Thales inaugurou centro de sonares no Brasil, mirando corvetas classe ‘Tamandaré’ e...

Thales inaugurou centro de sonares no Brasil, mirando corvetas classe ‘Tamandaré’ e além

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Thales inaug centro sonares - cerimonia 11 - foto Fernando Nunao - Poder Naval

A Omnisys, subsidiária do grupo Thales no país, está recebendo tecnologia da matriz para iniciar fabricação do transdutor, um dos componentes críticos para sonares, nas instalações de São Bernardo do Campo – SP. Empresa já participou da produção de sonares para os submarinos do Prosub, da Marinha do Brasil, e pretende atender a futuros programas aqui e no exterior

DestaqueNa última sexta-feira, 29 de janeiro de 2016, o grupo Thales inaugurou o Centro de Excelência em Sonares nas instalações da Omnisys, seu braço industrial e de desenvolvimento no Brasil. O Poder Naval, a convite do grupo, compareceu à inauguração nas instalações da Omnisys em São Bernardo do Campo, São Paulo.

A iniciativa conta com um investimento de 15 milhões de reais para sua primeira fase, que compreeende a montagem da infraestrutura industrial e transferência de tecnologia, a partir da unidade Thales Underwater Systems (TUS) do grupo, para o início da fabricação no Brasil do transdutor eletroacústico, equipamento que faz a transformação da energia acústica das ondas sonoras em sinais elétricos e é um componente-chave para diversos tipos de sonares. Espera-se iniciar a fabricação do primeiro transdutor já em abril deste ano, com a chegada de novas máquinas, ferramentais e bancos de testes encomendados para a fábrica da Omnisys.

Nos meses seguintes até o final do ano, o objetivo é atender ao processo de certificação do equipamento para uso militar. A partir daí, viriam as etapas de produção em série do transdutor e de outros componentes cuja nacionalização seja viável técnica e financeiramente – itens já em vista são antenas, responsáveis por emitir e receber os sinais, e que são compostas por um conjunto de transdutores. Também se seguiria a fase de desenvolvimento local de software e integração a componentes importados, para fornecimento de sonares completos em 2018.

Perfil da corveta Tamandaré
Perfil da corveta classe Tamandaré

Programas da Marinha na mira, além do mercado externo – Em coletiva de imprensa realizada antes da cerimônia de inauguração, executivos da Thales deram alguns detalhes desse processo. Participaram da coletiva Ruben Lazo, vice-presidente da Thales América Latina, Alcino de Sousa, diretor-geral da Thales Brasil, e Luiz Henriques, presidente da Omnisys.

Segundo Lazo, o objetivo final é produzir vários tipos de sonares do Brasil, numa visão de longo prazo que ultrapassa os limites da atual crise do país. Esse investimento feito pela própria Thales em sua subsidiária brasileira e a transferência de tecnologia são vistos, conforme Lazo, como pilar para crescer no mercado brasileiro e externo, além de demonstração de que a empresa acredita no Brasil. Lazo também disse que apesar dessa crise também afetar outros países da América Latina e se esperar um ano difícil, em que deverá continuar negativa a média de crescimento do investimento regional em Pesquisa e Desenvolvimento, a Thales acredita que o  mercado voltará a ser comprador em alguns anos, o que inclui diversos setores em que a empresa atua.

Thales inaug centro sonares - coletiva 1 - foto Fernando Nunao - Poder Naval
Da esquerda para a direita, Luiz Henriques, presidente da Omnisys, Ruben Lazo, vice-presidente da Thales América Latina, Alcino de Sousa, diretor-geral da Thales Brasil

Independentemente da crise atual, para a Thales o principal argumento para investir localmente no mercado de sonares é que o litoral brasileiro tem mais de 7 mil quilômetros (e superior a 8 mil se levar em conta as reentrâncias na costa) e a superfície aquática de mais de 4 milhões de quilômetros quadrados é considerada estratégica pelo país, e em algum momento a continuidade da pesquisa e da defesa dessa área terá que ser encarada por novos programas.

Sobre programas que a empresa quer atender, o mais próximo é o das novas corvetas da Marinha do Brasil, a chamada classe “Tamandaré”. O programa das corvetas, em fase de projeto, visa primeiramente uma série de quatro unidades para iniciar a substituição de navios de escolta que acumularam décadas de serviço na Marinha. Para elas, a Thales pretende oferecer como sonar de casco o seu modelo Kingklip, do qual trataremos à frente, incluindo componentes de fabricação brasileira e manutenção no país. Também é objetivo da empresa oferecer este sonar para modernizações das capacidades de guerra antissubmarino das atuais fragatas e corvetas da Marinha, caso elas sejam realizadas.

Thales inaug centro sonares - coletiva 2 - foto Fernando Nunao - Poder Naval

Luiz Henriques, perguntado pelo Poder Naval sobre haver algum requerimento atual da Marinha do Brasil junto à empresa para essas iniciativas, em especial as de modernização de navios em serviço, respondeu que hoje ainda não há compromisso firme a esse respeito. O objetivo, segundo o executivo, é a Thales se posicionar para quando a Marinha resolver tocar esses projetos, oferecendo o Kingklip para aplicação como sonar de casco. Lazo aproveitou para acrescentar que a empresa também visa o mercado de exportações, tanto na América Latina quanto além, como é o caso dos radares primários Banda L fabricados na Omnisys, dos quais metade das 40 unidades fabricadas foram exportadas para países de vários continentes.

Ciclo completo, mercado mundial e nacionalização – A ideia da Thales, com a inauguração do Centro de Excelência em Sonares, é dominar no Brasil o ciclo completo para sonares de navios e submarinos, num processo gradual que pode chegar até os modelos helitransportados. O processo, segundo Luiz Henriques, começou em 2014 com o início do investimento de 15 milhões de reais para treinamento, reestruturação da área industrial (mudança do “layout” da planta em São Bernardo do Campo, incluindo alterações no sistema de energia e climatização), além da encomenda de máquinas. Esse esforço incluiu equipe de engenheiros franceses da matriz e pessoal da própria subsidiária brasileira.

O presidente da Omnisys afirmou que a fabricação do transdutor eletroacústico, que incorpora materiais cerâmicos e envolve processos específicos não dominados pela filial brasileira, é o primeiro passo, por ser o elemento chave para a comunicação eletrônica / acústica. A fabricação do componente visa não apenas programas para o mercado brasileiro, mas o fornecimento do transdutor para o mercado externo. Mundialmente, Ruben Lazo frisou que a Thales é líder mundial em sonares, com o fornecimento de mais de 500 equipamentos para cerca de 50 países.

Thales inaug centro sonares - visita 3 - foto Fernando Nunao - Poder Naval
Imagens do processo de fabricação de transdutores, exibidas em vídeo apresentado na área onde serão instaladas as máquinas encomendadas para o Centro de Excelência em Sonares da Thales / Omnisys

Thales inaug centro sonares - visita 2 - foto Fernando Nunao - Poder Naval

Até 2018, pretende-se atingir a capacidade de fornecer sonares no Brasil para atender a programas brasileiros, como o das corvetas classe “Tamandaré”, além de ampliar a participação da Thales no programa do Submarino Nuclear Brasileiro (SNBR). O Poder Naval pediu a Luiz Henriques para esclarecer os índices de nacionalização pretendidos. O executivo respondeu que o objetivo é oferecer sonares com índice de 60% de nacionalização dos componentes e manutenção integral no país.

Ruben Lazo complementou que partes importadas continuarão a existir, por uma questão de escala e viabilidade financeira, mas o objetivo é nacionalizar componentes-chave e realizar a integração no Brasil, assim como o desenvolvimento numa área crítica, que é a de processamento (mais informações a seguir). Sobre o índice de nacionalização do transdutor eletroacústico, Luiz Henriques informou que será de 100%.

Thales inaug centro sonares - visita 1 - foto Fernando Nunao - Poder Naval
O presidente da Omnisys, Luiz Henriques, explica numa das áreas onde serão instaladas as novas máquinas os métodos de produção de transdutores à secretária de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Perpétua Almeida e ao prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, observado pelo embaixador da França no Brasil, Laurent Bili, e pelo vice-presidente da Thales América Latina, Ruben Lazo

O passo seguinte é a capacitação para fornecer sonares do tipo Cylinder Array, instalados na proa de submarinos e, a partir de 2020, a exportação de sonares, ainda que o grande objetivo seja o mercado brasileiro e que a empresa seja considerada a referência brasileira em sonar e o principal parceiro da Marinha nessa área. Quanto a esse mercado, além do que Lazo já havia dito sobre a visão da Thales da importância estratégica da proteção e pesquisa no espaço marítimo do Brasil, foi mencionada uma demanda considerada crucial: a de sonares para o monitoramento do futuro Estaleiro e Base de Submarinos de Itaguaí, da Marinha. Para viabilizar essas fases que se seguem à atual, focada no transdutor eletroacústico e com investimento de 15 milhões de reais, novos investimentos estão previstos, segundo a Thales.

Contratações, treinamento no Brasil e no exterior – Os planos são de que o Centro de Excelência em Sonares ocupe cerca de 300 profissionais – vale lembrar que hoje a Omnisys responde por 200 dos 300 funcionários do grupo Thales no Brasil. Quinze profissionais já estão envolvidos na parte industrial do centro de sonares. A empresa realizou em setembro de 2015, em parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia, um primeiro curso de quatro dias sobre aplicações acústicas. Participaram 40 pessoas, entre engenheiros da Omnisys, pessoal do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM), de instituições acadêmicas e também da prefeitura de São Bernardo do Campo.

Há uma previsão de cursos que serão ministrados no Brasil por funcionários da Thales Underwater Systems (TUS). Entre as instituições acadêmicas envolvidas neste programa para sonares, está agora a Universidade de São Paulo (USP). As parcerias com instituições de ensino são voltadas, primordialmente, para a formação de mão de obra, segundo o presidente da Omnisys, Luiz Henriques.

Sonar - imagem Thales
Equipamento de sonar e seu funcionamento, em imagem fornecida pela Thales

Um conhecimento crítico para sonares é o de processamento de sinais, e um engenheiro da Omnisys deverá ser responsável, daqui a três anos, por liderar uma equipe brasileira dedicada a esse trabalho. Para isso, ele foi enviado à França para realizar um doutorado em acústica submarina nesse prazo, durante o qual também integrará as equipes de desenvolvimento da TUS, trabalhando em projetos da empresa naquele país.

Esses e outros treinamentos, para capacitação de profissionais brasileiros fazem parte do processo de transferência de tecnologia. Este processo leva em conta a existência nos centros de pesquisa da Marinha do Brasil e nas universidades brasileiras especialistas na área de acústica submarina e de sonar, com experiência e conhecimento reconhecidos internacionalmente, segundo a empresa. Ruben Lazo mencionou outros processos de transferência de tecnologia da Thales no Brasil, como a capacitação de 40 brasileiros na França para o Centro Tecnológico Espacial inaugurado pela Thales Alenia Space e pela Omnisys em março do ano passado em São José dos Campos – SP, além de projetos como o “seeker” (cabeça de busca) do programa MANSUP, do míssil antinavio brasileiro, para a Marinha.

Thales inaug centro sonares - visita 9 - foto Fernando Nunao - Poder Naval
Durante visita a áreas da Ominsys responsáveis por outros produtos, foi mostrada uma das peças que compõem o ‘seeker’ para o míssil antinavio brasileiro (programa MANSUP), a cargo da empresa.

A experiência no Prosub e o futuro – Em reportagem do Poder Naval publicada em agosto de 2012, abordamos a produção na Omnisys de partes para sonares dos 4 submarinos convencionais do PROSUB (Programa de Submarinos) da Marinha do Brasil. À época, a empresa informou que havia uma divisão de trabalho e um repasse progressivo de atividades locais na fabricação dos sistemas dos sonares, com partes produzidas no Brasil para integração na França, e partes produzidas na França para integração no Brasil. Nesse processo, ampliava-se gradativamente os trabalhos sob a responsabilidade da subsidiária brasileira da Thales, assim como o treinamento dos engenheiros brasileiros envolvidos no programa. Pudemos ver (embora sem autorização para fotografar), módulos dos equipamentos de sonar em montagem.

Essa experiência, que incluiu a fabricação pela Omnisys de 7 bastidores de processamento e 4 gabinetes do transmissor para integrar 4 sonares,  foi destacada por Ruben Lazo tanto durante a coletiva quanto na cerimônia de inauguração. Também foi lembrada pelo engenheiro e executivo francês Frédéric Andre, da Thales Underwater Systems, que se envolveu com este programa como parte de seu trabalho junto à Omnisys nos últimos cinco anos, dos quais os três últimos semestres incluíram os esforços para implantar o Centro de Excelência em Sonares no Brasil. Sobre o futuro, Andre aproveitou para ressaltar que a Thales está no Brasil pensando no longo prazo, para “escrever história”, e a grande importância desse novo passo, de fabricação do transdutor eletroacústico, é que quando você o domina, pode produzir uma ampla gama de sonares.

Thales inaug centro sonares - cerimonia 1 - foto Fernando Nunao - Poder Naval
Cenas do público presente à inauguração do Centro de Excelência em Sonares da Thales – Omnisys. Ao fundo, o Centro de Serviços, onde se realiza a manutenção e modernização de produtos, em especial radares

Thales inaug centro sonares - cerimonia 3 - foto Fernando Nunao - Poder Naval

A cerimônia de inauguração – Falando na cerimônia, realizada logo após a coletiva de imprensa, cabe destacar a presença de autoridades não só da Marinha do Brasil, mas da Força Aérea,do Exército e do Ministério da Defesa. Da primeira, entre mais de dez oficiais presentes, estavam quatro almirantes, dos quais o Vice-Almirante José Carlos Mathias, Diretor de Sistemas de Armas da Marinha (DSAM), representou o comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira*.

Thales inaug centro sonares - cerimonia 2 - foto Fernando Nunao - Poder Naval
Alcino de Sousa, diretor-geral da Thales Brasil, abriu os discursos da manhã de 29 de fevereiro, seguido por Ruben Lazo, vice-presidente da Thales América Latina

Thales inaug centro sonares - cerimonia 4 - foto Fernando Nunao - Poder Naval

Da Força Aérea Brasileira, entre os oficiais, estava presente o Brigadeiro do Ar José Augusto Crepaldi Affonso, diretor do Departamento de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, do qual destacou-se a presença da Secretária de Produtos de Defesa, Perpétua Almeida. Representantes da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), da Escola Politécnica da USP, do Instituto Mauá de Tecnologia, além do Prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho. Também esteve presente o Embaixador da França no Brasil, Laurent Bili.

Discursaram os três executivos da Thales / Omnisys presentes à coletiva, o já mencionado executivo Frédéric Andre da TUS e o prefeito Luiz Marinho. Este último destacou a satisfação de presenciar inaugurações como as recentes da Thales e investimentos num período em que se fala tanto em crise.

Thales inaug centro sonares - cerimonia 9 - foto Fernando Nunao - Poder Naval
Discursaram também o presidente da Omnisys, Luiz Henriques, o executivo Frédéric Andre da Thales Underwater Systems e o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho

Thales inaug centro sonares - cerimonia 8 - foto Fernando Nunao - Poder Naval

Thales inaug centro sonares - cerimonia 10 - foto Fernando Nunao - Poder Naval

Após a placa ser descerrada, realizou-se uma visita ao local onde serão instaladas as novas máquinas para produção dos transdutores, além de outras áreas da empresa, como as que produzem os diversos componentes dos radares Banda L e cujo maquinário e ferramental também apoiam outros programas realizados pela empresa no Brasil. As fotos a seguir dão ao leitor uma ideia das instalações, dentro da proposta que o Poder Naval e os demais sites da “trilogia” Forças de Defesa há anos procura seguir, de fazer o leitor se sentir “por dentro” dos eventos, visitas e coberturas de operações militares das quais os editores participam.

Thales inaug centro sonares - visita 7 - foto Fernando Nunao - Poder Naval
Na imagem acima e nas duas abaixo, máquinas automáticas de usinagem utilizadas para fabricar as bases das placas em que são montados os componentes eletrônicos dos radares, na Omnisys

Thales inaug centro sonares - visita 5 - foto Fernando Nunao - Poder Naval Thales inaug centro sonares - visita 6 - foto Fernando Nunao - Poder Naval

Thales inaug centro sonares - visita 12 - foto Fernando Nunao - Poder Naval
Na imagem acima, as mesas para montagem manual de componentes das placas, que também têm parte do processo realizado por máquinas, como se vê nas imagens abaixo, incluindo placas já montadas para os radares da Omnisys

Thales inaug centro sonares - visita 10 - foto Fernando Nunao - Poder NavalThales inaug centro sonares - visita 8 - foto Fernando Nunao - Poder Naval Thales inaug centro sonares - visita 11 - foto Fernando Nunao - Poder Naval

Thales inaug centro sonares - visita 13 - foto Fernando Nunao - Poder Naval
Acima, o engenheiro francês Frédéric Andre observa exemplos de componentes montados pela Omnisys e, abaixo, radares banda L em processo final de montagem e testes, com o conjunto em primeiro plano destinado à Jamaica

Thales inaug centro sonares - visita 14 - foto Fernando Nunao - Poder Naval

Kingklip – Este sonar ativo e passivo da Thales Underwater Systems de média frequência é otimizado para instalação nos cascos de plataformas de porte médio e pequeno, com foco em desempenho superior na guerra antissubmarino em águas litorâneas e agitadas. Segundo a TUS, tem capacidade de detecção de ameaças simultâneas para alerta antecipado de lançamentos de torpedos, além de capacidade de evitar minas. O desenvolvimento também visou um posicionamento acurado dos alvos para engajar ameaças distantes, cooperando com meios aéreos, robustez, facilidade de integração, reduzida carga de trabalho para operadores e baixo culto do ciclo de vida.

Kingklip instalacao - imagem Thales
Instalação e subsistemas do sonar Kingklip – imagem Thales

 

O Kingklip, ainda segundo a TUS, foi selecionado pela Marinha Sul-Africana para equipar a classe Meko A200, para as classes Sigma da Marinha da Indonésia e da Marinha Real Marroquina, além da classe Abu Dhabi da Marinha dos Emirados Árabes Unidos.

Com peso de 1,4 tonelada, altura de 0,7 metros e diâmetro de 1,2m, opera no modo ativo na faixa de frequência média entre 5250 e 8000 Hz, nos pulsos FM Hiperbólico, CW e combo, em comprimento de pulso de 60 ms a 4s e escala de alcance entre 1 e 72 kYds. As funções passivas de vigilância em todas as bandas, LOFAR, DEMON e canais de áudio, entre 1000 e 8000 Hz.

Kingklip - imagem Thales
Conjunto do sonar Kingklip, que tem 70 cm de altura e 1,20m de diâmetro e é instalado em domo sob o casco – imagem Thales

Reportagem e fotos do evento: Fernando “Nunão” De Martini. O autor visitou a empresa a convite da Thales.

*NOTA DO EDITOR: em notícia publicada no seu informativo Nomar na quinta-feira, 4 de fevereiro, a Marinha do Brasil informou que o oficial incumbido de representar na cerimônia o Comandante da Marinha foi o Comandante do 8º Distrito Naval, Vice-Almirante Glauco Castilho Dall’Antonia, diferentemente do que informamos no texto acima.

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56 COMMENTS

  1. Uma pergunta aos amigos onde serão construidas essas novas corvetas? em que estaleiro
    o Brasil tem essa capacidade do construir navio de tal porte,o AMRJ tem essa condiçao
    mas precisa ser reformado.

  2. Nunão, estou sem tempo de ler agora, mas deu pra perceber que se trata de uma obra de arte do tipo que eu gosto de apreciar.

  3. Esta conversa eu conheço e bem, exportar sonar, kAKAKAKAKAKA, com nossa rica carga tributária e trabalhista, perguntem aos empresários sobre o recente acordo do ICMS, o quanto vai custar a mais.
    Não sei porque o discurso da Thales me parece um copiar e colar da Airbus quando da inauguração da pretensa fábrica de Kombis.

    G abraço

  4. Bem, se pelo menos construirmos o navio já é um bom começo. Aliás, com os meios de superfície atuais melhor seria adiar o prosub e fazer o feijão com arroz com as corvetas.

  5. Não há com oque ficar impressionado. Basta o contrato ser cancelado ou não ter continuidade para os ____________ irem embora. Estamos cansados de ver parcerias, investimentos serem cancelados por falta de continuidade. É a porcaria da tal exigencia de conteúdo nacional e desenvolvimento a qualquer preço. Não temos nem estaleiros e vamos fabricar sonares. Isto só pode ser piada.
    _
    COMENTÁRIO EDITADO

  6. COMENTÁRIO APAGADO. RESPEITE AS REGRAS DO BLOG.
    _
    NOTA DOS EDITORES: RESPONDENDO A SUA PERGUNTA FEITA EM OUTRO COMENTÁRIO SOBRE PORQUE FOI DELETADO: O MOTIVO É O MESMO QUE LEVOU À SUA SUSPENSÃO MAIS DE UMA VEZ NO PASSADO, QUE É USAR ESTE ESPAÇO COMO PALANQUE PARA XINGAR, ATACAR E AMEAÇAR SISTEMATICAMENTE AUTORIDADES DAS FORÇAS ARMADAS COM AS QUAIS VOCÊ TEM DESAVENÇAS. SE QUER UM PALANQUE PARA SEUS ATAQUES, VÁ A OUTRO LUGAR.
    _
    HÁ DIVERSOS ASSUNTOS A TRATAR NA MATÉRIA PARA UMA DISCUSSÃO PRODUTIVA, SEJA PARA QUEM CONCORDA OU NÃO COM AS INICIATIVAS MOSTRADAS NA REPORTAGEM.
    _
    ESTE É SEU ÚLTIMO AVISO. SE PROSSEGUIR NESSA LINHA, SERÁ BLOQUEADO DEFINITIVAMENTE PARA COMENTAR.

  7. Quanto ao post sobre a Thales, postei aquilo que tenho convicção que está acontecendo, parafraseando o marujo, vão transferir “ToT’ de nós para nós mesmos, porém com a anuência de quem deveria ser o primeiro a não concordar.

    G abraço

  8. Caro Bosco 2 de fevereiro de 2016 at 9:24
    Verdade, falha minha.
    Mas esse míssil Sul Africano foi para frente, está operacional, é bom ?
    G abraço.

  9. Olha que bacana. Agora as tamandarés vão poder usar equipamentos que no máximo tem a performance dos sistemas Rafael/Elbit e custam no mínimo o dobro dos israelenses. Magavilha.

    Agora vai. Wow. Hip-hip-urra.

  10. Ah e não fiquem impressionados pela linha de montagem, as bancadas, a máquina de solda por onda, etc, etc, etc, isso tudo tinha na EVL do finado grupo Villares lá pelos idos de 1990.

  11. A CV03 deveria ter sido o projeto prioritario da MB. Inclusive, na entrega da Barroso, mais duas unidades poderiam ter sido contratadas enquanto se aguardava a nova especificacao.
    Eletronica, software e armas deveriam ser o enfoque da MB. Contudo discordo desse modelo ctrl c ctrl v matriz subsidiaria, pois nao se detem o conhecimento, apenas se monta no Brasil um equipamento projetado no exterior. Aquilo que se aprende acaba se perdendo em poucos anos.
    E necessario um tripe universidade, centro de pesquisa e empresa. O centro de pesquisa recebe e aprimora a tecnologia, a universidade produz a mao de obra e a empresa se encarrega de transforma-la em um produto.

  12. leandro moreira,
    O desgoverno atual completou a Barroso e mais nenhuma escolta foi adquirida em 13 anos de vacas gordas e discurso ululante. O desgoverno anterior em oito anos incorporou o nae SP (que nessa epoca operava), 4 fragatas usadas e 1 corveta nova.

    No final de 2002, a MB possuia 16 escoltas. Hoje, sao 12.
    Nenhum dos dois priorizou a marinha.

  13. “Iväny Junior em 02/02/2016 as 23:35
    Olha que bacana. Agora as tamandarés vão poder usar equipamentos que no máximo tem a performance dos sistemas Rafael/Elbit e custam no mínimo o dobro dos israelenses.”

    .
    Ivany, bom dia.
    .
    Fiquei intrigado com seu comentário, pois não conheço sonar de casco (tema desta matéria) fabricado pela Rafael ou pela Elbit. Só deixando claro: não estou nem ironizando nem querendo desqualificar seu comentário, é realmente ignorância da minha parte sobre esse tipo de sistema ser oferecido pelas duas empresas israelenses que você mencionou.
    .
    Até entrei nos sites das mesmas (rapidamente, estou com pouco tempo hoje) e o que encontrei de mais próximo no meio da considerável gama de sistemas navais que ambas oferecem foi um sonar passivo rebocado para alerta antecipado contra torpedos, da Rafael (http://www.rafael.co.il/Marketing/289-1056-en/Marketing.aspx), além de sistemas de combate de uma e da outra empresa que podem integrar sonares a outros sensores e equipamentos (radares, contramedidas etc). Mas não vi nada de sonar de casco.
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    Posso não ter visto direito, é claro. Gostaria que você aprofundasse o comentário.

  14. Olá Nunão!

    Vou falar por mim, mas acredito que seja o pensamento da maioria. Não estou desqualificando a Thales, oque estou desqualificando é a produção por aqui. Vai custar bem mais caro. Não entendo nada de sonares, mas a regra tem sido a compra direta tem preço e qualidade superiores. Produzir aqui não compensa.

  15. Zorann,
    .
    Se está se referindo ao aviso de que seu comentário foi editado, o fato é que teve uma palavra editada devido ao linguajar não apropriado e desrespeitoso, nada a ver com sua opinião, pois ela é livre e cada um tem a sua, e tanto faz se seja ou não igual à minha, ou da maioria, ou da minoria.
    .
    Aproveito para reiterar o que os editores já informaram à exaustão em advertências diversas a comentários por anos a fio: ninguém é editado ou tem comentários apagados, suspenso, excluído por motivo de opinião, e sim por motivo de conduta.

  16. Realmente Bardini, perguntei a pouco a uma pessoa ligada a Elbit, e ele confirmou que nao faz parte do budget deles,mas o que o Zorann fez, foi uma analogia ao monopólio dentro da MB com os produtos que são ofertados pela Aibus/Thales.

    G abraco

  17. “zorannn em 03/02/2016 as 10:52
    Eu entendi a edição. Meu último comentário não se referia a isto. Só um resumo do que eu (e acredito que também muita gente) pensa.”

    .
    Ok, Zorannn, pensei que o motivo de dirigir o comentário a mim (o “olá Nunão” no começo) era por ter sofrido edição por parte de um dos editores do site em comentário anterior, já que eu sou um dos editores.
    .
    Isso porque até o momento eu não havia feito qualquer comentário argumentando a favor ou contra a fabricação de componentes de sonar no Brasil pela Thales / Omnisys – meu único comentário anterior foi uma dúvida em relação ao que escreveu o Ivany, sobre sistemas israelenses.
    .
    Como fiz a cobertura, as fotos e o texto da reportagem, preferi me abster de comentar o assunto e só assistir ao debate até agora (na verdade, nem debate houve, só opiniões diversas apresentadas, sem argumentações entre debatedores). Mas acho que já posso dar minha opinião pessoal em forma de debate, já que alguém (você) levantou a bola.
    .
    Sobre a produção local, de fato há inúmeros casos em que o custo-benefício aconselha importar determinado equipamento e integrar, focando em outros equipamentos de conteúdo nacional que sejam considerados mais viáveis.
    .
    Contudo, no caso do componente escolhido para o início do programa da subsidiária da Thales nessa área (que foi informado como iniciativa e investimento de risco do grupo Thales, não da Marinha), e que é o transdutor eletroacústico, acredito que faça sentido a nacionalização pelos motivos que a empresa expôs e eu busquei relatar na reportagem, assim como os passos seguintes, de integração com outros componentes importados e investimento na área de processamento de sinais (software), para domínio futuro da manutenção e da adaptação local para requisitos específicos do cliente pretendido inicialmente (MB).
    .
    Manutenção de componentes-chave, assim como atualizações pontuais em equipamentos, são as coisas que geralmente mais “pegam” no caso de equipamentos totalmente importados. Assim a nacionalização destes itens, além de outros geralmente considerados menores mas de alto consumo (um caso clássico é o da produção de pastilhas de freio de aeronaves) deve estar entre as prioridades, na minha opinião, para se manter operacionalidade.
    .
    Se o transdutor se encaixa nesse conjunto (suposição minha) e prevê-se uma demanda considerável para sonares, pode fazer sentido produzir localmente, por mão de obra especializada brasileira (produção e manutenção, que são duas atividades confluentes quando se fala em maior domínio da atividade). Como cada antena de sonar geralmente tem vários transdutores instalados, parece-me que é um componente interessante para produzir numa estratégia de investimento da empresa para nacionalização de certos componentes, para um produto que quer fornecer – e provavelmente serviria aos interesses da MB quanto a domínio local.
    .
    Reitero que esta é apenas a minha opinião pessoal, conforme as informações de que disponho e expus, e totalmente aberta a contestação de quem quiser debater.

  18. “Juarez em 03/02/2016 as 11:36”
    .
    Juarez, quem falou em Elbit e Rafael foi o Ivany, não o Zorannn.

  19. Ze Abelardo,
    Qual corveta nova? As contratadas no governo anterior… eu estava tentando fazer uma lista sobre material incorporado desde 2003, e longa mas vou fazer uma rapida aqui apenas de cabeca, sem consultar nada, a Barroso que estava abandonada, 3 NPOC , 30 VB piranha, astros 2020, 23 clanf, 16 helicopteros EC725, 6 helicopteros sea hawk, misseis penguin, um Ndd que nao lembro o nome agora, alguns meios distritais como navio hospitalar, mod dos skyhawk, isso so de cabeca, se vc for pesquisar e comparar e covardia, desculpe kkkkkkkk

  20. “leandro moreira em 01/02/2016 as 19:43
    Ze Abelardo em 03/02/2016 as 9:36”

    .
    Independentemente do desgoverno X ou Y ter feito ou deixado de fazer isso ou aquilo, que não é o caso discutir aqui senão a conversa entra no debate político-partidário que não é o foco deste site (por isso solicitamos a ambos que não prossigam na discussão de cunho político), um detalhe no comentário do Leandro me deixou com a pulga atrás da orelha:
    .
    Se a corveta Barroso teve a quilha batida em 1994 e, conforme o que disse Leandro lá em cima, o trabalho teria parado por falta de atitude para ser retomado somente em 2005, o que diabos foi lançado ao mar em 2002? Um holograma?
    .
    Voltemos à discussão sobre sonares, por favor…

  21. Ze Abelardo,
    porem concordo com vc, nenhum dos dois priorizou a MB, porem, tivemos mais avancos no atual doque no anterior, principalmente se levarmos em conta que a FAB foi a grande beneficiada pela modernizacao dos vetores, e o exercito tbm levou sua parcela, acredito que em breve a MB tbm sera contemplada.

  22. Se a Omnisys foi selecionada para ser favorecida e fornecedora no Prosub quanto aos sonares, e agora o será no caso das Tamandarés pela escolha do modelo de sonar Thales… Será que isso favorece as FREMMs se algum dia o Prosuper sair?

  23. Bardini, não foi feito nenhum anúncio oficial da MB escolhendo o sonar da Thales.
    .
    A empresa está oferecendo e buscando vantagens competitivas para, eventualmente, ser a selecionada no programa da classe Tamandaré e em outros (submarino nuclear, modernização de escoltas atuais, sonares para proteção da base de submarinos etc).
    .
    Por outro lado, se a classe Tamandaré é hoje um programa que ainda depende de muita coisa para sair, o Prosuper está ainda mais longe, muito longe.
    .
    Acho que, se uma futura escolha da Thales para sonar da Tamandaré influir em alguma coisa, seria para um sonar também da Thales para uma futura fragata do Prosuper, qualquer que seja, e não especificamente da FREMM (os sonares da empresa equipam diversos outros navios além dos franceses).

  24. Aos Colegas em geral:
    Primeiro temos que ter as Naus em construção(andamento), caso contrário nem a parafuseta da rebimboca serve.
    Almirante LM já qualificou as prioridades aqui no PN, não as quantificou e nem as precificou.
    Portanto, boa sorte MB.
    Quanto a Thales e o tema/tópico, o investimento é deles ? Em caso afirmativo como menciona o Fernando De Martini, boa sorte para eles também, nada contra.

  25. Sim, Carlos, foi enfatizado no evento, mais de uma vez, que o investimento inicial de 15 milhões de reais desta primeira etapa é do grupo Thales.

  26. Nunão

    Neste caso eu realmente me equivoquei. Os sonares da Rafael são de uso antitorpedos:

    “ATDS is a second generation torpedo defense suite for surface ships. The system utilizes the “Layer Defense Principle” in which the responsibility of the attacking torpedo is moved from one layer to another, wasting the torpedo’s energy until “End Of Run” (EOR). The system is designed to cope with modern torpedoes which are fitted with Acoustic Counter-Counter-Measures (ACCM). The ATDS comprises several units which act as three basic defense layers:

    TDTA – A mini towed array sonar designed to detect and classify attacking torpedoes.
    ATC-2 – A software controlled sophisticated towed decoy, which has the unique capability of localizing the torpedo at CPA.
    SCUTTER / LESCUT – A reactive decoy that is designed to seduce the attacking torpedo by means of a tailored response.
    Launchers – For launching SCUTTERs / LESCUTs to different ranges from over the side up to 2 km.
    Command and control unit – The unit for managing and timing the decoy launching as well as the ship’s maneuvers.”

    Na realidade equivoquei-me quanto aos sonares das corvetas Sa’ar 5, o que o Bardini prontamente lembrou antes que foram comprados da EDO, bem como, o mercado nesse segmento é absolutamente restrito.

    Os novos AN/SQS-53 são feitos pela GD e Raytheon, os modelos EDO comprados por Israel baseados na família AN/SQS-26, o Kingklip da Thales e o ASO da Atlas.

    As últimas corvetas compradas por eles, as Sa’ar 6 utilizarão o Barak 8 e os Atlas (por isso eu chamo de mini-destroyer) e está bem referenciada na wiki (en.wikipedia.org/wiki/Sa’ar_6-class_corvette). O sonar apresenta um conceito interessante:

    https://www.atlas-elektronik.com/what-we-do/anti-submarine-warfare/aso/

    Enfim, equivoque-me nas informações, porém a construção da Tamandaré com a aplicação de sistemas navais da Thales sairá (se um dia sair) absurdamente mais cara (e de capacidade duvidosa) do que os 430 milhões de euros das Sa’ar 6 com sistemas Atlas.

    C’est la vie. Talvez poderia ser pior, poderia ser uma gowind por exemplo… rsrsrsrs

    Saudações a todos.

    PS. É pra suspirar profundamente: “The Sa’ar 6 has a displacement of 2,000 tons and is 90 m (300 ft) long. It is armed with an Oto Melara 76 mm main gun, two Typhoon Weapon Stations, 32 vertical launch cells for Barak-8 surface-to-air missiles, the C-Dome point defense system, 16 anti-ship missiles, the EL/M-2248 MF-STAR AESA radar, and two 324 mm torpedo launchers. It has hangar space and a platform able to accommodate a medium class SH-60-type helicopter.”

  27. Nunão,
    .
    Compreendo que a Thales ainda não foi selecionada assim como tirar as Tamandarés do papel tão cedo não vai acontecer, mas… Ela está, assim como SAAB esteve, antecipando movimentos, costurando um caminho (leia-se: Lobby) que a favoreça amparando-se na sede por nacionalização dos meios empregados nas forças armadas para assim ser selecionada.
    .
    Quanto as FREMMs (não me referia somente as Francesas em si…), acredito que dos concorrentes do impraticável Prosuper, somente os Franceses e Italianos empregam sonares Thales. Não que isto seja uma grande vantagem…
    .
    Pegando a Italiana Carlo Bergamino como exemplo, sonar: Thales (parceria com Omnisys), Radar: Selex (parceira da ATMOS Sistemas), Misseis MBDA (Parceira da Bradar), VLS: DCNS (Parceira da Odebrecht), e por ai vai…
    .
    Enfim, eu acredito que estas decisões que dependem do governo para serem provadas a “Abimde” tem mais voz do que a força em questão.

  28. Bardini, só que todo este “conteúdo pseudo nacional” até agora só trouxe problemas, atrasos, corrupção e custos três vezes maior do que no exterior.
    Penso que o caminho não seja por aí, e sim na capacidade tecnológica, nos off sets e na meritocracia, sem “cotas nacionais” pré estabelecidas.

    G abraço

  29. Boa noite senhores gostaria de saber qual a previsão de entrega
    do submarino convencional Riachuelo ao setor operativo da esquadra?

  30. Caro Amigo Iväny Junior 3 de fevereiro de 2016 at 18:52
    Pô num sacaneia véio.
    O Oto de 76 e o Barak-8 já são fodásticos.
    Ai tu vem com a configuração (rs) completa ?
    Kkkk …. lá não tem pixuleco !

  31. Bardini 3 de fevereiro de 2016 at 19:20
    Muito boa colocação.
    Juarez 3 de fevereiro de 2016 at 20:25
    Também.
    Mas a Thales se instalou aqui certo, sonares …. muito bom mesmo.
    Que concorram em condições de igualdade e pronto.
    Lembrando:
    Os governos mudam, os Comandos idem e por ai vai.
    Mais:
    Do jeito que a pipoca está estourando, a boca do funil fica cada vez menor.
    Mais:
    Estamos atentos e o MPF está ai pra isso mesmo.
    Enfim, considero a vinda da Thales nessa área uma boa.
    Que venham mais.
    Mano a Mano lembrem-se.

  32. Não entendi a empolgação da Thales.
    Pelo pouco que sei, parece ser um empresa de renome e com capacidade.
    Se quer investir aqui, ótimo.
    Só não entendi o seguinte.
    Sabe-Se la se é quando teremos novos navios.
    Se cada navio tiver apenas um sonar de casco. Se tivermos três novos navios daqui a dez anos valeria a pena investir agora para daqui a dez anos vender três sonares?

  33. “souto em 03/02/2016 as 21:31
    Boa noite senhores gostaria de saber qual a previsão de entrega
    do submarino convencional Riachuelo ao setor operativo da esquadra?”

    .
    Souto, bom dia.
    .
    Era para ser entre o ano passado e este, nos cronogramas originais. Isso foi atrasado inicialmente em um ano, depois passou para 2018 / 2019 (podendo até atrasar mais), para adequar os trabalhos à diminuição dos dispêndios anuais, que foram renegociados na França pelo ex-ministro da Defesa Jaques Wagner.
    .
    Há diversas matérias aqui no Poder Naval sobre o assunto, mas o prazo além de 2018 chegou a ser noticiado também na imprensa geral: http://odia.ig.com.br/odiaestado/2015-02-25/ministro-da-defesa-admite-que-construcao-de-submarino-pode-atrasar.html.
    .
    Lembrando sempre que, após a construção, começa a fase de provas de cais, de mar etc, que podem levar um ano inteiro para entrega ao setor operativo.

  34. Na Thales não tem nenhum trouxa, Se eles resolveram investir na construção de uma unidade em terras tupiniquins, é porque enxergam algo que não sabemos. Se há algum lóbi em andamento, conversas de bastidores que não vieram a público, ou qualquer outra coisa que a imprensa ainda não teve acesso, daqui a algum tempo será divulgado. Mas a verdade é que, “na Thales não tem nenhum trouxa.”

    A Saab também apostou uma grana preta aqui muito antes de assinar a venda dos caças, agora tem uma contrato para 36 Gripens e a possibilidade de muito mais.

    Até onde sei a Thales produz equipamentos com excelente tecnologia, sendo assim, na hora de licitar, se eles oferecerem preços em paridade com outros concorrentes, que simplesmente produzirão em seus países de origem e mandaram pra cá um produto pronto, minha opção seria comprar de quem aqui produz e gera empregos, além de nos dar a manutenção em terras brasileiras.

  35. leandro moreira,
    Como disse o editor, o tema é sonares. Quanto a sua lista, migalhas. Os meios principais das forças são: EB, FAL, Leopard I e M113, da MB, fragatas Niterói e da FAB, F5. Na época que esse equipamento era novo, os Beatles estavam no alto das paradas.

    Mario Heredia,
    O problema é o que é produzir? Mandar o equipamento desmontado para montá-lo no Brasil em uma bancada bonita não é produzir. Esse me engana que eu gosto já ocorreu várias vezes. Se paga mais caro por um produto supostamente nacional. A empresa transfere pouca coisa e para ela mesma (subsidiária), depois vai embora e o pouco feito é perdido.

    Volto a insistir, a transferência de tecnologia deve ser para um centro de tecnologia ligado a uma universidade. Transferência de tecnologia entre matriz e subsidiária não existe,

  36. Zé, parabéns, teu texto e perfeito, o pessoal le as bobagens dos press releases das empresas, que falam do mundo encatado que não existe e acreditam.
    Um exemplo de desenvolvi to sério com parceria são os radares Sabes do EB.

    G abraco

  37. Nonato,
    O nome disso é lobby. É um jeito de vc sair na frente da concorrência. O melhor dos mundos para um fornecedor é participar da elaboração dos requisitos que coincidentemente irão bater com o seu produto e não com o do concorrente. Outra jogada é se dizer que nacional. Inaugura uma bancada numa sala com ar condicionado. O equipamento vem em forma de kit com manual igual modelo da Revell. Vc monta e diz que o produto é nacional. Quando o negócio tá ruim, fecha a subsidiária e ainda leva os dois ou três engenheiros que aprenderam alguma coisa para matriz.
    Um abraço,

  38. Pessoal,
    O intuito da crítica não é destrutivo. Enquanto muitos elogiam a Embraer (e o Maurício a critica apresentando seus motivos), para mim, o mérito é do ITA-IAE. A Embraer é uma consequência. Se vc não tem uma universidade e um centro de pesquisa que receba e produza tecnologia, não adianta. A marinha tem um ótimo trabalho com magnetismo, mapeamento do fundo do mar e atualização de cartas, sistema siconta entre outros. O que falta é uma universidade que se dedique aos estudos do mar e que esse conhecimento chegue ao mercado e traga dividendos em patentes, licenciamento e produtos nacionais.

  39. Bem lembrado, Nunão. Em nenhum momento a MB informou que o sonar de casco da Thales equipara a CV-03. Eles ofereceram um radar de busca combinada para a futura converta e perderam para a BAE/Bradar.

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