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Estudo americano-holandês melhora a defesa antimísseis da Europa

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O radar de alcance estendido SMART-L na base da Marinha Holandesa em Den Helder, onde foi testado para avaliar suas capacidades de defesa antimíssil. (Foto do MoD NL)
O radar de alcance estendido SMART-L na base da Marinha Holandesa em Den Helder, onde foi testado para avaliar suas capacidades de defesa antimíssil. (Foto do MoD NL)

Mísseis balísticos nas mãos de estados hostis são uma das maiores ameaças hoje. Sistemas defensivos incluem mísseis, mas os radares de detecção são tão importantes quanto. Os resultados do Estudo de Integração do Sensor de Defesa de Mísseis Balísticos (BMD SIS) foram apresentados em 11 de junho. Ele mostra como os radares holandeses SMART-L podem trabalhar em conjunto com os mísseis de defesa SM-3 dos navios “atiradores” americanos.

Os ataques de mísseis estão ficando cada vez mais rápidos e agora estão voando alto pela atmosfera. Nos bastidores, os pesquisadores estão trabalhando duro no desenvolvimento dos radares. Por sua vez, eles podem detectar e rastrear os mísseis a distâncias cada vez maiores.

A Marinha Real da Holanda em breve utilizará novos radares em suas fragatas de defesa aérea e comando (LCF): o radar SMART-L ELR (longo alcance estendido). A Força Aérea também receberá dois desses sistemas, substituindo os atuais radares de defesa aérea em Nieuw Milligen e Wier.

O estudo holandês-americano concentrou-se na integração do radar SMART-L ELR na arquitetura de defesa antimísseis da OTAN. Esta capacidade de busca, rastreamento e relatório deve possibilitar a destruição de mísseis balísticos entrantes no alto da atmosfera. Os resultados do estudo foram agora incorporados no software da LCF Zr.Ms. De Ruyter.

HNLMS De Zeven Provinciën (F802)
HNLMS De Zeven Provinciën (F802) equipada com radar SMART-L

Impressionante

O contra-almirante Tom Druggan, da Agência de Defesa contra Mísseis, apresentou o relatório no Ministério da Defesa em Haia ao Diretor de Planos, Major General Eric Schevenhoven. Druggan enfatizou a importância desta colaboração e ficou impressionado com o compromisso técnico internacional: “Mesmo para os países que estão envolvidos na defesa antimísseis neste alto nível, a defesa marítima de mísseis balísticos é um grande desafio técnico, mas é também uma capacidade de combate crucial.”

O comandante Fred Douglas é um dos envolvidos em defesa: “Você tem que ver isso como uma bala que se atira contra outra bala no ar”.

Líder

A Holanda é líder europeia em tecnologia de radar e mísseis balísticos. Este papel de liderança tornou-se visível durante a Sea Demonstration 2015 e Formidable Shield 2017, quando as fragatas holandesas de defesa aérea e comando (LCF) detectaram e rastrearam mísseis balísticos com o seu radar SMART-L. Com essa informação de alvo, os navios americanos destruíram os mísseis.

FONTE: Ministério da Defesa dos Países Baixos

18 COMMENTS

  1. Vendo essa fragata com o radar APAR, notamos o quanto a USN ficou para trás do ponto de vista de tecnologia radar em navios .
    Só agora os EUA implementa seus primeiros radares AESA e os primeiros radares “faseados” na banda X, o que permite abandonar os radares iluminadores mecânicos SPG-62 e Mk-95, possibilitando que vários alvos sejam iluminados ao mesmo tempo possibilitando a defesa contra um ataque múltiplo utilizando mísseis com guiagem semi-ativa.
    Na verdade esses navios pioneiros da USN ( CVN-78 e o DDG-1000 e DDG-1001) ainda não estão completamente operacionais, então, a rigor, não se pode dizer que a USN tenha dado esse passo rumo ao futuro.

    • Não sei se é muito justo Bosco…a USN está trabalhando já faz um tempo no “AMDR” e
      isso requer modificar o desenho do “Arleigh Burke IIA” para teoricamente reduzir custos com um navio completamente novo, para se ter o “Arleigh Burke III” já que se quer não apenas o “AESA”, mas também manter o grande número de silos verticais para mísseis e outras capacidades dos atuais navios…isso que o que se queria a princípio seriam antenas ainda maiores o que inviabilizaria a instalação delas em navios de 10.000 toneladas.
      .
      Também para manter os 2 estaleiros ocupados novas encomendas de “Arleigh Burkes IIA” tiveram que ser feitas enquanto se planejava o “Burke III” …sexta feira foi entregue à US Navy o DDG 116 com melhorias no “AEGIS”.
      .
      E como você sabe melhor que eu, mesmo navios com radar “PESA” continuarão relevantes pelas próximas décadas até por conta da capacidade de compartilhar dados com navios e aeronaves dotadas de “AESA”.

      • Dalton,
        O sistema Aegis estava tão a frente de seu tempo que até hoje é um dos sistemas mais letais, mas é inegável que até por ser tão bom, ficou para trás no quesito “inovação”.
        Não que isso faça realmente diferença.
        E há de se falar que apesar da quantidade limitada de canais de iluminação para os mísseis semi-ativos nos escoltas da USN isso não causou grande impacto tendo em vista uma doutrina de defesa em camadas, ficando uma delas entregue a um sistema com orientação autônoma que não depende de “canais de tiro” ou “iluminadores”, que são os mísseis RAM.
        Sem falar que tem a versão do SM-2 Block III B que é dotado de seeker combinado SAR com IR, o que assegura um grau maior de liberdade e flexibilidade.
        E também já estão em operação mísseis com seeker de radar ativo, como o SM-6 e dentro de pouco tempo o ESSM Block 2.
        Ou seja, isso tudo garante que essa “falha” relativa à limitação de canais de tiro não tem potencial de comprometer a segurança de um grupo tarefa ou mesmo de um navio isolado no caso de ataque de saturação.
        Interessante que os primeiros DDs FIII a adotarem o sistema AMDR não contarão inicialmente com o componente AESA banda X e continuarão a utilizar os radares iluminadores mecânicos SPG-62.

        • Um ponto que realmente pode ter feito diferença nessa aparente “letargia” da USN em adotar iluminadores de varredura eletrônica é que a grande ameaça representada pelos mísseis russos e chineses (os mísseis supersônicos) geralmente vem de um eixo determinado. Diferente dos mísseis subsônicos que podem convergir em 360º.
          Radares de varredura eletrônica capazes de iluminar alvos têm capacidade limitada. O APAR é tido com sendo capaz de iluminar 4 alvos ao mesmo tempo. Como tem 4 painéis de antenas ele pode iluminar 16 alvos ao mesmo tempo, convergindo em 360º.
          O radar MPQ-65 do Patriot pode iluminar 9 alvos ao mesmo tempo.
          Ou seja, os destróieres AB e os cruzadores Ticos têm 3 e 4 radares iluminadores e esses radares podem comutar rapidamente de um alvo para o outro tendo em vista que os mísseis Standards operam no modo semi-ativo terminal, exigindo iluminação apenas na fase terminal (últimos segundos). A quantidade de radares iluminadores é suficiente para ameaças múltiplas convergindo de um mesmo eixo.
          *Cada painel de antena do sistema Aegis (SPY-1) pode “atualizar” até 16 mísseis ao mesmo tempo, mas exige a iluminação na fase final com o radar SPG-62.
          *O problema da utilização de canais de tiro mecânicos é mais evidente no caso de ataques múltiplos em 360º.

    • Sim, hoje saiu que eles firmaram uma parceria com a Saab para o projeto das Tamandarés, a Damen e a Saab vão oferecer uma variante da Sigma 10514

  2. Class overview
    Name:
    De Zeven Provinciën class
    Builders:
    Damen Schelde Naval Shipbuilding
    Operators:
    Royal Netherlands Navy
    Preceded by:
    Tromp class
    Jacob van Heemskerck-class
    Cost:
    €600 million ($816 million) per unit
    In commission:
    26 April 2002 – present
    Completed:
    4
    Active:
    4
    General characteristics
    Type:
    Air-defense and command frigate
    Displacement:
    6,050 tonnes (full load)
    Length:
    144.24 m (473.2 ft)
    Beam:
    18.80 m (61.7 ft)
    Draught:
    5.18 m (17.0 ft)
    Propulsion:
    Combined diesel and gas
    2 × Wärtsilä 16 V26 marine diesel engines, 4.2 MW (5,600 hp) each
    2 × Rolls Royce Spey SM 1C gas turbines, 18.5 MW (24,800 hp) each
    4 × Wärtsilä-Deutz D620 V12 diesel-generators, 1,680 kW (2,250 hp) each
    2 × propeller shafts, 5-bladed controllable pitch propellers
    Speed:
    30 knots (56 km/h; 35 mph)
    Range:
    4,000 nmi (7,400 km; 4,600 mi) at 18 knots (33 km/h; 21 mph)
    Complement:
    30 officers, 202 ratings
    Sensors and
    processing systems:
    Thales Nederland SMART-L long-range air and surface surveillance radar
    Thales Nederland APAR air and surface search, tracking and guidance radar (I band)
    DECCA NAV navigation radar
    Thales Nederland Scout (Low Probability of Intercept)surface search/navigation radar
    Thales Nederland Sirius IRST long-range infrared surveillance and tracking system
    Thales Nederland Mirador optical surveillance and tracking system
    Atlas Elektronik DSQS-24C hull-mounted sonar
    MK XII IFF system
    Electronic warfare
    & decoys:
    2 × Thomson Racal (now Thales) Sabre ECM suite
    4 × Sippican Hycor SRBOC MK36 launcher
    1 × AN/SLQ-25 Nixie torpedo decoy
    Armament:
    Guns:
    1 × Oto Melara 127 mm/54 dual-purpose gun
    2-4 × Browning M2 12.7mm machine guns
    4-6 × FN MAG 7.62mm machine guns
    1-2 × Goalkeeper CIWS
    Missiles:
    40-cell Mk.41 vertical launch system
    32 × SM-2 IIIA surface-to-air missiles
    32 × Evolved Sea Sparrow Missile (quadpacked)
    8 × Harpoon anti-ship missiles
    2 × twin MK32 Mod 9 torpedo launchers with Raytheon MK46 Mod 5 torpedoes
    Aircraft carried:
    1 × NH-90 helicopter
    Aviation facilities:
    Hangar and flight deck for 1 medium sized helicopter

  3. Digamos que o radar consiga detectar um míssil hipersônico a caminho. Para sobreviver a tais mísseis essa detecção tem que ser em quantos segundos antes do impacto?

  4. Não é complicado neutralizar, uma vez rastreado o lançamento e trajetória da “arma” em tempo hábil (é o caso dos satélites e agora esse radar).
    O segredo esta no tipo de “munição de detonação” empregado…não é correto a comparação de que é uma “”bala” disparada para interceptar outra “bala””.
    Munição fragmentadora, REM, laser, de deslocação, ou outro conceito criativo qualquer é o que esta sendo feito há muito tempo e guardado…só saberemos quando uma guerra QUENTE MESMO começar.
    Não será esses conflitos localizados que vão testar e revelar suas defesas.

  5. Apesar da imensa capacidade desses modernos radares o certo é que se for feito um ataque de saturação tanto por mísseis balísticos quanto por mísseis de cruzeiro não há sistema anti aéreo que resista a uma avalanche de mísseis !! Sem contar que os mísseis balísticos atuais constantemente mudam sua trajetória dificultando ainda mais a possibilidade de uma interceptação eficaz !!

  6. Alguém pode explicar essa conta: com 40 VLS Mk.41 como ele pode levar 64 misseis???
    Sendo 32 SM-2 3A e 32 ESSM (em arranjos quadruplo), o que dá 8 silos. O Evolved Sea Sparrow é tão compacto assim?

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