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Corvetas classe ‘Tamandaré’: empresas interessadas entregam propostas

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Concepção em 3D da corveta classe Tamandaré
Concepção em 3D da corveta classe Tamandaré

A Marinha do Brasil, por intermédio da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DGePM), em coordenação com a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), informa que no dia 18 de junho de 2018 ocorreu a Fase de Entrega das Propostas pelas empresas interessadas no Projeto Corvetas Classe “Tamandaré”.

Foram recebidas, após a análise documental, 09 (nove) propostas comerciais que passarão a ser analisadas sob os pontos de vista técnico, jurídico, fiscal e orçamentário/financeiro.

As referidas propostas indicam, preliminarmente, a participação das seguintes empresas nacionais e internacionais, em formação de consórcios ou em grupos de empresas, as quais permanecem no processo de escolha da Melhor Oferta:

  • BAE Systems, CONSUB Defesa Tecnologia S.A. e MAC LAREN Oil Estaleiros Ltda.
  • Consórcio “ÁGUAS AZUIS” – ATECH Negócios em Tecnologias S.A, EMBRAER S.A e THYSSENKRUPP Marine Systems GmbH, contando com as seguintes empresas subcontratadas: ARES Aeroespacial e Defesa S.A, Fundação EZUTE, OCEANA Estaleiro S.A, OMNISYS Engenharia Ltda, SKM Eletro Eletrônica Ltda e WEG equipamentos elétricos S.A.
  • Consórcio “DAMEN SAAB TAMANDARÉ” – DAMEN Schelde Naval Shipbuilding B.V e SAAB AB, contando com as seguintes empresas subcontratadas: CONSUB Defesa e Tecnologia S.A, WEG equipamentos elétricos S.A, e WILSON SONS Estaleiros Ltda.
  • Consórcio “FLV” – FICANTIERI S.p.A, LEONARDO S.p.A e VARD PROMAR S.A., contando com as seguintes empresas subcontratadas: Fundação EZUTE e ARES Aeroespacial e Defesa S.A.
  • Consórcio “VILLEGAGNON” – NAVAL GROUP, ENSEADA Indústria Naval S.A e MECTRON S.A.
  • GOA Shipyard Limited, INDÚSTRIA NAVAL DO CEARÁ (INACE), Fundação EZUTE e SKM Eletro Eletrônica Ltda.
  • GRSE – Garden Research Shipbuilder Engineers, ELBIT Systems Ltd e SINERGY Group Corporate.
  • STM, Estaleiro BRASFELS Ltda., Fundação EZUTE, THALES, e OMNISYS Engenharia Ltda.
  • UKRINMASH, THALES e AMRJ.

As próximas etapas do processo estão detalhadas no cronograma de eventos, a seguir apresentado, o qual permanecerá norteando a Seleção da Melhor Oferta, pela Marinha do Brasil / EMGEPRON:

Perfil da corveta classe Tamandaré
EVENTO DATA/PERÍODO
Divulgação da “Short list” 27/08/2018
Divulgação da Melhor Oferta 29/10/2018

 

209 COMMENTS

  1. Cadê os russos, coreanos e chineses? Pularam fora? Nada de Type 54? Nada made in South Korea com preços “competitivos”? Ou pularam fora porque já está tudo “arrumadinho” entre os “parceiros” ocidentais.

  2. Fico me perguntando o que se passa na cabeça dos estrategistas e do almirantado, agora pra nossa Marinha é só navios patrulha que visão medíocre… Cadê os navios de primeira linha e o interesse de defender nossa pátria de ataques inimigos? Pra patrulhar sai mais em conta aviões… Até quando vamos ter navios usados, de patrulha ou mais ou menos 40 anos de comissionamentos?

  3. Seria interessante saber o que os participantes ofertaram, se o NAPIP ou o projeto da MB.
    Mas a Damen, Fincantieri e Thyssen parece que vem fortes…ainda tem 2 indianos e um ucraniano, são incógnitas (??). Por fim a BAe acho que não leva, muito me surpreenderia se isso ocorrer; os franceses também tem um ótimo produto, mas cabe no valor final ou vai ser algo desdentada ?? A STM é o estaleiro de Singapura??? Não seria STX?!?!

    Mas gostaria de saber o que cada um ofertou, com qual projeto para que pudéssemos comparar.

  4. Estranho o Synergy Group estar participando! Para quem não sabe, o Estaleiro EISA pertence a este grupo do Sr. German Efromovich (Grupo Avianca), assim como o Mauá-Jurong tb, ambos estaleiros falidos!

    No mais, todo o processo segue dentro do cronograma, quer gostem ou não os abutres de plantão!!

    • Estava surpreso pela admissão do grupo Synergy como participante neste certame.
      O histórico recente deles com a MB é extremamente desabonador.

  5. Nessa eu estou com os Indianos-INACE…mas a opção pela Ucrânia também me parece muito interessante para nós e ficaria contente em vê-los vencedores também. A Industria Naval ucraniana é de primeira.

  6. “Consórcio “VILLEGAGNON” – NAVAL GROUP, ENSEADA Indústria Naval S.A e MECTRON S.A.” – Desculpe, mas não entendi a escolha dos parceiros afinal Enseada e Mectron têm como acionista majoritário a Odebrecht ( a menos que algo tenha mudado e eu não saiba ) – uma organização que está em sérias dificuldades, sendo que a Mectron teria paralisado suas atividades, pelo menos foi o que saiu na imprensa já há algum tempo.

  7. Consórcio “ÁGUAS AZUIS” – ATECH Negócios em Tecnologias S.A, EMBRAER S.A e THYSSENKRUPP Marine Systems GmbH, contando com as seguintes empresas subcontratadas: ARES Aeroespacial e Defesa S.A, Fundação EZUTE, OCEANA Estaleiro S.A, OMNISYS Engenharia Ltda, SKM Eletro Eletrônica Ltda e WEG equipamentos elétricos S.A.
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    ATECH será vendida a Boeing?
    Embraer e TKMS tem futuro incerto… A situação está complicada.
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    ARES deve entrar no tocante as armas.
    OCEANA deve entrar no tocante a construção do casco. O que é meio que óbvio.
    OMNISYS é basicamente a Thales, podem fornecer Radares, sonar, MAGE e outras coias…
    ATECH deve estar metida no negócio do sistema de combate.
    SKM Eletro Eletrônica deve entrar na parte da propulsão e outros sistemas.
    WEG entra na parte elétrica do navio e talvez também na pintura.
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    A MEKO ofertada pelos caras é bastante interessante. Basicamente uma MEKO A200 um pouquinho menor… Se eles ganharem, não vou achar ruim.

    • A Thyssen também tem um futuro nebuloso depois de o governo alemão ter declinado de sua proposta para a construção das MKS180. A German Naval Yards está na lista de compradores.

    • Atech será sistemas de combate e, creio, radar. Não irão ser vendidos, pelo menos não agora. Minha aposta está nesse consórcio, Águas Azuis.

    • Rapaz…este consórcio está realmente forte e seria interessante ver a EMBRAER DEFESA trabalhando com essas empresas e adquirindo knowhow no setor de defesa naval também, mas o almirantado está com a popa aberta a BAE, pelo excelente negócio do HMS OCEAN com aquele maravilhoso radar Artisan 3D praticamente de graça….teve uma visita dos caras aqui no RJ e eles disseram que não perdem mais nenhuma concorrência. kkk

  8. Amigos acho que tá mais para Consórcio “ÁGUAS AZUIS” ,Consórcio “DAMEN SAAB TAMANDARÉ” e Consórcio “VILLEGAGNON” só a nata.

  9. uma boa informação é saber que a Mectron ainda está “viva” (ao menos é o que diz essa short list), ao que parece ela está apenas inactiva.
    Talvez seja a Itaguaí Construções Navais ( Associação da Odebrecht com grupo francês).
    Agora ficou a dúvida, cadê os Chineses e Russos em associação com Brasileiros tipo Avibrás naval, Ibra aerospace, Flight tecnologias etc ?
    Espero que apostem no projeto original das CCT,s nacional, e não em adquirir e construir um projeto estrangeiro.
    pois o projeto da Engepron/MB já consumiu uma boa grana e passou por testes nacionais e internacionais em seu casco.
    Sem falar que o casco das CCT,s já está mais que testado, pois deriva da Barroso, que por sua vez deriva das Inhauma.
    Com a adoção e construção do projeto nacional, propiciará desenvolver nova classe (quem sabe 5.000t) baseado nesse casco!

    • “ao menos é o que diz essa short list”

      Short list só no mês de agosto, está lá no final da matéria.

      Essa não é a short list, é a lista dos que entregaram propostas.

  10. Eu aposto em três finalistas:

    – Consórcio “ÁGUAS AZUIS”
    – Consórcio “FLV”
    – Consórcio “VILLEGAGNON”

    • Eu aposto quase igual a você:
      – Consórcio “ÁGUAS AZUIS”
      – Consórcio “DAMEN SAAB TAMANDARÉ”
      – Consórcio “FLV”

      Podemos ter também o “STM, Estaleiro BRASFELS” com uma variante da Milgem TF-100 Class.

  11. Prezados Galante, Nunao e Poggio,

    Agora já dá para fazer diversas matérias sobre as propostas de cada consórcio. Já dá para ter uma ideia do que cada um deles apresentou, com exceção do preço.

    Grande abraço

    • Particularmente apostaria os meus tostões na BAE, inclusive no Type 31e, por que?
      1- Temos que lembrar que a classe Niterói era um projeto da Vosper, que foi incorporado pela BAE, ou seja, já existe a muito anos uma grande integração deles com a MB.
      2- Se não me engano a classe amazonas (que também foi construída por um estaleiro absorvida pela BAE ) foi a base do Type 31e. De repente, pode ser uma ótima oportunidade para também aumentar a quantidade de navios da Classe Amazonas (não boto muita fé nesta alternativa, mas). Temos que lembrar que a motorização (CODAD) do Type 31e é o solicitado para a nova classe das corvetas.
      3- As vendas de oportunidade dos Ingleses, estão sendo muito generosos com a MB, obviamente isto decorre do fato do ótimo relacionamento entre a Royal Navy e a MB), então nada mais natural que o Brasil abrace a Inglaterra.
      Gosto desta alternativa principalmente pro causa do orçamento da MB, MAS acho que precisamos também de navios mais poderosos (não boto fé que o Brasil vá comprar as Fremm novas), mesmo que sejam usados.

      • Sua análise faz bastante sentido.

        Eu enxergo que eles podem oferecer o mix hi-low, mas o “hi” deles está fora de cogitação quanto ao orçamento: o mundo dos sonhos em termos ingleses seria Type 26 (quatro?) e Type 31e (oito?), mas isso custaria muito mais do que nossa classe política está disposta a pagar para a Defesa, um tema deveras “desinteressante”….

    • Se os requisitos são bem feitos e cobrados, a licitação por menor preço funciona e é ótima. Sem critério e fiscalização, a empresa pode cobrar mais caro e entregar porcaria.
      A PM-SP fez uma licitação de pistolas por menor preço. Venceu a Glock.

    • Caro Aldo. Não dá para generalizar. O maior problema é garantir a qualidade. Lembro de uma licitação para a aquisição de acetona na qual o vencedor que apresentou o menor preço entregou uma mistura de acetona+água. O lote foi rejeitado e a vencedora desclassificada. Em seguida chamaram a segunda colocada, que tinha apresentado um preço maior, que foi renegociado. Também lembro da aquisição de um microscópio eletrônico entre duas empresas (uma alemã e uma japonesa). O vencedor apresentou um preço maior mas colocou na proposta que também faria a revisão, atualização dos equipamentos antigos e garantiria a manutenção de todos os equipamento. Venceu com preço maior porque a proposta completa era bem melhor.

      • Boa noite Camargoer, agora imagina se ocorrer algo parecido com o segundo caso por você citado, BAE vence, apresenta as type 31e e de quebra a MB leva de brinde algumas type 23 e o modfrag 2 em algumas Niteroi

  12. Aldo, lendo a matéria se pode ver claramente que não é uma concorrência pelo menor preco. o fator preço será considerado junto com outros quesitos.

  13. O curioso dessa lista de quem entregou propostas (além da ausência de chineses, russos e coreanos é claro) é que se pode intuir quem vai de NAPIP e quem vai com o projeto do CPN. Nesse último apenas vejo a Fincantieri e possivelmente um dos indianos e talvez os ucranianos (e digo isso apenas pq se associaram ao AMRJ). Ou seja, se a opção pelo projeto original é realmente a preferida pela MB, ficou “fácil” pra Fincantieri…

  14. Quanta polêmica por conta dessas corvetas? É só dizer que o Brasil não tem recursos pra ter meios de superfície condizentes com o tamanho de nossa costa, mas o orgulho megalomaníaco e a corrupção cegam as autoridades, fazer o que? Boa sorte a MB.

  15. Interessante.

    Os ucranianos devem estar oferecendo quase que certamente uma derivação da sua 58250; uma versão da ‘light frigate’ de 2500 ton. ( standart ), que está nas margens dos requisitos originais. Particularmente, achei bem interessante e a vitória deles seria uma agradável surpresa, mas ainda aponto para a Tyssenkrupp. Os alemães parecem estar entrando de sola mesmo…

  16. Me parece que a BAE Systens sai na frente por conta do HMS Ocean. Não tiraram aquele puta radar, não foi por acaso. Além do que, um representante da BAE e da Royal Navy estiveram no RJ e disseram que não vão perder concorrência para outras nações nunca mais.
    Mas a SAAB e DAMEN é uma baita dor de cabeça para a MB agora e quem diria a EMbraer Defesa fosse se meter no negócio aval também (correndo por fora pode surpreender).
    Essa deve ser minha short-list e o finalista e campeão será ……SAAB&DAMEN e os ingleses vão ficar a ver navios….kkkkkkkkkkkkkkk

  17. Cadê a indústria bélica brasileira? Cadê a indústria naval brasileira? É melhor pagar aos outros, é melhor desviar dinheiro para pagar os outros? Triste….

    • Caro Tul. São consórcios internacionais com parceiros nacionais. As corvetas serão construídas em um estaleiro nacional. Provavelmente, os recursos serão do tesouro em reais sem a necessidade de financiamento externo. A importação dos equipamentos ficará por conta do consórcio. Talvez o Alm. Monteiro saiba explicar melhor como será o arranjo financeiro. Parece que será um pouco diferente do que foi com os Scorpenes, que necessitou de um financiamento externo. Também estou curioso pelos detalhes.

  18. Qualquer um menos os ucranianos. Não depois do que eles fizeram (e insistem em fazer) com o Brasil. Não da para confiar em gente assim, principalmente um país passando por uma crise tão grave quanto a deles.

    Minha torcida é pela Saab/Damen.

  19. Prezados,

    O que mais chama a atenção neste momento são as desistências de espanhóis (que já haviam avisado), coreanos e chineses.

    As empresas têm suas estratégias e isso deve ser respeitado. Decidiram não participar pois, provavelmente, não acharam vantajoso estabelecer uma parceria com a MB.

    A todos que entregaram suas propostas, posso dizer que estas serão analisadas com imparcialidade. Irão ao short list as 3 melhores.

    Grande abraço

    • Os Espanhóis já tinham avisado antes e eles estão concorrendo nos programas para fragatas Canadenses, Australianas e principalmente Americanas, creio que eles resolveram focar nessas 3 concorrências que são bem maiores, fiquei surpreso com a não participação de nenhum estaleiro chinês, tinha mais de um deles na lista do começo do ano, agora a não participação dos Coreanos me causou foi perplexidade, eles sempre participam de praticamente quase todos os concursos, eu podia jurar que eles eram um dos favoritos para estar na short list, até visitar a nuclep eles visitaram esse ano

  20. Gostaria de estender um pouco o que o Sr. Luis Monteiro ( 19 de junho de 2018 at 8:57 ) colocou. Realmente me surpreendeu a ausência de coreanos e chineses, ainda mais se for pela questão da parceria, pois o Brasil não é mercado a ser ignorado.

    Eu tenho minhas dúvidas quanto aos chineses, mas reconheço-as fruto de um certo preconceito. Mas apostava nos coreanos, com uma oferta atraente.

    Seja como for, para aqueles que torcem pela MB (e demais forças), assistir ao andamento desse programa dá um alento. Tenho para mim que os últimas notícias são muito boas: NPH Atlantico, Riachuleo, modernização dos Lynnx….. Que continuemos assim!

    • De repente os Coreanos (e em um menor grau) pularam fora pois não poderiam construir nos seus estaleiros, e não acharam alguém capaz no Brasil que pudesse manter o seu prazo, custo e qualidade. Já os Chineses, teriam também que integrar armas ocidentais ao navio, isto com certeza iria elevar o preço dos navios.
      Muito risco para os Chineses e Coreanos (isto para construir poucos vasos).

      • Olá Humberto. Uma outra possibilidade seria a de que as empresas coreanas e chinesas estão no limite de suas capacidades de produção. Não creio que seja uma questão de risco financeiro ou tecnológico. Se existisse este risco, ele afetaria todos as empresas, não apenas as asiáticas. Há um principio em ciência (navalha de Occan) que recomenda adotar a explicação mais simples.

  21. Mas uma oportunidade perdida para a MB ter as Stereguchy da Russia ou as Mini Fragatas Type-54 da China, mas assim ficamos com projectos Ocidentais não Norte Americanos, tudo da Europa, Fincanteri é a favorita da maioria, mas eu torço pelo projecto da SAAB, vamos ter o Gripen NG dos mares, será 100% nacional com transferência de tecnologia Sueca…

    • Caro Filipe. Concordo com o Marcelo. O processo de escolha esta sendo feito sobre as ofertas. Claro que a MB poderia ter escolhido um modelo/fornecedor sem um processo de licitação (a lei até permite isso) mas então teríamos críticas sobre o processo e o risco do MP cancelar tudo. O correto é dizer que a MB está com a oportunidade de escolher uma boa proposta a partir da short list.

  22. Imaginem os chineses ligando para os americanos e perguntando se podem adquirir mísseis ESSM para integrarem em suas fragatas Type 054 com destino à marinha do Brasil?

    Convidar os chineses para participar de uma concorrência e exigir sensores e armamentos ocidentais é quase o mesmo que Não convidar.

  23. Luiz Henrique, a concorrência é para construção do casco das CCT,s (creio eu), cabendo a MB via centros de P&D e ou empresa nacional contratada a integração dos sensores e sistemas de armas.
    Assim como aconteceu com o Sivam, Sisfron etc..
    Sendo assim, Chineses, Russos, Coreanos etc podem participar sem problemas algum.
    Mas como disse em outra oportunidade, não acredito muito que os mesmos, mesmo que tenham interesse e entreguem propostas venham a ser qualificados devido a fatores culturais, políticos e diplomáticos nacionais que já conhecemos !

    • Caro Foxtrot. Ao contrário do que você colocou, a MB adquiriu recentemente um navio construído em um estaleiro chines que teve seus equipamentos de origem ocidental instalados sem problemas. O mais provável é que as empresas chinesas estão no limite de suas capacidades de fabricação. Não creio na existência de problemas politicos, diplomáticos, culturais ou de riscos técnicos ou financeiros.

  24. Ansioso para ver o vencedor da licitação e como realmente ficará o projeto. 4 são poucas, sim pelo tamanho de nossa fronteira marítima, mas 4 ainda é muito melhor que nada e que destas 4 venham mais, junto com o programa dos subs, o atlântivo teremos uma marinha razoável. Não adianta pensar em casa de praia, quando ainda moramos na cidade de aluguel, por as mãos onde esta alcança, infelizmente é nossa realidade atual e que isto mude em breve. Salve a gloriosa Marinha Brasileira. st4

  25. Alguém sabe o que os franceses ofereceram?

    Creio ser algo baseado na gowind 2500.

    Mas qual o comprimento e deslocamento da versão oferecida?

    Saiu em alguma matéria que os alemães ofereceram uma versão maior da meko A100 com cerca de 3.200 toneladas de deslocamento.

    Me agrada muito uma Fragata com mais de 3.200 toneladas de deslocamento.
    Até gostei da proposta da Damen, mas se for mantido o tamanho do navio e o deslocamento, com 2.365 T., fica muito longe do deslocamento dessa A100 alemã.

    Fragata x Corveta.

    Acredito que a proposta mais interessante será do concorrente que conseguir oferecer o melhor navio dentro do orçamento.
    E muitas vezes melhor tem a ver com tamanho. Ainda mais no Atlântico Sul.

    Sou muito mais uma fragata com quase 4.000 t do que uma corvetinha com pouco mais de 2.000 t.

  26. Parabéns à Marinha pelo sucesso no empreendimento. Dos 19 candidatos internacionais que receberam a RFP, 10 participaram do processo (9 propostas, uma com a fusão de dois candidatos).

    Parece que agora a Marinha vai mesmo retomar a correta linha de planejamento gestada nos anos 80 para a renovação dos meios de superfície (o projeto e construção no país de 16 corvetas, depois reduzidas para 12), e que infelizmente foi relegada ou negligenciada durante anos, anos e anos, gerando imenso atraso que se traduz na atual situação dramática quanto a tais meios. Que se aproveitem nesse novo processo os aprendizados das iniciativas anteriores (Inhaúma e Barroso), em especial a preocupação pela rápida deterioração das Inhaúma, que ainda parece ser um mistério.

    Torço para que tenha aparecido uma boa proposta para o projeto nacional, seria o coroamento do esforço/recursos já despendidos na busca da capacidade de projetar meios navais modernos e especificados para as necessidades da MB. Agora, se aparecer uma proposta de NAPIP uns 15 ou 20% mais barata, a MB vai ter um problemão para resolver…

    Não creio que uma proposta NAPIP de valor superior à proposta de projeto Tamandaré seja acatada, seria um contra-senso, desperdício do esforço já desenvolvido – a não ser que apareça proposta de um super-navio barato e com grande transferência de tecnologia (que, creio, não deve ter aparecido).

    Tomara que a Fincantieri tenha conseguido produzir uma boa proposta para o projeto Tamandaré, é minha preferida, devido à confiabilidade e imersão que já tem no projeto.

    • “Que se aproveitem nesse novo processo os aprendizados das iniciativas anteriores (Inhaúma e Barroso), em especial a preocupação pela rápida deterioração das Inhaúma, que ainda parece ser um mistério.”

      Nilson,
      Não tem mistério: muito resumidamente, as quatro corvetas tiveram suas manutenções postergadas além da conta enquanto boa parte das fragatas classe Niterói realizavam o ModFrag.

      Quando quando finalmente tiveram que parar para manutenção mais pesada acabou sendo praticamente em bloco e com mais coisas para fazer, com recursos cada vez menores para tanto (lembrando que foram desenvolvidas para uma sistemática de manutenção diferente, e que não comportaria esse prazo maior sem paradas, o que piorou as coisas).

      A Frontim provavelmente foi a corveta na qual esse processo de desgaste foi mais acentuado, afetando as obras vivas (casco abaixo da linha d’água) e gerando sua aposentadoria prematura.

      Já a líder da classe tinha uma expectativa de vida útil um pouco menor que as outras três desde a época de suas provas de mar, pois as diversas provas e experiências táticas etc, que valeriam para toda a classe, foram concentradas nela para que eventuais modificações pudessem ser incorporadas às demais em construção. Nesse uso intensivo nos primeiros anos foi “comida” parte maior de sua vida útil em comparação às demais, mas isso foi pensado em benefício das outras três e dos esperados futuros lotes (estes, infelizmente, em meados dos anos 90 não puderam ser contratados e ficaram só na Barroso, pois o governo não liberou dinheiro para mais navios).

      Ressalto que isso é um resumo grosseiro de uma explicação que comportaria páginas e páginas.

      • Obrigado, Nunão. Já tinha lido as explicações de que o problema das Inhaúma tinha sido falta de manutenção.
        .
        Mas confesso que não consigo admitir que as obras vivas da Frontin só tenham durado 22 anos (*1992 +2014) e que o navio não pudesse sequer ter sido simplificado e reclassificado como navio de patrulha. A Inhaúma durou 30 anos (*1986 +2016) e tem a seu favor o que você disse, os testes iniciais.
        .
        Salvo existência de algum laudo específico que desconheço, e por mais que se insista nesse monocórdico problema de manutenção, minha tendência é manter a dúvida se não teria havido algum problema na especificação, contratação ou mesmo algum vício construtivo. Ensinamentos que podem ser aproveitados na Classe Tamandaré e quaisquer outras construções navais (no mínimo não deixar acontecer a falta de manutenção, melhor ter menos e manter, do que ter mais e não conseguir manter).
        .
        Bem, também foi só uma observação colateral, é uma mera questão que vez ou outra volta à tona, como tantas outras questões por aqui. O momento é de alegria devido ao sucesso na obtenção de propostas para a Classe Tamandaré, a retomada!!!

        • “por mais que se insista nesse monocórdico problema de manutenção”

          Nilson,
          Como já escrevi, não é a única explicação, há outras, o que expus foi um resumo.

          E ressalto que essa explicação não é a oficial. É a que eu e outros editores do Poder Naval apuramos pessoalmente com várias fontes (de mais de uma procedência e relação com o tema) dentro da Marinha. Não tem nada de monocórdica, pelo contrário, é um cruzamento de informações de fontes diferentes.

          • Obrigado mais uma vez, Nunão. Quando tiver oportunidade vou buscar mais e mais informações sobre o tema, talvez me conforme. O que não quer dizer que não acredite em suas pesquisas, mas por outro lado o princípio da dúvida metódica ainda me parece aplicável ao caso, em face das poucas informações de que disponho. Uma boa e reconfortante “redenção” será o retorno das V 31 e 32 ao setor operativo.

          • Longe de mim querer tirar de você a prerrogativa de duvidar. A dúvida é fundamental para buscar resposta. Não me incomodo com dúvidas, pelo contrário. Ruim é ler vários comentários com excesso de certezas, dogmas, baseadas puramente em achismos e informações incompletas. Te parabenizo por buscar a informação mais precisa possível.

            Meu comentário foi pra te alertar que a versão, ainda que muito resumida, que escrevi, está muito longe de ser monocórdica.

        • A “Inhaúma” foi incorporada em 1989 e é a partir dessa data que se costuma
          contar a idade de um navio…mas…independente disso pelo que lembro ela
          deixou de navegar anos antes da data da baixa oficial em 2016.

          • Obrigado, Dalton. Para esse caso utilizei a data de lançamento (1986) por ser a data em que o casco começou a ter contato com a água salgada. No NGB consta que a Inhaúma passou por PMG em 1999-2000 e entrou em PMI no fim de 2009 (ou seja, 23 anos bem vividos, mais do que a vida inteira da Frontin). Depois perdi a pista , numa consulta rápida não achei quando terminou o PMI e quantos anos navegou depois, antes da baixa em 2016.

          • Nilson…
            .
            a data de lançamento não conta e sim a data de incorporação e de fato a “Inhaúma” entrou em manutenção em 2009 e não saiu mais
            conforme pude testemunhar em minha última viagem ao Rio em
            2014…então se considerarmos a incorporação em novembro de
            1989 e o início da manutenção em meados de 2009, nem mesmo
            chegou a completar 20 anos !
            .
            Quanto a “Frontin” foi incorporada em 1994 e permaneceu ativa
            até 2012 quando passou para à reserva, que já sabia-se não retornaria, então a diferença para à “Inhauma” não é tão grande.

          • Realmente, Dalton, há uma matéria aqui no Poder Naval de 2012, abordando a passagem da Frontin para a reserva. Os comentários são muito esclarecedores. As outras já estavam paradas, o Galante até falou: não faz diferença passar a Frontin para a reserva, as outras 3 também não estão operando. Uma pena o que aconteceu na vida das Inhaúma. Achei interessante o comentário do rapaz com nome de inglês: a mãe dele não deixava comprar brinquedo novo porque nem usava direito os que tinha… Tomara que a MB esteja brincando direitinho com os poucos brinquedos que sobraram…

  27. Selecionar a proposta, baseando-se em qual é a “mais barata” é um erro…
    .
    A MB tem de selecionar a proposta que oferece mais pelo dinheiro que ela tem liberado para gastar. Isso é diferente de selecionar o mais barato.
    O dinheiro desse programa não é da MB, é do Governo. O que ela economizar não vai sobrar para comprar outros meios, equipamentos ou armamentos. A MB tem de firmar o acordo mais vantajoso possível, utilizando todo o dinheiro que ela tem para gastar. O Governo vai ter de bancar a proposta escolhida de qualquer forma. Seja barato, seja caro.
    .
    Outro ponto importante, é que a MB deveria selecionar um consórcio que possa também fortalecer o lobby da ABIMDE, que seja um aliado de peso para pleitear um segundo lote de navios.
    .
    Além disso, a MB deveria selecionar um consórcio que tenha portfólio, para apresentar futuras soluções e projetos para as necessidades da MB.
    Se vão investir para instalar um estrangeiro aqui, que se pense também no futuro…

    • Bardini,
      Não sei se vc está respondendo a outro comentarista ou expresando opinião, mas a escolha é por melhor oferta, onde preço é um dos quesitos, mas há outros, e todos terão que ser pesados.

      • O que eu quero dizer, é que o preço não é o mais importante, contanto que se respeito o limite da Marinha. O importante é selecionar a oferta que mais agrega benefícios dentro do que a MB tem para gastar.

        • Isso só é válido se na regra desta RFP ou de contratos militares, os quais não tenho experiência, o preço não for o fator de decisão. Como vc disse, o dinheiro é do Governo e, em todas as licitações que participo, só o menor preço vence. Propostas de valor superior são contratadas apenas caso o participante de menor preço, não esteja tecnicamente adequada sua oferta ante as especificações da RFP e portanto, desclassificado

  28. Os russos e chineses não devem ter gostado de “ocidentalizar” os armamentos a ser integrados. Perdem uma faria lucrativa do negócio. Fazer só o casco e a motorização não parece bom pra eles. Ademais, esses paises estão no meio de dsiputas e podem requisitar os barcos no estaleiro e ficamos a ver navios. Lembrem o que aconteceu com o encouraçado Rio de Janeiro. Churchill mandou desapropriar e incorporou na RN.

    • Mimimimim…
      Russo, Chinês, Koreano… Todos estavam livres para fazer sua ofertas, incluindo seus sistemas. A MB não definiu radar, sonar, míssil e etc.
      .
      O que aconteceu?
      Correram…

  29. A BAE faz o Artisan 3D, além de ser sócia da MBDA que faz o Seaceptor. Se for é verdade que a MB bateu o martelo por esses dois sistemas o mais natural seria deixar que o “resto” fosse feito pela BAE também. Óbvio que nada impede que esses sistemas sejam integrados a navios de outras concorrentes, mas o curso normal do rio aponta que cada consórcio optará por seus próprios sistemas, como DAMEN/SAAB que obviamente irá operar o Sea Giraffe.

    Já que o casco vai ser modular tenho lido que pode ser algo baseado no NPaOc Amazonas, aumentando algumas seções, que aliás li recentemente que já foi feito pela BAE para outro país que não me lembro qual. Se a proposta for NAPIP salvo engano o navio não poderá ser só um projeto, mas deve ter sido executado para alguma marinha.

    Vamos ver como vai ser o quesito preço.

    Minhas preferências são:

    1º BAE Systems
    2º Damen/Saab

    Só não pode ser THYSSENKRUPP/Embraer, a primeira sendo vendida por problemas financeiros, a segunda sendo entregue de mão beijada mesmo estando no auge de sua “carreira”.

    Saudações.

    • Acrescente no portfólio da BAe mencionado por você o Bofors 40mm, que já é utilizado pela MB.

      Supõe-se que a proposta deles seja baseada na corveta Khareef, com adaptações, logicamente.

    • Eu incluo a DCNS (Naval Group) na Short List, pois fica claro que a MB esta disposta a abandonar o projeto das corvertas se alguém lhe oferecer fragatas a preços e condições de pagamentos palatáveis. Por isso, talvez, deram aquela flexibilizada no texto e ampliaram a tonelagem para 4000t —> Laffayette.

      1º BAE Systems
      2° Naval Group
      3º Damen/Saab

      Ademais eu acredito que o quesito “estaleiro” irá contar muiiiitos pontos nesta pré short list, visto que a MB demonstra estar bem assustada com a janela de descomissionamento de suas velhas unidades.

      Quais estaleiros estão em plenas capacidades operativas, que com alguns ajustes, iniciem de pronto a construção?
      #Estaleiro Mac Laren fica aqui em minha cidade, Niterói-RJ, bem perto da AMRJ e Base Naval, e foi responsável pela fase final de construção dos navios plataformas da Petrobras, mas não tem capacidade de construção do casco, mas até onde me lembro não não possui dique seco.
      #Estaleiro OCEANA S.A. fica em Itajaí-SC e tem excelentes instalações, mostrando excelência na construção de off-shores. Também não tem doca alagavel.
      #A WILSON SONS Estaleiros Ltda, tem seu estaleiro localizado em Guarujá I e II (Complexo Portuário de Santos) e sede no RJ, além de vasta rede de Logística, Rebocadores, Terminais, etc. Tem contrato com a Damen à 20 anos. Dique seco para ate 5500t com até 135m por 26m de boca.
      #VARD PROMAR S.A., tem um grande estaleiro em Pernambuco e a poucos anos comprou STX OSV Niterói (antigo Estaleiro Mauá). Pertence ao grupo Fricantieri. Está localizado a alguns metros da Base Naval do RJ. Não tem dique seco ate onde pude pesquisar. Acredito que o casco seria construído em Ipojuca-PE e trazido para montagem final em Niterói-RJ.
      #O mega complexo industrial Naval da ENSEADA Indústria Naval S.A, tem seu principal estaleiro em Paraguaçu-BA e outro no Rio de Janeiro de menor porte. A estrutura da ENSEADA é considerado de 5ª Geração e tem a assinatura da Kawazaki. Dique seco duplo. Enseada de módulos. Dois cais de acabamento.
      #INDÚSTRIA NAVAL DO CEARÁ, fica em Fortaleza-CE, com instalações para navios de pequeno a médio porte, atende encomendas de off-shore, iates e navios patrulha como o classe Macae da MB. Para construir as corvetas teria que passar por reformas de modernização e ampliação, de certo.
      #Estaleiro BRASFELS Ltda é o patinho feio, que só queria construir plataformas e navios plataforma. Tem excelente estrutura. Fica em Angra dos Reis-RJ. Apesar de várias carreias e pistas, possui apenas 1 dique seco de 80 metros. Teriam que fazer alguma alterações estruturais pois projetaram para construir somente plataformas. kkkk
      #AMRJ, o estaleiro da Marinha do Brasil, é mais deficitário, precisando a anos de uma ampla modernização. Possui bom espaço, mas muito mau otimizado e com instalações e equipamentos obsoletos para o que se propõe para os dias atuais e futuros. Possui 3 diques secos e 2 linhas. Impensável a MB utilizar aquele espaço sem antes fazer uma profunda modernização e ela, apesar de querer muito modernizar e construir lá, não tem esse tempo.

  30. Considero extremamente simpáticos, se realmente forem oferecidas, a alemã A-100 Plus, a francesa Godwind esticada e a versão Leander da Type 31, que é a corveta Karef ampliada em quase 40%. Acredito, contudo, que os reais concorrentes sejam franceses e alemães, pelas articulações com grupos nacionais importantes, Embraer e Itaguaí Construções Navais/Enseada. Holandeses não tem tradição de fornecimento à MB e sua articulação interna é fraca. Se houver surpresa, será a Ficantieri, que já está instalada no Brasil. Mas, neste caso, não haverá transferência de tecnologia ou transferência menor para grupos nacionais.

    • “Holandeses não tem tradição de fornecimento à MB”

      Têm sim,
      10 corvetas classe Imperial Marinheiro nos anos 50, junto com toda a reforma do NAeL Minas Gerais, e nos anos 80-90 a construção de duas corvetas classe Inhaúma nas instalações brasileiras do Verolme (de origem holandesa).

  31. Você foi bem Nunao ao colocar a origem holandesa da Verolme. Quando as corvetas foram construídas ja era controlada por nacionaiis.

  32. Melhor oferta. Nao o preço menor. Não a mais cumprida. Não a mais armada.

    Mecânica tradicional porque ainda tem os contratos de atualização e manutenção. Se a MB quer CODAD significa que está vacinada contra os problemas de turbinas. Quer máquina diesel alemã porque o mundo usa isso. Até os chineses que não entregaram proposta empregam Pielstick que hoje pertence a MAN.

    Algum problema há entre Brasil e China. A operação da Embraer na China está abandonada, a prometida ferrovia que ligaria o Atlântico ao Pacífico não foi nem pro papel e Temer foi deixado de lado no último encontro dos Bricks.

    Algum veto há nos russos e nos coreanos. Além do possível não americano aos russos, estamos picando o contrato de montagem e distribuicao da Hyundai no Brasil.

    A Ficantieri fez o projeto, está junto com a Fundação Ezute e quer o pedido. Leva.

    A Saab/Damen pode atrapalhar. Ninguém explica o que está acontecendo entre Boeing e Embraer. Os franceses também podem. Brigaram com os italianos por conta do estaleiro francês. Junto com os italianos são os que mais investem hoje no país.

    Indianos vendem para eles mesmos e vizinhos. São jovens. Não levam. Ucranianos tem que resolver o problema de Alcantara. Ninguém explicou a presença do embaixador ucraniano em Itaguaí. Pode surgir uma compensação da Ucrania em forma de super oferta, o que deixaria os americanos…irritados.

    Depois que li aqui sobre o fechamento da Exide no Brasil, aposto firme na Ficantieri. É uma forma dos americanos saberem o que passa cá. E plantar problemas.

    Vimos a falência do Mercosul e das iniciativas locais e regionais de tentar criar mercados, influência, tratados, acordos, negócios, políticas e aliados. Eu ligaria ao Trump pra perguntar com quem, na opinião dele, deveríamos assinar. Somente um pitaco. Conversinha.

    Ele diria Ficantieri. Nos pediríamos as bênçãos. Evitaria problemas futuros. Vide Alcantara, novamente.

    Falta os alemães. Não se entendem nem entre eles. Parece que falam russo.

    Os blogs de defesa fizeram conta de 20 propostas. Chegaram 9. Estranho essa diferença.

    • 20 foi a quantidade de “convites” (RFP) entregues em dezembro/2017. O convidado não é obrigado a ir na festa. Normal que boa parte não participe, para mim 50% de participação foi um sucesso.

    • Na verdade não houve nenhum “convite”. Foi feito o chamado “request for proposals” onde se delineia o projeto e qualquer parte interessada (desde que cumpra um mínimo de pré-requisitos básicos) pôde solicitar mais informações a MB. Cerca de 20 empresas o fizeram, e agora 10 delas (2 em conjunto) fizeram propostas formais. Tudo perfeitamente normal.

    • Eu acho que o problema de Alcântara nada tem haver com dispensar um estaleiro ucraniano renomado, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa…a FAB que se vire com os problemas dela , aqui é MB!
      Quanto aos indianos e sua parceria com o INACE, acho um excelente negócio( assim como os Ucranianos)! O melhor estaleiro privado nacional associado com o maior construtor de navios patrulha do mundo que e que possui ampla experiência em mais variados projetos da área naval…constroem de tudo: Plataformas de petróleo,destróier, corvetas , fragatas e a lista é longa! Uma excelente oportunidade de gerar desenvolvimento na região nordeste.

  33. A STM é quem esta construindo as Milgem pra Turquia, um excelente projeto também, mas parece que faltam os VLS nesta classe.
    A BAe provavelmente vai de Khareef, a damen/saab de sigma, a thyssen de meko (A200 ou A100), o naval group de gowind… provavelmente os indianos, ucranianos e a fincantieri vão com o projeto da Engepron…

  34. Hoje, ainda sem saber as ofertas, estou torcendo pela proposta da Bae.
    Após mais informações, posso mudar de ideia…

    Motivos:
    1) Pelo que pude apurar a Type 31e deslocará quase 4.000 toneladas.
    Portanto, creio que seja o navio com maior deslocamento na competição.

    2) Radar Artisan 3D, comunalidade com o Atlântico, recém adquirido.

    3) mísseis antiaéreos Sea Ceptor. Preferência da MB.

    4) possíveis Brindes, como algumas Type 23 e navios tanque. Ou pelo menos, preços mais camaradas.

    5) Design me parece muito moderno, desenho furtivo.

    • 1) as Type 31e não podem concorre pois não há nenhuma unidade já construída e/ou em operação, que é um dos requisistos do NAPIP pra MB;

      2) nada impede que outro concorrente não oferte a instalação do Artisan na sua oferta;

      3) idem ao 2

      4) quem pode ofertar as Type 23 e navios tanque usados é a Royal Navy, não a BAe;

      5) design furtivo e/ou moderno todas tem, inclusive o projeto da MB

      • 1) Tem a corveta Khareef para o Omã, 03 unidades;
        2) Concordo, mas se fechar o pacote completo com o mesmo fornecedor talvez possa sair mais em conta;
        3) Concordo, idem ao 2 também;
        4) Concordo, mas fechar com a indústria britânica ajuda a melhorar ainda mais o bom relacionamento da MB com a Royal Navy. Não vai ter Chileno para passar na nossa frente;
        5) É verdade, no quesito furtivo há empate. No quesito beleza fico com a proposta da DAMEN/Saab

        • Marcelo, a Khareef é uma coisa, a Leander é outra. Quantas Leander, o projeto todo dela, foram construídas ? Nenhuma. Pelo que eu entendi do NAPIP, e falei ao outro Marcelo, a MB aceita um projeto do construtor desde que este já tenha construído algum navio igual ao ofertado.
          Projeto por projeto, acredito que a MB prefere que seja construída o dela.

          • Tem muitos Marcelos aqui. Está ficando confuso. hahahhaha

            Leander nem tenta se disfarçar de corveta, é legítima fragata com 4 mil toneladas, certamente passa do orçamento para a Tamandaré. Mas a Khareef fica nos requisitos, em torno de 2600 toneladas. Na minah concepção seria ofertada a Khareef com algumas modificações leves, não a Leander.

            Basicamente, salvo melhor juízo, Khareef é uma Amazonas aumentada, e a Leander é uma Khareef aumentada.

            Por isso vejo vantagem para a BAE. Já temos as Amazonas e podemos fazer mais, agora um projeto da classe Khareef para a Tamandaré, e futuramente quando o Prosuper ressuscitar pediríamos as Type 31e Leander.

            Tudo basicamente na mesma linha de produção. Daí a vantagem logística da construção modular, acrescenta-se alguns módulos saímos de uma Patrulha Oceânica para uma Corveta. Mais alguns módulos sai e Corveta e vira Fragata.

            Assim a MB vai ter vários tipos de navios com o mesmo projeto.

      • Roberto, na verdade a Type 31e ainda é um programa em estágio de concorrência (assim como as Tamandarés), onde a proposta atual da BAE, conhecida como “Leander” é baseada nas Khareef feitas pela BAE pra Omã, que por sua vez é a “prima rica” das nossas Amazonas. Então não vejo impedimento da BAE ofertar a Leander (por ser baseada numa nave em operação o que é permitido pelo programa CCT), a Khareef ou alguma coisa no meio do caminho.

        Sobre a relação da BAE com a RN, embora não esteja tão boa como antes, eles ainda tem um lobby muito forte no meio político. As River Batch 2 por exemplo foram construídas apenas para manter os estaleiros associados a BAE ocupados até o início da construção das Type 26. Outro fator interessante é que as River batch 1 quando construídas eram todas possuídas pela BAE, que através de um contrato de leasing cedia as naves pra RN. Apos algumas renovações do contrato a RN acabou por adquirir as naves em definitivo, exceto pela HMS Clyde (a única a possuir convoo) que ainda pertence a BAE

        • Marcelo, sei que as Type 31e ainda são uma concorrência, por isso ressaltei que não poderiam concorrer no processo Tamandaré, pois ainda não existem navios construídos. Pelo que entendi do NAPIP, o estaleiro que ofertar uma produto seu, deverá tê-lo já construído em algum momento, este projeto já deverá estar operacional em alguma marinha. A Leander é baseada, mas não é uma Khareef, pelo que eu entendi do NAPIP, ressalto, é que se deve ofertar algo que já exista, mas posso estar enganado.

          “Na segunda opção a Marinha do Brasil abre a oportunidade da proponente ofertar um projeto de sua propriedade intelectual, o qual será denominado NAPIP (Navio de Propriedade Intelectual do Proponente). Porém, nesta segunda opção, caberá a empresa atender as seguintes condições exigidas pela Marinha do Brasil para aceitação do NAPIP:
          A proponente deverá ter construído navios com base no projeto do NAPIP, comprovando suas capacidades.”
          http://www.naval.com.br/blog/2017/12/20/corveta-tamandare-saiba-mais-sobre-o-rfp-apresentado-pela-mb/

          Pelo meu entendimento, isso quer dizer que a ofertante propõe um navio como o Khareef, por exemplo, mas com a motorização pretendida pela MB, novos canhões, mas nada que altere o projeto básico da embarcação, como é o caso entre a Leander e a Khareef. Deixo claro que se o projeto Leander fosse considerado, no futuro, para iniciar uma recomposição das fragatas da MB acharia ótimo.

          “Sobre a relação da BAE com a RN, embora não esteja tão boa como antes, eles ainda tem um lobby muito forte no meio político. As River Batch 2 por exemplo foram construídas apenas para manter os estaleiros associados a BAE ocupados até o início da construção das Type 26.”
          Isso ocorre em todas as nações que tem empresas de construção naval do mesmo porte; podemos ver este tipo de relação entre o naval group e o governo francês, a fincantieri e o governo italiano….é até normal isso, o governo gera demanda para que uma empresa considerada estratégica não perca sua capacidade construtiva por ociosidade.
          O que eu respondi ao outro comentarista era que se se quiséssemos as Type 23 (o que eu não concordo) ou um classe wave (o que ai sim concordo) temos de ir direto na RN, sem se preocupar com um possível lobby da BAe a favor.

          • Marcelo Zhanshi 19 de junho de 2018 at 16:40

            Realmente, olhei umas três vezes pra ter certeza que não eram a mesma pessoa kkkkkk

            Se pensar por este prisma, realmente seria uma “padronização” muito interessante ter Amazonas+Khareef+Leander, o setor de logística iria adorar…
            Apesar de achar a Arrowhead140 muito melhor que a Leander, por ser baseada numa fragata já existente, que foi “simplificada” para a concorrência inglesa, mas me chama a atenção por tudo que ela, Arrowhead, está prometendo entregar e o possível espaço para, no futuro, ser modernizada.

          • realmente Roberto, tem muito Marcelo nesse mundo:) só aqui tem pelo menos eu e mais um que assinam apenas “Marcelo”, as vezes eu mesmo me confundo — to precisando de um nick novo e/ou um avatar 🙂

            quanto a questão do “navio construído com base…” realmente é um caso interpretativo, minha leitura é mais ampla que a sua, que é um pouco mais estrita. enfim, no caso hipotético da BAE ter oferecido a Leander, o preço estar compatível e a MB achar o projeto fantástico, acho muito difícil eles desqualificarem o mesmo com base em “esse projeto nunca foi construído”, principalmente pq essa é uma limitação auto-imposta pela MB. mas evidentemente posso estar completamente enganado e amanhã sair a notícia que a BAE foi excluída do processo por esse mesmo motivo…

            outra questão que podemos fazer é se estrategicamente é interessante para a BAE ou não ter oferecido a Leander para nós. explico: se eles oferecem o projeto e não ganham, é um tremendo mico pra concorrência deles la no Reino Unido (dirão os britânicos: “vamos aceitar um projeto que foi rejeitado pelo Brasil? Isso não serve nem pra exportação!”) principalmente considerando que a concorrente deles lá é um derivado da Iver Huitfeldt dinamarquesa (que é muito mais navio no sentido amplo da palavra). agora, se eles oferecem a Leander e ganham, isso não tem um impacto tão relevante pra concorrência deles. claro que viria a demonstrar o potencial de exportação do projeto e a BAE tentaria explorar isso, mas é quase que uma inversão do processo pretendido pelos britânicos. um dos objetivos do projeto Type31e (“e” é de export) é justamente recolocar o Reino Unido como importante exportador de navios de guerra e eles entendem que a adoção de um navio econômico pela RN iria incentivar projetos locais a terem sucesso internacional. ora, se o sucesso internacional é demonstrado de antemão, o MoD pode entender que a BAE já está muito bem encaminhada nesse sentido e que seria melhor optar pelo Arrowhead 140 e incentivar a Babcock a exportar também. por outro lado, se a BAE nem oferece a Leander, vão dizer que ela não confia no próprio projeto… de qq forma, tenho certeza que eles fizeram essa análise com muito mais profundidade que nós aqui:)

            quanto à questão do quanto de lobby a BAE pode fazer frente ao MoD britânico, também é difícil saber, mas imagino que eles tenham lá seu poder de persuasão. mas que eles podem oferecer a HMS Clyde (assim que acabar o leasing dela com a RN) pra MB seja em forma de leasing, de graça, ou embrulhada pra presente, isso eles podem 🙂

  35. Boa Tarde Galera ! Farei um off-topic aqui pra fazer um pedido…!

    Nunão, Galante, Poggio… Se me perdoam o atrevimento, gostaria de pedir uma matéria falando um pouco mais sobre os arranjos de propulsão ! CODAD, CODOG, CODAG, CODLAG e outras… Andei lendo à respeito e achei bastante interessante, mas não encontrei nada que explicitasse a vantagem de uma sobre as outras… Talvez uma série de matérias técnicas, explicando características funcionais de partes vitais de um navio (propulsão, estrutura, balanceamento…) ! Com certeza esse tipo de informação são triviais para vocês, mas ajudariam bastante os “entusiastas”, como eu, que não possuem conhecimento “mais aprofundado” da área…

    Que tal ?

    Agradeço galera…

    Dark

  36. Talvez os coreanos tenham desistido por conta do histórico ruim de parcerias com estaleiros e fornecedores nacionais, mas, essa é, obviamente, mera conjectura.

    Também é bem plausível que chineses e coreanos, estejam a plena carga de encomendas em seus estaleiros e não disponham de mão de obra técnica suficiente para envolver no projeto da MB, ainda mais considerando a quantidade de navios e o orçamento previsto.
    Agora, fica a expectativa acerca do que foi ofertado, pois, o preço unitário talvez nunca seja sabido integralmente fora da MB.
    sds.

  37. Os outros concorrentes tiveram que se associar a alguém, mas os italianos da Fincantieri (Vard Promar) já têm um estaleiro totalmente pronto, que não demanda qualquer investimento significativo ou estrutural para a empreitada, bastando receber a ordem de serviço. Isso dará a eles a capacidade de apresentar uma proposta com boa margem de vantagem sobre outros concorrentes.

    • O Estaleiro deles pode vir a produzir navios maiores ou outros projetos menores, tem espaço para crescer…
      O OCEANA, por exemplo, teria de ser ampliado, sabe-se lá como, para produzir algo maior que a MEKO ofertada pelo consórcio. Se a MB vai investir pensando em coisa maior, a estrutura desse estaleiro não me parece interessante.
      .
      O Vard Promar ainda tem o Atlântico Sul ali do lado, caso a MB resolva construir algo realmente grande. O que é difícil, mas não impossível. Se a MB decidir por exemplo construir um par de LHDs, aquela doca do Atlântico Sul poderia ficar ocupada por um bom tempo. O Estaleiro está mendigando por serviço…
      .
      A Fincantieri também tem portfólio e know-how, para suprir outras necessidades da MB.
      A Leonardo tem muitos armamentos e sistemas…

      • Know-how e qualidade não falta a nenhum dos concorrentes, mas o VARD Promar parece ser imbatível em estrutura (pronta, diga-se de passagem) e potencialidade, caso a Marinha siga com novos projetos, como você citou. Se tiverem apresentado um projeto que agrade ao almirantado e uma boa oferta de preço – e como eu disse acima, têm tudo para fazê-lo – , acho que levam essa.

      • Eu não vejo nenhum estaleiro a frente do ENSEADA Indústria Naval S.A.
        Completíssimo de 5ª geração. A DCNS mandou muito bem em escolher este estaleiro.
        O que vai ser? Laffayette (3,800ton) ou Belharra (4,000tons) ???

  38. A RollsRoyce Motors fabrica turbinas. É uma empresa de capital aberto. Em negócio de bilhões, quem controla tem 5% mais o Conselho de Administração. Ou menos. A sede da empresa fica na Inglaterra.

    Quem cravou 20 propostas foram os blogs de defesa. Não a MB.

    Qualquer estaleiro no mundo pode e quer + 4. Coreanos, chineses e russos não entregaram por motivos outros diferentes de não poder.

    Qual a experiência da MB na manutenção de mecânica da Ucrânia? Levamos um olé deles em Alcantara. A MB é Marinha Brasileira. A grana também. Se nós os tucos sabemos dos problemas com os ucranianos em Alcantara, quem vai decidir sabe de tudo. E não deve ter coisa boa pra pensar.

    BAE. O negócio da Consub é gerenciamento de sistemas de defesa. Inteligência. Não acredito que vençam para entregar navios.

    No último encontro dos Bricks, os presidentes tiveram audiência com Putin. Temer não foi chamado.

    • “Quem cravou 20 propostas foram os blogs de defesa. Não a MB.”

      Esteves, caso esteja falando deste blog, o Poder Naval, sugiro reler o que publicamos a respeito, a partir de informações da Marinha, primeiro sobre 21 empresas que se mostraram inicialmente interessadas, em maio do ano passado, depois sobre uma dúzia que retiraram o RFP logo que ele foi aberto, em dezembro (mas continuou aberto a interessados até janeiro deste ano):

      http://www.naval.com.br/blog/2017/05/16/corvetas-classe-tamandare-marinha-do-brasil-encerra-primeira-etapa-do-projeto/

      http://www.naval.com.br/blog/2017/12/22/corveta-classe-tamandare-marinha-distribui-rfp-para-empresas/

      • Quem cravou 20 propostas foram os blogs de defesa. Vários. Apareceram 9. Da aposta inicial de 20 ficaram 9. Menos da metade.

        Eu não escrevi que o Poder Naval. Na minha cabeça de achismos e de informações incompletas lembro da aposta de 20. Li.

        Só.

        Penso que 9 tá bom demais.

        • “As seguintes empresas/consórcios, por ordem alfabética, apresentaram documentações em atenção ao Aviso de Chamamento Público:

          BAE Systems Ltd;
          Chalkins Shipyards S.A.;
          China Shipbuilding and Offshore Co Ltd;
          China Shipbuilding Trading CO Ltd;
          Damen Schelde Naval Shipbuilding B.V.;
          DCNS do Brasil Serviços Navais Ltda;
          Ficantieri S.p.A.;
          German Naval Yards Kiel GmbH;
          Goa Shipyard Ltd;
          Mazagon Dock Shipbuilders Ltd;
          Navantia SA;
          Poly Technologies Inc;
          Posco Daewoo do Brasil;
          Rosoboronexport Joint Stock Company;
          SAAB AB;
          Singapore Technologies Marine Ltd;
          State Research and Design Shipbuilding Centre;
          Turkish Associated International Shipyards;
          Thyssenkrupp Marine Systems GmbH;
          Wuhu Shipyard CO Ltd;
          e Zentech do Brasil Serviços Técnicos Ltda.”
          .
          Ninguém “cravou” nada…

  39. Know-how e qualidade não falta a nenhum dos concorrentes, mas o VARD Promar parece ser imbatível em estrutura (pronta, diga-se de passagem) e potencialidade, caso a Marinha siga com novos projetos, como você citou. Se tiverem apresentado um projeto que agrade ao almirantado e uma boa oferta de preço – e como eu disse acima, têm tudo para fazê-lo – , acho que levam essa.

    • Wilson Sons e Oceana não possuem estrutura pronta para construírem uma navio de 3000T?
      A única diferença é que não são controlados pelos contratantes principais, mas não vejo falta de estrutura física e de equipamentos.
      E ainda deve ter mais estaleiros que estão prontos para construírem a Tamandaré. Eu que não pesquisei o tamanho dos diques e portfólio deles.
      Para mim a disputa está bem aberta, com certa vantagem para os italianos, ingleses, holandeses-suecos e alemães. Correndo por fora franceses, turcos e indianos. Ucranianos seriam uma zebra das grandes.
      PS: no começo da disputa coloquei coreanos e espanhois como favoritos. Errei feio.

        • Ele não é gigantesco como os novos estaleiros do Nordeste, mas comporta a construção das Tamandarés (pelas fotos do lançamento do AHTS deles, dá para ver que cabe navios mais compridos).
          Meu comentário se restringe às Tamandarés. Navios maiores é outra história – se é que algum dia construiremos eles aqui.

      • Discordo Rafael.
        Quem corre na frente é a DCNS (NAVAL GROUP) com o mega complexo industrial naval ENSEADA Indústria Naval S.A.
        Corre atras bem de perto o Wilson Son estaleiro com dois diques de até 190 metros Grajau I e II no complexo portuário de Santos.
        Logo atras vem Vard Promar com excelentes instalações também no Rio de Janeiro e em Pernambuco.
        Ainda nesse grupo da frente o estaleiro Brasfels em Angra dos Reis, que apesar de ter uma estrutura toda voltada para plataformas petroliferas, com alguns intervenções pode se tornar um concorrente fortíssimo.
        Os demais estaleiros e até mesmo o AMRJ (tenho pena desse estaleiro da MB), não vão estar de jeito alum na short list.

        • Marcos Campos,
          Talvez pese contra o Naval o fato de já ser responsável pelo PROSUB (mas pode pesar a favor ou ser neutro, estou colocando minha opinião pessoal).
          Ter a Odebrecht no meio, para mim, pesa contra, mas vai saber.
          Estaleiro Enseada está quebrado.
          Acredito que os preços dos franceses sejam maiores.
          Por isso não coloquei os franceses como favoritos.

  40. Caro Roberto Bozzo.

    1) posso estar errado, mas entendo que nenhum NAPIP será aceito sem muitas modificações.

    Já foi noticiado que a Alemanha vai oferecer uma A100 mais parruda com 3.200 t de deslocamento.

    Sobre os franceses já foi noticiado que a Gowind 2500 teria que ser uma versão bastante modificada, ampliada, etc.

    A type 31e eh justamente uma evolução da corveta khareef.

    Portanto creio que poderá participar da licitação.
    Da mesma forma que a Meko 600 foi ofertada no PROSUPER sem existir. Porém era baseada na F124…

    2 e 3) Correto. Mas adquirir dos ingleses parece mais fácil e barato.

    4) correto. Mas o governo inglês apoia muito a indústria de defesa local e colabora muito para conseguir exportações.
    Adquirir produtos novos dos ingleses podem sim contribuir para fornecimento de navios usados dabroyal navy.

    5) nem todos. Afinal eh um projeto novo, como você bem lembrou. Claro que eu não tenho como saber qual eh mais o menos furtivo.
    Mas no olhometro essa type 31 parece ser uma das mais furtivas. A gowind 2500 também.

    • Luis Henrique, ofertar eles podem fazer, se a MB vai aceitar ou não, é outra coisa. Posso estar errado, mas o que achei da A100 é a classe Kedah da Malasia, é uma OPV mais “parruda” que pra virar uma Tamandaré vai muito….. Acredito que se ofertarem a Meko A100 serão desclassificados.

      Como falei, o que entendi do NAPIP é que tem de ser algo já construído, onde a MB vai modificar apenas alguns equipamentos dos quais gostaria de usar. A própria Gowind, é um exemplo, onde viria o projeto básico e a MB pede um otto melara 76 mm, ter 8 células de VLS, dois lançadores duplos de MSS, etc; mas o projeto em si, a estrutura do navio, não seria modificada. Não haveria acréscimo de blocos no “corpo” do navio.
      Novamente ressalto, foi isso que entendi, mas posso estar errado.

    • O TKMS(estaleiro da MEKO) está a venda….logo acho meio difícil vencer tendo em vista que ningem sabe quem vai comprar (isso é se comparem logo)

      • Prezado Flávio Henrique,

        Na semana passada os representantes da TKMS foram chamados à DGePM para prestar esclarecimentos sobre sua situação financeira.

        Em reunião realizada na sexta-feira, estes representantes da TKMS informaram que a empresa enfrenta momento delicado financeiramente, mas que já está em negociações com outra grande empresa alemã, que deverá adquirir a TKMS e se comprometeria a cumprir o contrato com a MB, caso vença a concorrência.

        Grande abraço

  41. Acabei de tirar nas redes sociais
    #MarinhaInforma
    A Marinha do Brasil avançou no Projeto Corvetas Classe “Tamandaré”!

    Mais uma etapa foi finalizada: a de Entrega das Propostas pelas empresas interessadas no nosso Projeto.

    Empresas de Defesa entregaram ontem à Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha (DGePM) suas propostas comerciais e foram recebidas, após a análise documental, 09 delas. As propostas serão analisadas sob os pontos de vista técnico, jurídico, fiscal e orçamentário/financeiro.

    As próximas etapas do processo:
    Divulgação da “Short list” – 27/08/2018
    Divulgação da Melhor Oferta – 29/10/2018

    A lista completa das propostas aceitas e as referidas empresas e consórcios, você acessa aqui:
    https://www.marinha.mil.br/notas-a-imprensa

    É a Marinha do Brasil avançando na proteção de suas riquezas!

  42. Comentários. Interpretação. Ponderacao.

    Não entendo o ponto dos editores. A informação é dos editores. O achismo é dos comentaristas. Opinam por conhecimento, por paixão, por vaidade.

    Não fosse pelas opiniões e comentários dos comentaristas os blogs seriam muito chatos. A diferença é que aqui 80% dos comentários fazem sentido. Quando faz sol.

    Estou entre os 20% de palpiteiros. Minha ignorância sobre os temas só tem aumentado. Que benção.

    Mais vale o que se aprende que o que te ensinam.

  43. Pra quem está falando em BAE, Type-31 e tals:
    https://www.defensenews.com/global/europe/2018/03/16/bae-systems-launches-the-type-31-frigate-for-export/
    .
    On potential export sales, Joyce said that the company “already got interest from two South American customers on the Type 31e,”
    .
    “Our intent is to build a warship export business based on Leander. The MoD has indicated it is willing to sign a business agreement alongside the contract to help industry export the Type 31e. This joint approach between the government and the Royal Navy producing a proper business plan for exports has never been seen before.”

    • Complementando…
      “two South American customers”
      .
      Podem ser Colômbia e Peru, que estão buscando novos navios nessa faixa de tonelagem.
      Quem sabe um dos interessado não é o Chile…
      Pode também ser o Brasil, que está com a bendita concorrência em aberto.

      • Não vejo sentido em ter essas três variantes.
        .
        Khareef e Amazonas são navios diferentes, com motorização diferente, sistema de combate diferente, radar diferente e por aí vai. Aí você soma na conta uma Leander, que é outro navio… No final da conta, só teriam a BAE em comum.

        • São navios diferentes mas são uma “evolução” de um para outro e a Leander seria mais uma “evolução”; a Khareef tem uma motorização CODAD, a mesma que a BAe pretende para a Leander, basta usar a mesma familia; sistemas gerais, lançadores VLS, etc padronizando tudo, melhorando a logistica, a manutenção. Pelos desenhos apresentados até agora, a Leander parece ser apenas uma Khareef com um bloco a mais, alongando o navio.

          Obviamente que há diferenças entre classes, mas os pontos em comum parecem maiores.

  44. “Guizmo 19 de junho de 2018 at 15:45
    Isso só é válido se na regra desta RFP ou de contratos militares, os quais não tenho experiência, o preço não for o fator de decisão.”

    Guizmo, realmente em determinadas situações as compras militares podem ser feitas com dispensa de licitação. Imagino que no caso da Tamandaré cairá na seguinte hipótese:
    “A Lei nº 11.484/2007 … trouxe em suas disposições finais um acréscimo às hipóteses de dispensa da Lei n. 8.666/93. O acréscimo consistiu na dispensa de licitação para o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País, que envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do órgão (art. 24, XXVIII).”
    A dispensa de licitação não implica em não haver comparações e estudos entre as proposta. Mas, de qualquer forma, não será o preço o único (e principal) fator, mas sim o melhor atendimento à necessidade.

  45. Caro Augusto: nao tenha essa certeza nao. Ha outros estaleiros na concorrencia em questao com ate mais experiencia e tambem com instalaçoes adequadas. Mas a Ficantieri é sem duvida uma boa opção. Que vença a melhor proposta! O melhor preço nao necessariamente é o menor.

  46. Seria interessante uma matéria secundaria sobre as possíveis 3 ou 4 principais corvetas concorrentes e com o que cada industria parceira do Brasil esta participando

    E ma minha opinião acredito que as preferidas são:
    FLV
    Águas Azuis
    Saab

  47. O jogo está sendo jogado, e o Com. Monteiro deu algumas dicas do que pode acontecer que passaram despercebidas.
    A questão do projeto do CPN pode já não ser tão prioritário, porque:
    Pô, porque a MB deu a dica quando mexeu no descritivo técnico do edital e abriu a possibilidade de participação de projetos de até 4.000 tons.
    Eu tenho uma certa experiência com concorrências públicas, e o órgão que licita só muda o descritivo técnico por um erro ou porque alguém foi no ouvido do gestor e disse: “Olha, eu tenho isto aqui, por mais ou menos este custo, porém não posso participar se não mudar esteiítem.
    Qual o “porque” de tal atitude já com edital correndo?????
    Pode ser porque o tempo acelerou contra ela, MB, no concerne a disponibilidade e tempo restante de alguns escoltas.
    Como assim?
    Não ouvimos falar mais a respeito de uma corvetas classe Inhaúma(acho que vai para banha).
    A MB lançou a concorrência para avaliação da situação estrutural das FCN e da CCB, que é outro indicativo de que o tic tac do relógio da inoperabilidade está acelerando.
    Dito isto, voltamos a vaca fria:

    No projeto do CPN, na hipótese deste sair vencedor, primeiro vão construir um protótipo, lançar para ver se “navega bem”, e depois seguem a construção das demais com as modificações que sejam necessárias, e isto demanda muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito tempo, tempo este que a MB não tem, porque vai acabar com um número muito baixo de escoltas disponíveis.
    Aí juntando lé com cré, eu acho, repito, acho que a MB, caso não haja surpresa nos preços vai com um Napip pronto, testado e homologado, para ganhar tempo e escala e ainda, vai tentar construir mais do que um simultaneamente.
    É só um palpite.

      • Tem a Sigma da Indonésia, que acabou de ser entregue e tem a Mexicana sendo feita, a Indonésia pretende comprar mais quatro, a Romênia abriu um concurso para comprar 4 corvetas e tudo indica que a vencedora ou vai ser a Sigma ou a Gowind, com maior favoritismo para a primeira por ter um estaleiro por lá, ou seja, elas estão em plena produção, as Gowind Egípcias estão sendo entregues, as dos Emirados estão começando a ser construídas e a Malaias também estão em estágios de construção. Posso estar enganado, mas acho que ter toda a cadeia de fornecedores em pleno funcionamento barateia a corveta/fragata e a entrega é feita de forma mais rápida

        • A França começou a trabalhar na construção da primeira Gowind 2500 para os Egípcios em Abril de 2015. Em Setembro de 2017 eles entregaram o navio para aquela Marinha. É um espaço de tempo beeem pequeno. Veja a foto que postei, era a Gowind deles, operando em conjunto com a Armada Espanhola essa semana.
          .
          Os Egípcios estão montando as suas, já tem uma em estado bastante avançado de construção. Vai ser lançada ao mar por agora…
          https://pbs.twimg.com/media/DfQrv0RXcAEl5O-.jpg
          .
          Dessa concorrência aí, eu não vejo ninguém com capacidade de entregar um navio pronto mais rápido que os Franceses.

    • Juarez, olhando por essa ótica só existem 2 empresas com projetos prontos em condição de entregar rapidamente (Naval e Damen) e a Naval é a única que tem tonelagem significantemente maior que o projeto do CPN para justificar a sua “teoria conspiratória”.
      (a Khareef da BAE não cumpre os requisitos e a Leander ou qq projeto entre as 2 ainda seria um “protótipo” segundo a lógica q vc propos. A TKMS ta falida e o tal projeto dela tb seria um protótipo. Fincantieri só tem o CPN, a Turquia potencialmente tem projeto, mas tem a questão da instabilidade política e a ucraniana e as indianas, ou não tem projetos construídos ou iriam de CPN)

      Ainda pela mesma ótica, eu acho q o grande diferencial pode ser qual empresa conseguiria frente ao governo de seus países facilitar a liberação de 2 naves usadas (mesmo que por um leasing que dure apenas o tempo de construção das Tamandarés) para uso imediato da MB. E eu acho q a Naval tem o “borogodó” necessário para tal e a MN teria potencialmente 2 Lafayettes para nos ceder. (A Holanda tb teria 2 classe M, mas a RNLN tá mais “apertada” de navios a meu ver). Além disso ainda tem a l’adroit que (mesmo sendo apenas um OPV) é propriedade da Naval e poderia vir “de graça” a qualquer momento (os argentinos segundo relatos já “compraram” esses navios umas 99 vezes, mas como eles não tem como pagar, entendo q estejam disponíveis ainda)

      • Você foi bem na primeira parte do seu comentário, mas viajou na segunda parte, a marinha francesa não tem intenção de liberar as Lafayettes, eles inclusive estão começando a modernizar elas agora, saiu uma notícia mês passado que a França ia alugar fragatas para a Grécia até que ou a gowind ou a [email protected] ficassem prontas para a marinha grega, a marinha francesa e o governo francês negaram firmemente essa informação. Eu aposto com você que nenhuma das 9 propostas contempla o empréstimo de navios usados para a MB até que as novas corvetas/fragatas estejam prontas, creio que isso seja mais um desejo seu do que a realidade

    • Entre essas 2 opções eu tenderia a ficar com a Damen/SAAB por achá-los tecnicamente melhores e pra não fazer a mesma aposta (Naval + odebrecht) tanto no prosub quanto nas CCTs. Diversificar é sempre bom…

      Dito isso, se a Naval oferecesse aquela minha proposta (totalmente hipotética) acima — 2 lafayettes usadas agora (do jeito que estão, mesmo incluindo aquela tranqueira de canhão de 100mm), possibilitando a baixa definitiva das CCI restantes, e quando terminarem de construir a última Tamandaré fizerem um MLU nas lafayettes (padronizando sistemas com as CCT) seria muito difícil de recusar…

  48. A MB poderia colocar o o radar SMART-L ELR da Holanda , iria deixar a corveta da classe Tamandaré muito mais capaz de detecção.

  49. Aparentemente a proposta do Consórcio “ÁGUAS AZUIS” oferece o maior índice de nacionalização, com mais empresas nacionais envolvidas. E se realmente for a proposta que vi da Meko a-100 LF, é bastante interessante, com deslocamento de cerca de 3200 ton. Pesa contra o fato de notícias falando que TKMS vai ser vendida.

  50. O almirante Monteiro escreveu acima:

    ———————

    Luiz Monteiro 19 de junho de 2018 at 21:58
    Prezado Flávio Henrique,

    Na semana passada os representantes da TKMS foram chamados à DGePM para prestar esclarecimentos sobre sua situação financeira.

    Em reunião realizada na sexta-feira, estes representantes da TKMS informaram que a empresa enfrenta momento delicado financeiramente, mas que já está em negociações com outra grande empresa alemã, que deverá adquirir a TKMS e se comprometeria a cumprir o contrato com a MB, caso vença a concorrência.

    Grande abraço

    —————————

    Almirante obrigado pela informação preciosíssima.

    O senhor poderia detalhar mais? A Marinha aceitou as explicações? Qual é a empresa que comprará a TKMS? É a HDW?

    Obrigado

  51. Amigos,

    Reli a maioria dos comentários. Aprendi muito, obrigado. Estou cada vez mais otimista, acredito que este projeto, como um todo, será um divisor de águas. A MB vai aprendendo a vencer seu pior inimigo, o desinteresse pela Defesa, que não é só da classe política, mas do povo em geral. Tendo isso em mente, afasto de plano a maioria das críticas que surgem, faz tempo que aprendi que o possível é, na maioria das vezes, melhor do que o sonhado.

    Quatro novos vasos são melhor do que vasos usados, disso ninguém duvida, mas considerando todo o recente histórico e as possibilidades futuras, eu chutaria (é chute mesmo, não tenho conhecimento para ir além…) algo com os ingleses. A Ficantieri larga na frente com uma senhora estrutura já implantada (que talvez lhe permita preços mais agressivos), mas a boa vontade dos ingleses para com a MB pode lhes render frutos.

    Não estou muito preocupado com coreanos, russos e chineses. Lamento a ausência da Coreia pela sua tradição de bom preço com prazo justo e sempre em dia. Russos e chineses considero uma reorientação estratégica muito drástica para navios do porte de corvetas. Quem sabe em algo menor, no futuro, para criar “cultura”.

    Abraços a todos!

  52. Uma classe de navio que vai dar baixa e que seria extremamente interessante avaliar e, possivelmente adquirir para cobrir em parte a falta de navios da MB, são os Classe Comandante, dos italianos.
    .
    Ok, são OPVs e etc… Não são as tão necessárias Fragatas ou uma Corveta…
    Mas só que esses navios tem baixa programada por volta de ~2023. São navios que teriam na faixa de 20 anos!
    São bem equipados. Com radares, um bom canhão, duas boas metralhadoras. Dá pra instalar um par de MAN SUP ali e chamar de Corveta fácil.
    .
    A MB tem de avaliar esses navios!
    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a6/US_Navy_100528-N-3136P-207_An_Italian_Navy_visit%2C_board%2C_search_and_seizure_team_returns_to_the_Italian_Navy_offshore_patrol_vessel_ITS_Comandante_Foscari_%28P-493%29.jpg

    • Na linha do que alguns colegas sugeriram quanto a França e Holanda, bem que a Itália podia incluir o aluguel de uma belezura dessas para ajudar na proposta da Fincantieri.
      Quando li o nome dos integrantes do consórcio FLV, veio à mente que foi Fincantieri 51% + Leonardo 49% a empresa responsável pela construção das FREMM italianas – mais um sonho que essa proposta pode acalentar.
      E creio que fizeram uma boa proposta (financeiramente), afinal, o
      VARD Promar está dando prejuízo, investiram pesado na esteira das construções do petróleo, estão com a carteira de pedidos vazia e certamente pagando juros pesados do financiamento para construção do estaleiro. Quer dizer, deveriam aproveitar com unhas e dentes a oportunidade da Tamandaré para terem alguma receita no Brasil, senão a matriz vai ter que ficar bancando a totalidade do prejuízo.
      Além disso, numa matéria da imprensa pernambucana, diziam claramente que as corvetas eram um dos negócios pretendidos pelo estaleiro, mas o projeto teria que ser complementado e a construção somente iniciaria em final de 2019. Ou seja, estão bem enfronhados no projeto, devem ter feito estudos acurados para poder reduzir a margem de risco agregada ao custo, permitindo uma proposta mais em conta.

      E mais – salvo engano, a Fincantieri ainda não tem uma corveta produzida para exportação, só tem um projeto bem parecido com a Tamandaré. Assim, a produção da Tamandaré seria uma oportunidade de integrar tal produto, após testado e comprovado, ao seu portifólio, mesmo que em parceria com a MB. A expectativa de negócio futuro também pode ajudar a baratear a proposta.

      Assim espero…

      • No portfólio da Ficantieri, as corvetas construídas são de 88 metros (Comandanti e Abu Dhabi). Da corveta multirole, de 107 m, não constam unidades construídas, só o projeto.

        • Eu não entendo porque o governo italiano fazer uma parceria como no AMX (dois projetos que seria quase iguais trocado por um único projeto).

          • Flávio, não entendi bem a sua questão, mas gostei da sua sacada, a Tamandaré evoluir para ser um AMX Naval. Talvez a Tamandaré Batch II já ser um projeto integrado, brasileiro e italiano. É uma ideia interessante. (já que muito ainda está obscuro, podemos viajar na maionese à vontade…)

  53. Em minha opinião a Gowind 2500 sem alterações, Não atende aos requisitos do programa.

    A quantidade de água doce e combustível armazenados na CV-03 é muito superior.
    A Gowind 2500 é uma corveta para operações de Curta duração.
    Já a CV-03 é para operações de Longa duração.

    Portanto, creio que Qualquer NAPIP como regra, deverá ser BASEADO em um projeto existente.
    Portanto, em meu entendimento, poderá ser Diferente dos vasos em operação.

    Portanto, creio que nada impede que a Bae ofereça a type 31 e a apresente como uma EVOLUÇÃO das Corvetas Kahreef.
    Da mesma forma os alemães podem oferecer uma Meko A100 maior que ainda não existe. Porém é uma evolução de uma classe já em operação.

    Acho que seria burrice limitar a concorrência desta forma.
    Se fosse para fazer isso, a MB simplesmente diria que o que quer é a CV-03 e Não abriria a possibilidade do oferecimento de NAPIPs.

    Assim, cada concorrente pode dar o nome que quiser para o seu NAPIP.
    Desde que este seja BASEADO em um projeto já em uso.
    Mas não precisa ser exatamente o mesmo navio que está em operação.

    • Luis Henrique,
      Só aproveitando para esclarecer a todos uma informação que muitos esquecem na hora de comentar: está no RFP que, para oferecer um NAPIP, este deverá superar as especificações do projeto de propriedade intelectual da Marinha.

      • Exatamente.

        Alguns colegas estavam sugerindo que o NAPIP teria que ser exatamente igual a um navio em operação.

        E eu estou tentando demonstrar que se fosse isso, quase não teríamos NAPIP. Pois a maioria dos possíveis ofertados são menores e inferiores a cv-03 em alguns quesitos.

        Justamente por isso que mais provável eh que ofereçam navios Baseados em projeto unidades operacionais, porém com melhorias e provavelmente aumento tamanho e deslocamento.

  54. A Sigma 10514 também não atende aos requisitos do NAPIP sem alterações.

    Este navio, se não me engano, possui 20T de combustível JP5 e 30T de água doce.

    A Tamandaré desenvolvida no Brasil prevê 45T de JP5 e 104T de água doce.

    Um navio com um Endurance bem maior.

    Qualquer NAPIP precisa vir de um projeto existente, mas não significa que precisa ser exatamente igual aos navios que existem e estão operacionais.
    Melhorias e adaptações serão necessárias em todos os casos.

    Até teve uma matéria aqui no Poder Naval falando sobre os ‘Puxadinhos’.
    Pois os concorrentes estavam pegando projetos prontos e Aumentando o tamanho do navio, dentre outras mudanças, para concorrer como NAPIP.

    Eu realmente espero que a Bae ofereça algo semelhante à Type 31, um navio bem maior que as Corvetas Kahreef.
    Espero que a Tyssen Krupp ofereça a A100 Fragata Leve com 3.200T de deslocamento, que também não existe, mas é baseada na A100 corveta que existe.
    E espero que o Naval Group ofereça uma Gowind 3.500, maior que a Gowind 2500.

    Caso contrário, caso todos ofereçam Corvetas menores, é melhor focarmos na CV-03 nacional mesmo.

    Eu acredito que a MB possibilitou a oferta de NAPIP, justamente para ver se consegue um navio MELHOR. De maior tonelagem, de maiores capacidades.
    Se for para ter uma Corveta de mesmo tamanho ou Menor, é melhor ficarmos com a ‘nossa’.

  55. Estou aqui pensando…Após as críticas dos chamados ‘puxadinhos’ (pegar uma corveta menor que a CV-03 e aumentá-la para concorrer), será que nenhum dos ofertantes mudou de ideia e resolveu fazer uma oferta mais competitiva para ganhar???

    Será que a Thyssen não abandonou a Meko A100 ‘puxadinho’ e resolveu oferecer a Meko A200?
    Será que a França não fez algo assim?
    OU a Bae?

    Seria inteligente fazer algo assim.
    Deixar ‘vazar’ na mídia que sua oferta é uma A100.
    E no final entregar a oferta da A200. Pegando os concorrentes de surpresa.

    • Acredito que isso irá acontecer, quando sair a Short-List. Quem estiver nela vai por o jogo na mesa. O problema é que a torcida organizada aqui só pensa na campeã e esquecem que ainda tem a Short-List antes do Gran Finale. Acredito que vai ter porradeiro na short list entre MEKO200, Lafayette e SIGMA. A BAE vai acabar abraçando a CV-03 juntamente com a Fincantieri. Indianos e Ucranianos e os demais vieram ver qual é….rsrs

  56. Caramba que disputa.
    Gostaria muito que o INACE fosse a vencedora entre os estaleiros, mas creio que a Marinha esteja pensando em firmar uma grande parceria com o vencedor, levando a frente um novo pedido do projeto que ganhar, além de navios com mais tonelagem.

    Quando sai as propostas, ficara interessante e o assunto será bem debatido no maior portal do Brasil.
    Bardini e Nunão, seus comentários são relevantes e posta mais imagens de projetos Bardini. hahahahahaha

  57. DCNS (Naval) ?
    Sinergy ?

    Estes tem que estar fora, entonces….

    Os Koreas e$tao quebrado$.

    Os Chinas tem certeza que “seu recheio” seria eliminado.

    Os Espanhóis estão com os olhos nos USA.

    Quem sobrou ?

    Damien

    BAE

    Ficantieri

  58. Bardini 19 de junho de 2018 at 22:22

    NAPIP pronto, testado e homologado, que vem sendo fabricado nesse momento e que pode ser entregue em pouco tempo, sendo 1 feito lá fora e 3 aqui?
    .
    Então vai dar Gowind…
    https://pbs.twimg.com/media/Df_rPPGW0AoxW6C.jpg

    Bardini, eu vou repetir algo que ouvi de um amigo bem informado:

    “Juarez, você acredita mesmo que poderá ver o Charlie Mike vir a público, e anunciar o Naval Group como vencedor construindo os navios em um estaleiro da Odebrecht??”
    Confesso que esta afirmação me fez pensar.

  59. Outra pergunta que me ocorre:

    A VARD participou do projeto da CV03, logo, por força de lei não pode?poderia participar do processo licitatório, mas lá está ela em consórcio com sua controladora. Logo isto pode indicar que os italianos não vão vir com o projeto CPN, mas sim com um Napip. Outra pergunta surge:
    Que navio seria este e que já estaria operacional?

  60. “A VARD participou do projeto da CV03, logo, por força de lei não pode?poderia participar do processo licitatório”
    Juarez, esse tema já foi bem debatido por aqui, inclusive por ter aparentemente sido levantado por outros concorrentes. Para mim, não há proibição, pois a regra “quem projeta não constrói” é específica da Lei 8666, para licitações típicas. O processo seletivo das Tamandaré segue regras de outras leis e certamente será por algum tipo de dispensa ou inexigibilidade de licitação. O que não impede, lógico, que a discussão continue, essas questões de interpretação legal muitas vezes são intermináveis.

  61. Creio que foi um fiasco; OS espanhois sairam fora claramente dizendo que nao estao no mercado de navios pequenos e em pequenas quantidades.
    Os alemaes ofereceram um anao chamado Meko -100 e o mesmo fizeram os ingleses com a classe 31 que nem os ingleses querem ver. ninguem ofereceu os navios de alta tonelagem que sonhavam os da MB. Nao me surpreenderia que ao final dos 5 navios originais e 4 atuais sejam construido 3 e com um custo elevadissimo por unidade e tempo de construcao para entrar decada de 2040.

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