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Porta-Helicópteros Multipropósito Atlântico recebe nome na popa

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Novos fotos do Porta-Helicópteros Multipropósito Atlântico (ex-HMS Ocean) na Base Naval de Devonport em Plymouth, no Reino Unido, mostram que o navio já recebeu o nome “ATLÂNTICO” na popa.

Em foto divulgada em 9 de junho, o Atlântico já tinha ostentava seu indicativo visual A140 no costado.

O porta-helicópteros e navio-capitânia HMS Ocean da Royal Navy, conhecido como “Mighty O”, foi desativado no dia 27 de março de 2018 na Base Naval de Devonport, em Plymouth.

A Marinha do Brasil pagou £ 84 milhões pelo navio e as companhias Babcock e a BAE Systems estão realizando as mudanças necessárias antes da transferência.

O PHM Atlântico será incorporado à Marinha do Brasil em 29 de junho e depois passará pelo Flag Officer Sea Training (FOST), um programa da Royal Navy que provê o treinamento operacional no mar para todos os navios de superfície, submarinos e auxiliares, sendo ministrado por uma dedicada equipe de especialistas da Marinha Real.

48 COMMENTS

  1. Discreto, o nome do navio não faz se necessário destacar se tanto quanto ao alfa numérico. Ainda acho que está precisando de mais uma mãozinha de tinta.

    • Concordo. Horrível. Feio. Não dá para ler. Branco sobre cinza. No alfanumérico, há um contraste (sombra) preto…
      Para ficar feio melhor não colocar.

      • Nonato,

        O padrão da MB é esse e não é de hoje e se não me engano o de muitas outras marinhas também.

        Honestamente não vejo necessidade de dar maior destaque ao nome, como é dado ao indicativo.

        • Nonato,
          O nome já foi, no passado, preto sobre cinza.
          Há um bom tempo é branco sobre cinza.
          Na Marinha Italiana indicativo é vermelho, mas o nome é branco com contorno vermelho sobre cinza.
          No antigo Egito era hieroglifo colorido, deveria ficar bonito, mas acho que o navio não era cinza.
          Na Marinha Grega era um olho grandão sobre madeira, creio que não havia tinta cinza.
          Mas se o navio queimasse, virava tudo cinza.

          • Espero contribuir com a discussão. O meu nome em minha CDH está em preto sobre fundo verde. Como sou corinthiano, acho horrível. Poderia ser sobre fundo branco (riso).

          • Camargoer, como eu faço então? Sou tricolor o único, temos o verde e branco, mas também o encarnado, acho que ficaria bonito, tanto no documento quanto no navio!!!! Ahh sim, o encarnado nada tem a ver com partidos de esquerda e sim o sangue derramado nas batalhas, seja em guerra ou do dia a dia. abração e st4

          • “Nonato,
            O nome já foi, no passado, preto sobre cinza.
            Há um bom tempo é branco sobre cinza.
            Na Marinha Italiana indicativo é vermelho, mas o nome é branco com contorno vermelho sobre cinza.
            No antigo Egito era hieroglifo colorido, deveria ficar bonito, mas acho que o navio não era cinza.
            Na Marinha Grega era um olho grandão sobre madeira, creio que não havia tinta cinza.
            Mas se o navio queimasse, virava tudo cinza.”

            TUDO que eu precisava saber sobre indicativos navais… depois de ler esse comentario meu Domingo está “Perfeito” :o)

  2. Não sou entendido no assunto, mas vi que os ingleses iriam retirar um tipo de radar do navio. Afinal de contas, ele foi retirado ou não?

  3. Não me canso de elogiar a comissão que analisou a compra deste navio, conforme falei antes nos últimos anos fizemos grandes aquisições de oportunidades, podem não resolver todos os problemas da MB, porém, consegue manter ela operacional, sem que venha ser uma força desprestigiada a nível mundial. Parabéns.

  4. ARTISAN 3D fica !!!!
    CIWS sai !!!
    Indicativo no costado e nome na popa !!!
    Iniciar-se-á o treinamento para vinda para sua nova sede !!!
    Em Agosto veremos o Atlântico entrando na boca da barra da Baia de Guanabara no RJ.

  5. Aqui se retOca a pintura. Mas que venha logo. Precisamos de uma injeção de animo com essa nova aquisição para a MB. Espero que abra caminho para mais umas escoltas de oportunidade. Uma andorinha só não faz verão.

  6. Sinceramente, eu não sei aonde que neguinho acha que o navio ta mal pintado, aliás essa coisa do brasileiro de “eu sou pobre mas sou limpinho” é muito irritante! é tudo só aparência, fica nessa obsessão por estar pintadinho bonitinho e por dentro tudo ferrado (não estou falando do Atlântico nesse caso…)
    Não é a toa que sempre que o brasil faz exercícios com os gringos, os caras falam “a MB deve ser muito rica, pois vcs tem dinheiro pra gastar com tinta, a gente não pode se dar a esse luxo” e realmente vc vai olhar um navio da USN de perto e aquilo não vê uma tinta há anos, mas os sistemas estão todos lindos e funcionando perfeitamente…

    • marcelo… é porque a US Navy se prepara para guerra 24 por 7… porque eles precisam… enquanto que a nossa querida e amada Marinha Brasileira é mais para Inglês ver… desfile etc… porque a probabilidade de guerra para nós a curto ou médio prazo, graças a Deus, é pequena …. assim desde que suas tripulação sejam bem treinadas e pronto para agir em uma emergência, sinceramente assim tá bom…. navio bonito é navio feliz 🙂

    • Os navios da US Navy normalmente estão em “comissão ” de vários meses mundo á fora , longe de sua base , e sem tempo para certo tipos de manutenção por isto apresentam uma certa aparência de desgaste; quando em sua base , eles são rigorosamente impecáveis.
      Quanto ao comentário – “a MB deve ser muito rica, pois vcs tem dinheiro pra gastar com tinta, a gente não pode se dar a esse luxo” (sic ) , em 40 anos de vida naval nunca ouvi semelhante comentário, ainda mais que pintar é primordial para a conservação do navio; evitando assim a oxidação das partes metálicas

  7. Excelente comentário do nobre amigo Marcelo 👏🏾👏🏾👏🏾🇧🇷! Bom eu não entendo muito do assunto, más eu sempre me questiono, porque o Brasil gasta tanto dinheiro em navios ou equipamentos operacionais usados, aposentados por outras forças. ?? Vejam isso é uma pergunta e não uma crítica, como falei não entendo do assunto. 🇧🇷

    • Douglas, a Marinha do Brasil tradicionalmente gasta muito mais com navios comprados novos do que usados, pelo simples motivo de que navios novos custam muito mais do que usados, e a proporção dos adquiridos novos é maior que a de usados.

      Dos onze navios e cinco submarinos hoje em dotação nos dois esquadrões de escolta e na força de submarinos, nove dos onze navios e todos os cinco submarinos foram comprados novos, num surto (ou ciclo) de aquisição e construção entre os anos 70 e a virada do século. Mesmo quando esse último ciclo ainda estava ocorrendo, embora já em seu declínio em meados dos anos 90 e com um total de 18 navios, a proporção de navios de escolta novos em relação a usados era favorável para os novos: 10 contra 8 (e esses 8 usados só foram adquiridos porque acabaram as verbas para adquirir novos e havia navios mais antigos ainda dando baixa e precisando ser substituídos).

      Atualmente há quatro submarinos em construção, ou seja, todos novos. E um programa para construção de quatro corvetas, em processo de seleção. Mas no caso das corvetas, elas não vão bastar para cobrir as baixas: ou vai se reduzir ainda mais o número de escoltas, ou vai se adquirir usados, mas provavelmente a proporção de novos para usados continuará favorendo ligeiramente os novos.

      É no Esquadrão de Apoio que a proporção se inverte totalmente: todos os navios de desembarque anfíbio vieram de fora, usados, e só o navio tanque foi recebido novo.

      O problema (e é um grande problema) é que os reequipamentos ocorrem em ciclos /surtos muito distanciados no tempo, e as lacunas acabam preenchidas por navios usados – e nesse caso não dá pra falar em “gasta tanto dinheiro”, porque são adquiridos para cobrir buracos na frota justamente por custarem uma fração do que custaria um novo. Estamos há bastante tempo numa entressafra desses ciclos, ao menos nos navios de superfície.

  8. Marceli

    Vc definiu o que precisamos. Trabalhei nuitis anos nas oficinas do porto de Rio Grande. Nós davamos apoio de reparos (fabrico) para navios de diversas nacionalidades. Só de ver a bandera da popa já sabiamos o que viria pela frente. Uma ocasião chegou um navio da RN com fuzileiros (escoceses de saiote) e com os primeiros helicópteros de traansporte que vi. Fui a bordo para conferir as ligaçãoes de agua doce e fiquei muito impressionado. Uns garotos de cerca de 12 a14 anos comandavam uma faxina no convés. Foi qundo conheci os grumetes ou aprendizes da RN. Eles eram muito rigorosos e davam ordens bem explicadas sobre o que queriam. E os fuzileiro, com uniformes de faxina obedeciam, sem piscar. As dependencias reluziam como um hotel de luxo. Acostumados que eramos, a ver navios caindo aos pedaços ficamos realmente impressionados. Hoje quando ouço falar na R. Navy lembro, sempre, aqueles garotos comandando uns marmanjos na faxina. Assim se faz uma marinha: formação, disciplinaa e cuidados com os barcos. Nelson tem seguidores a altura.

  9. Agora vai !!! Só falta as escoltas. Kkk… Brincadeira, a MB “ganhou na loteria” com a compra desse navio.
    👏👏👏👏👏

  10. OFF TOPIC

    Nos navios da kriegsmarine haviam faixas brancas e pretas pintadas nas laterais dos navios, alguém pode me dizer qual a função destas faixas?

  11. Nunão, pode me confirmar se o indicativo da classe Tamandará será V160 ou F160? Pois pela nova designação da MB de A 140 (Atlântico), G 150 (Mearim), nessa ordem, parece que a próxima classe a entrar em serviço será a Riachuelo, provavelmente S160, ficando as CCT com o V170.

  12. Aliás, a MB deveria transformar esse indicativo da nova classe Tamandaré de “V” e “F” e mudar radicalmente essa licitação para fragatas, que é o que precisamos urgentemente, buscando alternativas de fragatas mais em conta existentes no mercado, como as chinesas ou a MEKO 200 (exemplo argelino), navios mais capazes e já em operação, em que os preços se aproximam dos valores calculados para as CCT, menos capazes e preparar já um cronograma para a construção de um segundo lote, adaptando a classe vencedora com os sensores e armamentos e armamentos escolhidos pela MB.

  13. A MB poderia, inclusive, considerar a idéia de não construir a nova classe de escoltas aqui, o que baratearia mais ainda a aquisição! A Engepron poderia entrar em parceria com estaleiros estrangeiros e aprender com eles, aumentando sua experiência. Isso nos daria mais tempo prá pleitearmos isso na classe que viesse a substituí-las no futuro. Desculpe, minha gente, mas nossas necessidades aqui são urgentíssimas e precisamos achar um meio-termo para equacionar esse nosso problema de forma positiva.

    • Olá Ricardo. Essa discussão é complexa. Existe uma razão muito bem fundamentada para que os países que têm capacidade industrial preferirem construir seus navios militares em seus próprios estaleiros. Uma delas é que possibilitar que uma grande parcela dos gastos sejam em moeda nacional, o que de um lado elimina a necessidade de um empréstido no exterior (barateando o custo financeiro) e por outro são poupadas divisas da balança comercial. Outro fator importante é a geração de empregos, o que no fim impacta positivamente no bem-estar d muitas pessoas e impacta positivamente no PIB local. Também há a geração de impostos direta e indireta, o que reduz o impacto dos gastos (é preciso lembrar que o salário pago a um funcionário irá ser gasto em consumo da família, movimentando a economia local e gerando mais impostos). Há o fator estratégico de movimentar uma estrutura industrial que poderá ser empregada em outros seguimentos tanto de defesa quando civil. Por fim, apesar dos problemas de reposição dos meios da esquadra, o país não está vivendo uma crise de segurança externa nem está em uma região de instabilidade política. Portanto, a pressa em reequipar a MB é relativa. É preciso ver a questão de forma ampliada. A MB está construindo novos submarinos, inclusive um nuclear, e também está dando prosseguimento ao programa das corvetas Tamandaré, além das compras de oportunidade das Amazonas, do G40 e agora do A140. Ano passado, o MinDef consumiu 5,8% do orçamento federal. Para aumentar os gastos, é preciso aumentar a receita do gov.federal, o que só ocorre com aumento do PIB. A simples importação de material militar iria prejudicar mais ainda essa questão orçamentária.

  14. Na verdade o que interessa é a função logística do meio. Indicativo e nome é mera ilustração. O capitânia dispensa comentários. O preparo da tripulação é o que conta para manter o meio em combate.

  15. Nunao, nossa marinha não poderia montar um porta helicóptero em um grande navio comercial? Para servir de base permanente em aguas azuis? Penso numa base modular talvez nuclear.

  16. Obrigado, Camargoer, pela explicação mais aprofundada sobre as questões levantadas por mim! Na verdade, já tinha noção de todos os benefícios da construção feita localmente, mas não de forma tão esmiussada! Só ainda não entendo o investimento em um tipo de navio menos capaz se já chegamos a ter expertise adquirida com a fabricação das fragatas Niterói, navios que seriam a base da renovação dos nossos meios de superfície, até hoje, a espinha dorsal de nossa esquadra, e essa capacidade estratégica simplesmente não foi continuada nem aperfeiçoada e, aparentemente se deixou que perdéssemos, passando-se pelo, a meu ver, equívoco das Inhaúma, navios com pouca autonomia e sofríveis para suas tripulações, acho que o projeto Tamandaré, como está, recairá nos mesmos erros e penso que deveríamos investir em uma classe que efetivamente pudesse substituir a contento todas as diferentes classes de nossos envelhecidos escoltas, idéia primal das Niterói. Isso, claramente, a um preço equivalente ao planejado para as CCT. Acho que isso poderia ser feito aqui com um mínimo de alteração de custo.

  17. Digo tudo isso porque acho navios de 6000 toneladas muito caros de se operar para uma marinha do nosso porte’ assim como acho navios do porte das corvetas muito menos capazes de cumprir missões no exterior! Um vaso da tonelagem das Niterói seria o equilibrio de custo-beneficio entre esses dois extremos. Creio que existam no mercado opções nesse tamanho e quase equivalentes em custo às CCT.

    • Ricardo,
      Caso existam, cabe aos estaleiros em disputa no programa Tamandaré oferecerem, pois foi aberta essa possibilidade.

      Mas não existe milagre, desconfie de valores muito “baratos” de fragatas por aí, comparadas às corvetas Tamandaré.

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