Marinha encerra buscas sem encontrar avião e piloto desaparecidos

Marinha encerra buscas sem encontrar avião e piloto desaparecidos

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Caça AF-1

A Marinha divulgou nota informando que encerrou as buscas ao caça AF-1B e seu piloto, desaparecidos desde 26 de julho:

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA

Nota à Imprensa IX
Brasília, em 21 de outubro de 2016.

A Marinha do Brasil (MB), em complemento às Notas publicadas anteriormente, informa que, após 88 dias de intenso trabalho, foram encerradas hoje (21) as buscas ao piloto e à aeronave AF-1B, matrícula N-1011, desaparecidos no mar de Saquarema-RJ, no dia 26 de julho. As equipes de salvamento realizaram, nesse período, varredura ao longo da área marítima e trechos de praia situados nas imediações do acidente, inclusive com o emprego de mergulhadores da Marinha do Brasil, porém, lamentavelmente, o piloto e a aeronave não foram encontrados.

O acidente aconteceu quando duas aeronaves AF-1B encontravam-se realizando treinamento de ataque a navio de superfície. Durante o voo de afastamento do navio, em formatura tática, para a realização de um novo ataque, houve a colisão entre as aeronaves e a queda de uma delas no mar.

Imediatamente após o acidente, aeronaves e navios foram para o local e deram início às buscas. Ao longo de todo esseperíodo, os seguintes meios prestaram apoio: aeronaves da Marinha, do Exército Brasileiro, da Força Aérea Brasileira e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro; navios da própria Marinha, subordinados à Esquadra, ao Comando do 1º Distrito Naval e à Diretoria de Hidrografia e Navegação; e navios contratados pela empresa Petrobras.

Desde o acidente, a Marinha vem prestando todo o apoio necessário à família do piloto desaparecido, o Capitão de Corveta Igor Simões Bastos.

O Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado em 27 de julho, apura as circunstâncias do acidente e a Comissão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (ComInvAAer), estabelecida no dia 26 de julho, deve identificar os fatores que contribuíram para o acidente, visando prevenir novas ocorrências.

54 COMMENTS

  1. Olha….podem falar que é difícil e coisa e tal…mas, não encontrarem a aeronave pra mim foi um absurdo!! Ainda mais estando próximo do então alvo e do outro caça que se envolveu. No que tange os localizadores não funcionarem é outro absurdo maior ainda!
    Espero que a família esteja em paz e que tais investigações determinem a efetiva instalação e operação de equipamentos que zelem pela segurança!!

  2. Se fosse no meio do Atlântico, tudo bem. Mas ali, encostado na costa, com a possível localização passada pelo piloto do outro avião… inacreditável! Sem comentários também sobre o localizador não tem funcionado.

  3. Poxa! Os cara acham U-boot da 1 e 2 guerra, em todo lugar e não acham o AF-1B e seu piloto tem coisa aí

  4. Um NAE que, se e quando levanta ferros, é só para navegar na baía da Guanabara. Uma força aeronaval com equipamento de asa fixa obsoleto, que perde em um acidente o único meio modernizado e, mais importante, a vida de seu piloto, além de ver sua doutrina esvair-se. Capacidade de busca nula. Fechem essa porra de VF-1, deem baixa no A12 e apliquem melhor os parcos recursos na patrulha e negação do uso do mar.

  5. Triste! Vergonhoso!
    Uma clara imagen do que hoje é a Marinha de Guerra deste Pais!
    Gracas a Deus somos um pais sem ameacas a curto e medio prazo dentro de um continente relativamente pacifico.
    Que sirva de reflexao para um cambio de doutrina e que esta marinha seja em um futuro proporcionada de meios com a capacidade que realizar um policiamento costeiro aceitavel.
    Fazendo-se presente a vista de outros, marcando con seus meios a nossa soberania de nossas millas territoriais.

  6. OI, o acidente não ocorreu por ser um AF-1, o acidente não ocorreu por se possuir um NAE que não navega. O que ficou marcado foi a falta de capacidade da Marinha em realizar buscas. O K11 teria que ter localizado o AF-1 mesmo em profundidade muto superior. Já pensaram se ocorre um acidente com algum meio da forsub a 150 metros? Ter uma força de submarinos sem os meios adequados de localização e resgate é temerário.

  7. Ficam portanto evidenciada a realidade de uma marinha que opera sem condições de operação, com falta de equipamentos necessários e improvisações, em distorção ao que nos é, para todos, apresentado nas propagandas pela midia, este exemplo deve ser analisado por todos, como o inicio de um processo de conscientização dos militares, de que alguma coisa neste processo precisará ser modificado……..algo não está bem……, ficam aqui os meus sentimentos pela família do piloto.

  8. Muito conveniente deixar o af1m debaixo dagua, a culpa fica com o piloto e a MB não se responsabiliza por nada, ninguém vai preso, dinheiro do contribuinte continua indo pro ralo etc…

  9. Pessoal apenas um comentário, encontrar um avião que se chocou com a água se despedaçando é muito diferente de encontrar um submarino gigante que naufragou.

  10. Nesse caso, quando a marinha oficializa o fim das buscas, fica mais fácil o tramite legal para a família resolver a burocracia do reconhecimento da morte e conseguir a pensao? No caso de morte em serviço, o militar é, para efeitos de sua ficha e de pensão à família, promovido uma patente como q acontece com a baixa por tempo de serviço?

  11. Sim mas também teve muito avião achado por aí no fundo do mar e o quê é pior é quê eles tinham a localização,ou não houve choque e a aeronave explodiu ainda no ar por algum outro motivo

  12. Que bom né? Meu caro Alfredo,isso mostra quê vivemos num país livre,e quê muitos tem o direito de expressar sua opinião,principalmente por o caça ser fruto dos nossos impostos e a vida do piloto, quê é o mais importante não tem preço.

  13. Acho que todos concordamos aqui que colisões entre aeronaves acontecem, os 2 Rafales “M”
    que estavam retornando ao NAe Charles De Gaulle e que colidiram em 2009 por exemplo, um piloto ejetou e foi salvo o outro afundou com sua aeronave.
    .
    Verdade que depois de vários dias à aeronave e o corpo do piloto foram encontrados por mergulhadores, mas, também não havia nenhum “localizador” funcionando, foi pura sorte e
    a aeronave francesa estava mais próxima da costa, 35 kms, do que à aeronave brasileira,
    44 kms da costa e em local mais raso.
    .
    Como não sabemos exatamente em que condições à aeronave estava após submergir, talvez
    deixada em pedaços, à força da correnteza que poderia ter deslocado os destroços rapidamente
    de uma área para outra, uma maior profundidade, fica difícil uma comparação com o caso da aeronave francesa que citei.
    .
    Acredito que ninguém poderia ter encontrado à aeronave e todos os esforços foram despendidos
    na localização do piloto.
    .
    Sei que minha conclusão sobre o acidente é minoria aqui, mas, “vivemos em um país livre” onde
    todos podem externar suas opiniões.

  14. Eu também acho triste para a família, aliás ainda que tivessem encontrado seria triste, mas vergonhoso? Eu penso mais na linha que citou o Dalton e acho que seria vergonhoso não ter tentado achar, mas aparentemente não é tão fácil de posse dos recursos que temos fazer essa localização dado o tempo que se dedicou a tal.
    .
    Talvez outros equipamentos pudessem ter ajudado na busca? Não sei, mas a marinha aparentemente procurou com o que pode, aqui no Naval houve várias publicações inclusive mostrando o mapa percorrido por embarcações da marinha em busca dos destroços. Por isso acho que os termos usados não taxam o desfecho desta história, talvez triste sim.
    .
    Não tenho conhecimento técnico suficiente para dizer que seria facinho achar o avião acidentado a ponto de dizer que senti vergonha da instituição por isso.
    .
    Sds.

  15. “O que mais intriga, nesse momento, é a falta de registros dos vários sensores embarcados em navios e aeronaves militares envolvidos nas buscas, acerca de uma massa de metal de cinco toneladas que jaz, no fundo do mar, com as marcas da Aviação Naval brasileira.”
    Roberto Lopes

  16. Theogatos,
    o K-11 é o que melhor temos para resgate subaquático, é um navio antigo como tudo na Marinha. Sendo o Felinto um navio para resgate submarino, tinha que ser melhor equipado em sensores. O navio da Fugro também participou, esse é bem equipado para o resgate, mas para localização não é o ideal.

  17. “Renato de Mello Machado 22 de outubro de 2016 at 14:25”
    .
    Eu discordo… E MUITO !!
    Não é pq temos o direito de dar nossas opiniões, que devemos escrever qualquer merda que vem na cabeça. Ainda mais quando essa “opinião” é depreciativa a outra pessoa e/ou instituição.
    .
    Quer divulgar a sua opinião ? Basei essa em fatos, e não em achismos…

  18. Bom, eu não tenho competência alguma em falar se é fácil ou difícil, mas posso colocar o meu testemunho como mergulhador autonomo (SCUBA) que faz pouquissimos mergulhos por ano (ou seja, raramente depois de chuvas).
    O mar não é uma piscina, quando voce está mergulhando, raramente você enxerga algo a mais de 10 metros, com muita sorte 25 metros de distancia. O fundo do mar não é estático, correntes levam coisas de um lado para o outro, fiz um mergulho em um dia e como gostei, voltei ao mesmo local depois de uma semana, MUITA coisa tinha mudado, até achei que estávamos em um local diferente.
    Gosto de acreditar que um caça seja pintado de forma a não ser visto.
    Uma coisa interessante, estava em um barco esperando alguns amigos subirem, como tinha um casal mais inexperientes, ficamos navegando atras deles, um sujeito viu que estávamos perto dele e subiu, estávamos a pouco mais de 20 metros dele e eu NÃO vi ele, e olha que ele estava com os braços levantados.
    Claro, a marinha não enviou mergulhadores para sair tateando, ja vi imagens tridimensionais de sonda de estrutura e sinceramente so consegui entender pois tinha passado por la embaixo. Obviamente a MB deve ter sensores de maior qualidade e gente MUITO mais qualificado do que eu mas se voce não souber o que está procurando (de repente o avião está me pedaços e não lembra de jeito algum uma forma de avião) e em um local determinado a coisa fica muito difícil. Ahhhh..o fundo do mar não é plano como alguns pensam..

  19. Centenas de comentarios ja foram feitos aqui mesmo e guardadas estas opinioes, pode-se afirmar c absoluta certeza q infelizmente a MB esta na mais absoluta falencia de todos os seus meios, tecnicos e humanos, discordem ou nao alguns por aqui. Mas contra fatos nao ha argumentos de nenhuma forma, saltando neste momento a verdade absoluta dos fatos q aqui mesmo vem sendo comentado por muitos. Alguns aqui podem ate gritar c opinioes de apoio e ou justificativas cabeludas e tacanhas sobre esta ineficiencia e ou dificuldade…..mas respondam se puderem…com ou sem pedacos ao sabor de correntezas na regiao (alias o quintal da MB e sobejamente conhecida pela MB e outros), como nao foi possivel encontrar o maior objeto desta aeronave q eh totalmente metalica…neste caso a turbina e pqe nao o assento em sua cabine q com certeza ao serem rastreados no fundo do mar, quer por um sonar ou por meio eletro magnetico , devolveriam um sinal enorme…e acreditem, esta turbina se nao me engano tem um peso de mais de 2 ton sem considerar sua massa. Este aparelho nao se desintegrou no ar, portanto suas partes nao devem estar tao espalhadas assim como ate comentaram acima (bobagem). Enfim, a MB somente assinou seu atestado de falencia completa e assim c esta informacao esfarrapada, da-se por satisfeita e acredite quem quiser nesta versao cabeluda e vergonhosa. Sds

  20. Mas então, Alfredo Araujo, da forma como você se manifestou pareceu-me que ou você sabe de alguma coisa a mais ou ficou ressentido com alguma coisa qualquer? Seria possível sabermos quais seriam sua opinião ou suas certeza?

  21. Quem questiona as técnicas empregadas e o empenho da MB em encontrar o piloto (a aeronave é consequência), o faz sentado no ar condicionado. Duvido que algum dos senhores conhecia o piloto ou vive a vida no mar.
    Não comentem sobre o que não sabem. Se quiserem comentar como suposição ou achismo, sem problemas. Mas despejar certezas vazias é irresponsabilidade.
    Já houve casos de aeronaves que sumiram enterradas no leito marinho e não foram encontradas.
    Aviões militares não tem localizadore por motivos óbvios. Se eu não achar, não quero que mais ninguém ache.
    A MB, atualmente, já encontrou objetos menores e em águas mais profundas do que o local que o A4 caiu.

    Boa noite

  22. Humberto 22 de outubro de 2016 at 17:27
    Marés, correntes, ventos, chuva, lua, sol …. navegação ….. etc ….
    Será que esses conhecimentos se perderam na MB ?
    Você pratica atividade amadora,
    mas a MB não !

  23. Adson, o meu comentário vai de encontro ao seu: a incapacidade da MB de realizar busca, mesmo com o K11, se deve justamente a “torrar” dinheiro, que já está curto, em um NAe que não navega e em uma aviação de asa fixa embarcada obsoleta e que está perdendo sua doutrina, em detrimento de outras atividades que são mais prioritárias para a nossa segurança e realidade geopolítica em médio prazo.

  24. Prien 22 de outubro de 2016 at 19:34

    Mas e aí? Uma aeronave recém modificada/melhorada; cai e some! E tudo bem? Ninguém está preocupado em saber por que caiu? Será que além da colisão poderia haver algum problema devido a modificação ou não?
    E fica assim, lamento família, lamento pilotos, lamento esquadrão e fica por isto mesmo e vamos esquecer e é para frente que se anda e foi um drama, uma tragédia. “E que país é este?”.
    Quem tem obrigação e deveria ser o mais capaz para encontrar, simplesmente vem e fala depois de muito esforço, desculpem desistimos. Ainda bem que não sou piloto da MB! Fico imaginando o próximo que tiver que levantar vôo, no que pensará.
    Nunca há responsáveis e a culpa é sempre dos outros.

  25. Era os idos de 1998, logo após a aquisição das aeronaves. Muita euforia com a recente aquisição. Mas começaram os comentários sobre a nova etapa que a Aviação Naval iniciava. Me lembro que um dos comentários era que a MB teria muitos acidentes com a aviação de asa fixa, mas era o preço a ser pago.
    Um dos comentários foi que a Marinha Argentina havia perdido cerca de 8 aeronaves e seus pilotos até consolidarem sua aviação de asa fixa (os caças) o que levou cerca de 8 anos. Esperava-se que na MB o preço fosse semelhante. Mas, inteligentemente, os oficiais da MB usaram de muita cautela e foram dando passos um de cada vez com muita segurança. Formaram se os pilotos, os controladores fizeram estágios em Porta Aviões da US Navy, contrataram pilotos e pessoal de convôo aposentados da US Navy que tinham experiência para treinar a tripulação tanto do NAeL Minas Gerais como do NAe São Paulo de forma que praticamente se consolidou a Aviação de Caça Embarcada, não fosse a paralização do São Paulo.
    Foram realizadas muitos ganchos e catapultagens nos dois Porta Aviões.
    Estamos diante de praticamente, se não literalmente, do primeiro acidente com a aviação de caça da MB. Não fosse a trágica perda de um piloto, diria que estamos de parabéns, por irmos tão longe.
    Meus sentimentos à família e aos amigos do piloto desaparecido.

  26. Tem uma coisinha que chama ELT (Emergency Locator Transmitter) que a maioria das aeronaves possuí.
    .
    Alguns modelos são inclusive acionados quando em contato com a água. Fica a dica para a MB e a pergunta: Como a MB pretende fazer um C-SAR se ela não sabe nem onde procurar o piloto?
    .
    E antes que falem que aeronave militar não pode ter porque pode entregar a posição e blá blá blá tem outra coisinha que inventaram que chama botão de liga/desliga.

  27. Não digo que ficará sem resposta, mesmo porque o outro piloto retornou com sua aeronave e imagino que muita coisa será esclarecida pelos dados desta aeronave e declaração do piloto.
    A MB dispensou ficou meses procurando, empregou até embarcações civis com capacidades especiais, nem sei se solicitou ou se foi oferecida ajuda estrangeira. Não há teoria da conspiração, não há vontade de encobrir nada. Ninguém mais interessado em saber o que aconteceu do que os pilotos que voam o A4 e a MB que gasta o dinheiro.
    Se o dinheiro é bem gasto ou não, é outra história. Quem tem que dizer o que quer é a República e sua Estratégia de Defesa. Dá baixa em tudo, groundeia os A4, ninguém mais vai para o mar….quem tem que dizer isso é o país.
    Agora, talvez seja difícil de entender para quem é analista de escritório ou “especialista” em defesa, mas voar caça é perigoso. Voar em formação de ataque à força naval é mais ainda… Erros e acidentes acontecem. Ainda acho que demorou acontecer com um A-4. Talvez pelas poucas horas voadas em comparação com outras marinhas.
    Nã acho nenhum absurdo não ter encontrado nada. Lembrem-se do voo MH-370. Tudo bem que foi no meio do oceano, porém foram 16 meses de buscas com os melhores equipamentos do mundo e o caso só foi dado por terminado quando uma peça chegou na ilha de Reunion…. Isso com transponder, caixa preta, França e Austrália procurando, empresas de seguro por trás e mais de 200 pessoas desaparecidas….
    Me permitindo “analisar” o caso, diria que a aeronave deve ter se enterrado na areia/lama e com as correntes e ressacas normais da região, o pouco que ficou de fora foi levado para longe….

  28. Uma mácula no centenário da aviação naval , pela data e pelo único, “modernizado” AF 1. E, Principalmente pela perda irreparável da família do ente querido, nosso Falcão!
    Só tenho a lamentar e rezar para o conforto dessa família.

  29. Esse é o resultado de ficarem anos e anos dizendo que ‘somos os melhores nisso, temos a melhor tropa de selva, melhores fuzileiros, os melhores pilotos”, etc, etc.

  30. “EParro 22 de outubro de 2016 at 19:04”
    .
    Não meu amigo… não sei de nada de diferente.
    Só fico perplexo como as pessoas fazem afirmações com base em achismos !!
    Por exemplo:
    .
    “como nao foi possivel encontrar o maior objeto desta aeronave q eh totalmente metalica…neste caso a turbina e pqe nao o assento em sua cabine q com certeza ao serem rastreados no fundo do mar, quer por um sonar ou por meio eletro magnetico , devolveriam um sinal enorme…”

  31. Caro Carlos Alberto Soares-Israel
    Vc tem razão, só expliquei que não é fácil achar algo mesmo para um profissional. Do jeito que alguns escrevem (não vc) parece uma coisa mundana mas não é. Mesmo com a ajuda de um navio da petrobras (equipado com um drone submarino) que consegue escavar o leito submarino (o navio não o drone) a coisa não foi.
    Agora que é um tapa na cara da MB não conseguir achar, isto é, não conseguiu trazer e enterrar um dos seus.
    A MB vai ter que repensar algumas coisas.

  32. Boa tarde. Acompanho as publicações de longa data. Hoje resolvi escrever. Tenho algumas dúvidas no sentido “legal” do acidente. Um oficial naval está desaparecido (sim, sabemos que faleceu no acidente, mas não há corpo nem atestado de óbito), como a parte jurídica funcionará? Entre Militares, ou PMs e BMs no caso de morte, em serviço, a pensão é integral, via de regra, com promoção “post-morten” para um posto ou graduação acima. Existe ainda a possibilidade de eventuais benefícios por alguma seguradora, ou similar (seguro de vida, pecúlio e, ou similares). Nesse caso específico, como os senhores imaginam que se desenrolarão essas questões mundanas?

  33. Prezado Alfredo…pessoas aqui ainda tem nomes e neste caso e tbm por educacao eu nao me incomodo q me cite. Ate gostaria q vc rebatesse c elementos criveis aa minha opiniao (certeza)…Se vc raciocinar so um pouco, vera e entendera o pqe de minha argumentacao. Nao vou entrar em discussao tenica, mas ficaria muito grato se alguem aqui dentre tantos doutos nestes assuntos pudesse faze-lo, afinal todos aqui gostariam c certeza destas explicacoes e nao aguentam mais tanto subterfugios e enrolacao.. Ok….continue perplexo e babando c sua ironia, pelo visto vc so pode ser uma maria vai c as outras e nao tem nada para somar. Sds

  34. Celso, só vou colocar os meus pitacos aqui, tem gente com mais conhecimento do que eu. Nem de longe sou um conhecedor..
    Um sonar ao contrário do que aparece nos filmes é um processo de interpretação, existe n variaveis que vão desde a salinidade a temperatura da agua que podem atrapalhar no processo. Se for ativo, vc emite um som e espera o retorno do mesmo, você consegue interpretar a velocidade e a direção pela movimentação do objeto, se o objeto está no leito do mar Ou semi enterrado, o sonar não consegue distinguir se é uma pedra ou metal (posso estar errado mas é o que eu entendo), como em tese o avião deve estar em pedaços (li em algum lugar que encontraram rodas do avião), pode não estar em um formato que lembre o caça e mais, de repente pode estar em uma vala, tombada ou mesmo semi enterrada pela força das mares e correntes marinhas.
    Não defendo a MB só acho que não é tão simples assim.
    No mais Celso, não estou te censurando ou querendo ensinar algo (que não sei), estou aqui para aprender e colaborar no que puder.
    Abraços

  35. Muito fácil tecer comentários desmerecendo a MB e os militares que dedicaram as buscas durante 88 dias. A MB fez o que pode dentro de suas limitações, usou todos os meios que tem, e recebeu ajuda das forças irmãs.
    Deste lamentável acidente resta boas lições para nossas FFAAs, não é fácil encontrar um pequeno objeto na costa brasileira, imagino um Submarino pequeno , temos ai o motivo para ter uma guarda costeira e mais Submarinos na costa brasileira pra defesa do litoral.

  36. Condolências a família, tenho certeza absoluta que todos os esforços foram feitos!
    Nos éramos o país dos técnicos de futebol, agorá somos o país do Especialistas em Busca e Salvamento! Estou bem mais tranquilo agora!!!

    Meu Deus, estão confundindo Liberdade de Expressão com Libertinagem de Expressão! !

  37. A lição que fica deste episódio é a seguinte: “pense duas vezes antes de ser piloto da força aeronaval brasileira”. Se você cair, e sobreviver, talvez não o achem.

  38. Engraçado, há pouco tempo atrás, um helicóptero Lynix ASW da Marinha Sul Coreana caiu durante treinamento com a US NAVY, me parece com 3 tripulantes à bordo, no mar do Sul da China. Depois de alguns dias de buscas, a Marinha Sul Coreana conseguiu encontrar os destroços da anv com os tripulantes, com a ajuda da Us Navy. Lamentável a MB, depois de tanto tempo, finalizar as buscas, sem encontrar uma resposta.

  39. Prezado Humberto, nao precisa se desculpar ok, eu tbm fico c inumeras duvidas qdo leio as explicacoes tanto da MB qto dos demais colegas. Posso ate compreende-las, mas ainda assim e pelo pouco q conheco do assunto tecnicamente falando, fe-me lembrar do ocorrido qdo do acidente com o heli q transportava o Dep Ulisses Guimaraes e o Sen Severo Gomes q ccaiu no mar aqui perto no litoral de Sao Sebastiao se nao me engano. Depois de meses de busca nada foi encontrado e somente o corpo do Severo Gomes foi resgatado. Nao sei se muitos anos apos este misterio foi resolvido, porem ja aa epoca todos sabiam q os recursos disponiveis na MB eram deficientes….pois entao, pqe nada mudou ate hoje no nivel desejavel….enfim, neste litoral de aguas relativamente pouco profundas , esta missao deveria ser bem mais facil…….mas o q leio agora diz respeito ao leito oceanico, valas, afundados na lama, etc…..caramba…a cada momento q passou, lemos tantas informacoes q nao da mesmo pra elogiar……o objeto alvo da busca NAO SE DESINTEGROU NO AR e mesmo c seu impacto na agua, supoe-se q algumas partes estruturais e mesmo o motor estarao mas intactos….ou sera q eu to louco e nao sei de nada. Mesmo assim, valeu e obrigado por seu retorno ao meu comentario, aprendi mais um pouco tbm….SDS

  40. Celso, Estamos aprendendo aqui ne?
    Concordo com vc sobre a deficiência da MB, o pouco conhecimento que tenho me diz que os recursos limitados da MB poderiam ser melhor utilizados (ou como dizem otimizados).
    O SubNuc é um vetor que realmente pode ser importante (se a MB conseguir ter o mesmo) e pode compensar os sacrifício de outros programas mas tem coisas como o Porta Aviões, que drenam recursos e sabe-se la o retorno. Imagino que deva ser difícil matar um programa tão importante para a MB mas ter um PA, com vetores meia boca, gastando o pouco que tem com uma modernização do C-1 Trader, não me parece o melhor negócio.

  41. Seal 24 de outubro de 2016 at 10:38
    Por isso, não. Em 2011, um AH-11 também caiu no mar com seus tripulantes. O piloto que faleceu foi encontrado dentro da ANV a apenas alguns dias depois.
    Demos prova que podemos fazer resgates no mar quando as condições permitem.

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