Vamos salvar o Pará?

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A mostra de desarmamento do contratorpedeiro Pará (D27) ocorreu em 12 de novembro de 2008. O último navio da classe “Garcia” em operação, finalmente deu adeus, encerrando uma era na MB.

O CT Pará (ex-Albert David FF1050) foi adquirido com mais três navios da mesma classe, durante a gestão do almirante Henrique SABOIA (15/03/1985 – 15/03/1990).

A aquisição desses navios visou preencher a lacuna entre a entrada em serviço das corvetas classe “Inhaúma” e a desativação dos antigos contratorpedeiros das classes “Fletcher”, Allen M. Sumner” e “Gearing”.

Mais tarde, na gestão do almirante Ivan da Silveira SERPA, (08/10/92 – 01/01/95), foram adquiridas as fragatas Type 22 de procedência britânica, no lugar de fragatas americanas da classe “Knox”, anteriormente avaliadas.

A classe “Garcia” de escoltas oceânicas da US Navy entrou em serviço na segunda metade da década de 1960, derivada da classe “Bronstein”, com o objetivo de fazer frente à crescente ameaça submarina soviética. Eram navios que deslocavam no máximo 3.400t, atingindo velocidade de 27 nós, movidas por um sistema de propulsão a vapor com um só eixo, empregando caldeiras pressurizadas.

As caldeiras pressurizadas mostraram-se de difícil operação e manutenção na US Navy, por isso na classe seguinte (“Knox”), voltou-se a adotar caldeiras convencionais.

Os dez navios da classe “Garcia” foram feitos para serem mais baratos e rápidos de se construir, aproveitando inclusive os canhões Mk.30 de 5 polegadas dos antigos contratorpedeiros da Segunda Guerra desativados.

Mas com relação à guerra anti-submarino, para a qual foram projetados, eram o estado-da-arte na época e ainda hoje seriam plataformas eficazes, se não fosse a dificuldade crescente de manutenção dos seus equipamentos.

O melhor sonar da Esquadra

O CT Pará tinha o melhor sonar da MB e com maior alcance (20km normal e 35km máximo), o AN/SQS-26, pai do AN/SQS-53 padrão da US Navy, com capacidade de “zona de convergência” e “salto de fundo”.

Tinha também um lançador óctuplo de foguetes anti-submarino ASROC, com alcance de 10km. A MB chegou a nacionalizar os motores dos ASROC e a lançar vários foguetes em exercícios. Com o fim do Pará, a MB não conta mais com um armamento anti-submarino embarcado, de longo alcance para quaisquer condições meteorológicas e reação rápida, já que as fragatas classe “Niterói” também perderam os mísseis Ikara na modernização.

O navio foi equipado também inicialmente com um convôo e hangar para operar um drone anti-submarino DASH, que depois foi usado para operar um helicóptero dentro sistema LAMPS. No Brasil, o Pará embarcava um helicóptero Super Lynx ou Esquilo.

Os navios da classe “Garcia” foram importantes para a Marinha do Brasil na formação de oficiais e praças. Não sabemos se a MB soube aproveitar todas as capacidades do sonar desses navios, mas com certeza, eles foram importantes para a evolução da doutrina de guerra anti-submarino em nossa Marinha.

A saída de serviço do Pará encerrou um ciclo na história dos navios da Marinha do Brasil, ficando esta pela primeira vez, em 88 anos, sem um contratorpedeiro integrado à Esquadra.

Com a desativação do CT Pará, seu destino natural seria ser vendido como sucata ou ser usado como alvo em exercícios de tiro. Mas um navio como esse merece um destino mais glorioso, para preservar a memória e difundir a mentalidade marítima e naval no País.

Temos esperança de que empresas da área marítima e/ou de Defesa se engajem na preservação do CT Pará como museu flutuante, juntamente com o Governo do Estado do Pará.

NOTA DO BLOG: Repetimos a seguir o comentário feito pelo nosso amigo e colaborador Luiz Brazil, para a campanha de transformação do CT Pará em navio museu:
“Reitero, aqui, o meu pedido para que intensifiquem mensagens ao Vice-Governador do Pará, ODAIR CORRÊA (amigo da Marinha e Comendador do Mérito Naval), para que ele envide esforços junto à Governadora ANA JÚLIA CAREPA, também Amiga da Marinha, no sentido de transformar o já desativado Contratorpedeiro “PARÁ” D 27 em Navio-Museu.”

odaircorrea@vicegov.pa.gov.br
FAX: (91) 3201 – 3739 / 3201 – 3753

Nossos leitores também podem enviar e-mail à Diretoria do Patrimônio Histórico da Marinha:
dphdm30@dphdm.mar.mil.br ou 40@dphdm.mar.mil.br

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Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

50 COMMENTS

  1. Tive a oportunidade de ir a bordo desse navio em duas ocasiões, uma em 1990 e outra em 1995. A despeito dessa campanha do blog, que espero dê resultados, alguém saberia dizer o que a MB pretende fazer com esse navio? As fotos estão ótimas.
    Sds a todos.

  2. Desculpem por ser leigo no assunto pois minha praia e mais terrestre…mas uma pergunta, entao hoje a MB nao possui defesa aerea de area nem defesa contra subs fora torpedos e helicopteros?

    Sds!

  3. Isso Marine, não temos.
    Nossa defesa antiaérea embarcada tem alcance de no máximo 15km, com os mísseis Aspide das “Niterói”.
    Nosso armamento anti-submarino resume-se aos torpedos Mk.46 e cargas de profundidade, lançadas dos navios e aeronaves Super Lynx e Sea King.
    Em certas condições, ficamos limitados aos torpedos de curto alcance, já que nem sempre as aeronaves estão disponíveis.
    Soma-se a isso o fato de que nossos helicópteros Super Lynx não possuem sonar nem MAD, ficamos numa situação bastante vulnerável na guerra anti-submarino.

  4. Galante,

    E triste ver isso assim hein! Um pais tao grande, rico e com potencial como o nosso com uma marinha que nao tem a minima condicao de se defender de um agressor de maior vulto…

    Tiro o meu chapeu ao militar brasileiro que mesmo com isso tudo esta la 365 dias dando o suor para o pais! Pena que nao recebem o reconhecimento fora do circulo de militares e entusiastas com nos…

    P.S. Aquele video do Coronel deu comentario pra xuxu hein! Nao tinha ideia que o assunto era tao polemico com alguns….hehehe

    “FOX!!! Porra cara!…” Rsrsrsrsrs

  5. Sou à favor do Contra-Torpedeiro ser transformdo em Navio Museu, mas duvido que possa ocorrer. Simplesmente porque a MB não dispõe de grana para isso, acho eu. Na enquete do assunto, votei para que ficasse posicionado em Belem/PA.

  6. Galante, desculpa aí o fato de eu entrar na conversa de gaiato, mas lá vai:

    Marine,

    seriam 365 dias por ano se o EB não tivesse de dispensar a tropa mais cedo neste final de ano. Segundo o que fiquei sabendo, o pessoal estaria saindo dos quartéis antes do meio-dia, pois não “haveria” verba para comprar a comida. Só ficou o tempo integral mesmo a tropa que está ajudando na remoção do desabrigados em Santa Catarina.

    abraços.

    Galante,

    Vc ainda está na Alemanha?????????????? Duvido que vai esquecer esta viagem. Mesmo quando ficar velhinho, ainda vai lembrar das particularidades dessa viagem e, com certeza vai querer contá-los para os netos (as).

    forte abraço.

  7. E tem tambem a “Pioneira” e a “Deusa” que perderam o sonar de profundidade variavel (VDS), além do que nenhum outro navio nosso tem um dispositivo desse nivel, como um Towed Array, por exemplo.

    Obs: Pioneira = Niterói e Deusa = Defensora

  8. Marine, é difícil e tem gente que ainda fica viajando na maionese.
    O vídeo do coronel deu Ibope graças à sua tradução! Bravo Zulu!
    FOX!!!! heheh, aquela é demais. O coronel Fornof é um fanfarrão.

  9. Vassily, já estou de volta e com saudades de Kiel e Hamburgo.
    Realmente vai ser impossível esquecer a visita à HDW, ao Papanikolis, ao U-995, ao Monumento aos Marinheiros Mortos em Laboe e ao Museu Marítimo Internacional. Temos muitas fotos e material pra publicar aqui.

  10. Reforçando o apelo no sentido de preservar o D 27, como Navio Museu,
    eis o e-mail do Vice-Governador do Estado do Pará, ODAIR SANTOS CORRÊA, Comendador do Mérito Naval e Amigo da Marinha que, em última instância, pode analisar com a Governadora ANA JÚLIA CAREPA, a proposta em questão.

    odaircorrea@vicegov.pa.gov.br

    FAX: (91) 3201 – 3739 / 3201 – 3753

    Obs. Já fiz a minha parte, junto à MB e ao Gov do Pará.

  11. É indispensável a preservação do CT Pará, seja lá onde for, desde que seja teritório nacional. Periga a associação dos ex-tripulantes do navio, quando operava na USN querer e poder adquiri-lo daqui a pouco. Se quisermos um futuro melhor, com as novas gerações desenvolvendo uma mentalidade marinheira num país de litoral vasto como o nosso, precisamos incentivar e encantar as crianças, como faz a esquadrilha da fumaça, em prol da FAB e do país.

  12. tadinho do paraplégico(como o chamava um amigo meu ex-encarregado do asroc do pará)

    que pena que vai virar gilete, não gosto desse fim para um navio, prefiro um fim + honroso, como navio museu ou ate mesmo ir descansar no fundo do mar

  13. Acho que devemos parar de concentrar atrações turísticas e culturais no Rio e em São Paulo.O Brasil é muito grande! Conheço Belém, cidade encantadora, que fez uma restauração exemplar de sua zona portuária, como o Rio deveria fazer.Mas eles já possuem uma corveta-museu.Meu voto é por Salvador, pois, a população pobre soteropolitana é muito carente de atrações culturais. Sou carioca, mas,acho que Salvador merece.

  14. Tive apenas o prazer de conhecer o CT Paraíba, que felizmente teve um destino mais digno que o do saudoso “Mingão” (A-11 Minas Gerais).
    Espero, sinceramente, que nossa campanha de certo e que tenhamos o CT Pará transformado em Navio-Museu.
    Concordo com o Nelson, precisamos mudar um pouco a localização, também sou carioca, mas meu voto fica para Santos.
    Abraços,

  15. A fragata FF 1050 Albert David (D-27) foi o primeiro navio em que serviu o comandante Mike Abrashoff que escreveu um livro chamado ” Esse barco também é seu” ( it´s you ship) em que detalha o que fez para transformar o USS benfold no navio mais admirado da US Navy.
    Logo no começo do livro ele conta um pouco da sua carreira e e fala sobre o Albert David que ele chama de lata velha enferrujada e para onde eram encaminhados os oficiais com menor pontuação ( ele, por exemplo foi o penultimo de sua turma). E aqui a gente lamenta que o navio tenha dado baixa. E não temos nada mais moderno pra colocar no lugar.

    Lamentável

  16. Pô Marcelo,

    Para esse comandante (minusculo mesmo) ter comandado o Benfold, provavelmente ele deve ter ido para a Albert David entre 1980 e 1988, ou seja, o navio ja estava no final da vida dele na USN. Não há como camparar ela, nem nenhum navio da mesma geracao com Spruances (uma decada mais novos), Ticonderogas, Perry´s e Arleigh Burkes/Oscar Austin´s que estavam para começar a entrar em serviço.

    O cara não deve ser lá essas coisas, nao li o livro mas dá para perceber que é mais uma cabeça lavada pelos padroes ISO. Quando as baratas começarem a voar ele chama a mamãe e a triupulacao se ¨!@#%#%@&*@

    Por mais velho e porcaria que seja um navio, ainda mais o primeiro, nunca um marinheiro pode se referir a ele de forma tão pejorativa.

    Isso faz a diferença entre um marinheiro/guerreiro e um burocrata vestido de branco.

    Valeu pelo post e um abração.

    PS: As tripulacoes desse CO devem respeitar ele na frente das cameras.

  17. Ah,

    Eu não lamento não, e acho que já estava mais do que na hora do Pará sair de serviço. Lamentei a desativação da Dodsworth, mas com certeza ela não foi desativada por mera consideração de custos.

  18. Alguém sabe me dizer porque sistemas como o ASROC e o Ikara caíram em desuso? Parece interessante ter uma opção dessas. Também acho que é uma coisa relativamente simples de se fazer. A indústria nacional podia dar um jeito de bolar algo parecido se houvesse recursos/interesse por parte do establishment.

  19. Olá amigos,
    Sou de Belém do Pará. Adoraria ter ese magnifico navio aqui na minha cidade mesmo como museu, mas se for depender da boa vontade do governo deste estado, é melhor afunda-lo (o navio) para servir arrecife do que ficar aqui jogado em algum lugar apodrecendo, como ficam a maioria de nossos monumentos e museus.

  20. Cláudio, de depender do pessoal aqui do Poder Naval Online, tanto do staff quanto dos amigos leitores, o Pará será preservado. Vamos enviar e-mails e contactar quem tem o poder para tornar o sonho realidade.

  21. Jonas, também sinto pelo fato do ASROC não estar mais em uso na MB, dado que as escoltas que o empravam terem sido todas desativadas (e já não dava mais para mantê-las, é certo).

    O Ikara já é uma outra história, tinha poucos operadores e fez sentido desativá-lo. Mas o ASROC continua firme e forte, é só dar uma pesquisada na Marinha do Japão (há uma matéria com a relação de navios de lá, comparados aos coreanos – vide campo busca do Blog) e ver a quantidade de escoltas que o utilizam, e agora ainda tem a versão de lançamento vertical. Pena que a Marinha do Japão não venda escoltas usadas.

    Enfim, a possibilidade de emprego de sistemas de lançamento vertical para o ASROC nas futuras escoltas da MB é algo a se pensar (ficaria perfeito nas KDX II e até nas Zeven), ou mesmo aquela versão italiana do Otomat que lança um torpedo A/S, que eu já esqueci o nome, para o caso mais provável de escolherem FREMM.

  22. Galante/ Nunão,

    Salve.
    Bem lembrado: ” milas “. Afinal, este sistema é operacional?
    Sempre vi alguma citação referente mas nunca informações mais detalhadas.

    Abraços.

  23. Xarah

    Sei não vu

    O livro deve ser tão bom. mas tão bo que jah na capa esta CMG Mike Abranshoff e na verdade ele (foto dele mesmo) é CF (ou CDR, se preferirem)

    Outra coisa, o que que o Benfold fez de estraordinario ??? nunca ouvi nada excepcional deste AB em especificio

    Sei lah, lamentavel podem ser tantas outras coisas

    Ahhh e um PS: Museu em Belem porra nenhuma, elçes jah tem o cais museu e a Solimões lah

    Tem que ser em SSZ mesmo no antigo pier da CPSP na ponta da praia, vcs iriam ver record de publico atras de record !!!!

    MO

  24. Olá pessoal,

    O Pará não poderia ser reformado e ser utilizado com outra função?
    O hercules da Argentina tb passou por uma reforma. Sei que o Pará é antigo mas no atual estado que estamos ajudaria alguma coisa…
    Penso no poder de fogo dos seus canhões..ajudando um desembarque de fuzileiros..

  25. Célio

    VC diz utilizar o Paa como um APD ?

    Não creio que seja viavel, pois considere eventualmente a conversão, qual seria o custo/beneficio do Pará, operando como APD, em via do numero de supostas ops realizadas pelo CFN. proporcional a sua eventual utlilização

    Tem que considerar alem de tudo o estado de casco e máquinas,e condições estruturais para se converter em APD (Considerar custo operativo, consumo e afins)

    Eu, creio não valer a pena

    MO

  26. Oi Marcelo…
    Ele não poderia ser usado na região amazonica?
    Seu casco comportaria?
    era só adequa-lo…
    Poderia navegar no rio amazonas?

  27. CLAUDIO e MARCELO,

    Claudio, nao eh bem assim como voce fala. A SOLIMOES ESTAH BEM PRESERVADA COMO NAVIO-MUSEU, numa parceria da MARINHA com o Governo Estadual. Outra, a finalidade seria de cunho social, transformando o PARA numa oficina de aprendizagem naval, maritima e de conhecimentos basicos de informatica para meninos e meninas em situacao de risco, excluindo-os das ruas, do uso de drogas e da prostituicao infantil. Ou voce desconhece essa nossa realidade…

    Marcelo, no que pese nos jah termos um cais e a corveta-museu, seria bem mais oportuno sediar o PARA em Belem pelas razoes acima justificadas bem como pelo proprio nome da belonave. Agora, acho justo o seu pleito. Eh so brigar, no bom sentido, junto aos orgaos competentes para ter esse privilegio atendido. Tenho uma sugestao… a SOAMAR SANTOS, O PODER NAVAL ONLINE e CDP SANTOS assumiriam a manutencao e a administracao do museu-navio, cada um na sua esfera e utilizariam o mesmo como sede afins, inclusive recolhendo numerarios sobre ingressos de visitacao, lojinha do museu etc… para custear despesas e manutancao do navio. Topas? Serei um dos primeiros a ir visita-lo.

    Um abraco amigo

  28. Galante, valeu por lembrar o nome, deu branco e na hora do comentário não estava com tempo nem de dar dois ou três cliques para encontrar… Agora não esqueço mais, é só lembrar daquela margarina que veio do milho.

    Cesar, pelo que sei o MILAS é operacional sim e vai equipar as FREMM italianas. O interessante é sua compatibilidade óbvia com quem já usa OTOMAT. O ruim, a meu ver, é o grande espaço que ocupa, limitando a quantidade.

  29. Salve Nunão,

    Valeu pela resposta. Apesar de, como postei anteriormente, ñ ter info referente ao MILAS, sempre pensei ser interessante a instalação deste nas Niterói, ou ao menos em parte delas à meia-nau (local do MM40). Após a MB ter abandonado os IKARA, ficamos s/ opção de sistema ASW de longo alcance. Isto seria viável?
    Acho perigoso nossas escoltas dependerem apenas do trinômio SONAR DE CASCO/S.LINX/MK44/46.
    Bem amigo, as deficiências são muitas e os sonhos também, mas sonhar não custa nada.rs.

    Abraço.

  30. Ola Celio

    Creio ser um navio muito grande para navegação no amazonas, mesmo ele podendo operar em boa parte do Rio Amazonas, ficaria limitado a ele e eus principais afuluentes apenas

    Cotta:se depender a Soamar Santos tamos phodidos, pois será queeles imaginam o que seja o CT Pará e navio museu, pois que se saiba eles raciocinam muito bem as palavras Marinha x Coquetel x Macacada x Boca livre x Falso status social

    Sei nao se vc nao acharei depois uma oferta por ele no mercado livre ….

    MO

  31. Marcelo Ostra,

    Gostei da idéia do Pará atracado na ponta da praia.Hehehe.
    Ainda lembro a centos anos atrás do Bauru, caraca devo ter ido umas 30 vezes qdo moleque.
    Qto a este pessoal da Soamar de Santos ñ conheço ninguém, pois ñ moro + aí infelizmente. Aqui onde resido parece q é mais ou menos isso q vc falou. Os caras só querem saber de aparecer em casamento, batizado, velório c/ a comenda pendurada no pescoço…
    Se vc falar bombordo boreste, os caras perguntam: cuma? quem??? E fazem cara de paisagem.

    Abraços.

  32. é cesar

    é bem nest exemplo do Bauru em 1982 que me espelho

    se naquela época que nao havia “tanto” publico e turistas fazia fil, iagina hoje, mas tem que ser ali !!!!!!!

    Hoje na passagem d um porta bunecos amontoa gente facinho na ponta da praia e olha que a paulistada no chegou ainda, imagina com o publico de temporada em caminho natural de qum passeia por Santos

    Quanto a Soamar … muda-se o local, o negoçio é bem por ai … navio, proa , popa ??? cuma, que eh isso …

    mas se tem um coquetelzinhum … ai meu, sai de baixo, quer cermonia mais mediocre que os 13 de dezembro ns CP´s com a entrega da medakha “Amigo da Marinha”, pra gente que nunca ouviu falar em navio ….

    MO

  33. Marcelo Ostra,

    Valeu, eu ñ lembrava o ano. Faz tempo. Qdo vi o seu comentário do Pará na minha terra, resolvi mexer no meu baú de fotos velhas e acabei encontrando uma do velho Alpha 11. Eu tava de bobeira qdo vi o Minas entrando no canal. Passei a mão numa câmera vagabunda q eu tinha, peguei a magrela e saí correndo pra ponte dos práticos, depois fui pro 29/30 ver a atracação. Rsrs.
    Agora na boa, se for pra ver o Pará virar um monte de prestobarba, prefiro q uns veteranos americanos levem ele embora.
    Porta bunecos??? Tá falando daqueles naviuzinho branco de verão cheio de gente dentro dando tchauzinho? Rs.

    Abraço conterrâneo.

  34. Caro Marcelo,

    Dobro-me às suas análises críticas “about” SOAMARES. É isso mesmo! Eles usam “black ties” e isso é o que conta. Compromissos sociais e consciência marítima que é bom, necas de pitibiribas.

    Quanto ao “PARÁ” navegando na Amazônia, realmente não faz o menor sentido, o calado do navio é muito grande para navegação nos rios da Amazônia. Correria o risco de encalhar a todo o momento. Agora, atracado num pier apenas para visitação pública, isso sim é viável.
    Acho até que o Porto de Santos – Ponta da Praia – seria uma boa escolha. Porém, continuo puxando a brasa para a minha sardinha, digo, terrinha (Belém do Pará) “of course”.

    Vamos aguardar!

  35. isso Cesar

    esses ai mesmo e agora na temporada ocorre a multiplicação dos bunecos

    Risos, qauntas vezes nao fizemo o mesmo, mas a mais classica foi em 1983, com o Connoly, o Scott e a Jesse L Brown

    Foi a primeira vez que vi ao vivo vcom os olho um Spruance, foi amor a primeira vista (Sem cntar n quebra o record mundial ciclistico Ponta da Praia x Armazem 31, alcancei até o indice olimpico pelo tempo percorrido naquele dia dos idos de 1983

    MO

  36. Marcelo Ostra,

    Fala aí cara. Vou desentarrar uma UNITAS,se ñ me engano em 84/85.
    Claude V Rickects (Charles F Adams)e USS Stump (Spru).
    Talvez a memória esteja me traindo, mas acho q foi isso.
    Vou procurar os panfletos no meu baú.

    Abraço.

  37. Marcelo Ostra.

    Valeu. Vc e os demais são verdadeiras enciclopédias.
    Vai ver eu fiquei tão bobo c/ o Spruance q apaguei a Knox da memória. Rs

    Abraço

  38. Vamos ser francos todo os navios da marinha já deveriam ter se tornados musseus a muito tempo tiramdo o navio aerodromo São Paulo
    eé simplesmente vergonhoso!

  39. Vocês todo ai de cima que estão fazendo os comentarios, é que deveriam estar trabalhando neste momento no departamento de defesa brasileiro, porque identifico em vocês pessoas que tem visão ao contrario dos politicos corruptos que em sua maioria lamentavelmente so querem roubar

  40. Eu desempenhei serviços neste navio de 1983 a 1986. Eu estava neste navio ao mesmo tempo que Mike Abrashoff, e eu o recordamos. Entristece-me que sua nação de Brasil está removendo este navio do serviço, mas eu supor que seriu it’ finalidade de s. Eu espero suas conservas da nação este navio como um museu. Eu escrevi este em inglês, mim usei o tradutor em linha para traduzir isto no português.

  41. Hi Patrick

    We sincerelly hope that somebody take over the former Para and keep her as a museum, but unfortunately maritime culture is not a strong point in the Braz mentality

    Well, crossing the fingers and hoping not heard regarding a last trip bound to Alang, India

    Brgds
    Marcelo

  42. não sabem o que falam, este navio era o melhor navio da marinha, quando quebrava sua tripulação conseguia consertar em pleno mar.

    ==============================
    airacobra em 01 Dez, 2008 às 9:54
    tadinho do paraplégico(como o chamava um amigo meu ex-encarregado do asroc do pará)
    que pena que vai virar gilete, não gosto desse fim para um navio, prefiro um fim + honroso, como navio museu ou ate mesmo ir descansar no fundo do mar

  43. Caros,
    Há dinheiro no MINISTÉRIO DA CULTURA até para programas que não se entende direito. Há dinheiro para entradas em teatro, cinema etc., por que não levar o objetivo de Museu em Belém para a venerável ministra via MB, ou mesmo para a Presidente no Dia da Marinha???

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