Após meses de turbulências e cancelamentos de contratos, a Transpetro inicia o ano com boas perspectivas. A estatal recebeu no início de janeiro o navio gaseiro Barbosa Lima Sobrinho, entregue pelo estaleiro Vard Promar, em Pernambuco. A embarcação, que possui capacidade para transportar 7 mil m³ de gás, é a primeira a ser totalmente construída no estaleiro e integra o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro.

Esta é a segunda unidade entregue pelo Vard à subsidiária da Petrobras, que continua dando fôlego à renovação de sua frota marítima. A entrega, realizada nesta sexta-feira (8 de janeiro), foi anunciada hoje em comunicado da empresa norueguesa, que entregou o primeiro gaseiro em julho do ano passado.

Apesar da operação bem-sucedida, no entanto, o momento é de dificuldades na relação entre as duas companhias. No último mês de dezembro, a Transpetro cancelou dois contratos para a construção de embarcações no Vard Promar, sob alegação de que houve descumprimento de cláusulas. Em comunicado, a Vard afirmou que irá pedir compensação da empresa por danos relativos à anulação do acordo.

De acordo com a estatal, o processo de rescisão dos contratos já foi iniciado. No total, a Transpetro contratou oito navios do estaleiro como parte do Promef, em 2010. A estatal conta atualmente com 11 navios do programa já em operação.

FONTE: Jornal Dia a dia, via Portos e Navios

9 COMMENTS

  1. Belo vídeo.
    Segurança Jurídica + Tributária + Empresarial = ZERO.
    Conheço esses “caras”, são sérios. Vão acabar dando no pé ….

  2. Seria um estaleiro perfeito com porte para os navios do PROSUPER, seria um bom incentivo que o governo daria a indústria naval e focando na geração de empregos.

  3. Sem dinheiro devido a desfalques, preço do petróleo em baixa histórica, demanda interna decrescendo devido aos altos preços da gasolina bobada pelos impostos e congelamento de preço.
    Marinha e todo setor naval vai amargar com sucateamento e estrangulamento, espero q não morram de vez

  4. As pessoas não sabem o que falam, quer construir navios no Brasil temos que reformular to a forma de construção naval hoje empregada no Brasil.
    Não adianta construir estaleiros aqui, ali que não da ceto. Eu ja trabalhei em estaleiros e velo como a ótica brasileira esta mal formulada.

  5. Alguém precisa ver o que está errado com os estaleiros se é que há.
    Primeiro tem que ter conhecimento.
    Segundo tem que ter alguém com dinheiro para instalá-los..
    Terceiro, ha que haver alguma demanda “garantida” pois não é igual barraca que monta e desmonta do dia para a noite.
    Por último e mais importante, ver porque nos EUA, Japão, Coreia e China fabricam a custos que permitem a venda e aqui aparentemente são caros…
    Mais tecnologia? Maior volume? Mais qualidade dos produtos de modo a permitir produtos diferenciados?

  6. Nonato 22 de janeiro de 2016 at 0:58
    Colega minha humilde sugestão:
    Pesquise o assunto, a leitura é razoavelmente simples !

  7. Peço licença ao Colega:
    “MarcelloASM 21 de janeiro de 2016 at 1:07
    Que o “renascimento” da Industria Naval brasileira iria cedo ou tarde fracassar já estava definido quando de seu início.
    Este “renascimento” estava fundamentado em apenas 1 cliente, a Petrobras, que iria supostamente adquirir 50 navios (petroleiros e gaseiros) e 26 ou 28 navios sonda para o pré-sal.
    E, baseado nestas suposições, ou melhor, sonhos delirantes, 5 super megas hiper estaleiros foram criados da noite para o dia juntando empresários incompetentes no ramo e corruptos de plantão. Nem mão de obra capacitada existia na época tanto que me lembro que alguns estaleiros foram buscar no Japão brasileiros experientes em soldagem que haviam migrado em busca de melhores condições de emprego. Lembro, também, que muitos dos soldadores daquele estaleiro de Pernambuco eram ex trabalhadores em canaviais que receberam um curso expresso de soldagem e foram alocados imediatamente no trabalho. Obvio que louvo a possibilidade de ascensão profissional destes trabalhadores mas não se aloca profissionais ainda inexperientes em trabalhos desta responsabilidade. Claro que isso não ia dar certo e os problemas do navio João Cândido foram resultado direto disto.
    Mais uma vez, aquilo que poderia ter sido uma grande oportunidade, foi jogada no lixo pela absoluta falta de planejamento, pelos sonhos delirantes dos “nossos governantes” e pelos corruptos de sempre.
    O grande mal do Brasil, e isso independe de qual governo está de plantão, e “se achar” o máximo do pedaço e querer queimar etapas, passando da Idade da Pedra às Viagens Espaciais em um único salto.
    Exemplos existem em quase todas as áreas e, na área militar, cito apenas o caso dos submarinos franceses e do submarino nuclear. Queimou-se todo um acordo que vinha dando resultados práticos, o acordo com a Alemanha que já tinha permitido a construção local de 04 dos 05 submarinos atualmente em operação.
    Este “sonho” também vai fracassar pois não se viabiliza um estaleiro do porte do que esta sendo construído em Itaguaí com a encomenda de apenas 04 ou 05 submarinos convencionais e 01 ou 02 nucleares. Será mais um elefante branco deixado de herança para as futuras gerações.
    E isso não tem nada a ver com a qualidade do produto francês mas com o formato do negócio em si.
    Melhor teria sido deixar o Arsenal da Marinha produzindo 01 submarino convencional novo a cada 02/03 anos, mantendo uma equipe treinada e capacitada para tal e permitindo projetos nacionais de melhorias do original alemão além da nacionalização de materiais.
    Quanto ao submarino nuclear acho que o Brasil deveria buscar ter alguns mas dentro de um desenvolvimento realista de uma tecnologia própria e não desta forma aloprada. O casco é bem menos importante do que o reator em si que ainda nem existe.
    O que poderia ter acontecido, mas não aconteceu, pode ser visualizado neste artigo:
    http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=1478:catid=28&Itemid=23
    Abraços,”
    220 % de acerto.

  8. Cara vi muitos ex cortadores de cana dar show na solda no navio Barbosa lima sobrinho eu inclusive vi muitos baianos levando vexame com carteira esquentada, e os capixabas metidos com o chicote na mão sem saber nem ler um projeto. Tinha muitos profissionais competentes e dignos.
    Conclusão, esse navio foi mão de obra 80% pernambucana e o teste de mar disse tudo nota 1000.

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