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Quem já teve porta-aviões sente falta

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NAeL Minas Gerais em 1970, com 8 aviões P-16A Tracker a bordo.

As fotos deste post são raras e mostram o primeiro porta-aviões brasileiro, NAeL Minas Gerais (A11) com seu grupo aéreo embarcado de aviões P-16 Tracker da FAB e helicópteros da Aviação Naval da MB.

O Navio Aeródromo Ligeiro Minas Gerais – A 11 (ex-HMS Vengeance – R 71), foi o terceiro navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao estado das Minas Gerais. Foi construído pelo estaleiro Swan Hunter, em Wallsend-on-Tyne, Reino Unido. Foi adquirido junto à Royal Navy em 13 de dezembro de 1956, por custo estimado na época em £1.100.000. Foi incorporado em 6 de dezembro de 1960, em cerimônia realizada em Rotterdam. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Mar-e-Guerra Hélio Leôncio Martins.

Em 17 de julho de 1957 iniciou modernização avaliada na época em £ 5.000.000 no estaleiro Verolme United Shipyard, em Rotterdam (Holanda). A construção dele custou cerca de £ 15.000.000.

Em 26 de julho de 1960 deixou o estaleiro VEROLME, iniciando as provas de mar no Mar do Norte, onde operou com jatos e turboélices da Royal Navy. Em 17 de janeiro de 1961, partiu do cais da Verolme em Rotterdam, com destino ao Rio de Janeiro.

Em 21 de maio, foi assinado um Decreto pelo Presidente da República entregando a operação de aviões à Força Aérea Brasileira, ficando com a Marinha apenas a operação dos helicópteros. Em 22 de junho, ocorreu o primeiro pouso a bordo de uma aeronave antissubmarino Grumman S-2 Tracker (P-16A) do 1º Grupo de Aviação Embarcada (1º GAE) da FAB.

NAeL com turboélices Gannet e caças Sea Hawk britânicos nos testes de mar

Em 9 de setembro de 1974, iniciou no AMRJ o Período de Manutenção Geral – PMG e Período de Atualização e Modernização – PAM, que constou principalmente da reconstrução do miolo do navio; substituição de parte da propulsão e de todo o sistema de geração de energia; reforço estrutural do convés de vôo; substituição de todos os equipamentos eletrônicos, como o radar SPS-12 pelo SPS-40B; substituição de parte do sistema de comunicações, sensores e reparo da catapulta.

Em 1º de setembro de 1979, retornou ao mar, para testes de máquinas depois de quase seis anos de PMG. Em 13 de dezembro, participou da Parada Naval em comemoração ao Dia do Marinheiro, que contou com a presença do Exmo. Sr. Presidente da Republica João Baptista de Oliveira Figueiredo, acompanhado pelo Ministro da Marinha Almirante-de-Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca e demais autoridades embarcadas na fragata Liberal – F 43.

Entre 7 e 28 de janeiro de 1980, retornou às operações com a Comissão ASPIRANTEX/80.

Em 9 de outubro de 2001, em cerimônia realizada no período da manhã no AMRJ, o NAeL Minas Gerais – A 11, foi submetido à Mostra de Desarmamento, pelo Aviso de 21/09/2001, deixando assim serviço ativo na MB. O Minas atingiu as marcas de 1975,5 dias de mar, 487.503,7 milhas navegadas, 17.022 pousos enganchados e 3.115 catapultagens.

NAeL Minas Gerais em 1980, depois da reforma no AMRJ de quase 6 anos. Os aviões P-16E Tracker do 1ºGAE mais novos estavam estreando o embarque e os helicópteros eram os SH-3D Sea King do Esquadrão HS-1

FOTOS: coleções de Jose Henrique Mendes e Luís Martini Thiesen do arquivo do 1º GAE, via Facebook

55 COMMENTS

  1. Dalton, como você sabe, os submarinos nucleares soviéticos eram muito barulhentos e algumas vezes nossos P-16 os detectaram nas Unitas. Em uma guerra de verdade poderiam ter sido afundados.

    Você subestima muito o pessoal do 1 GAE e do HS-1.

  2. Eu tive Galaxy – Landau – Alfa Ti 4 – Alfa Imp Sud – S 10 Flex – 6 cc GM Diplo – Fiat’s Tempra – Oggi – Prêmio – Panorama – 147 – Spazio – etc etc
    Não sinto falta, as vezes saudades.
    Exemplo a ser seguido:
    http://www.naval.com.br/blog/2017/08/13/porta-avioes-principe-de-asturias-segue-para-desmanche-na-turquia/
    “O Ministério da Defesa decidiu em 2012 economizar o custo de sua operação, de uma centena de milhões de euros por ano.”
    Assinado:
    Naval

  3. Fotos impressionantes, parabéns ao Mendes e ao Thiesen…o “Minas” sempre foi um dos meus preferidos, mas, não seria páreo para um moderno submarino de ataque nuclear soviético e não acho que o Brasil era mais sério então por ter aproveitado sobras da II Guerra…não estou
    criticando a função ou o estado do navio e sim que havia na época NAes e aeronaves baratos e disponíveis para venda…até o Canadá operou
    um nos anos 60 🙂

  4. Dalton, como você deve saber os submarinos nucleares russos eram muito barulhentos e algumas vezes foram detectados durante as Operações Unitas.

    Nossos P-16 não tinha dificuldade em encontrar submarinos nucleares e fazíamos operações com vários submarinos nucleares americanos.

    As tripulações do 1º GAE e do HS-1 tinham treinamento no mesmo nível dos americanos.

  5. Visitei o Minas em 1994 em Santos, junto com outros navios da esquadra. Era um belo navio, bem cuidado. Na verdade o Brasil teve só um Porta-aviões e foi o A-11 Minas Gerais, esse que o substituiu, bem….
    Belíssimas fotos tanto do saudoso Nael A-11 Minas Gerais quanto do Rio sem estar tomado pelas favelas..

  6. Neste trecho do livro “Os Cardeais” de Mauro Lins Barros, que conta história do 1º GAE, o comandante do destróier americano USS Van Voorhis (DE-1028) elogia o desempenho dos P-16 da FAB na detecção de submarinos durante a UNITAS:

  7. Submarinos soviéticos eram de fato mais barulhentos Galante, desde que estivessem sendo procurados e a marinha brasileira não tinha muitos
    recursos para por exemplo manter muitas aeronaves no ar, nem tantas sonobóias, etc e no caso de exercícios era mais fácil pois sabia-se de ante mão que haveria um submarino nas redondezas e em muitas ocasiões os soviéticos queriam se fazer notar.
    .
    Sempre considerei a compra do “Minas” boa, apenas não acho que a marinha era mais séria naquela época e sim que havia NAes e aeronaves disponíveis para venda o que é diferente de hoje em dia e vivia-se uma guerra fria que parecia iria esquentar sempre no dia seguinte.

  8. Neste outro trecho do livro “Os Cardeais” de Mauro Lins Barros, que conta a história do 1º GAE, em 1980 os P-16E da FAB estrearam usando seu sistema de sonobóias Julie/Jezebel e detectaram um submarino soviético espreitando os exercícios da UNITAS XXI:

  9. Obrigado pelo “trecho” Galante e como mencionei em outras ocasiões os pilotos da FAB deveriam estar entre os melhores pois pousar em um
    NAe relativamente pequeno como o “Minas” exigia mais que pousar em um CVS da US Navy…só que um CVS embarcava dois esquadrões de
    “Trackers” o que equivalia a mais que o dobro de “P-16s” a bordo do ‘Minas”, além de um número muito maior de helicópteros e eventualmente um destacamento de jatos A-4s também além de aeronaves de alarme aéreo antecipado e mesmo assim era considerado o mínimo do mínimo…seria difícil para um “CVS”, então bem mais difícil para o “Minas”.

  10. Uma duvida de leigo:
    Na matéria fala que teve “17.022 pousos enganchados e 3.115 catapultagens”, não deveria ser um número próximo de pousos e catapultagens?!?
    O avião que pousa tem que decolar depois, né? 🙂

    Tá certo isso?

  11. É verdade que o Mingão foi vendido para desmanche com boa vida útil de casco ainda?

    Quanto ao sucessor, não sejamos rudes com o velho Foch. Nos primeiros 5 anos de marinha, ele deu a esquadra um vislumbre de primeiro mundo. De OTAN. E um Foch novo seria disputado a tapas no mundo.

  12. Infelizmente, me parece que a missão da marinha brasileira era bem clara na guerra fria: guerra anti submarina. Esse seria o papel da MB numa hipotética guerra aberta entre as potências rivais.
    Com o fim da guerra fria, num mundo cada vez mais multipolar, parece que a MB perdeu o rumo. Está em crise financeira e existencial, sem saber o que realmente quer: sub nuc, NAe, esquadra de superfície capaz, etc… Não há dinheiro, vai ter que decidir…

  13. Não faz falta nenhuma porta avião estremamente caro,exije uma defesa pra ele que é mais cara ainda,a Marinha não defende o Brasil vai enviar porta aviao pra onde?

  14. Carlos Diogenes 14 de agosto de 2017 at 21:02
    Uma duvida de leigo:
    Na matéria fala que teve “17.022 pousos enganchados e 3.115 catapultagens”, não deveria ser um número próximo de pousos e catapultagens?!?
    O avião que pousa tem que decolar depois, né?
    .
    Carlos Diogenes, a maioria das decolagens era corrida, veja a partir dos 01:40 min deste vídeo.
    https://m.youtube.com/watch?v=s-hXjQeUzHc

  15. Desculpem-me a ousadia.
    Mas os parágrafos iniciais estão confusos.
    Com algum esforço se compreende.
    Mas há muita informação misturada e confusa.
    Não se sabe quando o mãe foi construído nem quando passou da Royal navy para o Brasil.
    Em Rotterdam ora se fala em modernização, ora em construção.

  16. Jeff 14 de agosto de 2017 at 18:31 melhor comentário o brasil ainda era relativamente sério kkkkkkkkkkkkkkkkkk

  17. Realmente foi uma excelente belonave. No livro do Almirante Leôncio, seu eterno Comandante, fala sobre a vida do Minas. Quando a diferença entre pousos e decolagens na catapulta, é que muitas vezes fazia necessário decolagem livre, por ventos baixos. É o P-16 o fazia muito bem.
    Eu particularmente como brasileiro e oficial RM2 da Armada, sempre achei que o A-11 deveria ter sido transformado em navio museu. BZ E// para o A-11.

  18. Bom dia senhores! Esses navios da classe Mistral ainda estão a venda? Não seria o caso de nós o adquirirmos,e mais tarde comprarmos outro porta aviões? Os norte americanos permitiriam essa compra? Enfim qual motivo para sermos um país tão acovardado quando se trata de adquirir material bélico para nossa defesa,?

  19. BRASILEIRO DE VERDADE , a republiqueta Corporativista do Brasil chegou ao final da linha ,quase 128 anos de desmandos e Desgraças , não é mais possível continuar com esta republiqueta , ela foi criada por Castas e pelas Castas ,estas tomaram-na de Assalto completamente então, todos os Impostos os mais Altos do Mundo , já não dão mais para mantermos seus Custos . A REPUBLIQUETA CORPORATIVISTA DO BRASIL FALIU ,KAPPUT , não devemos mais Insistir com esta Desgraça , o seu principal criador o Golpista Exercito , agora até ele esta pagando caro seu Custo . SALVE A MONARQUIA , SALVE O IMPÉRIO DO BRASIL, quando o BRASIL deu Certo éramos realmente uma Potência Respeitada !

  20. José Luis Esposito, em relação ao seu post acima, se instaurássemos uma monarquia hoje seria no regime parlamentarista, o Imperador não mandaria nada, como o Japão ou Reino Unido.
    Com o parlamentarismo o poder continuaria na mão dos políticos, não tem solução nosso problema a curto prazo.
    Estamos e estaremos na mão dos políticos.

  21. “17.022 pousos enganchados e 3.115 catapultagens”, não deveria ser um número próximo de pousos e catapultagens?!?
    .
    Isto como já bem explicado pelo Mestre Strobel, somente demonstra que apesar de quase um eremita e velho ancião….o tracker é excelente, um tratorzinho que se soprar na sua frente ele quase decola….1 a cada 5 decolagens era catapultada….poderia estar vazio ou somente configurado para treinamento ou ligação….mas que decolava de um conves de no máximo 212 metros (comprimento total do navio) e abaixo de 20 knots…decolava….tem coisa velha que pela versatilidade fazia sentido…..

  22. como sudito da rainha elizabeth II posso afirmar com certeza q a monarquia parlamentarista é um ótimo sistema de governo o pm só governa com coalizão e sem apoio não se forma governo e o pm sempre deve satisfação a rainha ou rei e não só ao “`povo rsrs“ além do mais explorar e ter territórios ultra marianos e colonias é otimo para a economia apoderar-se de recursos não só do seu país continental mais de outras areas diversas do globo…não é a toa q a libra é a moeda mais valiosa e forte do mundo!

  23. Srs
    Como o A12 precisaria de uma manutenção/modernização geral, o mais sensato teria sido mantê-lo em operação enquanto o A12 passasse pela manutenção e só depois desta concluída e avaliada, coloca-lo na reserva, visto que ele ainda teria algum tempo de vida útil.
    Observe-se que ter um significa ter nenhum, como ficou provado com o A12.
    Antes que façam os tradicionais questionamentos quanto ao din din necessário para manter PA´s, cabe lembrar que:
    1 – Se a MB tinha por missão defender o país no mar e para tanto precisaria de PA´s para manter uma força de superfície capaz de cumprir o seu papel, seria um investimento justificável, pois necessário para a MB cumprir seu papel constitucional.
    2 – Houve um aumento acima da inflação no orçamento da MB nas duas últimas décadas. Isto só não se refletiu em melhora de equipamentos porque a MB fez a opção por aumentar os gastos com pessoal. O problema foi e continua sendo a má administração, onde há falta de foco na missão, o que resulta em escolhas irrealistas fundamentadas em interesses corporativos, políticos e de lobbies.
    Sds

  24. O Nae Minas Gerais, se houvesse grana a epoca, deveria ter servido em paralelo ao São Paulo, abarcando as operações helitransportadas e como um reserva do nae São Paulo.
    .
    Estava relativamente bem de estrutura e havia acabado de sair de uma reforma. Para treinos de pouso e arremetidas, bem como doutrina ele servia, pois os aviões quase nunca decolam com armas. O maior problema era o maquinario que não desenvolvia mais os 23 knots originais ( deveria estas na casa dos 20 knots)
    .
    Infelizmente não havia grana para operar os dois e a expectativa era que o Nae São Paulo tivesse uma perna operacional mais longa alem de uma elasticidade que permitia operar os A-4 full.
    .
    Nesta conta, alem da grana, muito provavelmente ele seria de operação mais cara que um LHA de tonelagem similar.
    .
    Mas, trabalhou bem enquanto trabalhou…
    .
    Honra e Gloria ao Mingão!!!

  25. Desperdiçar o Sampa é uma piada, ainda mais depois do investimento na substituição do piso do convés, tubulações de pressão entre outros, se investiu na verificação do casco e constatou que poderia ser usado por mais de uma década… Enfim, os franceses ofereceram uma modernização de valor de 1,5bi que é outra piada. Será que não existe capacidade de engenharia no AMRJ? fazer uma concorrência para aquisição de motor, gerador elétrico e caldeiras e o AMRJ faria as devidas instalações sairia por menos de 1/3 do valor superfaturado da fran$a, fica a dica.

  26. Carlos Alberto, boa tarde!
    Sou sempre pela preservação da cultura e da memória nacionais.
    Penso que o A-11 deveria ser um dos belos e vívidos museus da nossa história naval.
    Evidente que, inviável pela obsolescência e pela caríssima manutenção, a sua operacionalidade e disponibilidade ficaram extremamente comprometidas.

  27. Fred 14 de agosto de 2017 at 23:56,
    .
    “Com o fim da guerra fria, num mundo cada vez mais multipolar, parece que a MB perdeu o rumo. Está em crise financeira e existencial, sem saber o que realmente quer: sub nuc, NAe, esquadra de superfície capaz, etc… Não há dinheiro, vai ter que decidir…”
    .
    Fred, se a Marinha ainda não decidiu as circunstâncias decidiram por ela.
    O que passou, antes da linha de corte, foi o PROSUB (que corretamente era a prioridade), o resto, com essa crise e o emenda do teto dos gastos, não passa mais.
    Muitos aqui (é só ler os comentários da época) já sabiam que não haveria dinheiro para o PROSUPER, que ele estava superdimensionado, mas a própria Marinha apostou quando não alterou o programa, retirando as NaPaOc e a necessidade de construção em estaleiro nacional.
    O PROSUPER tinha um orçamento entre 6 a 8 bilhões de dólares, com metade desta média, 3,5 bilhões, dava para ter garantido 4 fragatas 6 mil t ( 700 milhões a unidade), dois Napalog (170 milhões unid.) e ainda sobrava 350 milhões no orçamento, dizem que os ingleses pediram 300 milhões no Ocean.
    Com esse orçamento menor tenho a impressão que o programa teria passado, ainda durante o governo Dilma.

  28. O Minas Gerais não foi oferecido a Armada Argentina?
    .
    Aliás, a ARA deve sentir mais saudade que nós desta classe, já que adquiriram dois destes navios…

  29. Qual o grande feito do Minas para alguém dizer que deveria ter sido transformado em museu?
    Navegar? Tudo bem que só isso já é grandes coisa por estas bandas… Mas por outro lado, a MB tem um museu flutuante com média de vida de 35+ anos. Se quiser ver navio antigo é só ir nas visitações, quando ocorrem.
    .
    Navio que deveria virar museu é uma Niterói… E olhe lá.

  30. Ter, comprar, ou até mesmo tentar modernizar, não significa poder manter e operar……é o tempo, senhor eterno de todas as verdades….
    Bons tempos do Mingão.

    G abraço

  31. Militares da MB :

    Nas medidas anunciadas hoje a noite ficou muito claro para mim,
    não terão dinheiro para investimentos (inclusive os em curso),
    a Folha de Pagamento e os aumentos estão garantidos.
    Quem viver verá !
    _________________________________________

    Juárez
    Enxugam ou não enxugam desta vez ? Acho que não !

  32. O Minas Gerais recebeu inúmeras modernizações e sempre operou sem maiores problemas dentro daquilo que se definiu como sua atribuição. Mas é bom lembrar que nele só operaram aeronaves de transporte e patrulha, não havia nenhuma de ataque/caça. Na época, comemorou-se a aquisição do São Paulo e dos A-4, mas não demorou 5 anos para todo o entusiasmo desaparecer: o SP virou um casco cheio de problemas e os A-4 rapidamente ficaram indisponíveis, porque a compra foi de ocasião, não guardava relação com planejamento algum.

  33. Srs
    Jovem Fabio
    O Minas chegou a operar os A4 como, aliás, em sua origem ele operou caças a jato.
    Devido a sua velocidade e capacidade de catapulta havia restrições, mas para estabelecer a “doutrina” como alegada pela MB para enrolar na novela do SP, o Minas dava um caldo. Lembrar que os argentinos operaram A4´s no seu PA.
    O sensato seria, adquirir o SP e fazer sua manutenção enquanto mantinha o Minas e desenvolvia as habilidades de ataque e defesa aérea com os A4.
    É claro que isto só teria sentido se o planejamento incorporasse a compra de algum caça para equipar o SP depois de sua manutenção, bem como de aviões AEW.
    No planejamento conservador, o lógico teria sido manter o Minas como reserva e para treinamento e preparar o SP para cumprir plenamente seu papel como porta aviões de defesa de frota dotando-o com caças e AEWs e, naturalmente escoltas adequadas.
    Aí, a MB realmente teria uma esquadra capaz de impor algum respeito.
    Por que isto não aconteceu?
    Provavelmente, porque a MB foi atacada pela ilusão que poderia comprar tudo novo e que havia uma cornucópia de dólares a sua disposição (Pré-sal). Isto a fez perder a sensatez e embarcar nos PROXXXX e a inchar cada vez mais seu quadro de pessoal, o que a colocou na situação atual.
    E, no caso do SP, a levou a empurrar com a barriga, justificando sua existência e dos A4s com a explicação de manter e/ou desenvolver doutrina.
    Observe que neste afã de atingir sonhos diletos, apenas o PROSUB representou o comprometimento de cerca de 10 bilhões de dólares, dos quais perto de um terço não financiado (grana saindo direto do tesouro). Isto para obter um casco para um subnuc (estaleiro e subs diesel elétricos foram perfumaria para justificar o negócio), a ser concretizado em mais de 20 anos (o Nautilus, primeiro subnuc, foi realizado, a partir do zero, reator incluso, em cerca de 7 anos). Lembrando ainda que o principal do submarino (reator e sistema de propulsão) não está contido no contrato e precisa ser desenvolvido pelo Brasil.
    Sds

  34. Acho que os relatos do Esquadrão CARDEAL deveriam ser mais uma vez colocados no Poder Aéreo…

  35. VERDADE que a Nação brasileira, como a nossa Marinha são naus à deriva, sem timoneiro, sem rumo certo e qual porto aportar.
    Ano de 2018 está aí, nossos políticos envoltos em um mar de lamas, acusados de corruptos e investigados por pedir ou receber propina,enquanto a MB está cada vez mais se apequenando, pois cada ano que passa belonaves suas são descomissionadas, quando o poderiam ficar mais tempo prestando serviços, ou até passando por reformas, atualizações, mas a crise financeira fez com que se paralisasse, conjugado com um almirantado que se demonstrou despreparado e incompetente para transpor o mar revolto, fez com que pagássemos um preço mais alto do que achávamos o desejado.
    E por isso – só contarmos com sonhos, e sem uma base segura que garantisse o financiamentos de nossas FFAA, estamos a pagar o preço alto agora, consequências de não termos garantido no passado parte dos royaltes para a nossa Marinha e Fuzileiros Navais. Bases foram fechadas, sua força foi reduzida em quase 20.000 homens, e a tendência é perder mais 10.000.
    É triste, é doloroso, mas é a verdade.

  36. nossa armanda imperial ditava as regras abaixo do equador.. hoje só saudades.. iva ao império do brasil.. viva a monarquia .constitucional. quem sabe voltaremos a ser um pais com orgulho de sua história .. vivas alm tamandare..!!

  37. A Marinha deveria começar a dar suporte a logisticas dessas empresas,que estão operando no pré sal e gerar um fundo para segurança dos trabalhadores e se estruturar com trabalho voltado a segurança marinha,lento e rertirar parte do recurso junto com essas empresas,apoio a pesquisa para manutençao da reserva da fauna pesca garantir que os processo no mar não vai comprometer meio ambiente.etc.

  38. Um porta avião não faz falta hoje,se vier esse porta helicóptero inglês vai ser uma boa.Uma boa esquadra de superfície e submarinos em bom numero está de bom tamanho passando a Fab a defesa do território,pois o Brasil não tem projeção de poder e não o quer e não tem grana para isto.

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