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Saab mira na classe Tamandaré, estaleiros civis e Arsenal de Marinha

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Apresentação da Saab para a imprensa no Rio de Janeiro

De fornecedora de sistemas e armamentos, empresa sueca quer se tornar construtora de navios para a MB

Por Fernando “Nunão” De Martini

Na disputa de empresas mundiais do setor naval por oportunidades no reequipamento da Marinha do Brasil (MB) as quatro novas corvetas classe “Tamandaré” são o programa da vez. Afinal, nada menos do que 21 empresas ou consórcios apresentaram, no primeiro semestre deste ano, documentações em resposta ao aviso de chamamento da Marinha, para o processo de construção dos navios. O grupo de defesa sueco Saab é um desses concorrentes, e nesta segunda-feira (16/10/17) realizou, no Rio de Janeiro, um encontro com a imprensa para dizer por que se considera em boa posição nesse páreo. O Poder Naval esteve presente ao encontro e resume aqui alguns dos pontos principais apresentados.

Alencar Leal, oficial da reserva da Marinha que hoje é analista de projetos da Saab Brasil, ficou encarregado da exposição geral dos sistemas navais do grupo. Leal destacou que, após programas militares bem-sucedidos no setor aéreo do Brasil (em especial os caças Gripen E/F para a Força Aérea) e terrestre (sistemas de mísseis superfície-ar para o Exército), a continuidade da presença da Saab no reequipamento das Forças Armadas não é mais vista como apenas uma opção, mas se tornou uma missão para o grupo sueco. Missão que agora inclui o mar.

O Brasil é visto não só pela sua própria capacidade de adquirir material de defesa, mas também um meio para que esse material chegue a outros países da região (México foi um dos exemplos citados), dentro de uma perspectiva de expandir mercados pela exportação que, para Leal, vem da própria experiência sueca: um país pequeno com grandes necessidades de defesa, mas que precisa explorar o mercado externo para gerar a escala de seus produtos (o que vale também para seus produtos do mercado civil). E um caminho para isso é realizar parcerias, o que é o caso pretendido, agora, no setor naval brasileiro.

Aqui se insere a oferta do grupo Saab para o programa de quatro corvetas da classe “Tamandaré”, que enfatiza a capacitação para construção no Brasil, como pretende a Marinha.

Concepção da corveta Tamandaré

Estaleiros privados e AMRJ

O executivo da Saab informou que a empresa já vem realizando visitas de conversações com estaleiros privados — uma delas ocorria naquele dia — e que essas ações fazem parte do objetivo de ir além da posição atual do grupo sueco como fornecedor de armamentos, sistemas e equipamentos para a MB (dos quais os exemplos mais conhecidos são as alças eletro-ópticas que equipam fragatas e corvetas) e se tornar um construtor de navios para a força. Para a disputa do programa da classe “Tamandaré” por meio da divisão Saab Kockums, o grupo apresentou ofertas que podem incluir parcerias tanto com estaleiros privados quanto com o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

Sobre o AMRJ, a pergunta do Poder Naval ao executivo da Saab foi sobre como pretendem trabalhar com o arsenal, frente à sua realidade em pessoal e equipamentos. Afinal, é uma organização que possui em suas oficinas e instalações algumas áreas modernizadas em meio a máquinas operatrizes pesadas, ferramentas e processos representativos de várias décadas atrás — ainda que boa parte das centenas de máquinas como tornos, conformadoras e plainas seja mantida em condições de operar — e carências diversas em mão de obra. Em outras palavras, um arsenal que se mostra como um “case” vivo de arqueologia industrial, onde convivem extratos modernos e camadas de antiguidades, adquiridas ao longo dos surtos de construção naval militar do último século.

Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Foto: Fernando De Martini

No caso do AMRJ, o que a Saab está oferecendo formalmente é, entre outras possibilidades de uma oferta flexível, uma revitalização ampla, tal qual realizou no tradicional estaleiro sueco de Karlskrona (junto à principal base da Marinha da Suécia), transformado de uma instalação ultrapassada em uma organização moderna, com equipamentos, métodos e processos atuais e mão de obra capacitada. Não se trata, segundo Leal, de simplesmente ocupar e modernizar algum edifício do AMRJ para cumprir um contrato de corvetas, mas de realizar uma ampla transformação.

Nesse ponto, o executivo Pieter Verbeek, diretor de desenvolvimento de negócios da Saab do Brasil, completou que o objetivo do grupo sueco não é apenas vender navios, e sim recapacitar a construção naval militar do país. Sobre isso, Alencar Leal também afirmou que, pela capacitação da Saab Kockums em construir de navios de superfície a submarinos e transferir tecnologia de ponta para países que, como o Brasil, têm capacidade técnica e de recursos humanos para absorver, trata-se de uma pretensão real.

Reforçou que há várias opções na mesa, que incluem não só o AMRJ mas diversos estaleiros privados, cabendo à Marinha decidir o caminho, caso escolha a proposta da Saab para as corvetas. Em qualquer dos casos, segundo Leal, a busca é por parcerias de longo prazo, ampla atuação tecnológica, com flexibilidade e qualidade. Ainda sobre o tema, informou que não só estaleiros estão sendo visitados, mas também navios da Marinha do Brasil, como a corveta Barroso (que serviu de base para o projeto melhorado da classe “Tamandaré”.

Exportações e perspectivas

A apresentação enfatizou, como já mencionado, o caso da Suécia ser um país pequeno (sua área é relativamente grande para padrões europeus, mas a população é pequena) que para viabilizar sua defesa focou em desenvolver o ciclo de vida de seus produtos e em exportar. Essa perspectiva também é válida para o caso das futuras corvetas classe “Tamandaré”, de forma que a modernização da capacidade de construção proposta pela empresa torne essa atividade competitiva, e que exportações de navios da classe possam gerar royalties para a Marinha.

Sobre as perspectivas de uma decisão a respeito do programa das corvetas, a situação política e econômica do país foi apontada como dificuldade para que se tenha uma escolha e início do processo antes do final do próximo ano, que é de eleições presidenciais. Ainda assim, Leal ressaltou que o grupo Saab tem condições de oferecer, além de sistemas, equipamentos e navios completos, formas de financiamento para viabilizar a proposta.

Além dos já mencionados Alencar Leal e Pieter Verbeek, os executivos Fredrik Hillbom e Robert Petersson participaram das conversas que se seguiram à apresentação e rodada de perguntas.

Professora Sabrina Evangelista Medeiros

Antes, o evento contou com exposição de Sabrina Evangelista Medeiros, professora associada da Escola de Guerra Naval, no Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos (PPGEM-EGN/MB). A pesquisadora de Ciência Política e Relações Internacionais fez uma exposição sobre cooperação internacional para segurança e defesa, no contexto das ações de reequipamento naval da América Latina, numa perspectiva geopolítica em que as oportunidades de cooperação devem ocorrer tanto entre países quanto dentro de um mesmo país (interagências).

O colaborador do Poder Naval viajou ao evento a convite da Saab

67 COMMENTS

  1. A “marinha” guarda costeira, com esse programa, ruma inabalavelmente para uma capitania de portos de má reputação. Logo a guarda aduaneira será mais poderosa.

    Parabéns aos envolvidos.

  2. Por causa do custo e tempo, espero que esse projeto não siga adiante.
    Seria muito melhor comprar navios “prateleira” e navios de patrulha como o oferecido a Argentina por um estaleiro espanhol por um custo de 50 milhões cada.

    Deveria era investir nas compras de oportunidades e nos subs, para ver se ainda veremos algum operacional nessa década.

    Os “chefes” da MB, são muito incompetentes e megalomaníacos por projetos, só lembrando a modernização do A-12, que ultrapassaria 2 bilhões de dólares.

  3. A Barroso tem se mostrado um projeto bem sucedido, com o navio tendo demonstrado bom desempenho na missão de paz no Líbano.

    Quem quiser conhecer mais sobre a Barroso, acesse esses links:

    http://www.naval.com.br/blog/2008/08/19/finalmente-a-barroso/

    http://www.naval.com.br/blog/2015/12/27/as-corvetas-classe-inhauma-e-barroso/

    As Tamandaré serão ainda melhores, então investir nelas não é um erro, tendo em vista a baixa prevista das duas Type 22 restantes e das primeiras Vosper Mk 10.

    Mas a MB precisa tocar futuramente o Prosuper, para adquirir pelo menos 5 ou 6 fragatas de maior porte. Isso poderá ser feito quando os pagamentos dos submarinos forem terminando e a economia melhorando.

  4. Concordo com o Galante. Muita gente aqui critica este projeto. Não acho tão ruim assim e tb não dá para pegar um valor total de dividir por 4, tem várias variáveis, inclusive o próprio Custo Brasil intrínseco.

    Mas também, precisamos revitalizar o AMRJ, taí um ótimo programa de Off-set, caso a Suécia leve esta concorrência, mataríamos dois coelhos com uma paulada: Descarregava o piano das escoltas um pouco e arrumava o Arsenal.

    Daí poderíamos partir para o Prosuper descansando as Niteróis e Type 22.

    Sei que serei crucificado, mas, pior do que tá não dá pra ficar!!!

  5. Pelo preço dessas corvetas dava pra comprar KDX II. Ainda que fosse o KDX-I, seriam navios mais capazes;
    Essa “classe” não logrará vendas externas, logo não haverá diluição de custos de desenvolvimento;
    Ela não serve para substituir ASW e ASuW das Type 22 e Vosper Mk.10 na arena de guerra do estado da arte.

    A meu ver sim, um erro crasso. Grave.

    Porém como eu disse quando o insubmersível teve sua primeira subsessão entregue: a marinha deixou de ser de guerra e passou a ser uma guarda costeira de patrulha..
    Agora, prevejo apenas uma capitania de portos má afamada. Esse projeto sugará todos os recursos possíveis e jamais ficará ao nível de uma fragata ou destroyer leve.

    Rumo à capitania de portos, com as capitâneas sendo os “macaés”, do alto de suas 500t pra impor respeito em crianças de até 5 anos de idade.

    Parabéns aos envolvidos, novamente.
    E o tempo apodrece o que já nasce enferrujado.

  6. Alexandre Galante 17 de outubro de 2017 at 15:30
    Galante,tenho comigo que o projeto corvetas foi e é vitorioso, segue-se uma escalade evolução que não podemos jogar fora como foi feito com o conhecimento para construção dos IKL 109. Mas também sei da urgência de meios agora. Por essa urgência teríamos que correr atrás de trazer o Ocean, as OHP australianas, e darmos uma “pintada” (rsrs) nas Niteróis. Também seria de uma boa trazer o NaPaOc HMS Clyde, único dos três da classe com convoo que serão disponibilizados pela RN. Mais uma boa notícia sobre as Tamandarés, Jungmann proporá ao congresso que royaltes do pré-sal sejam destinados as Tamandarés.

  7. Galante, vendo essa foto ai vejo o NAE SP, alguma noticia dele?? foi vendido onde se encontra?? Podíamos vende-lo para a china igual fez a Ucrania!!!

  8. Thom disse:
    “Os “chefes” da MB, são muito incompetentes e megalomaníacos por projetos, só lembrando a modernização do A-12, que ultrapassaria 2 bilhões de dólares.”
    __________________________________________________

    Não é à toa que o NAe foi posto pra escanteio quando o orçamento dos reparos se mostrou inviável… Mas, não vejo motivos para tanta raiva, e até acho que alguma lucidez tem se mostrado ultimamente nos planos da Marinha.

    Sou bastante favorável às compras de oportunidade, principalmente nesses tempos bicudos que vivemos. Também concordo que comprar de “prateleira” possa ser bom, mas não no caso das escoltas. Com as Tamandarés estamos falando de um produto que pode agregar muito à indústria de defesa local, pois servira de bancada para vários equipamentos avançados produzidos no Brasil, mesmo que por empresas com capital estrangeiro.
    Se for de fato viável levantar um estaleiro brasileiro (privado ou no Arsenal de Marinha), que se faça aqui essa produção. Ainda mais em tempos de economia cambaleante e desemprego em alta, acho injustificável aplicar quase U$ 2Bi numa compra de prateleira no exterior, quando boa parte disso poderia circular no nosso próprio mercado. Então, acho uma boa opção buscar um parceiro estrangeiro (suecos, italianos, ingleses ou quem quer que seja) para levantar a produção por aqui mesmo.

    Att,

  9. Para desfilar em missão de paz e servir de “base” para cerimônias pomposas de troca de comando regadas a autêntico champanhe essas corvetinhas dão para o gasto. Para a guerra, NÃO.

  10. Thom disse:
    “Os “chefes” da MB, são muito incompetentes e megalomaníacos por projetos, só lembrando a modernização do A-12, que ultrapassaria 2 bilhões de dólares.” Imagino que você se referiu ao CM anterior, e se o fez não errou. O atual CM é bem realista e está tentando consertar o estrago feito por aquela megalomania e má gestão, e creio que, com os recursos disponíveis, colocará a Gloriosa em melhor condição, seja por boas compras de oportunidade, ou pela construção das Tamandaré. Enfim, como alguns escreveram, pior do que está não pode ficar.

  11. A MB busca uma parceria de longo prazo?
    .
    Fincantieri…
    .
    Joga no peito deles e bota o Vard Promar pra trabalhar.
    Quem sabe podem dar até alguma utilidade ao Atlântico Sul no futuro, que fica do lado…
    .
    Projetos eles tem. Fragata, NApLog, Patrulha, LHD e etc…

  12. Bardini, a Saab kockums tem experiência com vasos de menor tonelagem. Eu gostaria de ver uma fragata leve derivada de uma Visby bombada, mas temo pela capacidade do fabricante adentrar em projetos de muito maior tonelagem que o habitual.

    A fincantieri seria uma boa opção, principalmente no novo NPM que ela está construindo para a marinha italiana. Só pelamordedeus não me venham com essa história de ToT de matriz para subsidiária, como no caso das Kombis.

  13. Adler, ninguém começa do zero o desenvolvimento de tecnologias. Chineses e coreanos são mestres nisso. O seu assombroso desenvolvimento econômico e militar se baseou numa sequência bem ordenada: primeiro copia (e ao contrário do que muitos pensam boa parte das cópias são autorizadas), depois aperfeiçoa a cópia e por fim desenvolve um modelo melhor a partir do original.

  14. TukhAV 17 de outubro de 2017 at 18:11
    Tukhav, você sabe por que este projeto chama-se CV-03? Por que não começou do zero. Esse projeto começou nos anos 70 e teve as CV-1, CV-2 e agora a CV-3.

  15. Poderiam oferecer esse São Paulo pros chineses… talvez eles concordassem em nos dar alguma grana por ele… Deixar paradao ai ocupando espaço e que não pode. Essa parceria com os Suecos seria muito boa, principalmente se eles colocassem o míssel anti navio deles como armamento. Também vejo os estaleiros coreanos como uma boa solução.

  16. Salvo engano, a FREMM do Marrocos custou 470 milhões de euros, o que dá cerca de US$ 553 milhões. Ou seja, caso se mantivesse esse preço e em uma conta de padaria, com o preço das 4 Tamandarés, compravam-se 3 FREMM e ainda sobrariam uns US$ 100 milhões.

  17. A SAAB tem mostrado que tem tecnologia, sabe desenvolver uma gama variada de armamentos e são parceiros até o momento mas, são 21 empresas a apresentar as suas propostas, vamos aguardar! Acho que a China, Seul ganha este certame, seus preços são melhores do que a grife europeia, principalmente a China. Penso que as Corvetas Tamandarés deveriam serem construídas em estaleiros particulares, há muitos por bons aqui. Se for esperar reformar o ARMJ que a própria marinha deixou acabar vai demorar muitos anos até o corte do primeiro aço e uns 8 anos até o comissionamento de uma tamandaré e as fragatas vão estar no osso. Lembrando que o Start só irar ocorrer depois das eleições presidenciais, ou seja, em 2019. O que é inevitável são compras de oportunidades para dar fôlego aos desenvolvimentos.

  18. É uma ótima notícia, principalmente pelo portifólio que a Saab possui, e sua expertise na integração de complexos sistemas navais. Àqueles que não saibam, o radar Sea Girafe dos LCS da US Navy são da Saab. O míssil antinavio RBS-15 também seria uma excelente adição e tanto à MB. Mas o mais importante a meu ver é que os suecos possuem linhas de crédito disponíveis para fomento de parcerias em projetos militares estrangeiros, haja visto o FX da FAB. E o que as CCT precisam é disso.

  19. Nunca uma KDx II custaria o preço de um Tamandaré….nem se fosse de prateleira….

    Sou fã dos navios sul coreanos, mas uma KDx II, com sensores e armas modernos, jamais sairia pelo valor de um Tamandaré.

    Acredito, achismo mesmo, que uma KDx II com sensores e armamentos atualizados sairia por uns US$ 700 milhões, de prateleira.

  20. “Fabio Souto. 17 de outubro de 2017 at 16:13
    Nunão essa foto do arsenal de marinha e atual? desculpe a pergunta o navio patrulha maracana ja chegou no AMRJ?”
    .
    Fabio, a foto é desta segunda-feira de manhã, e o futuro NPa Maracanã não está nela. Peço que pergunte de novo só daqui a 90 dias, por favor.
    .
    “Fresney 17 de outubro de 2017 at 17:07
    Galante, vendo essa foto ai vejo o NAE SP, alguma noticia dele?? foi vendido onde se encontra?? Podíamos vende-lo para a china igual fez a Ucrania!!!”
    .
    Fresney, o NAe São Paulo se encontra onde está na foto, que é de ontem de manhã. E por lá deverá ficar ao longo dos próximos anos, pois a duração prevista de sua desmobilização, anunciada há alguns meses, é de três anos, conforme a notícia abaixo (no final do 1º parágrafo):
    http://www.naval.com.br/blog/2017/02/14/desativacao-do-nae-sao-paulo/

  21. Bavaria Lion ( 17 de outubro de 2017 at 16:48 );

    Uma KDX-II, hoje, certamente vai custar de US$ 700 milhões pra cima… Se for uma KDX-IIA então… pode esperar aí mais de US$ 1 bilhão por navio…

    No que tange a ASW e ASuW, não haverá nada a dever em sensores perante o que está presente em fragatas atuais dentro das três mil toneladas, e menos ainda se operar ‘full’ com um MH-16 ( e tudo indica que o fará )…

  22. TukhAV ( 17 de outubro de 2017 at 18:00 );

    Creio que a ‘Visby’ jamais daria origem a uma fragata. É um vaso bem específico. Aliás, acho difícil ser algum dia exportada…

    A SAAB já tem umas ideias para vasos de maior tonelagem. E eis um tipo que pode dar origem a ‘Tamandaré’, haja visto a própria MB ter manifestado que pode avaliar projetos que já estejam disponíveis nos estaleiros participantes.

    FlexPatrol98: https://www.youtube.com/watch?v=HZ8MrffDWzs

    NaPa FAC55 ( menor ), MCMV80 e o FlexPatrol98.

    http://saab.com/globalassets/commercial/naval/situational-awareness/multi-role-surveillance-radar/sea-giraffe-all/sea-giraffe-ships-3-col.jpg

  23. obrigado Nunão bela foto,curioso da para ver 3 corvetas classe Inhauma, de certo a CV Inhauma
    ainda não foi pra sucata.

  24. TUKHAV, você foi no ponto, a SAAB só construiu navios pequenos e a Kockuns só construiu submarinos de projeto alemão, e agora os suecos deram uma pernada nos mesmos alemães da Thyssen, enfim, se for realmente cobrado nas propostas que os navios sejam “Sea Proven” como está no chamamento publico os Suecos estão fora ….

  25. Top Gun Sea, me permita discordar de vc, todos os projetos de sucesso da MB foram iniciados e terminados no AMRJ, como por exemplo as Fragatas Niterói e os Classe Tupi, em ambos os casos o AMRJ partiu do zero e concluiu a missão com sucesso.

    Por outro lado as Corvetas Classe Inhaúma construídas na antiga Verolme …..
    Os NaPa Macaé no EISA …..

    Me diga um case de sucesso em estaleiro nacional para navio militar ???, aliás me aponte um case de grande sucesso em estaleiro nacional para qq coisa ??, vamos abrir apenas uma exceção ao INACE, que quase quebrou construindo navio de marinha ….

  26. Alex Nogueira, seria uma boa opção, outra opção que eu acho que cairia como uma luva para a MB seria a meko 200, a África do Sul comprou 4 delas e usa elas no Atlântico Sul sem nenhum problema, a Argélia também comprou duas e se não me engano o preço delas é mais ou menos o mesmo que estão especulando pelas Tamandarés

  27. Apenas finalizando sobre os Suecos, alguém pode refrescar aqui a história “negra” do desenvolvimento do Torpedo pesado brasileiro TP 2000 pelos suecos na década de 90 ???.

    Uma tal empresa sueca que junto com o governo enrolou a MB por anos até devolver os USD 51 M investidos pela MB após uma intermediação internacional ….

    Uma empresa que lançava nos testes do torpedo uma versão antiga do torpedo, camuflada e pintada com as cores da versão nova para enganar os Oficiais inspetores da MB ….

    Tem um passado nórdico recente por aí e um avião que ainda não voou ….

  28. Os chineses teriam interesse no São Paulo?
    Achei interessante a idéia.
    Capacidade para dar uma geral eles têm.
    Quem sabe até para o Brasil mesmo já que os preços deles são bem em conta?
    Os chineses são capazes de revirar tudo quem sabe até colocar catapulta magnética…

  29. John Paul Jones,
    Pelo menos os suecos devolveram o dinheiro, algo raro de acontecer.
    E o Gripen E já voou.
    Mas vou reforçar seu argumento: o casco da Inhaúma foi aprovado por especialistas suecos, que atestaram a qualidade do projeto.
    Eu preferiria que a MB adotasse um navio já provado no mar. Opções não faltam.
    Mas se vai pegar um projeto novo, que pelo menos arrume um sócio para dividir os custos. Os colombianos estão querendo construir uma escolta semelhante e podem ser bons parceiros. Só não vai se juntar com a Argentina rsrs.

  30. Concordo com vc sobre a Colômbia, conceitualmente é o mesmo navio, uma Fragata leve e seria uma economia em escala sem precedentes na América Latina.

    Com relação a Inhaúma discordo, se vc estiver falando das CVI a operação no mar daqueles navios foi sofrível …., eram chamadas de pata chocas pelo peso em lastro que tiveram de acrescentar ao projeto final completamente desbalanceado.

    Quanto a devolução de dinheiro vc tá certo, mas eles só devolveram por causa do Gripen na época, ia pegar muito mal para a SAAB e o governo Sueco o vexame do torpedo ….

  31. Onde se lê AMRJ.
    Leia-se Estaleiro SAAB CO.
    A classe Tamandaré quando nascer
    Já vai tá velha , como aquele filme “curioso caso do Benjamin Burton”, ou seja, já vai tá velha.
    Até atualizar o AMRJ vai-se levar anos pra ser construída. E pelo preço acho que a Marinha pode adquirir coisa melhor no mercado.

  32. Nonato 18 de outubro de 2017 at 0:02
    Os chineses teriam interesse no São Paulo?
    Achei interessante a idéia.
    Capacidade para dar uma geral eles têm.
    Quem sabe até para o Brasil mesmo já que os preços deles são bem em conta?
    Os chineses são capazes de revirar tudo quem sabe até colocar catapulta magnética…

    Nonato:
    Se o Tio San e os Franceses autorizassem a venda do A12 para os Chineses seria muito bom para o Brasil, para a China e para o próprio A12 que se livraria do scrap em Alang na Índia onde foi o destino final do A11 Minas.
    Para o Brasil, poderia troca lo com os Chinas por duas Fragatas Type 054A do ano de 2007 – e acredite que os Chineses o fazem sem pestanejar!
    Para os Chineses fazer a sesariana nele mudar a propulsão, trocar todo o sistema elétrico, resoldar todas as estruturas internas do casco e trocar toda a chaparia externa do casco, sabendo que este casco hoje por si só resiste por mais 15 anos, dando a ele mais 45 anos é muito fácil e rápido para eles fazerem. Lembrando que o PA Classe Kuznetsov, estava muito pior que o A12, suas estruturas internas e chaparias estavam todas podres e comida por salmora por não ter recebido as camadas protetivas anticorrosivas e pinturas na fase em que foi paralisado os trabalhos e mesmo assim os Chineses deram vida a ele novamente.
    E para o A12 vai ser bom pois, vai escapar do scrap e poderemos vê lo imponente navegando. Acho que tem muita água para rolar sobre o A12 – ele apenas saiu de cena para mudar o foco das prioridades. Se a MB do Brasil for competente passado a crise das escoltas, colocaria ele no estaleiro chines e eles fariam ele ficar novinho em menos de 2 anos e por um preço bem modico e parcelado! O caminho para o crescimento da MB e se libertar do monopólio das grifes caríssimas das empresas navais ocidentais que controlam o crescimento da marinha da América do sul é a China. A MB precisa sacar isso!

  33. John,
    Foi isso que eu quis dizer ” reforçando seu argumento”.
    O casco da inhaúma é uma porcaria e os suecos disseram que ele dava conta do recado. O IPT disse que era uma porcaria, mas a MB preferiu a opinião estrangeira.

  34. Top Gun…
    .
    não se trata dos EUA liberarem a venda do “A 12” para a China e sim que a China não tem o menor interesse por ele…talvez tivessem interesse 20 anos atrás, mas, não agora…os chineses compraram um casco inacabado, portanto, em boas condições para torna-lo viável…diferente do “A 12” que hoje conta 54 anos desde que foi comissionado pela marinha francesa.
    .
    O “A 12” foi pensado para uso até +/- 2025 quando então acreditava-se que um novo NAe
    estaria pronto ou quase pronto, conforme anunciavam revistas da época por exemplo, porém,
    o “desespero” de ver o NAe abandonado sem recursos necessários durante o restante da década passada levou à marinha brasileira à pensar “desesperadamente” também…mas…no
    fundo se sabia que não seria prático nem que haveria garantia de sucesso em uma caríssima
    revitalização.
    .
    Os chineses estão perto de concluir seu primeiro NAe construído totalmente por eles e mesmo
    mais e mais sofisticados já estão sendo projetados.

  35. As corvetas Tamandare de acordo com o almirante deve custar 350 milhoes de dolares
    pelo menos foi o que eu li . E como ja disse desconfio demais desses preços coreanos e chineses

  36. A SAAB pode se dar bem nessa licitação de duas formas: sendo o contratante principal ou sendo fornecedora de alguns sistemas, como radares, mísseis e etc.
    Conforme apontado acima, ela não tem experiência na construção de navios do porte da Tamandaré.
    Por outro lado, apresentou, juntou com a BMT (britânica), o Venator 110, que me pareceu bem interssante.
    E se vier financiado pelo Banco Sueco, com juros de 2,39% aa e pagamento após a última entrega, será um “aliado perfeito” rsrs.

  37. Acredito que o investimento alto desse porte, mesmo que maior se comparado a uma compra de prateleira , é válido! Pois agregaria muitos recursos ,muitos empregos diretos e indiretos, absorção de novas tecnologias e futuros protótipos. Mas… aqui é o Brasil, onde tudo se atrasa e o superfaturamento são reais.
    Para um país dessa importância no cenário mundial sendo a maior economia da América Latina e entre as 10 maiores do mundo. Além de imenso e rico em recursos , não se pode dar ao luxo de atrasar seus meios de defesa. O que eu quero dizer ,que se houvesse uma guerra , não teríamos condições de nos defendermos, visto que na area naval não dispomos mas de um Nae e seus caças, não dispomos mais de quantidade e qualidade de fragatas e corvetas que sejam superiores até mesmo de alguns vizinhos do continente . Não temos submarinos escorpenes ativos e operantes que façam frente aos escorpenes chilenos .
    O país precisa não apenas mostrar bandeira nas nossas zonas econômicas , mas mostrar que se tentar tomar será retaliado.
    É uma pena pois a Marinha está se tornando apenas uma força de trabalho !
    Nosso primeiro submarino deve sair em 2021 e o último deve ser 2030 nesse tempo estaremos a mercê de qualquer nação.

  38. Alguém sabe quanto custaria uma flexpatrol da própria SAAB? Olha, 400 milhões por navio é inadmissível, ainda mais por um navio que nem AESA tem.

  39. Para especular.

    “A fabricante brasileira de aviões Embraer (EMBR3) está planejando sua entrada na construção de navios e está negociando com estaleiros do Brasil e do exterior a montagem de embarcações, afirmou o presidente da área de defesa e segurança do grupo nacional, Luiz Carlos Aguiar, em entrevista ao jornal ‘O Estado de S.Paulo’.

    “Se fazemos avião, por que não navio”, afirmou Aguiar na entrevista ao jornal.”

    https://www.google.com.br/amp/s/economia.uol.com.br/noticias/redacao/2012/11/26/embraer-planeja-entrada-em-construcao-de-navios-diz-jornal.amp.htm

  40. Dalton 18 de outubro de 2017 at 8:39
    Top Gun…
    .
    não se trata dos EUA liberarem a venda do “A 12” para a China e sim que a China não tem o menor interesse por ele…

    Dalton
    Com a China tudo é possível! Mas no momento certo!

  41. Investir nestas corvetas é um erro uma vez que as corvetas o oferecidas pela Rússia tem mas tecnologias e capacidade em armamento e custa a metade do preço.

  42. John Paul Jones 17 de outubro de 2017 at 23:23
    Top Gun Sea, me permita discordar de vc, todos os projetos de sucesso da MB foram iniciados e terminados no AMRJ, como por exemplo as Fragatas Niterói e os Classe Tupi, em ambos os casos o AMRJ partiu do zero e concluiu a missão com sucesso….,

    John Paul Jones
    Acho que você não entendeu me! Não estou questionando a capacidade dos engenheiros navais da MB em executar o projeto e muito menos dizendo que estaleiros particulares são mais capazes! A análise que eu fiz foi sobre as condições operacionais dos estaleiros da MB que está hoje como uma praça de guerra. Para que esteja em condições de algum parceiro que viria a ganhar a licitação os utilizarem seria necessário uma extensa reforma. Mas veja bem! O Start para início dos trabalhos só irá acontecer em 2019 com o início das reformas dos estaleiros (pelo menos dois) que deve demorar uns dois anos para concluír com greves aqui e ali…. .Com isso o primeiro corte de aço só irá acontecer lá pelo final de 2020 ou início de 2021 isso se os repasses das verbas para a execução do projeto das Tamandarés vir em tempo hábil, a primeira iria para testes de mar lá para 2027. Diante do estado das atuais Fragatas e Corvetas é muito tempo, principalmente se não conseguirmos umas boas escoltas tampão. Por isso eu sugeri que elas fossem fabricadas em estaleiros particulares próximos a ARMJ dando um ganho de tempo de 2 a 3 anos. E diante do que aconteceu com o que seria a classe Barroso é bom para a MB desagregar ao maximo os vínculos na execução do projeto das Tamandarés, deixando a cargo da empresa ganhadora, cabendo a MB apenas acompanhar as fases de execução do projeto pelo cronograma de desenvolvimento.

  43. Top Gun Sea 18 de outubro de 2017 at 14:04
    Tem um estaleiro na Bahia movo, moderníssimo, parado e cheio de dívidas com o BNDS, não me lembro se é do Eike Batista ou da Odebrecht. Tá aí mais uma oportunidade fora da baia da Guanabara. Transforme-o em um novo Arsenal da Marinha. Já está pronto, é próximo a aeroporto, porto, ferrovia, rodovias. Há, esqueci, não é no ridijanero!

  44. Top Gun…
    .
    já ocorreu a você que às aeronaves chinesas…são grandes demais para um NAe como
    o “A 12” ? Mesmo que os chineses estivessem interessados em um NAe pequeno como o “A 12” quando comparado com os que estão construindo e projetando, ainda assim,
    os chineses precisariam:
    .
    1) Tornar o “A 12” navegável novamente…o que exigiria muita coisa;
    2) Retirar as catapultas…não para estudo…eles já estudaram e já possuem modelos em
    terra e sim porque não seriam necessárias e haveria necessidade de se instalar uma “rampa” na parte dianteira do convés de voo;
    3) Aumentar a largura do convés de voo em algumas áreas com ajuda de suportes, como feito no atual NAe indiano adquirido e reconstruído pelos russos…oferecendo uma segunda posição de partida para aeronaves;
    4) Adquirir da Rússia aeronaves do tipo Mig 29K…o SU-33 e o equivalente chinês J-15 são
    grandes para operar a bordo do “A 12” e mesmo assim seria uma ala aérea pequena com
    pouco combustível para gerar um bom número de saídas.
    .
    Não pretendo convence-lo com meus argumentos….mas…talvez ajude mais alguém que ainda sonhe com uma possível ressurreição do “A 12” na marinha chinesa.

  45. Dalton 18 de outubro de 2017 at 17:24
    Top Gun…
    .
    já ocorreu a você que às aeronaves chinesas…são grandes demais para um NAe como
    o “A 12” ? Mesmo que os chineses estivessem interessados em um NAe pequeno como o “A 12”

    Dalton;
    Se realmente cair um porta aviões no colo dos chineses para se somar 4 NAEs, a questão de tamanho de caça é mero detalhe – rapidinho eles transformam o caça J10B que tem 15,5 m em um caça naval. E eles vão de catapulta mesmo que será a tendência da nova classe, embora magnética. Aquele povo de olho rasgado tira leite de pedras, parecem alienígenas!

  46. Dalton
    Boa Noite
    Levando-se em conta q tudo é interligado, caldeira, geração de energia, catapulta (vc deve saber mais do q eu), teria q mudar tudo interligado a catapulta.
    Reequilibrar o navio todo!
    Impossível mesmo
    Sds

  47. Ádson: “Tem um estaleiro na Bahia movo, moderníssimo, parado e cheio de dívidas com o BNDS, não me lembro se é do Eike Batista ou da Odebrecht.”
    Chama-se Estaleiro Enseada Paraguassu (EEP), e encontra-se na Bahia de Todos os Santos, em Barra do Paraguaçu (Próximo à base de Aratu). Foi construído por uma joint venture entre a Odebrecht, OAS e UTC Engenharia (só Lavajato). Quando começaram as investigações, se aliaram à Kawasaki Heavy Industries. Atualmente encontra-se em recuperação judicial. Deve mais de 2Bi no mercado.
    Além de toda a infra-estrutura e facilidades, possui um dos maiores dique seco da América Latina, pois previa-se a construção de plataformas de petróleo para a Sete Brasil. Mas a cereja do bolo é realmente o maior Golliath do Brasil, um guindaste especializado no içamento de grandes blocos, que são a base da moderna construção naval atual.

  48. Ádson 18 de outubro de 2017 at 23:28
    Satyricon, é esse mesmo, deveria ser encampado pela Marinha.

    Ádson
    Realmente este estaleiro é uma potência. Será que ele tem Dick com elevador?
    De qualquer forma deve ter sido construído com verbas ou dinheiro público, a Lava Jato deve tomá lo para pagar dívidas e no futuro ser leiloado bem barato. A MB pode ficar de olho. Dá possivelmente até para a MB construir uma base naval do lado.

  49. Só quatro é um número tão insuficiente pra esse excelente projeto e pras dimensões da costa brasileira que pessoalmente acho que é uma oportunidade ótima pra aumentar quantitativamente os nossos meios com qualidade.

  50. “Top Gun Sea 19 de outubro de 2017 at 4:03
    “Dá possivelmente até para a MB construir uma base naval do lado.”
    Já tem a base naval de Aratu bem próxima, 20 mn.

  51. Top Gun Sea,
    E se a gente simplesmente aceitasse que o NAe SP já deu o que tinha que dar, depois de décadas de bons serviços prestados à França e muitas dores de cabeça prestadas à MB, e agora chegou a hora de seu merecido descanso (o desmanche). Se a MB quiser continuar sonhando com NAe, então que seja com coisa nova e funcional. Os chineses já optaram por unidades novas daqui pra frente, então não tem essa de tentar vender a sucata do SP pra eles.
    Desculpe o off topic. O papo aqui é sobre corvetas…
    Att.

  52. Júnior P. 19 de outubro de 2017 at 16:36
    Junior, a Marinha já aceitou isto. O São Paulo seve hoje só para estudos da EGEPRON.

  53. Devemos dar prioridade aos estaleiros instalados no Brasil,pois é uma forma de incentivarmos a construção naval nacional,dando-se mais empregos e esperança a indústria naval deste país,ou seja,uma forma inteligente de se proceder.

  54. Nunao, desmobilização do São Paulo? Vendam para Índia. Eles vão embica-lo na praia e desmonta-lo em menos de 6 meses.

  55. Não entendi, joao Brasil. O que eu tenho a ver com o tempo que a Marinha alocou para a desmobilização do navio? Só coloquei o link para a informação já divulgada a respeito.

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