Home Acidentes Navais ARA San Juan: buscas se concentram entre 200 e 1.000 metros de...

ARA San Juan: buscas se concentram entre 200 e 1.000 metros de profundidade

3449
25
ARA San Juan

24/11/2017 — Última coletiva do dia do porta-voz da Armada

Por volta das 19h desta noite, o porta-voz da Armada Argentina, capitão Enrique Balbi, deu a conferência oficial através de uma nova coletiva de imprensa no Edifício Libertad.

Lá, ele declarou mais uma vez que todos os esforços para buscar e localizar o submarino ARA “San Juan” continuam, mas que até agora não conseguiram localizá-lo. Ele também mencionou que a meteorologia continua boa por enquanto, e é por isso que o busca marítima é mais eficiente.

Mais tarde, ele anunciou que o avião russo Antonov An-124 pousaria na cidade de Comodoro Rivadavia esta noite, onde levará a cabo uma escala técnica de reabastecimento, e depois continuará para a cidade de Ushuaia, onde transportará um volumoso equipamento de detecção subaquática, que será embarcado no aviso ARA “Islas Malvinas”, que depois irá para a área de buscas.

O capitão Balbi também explicou que no epílogo deste fim de semana, o navio de exploração científica russa “Yantar” também será adicionado às operações, com uma grande capacidade de exploração subaquática e com material que complementa o equipamento que vem de avião.

Ele também destacou em relação à área varrida que “foi subdividida em áreas de 10 × 10 milhas para os navios que realizam a varredura de multi-feixe em relação ao fundo. Esta área de incidência cobre entre 200 e 1.000 metros de profundidade “.

Finalmente, ele comentou que o navio “Sophie Siem” da empresa Total está pronto para navegar com o mini-submarino de resgate dos EUA e destacou a tarefa de modificar o casco que foi realizado sem descanso em Comodoro Rivadavia.

ARA San Juan – local aproximado da explosão fica no início do Talude continental, onde a profundidade varia de 200 a 1.000 metros

FONTEgacetamarinera.com.ar

25 COMMENTS

  1. A esperança é a última que morre! Aqui na minha terra, não desistimos e ainda dizemos – quem morre de véspera é peru.

  2. Prezados senhores, sou leigo, porém acompanhei através desta página o drama e a dificuldade da Marinha Brasileira em localizar o piloto e dá aeronave A-4 Skyhawk que se acidentou recentemente. Agora, vejo a enorme dificuldade que diversas marinhas estão tendo no cado do submarino argentino. Então, pergunto como leigo, o que seria necessário para que tal dificuldade pudesse ser minimizada, evitando a perda de mais vidas, em acidentes similares… Os atuais meios que a nossa marinha detém são suficientes para estas situações.

  3. Duvida para os especialistas, como todo este equipamento e tanta gente envolvida da pra cravar que eles acham ele , seja dentro de meses ou semanas ? Eu como leigo , lendo sobre profundidades de ate 1.000 mts tenho a impressão de ser algo quase impossível.

  4. Para essas profundidades na região estão os equipamentos norte-americanos embarcados em navios argentinos e a caminho o K-11 (inclusive com sub de operação remota) para profundidades até 300 m e o navio russo que podem investigar até 6000 m. Creio que agora é com eles. Vamos ser positivos de forma que encontrem logo o SJ e consigam dar a todos e em particular às familias dos tripulantes do sub a certeza de um final digno para seus entes queridos. À Tripulação do K-11, sorte, ventos brandos e que Deus os acompanhe. Nossa contribuição e apoio aos irmãos argentinos. Sigamos em frente.

  5. Alguém já disse que a humanidade conhece mais o espaço exterior, as estrelas e galáxias, do que o espaço interior, os oceanos.

    A vastidão dos oceanos, as grandes profundidades, as correntes marinhas e os diferentes tipos de fundo dificultam muito as missões de busca a aeronaves e navios acidentados no mar.

    Muitos navios, submarinos e aeronaves desapareceram para sempre e alguns foram encontrados anos depois.

    Esperamos que esse não seja o caso do ARA San Juan.

  6. Antonio Ferreira 24 de novembro de 2017 at 22:20
    Caro Antonio
    Fui um critico da MB por não terem encontrado o A4M no mar de Saquarema e admito que fui muito afoito por desconhecer as dificuldades e características da região ( correntes marinhas locais, presença de camada espessa de lodo apesar de não tão profundas quanto as da região onde o SJ desapareceu), associadas ás pequenas dimensões do A4 dificultaram a localização. Quanto aos meios existentes na MB entendo serem insuficientes para as operações com os submarinos que entrarão em operação no futuro, incluindo o nuclear e imagino que o Comando da Marinha do Brasil tenha considerado essa nova realidade que se apresentará no que se refere a novos equipamentos e consequentemente novas doutrinas.

  7. Algum colega tem alguma informação sobre a chegada do K-11 na região de buscas? Pelas estimativas de 4 dias atrás deve chegar por lá amanhã. Procede?

  8. Achar o submarino agora onde há indícios de ter havido forte explosão e depois de passado tanto tempo é tarefa quase impossível. Antes havia chances por conta de possíveis sobreviventes enviarem sinais, batendo no casco, agora, não existem instrumentos eficazes para achá-lo.
    E se estiver a profundidades maiores que uns 300/400 metros, nem o MAD funciona.
    Vale salientar que o MAD não é um sensor de procura, de busca, mas de confirmação, portanto, mesmo que o submarino esteja dentro do seu alcance ainda assim é pouco útil.
    A única forma agora seria varrer o oceano com sonares de alta definição e confirmar o contato com ROVs. Isso pode levar semanas, meses, anos… ou mesmo, nunca.

  9. Alexandre Galante 24 de novembro de 2017 at 22:30

    Só para fazer um adendo no seu brilhante pensamento Galante, eu postei aqui sobre o documentário do cineasta John Cameron (sobre as fossas Marianas). O fundo dos oceanos nunca teve o cuidado de ser devidamente explorado, e traçando um paralelo com ao San Juan, o mais difícil de se imaginar… Como ficaram esses corpos depois da explosão. Centenas de animais marinhos na área, nem vou detalhar esse assunto pois não precisamos detalhar isso aqui, mas fico imaginando o que o governo Argentino devolverá para essas famílias e parentes para serem sepultados… Muito triste e dramática essa situação. Uma verdadeira tragédia em tempos paz.

  10. luiz antonio 24 de novembro de 2017 at 22:42
    Caro Antonio
    Fui um critico da MB por não terem encontrado o A4M…
    Grato pela resposta!

  11. Parece que o porta voz leu minhas mensagens.
    Queria informações mais detalhadas… Pelo menos disse que navio fica com 100 milhas quadradas

  12. * cada navio. Só não explicou se são aqueles com minissubmarinos, quantos são, se o momento é só para varrer o fundo do oceano…
    Ou se ainda procuram na superfície ou se só no local da suposta explosão ou implosão…

  13. Nonato 24 de novembro de 2017 at 23:08
    Veja o comentário do Bosco. O que ele disse provavelmente será feito com a utilização do equipamento norte-americano embarcado no Sophie Siem, do K-11 da MB e do Yantar da Marinha Russa. Vamos confiar.

  14. Nonato,
    ROVs e minisubmarinos tripulados só são acionados se um sonar detectar a presença do submarino por imagem. Eles vão com “endereço” certo para confirmação e exploração e não varrem nada.

  15. Depois da notícia da explosão, todos só falam na busca do submarino submerso no abismo. Mas que explicação se dá aos vários avistamentos de flares? E os botes salva-vidas que foram encontrados vazios, como se explica? Para mim, parte da tripulação deste submarino conseguiu escapar do naufrágio e seus botes foram dispersados pela tempestade. Alguns faleceram durante a tormenta, talvez caindo dos botes por causa das ondas (o que explicaria os botes vazios), outros continuam lutando pela vida, à deriva, lançando os pirotécnicos que foram avistados.

  16. Isso tudo me faz pensar como aquela equipe particular localizou o submarino alemão afundado na segunda guerra no litoral de SC. Creio que tenha sido o U-513.

  17. As buscas pelo USS Scorpion, pela bomba nuclear que caiu no Mediterrâneo perto de Palomares e pelo K-129 demoraram meses, mas foram encontrados. O Submarino Israelense Dakar foi encontrado depois de décadas e diversas expedições, e o submarino Francês Minerve jamais foi encontrado.

    Scorpion e K-129 sei que foram encontrados após seus acidentes terem sido gravados por estações do SOSUS e suas posições aproximadas trianguladas à partir dessas informações, de maneira bastante parecida com o que ocorreu com o San Juan. Resta saber se vão ter como bancar as buscas. É um processo bem lento e demorado, mas não é impossível.

  18. Não existe meio mais adverso que as profundidades extracontinentais: a pressão, o frio intenso, o excesso de salinidade e as características morfológicas do solo de fundo tornam extremamente complexa qualquer abordagem. Sonares de alta sensibilidade são o melhor – senão único – meio de lidar com essas condições, mas também não são infalíveis – funcionam muito bem em solo plano, mas num ambiente acidentado – que é o caso da região onde o ARASJ se perdeu – as diferenças sobrepostas de perfis é uma dificuldade a mais. É minha a mesma dúvida de alguns postistas – como é que, nessa conjuntura, ROVs e batiscafos poderão ajudar, já que não servem para varredura subaquática.

  19. Alexandre Galante 24 de novembro de 2017 at 22:30
    Alguém já disse que a humanidade conhece mais o espaço exterior, as estrelas e galáxias, do que o espaço interior, os oceanos.

    Doze homens foram a Lua e só dois desceram a maior profundidade conhecida no batiscafo Trieste. Só isso já diz tudo Galante. Sds.

  20. Durante a segunda guerra mundial foram construídos 1167
    Submarinos u boatos pela Alemanha. Desses pelo menos
    648 estão no fundo do oceano Atlântico. Nove estão na costa brasileira.A grande maioria desses jamais foram
    Localizados. Pelo menos 25000 submarinistas perderem
    A vida. Muitos desses u boatos foram afundados por minas
    Navais. Os submarinos são armas de guerra terríveis. Tanto
    Para os inimigos quanto para os que os tripulantes
    Lamentável pela perda de vidas. Possivelmente não será o último. O mundo continua a construir esse tipo de arma que
    Como qualquer outra só pode produzir mal a todos. Todos
    Nos sentimos muito pelas famílias dessas pessoas que esperam pelos seus filhos e amigos., tv

  21. Audax 25 de novembro de 2017 at 13:31
    “Doze homens foram a Lua e só dois desceram a maior profundidade conhecida no batiscafo Trieste.”

    Três, James Cameron desceu solo em 2012 no Deepsea Challenger.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here