
Na quarta-feira, 27 de janeiro, o Navio-Tanque (NT) “Almirante Gastão Motta” realizou Transferência de Óleo no Mar (TOM) com o Navio-Aeródromo “Cavour” da Marinha Militar Italiana. Este foi o primeiro abastecimento do “Cavour” com um Navio-Tanque de uma Marinha de outro país.
O navio italiano, que participa da operação conjunta com a Marinha do Brasil em caráter de Ajuda Humanitária ao Haiti, atracou em Fortaleza, embarcando dois helicópteros – um UH-14 Super Puma e um UH-12 Esquilo – e duas equipes de Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) da Força Aeronaval, além de uma equipe médica, da Esquadra Brasileira, especializada em Evacuação Aeromédica (EVAM). Esses destacamentos somam um total de 15 oficiais e 44 praças, além de uma carga de 2,2 toneladas.
O evento de abastecimento durou cerca de 3 horas e meia, com um tempo efetivo de bombeio de óleo de 2 horas e 7 minutos. Os navios navegaram juntos com uma velocidade de 10 nós, equivalente a 18,5 Km/h.

FONTE: Marinha do Brasil
FOTOS: Alexandre Medeiros – TV Cidade (Rede Record)

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É bom olhar com bons olhos o trabalho conjunto com a Marinha Italiana, quem sabe uma nova parceria maritima.
Quem vai pagar pelo óleo?
Sr Leopoldo Duarte bom dia,veja assunto abaixo deste o comentario do O FORTUNA sobre a ida do Cavour ao haiti,muito interessante.
um abraço.
“…esse navio è novo “cabaço”(como vcs dizem)tanto que ainda nao tinha feito il rodaggio( rodagem em portugues?) pelo alto custo que comporta movimentar esse navio-200mila euro por dia-,tudo isso nao passa de uma megalomane operaçao de markeing.Aqui jà deram o novo nome ao ministero:’Difesa Servizi Spa’. As declaraçoes do ministro della Difesa,Ignazio La Russa: “A Misssao em Haiti se poderà fazer com a colaboraçao de aziendas que contribuiram a sustentar os custos aliviando alias quase azerando a necessidade de resorsas adicionais.”…”as aziendas vao ter a capacidade de cobrir 90% dos custos da operaça, se trata de sociedades como Finmeccanica, Fincantieri, Eni, muitas dessas trabalham no setor militar e realizaram esse navio.”
Tendo em conta a gravidade da situaçao em Haiti, muitas criticas foram movidas a essa partnership com o Brasil,vista como desnecessaria e nao conveniente.Mas tudo se explica com a partecipaçao dessas empresas privadas/participaçao estatal.Essa sponsorizaçao por parte de empresas è inusual e criou polemicas,mas tendo em conta o momento atual de crisi economica ,as taxas de desemprego e que o mercado para porta-avioes nao è amplio ,o Brasil è um dos poucos interessados no momento a um tal aparato de defesa,tudo se explica.Esse parking no Brasil è uma sorta de promoçao da tecnologia belica italiana.Isso encontra fundamento jà que o Brasil està investindo importantes quantidades de dinheiro na modernizaçao das suas Forças Armadas e esta tratando com a Italia a aquisiçao de 10 navios- 3 fragatas,meios de patrulhamento e embarcaçoes multi-uso para a logistica. Com muita probabilidade essas tratativas , atè algums contratos acredito,deverao ser anunciadas em ocasiao da visita uficial do presidente do Consiglio italiano, Silvio Berlusconi, em 18 de fevereiro. Parece que em jogo poderiam ter comissoes alem dos 20 bilhoes de dolares cuja parte poderiam ir a Fincantieri, Finmeccanica e Iveco entre outras.Casualidade as mesmas empresas que estao financiando/sponsorizando a missao do Cavour.
Por isso eu nao acredito em casualidades:)”
Posto aqui esse meu antecedente comentario pois me parece o contesto mais adeguado a falar sobreo Cavour.Espero nao se irritem por està repetiiçao
”
caravlhomtts em 03 fev, 2010 às 23:02 :
“Sr fortuna é isso ai,e mais uma coisa a termo de curiosidade o que os italianos falam desta ajuda da italia com relação ao cavour,qual a impressão que eles tem a respeito de nossa marinha.
um abraço.”
Ola “caravlhomtts “.Olha vou te dizer que criou polemicas por aqui este evento catastrofico em Haiti .Foram escritos varios artigos a começar da polemica que gerou a critica do “capo”( em portugues comandante?) da Protezione civile-proteçao civil- Guido Bertolaso,que apenas chegou no Haiti criticou duramente a desorganizaçao dos americanos e falta de cordenaçao entre as forças da Onu com eles. Hillary Clinton respondeu com mal estar ,criticou a sua vez e declarou ser ofendida pelas palavras de Bertolaso,entao Silvio Berlusconi correu logo as reparaçoes dizendo que as palavras de Bertolaso nao esprimem a posiçao do governo italiano e blah blah bah… .
CAVOUR
Quanto a Cavour -que acho seja o que mais interessa a vc – ouve criticas tambem. Giampiero Giacomello do jornal “Il Riformista”( de esquerda) escreveu um artigo levantando duvidas e especulaçoes ,evidenciando o alto custo de emprego da Cavour em uma missao como està de carater humanitario(circa 200.000 euro por dia), tambem colocou em discussao a escolha da “Marina” de ter sò um porta-aviões,jà que para ele uma unica unidade nao faz sentido logico,porque nao pode ser subistituida por outro navio durante periodos longos de manutençao e alem disso os avioes ficariam parados e nao disponiveis.
Na realidade a “Marina” dispoem de um outro “porta-aviões” ,o Garibaldi de menor porte mas que tem a disposiçao elicopteros e caçasbombardeiros AV-8B Harrier.Velivolos usados em Somalia (1995), Kosovo (1999) e Afghanistan (2002).Propio essa ultima missao(no contesto da Enduring Freedom),ao lado dos porta-aviões americanos e frances evidenciou e fortaleceu a necessidade de ter um “verdadeiro porta-aviões” como hoje è o Cavour ,destinado futuramente a utilizar os F-35 Lightning II.
Em questao , o uso “humanitario” do Cavour nao è ilogico porque as necessidades de otimizar os custos,mais ou menos 1,5 miliardi(portugues bilhao) de euro em 8 anos,levou a realizaçao de um navio versatil propio para poder utilizar este em uma vasta gama de missoes.Nao è novidade para ninguem que os militares se revelaram ao longo os melhores esecutores de missoes de socursoa/emergencias.
Se è para raciocinar em termos de custos talvez,como disseram algums jornalistas,teria sido mais economico “alugar” navios comerciais para levar as ajudas atè Haiti.Mas os tempos de intervento seria mais longo e os helicopteros nao estariam disponiveis como no Cavour.Isso è o que os pacifistas ignoram ou querem ignorar-è luxo e as frescuras deles ,que podem se permitir de sonhar com as flores voando e levando ajudas- quando criticarao o “envio de um navio de guerra”.
Por ultimo è mais que evidente que uma operaçao como essa implica um retorno em visibilidade e prestigio a naçao,nesse caso a Italia,que è sempre uma respeitavel força -entre as primeiras 10 do mundo- em termo de gastos na “Difesa” e em termos de capacidade de intervento e açao a longo raio(distancia).Sobretudo para isso servem porta-aviões e em casos de MISSOES HUMANITARIAS A CREDIBILIDADE (E A CONFIABILIDADE) DE UM GRANDE PAIS SE MEDE COM A RAPIDEZ E A QUALIDADE DOINTERVENTO.E’ assem que vc atrai para o seu centro gravitacional novos aliados “vassalli” è a realidade
Ah, coisa que pode interessar a vc, parece mesmo que grande parte dos custos da missao do Cavour vao ser “sponsorizados” por grandes sociedades italianas-controladas estatais-(parece mesmo que quem fez mover o Cavour foi os interesses economicos), entre elas Fincantieri e Finmeccanica ( realizadoras da Cavour).Portanto a missao è uma sorta de marketing e investimento pois traz beneficios de imagem ao Pais e comerciais para promover o “made in Italy” no mundo com possiveis comissoes industriais.
A marinha indiana pediu a Fincantieri a progetaçao do “aparato motor ” ,o fornecimento de varios servicios complementares e um adeguado trasferimento de tecnologia para a costruçao do seu porta-aviões do qual o sistema propulsivo è ispirado propio ao do Cavour.
Um sucesso( que esperamos ) que poderia se repitir na America Latina-claro o Brasil è o foco principal,jà que usa o velho porta-aviões frances.aqui um pouco nos blogs militares tiram um pouco de gracinhas com o SP,mas nao com a marinha do Brasil atè porque nao tem muito conhecimento.Existem tambem indicios de outros paises interessados no sistema de propulsao do Cavour.”
Nesse link tem muitas fotos do Cavour e pra conhecer bem os detalhes do navio,:
http://digilander.libero.it/en_mezzi_militari/html/cavour.html
mmuito bom o texto Fortuna
Gosto destas parcerias: Brasil-China , Brasil -Italia , ambas cada uma com suas peculiaridades podem ser ricas em informação e aprendizado para o Brasil.
O Fortuna disse, em seu texto, que podemos ter novidade no dia 28 de fevereiro, quando o premier italiano visita o Brasil: a compra de 10 navios, entre patrulheiros, fragatas e de apoio logístico. O que os companheiros do blog acham disso?
O Gastão Motta está em todas. Acredito que deva ser um das comissões mais disputadas na Marinha. Quem não quer servir em um navio tão concorrido. Parabéns ao Gastão Motta e sua tripulação.
Seria ótimo ter uns dois ou três destes na MB, fazendo parceria pro SP… sonhar um navio multi-roll como este Cavour é sim um lindo sonho.