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Participando da Operação Antártica (OPERANTAR) XXX desde outubro do ano passado, o Navio Polar (NPo) “Almirante Maximiano” (H41) está de volta ao Continente Antártico, após o reabastecimento na cidade chilena de Punta Arenas, dando continuidade às ações em prol do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), que completou 30 anos de criação no dia 12 de janeiro. Tanto o Navio Polar, quanto o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”, são fundamentais para o apoio logístico à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), bem como nas coletas de dados oceanógrafos na Região Antártica e em apoio aos projetos científicos desenvolvidos pelo Brasil na região.

O NPo “Almirante Maximiano” instalou, durante seu último Período de Manutenção Geral, ocorrido em 2010, diversos equipamentos científicos e de apoio à pesquisa, de modo a prover à comunidade científica os mais modernos recursos nas áreas de Hidrografia, Geologia, Biologia e Geofísica. O meio naval tem, ainda, capacidade de ser empregado para levantamentos hidroceanográficos, visando a atualização de cartas e publicações náuticas, sem prejuízo às atividades do PROANTAR.

Entre os dias 9 e 11 de janeiro, o NPo “Almirante Maximiano” esteve envolvido nas atividades logísticas do 4o voo de apoio ao PROANTAR, realizado pela Força Aérea Brasileira. Esses voos são periódicos e envolvem o emprego de aeronaves “Hércules”, transportando material e pessoal do Brasil até a Base Aérea Antártca Presidente Eduardo Frei, do Chile, localizada na Ilha Rei George, a mesma onde se encontra a EACF. O navio, empregando seus botes e suas duas aeronaves orgânicas UH-13 “Esquilo”, fez o transporte de pesquisadores e materiais diversos a serem utilizados pela EACF, pelo próprio navio e pelos projetos científicos.

Na Ilha Rei George, há oito Estações científicas de nacionalidades diferentes que se apoiam mutuamente em diversas situações. No dia 12 de janeiro, foi efetuado o desembarque de três pesquisadores com destino à Base Antártica Henryk Arctowski, operada pela Polônia, uma das mais próximas da EACF, em um deslocamento que durou aproximadamente 15 minutos de bote.

Pesquisador se prepara para ser transferido, de bote, para a estação polonesa

 

Pesquisadores realizam atividades científicas na Operantar XXX

Professor Paulo Rocha Campos(ao centro), com seu grupo de pesquisa

O Navio Polar (NPo) “Almirante Maximiano” possui uma intensa rotina de apoio aos pesquisadores embarcados que participam da Operação Antártica (OPERANTAR) XXX. Em sua permanência na Região Antártica, o navio é responsável por prover o transporte, por bote ou aeronave, das equipes envolvidas nos diversos projetos, bem como dos materiais necessários aos trabalhos de campo, aos respectivos locais de pesquisa.

No dia 12, o pesquisador Caio Turbay, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), ficou com seu grupo na Base Antártica Henryk Arctowski, operada pela Polônia. “Participo de um projeto multidisciplinar que envolve o estudo de solos, a geologia e a respiração provenientes da decomposição de organismos vegetais. Nosso objetivo é, basicamente, entender a dinâmica de perda de gelo pelos glaciares usando esses elementos. Vamos estudar a emissão de gases pelo solo, fazer perfis de solo e verificar o material que a geleira está deixando pela sua decomposição. Como a geleira é muito sensível à variação de temperatura, estamos tentando perceber os efeitos próximos desses glaciares”.

No dia 13, foi a vez do grupo do professor Paulo Rocha Campos, da Universidade de São Paulo (USP). “É importante estudar o que vai acontecer com o manto de gelo no futuro. A maneira como vai desaparecer ou se o que está acontecendo (derretimento do gelo) é simplesmente temporal. Olhamos e lemos isso nas rochas. Estudamos sob o aspecto climatológico, assim como fazemos com os animais e plantas. E o apoio do navio, com os botes e aeronaves, é de fundamental importância. Sem eles, talvez nem estivéssemos aqui”.

O professor começou a pesquisar a Antártica em dezembro de 1981. “O Programa Antártico estava sendo anunciado e eu estava com o projeto de estudar a Antártica. Na época, escrevi uma carta para a SECIRM (Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar) e, desde então, venho participando praticamente de todas as “OPERANTAR”.

No dia 14, o grupo de cientistas coordenado pelo professor Andrés Zarankin – do Departamento de Antropologia e Sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) -, foi transportado de helicóptero UH-13 “Esquilo” até a Ilha de Livingston, onde realizarão seus trabalhos por 11 dias. Depois, retornarão ao navio com as amostras e os dados coletados, preparando-os para serem analisados no Brasil, quando do regresso.

“Sou arqueólogo e estou estudando as primeiras estratégias humanas de ocupação na Antártica. Ou seja, o primeiro grupo de pessoas que trabalharam e ocuparam a região. Pelo que estudamos até o momento, foram grupos de operários de diferentes companhias de caças de focas, do final do século XVIII, início do século XIX. É interessante que os livros de história fazem referência sempre sobre os grandes exploradores e herois. A arqueologia é o estudo das pessoas a partir da cultura material, que pode ser estudado pelo lixo. A partir daí é que nós verificamos a rotina dessas pessoas”.

De acordo com o professor, argentino de nascimento, a Antártica proporciona que o material a ser estudado seja melhor preservado do que em outras localidades, por funcionar como um grande freezer, que congela esses objetos, conservando-os.

 

Andrés por ocasião do embarque no helicóptero da Marinha

Os pesquisadores que vão em terra estão sempre acompanhados de um alpinista, que auxilia o grupo, fruto de um convênio entre a Marinha do Brasil e o Clube Alpino Paulista, de São Paulo (SP). As maiores dificuldades em campo são as variações climáticas, a perda de visibilidade e o chão, muitas vezes irregular. Nelson Barretta, um dos alpinistas embarcados, nos explicou um pouco sobre a sua função.

“O Programa Antártico demanda que cada acampamento e a Estação Antártica Comandante Ferraz tenha um alpinista. O que nós, alpinistas, fazemos, é cuidar da segurança do grupo e de sua logística. Em acampamentos com até seis pessoas, temos um alpinista. Quando tem mais de seis, são dois alpinistas. Nosso papel é acompanhar os pesquisadores em seus trabalhos e, claro, com nossa experiência, participamos da montagem do acampamento, monitoramento do tempo de montagem do mesmo e as atividades dentro do acampamento. Posso dizer que somos um elo de ligação entre o navio e os pesquisadores”.

  

Durante a permanência do acampamento em terra, o navio continua mantendo contato via rádio com o mesmo para, caso haja alguma emergência, estar pronto para prestar o apoio necessário.

FONTE: NOMAR

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O Ministro da Defesa, Embaixador Celso Amorim, visitou, no dia 10 de janeiro, o Navio Polar “Almirante Maximiano”, acompanhado do Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto. A bordo, foi recebido pelo Comandante do navio, Capitão-de-Mar-e-Guerra Newton Calvoso Pinto Homem.

Após a cerimônia alusiva aos 30 anos do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), a comitiva deslocou-se da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) para o navio, a bordo da aeronave orgânica UH-13 “Esquilo”, para uma visita de aproximadamente 20 minutos.

Na ocasião, o Ministro conheceu o Laboratório Misto, destinado às atividades de pesquisas biológicas, dotado de um ultra freezer, usado para conservação das amostras biológicas colhidas a uma temperatura abaixo de – 80ºC; visitou o passadiço, local de onde o navio é manobrado; descerrou uma placa comemorativa aos 30 anos de criação do PROANTAR; e assinou o Livro do Navio.

Em seguida, a comitiva deslocou-se para a Base Aérea Antártica Presidente Eduardo Frei, de onde partiu para a Cidade de Punta Arenas, no Chile, a bordo de uma aeronave “Hércules” da Força Aérea Brasileira.

 

Pesquisadores, a bordo, no Laboratório Misto

Ministro da Defesa, assina o livro do navio

FONTE: Nomar

 

O navio Cruzeiro Sul da Marinha do Brasil parte nesta segunda-feira (24) de Rio Grande para a Cidade do Cabo (África do Sul) com 16 pesquisadores brasileiros a bordo. Com recursos financeiros do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), o grupo de pesquisadores irá desenvolver uma serie de atividades científicas a bordo do navio com o objetivo de melhor compreender o papel dos oceanos como absorvedor de dióxido de carbono atmosférico.

O cruzeiro terá duração de 32 dias, ao longo da latitude 350 S, e é parte da contribuição brasileira em diversos programas internacionais que buscam a melhor compreensão do papel dos oceanos nas mudanças climáticas globais. Medidas de propriedades físicas, químicas, óticas e biológicas serão realizadas a bordo do navio pelos pesquisadores e estudantes do Instituto de Oceanografia da FURG, do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social – FURG

NOTA DO EDITOR: “cruzeiro”? Não seria comissão?

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DGMM realiza cerimônia simbolizando início da construção de navio de mapeamento

 

Almirante-de-Esquadra Arthur Pires Ramos apresenta o martelo que fará o ato simbólico do batimento de quilha do navio

O Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante-de-Esquadra Arthur Pires Ramos, realizou o Batimento da Quilha do Aviso Hidroceanográfico Fluvial (AvHoFlu) “Rio Tocantins”, no dia 05 de setembro, nas dependências da Indústria Naval do Ceará (INACE), estaleiro construtor, em Fortaleza (CE).

O Aviso tem como finalidade realizar a atualização contínua da cartografia náutica das principais hidrovias da Bacia Amazônica, possibilitando melhorias na segurança da navegação. O mapeamento ocorre por meio da execução dos Levantamentos Hidroceanográficos em Águas Interiores na região, sob a responsabilidade da Diretoria de Hidrografia e Navegação.

Com a presença do Diretor de Engenharia Naval, Contra-Almirante (EN) Francisco Roberto Portella Deiana; do Diretor-Presidente da INACE, Antônio Gil Fernandez Bezerra; e de outras autoridades, o evento foi marcado pelo ato simbólico de “martelar” a quilha, herança dos tempos em que a fixação era feita por pregos, ação executada pelo Diretor-Geral do Material da Marinha e que representa o “nascimento” da embarcação.

O Aviso é o primeiro de uma classe de quatro navios a serem construídos a partir do Relatório de Estudo de Exeqüibilidade realizado pelo Centro de Projetos de Navios, que originou a Especificação de Aquisição, de acordo com os requisitos técnicos de projeto e de desempenho elaborados pela Diretoria de Engenharia Naval. Os navios desta classe recebem nomes de importantes rios brasileiros, e o Tocantins, em especial, é o segundo maior rio totalmente brasileiro, que se projeta como importante hidrovia para o escoamento de produção agrícola e mineral.

Fonte/Foto: Marinha do Brasil

De 13 de junho a 21 de julho, o Navio Oceanográfico Antares (H 40) realizou um levantamento hidrográfico ao largo da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, entre as Ilhas Maricás e Tijucas.

No serviço, foi utilizado o sonar de varredura lateral Teledyne Benthos C3D interferométrico, que coleta, simultaneamente, a batimetria e a intensidade do retroespalhamento acústico, permitindo gerar boas imagens tridimensionais do fundo oceânico. O trabalho inédito possibilitou certificar a potencialidade do sistema e qualificar os oficiais e praças hidrógrafos em sua operação.

Dentre as feições captadas por esse equipamento, destaca-se o casco soçobrado da carta náutica nº 1506, que se refere ao ex-Contratorpedeiro Paraíba (D 28), detectado com precisão na posição de latitude 23º 05,72’S e longitude 042º 59,73’ W.

Os resultados do levantamento hidrográfico terão aplicação dual, sendo utilizados tanto para a atualização da carta náutica 1506, como para a geração de produtos para apoio às operações navais nas proximidades da Baía de Guanabara.

A Diretoria de Hidrografia e Navegação poderá adotar esse mesmo procedimento nas áreas de aproximação de outros portos brasileiros.

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) celebra no dia 27 de maio (sexta-feira), um Acordo de Cooperação Acadêmica, Técnica e Científica com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha (SecCTM), com interveniência da Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha (DSAM). Estarão presentes à assinatura do acordo, entre outros, o Vice-Reitor para Assuntos Acadêmicos da Universidade, prof. José Ricardo Bergmann, o Diretor de Sistemas de Armas da Marinha, Vice-Almirante Elis Treidler Öberg e o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior.

Esta iniciativa tem por objetivo contribuir para o aperfeiçoamento e o desenvolvimento do intercâmbio técnico, científico e cultural entre a universidade e centros de pesquisas da Marinha. Além disso, a crescente demanda por capacitação acadêmica para o desenvolvimento de tecnologias de defesa no País atribui maior valor a esse intercâmbio de conhecimentos. Por meio deste acordo, válido por cinco anos, a Marinha e PUC-Rio irão estabelecer programas conjuntos de atividades anuais, incluindo parcerias em bolsas de estudos e matérias técnicas com referência a projetos de interesses comuns.

FONTE: Portal Fator

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O encarregado da Divisão de Operações e Inteligência, do Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo (COMCONTRAM), da Marinha do Brasil, capitão de fragata Guilherme Guedes Pereira, apresentou hoje e apresentará amanhã (30) o Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo (SISTRAM) para os servidores das áreas de portos e navegação interior da Agência.

O SISTRAM é um sistema utilizado pela Marinha do Brasil para acompanhar, em forma gráfica e em tempo real, as embarcações nacionais e estrangeiras navegando no longo curso, na cabotagem, na navegação interior e no apoio marítimo.

Com informações de várias fontes de dados, o sistema apresenta um panorama de superfície mais atual da navegação na costa e águas interiores brasileiras, contemplando a movimentação de embarcações e navios mercantes, barcos de pesca e petroleiros.

O sistema está disponível para consulta pela ANTAQ e pode fornecer informações relevantes para as ações de fiscalização e regulação da Agência. Os técnicos da Superintendência de Navegação Marítima e de Apoio da autarquia já utilizam o sistema.

O encarregado da Divisão de Operações e Inteligência do COMCONTRAM explicou que o sistema permite, num primeiro momento, localizar navios, conhecer sua origem e destino, verificar distâncias entre diferentes embarcações e, ainda, entre estas e os portos. Contudo, afirmou que também é possível obter informações mais aprofundadas sobre as embarcações em navegação, contatando o banco de dados administrativo do sistema.

O SISTRAM integra uma rede que é alimentada pelos navios, por meio de equipamentos ligados a satélite, e por questionários, que são acessados e encaminhados ao sistema via internet pelas embarcações. Há ainda uma série de outros dados que são fornecidos pelas capitanias dos portos e unidades da Marinha, trazendo maior confiabilidade às informações.

Entre os sistemas integrados estão o CRT-AMAS, que reúne informações das marinhas do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, e o LRIT (Long Range Identification and Tracking), que é um instrumento do acordo multilateral para compartilhamento de informação sobre posicionamento de navios da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS), para atendimento de requisitos de segurança marítima e do meio ambiente.

A informação LRIT é composta pela identificação do navio e sua posição geográfica (latitude e longitude) em determinado momento. Essa informação é recebida por um centro de dados, designado pelo respectivo governo contratante, e redistribuída a outros governos signatários do SOLAS, segundo um plano de distribuição de informações coordenado pela Organização Marítima Internacional (IMO).

SISTRAM IV

O capitão informou que em dois anos a Marinha irá investir cerca de R$ 2 milhões na implementação do SISTRAM IV. A nova geração, que substituirá o SISTRAM III, permitirá a consulta através da internet, garantindo um acesso mais rápido, abrangente e intensivo das informações.

Além disso, o militar acredita que, com a nova versão do sistema, instituições que hoje já integram a rede, como a ANTAQ, o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Agência Nacional de Petróleo (ANP), deverão agregar novas demandas de informações.

Uma oportunidade para avaliar as perspectivas em relação ao novo sistema ocorrerá já nos próximos dias 14 e 15 de dezembro, durante a realização de um workshop no Rio de Janeiro. O encontro será na sede do 1º Distrito Naval, e contará com a participação dessas três instituições.

FONTE: ANTAQ

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Marinha constrói estação científica a 1.167 km da costa do Brasil, para proteger riquezas naturais

Sidney Martins – Enviado especial

A Marinha do Brasil conquistou um forte aliado tecnológico dentro da Estratégia Nacional de Defesa (END). Com a construção, neste ano, da Estação Científica da Ilha da Trindade (ECIT), a Armada estabelece um novo rumo às atividades científicas na ilha. Por sua localização, próxima às principais bacias petrolíferas e à região de maior desenvolvimento econômico do país, Trindade é um posto avançado vital para a defesa nacional.
A nova Estação Científica faz parte do Programa de Pesquisas Científicas da Ilha da Trindade (Protrindade), criado no âmbito da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), com o objetivo de promover e gerenciar o desenvolvimento de pesquisas na área.
De acordo com a Marinha, o Protrindade atende as diretrizes da Política Nacional para os Recursos do Mar, de Defesa Nacional e Nacional de Meio Ambiente. Localizada a 1.167 quilômetros de Vitória (ES) e a 1.416 quilômetros do Rio de Janeiro, Trindade, além de ser estratégica para a defesa nacional, vai propiciar a obtenção de dados essenciais para a previsão meteorológica.
A Armada conta hoje com 30 militares na ilha, operando uma estação meteorológica para o serviço de previsão do tempo da Marinha. É a única ilha oceânica brasileira com água potável. A estação conta com geração de energia, refeitório, frigorífico, telefone, televisão e acesso à Internet.

A cada dois meses são realizadas viagens de reabastecimento, ocasião em que os militares selecionados embarcam para servir durante quatro meses. De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra José Marques Gomes Barbosa, do Comando do 1º Distrito Naval (RJ), a seleção do pessoal leva em conta a capacitação específica e a vocação para a situação peculiar de se ficar longo tempo afastado da família.

Para a construção da estação foram superados diversos desafios, entre eles a dificuldade de acesso à ilha. Não há praias que facilitem o desembarque por superfície, em função da existência de um anel de corais. É necessário cuidado também com a arrebentação e com a mudança repentina do tempo.

Conforme levantamento feito pelo capitão-tenente Felipe Picco Paes Leme, 100 toneladas de material foram embarcadas no navio “Mattoso Maia”, em Vitória com destino à ilha. Após quatro dias de viagem, foram necessários 126 deslocamentos de helicóptero entre o navio e a terra, com duração de mais quatro dias. A concepção do projeto da Estação Científica foi feita por uma equipe da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com larga experiência em construções em lugares inóspitos.

Assessor da Secretaria da CIRM, o capitão-de-mar-e-guerra Camilo de Lellis de Souza explica que o projeto buscou soluções arquitetônicas para minimizar os impactos ambientai, como ventilação natural e sistema energia solar. O PVC foi usado como material para a construção, por ser mais eficiente para obras em locais de difícil acesso.

A ilha possui uma extensão de 8,2 quilômetros quadrados e é fortemente acidentada, com elevações de até 600 metros. Surgiu há três milhões de anos. Devido a sua origem vulcânica, a presença de lavas, cinzas e areias vulcânicas pode ser constatada, mas a última erupção ocorreu há 50 mil anos.Desde 1700, a ilha foi intermitentemente usada como ponto de apoio marítimo por traficantes escravagistas e piratas ingleses.

Em 1916, foi ocupada pela primeira vez por brasileiros, em função da Primeira Guerra Mundial. Ao término da guerra, foi desguarnecida. Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, foi novamente guarnecida para impedir que submarinos alemães a utilizassem como base de apoio e para garantir a sua posse efetiva pelo Brasil.

FONTE: Hoje em Dia

O Brasil pode assinar “a qualquer momento” um contrato de cooperação com Angola para colaborar no levantamento de sua plataforma continental, afirmou hoje o Comandante da Marinha do Brasil ao destacar o avanço nas negociações com o Governo angolano.

“As discussões estão bem adiantadas. Angola tem que entregar a sua proposta até ao final do ano e a qualquer momento o Brasil pode assinar o contrato com Angola para ajudar a fazer o levantamento da usa plataforma continental, usando a nossa experiência”, garantiu o almirante de Esquadra Júlio Soares de Moura Neto, no Rio de Janeiro.

O chefe da Força Armada falou à imprensa à margem da 24ª. Conferência Naval Interamericana (CNI), o mais importante fórum entre as Marinhas americanas, sobre assuntos ligados ao mar que decorre esta semana.

FONTE: RTP

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Brasil amplia ZEE

Decisão foi publicada no DOU de sexta-feira

O Brasil decidiu não esperar o aval da ONU (Organização das Nações Unidas) para expandir, além das 200 milhas náuticas, as fronteiras de sua soberania sobre recursos minerais como petróleo e gás no fundo do mar.

A partir de uma resolução interministerial publicada na última sexta-feira, qualquer nação ou empresa que queira prospectar recursos minerais na Plataforma Continental Brasileira terá de pedir autorização ao governo.

Segundo a Folha apurou, a decisão foi tomada após consulta da Petrobras, que poderá ter até 50% do capital nas mãos da União assim que for concluído o processo de capitalização em curso.

Hoje, a União detém 39,8% da empresa.

A mudança incorpora 960 mil km2, quase quatro vezes o Estado de São Paulo, à zona de soberania nacional, hoje de cerca de 3,5 milhões de km2.
É uma área cobiçada em razão da possível existência de novas reservas de petróleo na área do pré-sal.

DIREITO DO MAR

A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, abre a brecha para que países reivindiquem direitos sobre o oceano a até 350 milhas náuticas de sua costa. Além, portanto, da Zona Econômica Exclusiva, de 200 milhas.

Para que essa incorporação ocorra, os países signatários da convenção precisam entregar à ONU um mapeamento de sua plataforma continental, espécie de extensão submarina do território soberano.

O Brasil encaminhou esse pedido à ONU em 2004, mas, três anos depois, a organização rejeitou a proposta, após questionamento dos EUA.

Depois, a ONU requisitou que o governo brasileiro reformulasse o pleito.
A ONU não aceitou incluir 190 mil km2 distribuídos desde o Amazonas até a região Sul do país. Segundo a Marinha, o Brasil discordou e pretende apresentar nova proposta até 2012.

Consultada pela Petrobras, porém, a Cirm (Comissão Interministerial para os Recursos do Mar) entendeu que o país não precisa esperar a chancela da ONU.

Agora, cabe à ANP (Agência Nacional de Petróleo) decidir sobre as pesquisas de recursos minerais na área. Procurada, a ANP não se manifestou.

Um decreto de 1988 e uma lei de 1993 já definiam que qualquer investigação científica na plataforma continental só poderia ser feita por outras nações com autorização do governo e acompanhamento da Marinha, e que o Brasil exerce direitos de soberania sobre ela para fins de exploração de recursos naturais.

Além disso, o país se ancora no fato de que a ONU não estabelece condições e limitações de soberania sobre a plataforma continental.

FONTE: Folha de São Paulo

 

O Brasil tem quase 8 mil quilômetros de costa e o pré-sal pode ser uma grande promessa econômica, mas a ciência do mar, no país, ainda engatinha na praia.

Não há recursos humanos: em 2008, 673 profissionais foram formados na área –a maioria engenheiros de pesca e oceanógrafos. Em comparação, ao ano o país forma cerca de mil físicos, mais de 7 mil nutricionistas e mais de 100 mil bacharéis em direito.

“O maior problema, de longe, é a falta de gente. Dinheiro não falta”, diz Carlos Schettini, da Universidade Federal do Ceará.

Apesar da variedade de temas da área, que abrange desde as correntes marinhas, passa pela composição química dos oceanos e chega aos organismos que vivem neles, não existem também grandes congressos científicos nacionais sobre ela.

Não há, aliás, sequer uma sociedade de porte que una os cientistas. Além disso, não existe um instituto responsável por coletar dados no mar que sirvam de referência. “Nossas séries temporais são muito pequenas, é muito difícil achar uma série com dados de um período maior do que 10 anos”, diz Ruy Kikuchi, oceanógrafo da Universidade Federal da Bahia.

“Precisamos de uma Noaa. Ou um Serviço Geológico do Brasil para o mar, um Serviço Oceanográfico Brasileiro.” A Noaa é a agência americana que monitora oceanos e atmosfera. Entre mudanças de nome, tem 203 anos –e, então, séries históricas de balançar coração de cientista.

Para os cientistas, a pequenez das ciências do mar pode ter causas históricas no país, que teria tradição mais continental do que marítima. Eles elogiam o papel da Marinha no levantamento de dados oceânicos, mas dizem que seria bom evitar que esses dados fossem militares –a Noaa, por exemplo, é civil.

“O Brasil comporta um instituto de pesquisa da Marinha, próximo de questões de interesse da Marinha, mas isso não significa não possamos ter uma agência civil”, diz Paulo Nobre, do INPE.

FONTE: Folha de São Paulo

FOTO DO ALTO: Navio Oceanográfico “Prof. W. Besnard”, via Instituto Oceanográfico, Universidade de São Paulo. Segundo o site do Instituto, o navio foi construído em 1967, na Noruega, sendo o primeiro navio oceanográfico construído para a Universidade de São Paulo e uma importante plataforma de trabalho para as investigações oceanográficas. O Navio dispõe de equipamentos modernos de navegação e de amostragem oceanográfica remota, realizando muitos cruzeiros a cada ano. No passado, participou seis vezes dos cruzeiros do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR – 1983 a 1989).

FOTO DE BAIXO: Marinha do Brasil (Navio de Apoio Oceanográfico (NApOc) Ary Rongel e o Navio Polar (NPo) Almirante Maximiano na vigésima oitava Operação Antártica (OPERANTAR XXVIII), iniciada em 19 de outubro de 2009.

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Scott_terra nova

vinheta-clipping-navalHá 100 anos, a lendária expedição britânica ao polo sul Terra Nova, liderada pelo capitão Robert Falcon Scott, saía de Cardiff, no País de Gales, para descobrir que o explorador norueguês Roald Amundsen já tinha chegado antes à Antártida.

A façanha resultou na morte do próprio capitão Scott e de quatro de seus homens na viagem de volta.

Julian Dowdeswell, diretor do Instituto Scott de Pesquisa Polar, da Universidade de Cambridge, disse à Agência Efe que além das diferenças de planejamento entre as duas viagens, o que verdadeiramente distinguiu a expedição de Scott da do norueguês foi que, além do objetivo de alcançar o polo sul, o britânico estava preocupado com as implicações científicas da aventura.

Para Dowdeswell, a viagem de Scott no navio “Terra Nova” foi um “verdadeiro modelo” de expedição científica, que abriu o caminho para futuras pesquisas sobre a Antártida.

Esta foi a segunda vez que Scott se propôs a chegar ao polo sul, depois que, entre 1901 e 1904, liderou a expedição “Discovery”, na primeira tentativa do homem de conquistar a Antártida.

Na última viagem, em 1910, o célebre capitão da Armada Britânica partiu do porto de Cardiff com destino ao extremo sul do mundo, que levaria a sua morte e o transformaria em um herói nacional.

O capitão Scott queria chegar ao polo sul “para a glória do Império Britânico”, um ambicioso plano que encorajou Amundsen a organizar sua própria expedição com o objetivo de dar a seu país, que havia alcançado sua independência da Suécia recentemente, mais um motivo de orgulho.

Scott não soube do propósito de Amundsen até que, em outubro de 1910, quando o “Terra Nova” já tinha chegado a Melbourne, recebeu um telegrama informando que a aventura científica na qual tinha embarcado se transformaria em uma corrida pela conquista da Antártida.

Equipado com trenós motorizados, cavalos e cachorros, sua expedição, formada por 12 homens, teve início no dia 24 de outubro de 1911.

Dois meses depois, obedecendo as ordens de Scott, sete membros da expedição não seguiram até o final e voltaram com os cachorros para o acampamento que tinham instalado na metade de caminho.

Scott tomou a decisão de continuar a viagem acompanhado apenas por quatro de seus homens, que o seguiram na rota pelo lado oeste da barreira de gelo de Ross, caracterizada por ter um clima pior que o da rota leste, escolhida por Amundsen.

Além disso, Scott enfrentou condições meteorológicas registradas apenas uma vez a cada 100 anos, com nevascas que duraram vários dias e temperaturas 20ºC mais baixas que o habitual, que fizeram com que os motores dos trenós parassem de funcionar e que levaram à morte de vários dos cavalos.

Scott e seus homens recolheram durante toda a viagem cerca de 20 quilos de amostras e fósseis que proporcionaram importantes informações sobre a Antártida e, até alguns dias antes de sua morte, analisaram as diferentes temperaturas “de uma região com um clima muito curioso, na qual a mudança entre inverno e verão se produz quase sem transição”, comentou Dowdeswell.

O capitão “pode ter cometido erros no planejamento. Talvez teria sido melhor levar cachorros em vez de cavalos siberianos para puxar os trenós, mas Scott sempre baseou suas decisões em experiências de expedições anteriores”, disse Dowdeswell.

Ele afirmou ainda que, ao contrário, a decisão de Amundsen de tomar a rota leste foi um tanto “arriscada”, porque não havia evidências de que ela levasse até o polo sul.

Em 17 de janeiro de 1912, 33 dias depois da expedição de Amundsen, o “Terra Nova” chegou a seu destino e deu de cara com a bandeira norueguesa.

“Esta é a pior coisa que poderia acontecer”, escreveu Scott em seu diário, sem conseguir esconder sua decepção. “Este é um lugar horroroso e muito mais para nós, que nos esforçamos tanto para sermos os primeiros a conquistá-lo”.

Enfraquecidos e desmoralizados, o oficial Edward Evans morreu por causa de uma gangrena em uma mão ferida.

Depois de permanecer por vários dias em uma tenda de campanha esperando que a tempestade passasse, o capitão Lawrence Oates fez a escolha de morrer congelado na nevasca, para deixar de ser um estorvo para seus companheiros de expedição, que também acabaram sendo encontrados mortos, a poucos quilômetros de um acampamento, meses depois que Scott escreveu a última página de seu diário.

“Se tivéssemos sobrevivido, eu teria contado uma história sobre dureza, resistência e coragem dos meus companheiros, que teria comovido qualquer inglês. Estas simples notas e nossos corpos mortos contarão a aventura”, escreveu em um diário, que foi concluído com a mensagem “Deus, cuide de nossos familiares”.

RSS Discovery-foto-PN

FONTE: EFE

NOTA DO BLOG: a segunda foto é do RSS Discovery, navio empregado pelo capitão Scott durante a expedição ao Continente Antártico em 1901-1904. Tanto o Terra Nova como o Discovery foram construídos em Dundee (Escócia) e são representantes dos últimos exemplares de navios de madeira de grande porte com três mastros construídos na Grã Bretanha. O Terra Nova afundou em 1943 e o Discovery encontra-se preservado em Dundee.

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