USS_America_amphibious_assault_ship_LHA_6

O futuro USS America (LHA 6), navio de assalto anfíbio construído pela Huntington Ingalls Industries retornou no último sábado após um ciclo bem-sucedido de provas de mar no Golfo do México. Os testes empreendidos pela Ingalls’ começaram na última segunda-feira (11) e duraram ao longo de cinco dias de operações no mar, somando mais de 200 experimentos. Foram testadas o sistema de propulsão de turbina/elétrico e os sistemas de combate. Também foram feitas provas de ancoragem e operações de voo.

Após o ciclo de testes do fabricante, o PCU America passará em janeiro pela avaliação do U.S. Navy’s Board of Inspection and Survey (INSURV), a fim de verificar se a performance do navio condiz com as demandas da Marinha americana. Uma vez em serviço, o LHA participará de um espectro amplo de missões que incluem ajuda humanitária, segurança marítima, combate à pirataria e apoio a contingentes em terra.

Os navios da classe America medem cerca de 257 metros de comprimento e deslocam aproximadamente 45 mil toneladas. O sistema de propulsão gás-turbina proporciona velocidade de 20 nós. Cada navio acomodará 1.059 tripulantes e será capaz de transportar efetivos de até 1.687 homens. Os LHA também será mais preparada para operar com aeronaves – foram incluídos um hangar maior, áreas de manutenção expandidas e mais espaço para transporte de peças, equipamentos auxiliares e combustível para os aviões. A classe America deve operar com aeronaves MV-22 Osprey e F-35B.

NOTA DA EDITORA: Você pode conferir o video oficial das provas de mar do PCU America clicando aqui.

FONTE: Navy Recognition (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

16 Responses to “Futuro USS ‘America’ (LHA 6) completa ciclo de testes do fabricante” Subscribe

  1. Almeida 18 de novembro de 2013 at 20:33 #

    Alguma chance do USS Peleliu vir pra cá?

    http://en.wikipedia.org/wiki/USS_Peleliu_(LHA-5)

    Faria melhor trabalho que o A(ncorado)-12 São Paulo…

  2. daltonl 19 de novembro de 2013 at 8:47 #

    Absolutamente nenhuma chance ! No momento ele está passando por um periodo de manutenção que garantirá
    mais uma única missão de +/- 7 meses e então será descomissionado em 2015 com pouco mais de 35 anos.

    Não se deixe enganar por esses “35 anos apenas”, ele
    foi muito usado e tem exigido muita manutenção além do mais não há como manter ele e o NAeSP ao mesmo tempo, ambos exigem grandes tripulações são caros de manter.

    Também tem a questão da aviação de asa fixa, os A-4s estão sendo modernizados e só podem operar no NAeSP
    e nem temos Harriers para operar de um LHA.

  3. MO 19 de novembro de 2013 at 11:14 #

    A(tracado) ….

  4. MO 19 de novembro de 2013 at 11:19 #

    Imaginem hipoteticamenteo Peleliu por aqui, realmente sem chance humanisticamente de guarnecer ele3 e o Nae, sem chance de otimizar as funções dele (seja por equipamentos, seja por $$$$, mesmo considerando tinindo), seria algo para ficar de enfeite, ou se muda radicalmente a mentyalidade praque isso tudo ou entao vamos viver de falacias de amazonia azul (detesto este termo) e pre sal a ser defendido ad eternum (so com papo tbm ne, que nem nada pratico tem sido feito … e quiça será

    Obviamente desconsiderando isto tudo se mudarmos radicalmente a ideia de o que somos e o que queremos ser no mundo ……

  5. Marcos 19 de novembro de 2013 at 14:58 #

    “… ele foi muito usado e tem exigido muita manutenção além do mais não há como manter ele e o NAeSP ao mesmo tempo, ambos exigem grandes tripulações são caros de manter”.

    Tá perfeito para Banânia.

  6. Almeida 20 de novembro de 2013 at 0:45 #

    Dalton, tava falando de aposentar o já aposentado e desde então afastado do trabalho A-12 São Paulo e usar o USS Pelileu ou Nassau NO LUGAR dele.

    Veja bem, os A-4 já não voam a partir dele de qualquer maneira, pelo menos teríamos uma plataforma para meter todas as kombis voadoras da apertaparafusobrás, prover apoio ao CFN e mostrar a bandeira por aí em missões até mesmo humanitárias.

    Melhor um LHA no mar que um NAe no dique.

  7. Almeida 20 de novembro de 2013 at 0:47 #

    Ah sim, sem falar que ele possui pelo menos dois lançadores RAM com 21 mísseis cada mais dois CIWS Phalanx. Pode até vir com lançador óctuplo de Sea Sparrow ou ESSM. Só isso já torna um classe Tarawa melhor na tarefa AAW que nossas melhores fragatas…

  8. daltonl 20 de novembro de 2013 at 8:37 #

    Almeida…

    até onde sei apenas o Tarawa está sendo mantido em “boas” condições no caso de necessidade de reativação,e ele é mais antigo que o Nassau, note que coloquei “boas” entre aspas pois anda faltando dinheiro para manter navios na ativa por lá imagina os que estão na reserva!

    Quanto ao USS Peleliu, ele não será colocado à venda, assim como não foi o Tarawa, aliás outro da classe virou recife e outro foi desmantelado já.

    Mas supondo que fosse oferecido à nós. Tudo o que já foi gasto com o NAeSP e os A-4s até agora seria jogado fora ?

    Teriamos um navio muito usado, caro de manter que passaria boa parte do tempo atracado e iria operar apenas com alguns helicopteros ?

    E o USS Peleliu e os demais “Tarawas” não receberam o Sea Sparrow , provavelmente por falta de espaço.

    abs

  9. MO 20 de novembro de 2013 at 11:12 #

    Dalton, to com pregrissa dd procurar e enferrujado, quem foi quem o sinkex e odemanchado ? tks

  10. MO 20 de novembro de 2013 at 11:13 #

    em tempo video e fotos com um 334 m e 130,000 t. abt de deslocamento =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/11/mv-cma-cgm-tosca-fmel-video-e-fotos.html

  11. daltonl 20 de novembro de 2013 at 11:34 #

    MO…

    O Saipan LHA 2 foi para o ferro velho…pude ve-lo de longe uma vez …não chegou a completar 30 anos e foi demolido lá no Texas.

    O que foi afundado em um sinkex, e virou um recife artificial próximo ao Havai, foi o Belleau Wood LHA 3, esse então foi descomissionado com “apenas” 27 anos.

    abs

  12. Almeida 20 de novembro de 2013 at 13:26 #

    Dalton, com certeza você sabe muito mais sobre o estado desses navios do que eu, se você diz que estão “no osso”, ok, deixa pra lá!

    Mas quanto ao São Paulo e sua “ala aérea”, na boa, o dinheiro não foi investido, foi desperdiçado, é fundo perdido. Risca da contabilidade e segue em frente.

    Sou da opinião que a MB não precisa e nem tem condições de operar NAes convencionais. Mas está extremamente carente de escoltas e meios de apoio. Por mim mandava o A-12 pro desmanche que é lugar dele e aproveitava o aço pra fazer as improved Barroso. Quanto ao VF-1, cancelava o contrato de modernização onde está e mantinha ele com umas 6 aeronaves (3 mono e 3 bipostos) somente para manter a proficiência, além de mandar os demais pilotos que ficariam ociosos treinarem com marinhas amigas. No lugar desse ufanismo de operar um NAe de 40.000t e aeronaves de asa fixa, colocava dois LPD/LPH/LHA de 20.000t de verdade, operativos, no lugar. Pra MB, ter algumas escoltas com AAW de verdade (Aster, ESSM, SM-2, Barak 8, etc) e outras com capacidade de ataque terrestre (SCALP Naval, Tomahawk, Brahmos, RBS-15, MM-40 block 3, etc) faz muito mais sentido que ter um NAe desdentado, sem escoltas, operando aviões subsônicos da década de 1960.

  13. Almeida 20 de novembro de 2013 at 13:32 #

    Ah, e sem essa ilusão de duas esquadras com um NAe cada, hein? :P

    Ganhar competência e manter proficiência só vale a pena se existe a possibilidade real de que venha a ser usado algum dia. Não é o caso do Brasil, todo mundo sabe.

    Só manteria o VF-1 ativo pra manter seus pilotos navais que custaram caríssimo para treinar para uma eventual aquisição de F-35B ou UCAVs para operar nos dois LPD/LPH/LHA daqui uns 20 anos, e olhe lá! Ou então voar aeronaves FX-2 da FAB, em rodízio.

  14. daltonl 20 de novembro de 2013 at 18:08 #

    Almeida…

    nem trata-se de eu saber mais sobre o estado dos LHAs e sim que não estão à venda nem temos interesse em comprar, então como um exercício imaginativo pode-se discutir sim, até mesmo adquirir o Kitty Hawk ou no passado o Independence, mas é só fantasia mesmo.

    Quanto a desmanchar o A 12 e aproveitar o aço não sei se foi brincadeira sua, mas ele não seria desmanchado aqui, Turquia, India, China são provaveis candidatos, assim como o NAeL Minas Gerais foi desmanchado na India, então nada de aço para Barrosos modificadas .

    Fico imaginando como estariamos sem o NAeSP hoje !

    Uma fragata na faixa de 6000 toneladas com todo o armamento que vc descreveu deve estar beirando um bilhão de dólares.

    Que opções haviam 13 anos atrás quando adquirimos
    o NAeSP ? Que navios existiam então ? Certamente Arleigh Burkes não eram opções. Teriamos hoje uma
    marinha muito melhor ? Não foi a compra do NAeSP e dos A-4s o melhor custo-beneficio que podiamos ou podemos ter ainda hoje ?

    Talvez acabemos mesmo como os australianos que estão
    em vias de possuir 2 LHDs do modelo espanhol que deslocam quase 30000 toneladas apesar deles não terem planos de adquirir o F-35B mas mesmo que adquiramos o F-35B no futuro ainda teremos navios anfibios, lentos com uma modesta capacidade aérea.

    O ideal seria um NAe convencional nos moldes do projeto francês, algo mais próximo do nosso bolso pois um NAe e sua escolta oferecem uma grande flexibilidade,
    são complementares na verdade.

    Mas…talvez demore um pouquinho mais para esse sonho virar realidade :)

  15. MO 21 de novembro de 2013 at 11:01 #

    tks .. to ficando muito desatualizado … incrivel …. (o meu desinteresse progressivo) …. uma pena

  16. Control 21 de novembro de 2013 at 15:34 #

    Srs

    Uma questão que aparece sobre a necessidade ou não do A12 é atribuição aos NAe da função de projeção de poder e se tal capacidade é necessária ao Brasil. Na maioria das vezes sugere-se que a MB abandone sua mania por NAe e substitua o A12 por um navio de funções múltiplas similar ao Juan Carlos ou aos Tarawa, curiosamente sendo esquecido o fato que tais navios são ferramentas de projeção de poder por excelência, mais específicos, aliás, que os NAe (e mais limitados como ferramenta de dissuasão).
    Na verdade, o problema do A12, é que a MB tem uma visão estratégica em descompasso com sua capacidade de realização, além de sofrer do mal que aflige todas as instituições que é a prioridade da administração sobre as áreas operacionais. Em conseqüência, a MB quer realizar tudo sem ter o cacife financeiro e ao contrário de priorizar suas atividades operacionais queima a maior parte de seu orçamento com custeio de pessoal. O que sobra do orçamento acaba sendo insuficiente para manter os meios navais em boas condições operacionais e quase nada sobra para investimento.
    Como resultado temos um NAe no cais em manutenção eterna e sem meios aéreos suficientes.
    Pode-se concluir que é melhor aplicar a regra, não tem dinheiro para manter, manda para a sucata. Porém, aí vem a pergunta, nós não precisamos/precisaremos dele?
    E esta questão depende do que pensamos para o Brasil daqui a 20 anos ou do que podemos esperar da realidade geopolítica de 2033 e da posição do Brasil nela.
    Se partirmos para um ato de fé que o cenário em 2033 será de paz e harmonia, o A12 deve ser imediatamente descartado, é dinheiro jogado fora.
    Porém, a história é outra se considerarmos as mudanças geopolíticas em curso com a China despontando como uma potência global e arrastando todo o oriente em uma corrida armamentista, com a Rússia buscando recuperar seu status de superpotência, com a decadência da Europa, com a tendência isolacionista dos EUA, enfim, com tudo isto acontecendo em um período de mudanças climáticas e de aumento de pressão sobre os recursos naturais (aumento da população e crescimento do consumo per capita).
    O fato é que se nos basearmos na história humana, as mudanças ora em curso sinalizam uma grande probabilidade de deflagração de conflitos, havendo apenas a dúvida se eles serão localizados como os atuais ou se podem se estender por todo o mundo como ocorreu na IIGM.
    Em qualquer dos casos, o Brasil terá dificuldade de ficar de fora, particularmente se as condições climáticas piorarem e o país se tornar ainda mais importante como fornecedor de alimentos do que é hoje (É bom lembrarmos que, no que se refere a produção de alimentos, apenas os EUA são equivalentes ao nosso país).
    E, aí, ou o Brasil se associa a uma das potências da época ficando dependente quanto a sua defesa ao guarda chuva que ela fornecer, ou dispõe de uma capacidade militar dissuasória suficiente para não ser incomodado.
    No caso de não dispor de um guarda chuva e precisar ter capacidade militar, uma MB forte o suficiente para, pelo menos, controlar o Atlântico Sul se faz necessária.
    E se este for o caso, o A12 tem utilidade, porém não apenas para a apregoada capacitação e manutenção da doutrina como apregoa a própria MB mas também para começar a mostrar a bandeira e sinalizar sobre a seriedade do país na defesa de seus interesses.
    O fato é que o Brasil não vai poder manter a sua ilusória política externa paz e amor, pois tal política só é possível (apesar de inútil) quando há um irmão grande ao lado com um grande porrete. Como nossos líderes entendem que precisamos nos afastar do Tio Sam e este está entrando em uma fase isolacionista, ou nos subordinamos a outra potência (China, talvez) ou temos que nos virar.
    Infelizmente o dim dim tende a ficar mais curto do que já está, e o A12, para nos ser útil, precisa não apenas estar em boas condições para navegar e operar aviões como também dispor de aviões adequados e navios de escolta.
    Não parece que isto se efetive. Fala-se sobre um PMG para o A12 depois dele estar parado há anos, doze A4 não são um grupo aéreo suficiente e as escoltas, o que dizer?
    Como a preparação de pessoal qualificado demora até mais do que a construção dos navios, se considerarmos 2030 como referência para lá chegarmos com uma esquadra adequada e com uma imagem que atue como arma dissuasória, o A12 não pode ficar mais tempo parado e sem recursos aéreos e de escolta.
    Ou arregaçamos as mangas e começamos a trabalhar seriamente, começando por recuperar a capacidade operacional da esquadra atual e atuando para melhorar e expandir sua capacidade ou é bom nos agarrarmos ao Tio Sam ou a outra potência qualquer.

    Sds

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