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A história do submarino nuclear brasileiro antes do Prosub

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No final do ano de 2009, pouco tempo após a assinatura do contrato do Porsub, o Poder Naval escreveu dois posts contando a história do programa do submarino nuclear brasileiro (SNB). Um programa que teve seus altos e baixos e que se arrastou por décadas. Como naquela época o site não estava aberto para comentários e como o tema tem despertado interesse dos leitores atuais, decidimos reeditá-los.

29 COMMENTS

  1. Acho que com altos e baixos nosso sub vai sair, devemos sempre levar em conta os problemas políticos, a “”boa”” vontade dos nossos congressistas, os cortes de verbas, os nossos orçamentos aprovados nunca são reais, então entre assinatura é comissionamento levamos sempre mais de 10 anos, a tecnologia fica defasada. Infelizmente estamos no Brasil mar territorial é coisa.que se aprende nas escolas, mas, Brasília não pensa, o dia que pensar teremos realmente forças armadas.

  2. O Prosub e o Riachuelo ganharam destaque e carinho dos comentaristas porque provavelmente nenhum veículo no Brasil fez ou faz uma cobertura tão detalhada e tão aprofundada. São vídeos, fotos, depoimentos, informações, debates.

    O Poder Naval acertou em cheio.

    As postagens permitem olhar para dentro do país e para fora. É possível comparar o que temos e o que nos falta. Metalurgia, comércio exterior, gestão, defesa, estratégia, táticas, pensamentos, empresas, produtos, pesquisa, compras, vendas, desenvolvimento, resultado. Pouco tem faltado.

    É fundamental dominar a propriedade industrial e intelectual dos submarinos. Se importamos componentes, se a MB desenvolve fornecedores, se o custo sobe, se os contigenciamentos estressam, se a política pequena atrasa, tenho certeza que a MB supera. Demora mais, infelizmente.

    Penso que os assuntos de defesa da forma como são editados e comentados aqui poderiam construir um documento nacional não com os olhos de governo nem de estado, mas com a visão crítica de quem trabalha pesquisando, investigando e informando.

    Eu não tinha todo o horizonte da complexidade e da confidencialidade de um projeto como o Prosub. A cada dia me convenço mais que somente as pessoas levarão esse país ao seu destino. Não a política.

    Levem o tempo que levar, nós vamos conseguir. Vivas a todos vocês que trabalham pelo Prosub e pelos projetos de defesa.

    • Mk48,
      Até onde sei, para essas intervenções usa-se reservas internacionais, que servem para isso mesmo, e não dinheiro do tesouro, assim a comparação com investimentos no Prosub, teoricamente, não se justificaria. Mas posso estar errado, evidentemente. Pesquiso História Econômica, mas não necessariamente consigo ficar ligado em tudo que ocorre no tempo presente da economia…

      • Nunão,

        Minha modesta opinião é que independentemente do dinheiro gasto nas intervenções do BC , sendo do Tesouro ou não, é dinheiro do Governo Brasileiro.

        • Já que você se revoltou tanto com a política do Banco Central, com certeza deve ter conceitos melhores de gestão cambial e financeira. Por favor, nos apresente.

          Indo por este caminho, obviamente você tem total certeza que seria melhor para a sociedade brasileira mais “dois PROSUBs” do que os resultados alcançados pelas ações tomadas pelo BC.

          Vamos viver de Sol, amor e submarinos a partir de hoje…

          • Prezado Rafael,

            Eu acho que houve um problema de interpretação de texto, de sua parte.

            Eu trouxe uma informação apenas para comparação : O custo do projeto x o custo das intervenções do BC, no mesmo tempo.

            Poderia ter trazido o valor das importações de diesel em 10 anos ou talvez do custo de construção de um estádio de futebol.

            Não há nenhuma revolta (?!) ou crítica com a política do BC.

            Leia mais atentamente os textos antes de fazer uma crítica, vai por mim.

            Abs.

          • Se tivesse trazido a comparação com gastos em eventos esportivos; repasses para ‘ações’ culturais; etc, eu teria até apoiado. Mas antes de cobrar interpretação, faça ponderações coesas.

            Você aglutinou dois temas que em absolutamente nada se comparam, como os demais comentaristas também apontaram.

          • Prezado,

            Você continua errado na forma e conteúdo de sua critica e agora procura respaldo em outros comentários.

            Não quero nem preciso de seu “apoio”.

            Escrevi e vou continuar a escrever o que acho pertinente.
            Se você acha que o que escrevi está errado, critique de forma civilizada ou ignore.
            Abs.

    • Srs
      Jovem Mk48
      Apenas para informar:
      O contrato do PROSUB com os franceses foi de 6,7 bilhões de euros, o que representa, a preço de hoje cerca de 30 bilhões de reais. Se considerarmos os aditivos para o estaleiro, o valor chega na faixa de 35 bilhões de reais. E este montante não envolve os custos com o reator e o sistema de propulsão do subnuc.
      Sds

  3. Excelente resgate histórico. É fantástico o nível de gestão de conhecimento proporcionado pela internet, e muito bem manuseado pelo Poder Naval.
    .
    Interessante que, pelo que hoje se sabe, parece ter faltado, no planejamento inicial, um projeto: o que trataria das instalações nucleares necessárias à operação do SubNuc (o complexo radiológico da base naval). Talvez se tivesse existido tal projeto, o projeto do nosso complexo radiológico não precisasse ter sido contratado no âmbito do ProSub, reduzindo os seus custos e incertezas. Mas é perfeitamente compreensível: como se tratava de algo mais para o final do programa, e os recursos eram escassos, não justificava gastar com esse item.
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    Agora, é esperar a “paulada” que vai ser o custo do complexo radiológico, que ainda está em projeto básico, podendo haver acréscimos no valor previsto.
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    Ressaltar também que já temos (ou pelo menos devemos ter, pois diversos cursos e treinamentos já foram feitos no exterior) pessoal de engenharia qualificado para projetar o SN-BR, que teve o projeto básico concluído. O projeto detalhado parece ainda não ter iniciado. Muitas vezes se fala aqui que no ProSub adquirimos um casco de submarino nuclear, mas na verdade me parece que adquirimos a tecnologia para projetar o submarino, e depois a sua construção. Não estamos pegando um projeto francês pronto.

    • “Agora, é esperar a “paulada” que vai ser o custo do complexo radiológico, que ainda está em projeto básico, podendo haver acréscimos no valor previsto.”

      Nilson,

      Em matéria anterior isso já foi abordado. Considerando o Prosub como um todo, a alteração para mais no custo total, em relação ao orçado inicialmente, foi de 15 a 20%, segundo informações prestadas pela Marinha em coletiva de imprensa à qual o Poder Naval estava presente:

      http://www.naval.com.br/blog/2018/02/22/submarino-riachuelo-coletiva-de-imprensa-e-mais-detalhes-sobre-o-inicio-da-integracao/

      • Nunão, estes acréscimos de 15 a 20 % são os já incorridos. Transcrevo a parte do relatório do Acórdão TCU nº 2952/2013 – Plenário que prevê ampliação de gastos no complexo radiológico:
        “268. … Ressaltamos, ainda com respeito ao projeto básico global recém concluído, que não há definição precisa dos custos de “equipamentos, obras e sistemas para o complexo radiológico”, estimado em R$ 897 milhões. Não se afasta, portanto, novos acréscimos ao custo global, dada a imprecisão dessa parte da obra”…
        .
        Esse projeto básico global foi o que gerou o acréscimo no custo do EBN. E segundo o TCU ainda não contempla o custo definitivo do complexo radiológico, somente o estimado no projeto conceitual inicial.
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        Independente disso, como já manifestei diversas vezes, entendo que o ProSub tem que continuar, inclusive com encomendas pós-ProSub. E imagino que o projeto definitivo do complexo radiológico vai ser bem analisado pela Marinha, para que seja pago o preço correto, seja inferior ou superior aos 897 mi estimados.

        • Nilson,
          Um lado é a visão do TCU.
          Outro lado é a visão da MB.
          Só no futuro se vai saber qual chegará mais perto do real, mas o acréscimo de 15 a 20%, informado na coletiva de imprensa, é a posição da Marinha sobre o tema, levando em conta todos os custos.

      • Aguardaremos ansiosamente, Poggio. O complexo radiológico é um item totalmente inovador para o Brasil, deve despertar grande curiosidade.

  4. Acredito q um problema, e ao mesmo tempo vantagem, na demora do Sub estar concretizado é o desenvolvimento tecnologico q está muito rápido.
    Quando algo nosso está quase pronto, se descobre ultrapassado e temos q continuar correndo.
    Mas, a vantagem é q não lançamos algo já ultrapassado.

    Nisso tudo temo a sorte de não termos ameaças tão perto e próximas de acontecer.

  5. “Sem permissão para visualizar rascunhos.”, tanto no “O mais longo dos programas. 1” quanto no “O mais longo dos programas. 2”.

  6. Desculpem o off-topic em relação ao post mas não em relação a alguns comments:
    Ontem, dia 14/06/18, o Banco Central injetou mais 5 bilhões de dolars para conter a alta do mesmo.

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