QG Airsoft

Ontem, 19 de agosto, pela manhã, foi realizada a cerimônia de passagem do cargo de Comandante de Operações Navais / Diretor-Geral de Navegação. O evento aconteceu a bordo do porta-aviões São Paulo e contou com a presença do Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, e de diversas autoridades civis e militares. Na ocasião, o Almirante-de-Esquadra Marcus Vinicius Oliveira dos Santos passou o cargo para o Almirante-de-Esquadra Luiz Umberto de Mendonça.

O Poder Naval esteve presente para registrar o evento. Pudemos constatar o excelente estado do navio-aeródromo São Paulo (A-12) e fazer ótimas fotos do navio e equipamentos.

No final da cerimônia, dois jatos AF-1 Skyhawk fizeram duas passagens a baixa altitude, uma paralela ao navio e outra na transversal, com um som estrondoso.

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre este e outros temas navais no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

O Poder Naval OnLine está trazendo de volta para a internet uma série de artigos exclusivos que foram publicados no passado pelo site e que são, até hoje, referência no assunto.

É uma chance para que os nossos leitores possam rever alguns dos principais textos já publicados aqui. Aos leitores mais recentes trata-se de uma oportunidade única de manter contato com informações que se tonaram referência no meio.

Iniciamos este projeto com a reedição do texto sobre a Quarta Frota e a  estrutura militar unificada dos EUA. O texto em questão foi publicado originalmente em 2008.

Aproveitamos para abrir este espaço também para que os nossos leitores enviem mensagens sobre os textos que gostariam de ver novamente publicados.

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Estivemos ontem a bordo do mais novo navio da classe “Horizon” da Marine Nationale, a convite da DCNS, que está visitando o porto do Rio de Janeiro.

Chevalier Paul é irmão da Forbin, que também tivemos a oportunidade de visitar em 2009 e da italiana Andrea Doria, que também esteve no Brasil este ano.

Os franceses, assim como os italianos, estão de olho na futura concorrência da Marinha do Brasil para aquisição de navios escolta que vão substituir as fragatas classe “Niterói”, “Greenhalgh” e corvetas da classe “Inhaúma”.

O PEAMB (Plano de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil) prevê a construção de 18 navios escolta (cinco unidades até 2020), ao custo de cerca de R$ 1 bilhão por unidade.

As seguintes empresas já apresentaram pré-propostas à Marinha do Brasil sobre a construção de escoltas: AEGIR,  VIK-SANDVIK, BMT, DAMEN, NAVANTIA, THYSSEN, VOSPER, FASSMER, DCNS, DSME e NORTHROP GRUMMAN.

Entre a FREMM francesa e italiana

A Chevalier Paul e a Forbin são navios dedicados à defesa aérea e não terão mais unidades construídas, ficando a classe limitada a dois navios em cada Marinha, por causa do seu alto custo de aquisição.

Para resolver o problema, França e Itália estão construindo as FREMM, que são navios menores (6.000 toneladas carregados) e multimissão.

Muitas das tecnologias presentes na classe “Horizon” estarão presentes na classe “FREMM”, por isso a visita da Forbin e agora da Chevalier Paul ajudam a divulgar o produto para os oficiais da Marinha do Brasil.

Quem visita uma “Horizon” tem uma boa ideia de como serão as FREMM. São navios muito automatizados, que contam com equipamentos e sistemas de última geração para gerenciamento e controle. Uma “Horizon”, navio de 7.000t, tem 193 tripulantes, sendo 27 oficiais, 120 sargentos e 46 marinheiros. A FREMM, de 6.000t terá apenas 108 tripulantes.

Como comparação, a corveta Barroso, escolta mais nova da MB, precisa de 145 tripulantes.

São navios com baixíssima taxa de indiscrição, isto é, são plataformas com baixas assinaturas de radar, acústica, magnética e infravermelho.

Todas as aberturas do casco são fechadas, visando reduzir ao máximo a assinatura do navio contra a ação de mísseis guiados por radar.

Segundo a DCNS, esses navios estão preparados para enfrentar as ameaças clássicas severas: o míssil antinavio e o torpedo, que mostraram sua letalidade na Guerra das Malvinas.

A baixa assinatura acústica das futuras FREMM também visa enfrentar os modernos submarinos convencionais com AIP.

Um das novidades que vimos no Chevalier Paul em relação à Forbin foi o SLAT (Systeme de Lutte Anti-Torpille), que fica na popa do navio. O sistema é semelhante a um towed array, com cabos dotados de sensores acústicos que são arrastados pela popa.

O SLAT permite ao navio detectar torpedos lançados contra ele, avaliar o grau de ameaça e passa informações para os sistemas anti-torpedo, como os “effectors” de softkill ou torpedos MU90, para hardkill.

Para mais informações sobre as “Horizon” e as “FREMM”, clique nos links abaixo:

SAIBA MAIS:

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NV Araçatuba

vinheta-exclusivoEntre 10 a 13 de maio, os editores Alexandre Galante e Guilherme Wiltgen estarão na Base Naval de Aratu,  Salvador/BA, embarcados nos NV ‘Araçatuba’ e ‘Albardão’, realizando diversas missões de Minagem e Varredura na baía de Todos os Santos e participando das comemorações dos 49 anos da ForMinVar. Em breve, reportagem completa aqui no Poder Naval.

NV Albardão

FOTO: NV Araçatuba: Alexandre Galante e NV Albardão: Guilherme Wiltgen.

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Barra de Cinco Pixels

(parte II – versão econômica)

Barra de Cinco Pixels

Por João Gonçalves – de Portugal

Aproveitando a passagem para reabastecimento em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores da fragata norte-americana USS “Taylor”, vem a propósito mais uma reflexão sobre a modernização da Esquadra Brasileira.

A FFG-50, é a 44ª fragata da famosa classe “Oliver Hazard Perry”, entrou ao serviço em 1984 e faz parte do flight III ou seja é uma “long hull”, versão mais comprida 2 metros que o modelo original, na razão da necessidade de poder operar o helicóptero orgânico do programa LAMPS III, o SH-60 Seahawk, maior que o seu antecessor o LAMPS I, SH-2 Seasprite.

Desta classe de cinquenta e um navios, dezenove já foram descomissionados, dos quais quinze cedidos a marinhas aliadas.

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A “Taylor”, tal como todas as outras ainda ao serviço da US Navy, viu a sua capacidade militar substancialmente diminuida, quando em 2004 foi decidido retirar o sistema lança-mísseis Mk-13, e com ele a possibilidade de lançar mísseis Standard SM-1MR e Harpoon RGM-84. Ficou assim praticamente reduzida a uma “canhoneira” cujo armamento principal é a Otomelara Mk75 de 76mm e um CIWS Vulcan Phalanx de 20mm.

Caso o orçamento da defesa do Brasil não venha a revelar o crescimento esperado, esta é uma séria candidata à renovação da esquadra brasilera, aliás muito na tradição de aquisição de material usado dos stocks da US Navy.

Nas fotos podemos ver alguns detalhes da “Taylor”, incluindo o dispositivo de “force protection” agora regra em todos os navios das marinhas da OTAN, demonstrando que a lição do ataque ao USS “Cole” foi identificada e aprendida.

FOTOS: João Gonçalves

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Uma fragata para o Brasil?

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SAMSUNG DIGITAL CAMERAA fragata F-101 “Álvaro de Bázan” está este fim-de-semana em Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, Açores para uma pequena escala técnica. Excelente oportunidade para assistir à manobra de atracação, conhecer mais de perto este navio que tanto sucesso tem tido no mercado da exportação, mas também de tomar um café com o seu comandante, capitán-de-fragata Íñigo de la Puente.

Este navio, inicialmente integrado no desenvolvimento do projecto europeu NFR90, do qual tem no casco grandes influências, foi um enorme sucesso dos estaleiros espanhóis NAVANTIA. Para além dos cinco navios da armada espanhola, teve uma versão de exportação representada por cinco navios noruegueses da classe “Fridtjof Nansen” e ganhou recentemente um contrato para mais três navios para a marinha australiana, a futura classe “Hobart”.

A “Álvaro de Bázan” tem 146,7 metros de comprimento, desloca 6.260 tons e atinge um velocidade máxima de 28.6 nós impulsionada por dois veios accionados por uma instalação propulsora CODOG (Instalação combinada ou Diesel ou Turbina a Gás).

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Mas o que mais impressiona na F-101 é o seu sistema de armas edificado em torno dum sistema de combate norte-americano AEGIS apoiado no radar 3-D SPY-1D e constituido por 48 células de lançamento vertical para mísseis AA Standard SM-2 Block IV, AA RIM-7P ESSM ou de cruzeiro RGM-109 Tomahawk. Para além deste armamento ainda dispõe duma peça de 127mm Mk45, de 8 células de lançamento de Mísseis anti-navio RGM-84 Harpoon, bem como torpedos Mk46 e um helicóptero orgânico SH-60B Seahawk.

Tendo saído de Ferrol no princípio de Janeiro deste ano, a fragata espanhola leva já quase três meses de missão. No entretanto, procedeu ao disparo de 5 mísseis ESSM e à qualificação do sistema de combate em conjunto com duas “Arleigh Burke” da USNavy na zona de S. Diego, CA e prestou apoio no Haiti, onde se encontrou com o navio anfíbio espanhol “Castilla”. Depois de Ponta Delgada, a próxima escala será em “casa”, de novo na base naval de Ferrol.

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F221 “Hessen”

vinheta-destaqueA fragata da marinha da Alemã F221 “Hessen” fez hoje (6 de Março) uma breve escala para reabastecimento em Ponta Delgada. A “Hessen” saiu de Wilhemshaven com destino a Boston em missão de representação e para treino e exercícios com a marinha dos E.U.A. Para o seu comandante, o Capitão-de-mar-e-guerra Dirk Gärtner esta será a sua última navegação, finalizando quase três anos em funções.

F221 “Hessen”

Tendo entrado ao serviço em Abril de 2006, a fragata é ainda um navio novo. Pertence a uma série de três navios da qual fazem também parte a F219 “Sachsen” e a F220 “Hamburgh”. São navios especializados em defesa aérea, para o que fazem uso dos seus sofisticados radares SMART-L e APAR, capazes de seguir um elevado número de alvos, que podem destruir (ou não), com os seus potentes mísseis Standard SM-2 IIIA com 80 km de alcance, para os quais possuem 32 células de lançamento vertical situadas a vante da ponte.

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Apesar de ser especializada na defesa aérea, a “Hessen” está equipada para enfrentar muitas outras ameaças, incluindo submarinos, outros navios e a denominada ameaça assimétrica (terrorismo).

A “Hessen” tem 143 m de comprimento e desloca 5.600 toneladas, é movida por uma turbina a gás e dois motores a diesel, conseguindo atingir velocidades próximas dos trinta nós (aprox. 55 km/h).

F221 “Hessen”

Um navio de defesa aérea é um navio essencial para qualquer marinha moderna. Portugal ambiciona ainda ter dois navios deste tipo, pois são vitais para a protecção da esquadra. As actuais fragatas da marinha portuguesa, deslocam entre 3.200 tons e 3.300 tons e possuem apenas capacidade de defesa aérea própria, com mísseis com 20 km de alcance.

REPORTAGEM: João Gonçalves

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Passex Vinson - 1

vinheta-exclusivoGuilherme Wiltgen, da equipe editorial do Poder Naval, embarcou durante quatro dias na fragata Independência (F-44) da Marinha do Brasil, para acompanhar o exercício Passex com o navio-aeródromo americano USS Carl Vinson. O trabalho foi feito em parceria com o site Rota Aérea, do amigo Rafael Sayão.

Em breve publicaremos uma série de reportagens exclusivas sobre esta Passex, com fotos fantásticas e muitas informações interessantes. Fiquem ligados!

USS ‘Carl Vinson’ no Rio

Poder Naval Online esteve lá e traz reportagem exclusiva em primeira mão

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Depois de prestar ajuda ao Haiti por 16 dias, o USS Carl Vinson chegou ao Rio de Janeiro na sexta-feira de manhã, dando prosseguimento à comissão Southern Seas 2010, que faz parte de sua mudança para San Diego. Como o navio não pode passar pelo Canal do Panamá, ele faz a volta pela América do Sul, faz exercícios com outras Marinhas e desta vez, ainda ajuda a promover o Super Hornet.

Hoje pela manhã estivemos no Pier Mauá para a entrevista coletiva do comandante do Carrier Strike Group 1, contra-almirante Ted N. Branch, que desembarcou do navio-aeródromo USS Carl Vinson por volta das 10h00.

Branch muito simpático e com um característico sotaque de Mississipi, disse que é a sua primeira visita ao Rio de Janeiro. A grande imprensa, mais interessada no caça Super Hornet, já que o mesmo é um dos finalistas do Programa F-X2 da FAB, fez perguntas sobre o avião, que foi elogiado pelo comandante.

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A visita ao navio

Depois do almoço, às 14h30, pegamos uma barca que nos levou até o USS Carl Vinson. Não é a primeira vez que vamos a bordo de um navio-aeródromo americano, mas é impossível não se impressionar com o tamanho da belonave e sua complexidade de organização.

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A entrada no navio foi feita pela popa e de lá, caminhamos direto para o hangar, onde filas enormes de tripulantes aguardavam sua vez para desembarcar em conhecer a cidade.

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No hangar, quase vazio, já que o navio está em trânsito e com pequena dotação apenas para treinamento, aguardamos nossa subida para o convoo.

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No nosso caminho para o convoo, nosso grupo seguiu pelas escadas e corredores do navio e acabamos nos perdendo por instantes, mesmo com um guia. Um dos tripulantes disse que isso é comum acontecer e rapidamente fomos ajudados a encontrar o caminho.

Ao chegarmos no convoo saindo pela “ilha”, a visão foi paradisíaca para os amantes da aviação naval: um alinhamento de C-2 e E-2.

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Olhando para a popa, pudemos ver os vários F/A-18E/F Super Hornet e passear por eles, tocar nos aviões, fotografando todos os detalhes desejados. Durante todo o tempo fomos acompanhados por oficiais da US Navy que explicaram as operações no convoo e um piloto de Super Hornet detalhou as operações de pouso e decolagem da aeronave, sempre com tradução simultânea para os menos versados no inglês.

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Fizemos mais de 500 fotos das aeronaves e do navio, de muitos detalhes e abaixo selecionamos algumas, para que nossos amigos leitores possam ter uma sensação da visita ao Carl Vinson.

O Super Hornet de perto parece menor do que nas fotos, e suas robustez fica evidente em vários pontos, como no trem de pouso. Observamos que vários jatos estavam levando o casulo de reabastecimento em voo “buddy-buddy”.

Um detalhe interessante é que ao andarmos por cima do trilho da catapulta, ainda era possível sentir o calor dela, mesmo depois de muitas horas sem operar.

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Depois do passeio pelo convoo, fomos até o passadiço do Vinson, onde pudemos fazer algumas fotos lá do alto, como a que ilustra o início desta matéria. Finalmente, voltamos ao convoo e descemos até o hangar pelo elevador de aeronaves que fica logo atrás da ilha.

Agradecimento

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Alexandre Galante, editor do Poder Naval Online, agradece à Heidi R. Arola, adida de Imprensa e Cultura e ao Guilherme Monsanto, Assistente de Informação, do Consulado Geral dos EUA, pela atenção e excelente organização da visita ao USS Carl Vinson.

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Por Keith Campbell

A Marinha do Brasil mantém o interesse no míssil naval sul africano Umkhonto, do tipo superfície-ar (SAM), em especial na proposta de novas versões de longo alcance (LR-long range).

O Umkhonto é um produto da Denel Dynamics, e está em serviço tanto na Marinha Sul Africana como na Marinha da Finlândia. A Denel Dynamics é uma subsidiária da estatal Denel.

O Umkhonto é um míssil de guiagem infravermelha (IR), e a Denel faz referências em catálogo informando seu alcance  ” na faixa de 12.000 metros”, e alcance efetivo de 8.000 m. Esta primeira versão do SAM é por vezes referida como o Umkhonto-IR.

Sabe-se que a Marinha do Brasil está procurando um SAM com um alcance de mais de 30km, mas menos de 50 km(SAMs de longo alcance têm alcance  maior que 50 km – por exemplo, o RIM-67C Standard SM-2 tem um alcance relatado de 40 milhas náuticas, ou cerca de 76 km, enquanto o RIM-67B Standard SM-2 ER pode chegar a 75 milhas náuticas, ou cerca de 142 km).

Existe um projeto para desenvolver uma versão do Umkhonto-IR com maior alcance, referido como o Umkhonto-ER, significando, em português, “alcance estendido”.  Esta seria também uma arma de guiagem por IR. Há também um projeto de longo prazo para desenvolver uma versão com alcance ainda maior, designada o Umkhonto-R, que será guiada com um radar de busca. Isto exigirá o desenvolvimento de uma cabeça de busca com radar, pois a orientação IR torna-se impraticável para um SAM a partir de uma certa distância, o que significa que o Umkhonto-R exigirá um processo de desenvolvimento mais demorado.

A seqüência de engajamento para o Umkhonto-R provavelmente seria da seguinte forma: após a detecção do alvo e lançamento do míssil, o SAM será dirigido para o alvo por comandos a partir do navio de guerra, ativando seu buscador de radar quando dentro do alcance, para travamento, e em seguida a intercepção do alvo.

Em contraste, a seqüência de engajamento para o Umkhonto-IR é (e para o Umkhonto-ER seria): o navio de guerra detecta um alvo com seu radar de aquisição e lança o míssil contra ele, o SAM utiliza o seu subsistema de navegação inercial a bordo e até um ponto futuro, onde o sensor IR pode adquirir o alvo e travar-se nele.

Sem um intervalo de alcance definido para o Umkhonto-ER,  várias gamas tem sido sugeridas por várias fontes para o Umkhonto-R: 20 km, 25 km e 30 km. Terá de ser um míssil com corpo maior para que o Umkhonto possa atingir qualquer um destes alcances.

Acredita-se que o Departamento de Defesa Sul-Africano está apto à fornecer financiamento para o projeto Umkhonto-R, mas não o suficiente para permitir um desenvolvimento puramente nacional do programa, num prazo razoável.

Assim, a Denel está aparentemente em busca de parceiros internacionais para participar do programa e, de volta a 2008,  o grupo tinha proposto à Marinha do Brasil que cooperasse com o desenvolvimento do Umkhonto-R. Isso iria seguir o precedente criado pela atual cooperação entre a Denel Dynamics e da Força Aérea Brasileira (FAB), no desenvolvimento do missíl ar-ar  A-Darter.

No final do ano passado, um almirante brasileiro visitou a Denel Dynamics para discussões sobre o programa Umkhonto. O Brasil tem um programa para adquirir fragatas de grande porte, com deslocamento de cerca de 6.000 t , que seriam armadas a com SAM.
A cooperação com a Denel Dynamics no desenvolvimento do Umkhonto-R constituirá uma oportunidade para os brasileiros ganharem experiência na concepção e desenvolvimento de tecnologia.

No entanto, aparentemente existe um problema de prazos.  A Marinha do Brasil pretende escolher suas novas fragatas ainda este ano ou (mais provável) no próximo ano, em 2012.  Isto significaria que elas poderiam entrar em serviço em 2017. No entanto, parece que a Denel Dynamics, segundo o almirante brasileiro, precisaria de dez anos para desenvolver conjuntamente o Umkhonto-R, com entrada em serviço por volta de 2020.

Para resolver o problema, o Brasil poderia adotar o Umkhonto-ER, como primeiro passo e depois mudar para o Umkhonto-R.

FONTE / ARTE: Engineeringnews

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vinheta-exclusivoEstivemos hoje na cerimônia realizada pela manhã a bordo do Navio-Aeródromo São Paulo, atracado no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, na qual o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e o Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foram condecorados pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, com a Ordem do Mérito Naval.

Criada pelo Decreto nº 24.659, de 11 de junho de 1934, a medalha destina-se a premiar os militares da Marinha que se tenham distinguido no exercício de sua profissão e, excepcionalmente, corporações militares e instituições civis, nacionais e estrangeiras, suas bandeiras ou estandartes, assim como personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que houverem prestado relevantes serviços à Marinha do Brasil.

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Navio-Aeródromo ‘São Paulo’ em estado impecável

Na chegada, o Governador Sergio Cabral pousou no NAe São Paulo a bordo de um helicóptero Dauphin 2 365N1 (PP-ELB). Do convoo desceu até o hangar pelo elevador lateral do navio, onde foi recebido com honras militares.

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Logo após a cerimônia de imposição das medalhas realizada na Praça D’Armas, o Governador seguiu até o convoo do navio-aeródromo novamente, para conhecer detalhes da operação das aeronaves de asa-fixa. Sergio Cabral ficou impressionado quando soube da velocidade alcançada pelos jatos Skyhawk quando saem da catapulta (120 nós ou cerca de 220km/h) e pela altura do navio em relação ao cais.

Pelo que pudemos notar andando pelo navio, o São Paulo encontra-se em ótimo estado de conservação. Segundo informações que recebemos a bordo, o A12 deve voltar ao mar no início de dezembro, para iniciar os testes visando seu retorno às operações aéreas em 2010.

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Mais fotos do NAe São Paulo feitas hoje em matéria exclusiva, somente para assinantes.

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