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Projeto preliminar do submarino nuclear brasileiro é concluído com sucesso

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Concepção do submarino com propulsão nuclear Álvaro Alberto

O Projeto Preliminar do Submarino com Propulsão Nuclear Brasileiro (SN-BR) foi concluído, com sucesso, em janeiro deste ano.

O Projeto está sendo conduzido pelo Corpo Técnico de Projeto (CTP), no Escritório Técnico de Projetos (ETP) da Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (COGESN), localizado nas dependências do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), subordinados à Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha. Na parceria com a França, a Empresa francesa “DCNS” tem, como uma das atribuições contratuais, a Transferência de Tecnologia (ToT), em Projeto de Submarinos, exceto ao que se refere à planta de propulsão nuclear, cuja responsabilidade é, exclusivamente, da Marinha do Brasil.

Ressalta-se que, no escopo da ToT, a DCNS transfere know how quanto ao Projeto de Submarinos, além de prover Assistência Técnica, Suporte e Capacitação ao CTP, por meio de treinamento e transferência de documentação técnica de referência.

O CTP conta, hoje, com, aproximadamente, 200 integrantes, entre militares (Oficiais e Praças) e Funcionários Civis da Empresa “Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A.” (AMAZUL), nos níveis de ensino superior e médio, dos quais 59 receberam treinamento em Projeto de Submarinos e Apoio Logístico Integrado (ALI), tanto na França, quanto no Brasil.

A conclusão do Projeto Preliminar foi validada pela DCNS e os seus resultados demonstraram a viabilidade e a exequibilidade do Projeto Final do SN-BR. O sucesso evidenciado ao término dessa Fase traduz um importante marco para a Marinha, transmitindo a confiança necessária para o prosseguimento das Fases subsequentes, quais sejam: detalhamento e construção do SN-BR.

FONTE: MB

9 COMMENTS

  1. o nosso sub nao lançará misseis na vertical ??
    so vi os tubos de torpedo…
    ou esse “desenho” eh meramente ilustrativo??

  2. Mísseis podem ser lançados pelos tubos de torpedos. Mísseis na vertical em geral são exclusivos para mísseis de cruzeiro contra alvos em terra e eles só são eficazes se adquiridos e operados às centenas. A USN tem 4000 Tomahawks e ainda assim sua utilização é limitada para determinados cenários muito específicos. Uma dúzia de mísseis cruise não acrescenta em nada para a MB em termos de flexibilidade e poder de fogo mas complica e encarece o primeiro submarino nuclear brasileiro que de se ater a ser uma arma de negação de área e não de projeção de poder.
    A arma básico de um submarino é o torpedo e mesmo mísseis antinavios lançados de TTs são um luxo que não precisamos.

  3. Bosco,
    vc matou a minha duvida… eu pensava que qq míssil poderia ser disparado na vertical, num sub…
    mas se eu nao me engano, tem maquete do sub nuclear brasuca com “silos” verticais…
    em qual maquete podemos acreditar ??

  4. Wolf,
    Até agora no Ocidente tubos verticais em submarinos de ataque só serve para lançar Tomahawks mas não há nada que impeça que sejam utilizados para mísseis de cruzeiro ou mesmo mísseis antissubmarinos. Só não é comum no Ocidente.
    Já a Rússia utiliza lançadores verticais em seus submarinos de ataque para também lançar mísseis antinavios, aqueles grandões supersônicos que não poderiam ser lançados de tubos de torpedos por serem gigantescos. A lógica é que sigamos o conceito ocidental.
    Vale salientar que só os EUA têm uma real capacidade de projeção de poder utilizando mísseis cruise. A Grã-Bretanha e a Rússia têm uma capacidade marginal, servindo mais de pirotecnia, propaganda e intimidação psicológica que com tendo valor real de combate e outros países só estão introduzindo esse conceito agora e portanto, engatinhando nessa capacidade.
    Vale salientar que os submarinos de ataque britânicos não têm tubos verticais e lançam seus Tomahawks dos tubos de torpedos.

  5. Horatio,
    O problema de dotar submarinos com mísseis antinavios é que hoje, com o alto nível de defesa que os navios têm, é conveniente adotar uma tática de saturação para ter certeza que o alvo será neutralizado. A prática no Ocidente é levar não mais que 4 mísseis antinavios o que no máximo dá pra um alvo protegido. Ou seja, é muita vela boa pra defunto ruim. Melhor levar mais 4 torpedos pesados que têm muito mais chances de sucesso, claro, havendo a necessidade de se aproximar mais do alvo e portanto, se por em maior risco.
    Tanto é assim que americanos e britânicos já não levam mais mísseis antinavios a bordo de seus submarinos. Isso pode mudar se adotarem no futuro o LRASM, que aí volta a valer a pena já que a capacidade de penetração de um míssil individual frentes às defesa antimísseis aumenta.
    Ou então fazer como os russos que levam duas dúzias de mísseis antinavios, mas esse conceito não é utilizado no Ocidente ainda. http://1.bp.blogspot.com/-VkIkBrHNCNM/TyLkQ35bLlI/AAAAAAAAB5s/2GFyNdD5KcI/s1600/2+granit+omsk.jpg

  6. Que lindo!
    Pensei que poderia ser prejudicado o projeto, após a saída do Othon.
    Fiquei com medo de acontecer o que aconteceu com o programa espacial brasileiro,
    altamente sabotado!

    Muito bom que vocês superaram a corrupção!
    Torcendo muito por vocês!

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