vá fazer isso… Ou adquiri o F35… Mas parece mais enconta do que operar um ou dois PA’s de 40000t na cabotagem pra serimonias de passagem de cargos e postos de duas possíveis esquadras…

  153. Juarez, tens razão, já que não temos nem dinheiro e muito menos estaleiros capazes então vamos lá na Alemanha comprar umas F125 para pagar em 20 anos com 8 de carência, talvez assim consigamos pagar.

  154. Arnaldo Rocha,

    vai, me diz que o seu comment de 4 de agosto de 2015 at 20:57 estava com o Ironic mode [ON].

    Pq se vc estiver falando sério, eu só posso crer que vc nunca fez nem um orçamento doméstico…

    Ok, tudo bem, vai dar certo e com certeza você já combinou com o resto do mundo inteiro sobre esse seu plano né?

    E por falar nisso, esse memo já chegou Neverland?

    tic-tac…tic-tac…tic-tac… 😀

  155. Onde está o sarcasmo, se não sabes é desta maneira que estamos “comprando” os GripenE/F, com 8 anos de carência. Se o Juarez disse que não temos nem dinheiro no momento e nem capacidade de construção destes meios então a saída lógica é comprar lá fora, e a Alemanha é uma excelente opção pois é o único grande país europeu que está com as finanças em dia e portanto podem oferecer condições favoráveis como a Suécia ofereceu, além disto fabrica produtos de excelente qualidade, portanto uma opção lógica. Quanto as OHP discordo do Juarez pois em todo site que já li sobre as OHP sempre relatam que elas são caras de se operar e estão um bagaço, já não tem mais nada a oferecer. Não acredito que alguém venha aqui para dizer bobagens de propósito, se alguém o faz é um idiota.

  156. Arnaldo, o que tu tu escreveu lá em cima “non ecsiste”, nenhuma das ofertas feitas a MB tem este prazo de carência, e ainda existem uma série de compromissos de contra departida que tem ser bancado, vide NG que nós temos que colocar quase um bilhão de reiais de din din do orçamento.

    Arnaldo as OHPs estão na mesma situação que estarão Maestrale e Bremen se formos adquirir, ninguém faz milagre, e eu já te expliquei que operar uma Maestrale com Gran Motore Trieste, Isotta Fraschini e duas LM 2500 vai ser tão caro quanto acelerar uma Ticonderoga a 30 kts

    E ainda amigo tem aquele velho e insistente “mantra” que eu não me canso de repetir, caso um dia arrumem dinheiro para comprar uma escolta de 6.000 tons.

    Ter ou comprar não significa poder manter e operar

    Temos um exemplo clássico desta afirmação atracado junto ao cais do AMRJ.

    Grande abraço

  157. Rafael Oliveira!

    É bem isto aí mesmo. Não abrem mão de nada, a não ser da razão de sua existência: navios.

    Impossível entender gente defendendo a compra de OHP, ou outro navio de mais de 30 anos de idade, sendo que ao mesmo tempo, mandamos para a reserva navio com 20 anos de idade.

    As Inhauma paradas há tempos, só uma delas parece que vai completar o PMG, as demais continuam paradas por falta de verbas. Não ter R$ 30 – 40 milhões para um PMG é ridículo!

    Basta terminar estes PMGs e reformas que se arrastam a anos, fazer o PMG da Forntin e traze-la de volta à ativa e temos nossas Corvetas de volta por pelo menos mais 10 anos.

    O pior é que alguns ainda defendem a reforma e modernização destes OHP. Para servirem exatamente de tampão por 10 anos. Ora, pelo amor de Deus!!

    Bardini!

    As contas não são hipotéticas. Basta olhar o tamanho do orçamento/gastos em Defesa. Não tem nada de hipotético.

    Se a Marinha não quer se adequar ao orçamento, que se acabe! O orçamento da Defesa em 2014 representou sozinho 47% dos dgastos de toda America do Sul em Defesa. Noisso orçamento é 6 vezes maior que o do Chile. Olhe oque o Chile tem por lá, e oque temos aqui.

    Acorda, chega de corporativismo. Cadê os oficiais da Marinha que costumam comentar por aqui?

  158. Arnaldo…

    não há projeto para se aumentar em 30 metros LHDs como o Makin Island e sim a partir do terceiro LHA classe América reintroduzir a doca alagável que será menor que a do Makin Island para permitir uma melhor infraestrutura para aviação embora menor que nos primeiros 2 LHAs classe América ou seja haverá um compromisso um meio termo.

    Quanto às OHPs por pior que estejam ainda estão melhores que as T-22s e o retorno ao serviço da Defensora mais as três Inhaúmas cobririam parte das Niteróis a serem retiradas já no início da próxima década.

    Claro que uma OHP ou qualquer navio “velho” não é a melhor situação, mas, permitiria que os 2 Esquadrões de Escoltas mantivessem um mínimo de 10 navios enquanto novos estariam sendo adquiridos.

    Hoje são 13 “escoltas” e se a baixa da Bosísio confirmar-se serão 12 ainda em 2015. Se a proposta de dar baixa nas outras 2 T-22s e na Niterói até até 2021 confirmar-se, a marinha ficará reduzida a 9 “escoltas”.

  159. Zorannn,

    Pois é, por mais que a Inhaúma tenha seus defeitos de projeto, elas são mais novas e deveriam ser privilegiadas na hora de fazer um PMG.

    Ou, no pior cenário, poderiam depená-las, transformando-as em NaPaOc.

    O que não é compreensível é mantê-las atracadas, se deteriorando, enquanto se investe em navios muito mais velhos.

    A verdade é que muitas outras Forças Armadas fazem mais com bem menos dinheiro. Mas aqui prevalece a ideia de que o orçamento das Forças Armadas devem aumentar, devem criar um imposto para elas, royalties do pré-sal e etc. Esquecem-se que esse dinheiro sai do nosso bolso.

    Juarez,

    Se eu não me engano, o R$ 1 bilhão do Gripen consta no orçamento apenas “pro-forma”: não vão tirar R$ 1 bi do Tesouro e depositar na conta da SAAB ou do Banco de Fomento da Suécia. Está lá para constar que o Brasil emprestou R$ 1 bi da Suécia no ano de 2015 e deve pagar futuramente.

    Porém, não duvido que gastem isso com questões acessórias ao contrato, com mandar pilotos pilotarem o Gripen C/D, comissões irem à Suécia acompanhar o desenvolvimento do NG, etc.

  160. Juarez, tens completa razão sobre as fragatas italianas, mas continuo acreditando que as OHP, devido ao seu estado de degradação continuam sendo uma dass piores opções, somente um pouco melhor que as italianas. Já que teriamos que investir em uma pequena modernização, não seriam melhores uns quatro Arleigh Burke dos primeiros lotes que me parece até já nos foram oferecidos, salvo engano, assim teriamos navios realmente capazes?
    Dalton, acredito que um LHA América alongado ainda seria a melhor opção para nosso país devido a sua versatilidade e menor custo em relação aos STOBAR, mesmo com uma doca alagavel menor ainda teria a capacidade anfibia que lhe confere grande versatilidade. Teriamos com estes equipamentos capacidade de intervenção em quase qualquer tipo de conflito de baixa ou média intensidade.
    Quanto a questão entre Gripen E/F versus F35, o primeiro está em seu ultimo grau de desenvolvimento por se tratar de um caça de quarta geração, enquanto o segundo está no incio de seu desenvolvimento o que o tornará muito interessante em um futuro próximo.

  161. Caramba não consigo conceber a preferência pela aquisição de navios com 30 ou 40 anos de uso mesmo com a observação de as armas estarem obsoletas, à meios asiáticos que utilizam muitos sistemas ocidentais pelo simples preconceito que vêm do oriente. Acho que é justamente esse o pensamento pequeno nos quais nossos almirantes estão aprisionados.
    Depois de ler os mais de 170 comentários aqui, vejo que o que mais falta mesmo é pé no chão.
    Por mim o que tem que ser feito, quanto á espinha dorsal da MB, é o seguinte.

    > Período 01: Próximos 05 anos.
    Momento: Adequação à crise econômica.
    Objetivo: Modernizar a primeira esquadra.

    Como?
    a) Comprando de prateleira 02 fragatas KDX-2 + 03 fragatas leves incheon + 01 Makassar.
    b) Prosseguindo com o Prosub, Tamandaré e Macaé.
    c) Descomissionando com a chegada dos novos meios todas as type 22, 03 Niterói, pelo menos, o Ceará, o São Paulo e os A4.
    * Resultado: 1º Esquadra: 02 KDX 2+ 03 incheon + 01 Makassar + 3 Niterói + Barroso + 02 Tamandarés (pelos menos) + 03 Amazonas + Macaé + Inhaúma + IKL’s
    d) Projetar o uso de aeronaves com vistas à defesa do mar territorial e ZEE. (Projeto do Sea Gripen)

    > Período 02: de 05 à 10 anos.
    Momento: Pós crise econômica e entrega dos scórpene.
    Objetivo 01:Criar a 2º esquadra.
    Objetivo 02: Preparar a transição para o próximo período.

    Como?
    a) No primeiro momento, criar a 2º esquadra com base nos meios mais antigos. (01 ou 02 Niterói + Barroso + Inhaúma + Tikuna e 02 tupis modernizados + Macaé)
    *Os IKL vão sendo destinados à segunda esquadra conforme a entrega dos Scorpene)

    b) Substituir as Niteróis: Comprar 02 KDX 2 mais 02 incheon e mais um makassar. (Talvez com produção nacional).
    c) Construir mais Tamandarés.
    d) Encomendar mais 03 Amazonas. (Talvez com produção nacional).
    e) Construir mais Macaés.
    f) Implantar o Projeto Sea Gripen no litoral, já com a encomenda do lote.
    g) Descomissionamento das Niteróis e Inhaúmas.
    Resultados: Em 10 anos, as duas esquadras criadas e com um nível razoável de modernidade.
    – Esquadra 01:
    * 02 KDX- 02 + 03 Incheon + 01 Makassar + Tamandaré + Amazonas + Macaé + 04 Scorpene.
    – Esquadra 02:
    * 02 KDX- 02 + 03 Incheon + 01 Makassar + Tamandaré e Barroso + 03 Amazonas + 3 IKL.

    > Período 03: de 10 à 15 anos.
    Momento: Recebimento do Sub-Nuc.
    Objetivo: Concretizar as duas esquadras.
    a) Recebimento do Sea Gripen, com a criação das bases litorâneas buscando adestrar as tropas para atuação em um PA.
    b) Construção de um segundo lote de Scorpene visando substituir os IKL da 2º esquadra.
    c) Construção de mais Tamandarés.

    > Período 04: de 15 à 30 anos.
    Objetivo: Dissuasão e projeção de força.
    a) Construção do segundo submarino nuclear para a 2º esquadra.
    b) Aquisição de prateleira de um navio do porte do Mistral ou maior, quem sabe o próprio Mistral.
    c) Aquisição de segunda mão de um PA, para utilização dos Sea Gripen.
    d) Manutenção dos meios disponíveis até que sejam substituídos por meios do mesmo porte.
    e) Projeção, em parceria com outro país, de uma fragata (de 6.000 à 8.000) de deslocamento com construção nacional entre o 25º e o 30º ano visando substituir o KDX 2 e as Incheon.
    f) Projeção de uma nova corveta com base na Tamandaré para produção no fim do período.
    g) Projeção de novos navios patrulhas com produção nacional para substituir o Macaé e o Amazonas.

    Em 30 anos, investindo-se também nos projetos paralelos e menores durante esse período, Uma marinha com Fragatas, corvetas, submarinos nucleares e convencionais, Porta Aviões com Aviões modernos, boa capacidade de transporte e o principal, com excelentes perspectivas de futuro. Apta a cumprir a missão e tornar qualquer aventura pelo atlântico inviável.
    Essa megalomania da Marinha Atual, fará simplesmente que tenhamos bons meios ocidentais, parados nos nossos estaleiros precários aguardando a boa vontade do GF em liberar a verba para o conserto.

  162. Arnaldo…

    diz a lenda que os 4 Arleigh Burkes “oferecidos” teriam sido os DDGs 79, 80, 83 e 84…o problema é que além daqui e outro lugar que agora não me recordo, ninguém mais publicou nem mesmo foi discutido em foruns internacionais na época o que me leva a acreditar que tudo não passou de boato.

    Além do mais, por mais estranho que possa parecer, os
    62 Arleigh Burkes atuais não são suficientes para à US Navy , portanto, nem faria sentido desfazer-se de 4 e conforme oficiais da marinha até já declaram aqui, eles seriam demais para nós, ao menos por hora e médio prazo.

    Um LHA classe “América” alongado não traria grandes benefícios em relação ao terceiro da classe que deverá ser comissionado na US Navy entre 2024 e 2025 e o reprojeto que já está ocorrendo significa que o navio será ainda mais caro do que custará o segundo classe
    “América” a ser comissionado em 2019.

    Entendo a ideia de querer acondicionar o máximo possível de capacidades a bordo de um mesmo navio, mas, normalmente o que se consegue são paliativos.

    Se for para embarcar um complemento de 20 F-35Bs a capacidade anfíbia é retirada e se tem um NAe lento e pouco manobrável que terá várias limitações para operar tantos F-35Bs ao mesmo tempo…a US Navy só fará isso em caso extremo.

    Para se ter 20 F-35Bs são necessários outros 20 ao menos para treinamento e rotações para manutenções e o que torna à aquisição bem mais salgada e não é tão simples assim apenas embarcar as aeronaves e o navio suspender, terá que haver um rigoroso treinamento antes o que consumirá tempo, toda vez que o navio passar de uma função para outra.

    Um “Mistral” e sua reduzida tripulação é o que me parece mais conveniente e acessível quando houverem verbas disponíveis e outras prioridades forem sanadas.

  163. Arnaldo

    Tu sabe o valor para se manutenir um AB?
    Imagina 4.

    E quem tem 4 (3), tem apenas 1, como diz o ditado.

    Abs.

  164. Felipe Morais,

    Período 01: Próximos 05 anos

    KDX e Incheon… Comprar de prateleira, sem a famosa e cara tot, ainda mais vindo lá do oriente… Não vai rolar…

    Período 02: de 05 à 10 anos.

    Comprar mais Amazonas… Não vai rolar… Não opera HelO… Foi só uma boa compra de oportunidade…

    Até aqui nada de NApLog?

    Período 04: de 15 à 30 anos.

    Aquisição de prateleira de um navio do porte do Mistral ou maior, quem sabe o próprio Mistral… Usado? E a grana pra manter um monstrengo desses e fazer as modernizações?

    Aquisição de segunda mão de um PA, para utilização dos Sea Gripen… CDG? Já vimos no que dá essa história…

    Nada contra as suas propostas, pois também fiz a minhas… E gosto muito dos navios coreanos… Mas com a mentalidade da MB acho difícil que eles venham para estas bandas.

  165. Arnaldo,

    “acredito que um LHA América alongado ainda seria a melhor opção para nosso país devido a sua versatilidade e menor custo em relação aos STOBAR”

    Sem ser alongado já é caro, imagina projetar com mais 30 metros. Mais fácil então sonhar com o PA puro e pelo menos ter algo realmente “bom” na função, sendo complementado por um LPD.

  166. Bardini…

    já que você mencionou o CDG, ele deverá permanecer em serviço até 2041 ou pouco mais quando então terá terminado o “combustível nuclear” fruto do quinto e último reabastecimento que deverá ocorrer em meados da década de 2030.

  167. Dalton,

    Exato! e o fato de mencionar justamente o CDG foi por conta da época citada, haja visto que estará sendo descomissionado.

  168. Oganza ( 4 de agosto de 2015 at 22:04 );

    Penso que o estudante conseguiu o financiamento. O problema é que ele foi cancelado no meio do curso… E agora o sujeito tem duas opções: desistir e perder tudo, ou trancar a matricula…

    Entendo que a MB tá carregando um elefante nas costas, mas acredito que manda-lo pro ‘scrap’ não resolve o problema. Pelo contrário… Algum “gênio” pode decidir que os recursos que eram destinados ao PA não são mais uteis a MB… Ou seja, o impacto poderia ser negativo, no final das contas… Fora isso, tem o problema dos recursos que já foram investidos, com a troca recente de sistemas. Enfim, seria um desperdício se livrar dele agora…

    Se fosse para se livrar do SP, isso deveria ter sido feito na década passada, antes das modernizações… Mas claro, isso é olhando pela visão de hoje. Na época em que ele foi adquirido, não havia como se prever tudo o que está ocorrendo nesses dias…

    Saudações.

  169. Bardini ( 4 de agosto de 2015 at 22:04 )

    Mesmo o Super Hornet seria algo mais difícil de considerar, tendo em vista que aquele ‘monstrinho’ não operaria do SP… Aliás, do que está hoje em produção, creio que apenas o Rafale M operaria naquele convoo ( e é virtualmente impossível adquiri-lo por hoje )…

    É um dilema, pois a única opção viável para o SP agora é uma aeronave que ainda não saiu do papel ( e corre risco de não sair )… E se sair, mesmo que se justifique operacionalmente, poderá ser bastante cara… E escolher outro caça que não o Gripen naval, equivaleria a perder o SP…

    A menos, claro, que a MB considere mudar suas prioridades de reequipamento, e tencione operar com asas fixas embarcadas somente quando tiver consigo um novo porta-aviões. Aí faz sentido adquirir F-18 E/F e aguardar, adestrando-se momentaneamente com a USN quando algum se seus PAs passar pelas nossas águas…

    No final, o que eu compreendo é que se realmente se pretende ter um futuro porta-aviões, não faz sentido dimensiona-lo apenas para operar Gripen naval… Deve se estender o leque de opções.

    Saudações.

  170. Carvalho2008 ( 4 de agosto de 2015 at 22:55 ),

    Os indianos acabaram de receber os Mig-29k. Salvo engano, são todos novos de fábrica. Não há razão para substituí-los…

    A rigor, todas as forças que detêm porta-aviões já fizeram suas escolhas para esse primeiro terço de século.

    Dificilmente haverá mercado para o Gripen naval…

  171. Qualquer LHA americano é caríssimo de manter.

    Eles são dimensionados para as necessidades americanas e sua capacidade orçamentaria.

    Não é o nosso caso.

    Quando insisto em um a nova categoria de um LHA+Stobar, defendo isto como uma planta que consiga dispensar as demais pois do contrário, sempre ficaremos a meia volta de querer e tentar compor uma Task classica com Nae de esquadra como capitania + 2 LPD/LHA e mais algum outro navio de desembarque…

    É melhor uma planta generica que some as caracteristicas de um BPE + Stobar… pois desta forma, e dependendo da missão, ele poderia ser configurado para defesa da frota ou projeção ou Controle de area maritima ou anfibio ou ajuda humanitaria….esta é a questão…não podemos cair na tentação de na hora de desenhar, desenhar exatamente os mesmos sonhos ortodoxos e de modismos dos almirantes e políticos que levaram a toda esta situação…

    Pensem…posso ter um America sem cobertura aeronaval?? ele encerra todas as necessidades?? Posso realmente alocar nele F-35??? posso contar com a grana dele? se puder, estará na prateleira para ser vendido a mim? Ele é um produto resolvido e menos arriscado que um caça apto a Stobar?? Olha…..

    Este é o problema…quer dizer que se tivessemos a grana, faríamos o que estamos realmente pensando….? E se a grana voltar a minguar? Se meu ambiente político internacional mudar? É um produto muito bom, tão bom que foi feito para operar lá longe de casa do outro lado do mundo…será que não consigo algo que opere igual mas focado a operar aqui?? e sair mais em conta em face disto?

  172. _RR_,

    eu ainda acho que sea gripen sairá….se não for para a MB, sera para a India e nem descarto que um dia a própria Royal Navy como uma contingencia ao F-35.

    Os próximos Nae Indianos em construção são Catobar, o que exclui o MIG-29K…então, para daqui em um range de 5 a 10 anos quais são as opções possiveis para eles?? F-35, SH-18(?ainda estaria em produção?); Rafale M; Sea Gripen. Veja que de moderno, existem apenas duas opções ao Sea Gripen para eles. Não são más as chances não…além de que o basico e primeira fase do projeto já foi finalizada…falta é quem pague pelo prototipo fisico da fase final.

  173. Depois de ler todos os comentários, cheguei a conclusão que o melhor é fazer por enquanto apenas reformas internas, para ter um melhor aproveitamento de recursos.

    Podemos fazer apenas algumas pequenas modernizações para tentar manter a frota em operação e não perder mais nenhum navio por enquanto.

    Como foi dito pelo Dalton, já passamos por momentos ruins e nos recuperamos, e não será diferente desta vez, assim como não será a última vez. Segundo algumas fontes, a economia já tem um pequeno crescimento previsto a partir do último trimestre deste ano, no mais tardar ano que vem, portanto, vale a pena esperar um pouco e fazer pressão pela aprovação do Prosuper.

    O próprio FX-2 foi um caso parecido. Demorou? Demorou muito, mas no fim a FAB (se tudo der certo) terá um equipamento novo, de ponta, com vários benefícios incluídos. Se houvesse uma certa afobação por parte do alto comando na época, talvez estaríamos hoje gastando uma boa soma de recursos com os velhos F-16 do deserto, para que pudessem operar por no máximo 20 anos, sem nenhum benefício a nossa indústria nem compensação alguma.

    O problema da MB foi deixar a reestruturação e modernização da esquadra para muito tarde, por isto estamos onde estamos atualmente. Desde o começo dos anos 2000, poderíamos estar comprando escoltas novas a conta gotas, uma a cada 2 ou 3 anos, e assim, aos poucos, estaríamos modernizando a esquadra.

    Mas como já estamos neste nível, agora não podemos dar para trás. Se a MB se ater a comprar e modernizar escoltas de segunda mão, comprar navios apenas pelo baixo preço, e por outros motivos que poderiam “resolver” a questão, talvez o Prosuper nunca seja aprovado, e o problema voltará logo em seguida, pois teremos que substituir os escoltas velhos que compramos e gastamos para colocar em operação.

    Em resumo, o negócio é modernizar o quadro interno da MB, manter os pés no chão, esperar um pouco, fazer pressão, e assim chegaremos onde pretendemos.

  174. Srs

    Sempre que o tema é a MB ou as FA`s, a discussão sempre roda na escassez de recursos ou na adequação de um ou outro equipamento deixando-se de lado a questão fundamental: a razão de ser da MB, a segurança do Brasil.
    Como diz a constituição, resumidamente, a missão da MB é defender o país e seus interesses no mar. Isto, naturalmente é genérico e para resultar em diretrizes e ações, precisa de definições mais claras quanto a como isto deve ser feito.

    No geral, em outros países os planejadores e estrategistas avaliam as possíveis ameaças para um futuro mais ou menos distante (anos /décadas) e a partir daí definem as estratégias e os recursos necessários para fazer frente as ditas ameaças. De maneira simplista, avaliam os cenários possíveis e definem os mais prováveis adversários que terão que enfrentar se os cenários se concretizarem.
    A partir daí surgem as estratégias e a definição do porte das forças e os recursos em armas, tecnologia e pessoal.

    No Brasil, talvez por um complexo pseudo-pacifista, isto parece ser tabu, e não se vê estudos avaliando as possibilidades de confrontos futuros e possíveis adversários, por mais que o cenário externo apresente turbulências e sinais de conflitos latentes.
    As FA`s, provavelmente, devem ter tais estudos, mas parece que há um pudor em expressar a existência de qualquer possível risco de conflito para o Brasil e nada é passado para a população de tal forma que é uma crença generalizada que as FA`s existem mais como uma retaguarda da polícia e órgão de socorro em caso de catástrofes naturais.

    Se ficarmos na lógica que não há ameaças, que a MB assuma claramente o papel de uma simples guarda costeira e faça uma limpeza geral em seus meios mandando para “scrap” o A12, as escoltas, os submarinos e os navios de apoio e invista seus esforços em navios de patrulha e meios de apoio a tal função. Dado que não participará de guerras, liquide também com o CFN.

    Se, por outro lado, for entendimento que existem riscos de conflitos, que se defina as mais prováveis ameaças e, embasada nisto, que a MB trabalhe para ter os meios para cumprir seu papel constitucional.

    Provavelmente, considerando a atual realidade planetária, a conclusão será que o país está a caminho de se tornar alvo de pressões e de ameaças a sua soberania e integridade territorial devido a conjunção de fatores como o aumento da população mundial, as mudanças ambientais e as mudanças geopolíticas ora em curso. E tais ameaças só podem vir de potências militares, não dos nossos depauperados vizinhos.
    Tal expectativa, infelizmente, impõe a necessidade de uma marinha de guerra de capacidade bem maior que a atual (se ela estivesse plenamente operacional).
    Isto nos leva a necessidade de meios superior ao sonhado por muitos dos foristas, pois para a MB honrar o seu compromisso com a nação, ela precisará ter a capacidade de disputar o controle do Atlântico Sul com algum sucesso. O que leva a uma esquadra de superfície capaz de constituir pelo menos duas forças tarefas com combatentes de superfície, NAes e todo a composição de navios de apoio. E, em adição, uma força de submarinos capaz de tornar perigosos, aos prováveis adversários do Brasil, todos os acessos às áreas marítimas de nosso interesse.

    Um ponto crucial a se considerar é a questão de tempo: se prováveis ameaças só estejam no horizonte da MB para daqui uns 30 anos ou mais, há tempo para que ela se reorganize e através de investimentos bem distribuídos ao longo do tempo se prepare adequadamente.
    Porém, se o cenário sinaliza riscos de conflitos nas duas próximas décadas, a situação se complica, pois, a MB terá que adotar medidas que impliquem no aproveitamento dos recursos que já dispõe e num agressivo programa de ampliação de sua frota.

    Dada a situação financeira e o desinteresse nacional pelo tema defesa, o que fazer?

    Considerada esta realidade, as sugestões são:

    1. No ponto de vista de criar uma visão de defesa
    Promover a discussão das possíveis ameaças e sua divulgação para que a população entenda melhor a função da MB e a necessidade de mantê-la forte e em condições de cumprir seu papel;

    2. Do ponto de vista administrativo

    Reavaliar toda a estrutura operacional e administrativa da MB, aplicando o critério da prioridade máxima da MB para o seu papel de marinha de guerra. Isto implica em:
    • Rever a estrutura operacional e administrativa da MB cortando ao máximo as atividades administrativas e focando o pessoal nas funções operacionais. Hoje a MB tem um quadro de pessoal bastante elevado frente aos meios que dispõe;
    • Separar administrativamente os pensionistas e reservistas do orçamento de forma a ficar claro o real dispêndio com o pessoal ativo, com o custeio e com o investimento;
    • Reduzir o custeio diminuindo/vendendo instalações (isto deve fazer algum caixa para investimento), diminuindo OM´s e reduzindo, também, o quadro de pessoal;
    • Eliminar ou pelo menos reduzir as atividades que não fazem parte das funções de uma marinha de guerra;
    • Reduzir o pessoal mantendo um quadro onde a maioria seja para equipar os navios;
    • Focar os esforços em obter e manter meios de combate eliminando, transferindo ou deixando outras atividades como a de guarda costeira em prioridade inferior;
    • Repensar a necessidade do CFN e sua utilização, reduzindo seu efetivo ou até extiguindo-o;
    • Revisar o patrimônio da MB em instalações e vender parte dos ativos gerando caixa para investimento. Fazer isto, inclusive com as instalações na cidade do Rio, transferindo a esquadra para uma nova base alocada em um lugar de melhor qualidade de vida e menores custos para o pessoal (a nova base dos subs, talvez);
    • Investir em ancoradouros ao longo da costa para pontos de reabastecimento e abrigo temporário para os casos de dispersão da esquadra. Evitar investimentos em grandes bases que serão grandes alvos, também;
    • Incentivar a criação de empresas nacionais de cabotagem para que a MB disponha de uma fonte de navios de transporte e de marinheiros de reserva.

    3. Do ponto de vista operacional e de equipamentos

    • Priorizar o desenvolvimento do “recheio” (sistemas eletrônicos e armamentos) dos navios frente ao seu “hardware” (casco). É o caso do desenvolvimento de um AAM baseado no ADarter;
    • Esquecer as ditas TOTs que só encarecem o custo dos equipamentos concentrando os esforços e exigências na capacitação local em manutenção;
    • Concentrar primeiro os esforços de aquisição nos navios para formar as forças tarefas (combatentes de superfície, NAes, navios de apoio) e só depois alocar recursos para os navios especializados para ações de desembarque;
    • Se for expectativa que as coisas ficarão feias mais cedo, renegociar o PROSUB, reduzindo os pagamentos nos próximos 5 anos para usar o dinheiro para uma modernização das fragatas em melhor estado ou a compra de algumas usadas. Depois destes 5 anos priorizar a finalização mais rápida do casco do subnuc frente a entrega dos subs diesel elétricos. Repensar os últimos dois subs para uma eventual adoção do sistema AIP dos suecos. Indiferente da situação, manter continuidade e acelerar se for possível o desenvolvimento do reator e dos equipamentos de propulsão do subnuc;
    • Repensar os combatentes de superfície focando mais em sua capacidade de combate (armamentos e sistemas) e menos no seu tamanho para ter capacidade de expansão e maior conforto para a tripulação;
    • Investir em novas tecnologias para o combate naval (UUVs, RPVs, UCAVs, etc) e ajustar as táticas a elas. Por exemplo, UUVs podem ser usados para a caça a subs e UCAVs podem operar contra navios de superfície com vantagens sobre os helis utilizados hoje;
    • Repensar os NAes para serem de menor porte (por exemplo, um Cavour modificado). Lembrar que quantidade é um valor intrínseco. Portanto pensar em 3 unidades, o que garantiria a disponibilidade de 2;
    • Se o tempo disponível for pequeno, manter e acelerar o programa de modernização dos A4 (apertar a Embraer para sub-contratar os israelenses) e dos COD e AEW e aceleradamente fazer a revisão/modernização do A12. Neste caso, sendo pequeno o tempo, comprar ou alugar mais uns 15 TA4 do Tio Sam ou de Israel para um esquadrão de treinamento;
    • Casar o desenvolvimento do Gripen F com o de uma versão naval de forma a que esta possa começar a ser entregue junto com a versão F;
    • Discutir com os suecos e a FAB a possibilidade do desenvolvimento conjunto do F2020. Alternativamente ou em conjunto conversar com o Tio Sam para a aquisição de F35B;
    • Investir na aquisição de mísseis de cruzeiro lançáveis por submarinos.

    4. Quanto aos recursos financeiros:

    • A renovação de esquadra e sua ampliação ao porte descrito no esboço acima implica em investimentos pesados, mas o seu pagamento pode ser diluído a ao longo de mais de 25 anos. Assim, se a MB conseguisse reduzir seu custeio e conseguisse algum retorno na venda de partes dos ativos, tal investimento é perfeitamente factível.
    • É claro que o cenário atual é ruim e deve ficar pior, porém estamos falando do futuro e não do presente.

    Sds

  175. Cara, gostei…so não gostei muito do F-35…e o A-4, para mim é duvida….passava eles para os argentinos e com a grana financiava o protótipo fisico do Sea Gripen… e se fosse do MD, uma fração dos caças da FAB seria nesta mesma versão naval como reserva estratégica e diluição de custo de projeto….3 Stobar mais rusticos e com doca dispensando assim LPDs e outros anfibios….

  176. modernizar o A-12 São Paulo , não podemos perder o titulo de um dos poucos países que tem um porta aviões e o único da America latina a possui-lo .

    cortar gastos excessivos , e produzir produtos baratos como camisetas e calças e bonés e etc , comprados mais baratos e vende-los um pouco mais caros para acumular mais dinheiro , produtos oficiais da marinha e das demais forças seriam muito bacana e agradaria um bom publico .

  177. Prezados boa noite, estou de acordo com todas as opiniões mencionadas, sou descente do povo nortedeste de nosso pais, meu falecido pai em sua inocência e simplicidade fez um comentário quando eu era pequeno que dizia o seguinte “a alma do negócio é o segredo”, as pessoas envolvidas com segurança do Brasil, deveria priorizar a indústria local fortalecendo com insumos pos segurança nacional não se negocia é como dar a chave da casa ao ladrão, adquirir tecnologia comprando patentes “licenças” pode ser um atalho mas curto, ganharemos um folego de mais 20 ou 30 anos mas não autonomia, deveríamos ter uma politica local (estado) onde as três forças armadas do Brasil MESMO com o caixa baixo e em conjunto e naturalmente com um orçamento mais dilatado poderia alavancar determinados projetos ” Submarinos Nucleares”, “Porta Aviôes com propulsão Nuclear “. “Desenvolvimento de VLS” “Guerra Eletrônica” etc…

  178. Qual seria o tamanho do orçamento para a implementação dessa modernização? Como foi apresentado, o que seríamos? Uma força de auto defesa. O que sinceramente, acho que tem muito mais a haver conosco, do que uma força de projeção. Não sei se daria para interromper a essas alturas o programa prosub. Daria? E trocarmos o programa de 5 subs nucleares para digamos 8 convencionais com aips, maiores, lançadores de mísseis de cruzeiro? Na minha opinião de 12 a 16 submarinos para nós sendo metade nesse padrão já estaria ótimo. Quanto aos meios de superfície? 8 fragatas ou destroyers de uso geral em estado de arte, portadores de mísseis balísticos, de até US$ 1 bilhão, cada + 12 corvetas tamandarés um pouco maiores, 116 mts e 3.200 tons e mais 12 corvetas menores, padrão visby/suecas, e 02 LHDs, alá mistral e 2 LPDs de 165 mts, conforme modelo chinês, SEM PA! Isso seria um sonho para o futuro. Não aumentar o contingente! O Japão com esse 45 mil marinheiros e tem qual quantidade de meios mesmo? 2 ou 3 vezes o nosso, sem falar na qualidade e capacidade de combate. Então sem aumento de contingente! Repassar o orçamento para o INSS é patético. Como funciona nos outros países. Países organizados e sérios, é claro! Aonde construir? Parte em algum competente estaleiro estrangeiro, e parte aqui,para desenvolvermos know how. Parar o programa antártico? Nem pensar! Continuar demais programas que fazem parte de uma moderna força armada. Criar a guarda costeira brasileira – GCBr, e desenvolver os meios fluviais. Aquelas velharias, cá prá nós! É vergonhoso para quem um dia pensou em fazer parte do conselho de segurança daquela organização, chamada ONU. Nosso marinheiros e nosso povo, merece muito mais e melhor. Afinal estamos entre as 10 maiores economias há décadas e possuímos muitas universidades entre as melhores do mundo. Mas…

  179. Primeiro, não temos dinheiro. Segundo, não temos dinheiro, terceiro, não temos dinheiro.
    Rever necessidade de pessoal não embarcado diminuindo o máximo possível. Desvincular os soldos do pessoal da reserva dos orçamentos militares, talvez criando-se uma secretaria no MD, criando-se assim orçamentos reais. Cortar CFN pela metade. Não queremos projetar nosso “poder” além mar, mas só garantir nossa defesa e soberania. Manter modernização Tracer REVO e dos AF-1 incluindo misseis anti navio, pois modernizados podem ser de grande valia a um custo muuuuito baixo. Para evitar polemica e fadiga SUSPENDER temporariamente a modernização do A-12 mantendo-o em doca seca. Manter o prosub. Sem NAe diminui-se a necessidade de escoltas 6000ton então suspender temporariamente tais escoltas. Abandonar novos Amazonas. Construir doze cascos Tamandaré, porem com armamento e sensores para patrulha e com disponibilidade orçamentaria futura converte-los em verdadeiras corvetas a um ritmo de dois, três por ano, conforme possível. Teríamos assim patrulhas com possibilidade de futura conversão

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