johan-de-witt

A pareceria entre a Holanda e a China na área de defesa deve crescer, segundo declaração do ministro da defesa, general Hou Shu Sen, feita na última segunda-feira (15).O ministro se reuniu com o general holandês Tom Middendorp, e as conversas giraram em torno especialmente da cooperação marítima entre os países. As Marinhas chinesa e holandesa já trabalham juntas em ações antipirataria na costa da Somália. A Holanda integra as missões da União Europeia e da Otan.

Para estreitar relações, uma força-tarefa chinesa passará alguns dias a bordo do HMS Johan de Witt. O navio de apoio logístico (LPD) assumirá o comando da missão Atalanta da UE de combate à pirataria na região do Chifre da África. Trocas recentes entre os países incluíram a visita dos tripulantes da fragata HMS Van Speijk ao navio de assistência hospitalar chinês Peace Ark. A fragata holandesa opera na costa da África sob comando da Otan.Também será considerada a possibilidade de troca de dados hidrográficos entre as forças chinesas e holandesas. A finalidade da proposta e promover a segurança da navegação no Mar do Norte, por onde passam diversos navios com bandeira chinesa.

Para a ministra da defesa da Holanda, Jeanine Hennis-Plasschaert, o general Hou Shu Sen é “um dos líderes militares mais importantes na China”, e sua visita, assim como o reforço dos laços militares com Pequim, “representa a perpetuação das boas relações entre ambas as Forças Armadas”.

FONTE: Netherlands Info Service via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

7 Comentários para “Holanda expande pareceria militar com a China”

  1. Wagner 17 de julho de 2013 at 18:11 #

    O que desmente certas teses de que a China é o grande e futuro inimigo que atacará a todos nós, ” amigos ” da democracia e dos USA.

    Esperta a Holanda. Eles não tem preconceitos ideológicos. Bom saber…

  2. thomas_dw 17 de julho de 2013 at 22:00 #

    na na na – a NATO vem com desconfiança qualquer intercambio alem do mais superficial, a Turquia tentou uma vez e saiu muito mal.

    preconceitos ideológicos – isto é o que a China tem com o resto do mundo nao alinhado a ela.

    a proposito – a NATO tem um boicote de venda de armas a China.

  3. Wagner 18 de julho de 2013 at 9:04 #

    A China não fica preocupada com ideologia na hora de negociar, ela não liga em comprar títulos norte americanos ( capitalistas), ajudar a CN ( comunista) ou em comprar terras africanas de países de datadores corruptos, sejam de Direita ou esquerda.

    A China está pouco ligando : ele vai, negocia, e pronto. Alguém já vou a China falar de Direitos humanos, ou falar que deixou de negociar com um país capitalista devido a neuras ideologicas ??

    A política chinesa é pragmática. Até com o Japão, que ela tem disputas, ela negocia e pega empresas.

    A China não se preocupa com alinhamentos ideológicos : ela sabe que todo mundo quer lucrar com ela, e se aproveita disso.

    E até agora tem se dado muito bem…

  4. Wagner 18 de julho de 2013 at 9:05 #

    ops, ali leia-se “ditadores”, foi mal…

  5. Fernando "Nunão" De Martini 18 de julho de 2013 at 12:10 #

    China e Holanda à parte, eu prefiro debater esse imponente navio de desembarque doca holandês, da classe “Rotterdam”…

    O Johan de Witt é o segundo, 10 metros mais comprido que o primeiro que da nome à classe, com deslocamento consequentemente maior (16.000t comparado a 12.000t).

    As dimensões e deslocamento estão mais ou menos na faixa da classe “Austin” americana produzida ao longo da década de 60, da qual a Marinha adquiriu os planos na virada dos 70-80, e que o colega Luiz Monteiro outro dia informou que têm sido revistos para eventual produção de um novo NDD no país.

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9f/USS_Austin_%28LPD-4%29_underway_in_1982.JPEG/640px-USS_Austin_%28LPD-4%29_underway_in_1982.JPEG

    Creio que o resultado final de um NDD com casco “básico” de Austin (evidentemente com nova propulsão e muitas outras diferenças internas) e uma nova superestrutura mais adequada às necessidades atuais daria algo parecido, em vários aspectos, com um classe “Rotterdam”.

    Ficaria bacana, não?

    PS – um navio da classe “Austin”, o Denver (LPD 9), está só agora para dar baixa na USN, segundo post recente. É uma classe que, apesar da propulsão e diversos outros sistemas ultrapassados, se mostrou ser suficientemente importante para manter em serviço por muitas décadas na USN. Uma das unidades desativadas foi parar na Índia (o Trenton, agora Jalashwa).

  6. thomas_dw 18 de julho de 2013 at 15:34 #

    “A China não se preocupa com alinhamentos ideológicos : ela sabe que todo mundo quer lucrar com ela, e se aproveita disso.

    E até agora tem se dado muito bem…”

    todos ( mas todos mesmo) os paises da Asia estao se armando para fazer face as atitudes agressivas da China, desde o Vietnam ate as Filipinas, passando pelo Japao, Coreia, Indonesia, Australia e indo ate a distante Nova Zelandia.

    O Japao alias, esta prestes a embarcar em um programa acelerado de compras de armas tao preocupados eles estao com a China.

    a coisa esta preta la – ninguem confia na China.

  7. marciomacedo 18 de julho de 2013 at 15:51 #

    Austin na MB só a versão reprojetada sobre a qual escreveu o LM. E nossos vizinhos, mais uma vez, estão à nossa frente. O Chile está comprando a segunda unidade da Classe Foudre – a primeira custou US 80 milhões. E o Peru vai construir duas da Classe Makassar. E viva o Brasil!

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