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Japão comissiona segundo porta-helicópteros da classe ‘Izumo’

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Kaga DDH-184

Mais um novo destróier porta-helicópteros da classe “Izumo” entrou em serviço na Força Marítima de Autodefesa

O Japão incorporou um segundo porta-helicópteros ao serviço da JMSDF. O Kaga, um navio de classe “Izumo”, tem cerca de 248 metros de comprimento, desloca 24 mil toneladas quando totalmente carregado e tem uma velocidade máxima de 30 nós.

O navio possui cinco helipontos e pode transportar mais de 14 helicópteros. Ele também pode receber aeronaves tilt-rotor Osprey.

O jornal japonês Asahi Shimbun informou que o Kaga foi comissionado em Yokohama na quarta-feira e será baseado em Kure, Prefeitura de Hiroshima.

Com o comissionamento do Kaga, a Força Marítima de Autodefesa do Japão tem quatro navios que transportam helicópteros, dois dos quais são destróieres de 248 metros de comprimento.

O Izumo DDH-183, primeiro da classe

Características da classe “Izumo”

Deslocamento padrão 19.500 toneladas
Deslocamento carregado 24.000 toneladas
Comprimento 813.6 pés/248 m
Boca 124,7 pés/38 m
Calado 24 pés/7.3 m
Potência instalada 112.000 hp/84 MW
Speed 30 nós/34.5 mph/55,5 km/h
Aeronaves transportadas 7 helicópteros ASW e 7 helicópteros MCM
Custo de aquisição 115 bilhões de yens (US$ 1 bilhão)

 
FONTE: UPI

7 COMMENTS

  1. O NAe “Kaga” da II Guerra Mundial originalmente seria um encouraçado que foi convertido para
    ser um NAe, mas, o nome permaneceu inalterado, destoando da prática de batizar NAes com o
    nome de criaturas míticas.
    .
    Todos os 4 “porta helicópteros” ou DDH japoneses portam nomes de províncias, Izumo, Kaga,
    Hyuga e Ise…os 2 últimos nomes inclusive foram utilizados por 2 encouraçados japoneses
    construídos durante a I Guerra Mundial e modernizados, serviram durante a II Guerra , apesar
    de em 1943 ambos terem sido convertidos em Encouraçados NAes…uma bizarrice que não
    funcionou a contento, fruto do desespero da perda de 4 NAes em Midway.

  2. Os russos classificam o “Kuznetsov” como um cruzador que transporta aviões…então…não chega a ser tão estranho classificar os 4 navios japoneses como destroyers porta helicópteros e eles também não são porta helicópteros quaisquer pois são muito velozes, são equipados com um sonar na proa e os helicópteros embarcados tem como missão primária a caça e destruição de submarinos.
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    Quanto ao F-35 , é muito cedo para dizer se irá operar a bordo, pois o Japão está adquirindo apenas o modelo “A” que não é adequado para operar embarcado. A falta de uma rampa não
    seria um empecilho já que os LHDs e LHAs da US Navy também não a possuem, apesar de possuírem um convés de voo mais longo, seja como for o “Izumo” e seu irmão necessitariam de modificações para operar o F-35B e mesmo assim isso não tornaria os navios japoneses
    muito eficientes ofensivamente.

  3. A nomenclatura ‘Contratorpedeiro’ Porta Helicópteros, em inglês seria algo como Helicopter Carrying Destroyer ou ainda simplesmente DDH é um eufemismo “politicamente correto”, de acordo com Eduardo Italo Pesce.
    Penso assim também.
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    Buscando o significado das palavras:
    Eufemismo: “é uma figura de linguagem que emprega termos mais agradáveis para suavizar uma expressão”;
    Politicamente correto: “consiste em tornar a linguagem neutra em termos de discriminação e evitar que possa ser ofensiva para certas pessoas ou grupos sociais”.
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    O par de DDHs classe Hyuga (195 metros e 18.000 toneladas carregado) e o par de DDHs classe Izumo (248 metros e 27.000 toneladas carregado) possuem convés de voo de porta helicóptero, hangar em deck inferior ligado ao convoo por elevadores de porta aviões, ilha de comando deslocado para a lateral como os navios aeródromos e um significativo conjunto de sensores (radares e sonares) somado a armamento de um contratorpedeiro de menos da metade do seu deslocamento.
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    Destroyers?
    Tá. Tudo bem.
    Só para “inglês ver”.
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    Por falar nos ingleses é sempre bom lembrar os ‘Cruzadores ASW’ classe Invincible.
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    Mas é interessante observar que estes novíssimos 4 (quatro) DDHs estão substituindo outros 4 (quatro) DDHs que tinham um design de verdadeiros Destroyers (ou Contratorpedeiros, como quiserem), com capacidade de transportar e operar 3 (três) helicópteros ASW Mitsubishi HSS-2 (versão licenciada do Sikorsky SH-3 ‘Sea King).
    Eram também divididos em duas classes:
    > DDH-141 Haruna e DDH-142 Hiei, com 153 metros e deslocando 7.000 toneladas (full load);
    > DDH-143 Shirane e DDH-144 Kurama com 159 metros e deslocando 7.620 toneladas (full load).
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    Estes DDHs eram os navios capitania de 4 (quatro) flotilhas ASW da JMSDF (Japan Maritime Self-Defense Force) durante a Guerra Fria, usando sua capacidade de operar helicópteros ASW em qualquer tempo como diferencial em uma possível guerra contra submarinos soviéticos e/ou chineses.
    Com 3 (três) helicópteros poderiam manter sempre 1 (um) sobre a área alvo.
    Um grande diferencial até hoje.
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    Olhando os novos Classe Hyüga e Classe Ysumo como sucessores, pois são os novos navios capitania daquelas flotilhas ASW, é possível ser um pouco mais condescendente com a nomenclatura ‘DDH’.
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    Inclusive a missão principal destes últimos é ASW, como no passado.
    Porém embarcam uma quantidade significativamente maior de aeronaves, podendo inclusive fazer decolar e/ou aterrissar várias ao mesmo tempo.
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    Mais ainda. Com mais espaço, podem embarcar aeronaves com novas capacidades, notadamente de guerra de minas, como os Kawasaki MCH-101 (versão licenciada do AgustaWestland AW101 adaptado para caçar minas) ou mesmo os mais antigos e pesados Sikorsky MH-53E para a mesma missão.
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    Curiosamente, mas alinhado com uma comunicação politicamente correta, os Hyüga operam com apenas 3 (três) SH-60K e 1 (um) MCH-101, enquanto os Isumo com 7 (sete) ou 9 (nove) helicópteros.
    Porém, em face ao tamanho do convés de voo e hangar, é possível estimar uma capacidade ‘full’ de até 18 (dezoito) e 28 (vinte e oito) helicópteros, respectivamente.
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    Na missão ASW, a principal destes navios, acredito que podem sustentar no ar vários helicópteros, enfrentando mais de uma ameaça ao mesmo tempo.
    Um enorme diferencial.
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    Abç.,
    Ivan, o Antigo.

  4. É recorrente a ideia de embarcar um punhado de F-35B Lightning II nos novos DDHs japoneses.
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    Entendo que o par da Classe Hyüga são pequenos para um caça-bombardeiro VTOL com MTOW superior às 20 (vinte) toneladas do Lightning II, mas os da Classe Izumo – como o Kaga apresentado na matéria acima – teria tamanho suficiente para operar facilmente uma dúzia (de 14 a 15) aeronaves.
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    Claro que seria necessário uma série de ajustes, adaptações e até mesmo modificações.
    Piso do convoo reforçado, verificar capacidade dos elevadores, como aproveitar espaços no hangar e por aí vai.
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    A questão é que as missões destinadas aos Izumo, assim como aos Hyüga, já são importantíssimas.
    Acredito que devem preencher bastante o tempo de vida útil dos 4 (quatro) novos DDHs.
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    Guerra antissubmarino (ASW) e guerra de minas – notadamente a retirada e destruição de minas navais – são ações essenciais para a marinha do Japão.
    Basta olhar o mapa do TO (teatro de operações) da JSDF (Japan Self-Defense Forces):
    http://www.mapsofworld.com/asia/maps/map-of-china-japan.jpg
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    Ao norte a Rússia, com uma ainda poderosa frota de submarinos.
    Á leste a Coréia do Norte, cada vez mais belicosa e instável.
    Ao sudoeste a imensa e poderosa China, com seus projetos de expansão e um marinha que pretende ser de águas azuis, mas ainda com forte aplicação anti acesso (submarinos, torpedos e minas).
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    Entre estas áreas vários estreitos, canais e ilhas.
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    Uma das missões da JMSDF é manter as passagens abertas, não só para o comércio e abastecimento das ilhas que constituem o Japão, mas também para abrir passagem para forças navais conjuntas com a US Navy.
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    É muito trabalho para as 4 (quatro) flotilhas:
    – Escort Flotilla 1 (Yokosuka);
    – Escort Flotilla 2 (Sasebo);
    – Escort Flotilla 3 (Maizuru);
    – Escort Flotilla 4 (Kure).
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    Entendo que os japoneses mais cedo ou mais tarde vão operar porta-aviões novamente. Mas não precisam converter e sacrificar um dos seus magníficos porta helicópteros para isso.
    Seria um novo navio, um novo projeto, que obviamente teria muito do Izumo e Kaga, porém muito mais.
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    A verdade é que os DDHs japoneses, antigos e novos, são incríveis, flexíveis e extremamente úteis (bem como ocupados).
    Não precisam de caças VTOL, no máximo de Ospreys.
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    Abç.,
    Ivan, o mapento.

  5. Diego…
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    os F-35s encomendados pelo Japão são da versão “A” para uso pela Força Aérea, não podem
    ser utilizados a bordo de navios. O principal uso dos DDHs japoneses é guerra anti submarino
    o que é bem sensato diante da grande força de submarinos chinesa, mais de 60 unidades hoje
    em dia e que encontra-se em expansão, podendo chegar a 90 ou mais unidades na próxima década.

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